Semana 52, dia 7.
Foram duras quatro semanas de recuperação. Regado a remédios e repouso prolongado.
Recebia visitas quase diárias de seu pai. Sempre a deixando informada da situação de Gotham, e dos fanáticos seguidores da Bíblia do Crime. Ela não sentia pavor ou remorso, muito pelo contrário, ela se recuperava rapidamente apenas com desejo de destruir toda seita.
Nem o forte sentimento que sentia por Renee a fortaleceu tanto.
Sua prima Bete sempre trazia alguma guloseima não recomendada ao consumo pelos médicos, e era sempre repreendida por sua tia emprestada. Kate achava graça, sabia que Bete atormentaria sua madrasta por ela em sua ausência.
Ainda se fingiu de desmemoriada para sua médica. Ela estava curiosa com toda a situação. No fundo sabia que Kate lembrava de tudo e que tinha informações suficientemente incriminatórias. A plantocionista estaria involuntariamente a disposição se ela permitisse. Num futuro, quem sabe.
Mas nada dessas distrações a livrava de se sentir insegura sobre uma única coisa. Durante todo esse tempo em repouso a ruiva teve a sensação de ter alguém sem rosto lhe observando cada noite...Até mesmo enquanto inconsciente, sentia uma mão calorosa passar por seu rosto e palavras desconexas para ela serem pronunciadas.
E num dia de lucidez e check-up médicos, viu um clarão partir de um ponto para sua janela. No meio do clarão tinha um ponto de interrogação que a deixou curiosa, então levantou e abriu a janela.
Toda e qualquer pergunta foi respondida apenas olhando para baixo, para a pessoa sem face.
