O Meu Coração Esqueceu De Te Amar?

Capitulo 3 – Nasce Uma Bandida

Ela sofreu mais do que você... Pense nisso...

Robin ainda estava lembrando-se do que a Ravena havia falado um pouco antes. Ela tinha sofrido mais do que ele? Sem chance... Quando a tamaraniana foi embora, ele foi a procurar; a procurou por toda a cidade, mas nunca a encontrou. Nunca desistiu até suas esperanças terem se esvaído totalmente.

Você a magoou muito...

Como ele podia a ter magoado? Ela que tinha ido embora, ela que tinha desaparecido sem falar seu paradeiro... Ela que tinha despedaçado seu coração...

Porque ela foi embora por sua causa...

Não... Ele se lembrava do que tinha acontecido seis anos atrás, aquela briga boba que acabou os separando para sempre. Que arruinou a vida deles.

—Mas também se não ela não tivesse insistido tanto, nós nunca teríamos brigado. – disse ele para si mesmo. – Mas você sabe que foi você que começou a gritar. – completou sua mente.

Ele sentou-se na cama e colocou as mãos na cabeça, a abaixando.

—O que foi que eu fiz? – perguntou ele mentalmente.

Sentiu-se horrível por ter brigado com a Starfire depois de não vê-la há tanto tempo.

—Kory, o que aconteceu? — Arthur perguntou, a abraçando enquanto ela chorava em seus braços.

Nada respondeu, apenas ficou inconsolável em seus braços confortáveis. Nightstar estava no colo de sua mãe e a abraçava também, sentindo pena dela.

Na noite daquele mesmo dia, uma mulher, uma ladra entrava em um edifício de máxima segurança; seus cabelos vermelhos voavam com o vento frio que passava, suas botas roxas de salto fino faziam um barulho de chuva caindo em uma janela solitária. Não possuía expressão nenhuma no rosto, nem a mais fria, nem a mais calorosa; era apenas sem expressão.

Odiava ter que fazer aquilo, mas seria o único jeito de poupar a vida de sua família.

Alguns guardas passavam pelo corredor em formato de circulo e janelas transparentes por toda sua extensão; ela os sentiu se aproximando, deu um salto até o teto do andar e segurou-se firme.

—Ouviu alguma coisa? — perguntou um deles, com uma arma a laser na mão.

—Não deve ser nada. — o outro disse com medo.

Os dois guardas passaram embaixo dela e ficaram parados um tempo no lugar; um caminhão fora do prédio iluminou um pouco o lugar e ela pode ser vista. Mas, tão rápido quanto veio, o carro foi embora. E tudo ficou escuro de novo.

—Vamos embora, nós ainda não vimos a ala Leste, este lugar me dá arrepios.

Os guardas do edifício seguiram em frente e a mulher apenas desceu quando viu as sombras sumirem na escuridão, quando suas botas alcançaram o chão, começou a correr até encontrar uma grande porta a sua frente e um código.

Colocou suas mãos para frente e concentrou-se para fazer uma bola de energia que não explodisse a porta, mas só abrisse sua tranca. O resultado foi imediato: tranca aberta.

—Perfeito. — murmurou para si mesma e entrando com a porta toda aberta.

O lugar onde tinha entrado era gigante: havia computadores em toda a parte e bem no centro, havia um chip que flutuava em uma luz branca.

Aproximou-se do chip e examinou-o.

—Não há fios laser, não há trancas...

"Pegue logo o chip e saia daí!" ordenou uma voz que ela bem conhecia.

—Certo, mestre. — ela concordou e logo o pegou com o máximo cuidado.

O colocou em sua bolsa bem na hora em que um pássaro passou voando perto de si e quase a acertou. Sabia muito bem quem era e olhou para trás.

—Largue esse chip e sua pena na cadeia será menor! — o líder gritou apontando para a mulher.

—Eu não vim aqui para conversar. — ela disse, fazendo piruetas até a janela.

—Se é assim que você quer... — olhou para os amigos — Titãs, ATACAR!

Ravena fechou todas as saídas com seu poder mental, Mutano transformou-se em um tigre-dente-de-sabre e correu até ela, começou a atacá-la com suas garras afiadas, a mulher apenas desviava com rapidez. Quando notou que o metamorfo estava ficando exausto, fez uma bola de energia que o jogou na outra parede; Cyborg apareceu atrás dela e ela apenas o pegou pelo seu canhão e o jogou em umas caixas que estavam no chão.

—Pode ser do jeito difícil ou do jeito fácil! — Robin gritou a atacando com seus golpes.

—Eu não quero machucá-los... — ela murmurou, voando para outra direção.

—Você não vai nos machucar! — disse ele, zombando-a e continuando seu ataque.

"ACABE COM ELES!" uma voz no seu ouvido disse.

Olhou-os se aproximando e virou a cabeça para o lado.

—Perdoem-me... — e com isso, soltou uma bola de energia que nocauteou os quatro titãs.

—Quem é você...? — perguntou o líder, com sua visão borrada prestes a desmaiar.

—Me chamem de Purple Lady...

Voou até a janela e olhou-os por um momento, sentiu-se triste por atacá-los, mas era o único jeito. Voou para fora e desapareceu na noite escura de Jump City; apenas pousou em um lugar escuro na parte abandonada da cidade.

—Aqui, mestre... — ela disse cabisbaixa, jogando o chip para ele.

—Muito bem, minha querida... Você fez o seu serviço direitinho por hoje, mas ainda não acabamos, certo? — sua aparência ainda era uma incógnita.

—Certo, mestre.

—Purple Lady... Gostei desse nome; você é bem criativa. Seria uma ótima vilã se quisesse, seus poderes são realmente incríveis e com a minha tecnologia... É invencível.

—Eu não pretendo ser uma vilã! Não sou igual você! — disse ela nervosa com a proposta daquele homem desconhecido e perigoso.

—Não é? Veja bem... — disse ele, apontando para uma tela mostrando todos os ângulos de seu ataque contra os Titãs.

Olhou aquela cena e pensou como tinha sido horrível para eles, os ver caídos no chão não era a melhor coisa do mundo. Virou a cabeça rapidamente, para evitar olhar; o que fez o homem rir deliciosamente de um jeito de dar arrepios. Aquela risada era tão familiar para a mulher.

Estava quase amanhecendo em Jump City e um homem de cabelos loiros tinha acabado de acordar; estava se espreguiçando, levantou-se e abriu as cortinas do hotel em que estava. O Sol estava bem quente e forte.

—Feche essas cortinas, Arthur. — murmurou a mulher de cabelos castanhos, colocando um travesseiro encima da cabeça e cobrindo-se com o cobertor.

—Vamos Kori, é hora de acordar! — ele disse, puxando as cobertas de cima dela. —Você dormiu a noite inteira...

—Mamãe! — a menina de cinco anos pulou na cama e começou a cutucar sua mãe, segurando o ursinho em suas mãos.

—Até você, Nightstar? Acho que vou ter que acordar mesmo... — Kori disse, sorrindo e levantando da cama.

Arthur piscou para sua filha e ela piscou de volta; o plano deles tinha dado certo!

—Qual é a nossa agenda de hoje, senhor produtor? — brincou a mulher, enquanto enxugava seu cabelo. Havia acabado de sair do banho.

—Muito cheia, você precisa se apressar. — entrou na brincadeira, sorrindo, sentado na cama do quarto.

Kori conseguiu ver sua expressão pelo espelho do banheiro e deu uma risadinha. Acabou de fazer o que faltava, voltando para o quarto e vendo Arthur cantar para Nightstar.

Come stop your crying
It'll be alright
Just take my hand
Hold it tight
I will protect you
From all around you
I will be here
Don't you cry

Sorriu ao ouvir a voz de seu marido, especialmente essa música... Essa canção foi escrita por ele para a pequena menina, quando ela tinha alguns dias de vida.

FLASHBACK:

Seria mais uma noite em branco, por causa da bebe que não parava de chorar por nada nesse mundo. Kori a pegou no colo, tentando acalmá-la, mas não adiantou.

O que será que ela quer? — perguntou Arthur, já cansado de tanto choro.

Não sei, já tentei de tudo!

Tive uma ideia. — disse ele, segurando uma das pequenas mãozinhas e começando a inventar uma música, enquanto estava no colo da mãe.

Deixa eu ajudar... — Kori disse, cantando outra parte que tinha inventado.

A música fez efeito imediato, a menina ficou quietinha, ouvindo as vozes e acabou dormindo abraçada nos braços quentinhos da mãe.

Você é boa nisso. —seu marido sussurrou para não acordar a menininha.

Nós dois somos. — e com isso, deu um leve beijo em seus lábios e ficou olhando sua pequenina dormir, junto com um pai cansado.

FIM FLASHBACK.

Daquele dia em diante, aquela foi a música para a filha deles; o loiro de olhos verdes compôs ela inteira no piano com a ajuda de sua esposa e depois começou a tocá-la, tornando-a um hit.

For one so small
You seem so strong
My arms will hold you
Keep you safe and warm
This bond between us
Can't be broken
I will be here don't you cry

Foi a vez de Kori cantar, seu marido e filha ficaram a olhando andar até a cama.

—Eu também contribuí para a música quando você era bebe, Nightstar. — sorriu sentando-se na cama, do lado de sua pequena família feliz.

Era uma cena perfeita até o celular de Arthur começar a tocar e ele ter que atender, era do pessoal de efeitos visuais do show. Parece que tinha dado um problema e teria que ir lá.

—Kory?

—Hum?

—Deu um problema nos efeitos visuais, vou checar. — disse ele pegando o casaco, as chaves do carro e dando um beijo rápido em sua esposa. — Vá se aprontando, deve ser algo muito bobo, não se preocupe.

—Ok, Arthur. — disse meigamente o olhando sair pela porta do quarto de hotel.

Essa seria a noite de fazer o primeiro show da tamaraniana em Jump City e ela estava mais nervosa do que todos pensavam, para ela não seria um show comum igual aos outros, seria um grande passo... Voltar ao passado não é nada fácil...

Algumas horas passaram-se, era quase o fim da tarde e a equipe que iria aprontar Kory já estava toda dentro do quarto, cada um fazia uma coisa: pintar as unhas, arrumar a roupa e expulsar paparazzi que conseguiam entrar na suíte. Até a pequena Nightstar recebia cuidados por ter uma pequena participação no show. Arthur tinha ligado há uma hora e falou que já estava a caminho.

—Ufa, que confusão lá fora! — reclamou o maquiador entrando. — Acho que você realmente conseguiu mobilizar essa pequena cidade, Kory!

—Nunca vi as pessoas de Jump City tão animadas desde... — a cabeleireira oficial da mulher cortou o que estava falando rapidamente.

—Desde... — a cantora olhou para o espelho diretamente na direção da outra mulher, queria que ela terminasse a frase.

—Desde que os Titãs apareceram pela primeira vez.

Kory deu um longo suspiro, apenas sua cabeleireira e seu maquiador sabiam que era uma ex-titã. Os dois eram seus grandes amigos, eram tamaranianos como ela e ficaram muito felizes quando a menina ofereceu emprego a eles. Eram amigos desde a infância.

—Você sabe que eu não gosto quando alguém toca nesse assunto, Tary. — disse em voz baixa.

—Não está na hora de parar de fugir do passado, Koriand'r? — interrogou Kamy, o maquiador.

—Por que você acha que eu estou aqui? — indagou ela, olhando seu reflexo no espelho e desviando o olhar. — Estou tão mudada que eu penso que a Koriand'r que vocês conheceram um dia não existe mais.

—Claro que existe! Está dentro de você. — Tary retrucou brava por sua amiga estar falando uma coisa dessas tão naturalmente.

Um longo silêncio reinou.

—Preciso de um minuto sozinha, ok? — disse, vendo seus amigos concordarem.

Os dois foram para fora do quarto, enquanto a 'morena' pegou seu celular e discou um número que estava em sua agenda. Quando a pessoa atendeu, começou a falar.

—Alô, Rachel. Eu preciso de sua ajuda.


Oi gente :D

Finalmente estou atualizando essa fic! *-*

Relaxem que eu não vou abandoná-la não! NÃO vou abandonar nenhuma fic, fiquem tranquilos com isso.

Acho que eu precisava de um tempo para minha escrita amadurecer um pouco, por isso demorei tanto para atualizar. :)

Meu amigo estava QUASE me matando ao ver que eu ainda não tinha atualizado essa fic xD

Fiquem ligados, alguém sabe quem é a Rachel? Aposto que todos os fãs de Teen Titans sabem, mas enfim xD

A música do capitulo é: You'll Be In My Heart by Phil Collins.

Até o próximo capitulo e me deixem reviews, please *-*

Kisses,

Bela Waterfall