"Fala dos personagens" - normal.
"Itálico" - pensamento.

Classificação: T

Disclaimer: Naruto e toda sua obra pertence a Masashi Kishimoto.


Sakura mordeu o canto da língua contendo um suspiro.

Àquela hora, quando a brisa da madrugada e o vento gélido lhe arrepiavam o corpo - quando os moradores da Vila da Folha dormiam - aquele era o momento em que ela voltava para casa cansada e quase caindo aos tropeços.

Quando não haviam pessoas nas ruas e os estabelecimentos continuavam fechados, era quando a Haruno esgueirava-se para o seu pequeno apartamento após o término de sua missão.

Quando Kakashi, o novo Hokage, lhe entregará um pergaminho contendo as instruções para a sua missão - nada realmente difícil - apenas curar e checar um pequeno grupo da ANBU, que haviam solicitado a sua presença ali, já que estavam a semanas na estrada. Foi ali que agradeceu mentalmente seu ex sensei por designar-lhe uma tarefa.

Precisava respirar, ares fora de Konoha, o hospital estava acabando consigo, porém a quem queria enganar? Trancafiava-se entre as salas serenas e tranquilas ocupando-se em gastar chacra com cirurgias ou curar algum enfermo. Sua rotina começava cedo, contudo, tinha dias que dormia em sua própria sala após a exaustação e o esgotamento de chacra lhe assolar.

Naruto sempre a vinha buscar quando ela saia de seus plantões nas madrugadas - mesmo que isso tenha diminuído após seu casamento com Hinata -, o loiro sabia que sua amiga era forte, porém passando o dia inteiro gastando suas reservas de força, e mesmo que Konoha fosse uma vila pacifica, não poderia contar com a sorte. E bem, quando não era o Uzumaki a lhe acompanhar até em casa, então Sai e Ino aproveitavam para lhe fazerem companhia, já que a loira também tinha seus plantões quase intercalados com os de Sakura.

Girou a chave trancando a porta de seu apartamento, rumou para o sofá onde jogou-se afundando a face nas almofadas fofinhas. Estava tão cansada. Precisava comer, tomar um banho e preparar o relatório da missão, porém suas pálpebras fecharam-se a conduzindo ao sono.

Amanhã será um dia cheio...

Sabia disso, afinal ele finalmente tinha voltado. Retornado ao seu lar. Contudo, amanhã não necessariamente precisaria vê-lo, ainda teriam muito tempo.

E mesmo que repetisse para si mesma que não estava sendo covarde, seu subconsciente a acusava mostrando-lhe à verdade.

Sim, amanhã seria um dia cheio. Porque uma hora ou outra teria que enfrentar seus sentimentos.

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