Capítulo 2 - Primeira Parte
É preciso acreditar mais, em si mesmo
No capítulo anterior eu esqueci de definir as notas do capítulo, aqui vão elas, desculpem-me.
¹ - Eu não sei o tamanho certinho dos rapazes, mas vou definir que mesmo altas vocês ainda sejam um pouco mais baixas que eles.
² - Uma piadinha que sempre quis fazer com o monstro senhora orc. Em ragnarok alguns monstros geram outros monstros, não é o caso da senhora orc, mas achei que ficaria engraçado.
³ - Segue a seqüência da nota acima.
O 'sonho' acabou daquele jeito, assim como para ela seu ritual ¹, ela não havia conseguido resolver seus problemas com ele, na verdade nem mesmo havia conseguido falar com ele direito antes de a ligação ser quebrada pelo calor da batalha. Sua face novamente estava corada pelo calor do momento e a lembrança do olhar do rapaz frente sua técnica apenas acentuou um pouco mais tal rubor.
Raramente lutavam entre rapazes, na verdade tinha tempos que não era se quer observada por um, não que ele lhe importasse muito, ainda havia muitas coisas para fazer e nenhuma delas, infelizmente, apaixonar-se por um aprendiz ² estava em sua lista.
Recolheu seus troféus e a carta pela qual era responsável, estava naquele lugar há quase duas semanas, cheirava mal e sua roupa estava coberta de sangue, assim como sua armadura e suas armas. Era estranho sentir-se esquisita pelo fato de suas armas estarem sujas, nunca havia se importado muito com aquilo, talvez fosse por causa do recente treinamento como espadachim, ainda havia coisas naquela nova missão que ela não entendia muito bem.
Mas aquilo já não importava mais, tinha de voltar para casa, ou o que agora podia chamar de casa.
Retornando para Geffen a cidade da magia, a escuridão ficou para trás indo refugiar-se em algum outro lugar que ela não sabia onde ficava. O sol da manhã banhava sua face um pouco corada pela caminhada, nada que ela não conseguisse resolver com um pouco de suco de uva em uma de suas barracas preferidas.
Poções para todos os gostos e bolsos.
Era um nome divertido tinha de confessar, ainda não entendia muito bem o que significava, talvez pelo fato de nunca ter gasto dinheiro com os itens dela, já que sua criadora, a jovem ruiva de sorriso largo e brilhante e suas odiosas sardas nas maçãs do rosto e nome Nadya fazer parte do grupo, quase desde sua fundação.
Nadya era a criadora do grupo, ou bando com algumas de suas amigas gostava de chamar, era atenciosa com seus afazeres, estudos na verdade, Annabel respeitava-a bastante, não apenas por ser mais velha que si, mas também por sua dedicação mesmo diante das dificuldades. Tendo vindo de uma família de mestres ferreiros o que incluía seu irmão mais velho, aquilo já era esperado.
Assim como ela Nadya raramente envolvia-se na evolução natural das classes ³, sendo seus pais tão famosos quanto ela, realmente era algo desnecessário, lutou arduamente para chegar onde estava mesmo que não fosse muito forte, era realmente muito inteligente e dedicada, e isso superava qualquer outro fator negativo em sua jornada.
A jovem estava de costas para a rua, com seu homunculu, Trocinho de guarda na barraca.
- Voltei. – A jovem saudou a parceira com empolgação, infelizmente no momento errado, não era difícil de esperar o resultado de sua nova mistura. Um verdadeiro 'bum'.
- Eu percebi Annabel, eu percebi. – Não era comum ouvir a jovem paladina pronunciar qualquer coisa que o fosse, mas sempre gostava de reportar-se quando ia fazer alguma coisa ou voltava de alguma missão individual, então era difícil de concentrar-se quando ela falava alguma coisa.
Às vezes, em confabulações secretas em as companheiras realmente acreditavam que algum dia Annabel desenvolveria um poder novo, capaz de matar uma cidade inteira com sua voz, sendo necessário apenas o estimulo certo, sinceramente entendia agora o que as outras queriam dizer.
Virou-se com a cara suja de uma mistura de rosa e verde-limão, mais uma poção que dera errado, não que ela esperasse realmente conseguir criar um item para domesticas poporing a partir de uma mistura de sua essência venenosa e um doce exótico de terras distantes. Mas como diriam seus pais, desistir é para os fracos, e magos, mas isso era outra história.
- Presumo que isso seja pêssego do pessegueiro encantado. Acertei? – A jovem paladina observava atentamente as nuances da face da amiga, definitivamente aquilo era um pêssego.
- Não, presumo que isso. – Ela apontou não apenas para seu rosto, mas como para toda sua barraca, e duas barracas adiante do lado esquerdo, três do direito e sete atrás de si. – Seja realmente não.
- Desculpe. – A jovem sorriu e fez uma leve reverência em pedido de desculpas. – Estava voltando da missão e queria saber se quer alguma coisa que eu trouxe em troca de algo gelado para beber.
A jovem ruiva conseguiu por fim limpar seu rosto, tomando o devido cuidado de deixar seu homunculo longe do cesto de lixo, afinal trocinho ainda não entendia muito bem que não podia comer restos de suas poções. A expressão de interesse era bem obvia na face da criadora, como Annabel tinha mais força que ela às vezes conseguia itens mais interessantes que ela, mesmo em suas viagens com trocinho.
- O que você tem ai? – Ela observava a amiga como olhos arregalados de excitação, seria uma nova fruta que pudesse usar em seu teste? Ela já tinha tentando muitas, mas não iria desistir assim tão fácil, afinal ela não era um mago, mas novamente isso também não vinha ao caso.
A jovem paladina olhou para os lados pelo menos umas três vezes para ter certeza de que não tinha ninguém olhando, então abriu um pedaço da capa de sua armadura onde seguro no bolso estava à carta de senhora orc.
- Uau, então você conseguiu mesmo sua danada. – A jovem criadora pulou para o balcão, deu uma boa olhada para os dois lados da rua e enfim, numa nuvem de fumaça fechou a barraca, literalmente.
Mal saíram do lugar onde estavam e pelo menos outros dez vendedores, entre mercadores, e suas outras quatro evoluções brigaram pelo espaço vago, Nadya era esperta o suficiente para saber que localização, é tudo. Localização, localização, localização.
Nadya sabia que Annabel havia ido realizar uma grande missão para os magos da escola de magia de Geffen, eram a instituição que melhor pagava hoje em dia, a carta de senhora orc era bem poderosa, não que qualquer outra fosse diferente, mas ela era bem poderosa para magos.
Uma carta é parte da essência de uma criatura, muitas criaturas possuem uma parcela de suas características em código, esse código é liberado quando eles são mortos em forma de cartas. Essas cartas, muito valiosas por sinal podem ser usadas para equipar em diversos tipos de itens e torna-los mais poderosos.
A carta de senhora orc não era diferente, ela não tinha certeza do que ela fazia raramente se metia com esse tipo de criatura uma vez que eles juntavam outras criaturas, geralmente eles morriam com ataques físicos, mas para uma paladina como Annabel eles eram bem insignificantes.
Nadya também havia sido convocada para essa missão, tinha de desenvolver um item poderoso para equipar a carta de Annabel, as duas seriam muito bem pagas por isso e o grupo, apesar de ter integrantes muito poderosos, era bem pobre. Uma vez que a grande maioria estava com uma mão na frente e outra atrás quando se conheceram, eram missões como aquelas que pagavam o lugar onde viviam e seus materiais de trabalho, que por sinal eram bem caros.
Não demoraram muito a chegar à academia de magia de Geffen, alguns aspirantes a magos já estavam chegando também, vinham do que era chamado de campo de treinamento, geralmente aprendiz de famílias pobres iam para lá para aprender o básico, esse não era o caso de nenhuma delas.
O item em especial era um cajado, simples na verdade bem batido, estranho que os magos desejassem uma carta que deveria ter propriedades bem importantes para ser tão desejada assim em um item tão pobre quanto aquele.
Com os itens pedidos entregues o valor de 13.000 z. foi pago naturalmente aquilo para duas jovens daria para viver perfeitamente por cerca de dois meses, mas para 12, bom era um valor bem pequeno, visando o fato de que outros aventureiros conseguiam bem mais que isso em um dia de trabalho.
A carta em especial foi passada para a mão de uma outra jovem, elas quase não a reconheceram ainda mais vestida daquela forma, mas mesmo assim a reconheceram. Era Aiden a arquimaga do grupo. Não se viam muitas pessoas com o tom de pele mais escuro, e tendo um tom moreno na pele ela era facilmente reconhecida onde quer que fosse.
Aiden tinha cabelos lisos e rosados, a franja repicada geralmente escondia part de seus olhos azuis, mesmo que grandes, eles ficavam meio cobertos pela cabeleira rósea. Hoje ela estava com os cabelos presos, afinal era um ritual de junção entre uma carta e uma arma, na verdade era até que uma coisa bem simples, mas magos também tinha o costume de ver as coisas maiores do que realmente eram.
Ela abençoou a arma e purificou a carta antes de abrir um compartimento dentro do cajado e introduzir a informação da senhora orc dentro dela. O ato em si não demorou mais que 1 segundo, visando o tempo enorme de mais de 1 hora que durou a cerimônia.
Perceptiva como era não deixou passar alguns breves bocejos por parte de ouvintes do cerimonial, isso por sorte não enquadrava suas companheiras, elas sabiam como ela lidava com isso, deveria ter congelado os pés de pelo menos dois novatos e sete aspirantes a magos, mas por fim, ela não matou ninguém.
Ao final do processo elas puderam ser liberadas, dois ou três magos tentaram convencer a jovem arquimaga a não cobrar pelo serviço, mas ela havia aprendido a duras penas que o dinheiro que se ganha por direito era muito significativo e bem vindo ao grupo. Eram mais 26.000 adicionado aos cofres do grupo, naturalmente que isso deixou suas companheiras um pouco enciumadas, mas isso tudo mudou com as novas informações para Nadya e um 'presente' novo para a paladina do grupo.
Apesar de tudo Aiden não tinha planos de se casar em um futuro próximo, é claro que num futuro próximo nenhuma delas pensava naquilo, mas ela sabia bem que a jovem de Lutie tinha esse pequeno desejo, mesmo que não o considerasse muito visto sua missão como um todo.
O retorno para o lar fora bem gratificante, não que uma pousada fosse bem um lar, mas podiam tomar banho, ver seus bichinhos e por fim dividir a experiência de suas aventuras e os itens que Annabel havia conseguido.
Além da carta de senhora orc, havia: um livro de culinária nível 6, ferro e um cyfar. Amuleto dos orcs e mais ferro de um segundo monstro que ela havia enfrentado. A erva amarela pela qual Nadya quase derrubou a mesa do quarto, ela era usada para fazer poções, minério de oridecon, zargônio, aço, um dente de ogro e mais amuleto de orcs. Duas novas ervas: uma amarela e outra vermelha, que as jovens jogaram em cima de uma das camas antes que sua companheira criadora quebrasse a mesa, presa e as coisas mais interessantes às quais ela havia obtido até então, três flechas elementais.
As flechas elementais eram bem comuns entre tribos de monstros e criaturas com inteligência para produzi-las, mas visando o fato de que na mesa havia três estudiosas eram um assunto bem interessante para se pensar com calma e agitação: como orcs conseguiam os instrumentos para produzir aquilo, seriam eles tão inteligentes assim para saberem como lidar com aquilo? Tudo era bem interessante e podia levar a exaustão se não fosse necessário uma parada de vez enquanto.
Bom a fic acabou se tornando meio corrida, ainda mais porque eu moro em BH e hoje (ontem, quando isso for públicado) foi feriado aqui, então eu tive bastante tempo para escrever alguma coisa.
Espero que vocês não queiram comer o meu rim por causa de alguma coisa que eu possa estar escrevendo. Uma vez que algumas coisas do jogo ficariam dificeis de explicar na fic eu tentei dar uma boa adaptada nela, as cartas principalmente.
Outras anotações que foram feitas nesse capítulo e que não existem a não ser na fic e que existem no jogo, mas eu tentei explicar eu devo postar no próximo capítulo como eu fiz nesse.
