III

- Melkor... está dormindo?!

- Hã?

- Já nos casamos há pelo menos uns dez mil anos!

- Ahn... verdade! Pois é, Mairon... acho que minha cabeça está voltando pra quando você estava esperando o Moriel...

- Sua cabeça não está boa.

- Hun... Mairon... e que tal se a gente tentar se distrair fazendo "aquilo"?

- Mais cedo não quis... e agora quer?

- E você já me viu sem querer por muito tempo?

Mairon sorriu e em seguida eles apenas se beijaram, primeiro de maneira suave e depois loucamente, de forma intensa, como geralmente faziam. Para deixar a Melkor ainda mais atiçado, Mairon tomou a sua forma feminina - a qual não era menos bela do que a forma masculina, porém era mais sensual e sinuosa.

- Oooh, Mairon, como você é gostosa...!

- Melkor... vamos hoje fazer algo diferente?

- O que, meu bem?

- Vamos ficar ambos de mulher hoje...

- Ambos? Ficaremos "ambas"?

- Sim... vamos?

O vala sorriu, e em seguida se transformou também em mulher. Antes de começarem as "vias de fato", ambas se olharam em um espelho o qual se encontrava no quarto.

- Veja, Mairon... oh, veja, a gente é tão gostosa... a gente de mulher fica com um peitão, uma cinturinha... olha!

Já bastante animada, Mairon fêmea passou as mãos pelos peitos de Melkor fêmea e depois pelos seus quadris, comendo-a com os olhos. Não demorou muito para que ambas começassem a se beijar e a se abraçar loucamente, as mãos bobas rolando soltas, as bocas devorando os corpos uma da outra. Até que as xanas se colocaram uma em contato com outra, tentando obter prazer a partir daí. Após algum tempo assim, os dedos ávidos de uma e de outra buscaram os órgãos do prazer e começaram a se masturbar mutuamente, ora massageando o clitóris, ora penetrando uma a outra com o dedo.

- Mairon...

- Hun...

- Meu bem, não acha que vai ficar meio chato fazer isso sem pau?

- Vou te mostrar que não precisa de pau...

Sendo assim, Mairon deitou a Melkor na cama e chupou seus peitos, depois lambeu o umbigo dela e enfim as coxas, pra depois lamber o grelo dela com prazer. O vala em forma feminina gemeu de prazer, corcovando as costas e roçando o grelo na língua da outra. Depois, sem aviso, Mairon sentou no rosto dela a fim de que Melkor a lambesse e chupasse, o que ela fez de forma ardorosa. Depois, a maia foi até o grelo da amante e a chupou também, fazendo ambas assim um "sessenta e nove". Ambas ficaram assim se chupando até gozarem gostoso uma na boca da outra. Após isso, Mairon voltou para a posição inicial e deitou-se sobre o corpo de Melkor, seus peitos roçando nos dela, a respiração ainda ofegante pelo prazer que houvera entre elas.

- Melkor...

- Oh Mairon, como você faz gostoso... seja de homem, seja de mulher...!

- Acho que mudei de ideia.

- Como assim?

- Acho que quero pau entre nós de novo...

E antes que Melkor pudesse reagir ou mesmo entender, Mairon tomou novamente a sua forma masculina. Estava ainda suado pelo ato sexual anterior, os lábios vermelhos de ter lambido a xota da outra e... o pau já duro, pronto pra entrar nela.

Os olhos de Melkor se arregalaram.

- Mairon, como isso é grande!

- Você também é bem grande, sabia?

- Hun... toma cuidado com isso!

Encaixando-se no meio das pernas da consorte, já com o pau na boquinha da xana dela, Mairon sussurrou em seu ouvido:

- Você quer me receber em você, Melkor?

- Hun... Mairon, você está tão duro! Sabe que não estou muito acostumado a ser penetrado, mas estou tão excitada que não vou querer para-AAAAAAAAHHHH!

Quando deu por si, Mairon estava todo enfiado em si, até a base do pau. O maia não tivera paciência afinal; estava afoito.

- Mairon, eu disse que não estava acostumado a levar rola!

O maia sorriu maliciosamente.

- Não se preocupe, eu também não estava quando te conheci.

Em seguida, passou a penetrá-la, primeiro devagar, depois com mais intensidade. Logo, Melkor parou de se sentir incomodado com "levar rola" e a rebolar junto com ele.

- Mete gostoso... sendo homem ou mulher!

- Você é tão apertadinha...!

- Só você me fazer gostar de ser fodida!

O maia continuou metendo, roçando a pélvis no clitóris da consorte e passou a mão nos peitos dela, ambos se deliciando loucamente naquele sexo luxuriante, até que Melkor gozou mais uma vez, apertando o pau dele com as deliciosas contrações de prazer.

- Ah...!

- Melkor... agora você já se acostumou a levar rola?

- Não só acostumei, como adorei!

O vala em forma feminina apertou os quadris do consorte com as pernas, mal se dando conta de que ele não havia voltado a se mover - mesmo ainda não tendo gozado.

- Hun... Mairon... o que foi?

- Acho que quero ultrapassar a última barreira que há entre nós.

Após ter dito isto, Mairon saiu de dentro dela, a virou na cama de bruços e então passou os dedos pelas nádegas dela, até chegar... na "portinha de trás".

- Mairon!

A "portinha" de Melkor se encolheu de medo e, logo em seguida, pelo susto, tomou novamente a forma masculina. Mairon sorriu, já deitando em cima dele, beijando a seus ombros e acariciando a seu torso ainda suado pelo anterior ato sexual. Em seguida, suas mãos foram até o membro dele, masturbando-o até ele ficar duro novamente.

- Mairon, vai doer!

- Não vai, eu prometo!

Sorrindo, o maia levantou e tomou de um óleo lubrificante o qual costumavam usar para lubrificar a si mesmo - uma vez que Mairon usualmente era o passivo. Passou um pouco do óleo nas mãos e depois passou nas nádegas do parceiro, depois com os dedos por fora da "cavidade" dele.

Com uma mão, Mairon voltou a masturbá-lo e com a outra penetrou-o com o dedo, tocando-o na próstata e fazendo com que assim ele tivesse prazer.

- Mairon...!

- Se gostou pela frente, vai gostar por trás também!

Então o maia passou o óleo em seu membro e em seguida colocou a cabecinha nele e sussurrou em seu ouvido:

- Anda... deixa eu fazer...

Melkor estava excitado e não queria parar, mas pensava também que o maia não ia abrir mão de fazer dessa forma. Então, acabou aceitando.

- Tá bom, vai! Mas tome cuidado comigo, hein...

- Pode deixar! - disse Mairon sorrindo. Em seguida, colocou o membro cheio de óleo nele, escorregando devagarzinho lá pra dentro. Quando deu por si, estava todo dentro dele.

- Melkor, você também é apertado de homem...!

O vala ainda estava de olhos fechados, ainda não acreditando que aquilo estava acontecendo. Mas estava. Não estava sendo lá muito agradável, mas quando o membro do parceiro passou a lhe tocar a próstata, ele passou a sentir prazer.

- Mairon, você mete bem de qualquer jeito, hein!

- Que bom que está gostando...!

Sem parar de masturbar ao parceiro, o maia permaneceu nessa dança até perceber que o consorte estava perto de gozar. Quando isso se deu, Mairon o surpreendeu e o beijou na boca. No meio do beijo, Melkor gozou em suas mãos e quase em seguida Mairon gozou dentro dele.

- Hun... Melkor, viu, não foi tão difícil! - sussurrou o maia após se desencaixar dele e deitar a seu lado na cama.

- É, não foi... mas você também, não sossega até fazermos todas as modalidades existentes de sexo!

Mairon sorriu.

- Sim, e por isso mesmo você devia pensar que não é tão difícil assim aceitar que a sua filha está prestes a se casar com um elda.

Na mesma hora o semblante de Melkor, que estava relaxado, se fechou e se tornou carregado outra vez.

- E eu, que até havia esquecido desse elda intrometido!

Com raiva, Melkor virou pro outro lado. E Mairon suspirou, arrependendo-se de ter falado daquilo. O vala já havia até mesmo esquecido do ocorrido - e ele tinha de lembrar!

O principal problema era que no dia seguinte haveria uma nova visita de Maedhros à casa deles. E Mairon temia mais um vexame da parte do consorte - ou até mesmo alguma violência contra o elda... quem poderia saber como o Vala Negro poderia se comportar?

To be continued

OoOoOoOoOoooO

Pois é, o Melkinho finalmente cedeu o butico! Rsssss! Tava na hora Melkinho, 10 mil anos de casamento e nada?

Capítulo que vem, o vexame básico do Melkor com o genro.