Não me diga que já andou fodendo com o empregado. – Nolan comentou, encontrando Luka encostado em uma prateleira.
- Não, mas podia. – o loiro respondeu, com os olhos fixos no rapaz do balcão. – Este é novo.
- E bom. – Nolan acrescentou, olhando ele também para o rapaz.
- E loiro.
- Se quer um loiro eu posso te oferecer o Ben. – Nolan brincou.
- O Ben é apenas meio loiro. Mas se me oferecesse o seu irmão eu não ia me importar.
- Vai se foder. Do Tristan trato eu, okay? – Nolan disse, olhando de lado para o outro.
- Nem o seu próprio irmão te escapa?! – Luka perguntou, um tanto chocado.
- Ele até pode ser filho dos meus pais, mas tecnicamente é apenas um rapaz que acabou de se mudar para o meu quarto. – explicou, sorrindo maliciosamente.
E Luka olhava-o, de boca aberta e mão no peito; extravagante e exageradamente gay.
- Precisam de alguma coisa? – uma voz interrompeu a conversa de Nolan e Luka.
Os dois olharam para o rapaz à sua frente. Ele era loiro, de olhos verdes, lábios grossos, pele clara e decididamente com tudo no lugar, na opinião de Nolan, que percorria o corpo do rapaz com os olhos. E o rapaz olhava Nolan intensamente, com um sorriso simpático e ligeiramente provocador nos lábios. Nolan mordeu o próprio lábio inferior, se aproximando do rapaz que o olhava, pousando um dedo no peito do mesmo.
- Na verdade precisava de companhia para esta noite. Talvez às onze no Middle. – Nolan provocou.
- Me parece boa idéia. – o rapaz concordou.
- Ótimo. – Nolan sorriu. – Nos vemos logo. – provocou de novo, se inclinando ligeiramente para beijar o outro rapaz mesmo no canto dos lábios.
O loiro sorriu, enquanto Nolan se afastava de novo, se aproximando de Tristan e Amy. Luka ainda ficou um tempo olhando indignado para as costas de Nolan, acabando por segui-lo depois.
- Você é inacreditável! – reclamava, fazendo Nolan ficar com um sorriso orgulhoso.
- O que aconteceu? – Amy perguntou, ao ver a indignação de Luka.
- É o seu querido amigo Nolan que é o mais canalha que conheço! – ele protestava.
- E de quem é a culpa?! – Amy mais acusou que perguntou, olhando Luka com ar assassino.
- Isso é tudo ciúmes? – Nolan perguntou à garota, agarrando-a pela cintura.
- Não! – ela não quis admitir.
- Eu não o obriguei a gostar de rapazes! Ele já gostava, apenas não queria admitir, por isso eu lhe dei uma mãozinha. – Luka se defendia.
- Literalmente. – Nolan acrescentou ao discurso do outro.
- Pois é! E se não tivesse feito nada a esta hora ele ainda namorava comigo! – Amy protestou.
Nolan sorriu, puxando Amy mais para si, e beijou-a intensamente, invadindo a boca dela com a língua. Ela correspondeu, rodeando o pescoço dele com os braços e prolongando o beijo.
- Não entendo nada. – Tristan comentou, olhando o beijo dos outros dois.
Nolan sorriu para Amy ao se afastar ligeiramente, ficando com a testa encostada na dela.
- Deixou de ser a minha namorada, mas continua a ser a minha melhor amiga. E eu te amo muito; nunca deixei de te amar muito, okay? – ele murmurou, contra os lábios da garota, dando-lhe um beijo doce.
Sorriram um para o outro e Amy o abraçou, encostando a cabeça no peito dele. E os outros dois estavam pasmados olhando Nolan, depois da declaração que este tinha feito.
- Que foi?! – Nolan começou. – Posso ser muito canalha, mas não sou insensível! – se defendeu.
Amy sorriu-lhe, abraçando-o com mais força, e os dois se dirigiram para a saída da loja. Tristan e Luka ficaram olhando-os, embora Luka tenha prestado mais atenção na bunda de Nolan do que propriamente ao resto, e acabaram por os seguir.
Durante toda a tarde os quatro passearam pelo centro comercial, por vezes entrando nas lojas apenas para desarrumar as coisas, até chegar a hora do jantar.
- Bem, eu tenho de ir jantar com o Ben, mas às dez estou na casa de vocês para irmos ao Middle, okay? – Luka dizia para os irmãos. – E você também, Amy.
- Claro. – a garota respondeu.
- Então, até logo. – Luka disse, beijando Nolan nos lábios e fazendo o mesmo com Amy logo depois.
Tristan arregalou os olhos ao ver Luka se dirigir a si, mas o loiro apenas lhe estendeu a mão, pelo que Tristan a agarrou sem problemas.
- Gostei muito de conhecê-lo, Tristan. – Luka falou num tom formal demais, dando depois um beijo na mão de Tristan, que tentou a todo o custo não ficar com cara de enjoado.
Mal Luka virou as costas e Tristan estava limpando a própria mão no casaco, provocando o riso em Nolan e Amy.
- Não me zoem, está bem?! De onde eu vim não havia tanta homossexualidade. – se defendeu.
- Você é que quis vir, mano. Agora aguenta! – Nolan falou, num tom de puro gozo.
Amy riu, Tristan revirou os olhos.
- Vamos para casa? – Nolan perguntou. – Vai jantar com a gente, Amy. – acrescentou, não sendo um convite.
- Vamos, vamos. – Tristan disse, provocando mais uma vez o riso nos outros dois
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- Eu não vou! Deixa de ser teimoso! – Tristan fazia birra, enquanto Nolan tentava convencê-lo a ir com o grupo até o bar, puxando-o por um braço.
- Tristan, não vai ficar em casa sem fazer nada! Vem com a gente, eu aposto que vai se divertir.
- Não! Eu não vou me enfiar num bar cheio de gays, nem pense!
- Está sendo estúpido e homofóbico. – Nolan acusou, apontando-lhe um dedo.
- Não vou, okay?! Vou ficar aqui em casa, vendo um filme qualquer na TV ou algo assim.
- Não, nada okay! Vai comigo e pronto. – Nolan protestou, o puxando para o levantar do sofá.
- Você não pode me obrigar! – Tristan se libertou, voltando a se sentar no sofá e cruzando os braços.
- Quer apostar? – Nolan perguntou, num tom ameaçador, semicerrando os olhos.
Tristan engoliu a seco.
- Okay, já estou pronto. – disse, descendo as escadas com ar emburrado.
- Como raio você o convenceu, Nolan? – Amy perguntou, desconfiada.
- Não foi difícil. – ele respondeu, olhando Tristan com ar perverso.
Nolan, Tristan, Amy, Luka e Ben entraram no bar, olhando em volta depois, sendo recebidos por um bar com pouca gente e música com o volume apenas um pouco mais alto que o de música ambiente. Tristan arregalou os olhos ao ver a pista de dança, onde apenas dançavam algumas pessoas e a maior parte dos pares eram dois rapazes ou duas garotas, e os sofás semi-redondos quase todos ocupados por casais aos beijos ou bebendo. Os outros sorriram. Os cinco se dirigiram a um dos sofás ainda vazios, se sentando enquanto Luka tratava logo de chamar um dos empregados. Sam respondeu a Luka do balcão, fazendo um círculo com o dedo, ao que Luka sorriu e mostrou um sinal positivo, com o polegar apontando para cima. O outro rapaz mostrou uma garrafa e Luka voltou a concordar, abanando a cabeça rapidamente. Pouco depois Sam se aproximou da mesa do grupo, com um shot de vodka para cada um.
- Obrigado, Sammy. – Luka agradeceu, beijando os lábios do rapaz.
- Sempre às ordens. – Sam respondeu, voltando a ir embora.
Nolan passeava os olhos pelo bar, procurando por um par de olhos verdes e uma cabeleira loira, não tendo muito sucesso. Apoiou o braço no sofá, por trás das costas de Tristan e se inclinou para o rapaz mais velho.
- Sabe? Se o loirinho por acaso não aparecer; a ameaça se mantém. – sussurrou ao ouvido do outro, com um sorriso perverso.
Tristan virou ligeiramente a cara para o loiro, olhando-o de lado com ar calmo.
- Então vamos rezar para que ele venha. – respondeu.
- Ou para que não venha. – Nolan provocou, encostando suavemente o seu nariz no pescoço do outro.
Tristan se arrepiou, sem conseguir evitar, ficando com os pêlos do pescoço eriçados.
- Gosto dessa reação. – Nolan comentou, encostando também os seus lábios no pescoço de Tristan.
E ele se arrepiou ainda mais, ficando com a respiração um pouco ofegante, irritando a si mesmo. Nolan abafou uma gargalhada contra o pescoço dele.
- Reage assim a muita gente? – Nolan perguntou, enquanto a sua mão, que antes estava pousada no sofá atrás de Tristan, acariciava o pescoço do rapaz. – Ou é só comigo? – e sorriu.
- Sinceramente não sei. – Tristan respondeu, engolindo a seco depois. – Se eu disser que não é só com você que eu reajo assim, você para de fazer isso? – perguntou, começando a se desesperar.
- Não. – o loiro respondeu, sorrindo contra o pescoço do outro.
- E se for só com você? – perguntou de novo, tentando afastar Nolan de si.
Percebeu que não tinha resultado em nada, quando uns lábios molhados lhe beijaram o pescoço com carinho.
- Pode parar? – Tristan pediu.
- Por quê? – Nolan respondeu, continuando encostado ao pescoço do irmão.
- Porque sim.
- Você está gostando. – acusou, sorrindo.
- Não.
- Está sim, admite. – provocou, não obtendo resposta.
Sorriu de novo, voltando a beijar o pescoço de Tristan. Depois se deixou ficar encostado ao pescoço do rapaz, inspirando o perfume que ele libertava. Tristan tentava respirar calmamente, se perguntando por que é que a respiração de Nolan no seu pescoço o deixava tão arrepiado e tentando se convencer de que não tinha gostado dos beijos que o mais novo lhe tinha depositado no pescoço.
