Capítulo 3: Crystal, uma vilã em ascensão

Eram onze da manhã. Já todos se encontravam acordados no acampamento. A Melody e a Ruby estavam a fazer umas sandes para todos.

Melody: Já estão quase. Assim sempre temos o que almoçar.

Ruby: Pois. É que estar a descer o monte só para vir almoçar é uma grande chatice.

Pouco depois, para surpresa de todos, uma rapariga saiu do meio dos arbustos. Ela tinha longos cabelos loiros e aproximou-se do grupo. Quando o Josh olhou para ela, soltou uma exclamação.

Josh: Karen!

Leon: Quem é ela? – perguntou ele, curioso.

Sky: É minha prima.

Karen: Olá a todos! - disse ela, sorrindo. - Fui visitar-te a ti, Sky e à tia Ruth, mas quando cheguei, ela disse-me que vocês tinham vindo acampar aqui.

Sky: Mas vieste de Londes para passar aqui apenas um dia? - perguntou o Sky, estranhando.

Karen: Claro que não. Vou passar aqui uma semana inteira. Em Londres, nesta semana não há aulas. – explicou ela.

Ruby: Bom, então parece que vou ter de fazer mais umas sandes.

Melody: Deixa estar que eu faço. - disse a Melody. Ela lançou um sorriso à Karen e afastou-se.

Depois das complicações do ano passado, a Karen e a Melody já se tinham encontrado algumas vezes e já se estavam a dar melhor, pois a Karen tinha desistido do Sky.

Karen: E quem são vocês? - perguntou ela, olhando para o Leon e a Crystal.

Crystal: Eu sou a Crystal e este é o Leon, o meu irmão.

Leon: Eu não sou teu irmão! - gritou ele e depois explicou que eles não tinham laços sanguíneos.

Karen: Ok. Parece que nos vamos divertir todos juntos. :)

Duas horas mais tarde, todos estavam em cima do monte, a olhar para o horizonte.

Tom: Aqui temos uma óptima vista. – disse ele, sorrindo.

Sarah: Sim.

Josh: Eu estou a ficar com fome. Podemos almoçar agora?

Ruby: Bom, penso que sim.

Eles estenderam uma toalha no chão e puseram a cesta que tinha as sandes no meio da toalha. A Crystal estava a olhar para a Melody, quando teve uma ideia.

Karen: Então, vamos comer.

Ela começou a dar as sandes a toda a gente. Quando faltavam apenas duas sandes, uma para a própria Karen e outra para a Melody, a Crystal soltou uma exclamação.

Crystal: Olhem para ali! - gritou ela, apontando.

Todos se viraram para verem o que é que a Crystal tinha visto. Enquanto isso, num gesto rápido, a Crystal arrancou um pouco de erva (grama para os brasileiros) do chão, abriu uma das sandes e pôs lá dentro a erva.

Lentamente, os outros viraram a cabeça para olhar para ela.

Sky: O que é que viste?

Melody: Pois. Eu não vi nada de especial.

Crystal: Ah, eu tinha visto uma nuvem com a forma de um macaco, mas parece que acabou por se dividir.

Os outros entreolharam-se e encolheram os ombros.

Karen: Bom, toma lá Melody. - disse ela, entregando uma sandes à Melody.

A Crystal ficou aborrecida. A sandes que a Karen tinha dado à Melody, não era a que continha erva. Seria à Karen que iria calhar a sandes com erva e não à Melody, como a Crystal tinha planeado.

Eles começaram a comer, até que a Karen parou de comer subitamente.

Karen: Esta sandes tem um sabor estranho.

Ruby: Estranho? Mas fui eu e a Melody que as fizemos.

A Karen abriu a sua sandes e viu a erva.

Karen: O quê? Erva?

A Crystal teve logo de seguida outra ideia. Como já lhe tinham contado, ela sabia que a Karen tinha gostado do Sky e a Melody tinha ficado cheia de ciúmes. E se agora, a Crystal conseguisse pôr as duas uma contra a outra? Só teria de dizer umas mentiras e... puf, elas iriam ficar zangadas. Iria ser divertido.

A Ruby e a Melody não conseguiram explicar como é que a sandes da Karen tinha erva lá dentro. Mais tarde, eles voltaram ao acampamento e todos foram nadar, com excepção da Melody e da Crystal, que ficaram no acampamento.

Crystal: Melody... tenho algo para te contar.

Melody: Então, diz.

Crystal: Só posso dizer se prometeres que não dizes que fui eu que te disse. – disse ela, precavendo-se.

Melody: Está prometido.

Crystal: Bom, é que... eu não tenho a certeza absoluta mas quando eu vi a nuvem em forma de macaco e vos disse, todos se viraram para a olhar, menos a Karen. Eu vi-a apanhar algo do chão, abrir a sandes e pôr o que tinha apanhado lá dentro.

Melody: Tu queres dizer que...

Crystal: Só podia ter sido a erva. Sabes que gosto muito de ti Melody por isso aconselho-te a ter cuidado. – disse ela, mentindo com todos os dentes que tinha na boca.

Melody: Eu não percebo porque é que a Karen fez o que fez...

Crystal: É por isso que te aconselho a ter cuidado. A Karen gostou do Sky e... talvez ainda goste. Cá para mim, ela pôs a erva na sandes e mais tarde vai fazer pensar que foste tu que fizeste isso, para o Sky ficar contra ti.

Melody: Será? Estou confusa... – disse ela, sem saber o que pensar.

Crystal: Bom, eu vou até ao lago. Por favor, não digas a ninguém que fui eu que te contei isto.

A Crystal afastou-se, deixando a Melody confusa. Chegando ao lago, todos estavam na água, excepto a Karen, que estava estendida numa toalha. A Crystal sentou-se perto dela.

Crystal: Karen, conhecemo-nos há muito pouco tempo, mas fiquei logo a gostar de ti. – mentiu ela.

Karen: A sério? Que bom. :)

Crystal: Há uma coisa que acho que deves saber. Mas tens de me prometer que não dizes que fui eu que te contei.

Karen: Eu prometo. Conta lá.

Crystal: Descobri que não foram a Ruby e a Melody que fizeram todos as sandes. Se bem te lembras, quando tu chegaste, ela foi fazer algumas sandes para ti. Sozinha.

Karen: E?

Crystal: Ora, eu fiquei a saber que ela tinha muitos ciúmes de ti. Quando tu apareceste, deve ter ficado super zangada e para se vingar, pôs-te a erva na sandes. – disse ela, abanando a cabeça.

A Karen ficou a olhar para a Crystal.

Karen: Mas eu é que fui dando as sandes.

Crystal: Sim, mas a que escolheste não estava no fundo da cesta?

Karen: Sim.

Crystal: Ela deve ter calculado isso. – disse ela, tentando dar o maior ênfase à frase.

A Karen ficou calada por uns segundos.

Karen: Raios, como é que a Melody pôde fazer isto? - perguntou, ela zangada.

Mais tarde, todos foram lanchar. A Melody tinha feito as sandes e estava a distribui-las.

Karen: Eu não quero comer.

Melody: Ai não? Pois estas sandes não têm erva. - disse ela, zangada.

Karen: Como é que eu sei isso?

Melody: Estou-te eu a dizer.

Karen: Não acredito em ti. Sei de fonte segura que tu é que puseste a erva nas minhas sandes, por ciúmes! - gritou ela.

Todos ficaram a olhar para ela e para a Melody.

Melody: Eu? Mentirosa! Tu é que puseste a erva na tua sandes e claro que agora me acusas de ciúmes. Tu queres é que eu e o Sky acabemos para tu o conquistares! - gritou a Melody.

As duas encararam-se, furiosas.

Sky: Acalmem-se.

Ruby: Acho que vocês estão a exagerar. Deve haver uma explicação perfeitamente banal para o aparecimento da erva na sandes da Karen. – disse ela, tentando que a situação não ficasse pior.

Karen: Pois há. Foi a Melody que pôs lá a erva.

Melody: Não fui!

As duas ficaram muito zangadas e deixaram de se falar. Mais tarde, todos começaram a desmontar as tendas, para se irem embora. A Crystal sorriu.

Crystal (pensando): Que burras que elas são. Consegui virá-las uma contra a outra. Agora é só fingir-me de muito amiga da Melody, tentar tramar a Karen e fazer com que o Sky termine o namoro com a Melody. Depois só preciso de o conquistar, oferecendo-lhe um ombro amigo para desabafar. Realmente, sou mesmo muito inteligente.

O grupo preparou-se e veio embora. A Ruby e o Luke regressaram ao seu apartamento. O Sky voltou para casa com a Karen, deixando a Melody aborrecida.

Karen: Aquela Melody é do pior. - disse ela, zangada. - Sky, não fiques a pensar que ainda gosto de ti, porque isso já passou.

O Sky ficou calado. Não sabia em que acreditar.

Karen: Nem acredito que a Melody fez o que fez... até nos estávamos a atender.

No dia seguinte, a Crystal levantou-se bem-disposta. Era apenas a segunda semana naquela casa e a segunda semana de escola. Tinha pena por não estar na mesma turma do Sky.

O Leon surgiu à porta do quarto da Crystal.

Leon: Crystal, estão a dar na televisão que houve greve na escola. Aparentemente os funcionários querem aumentos salariais e fecharam a escola. – anunciou ele.

Crystal: A sério? Magnifico! - disse ela, feliz.

Leon: Podíamos ir sair.

Crystal: Sair como? Só nós os dois?

Leon: Sim. – disse ele, esperançoso.

Crystal: Deves estar maluquinho. - disse a Crystal, com uma voz trocista. - Vou mas é estar com os meus amigos.

O Leon abandonou o quarto, desapontado. No corredor, encontrou o seu pai, o Joseph.

Joseph: Passa-se alguma coisa filho?

Leon: Não é nada. - mentiu ele.

A Crystal saiu de sua casa e foi tocar à campainha da casa do Sky. Foi a mãe do Sky, Ruth, que veio abrir.

Ruth: Olá Crystal.

Crystal: Olá. Eu vinha ver se o Sky está em casa.

Ruth: Não. Ele saiu com a Karen. – respondeu ela, amavelmente.

Crystal: Sabe para onde foram?

Ruth: Penso que foram até ao Bar Maravilha, um bar que fica perto da praia.

Crystal: Hum, obrigada.

No Bar Maravilha, a Karen bebia um sumo, enquanto o Sky estava a beber uma água com gás. Com eles estava o Josh.

Josh: A Melody está zangada e um pouco triste. – disse ele.

Karen: Ora, a culpa é dela. - disse ela, zangada.

Josh: Bom... a Melody tem provas de que foste tu quem pôs a erva na tua sandes.

Karen: Isso não é verdade! – gritou ela, aborrecida.

Josh: Houve uma pessoa que te viu a fazer isso.

Karen: Quem?

Josh: Karen, não te posso dizer. A Melody pediu-me segredo.

Karen: Mas a pessoa que disse isso à Melody estava a mentir. - disse a Karen, zangada.

Sky: Que estranho... porque é que alguém iria inventar isso?

Karen: Não sei. Mas vou descobrir.

Nesse momento, a Crystal apareceu.

Crystal: Olá pessoal. - disse ela, sorrindo.

O Josh lançou-lhe um olhar curioso.

Crystal: Sky, a tua mãe disse-me que vocês estavam aqui, por isso vim cá ter.

Sky: Ainda bem que vieste. - disse ele, sorrindo. - Vou pedir umas bebidas para nós.

Karen: Eu vou à casa de banho.

Os dois levantaram-se da mesa e afastaram-se. O Josh encarou a Crystal.

Josh: A Melody disse-me que tu tinhas visto a Karen pôr erva na sandes dela.

A Crystal ficou muito pálida.

Josh: Isso é verdade Crystal? Viste mesmo a Karen fazer isso?

A Crystal não respondeu logo. Se confirmasse a informação, iria causar confusão com a Karen. Se, por outro lado, negasse ter visto a Karen pôr a erva na sua sandes, arranjaria confusão com a Melody.

Josh: Então, Crystal?

Crystal: Bom... como eu disse à Melody... eu não tenho a certeza se a Karen pôs a erva dentro da sandes. Eu vi que ela tinha apanhado algo do chão e posto isso dentro da sandes, mas não sei se era a erva.

Josh: Hum... estou a ver. - disse ele, mas parecia confuso.

Entretanto, o Sky e a Karen voltaram e a Crystal apressou-se a arranjar outro tema de conversa. Mais tarde, já em casa, o Josh foi falar com a Melody.

Josh: Falei hoje com a Crystal. Ela diz que não tem a certeza que a Karen tenha posto a erva na sandes.

Melody: Está bem, mas ela confirmou-me que vi a Karen pôr lá alguma coisa dentro, por isso está claro que a Karen é a culpada e só fez isso para me atingir. – disse ela, firmemente.

Mais tarde, o Josh começou a pensar que era estranho a Karen acusar a Melody de ter posto a erva dentro da sandes. Das duas uma, ou a Melody estava certa e a Karen tinha feito isso por ainda gostar do Sky ou a Karen estava realmente convencida que a Melody tinha feito isso.

Eram quase sete horas da tarde quando o Josh bateu à porta da casa do Sky. Foi a dona Ruth que veio abrir.

Ruth: Olá Josh. Olha, se vieste falar com o Sky, ele não está. Foi ao supermercado comprar umas coisas de que eu precisava.

Josh: Ah, não há problema. Eu vim ver a Karen.

A Karen estava na sala, a ver televisão quando o Josh entrou.

Karen: Olá Josh. Então, o que vieste aqui fazer?

Josh: Karen, diz-me com toda a sinceridade, não foste mesmo tu que puseste a erva na sandes, pois não?

Karen: Juro que não. – respondeu ela, com sinceridade.

Josh: Certo. E porque é que achas que foi a Melody?

Karen: Porque houve uma pessoa que me contou que a Melody fez isso.

Josh: E quem é essa pessoa?

Karen: Foi a Crystal.

O Josh ficou sem saber o que dizer. A Crystal tinha dito o mesmo à Melody. Quais seriam as intenções dela?

Josh: Tens a certeza? – perguntou ele, confuso.

Karen: Claro que tenho a certeza, eu ainda oiço muito bem e sei perfeitamente que aquela que me disse que tinha sido a Melody a preparar tudo, foi a Crystal!

Josh: Entendo... - disse ele, pensativo.

Karen: Porque ficaste assim? Tu por caso não sabes de nada não? - perguntou desconfiada,

Josh: N-não nada. – respondeu ele, nervoso.

Karen: Josh... diz-me já o que sabes!

Josh: Ok... a Crystal disse à Melody que te tinha visto a pôr a erva na sandes.

Karen: O quê? Mas então... ela está a fazer jogo duplo! – disse ela, zangada.

Josh: Parece que sim...

Karen: Mas não entendo porque é que ela me quis pôr contra a Melody…

Josh: Bom, a Melody contou-me que de início pensava que a Crystal estava interessada no Sky, mas depois a Crystal contou-lhe que estava apaixonada por outro rapaz e a Melody ficou descansada. – explicou o Josh.

Karen: Aha! Então é isso! Ela sabia que eu tinha gostado do Sky e usou isso. Até aposto que assim quis fazer passar-se por minha amiga e amiga da Melody.

Josh: Hum... pois, mas no que é que isso iria beneficiar a Crystal?

Karen: Destabilizando-me a mim e à Melody, iria deixar o Sky confuso. Sabes que a Melody é temperamental e se ele não a apoiasse totalmente, ainda acabava o namoro com o Sky. A Crystal queria isso. – disse ela, pensativa.

Josh: Que víbora...

Karen: Mas não vai conseguir completar os seus planos. Eu vou arranjar uma maneira de conseguirmos apanhar a Crystal em flagrante. Ela vai arrepender-se de se ter metido comigo!

Na casa da Crystal, ela e a sua mãe Catelyn, estavam a conversar. O Leon ia a passar no corredor e, como a porta estava entreaberta e ele ouviu falar, parou e ficou a escutar.

Crystal: Eu estou apaixonada por um rapaz e vou conquistá-lo!

Catelyn: Querida, não sejas parva. Já te disse que tens é de casar por dinheiro. O amor acaba, mas o dinheiro... bom, também acaba, mas como dá para ganhar mais, esperemos que não acabe. Além disso, dá para comprar quase tudo. – disse ela, sorrindo.

Crystal: Está bem mãe, mas ele também não é completamente pobre.

Catelyn: Mesmo assim, casa é por dinheiro. O amor vem com o tempo. Mas se não vier, não faz mal. O dinheiro é que é essencial. Eu não casei com o Joseph (pai do Leon) pelos lindos olhos dele. Quis foi o dinheiro dele, que não é pouco. Ele é a minha mina de ouro. Só por isso é que eu o aturo a ele e ao Leon. – disse ela, numa voz fria.

Do lado de fora, o Leon fico pálido.

Leon (pensando): Ela casou com o meu pai por dinheiro? Tenho de o avisar disso!

O Leon foi até à sala. O seu pai só chegaria daí a uma hora, mas ele iria esperar para lhe contar o que tinha visto.

Daí a dez minutos, a Crystal apareceu na sala. O Leon olhou para ela com raiva. Ela sabia que a sua mãe tinha casado por interesse, mas nunca tinha dito nada.

Crystal: Então, que cara é essa? - perguntou ela, sorrindo maliciosamente. - Uh, pareces um tigre enraivecido.

Leon: Não me chateies! – gritou ele, zangado.

Crystal: Hum... talvez te pareças mais com um leão enraivecido.

A Crystal começou a rir-se às gargalhadas. O Leon explodiu de fúria.

Leon: Cala-te, sua estúpida! - gritou ele a plenos pulmões. Ele estava vermelho de fúria. - Não sei como é que nunca vi... ou melhor, como nunca quis ver como é que tu és!

Crystal: Ficaste maluco, foi?

Leon: Eu sempre gostei de ti, mas tu não mereces. Sei bem o que fizeste no passado e o que andas a fazer agora. Pensas que não reparei no problema da sandes? Foste tu, tenho a certeza!

Crystal: Não fui nada!

Leon: Foste! E mais uma vez, eu encobri-te. Mas agora, terminou. Vou contar tudo o que sei sobre ti a toda a gente! - gritou ele. - E ouvi a tua conversa e a da tua mãe. Vou contar tudo ao meu pai, ele vai separar-se da tua mãe e vocês vão viver para baixo da ponte!

A Crystal lançou um olhar furioso e amedrontado ao Leon.

Crystal: Tu não vais fazer isso!

Leon: Vou sim! – disse ele, de maneira firme.

A Crystal correu até à cozinha. Voltou com uma faca na mão.

Crystal: Se tu não parares com isso, acabo contigo!

Leon: Não tinhas coragem!

Crystal: Experimenta e verás! – disse ela, com um olhar maníaco.

Leon: Eu vou contar tudo o que sei!

A Crystal correu para o Leon. Num movimento rápido, enterrou a faca na barriga do Leon. Ele caiu no chão, a sangrar imenso.

Crystal: Morre seu miserável!

A Catelyn desceu as escadas e viu a filha com a faca na mão e o Leon caído no chão, sem sentidos, com uma enorme ferida e sangue a manchar o chão.

Catelyn: Crystal, o que fizeste?!

Crystal: Ele ia meter-se no nosso caminho. Ele ouviu a nossa conversa e ia dizer ao Joseph que tu só casaste com ele por dinheiro.

A Catelyn aproximou-se da filha.

Catelyn: Pronto, parece que o problema está resolvido. – disse ela, observando melhor a cena.

Nesse momento, elas ouviram o portão da garagem abrir. A Catelyn pareceu alarmada.

Catelyn: É o Joseph. Chegou mais cedo. Crystal, corre para a cozinha, lava a faca e arruma-a no lugar. Depressa!

A Crystal fez o que a mãe lhe disse. A Catelyn começou a desarrumar tudo o que estava na sala. A Crystal saiu da cozinha, já sem a faca.

Catelyn: Ajuda-me a desarrumar tudo. Vamos fazer parecer que isto foi um assalto.

Em poucos segundos, elas deixaram a sala num caos.

Catelyn: Agora, deita-te no chão e finge que desmaiaste. Depressa!

As duas deitaram-se no chão e fingiram estar desmaiadas. O Joseph entrou em casa e ficou a olhar para toda aquela confusão. Viu o Leon, o sangue e as duas mulheres, que pareciam desmaiadas.

Joseph: Meu Deus, o que se passou aqui? Tenho de chamar uma ambulância!

Tcharan! Aqui está o terceiro capítulo. A Crystal cada vez está pior e agora tem a sua mãe do lado dela. Quem sofreu com isso foi o pobre do Leon. Será que ele vai sobreviver ou irá morrer? Não percam essa e outras respostas no próximo capítulo da fic!