Dois mundos
Obs: Universo alternativo... Rosette não é freira, Chrno não é demônio. Chrno Crusade como você nunca viu.
Resumo: Rosette e Satella são irmãs, completamente opostas, e tratadas de modos diferentes por seus pais. O resultado disso é... Chrno e Azmaria também são irmãos. Unidos até o fim, sempre ajudando um ao outro.
Notas: Fic completamente editada, se você ler a partir daqui, pode se perder um pouco na continuação da história.
Capítulo 3
A tarde já despontava no horizonte e a noite chegava vagarosamente, trazendo consigo mistérios que só ela sabe desvendar. Algumas estrelas surgiam aos poucos, e uma fina luz de sol teimava em não sumir.
Um jantar calmo era acompanhado de uma alegre conversa na casa dos Hendrick. Chrno e Rosette brigavam pelas batatas enquanto Azmaria tentava detê-los dizendo que faria mais.
Chrno: Sua gulosa! – tentado espetar as batatas com seu garfo e errando o dedo de Rosette por pouco – Deixa pra mim também – ele mesmo estava com o prato cheio.
Faziam aquilo simplesmente para se divertirem. E pra verem a Az se descabelar.
Ro: Olha quem fala! – apertou a bochecha dele – Você também já comeu muitas. Seja educado e divida com as visitas! – pegou um garfo e entrou na briga.
Az: Ah... Calma... vão destruir tudo! – eles já conseguiram alcançar seu objetivo, agora ela entraria na brincadeira – Se mamãe estivesse aqui...
Chrno: Mas ela viajou, então não tem problemas, não é maninha? – olhou-a sorridente.
Az: Bom... – ponderou seriamente entrar no jogo – Tá bom! – pegou um garfo e brigou pela comida também.
Infelizmente foram obrigados a parar diante o som da campainha.
Az: Eu atendo! – levantou-se e foi até o outro cômodo.
Chrno: Quem será a essa hora? – estranhou a visita.
Ro: Vamos lá ver? – mas já tinha levantado da mesa.
Ele assentiu e caminharam até a porta, para enfim darem de cara com...
Rem: Rosette! – gritou ao vê-la aparecer – Como ousa vir até aqui? – sua expressão demonstrava todo desgosto que não conseguia expressar com palavras.
Ro: Oi papai! – sorriu forçado, tentando amenizar a situação.
Mas o que viria a seguir pioraria a situação. Sua mãe e sua irmã também entraram na casa. Uma com cara de preocupada, a outra de vitoriosa. Só podia ser obra de sua irmã mesmo, metê-la em confusão simplesmente para vê-la mal!
Kate: Querida, o que pensa que está fazendo? – estava claro que as duas famílias não se davam bem – Com tanto lugar pra ir, você vem se esconder aqui? – ou melhor, as famílias se odiavam.
Chrno: Melhor moderar as palavras senhora – interpôs-se furioso – Não saia falando mal da minha casa!
Az: Chrno... calma... foi apenas um mal entendido... – tentava amenizar a situação.
Chrno: Mal entendido eles virem até aqui somente para criticar? – fuzilou-os com o olhar – O que querem?
Rem: Não é óbvio? – tentava mostrar-se superior – Viemos buscar nossa filha, aqui não é lugar pra ela.
Ro: Papai! – agora ela entrava na briga – Eu vim até aqui porque quis! Não pode me tirar a força!
Rem: Vai notar que posso! – olhou autoritário, tentando mostrar quem mandava – Você volta para casa conosco agora ou...
Ro: Não volto! – bateu de frente com a decisão dele – Vocês não ligam à mínima para o que eu faço, então voltem às suas vidinhas ridículas!
Kate: E vai morar aqui de favor para sempre? – olhando com nojo para a casa.
Chrno: E daí se ela quiser? – avançou um passo a frente – Não me importo de dar-lhe abrigo o tempo que ela precisar.
Rem: Repito mais uma vez, volte pra casa imediatamente, ou não volte nunca mais! – aquelas palavras foram frias, duras e cheias de raiva.
Ele virou as costas e saiu da casa, a mulher e a filha o seguiram. Rosette ficou estática. Como ele podia ser tão... tão... insensível! Sim, era isso que ele era! Um insensível a seus sentimentos e a tudo a sua volta!
Ela olhou para os dois a sua frente, uma mistura de sentimentos invadia seus pensamentos. Estava envergonhada pela cena que os amigos foram obrigados a presenciar, com raiva pela atitude do pai e pela falta de tato da mãe. Mas o pior era o que sentia pela irmã. Ela atendeu ao telefone, denunciou onde estava escondida, queria vê-la sofrer... E estava conseguindo. Mas ela não ia deixar passar em branco. Iria tirar satisfações.
Ro: Obrigada gente. – ela caminhou até a porta.
Chrno: Vai mesmo voltar pra lá? – perguntou cabisbaixo.
Ro: Não ouviu o senhor manda-chuva? – sorriu irônica, ela não ia assim tão fácil – Não se preocupe, eu volto pra contar o que houve – saiu fechando a porta.
Az: Chrno... O que vai acontecer? – perguntou com a voz falhando. Temia o que poderia acontecer com a amiga.
Chrno: Não sei... mas... – deixou a frase solta no ar.
Se fizessem qualquer coisa iriam se arrepender. Ele trataria de cuidar pessoalmente se isso acontecesse com ela.
