Capítulo 02 - O que você precisa? Um sonho que se concretizará!

'Tou-san... Kaa-san. Tadaima.'

'Oh, ótimo… Ninguém em casa. Bom, assim eu tenho algum tempo para pensar melhor.'

[...]

"Sora-kun. Há algo te perturbando? Você está com algum problema... Talvez. Há algum problema em sua casa, com seus pais?" .

"Ãh? O que? Não, não... Não. Está tudo bem, tranquilo. Eu só não dormi muito bem ontem a noite.".

"Não é disso que eu estou falando... Bom, não é somente quanto a isso. De qualquer forma... Por que você anda tão dislexo com a atividade escolar? Ou tão desleixado com os estudantes...? Por acaso você não está feliz com alguma coisa?".

"Eu já disse, prof. Está tudo bem. Eu não estou com problema algum. Meus pais não têm nada para reclamar comigo. Eu sequer escuto alguma reclamação deles...".

"Só porque eles não 'brigam' com você, não significa que esteja tudo bem. Olha, meu jovem. Eu também já passei por essas fases mais 'aventureiras' da vida. Eu sei bem o quão excitante e cheio de adrenalina um garoto é quando tem o dia todo pela frente. Mas você precisa de dedicar mais com os estudos. Não é porque sua profissão almejada é a de um Duelista profissional, que você deve negligenciar tudo ao redor. Todas as questões apresentadas em aulas podem ter bastante relevância não só para sua vida, mas também podem te ensinar muito a como duelar de forma melhor.".

"Eu sei... Eu te entendo, Menma-sensei. É só que... Eu não sinto o 'encaixe' certo neste momento. Eu queria fazer muito mais coisas. Ter mais ação em minha vida. Eu quero me desafiar mais! Eu só quero...".

"Eu entendo o que você quer. Maior atenção... Eu sei como é isso. E isso é um saco, muito chato. Mas, da perspectiva de alguém que lida com esta abordagem diariamente, eu diria que não há culpa quanto a isso. Todos nós precisamos cumprir com nossas obrigações. Quer seja fácil ou sufocante.".

"Eu sei! Acha que eu sou algum pirralho que ainda precisa de orientação, sensei? Eu entendo muito bem isso. As normas e conjecturas de vivência diária não podem ser pragmáticas ao ponto de tal conveniência. Eu não sou um reles garoto mimado! Mesmo assim...".

"Você sente falta. Solidão... Por mais próximos que estejam. Não é a mesma coisa, se não houver interação.".

"Eu só queria uma convivência maior. Eu não quero ser famoso ou isolado do mundo. Eu não quero os holofotes se isso significar tal distância... Mas o que eu quero, é de um perspectiva infantil e imatura. Eu não tenho esse direito. Essa escolha. E não posso cobrar algo assim deles. Pois isso seria injusto da minha parte, também... Ahhhh. E por que eu estou falando essas coisas tão constrangedores com você, professor? É melhor eu ir logo. Já está ficando tarde. Se o senhor for me passar alguma advertência ou problemas para eu resolver em casa, por favor, faça isso logo-".

"Eu não planejo fazer isso. E essa conversa, de modo algum, é motivo de vergonha ou chacota. Você tem, sim, todo o direito de se questionar e indagar sobre tudo isso! O que você precisa é somente orientar seus pensamentos. E direcionar essa 'explosão' toda em algumas novas atividades. Além da academia, quais seriam outras áreas que você deveria se esforçar muito? O que você gostaria de tentar fazer? Busque novas formas de ver o mundo. E aproveite desta sua juventude que você dispõe. O mundo não é fácil para ninguém... Seja com você, seja comigo... Seja com eles. Todos nós precisamos encontrar o nosso espaço no mundo. Enquanto você tem essa 'janela' aberta, olha para fora do seu imenso quadro vazio e tinja com novas aventuras a sua essência.".

"Eu não entendi metade desse seu monólogo caxias, mas eu vou tentar melhorar minhas atribuições aqui no colégio...".

"Arf... ok. E, se você quiser conversar mais comigo, quem sabe, desabafar mais algumas vezes para se sentir melhor... Eu estou semanalmente aqui. Atrelado a essa condição ingrata de professor de cabeças de vento.".

"Certo. Obrigado, Menma-sensei".

"Agora, você pode ir. Mas eu quero o relatório da explicação da aula até sexta. Faça sua interpretação do que o mundo pode te dar e o que você pode mudar no mundo.".

"Ok, combinado, sensei".

E com isso, Sora puxa a porta corrediça e se despede do professor que o ajudou a esfriar boa parte do peso em seus ombros.

[...]

"O mundo não é só sobre eu mesmo, ou meus dilemas mimados. Eu sei... Mesmo assim... Eu queria ouvir, de vez em quando, um... Okaeri.".

Como as cortinas do dia se despediram pela noite que se aproximava engolindo o brilho dos raios solares, Sora resolveu deixar seu papo tristonho e deplorável para ir esquentar sua refeição. Spaghetti alla pescatrice.

"Itadakimasu..."

Quando ele estava prestes a dar a primeira mordida, seu duel disc apitou, sugerindo que ele havia recebido uma mensagem.

"Ah, ah... Justamente quando meu humor tinha melhorado.".

Da mesma forma que ele veio para casa e não se preocupou primeiro em remover sua vestimenta do colégio, ele também não se incomodou em retirar seu duel disc de dentro de sua mochila...

Ou seja, levou cerca de vários segundos até alcançar tal objeto pesado e frio.

Ao acessar a configuração de login no aparelho e apertar o botão configurado para exibir mensagens e vídeos via holograma, ele voltou para seu lugar na mesa de jantar e assistiu ao que quer que tenham lhe enviado.

Não era uma surpresa, pois o horário era compatível com quaisquer outras mensagens recebidas diariamente, por este mesmo período também em dias anteriores, por mais tempo do que ele gostaria de se lembrar.

"Hello, guy. Como você está, meu garotão? Eu espero que você tenha se alimentado corretamente hoje. E nada de ficar enchendo o bucho com guloseimas e outras porcarias antes de uma refeição adequada. Éhhh... Eu ainda estou um pouco enrolado aqui com este evento em Singapura. Eu estou com saudades, Sora. Oh, sim. Eu já falei com sua mãe hoje cedo, nem sei mais se é cedo para vocês... O fuso-horário é difícil demais de se acostumar. Enfim, eu só queria te desejar uma feliz noite e espero que você esteja indo muito bem nos estudos... Atenciosamente, seu pai desleixado que não sabe sequer quando vai poder falar diretamente com o filho. Desculpe, meu filho. Mas eu-".

Com um forte som de plateia e enormes murmúrios e ruídos misturados com algo similar a um sonoro ritmo de show circense, eis que o vídeo foi cortado e o adulto do outro lado teve que correr do pequeno camarim ao qual estava tentando ter uma mínima conversa civilizada com o próprio filho.

Esta era uma das ocupações dele. E ele não podia fazer por menos.

"Eu também te amo, papai...".

...

#Continua...

...

Notas Finais do Autor

Os meus planos iniciais para esta obra nunca envolveriam tal dilema familiar recorrente em várias realidades de muitos garotos e garotas ai pelo mundo afora.

Eu acho que certas coisas somente acontecem... E essa obra está sendo um estrondo diário!

Eu nunca esperei postar tantos capítulos assim sequenciais.

Este aqui eu fiz agora, mesmo. Poucas horas após eu postar o capítulo 02 (capítulo 01, se calcular o prólogo na mistura. ^^).

Eu queria saber a opinião de você...

Eu estou indo muito 'sério' neste tema, ou está agradável de ler?

Ah, sim... Eu não tenho como ficar escrevendo duas obras simultaneamente (por mais que eu queria). Então, eu posso acabar me dedicando muito nesta aqui... E a fic multiuniversal de Danny Phantom pode ficar um pouco 'esquecida' por enquanto.

Abraços e Oh Happy Day!

Yeah!