Home? My arrest
Vinculados súbtilmente no pensamento
Ouço borbulhar perversos pensamentos, feitos cascatas
E encaro o temível sedentário lamento
De saber nunca terei realmente uma casa.
oOo
Demorou algum tempo para que James se obrigasse a falar com o outro. Ele não estava acostumado a ser gentil com Snape e provavelmente não iria ser agora que ele iria se dobrar de amabilidades com o sonserino. Então se virou e começou a andar, como se esse simples gesto esclarecesse tudo. Para sua sorte Severus era inteligente o bastante e o seguiu em silêncio.
Eles entraram na mansão e Severus encontrava estupefato. Se do lado de fora ele havia achado tudo maravilhoso no interior não era menos do que indescritível. Era um salão enorme, com uma escada enorme e uma janela – embora janela fosse pouco, seria mais como um vitral sem figuras. A beleza era tanta e havia tantos detalhes que Severus poderia ter ficado horas observando cada um por e ainda assim achar algo mais maravilhoso que ainda não havia visto.
- Portanto, essa é a entrada principal. Eu acho.
Snape não se atreveu a dizer algo e temia que a máscara de frieza houvesse quebrado durante o momento de admiração. Mas James parecia não reparar nele, como sempre, e o rapaz mal o olhava. James não demorou ali e Severus o seguiu ainda em silêncio pelos outros cômodos da casa, desde a entrada até a sala de música. Cada cômodo lhe dizendo diretamente como ricos os Potter eram. Uma das famílias mais importante do mundo bruxo, sem dúvida.
James estava sendo consideravelmente agradável até ali, mesmo que Severus temesse isso e desconfiasse do outro, ele preferia esse ar a o da costumeira rivalidade.
- Os quartos estão lá em cima e há uma biblioteca, mas quem se importa com isso? – disse. Algo parecia engraçado naquela frase e fazia o garoto rir. Severus não entendeu, bibliotecas eram lugares fantásticos. Mas ele preferia não tentar entender a mente desequilibrada do grifinório. – Você está com fome? Eu estou! A comida soa melhor do que livros, não?
Severus havia de concordar com Potter. Mas foi com horror que ele havia percebido isso.
- Nessa casa há vários funcionários ou algo assim, mas eles sempre estão escondidos por aí. – esclareceu enquanto entravam na cozinha. Havia oitos elfos domésticos lá. Pelo que Snape lia sobre criaturas mágicas e entendia sobre o assunto, elfos domésticos eras escravos das famílias abastadas e bruxas, vinculados a eles. Ele encarou as pequenas criaturas com compreensão.
James se afastou dele e chamou o elfo mais próximo. O mesmo tinha olhos grandes e dóceis e todos pareciam usar algo como farrapos de roupas velhas. Em vez de se afastar com medo, o elfo parecia muito satisfeito de ter sido solicitado por Potter.
- Olá Mestre Potter, o que posso fazer pelo senhor?
- Eu só quero um sanduíche, Twilly. – A criatura apenas abriu um sorriso gentil e rapidamente se pôs a atender ao pedido de James. Ele se virou para Severus. – E você?
Severus encarou James com confusão. O que ele queria? Nunca haviam lhe perguntado algo assim, pelo menos não naquela situação. Muitas vezes sua mãe havia lhe perguntado se queria algo especial para comer, mas ele sempre recusava com medo de sofrerem algum castigo se seu pai descobrisse. Ele sempre proibiu Severus de querer qualquer coisa. Severus recusava seu direito de opinião até mesmo quando estava entre os Evans.
Desconfortável em continuar encarando James, o menino apenas olhou para baixo tentando fugir do crescente pânico.
- O que... O que eu posso comer? – perguntou envergonhado. Era uma situação nova e pensar que estava pedindo algo justamente para James Potter. Houve um silêncio confuso entre eles.
- Não sei. Pergunte para Twilly. – respondeu o outro depois de algum tempo.
Ele não poderia saber se Potter havia se surpreendido ou não. Mas não levantou os olhos para o rapaz. James avisou que iria comer seu lanche lá fora, na cozinha havia uma grande porta de vidro que daria para os jardins detrás da casa, e era para Snape encontrá-lo lá.
Severus se viu sozinho com os elfos. Se essa gentileza estranha de Potter fosse acabar até o fim daquele dia, então era melhor comer algo.
- Twilly, o que eu posso comer? – perguntou menos acanhado. Ele poderia se sentir mais confortável com um ser igual não é mesmo? Mas mesmo sendo um elfo doméstico, Twilly era mais respeitado do que ele seria ali. O elfo parecia confuso por um momento, mas gentilmente olhou para o garoto.
- Bem, Twilly sabe fazer sanduíches gostosos, mestre Snape e – mas Severus lhe interrompeu extremamente envergonhado. Um rubor aparecendo em seu rosto.
- Eu... Eu não acho que você deva usar mestre comigo. – murmurou. Twilly apenas o olhava ainda mais confuso. – Quero dizer, eu sou mais parecido com você do que pensa, sabe?
- Oh. Mas eu pensei que o senhor fosse um bruxo.
Severus torcia as mãos nervosamente. Estava se sentindo estranho, ele nunca havia sido tratado assim e isso lhe assustava.
- Eu sou um bruxo. Mas eu não tenho mais uma varinha. – a pequena criatura pareceu surpresa, mas Severus não tinha temor de revelar isso para um elfo doméstico. Percebendo o desconforto do garoto, Twilly preferiu nada comentar sobre tal fato. – E não é necessário me chamar de senhor também.
- Como eu devo chamá-lo?
- Severus. Apenas Severus. – murmurou satisfeito. Talvez ele pudesse ter uma companhia entre os empregados da casa.
- O mestre Potter está o esperando nos jardins. O que deseja comer, Severus?
- Eu acho que não devo comer. – ele sabia que seu estômago estava o odiando por ter o privado de alimento, mas Severus estava desconfiado, então preferia outro dia sem refeição a qualquer castigo. Ele odiava quando caia em armadilhas tão óbvias.
Twilly apenas assentiu achando tudo aquilo estranho, mas nada fez ou disse para tentar contrariar a vontade do novo residente. Rapidamente Severus saiu da cozinha, ele queria abandonar todas as dúvidas e consternações ali dentro. Encontrou Potter mais ao fundo, sentado na grama com sua vassoura ao lado.
- Ei, Snivellus! – Snape se encolheu com o apelido. Mas nada disse. – Quer uma carona?
- Não, obrigado.
James não se aborreceu. Ele até mesmo preferia não ter que levar o seboso com ele. Subiu na vassoura e encarou o garoto.
- Papai disse que o jantar será às oito. – ele então voou, deixando Severus sozinho. Ele não sabia que horas eram, mas o jantar deveria estar pronto no horário, então ele voltou à cozinha para cumprir o seu trabalho e ajudar.
Twilly estava ocupado com os outros elfos, mas ele logo lhe deu atenção assim que o viu.
- Olá mest... Severus. – se corrigiu rapidamente. – Há algo que Severus precise?
- Eu estou aqui para ajudá-los com o jantar. – todos os elfos olharam para ele. Todos, sem exceção, estavam confusos com o outro rapaz, nunca haviam visto tal comportamento vindo de um bruxo, mesmo que ele não tivesse varinha ainda era um bruxo. Severus não esperava aquela reação, então apenas se aproximou do fogão e colocou uma panela no fogo que apareceu com o menor contado. Todos o olhavam assustado, mas não demorou em que todos voltassem a suas tarefas.
Ele e os elfos domésticos haviam preparado um caprichoso jantar. Tinham feito cozido, salada, pão recheado, torta de maçã, peixe e mais algumas sobremesas como acompanhamento. Normalmente Severus ajudava a mãe de Lily quando ele estava na casa dos Evans e ela o ensinava algumas receitas. Ele não poderia aprender a cozinhar pratos diversos com a sua mãe, pois na sua casa só havia pão amanhecido e comida enlatada. Seu pai não se preocupava em trazer comida para casa e o pouco que sobrava de dinheiro sua mãe escondia antes de Tobias gasta-lo com bebidas e jogos novamente.
Ele estava colocando a mesa e podia sentir o cheiro delicioso de uma refeição fresca e preparada com cuidado. Sentir aquele cheiro era tão bom quanto imaginar poder comer. Faltavam poucos minutos para as oito horas quando Severus terminou de colocar a mesa. Estava perfeito. Ele iria ir para a cozinha junto com os elfos que o haviam deixado arrumando a mesa quando, de repente, James entrou na sala.
O garoto estava afobado, a respiração ofegante e o rosto vermelho como se estivesse correndo. Snape ficou em silêncio enquanto via o garoto se sentar a mesa e encarar a mesma com ansiedade, ele reprimiu uma careta com a falta de jeito do outro. Ele tinha que se controlar.
- O jantar parece estar ótimo, não é Snivellus?
- Sim. Obrigado. – Severus agradeceu por, pelo menos, o que parecia ter sido um elogio para o seu trabalho, mas James apenas o encarou confuso e sem entender exatamente o porquê daquilo. Preferiu não dar importância, cada louco com suas loucuras. Seu pai entrou na sala de jantar com um sorriso luminoso.
Severus ficou um pouco afastado, enquanto via pai e filho se cumprimentarem. O Sr. Potter se se sentou à mesa e lhe dedicou um cumprimento também, mas Severus não sabia como responder e apenas disse um olá tímido. O homem então deu atenção a James que já havia começado a encher seu prato. "Deus, ele não tem nenhuma educação a mesa. Nem mesmo aqui." Snape pensou com desgosto, mas o Sr. Potter parecia não se importar.
- Tiago, você poderia ir chamar sua mãe? Ninguém avisou para ela que já é hora do jantar.
Severus sentiu um frio passar por sua espinha. Ele havia se esquecido daquilo e agora seria punido. Mas ele ainda não havia conhecido a senhora Potter. James concordou e saiu correndo da mesa, deixando ele e o Sr. Potter sozinhos.
- Severus. – chamou-o depois de algum tempo. Hesitante Severus o olhou, nenhuma expressão severa ou irritada. Apenas um sorriso divertido. – O que está achando? Você gosta daqui?
Snape não soube como responder a pergunta. Na verdade ele estava atordoado demais por ser tratado daquela formas. Mas logo pensou que fosse como um teste para ver suas reações.
- É muito agradável, senhor. – respondeu de modo obediente. – Eu lhe agradeço por sua hospitalidade.
O Sr. Potter pareceu surpreso com toda aquela polidez. Ele apenas estava perguntando se o menino gostava de seu novo lar, mas não esperava uma resposta tão educada e formal. Severus o encarava, havia dito algo de errado? Ele não se lembrava de ter dito algo inadequado. Na verdade havia usado toda sua educação até agora. Um desespero começou a crescer em sua barriga, mas não demonstraria.
Depois de alguns minutos a voz forte do Sr. Potter lhe tirou de seus pensamentos.
- Henry. – disse. Severus o encarou confuso e isso ele não pode esconder.
- Como, senhor?
- Meu nome é Henry. – sorriu. Severus não escondeu sua surpresa também. – Mas você pode me chamar de pai.
Como ele iria reagir a isso? O pensamento de chamar alguém de pai o fez se lembrar das vezes que ele havia deixado escapar essas palavras de sua boca por incompetência. Acabara apanhado e ficando sem sair de casa por dois dias, sem contar a privação de comida ou de falar qualquer coisa. Tobias era um homem fiel as palavras, chamá-lo de pai ou pelo seu nome era muito mais do que uma desobediência, era uma sentença de morte.
O silêncio foi quebrado por duas figuras que entravam na sala com pressa. James simplesmente pulou de voltar para seu lugar à mesa e logo atrás dele uma bela mulher entrou. A mulher era pequena, os cabelos eram negros e encaracolados e estavam soltos. Ela tinha um rosto frágil, mas um sorriso travesso e contente dizia o contrário, certamente ela não era frágil. Seus olhos azuis brilhavam tanto quanto os de Dumbledore. Ela se virou para ele e Snape já esperava a bronca por não tê-la avisado.
Bronca essa que nunca venho. Em vez disso a mulher se aproximou dele.
- Você deve ser Severus, certo? James me falou que você é da escola dele.
Severus estava um pouco surpreso, ele esperava uma mulher severa. Mas o sorriso e a maneira da Sra. Potter eram totalmente leves. Era quase contagiante, quase.
- Sim, senhora.
Ela o olhou pensativa, seu sorriso caindo um pouco, mas sem sumir. Ela se tocou seu ombro, um toque carinhoso. Severus não tremeu.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu. Eu irei te ajudar como for possível, querido.
Novamente aquela amabilidade estranha e desconhecida. Ele apenas olhou para baixo envergonhado.
- Obrigada, senhora.
- Oh, querido, me chame de Beatrice. – Ela sorriu alegre e colocou uma mão em suas costas, o trazendo junto com ela até a mesa e o fazendo sentar ao lado de James e então se sentou ao lado de Henry.
Severus contorceu as mãos nervosamente por de baixo da mesa. Ele não havia planejado sentar com os Potter. Foi com mais aflição que ele observou o senhor Potter encará-lo e parecia irritado.
- Há algo errado, senhor? – perguntou, mas logo se arrependeu. Não era para chamar o Sr. Potter mais de senhor. Ele certamente ia castigá-lo.
- Parece que os elfos domésticos esqueceram que você estava aqui e não colocaram seu prato na mesa.
- Oh, deixe que eu peça um prato para você. – disse Beatrice que logo estava chamando um dos elfos. O olhar de Henry era um pouco severo, mas ele nada fez ou disse.
Agora Severus encarava o prato branco a sua frente totalmente perdido. Todos na mesa comiam menos ele. E se fosse um teste? Seu pai costumava lhe aplicar testes. Se ele tocasse em sua comida diante dele, rapidamente teria seu prato retirado do seu alcance e então ele ficaria alguns dias sem comer.
- Você não vai comer? – James perguntou. Ele ainda não sabia o que havia de errado o sonserino. Quando Severus o encarou vagamente James só podia sentir que estava tudo errado e que aquele ali não era o garoto com quem sempre implicava. – Você tá com fome não é? Então come logo! – disse irritado. Ele não conseguia se acostumar com aquele jeito tão submisso do sonserino, James havia se acostumado a ver Snape contra-atacar e soltar comentários tão secos e venenosos que com certeza honravam sua casa. Aquele Snape diante dele o deixava impotente.
Severus não queria cair em qualquer armadilha, mas ele sabia que era perigoso irritar James, então apenas começou a encher seu prato reservadamente. Em Hogwarts ele poderia comer a quantidade que quisesse, mas em casa era diferente. Ele comia muito pouco, mesmo quando seu pai não estava então seria mais reservado na casa dos Potter também.
Mesmo sendo pouca comida, Severus a comia com prazer. Esperava que não estivesse sendo tão transparente, mas ele sabia que estavam o observando comer. Ele tratava cada colherada como se fosse uma das coisas mais preciosas no mundo para ele. Mas estava com tanta fome, preferiu não perceber a pena que a Sra. Potter deixava escapar.
Depois que todos terminaram, Severus começou a recolher a louça.
- Severus. – Snape olhou para o Sr. Potter. "O que eu fiz agora?" pensou atordoado colocando o prato de volta a mesa. – Deixe isso aí, os elfos logo irão pegar isso. Eu quero conversar com você. – e olhando para James que demorava a se retirar da mesa. – A sós.
- Pai... Mas... – James gemeu. Ele não queria sair da sala, não era como se importasse saber ou não, mas ele estava curioso.
- Nada de mais, você tem que acordar cedo amanhã para me acompanhar, se lembra? – Claro que Henry não daria atenção a pequenos detalhes, mas Beatrice preferiu intervir.
- Querido, já está tarde. Você pode conversar com Severus amanhã também. – disse com calma, mas seu tom deixava claro que não era uma proposta. Henry sabia que ir contra qualquer ordem da esposa era perigoso, então gemeu, mas acatou. Todos se levantaram da mesa – James, leve Severus até seu quarto. Boa noite rapazes. – Beatrice encarou James e Severus com carinho enquanto se afastava com Henry que se despediu dos garotos também.
Quando foram deixados sozinhos novamente, Severus sentiu seu coração disparar. Ele se sentia perdido na enorme mansão e não estava tão seguro que James era a companhia mais confiável ali. Ele não disse nada, mas se assustou quando o garoto o olhou.
- Vamos logo! – James já subia as escadas quando percebeu que Severus ainda estava parado no salão. Ele perdia a paciência cada vez mais. Snape o seguiu e ambos atravessaram um comprido corredor cheio de portas e retratos daqueles que seriam os antepassados dos Potter, até que pararam em uma das portas que ficava em um lugar estratégico entre a escada e o corredor. – Aqui, é o seu quarto. – disse indiferente e esperou até que Severus tomasse a atitude de abrir o quarto.
Era um quarto simples. Havia uma cama grande que ficava perto da grande janela que parecia ter a vista para o jardim, perto dessa cama estava uma escrivaninha limpa e espaçosa. Um sofá vermelho ficava encostado do lado direito do quarto, na frente dele havia uma mesa redonda de vidro e um sofá verde. Por fim um armário com um espelho completo em uma de suas três portas.
Era um quarto simples, mas luxuoso.
James o empurrou amigavelmente para frente Severus se afastou assustado, ficando no meio do quarto. James o encarou confuso, mas ele queria sair logo dali, então desviou o olhar para o quarto.
- Aqui não é o melhor, mas serve para você. – disse. Severus o encarava cada vez mais assustado e confuso. Seu quarto? Era um quarto bom demais para ele. – Eu sei, a mobília é uma porcaria, mas meus pais não sabiam do que você gostava... Pode trocar se quiser.
"Não seja sarcástico. Não seja sarcástico."
- Eu... Eu não tenho dinheiro.
"Cale a boca. Cale a boca."
- Ah, sim, meu pai pediu para te dar isso. – James tirou do bolso um pequeno saco e o jogou para o rapaz. Severus não estando preparado para isso não conseguiu segurar o saco, então o mesmo estava jogado do seu lado. Ele se curvou para pegar e James continuou: - É um presente. Aceite.
Ele lambeu os lábios involuntariamente e abriu o saco. Vários galeões de ouro. Ele encarou James novamente antes de voltar a olhar pros galeões. Aquilo era uma pequena fortuna!
- Eu... Eu... O que...? – gaguejou desconcertado. Aquilo era demais, até para ele. James franziu a testa.
- O que foi? Quer mais?
Severus o encarou. Ele não iria se controlar por muito tempo e era uma piada de muito mau gosto aquela. Ele preferia ter sido recebido com socos e chutes do que ser levado a acreditar que teria a chance de viver uma vida confortável ali. Aquela brincadeira sádica dos Potter estava o torturando com apreensão.
- Bem, então eu te vejo amanhã. – James comentou antes de sair do quarto. Severus ficou parado no centro do quarto atordoado. Ele queria chorar, mas não sabia se era por medo do que iria acontecer ou pelo alivio falso de sonhar com dias melhores ao lado dos Potter.
N/A: Desculpem a demora com esse cap. Eu iria atualizar ontem, mas só consegui terminar hoje.
Agradeço todos os reviews, são muito importantes. Obrigada.
Espero que tenham gostado desse.
