Cory desligou a música e todos pararam para olhar a cena.
- Di? – Lea assustou-se.
Dianna apenas se aproximou de Lea, agarrou sua mão e puxou-a para fora dali. Antes de sair, ela disse em alto e bom tom:
- O beijo dela é gostoso sim, mas é só meu! – e bateu a porta do trailer.
Quem apenas desconfiava que elas estivessem juntas novamente, naquele momento, teve a certeza.
Dianna se dirigia ao estacionamento, com Lea tentando acompanhar seus passos.
- Di, p-perdão. E-Eu..., estou…
- Lea, eu não quero conversar agora, ok. Eu não vou dizer nada para não me arrepender depois. – disse sem olhar para ela.
- Mas, meu a-amor... me desculpe... eu... a d-droga da vodka...eu acho que eu b-bebi outra...coisa também...assim, eu...
- Lea, por favor, você está bêbada. Eu vou levar você ao seu apartamento e..., Lea? – ela procurou-a com o olhar.
Lea havia parado a alguns metros e vomitava apoiada em um dos carros. Dianna voltou correndo e segurou os cabelos da morena, trazendo-os para trás, para que ela não os sujasse
- Por que você bebeu? Que droga!
- D-Desculpe.
- Se segura neste carro. Espere um pouco aqui.
Dianna foi ao seu carro e pegou uma garrafinha de água mineral que sempre gostava de ter por lá. Tirou um lenço da sua bolsa e molhou-o com a água. Levou até Lea e passou por todo seu rosto e depois fez com que ela bebesse um pouco.
Elas então foram em direção ao carro de Dianna.
- Por que, Lea? – ela perguntou com lágrima nos olhos.
- Eu... bebi..., b-bebi porque...
Dianna balançou a cabeça.
- Não! Por que você beijou o Mark?
Lea baixou o olhar.
- Eu, Di, eu não sei o que d-dizer... e não sei porque fiz i-isso. Ele estava ali e me chamou p-para dançar e eu nem lembro muito b-bem. Eu acho que dei um p-pouco do meu uísque a ele, sei lá. Quando eu p-percebi, a gente estava se beijando, mas... Di, quando eu d-dei conta da coisa, eu p-parei. Você estava lá nessa h-hora.
- Eu voltei depois que a Jenna me ligou. Ela disse que você estava bebendo muito e ia acabar fazendo besteira. Pena que eu cheguei tarde.
- Di...
- Entra aqui. – disse Dianna abrindo a porta do carona.
Lea entrou cambaleante. Dianna deu a volta e se acomodou ao volante.
- Seu carro você pega amanhã. – ela disse.
Lea passou todo o trajeto calada. Olhava para Dianna de vez em quando e viu uma lágrima escorrendo pelo rosto dela, porém em nenhum momento Dianna virou o rosto para olhá-la. A culpa que Lea estava sentindo era maior, muito maior que seu orgulho. Levou uma das mãos ao rosto da noiva. Esta desviou o rosto.
- Di, eu... eu não sei o que fazer... para você... assim... para você me perdoar.
Dianna não respondeu. Ao chegar ao apartamento da morena, Dianna a levou para dentro. Lea não conseguia andar direito. A loira despiu-a e levou-a ao box do banheiro. Abriu o chuveiro com água gelada e segurou-a para que recebesse o jato na cabeça. Lea gemeu ao sentir a água gelada bater em seu corpo.
- Você consegue se segurar? – perguntou Dianna. Lea balançou a cabeça afirmativamente – Então fique aí que eu já volto.
Dianna foi à cozinha e preparou um café forte. Deixou a cafeteira trabalhando e voltou ao banheiro.
- E então? – perguntou à Lea.
Lea não respondeu.
- Acho que já está bom! – disse a loira.
Dianna se esticou e passou o tronco na frente de Lea para desligar o chuveiro, tentando não se molhar muito. Não conseguiu fechar toda a torneira porque Lea segurou seu rosto e deu-lhe um beijo. Dianna ficou sem reação a princípio. A morena então a puxou para dentro do box e colou seu corpo no dela, procurando sua boca novamente.
- Lea, para! Eu não quero!
Mas Lea não parou. Empurrou Dianna contra a parede do box e começou a chupar seu pescoço. Suas mãos foram direto para os seios da loira, ainda de blusa. Era muito pano na frente. Lea então colocou as duas mãos na parte de cima e veio abrindo a blusa com força, fazendo os botões voarem. Imediatamente ela arrancou também o soutien da loira.
- Ai, Lea, por favor! – Dianna dizia, mas já não sabia o que queria ao certo. Não sabia se era o filete de água fria que ainda caía do chuveiro, ou a boca quente da noiva que estavam lhe arrepiando inteira. O fato é que sua intimidade já estava molhada e latejava, ansiando por um contato. Sua mente dizia que aquilo estava errado naquele momento, mas o que estava sentindo mostrava que seu corpo a estava traindo.
Lea pegou os braços de Dianna e afastou-os para a lateral do corpo, prendendo-os na parede, então desceu a boca e começou a sugar um dos mamilos da loira, ouvindo-a suspirar. Ela sentia que Dianna não iria resistir.
- Lea, já disse que n-não q-quero! – ela tentava dizer, mas sua voz começava a falhar.
- Você quer! – finalmente Lea falou – Eu sei que você quer! – e voltou à boca da outra, forçando a língua para dentro.
Dianna tentava resistir às investidas, mantendo a boca cerrada, porém só os lábios quentes e macios de Lea, deslizando por sobre os seus, já eram suficientes para deixá-la em transe.
Lea largou os braços de Dianna e desceu os próprios braços pela cintura dela, enquanto lambia seu seio. Puxou a saia da loira para baixo, que repousou no chão do box, junto com a blusa. Dianna tentava a todo custo reprimir os gemidos que teimavam em aparecer na sua garganta. A pouca água gelada que caía do chuveiro parecia ferver quando tocava seu corpo, que estava em brasas.
- Vamos, Di! Eu sei que você está gostando! – disse Lea voltando com a boca ao pescoço dela – Vamos meu amor! – sussurrou no ouvido dela – O Mark não foi nada! O Mark não é nada! – sugou o lóbulo de sua orelha e mordiscou-o de leve, enquanto suas mãos percorriam o corpo da loira – É você que eu quero! É você que eu sempre quis e vou querer para sempre! – Levou a mão até o sexo de Dianna, por sobre a calcinha, e sentiu a loira se contorcer ao toque.
Definitivamente Dianna estava entregando os pontos. Sentia choques de prazer por todo seu corpo. Deus, Lea estava a conduzindo ao Éden.
- Vamos, meu amor! Se solta! Não reprima o que você está sentindo! – Lea retirou a calcinha de Dianna, já sentindo pouquíssima resistência.
Agora as duas estavam em igualdade, completamente sem roupa. Lea se ajoelhou, colocou uma das coxas de Dianna por sobre seu ombro e começou a chupá-la.
- Ahhh – Dianna tentou abafar o suspiro e, sem muita convicção, tentou afastar a cabeça de Lea. – Para, p-para!
Lea se afastou por alguns segundos.
- Minha lady, eu vou fazer você gozar! Deixe-me dar prazer a você, por favor! – disse Lea e voltou à intimidade de Dianna, sugando forte seu clitóris.
- Ohhh, Deus! - Dianna sentiu a perna fraquejar de absoluto prazer. Então sem conseguir mais resistir, ela gozou.
Lea subiu o corpo e a olhou. Ela tinha os olhos fechados e estava muito ofegante.
- Eu amo você. Nunca duvide disso! – disse Lea, puxando-a para um beijo suave.
Logo em seguida Dianna a olhou com desejo.
- Porra, Lea! Você... você é... – Dianna balançou a cabeça e agarrou a cintura da morena, puxando-a para si. Sua boca procurou a dela e imediatamente as línguas se encontraram em um beijo ardente. Dianna, agora no controle da situação, virou Lea de costas para ela. Afastou os cabelos da morena e cravou-lhe os dentes no ombro, arrancando-lhe um pouco de sangue.
- Aiii – fez Lea, sentindo uma dor, misturada com prazer.
Dianna veio lambendo e mordendo todo seu pescoço, enquanto suas mãos torturavam os mamilos de Lea, apertando-os. Uma das suas mãos subiu ao pescoço da morena, forçando sua cabeça para trás e abrindo um caminho maior para seus lábios. A outra mão desceu até seu sexo. Fez um carinho leve, sentindo a forte e quente umidade. Sem cerimônia alguma, ela penetrou dois dedos em Lea. A morena se abaixou de encontro a eles e gemeu. A envergadura de Dianna, mais alta, lhe permitia manter Lea de costas para ela. A morena virou o pescoço, procurando a boca de Dianna, que se fechou sobre ela em mais um beijo apaixonado. Ela mantinha os dedos penetrando fundo em Lea, que subia e descia sobre eles. A respiração dela estava irregular e Dianna sabia que era o sinal que ela estava chegando lá. Ela então levou o polegar ao clitóris da morena e ficou massageando, enquanto dava as últimas estocadas com seus outros dedos. Lea deu um gemido mais alto. Seu corpo todo estremeceu e ela explodiu em um gozo intenso. Ela então relaxou nos braços da noiva. Ficaram um tempo assim até que Dianna a soltou, terminou de fechar o chuveiro, se abaixou, pegou suas roupas e saiu do box. Pegou uma das toalhas, se secou e enrolou-se nela.
Lea saiu do box e pegou a outra toalha. Secou-se, vestiu o roupão que estava pendurado e saiu do banheiro a procura de Dianna. Encontrou-a na cozinha.
- Onde você guardou aquele vestido que eu deixei aqui no outro dia? – perguntou Dianna, seca, sem olhar para trás.
- Di... – Lea se aproximou cautelosamente.
- Eu fiz um café forte para você. – disse ela, ainda de costas, segurando uma lágrima que brotava em seu olho.
Lea tocou de leve seus cabelos úmidos. Não encontrando barreira, ela virou Dianna e a abraçou forte.
- Meu amor, desculpe-me. Eu prometo a você que nunca mais eu vou beber desse jeito.
Dianna acabou retribuindo o abraço.
- Que droga Lea! O problema não é só por você ter bebido. Não é só por você ter beijado o Mark. Eu sei que ele é gostoso e difícil de resistir...
- Ei! – Lea deu uma tapa na bunda dela, a fazendo rir.
Dianna se afastou um pouco dela.
- O problema é que agora todos sabem que a gente voltou! Se alguém soltar a língua, estamos ferradas.
- Eles são nossos amigos. Ninguém vai contar nada. Cory e Jenna já sabiam e nenhum dos outros ficou sabendo por eles.
- Eu sei, mas todo mundo ali adora uma bebida. Você mesma sabe o que isso pode causar. A pessoa não sabe o que está fazendo.
- Não vamos pensar nisso. Não vai acontecer nada. – disse Lea.
- Tomara que não!
- Humm, café... – falou Lea de olhos fechados, sentindo o aroma do café fresco.
- Acho que seu porre já passou, depois do que fizemos agora há pouco. Nem precisava de café. – disse Dianna com um sorriso.
- Mas você sabe que eu amo café. O seu então é perfeito! – disse Lea se servindo de uma xícara.
- Deixe-me ver seu ombro. – Dianna disse afastando um pouco a gola do roupão que a morena usava. Eu acho que exagerei, mas eu estava com raiva. Desculpe.
- Tudo bem. E eu não quero ouvir você se desculpar por nada! Fui eu que vacilei hoje.
Dianna cuidou do ferimento no ombro de Lea e depois se serviu também de uma xícara de café.
- Estou ficando com um pouco de dor de cabeça. – disse Lea.
- Por que será hein? – disse Dianna com ironia – Vou pegar uma aspirina para você.
- Sabe que você daria uma ótima enfermeira?
- Pois é, se minha carreira de atriz não decolar, já posso pensar em uma alternativa. – ela riu.
- Em falar em alternativa – começou Lea – que história é essa do Mark ser gostoso e difícil de resistir hein? Hein? – Lea fez cócegas nela.
- Ah, você mesmo já provou. Conta você!
- O cara tem pegada, sabe como é? Mas até aí, o Charlie também tem. – disse ela, fazendo Dianna rir – Ele também beija muito bem! Mas... você beija muito melhor! Enfim, eu não pensaria um segundo sequer em te substituir por ele, ou por qualquer outro.
- Ou outra. – Dianna disse.
- Ou outra. – Lea concordou rindo.
- Acho bom mesmo!
Lea fez uma carinha de sofrimento e Dianna levantou as sobrancelhas.
- Minha cabeça está começando a piorar.
- Vem! Vem deitar! – disse Dianna acompanhado-a até o quarto.
Lea vestiu uma calcinha e uma camisa do NY Knicks velha. Ela deitou.
- Você vai ficar aqui, não vai? – perguntou ela.
- Quer que eu fique?
- Você só pode estar brincando! – ela sorriu – Claro!
Dianna riu.
- Ok! – ela disse, se dirigindo ao armário de Lea.
Ela abriu uma das portas do lado que Lea deixava só para ela
- Isso é injusto! No meu armário você tem um espaço muito maior!
Ao se virar, viu que Lea já ressonava. Ela então vestiu uma camisola e se deitou ao lado da noiva. Lea estava de lado, virada para dentro, com as pernas encolhidas e os cabelos espalhados pelo travesseiro. Dianna retirou uma mecha que caía sobre os olhos dela e fez um carinho em seu rosto.
- Você é linda! –sussurrou ela e sorriu.
Aproximou-se e encostou os lábios nos dela, bem de leve. Lea se mexeu um pouco, resmungou algo incompreensível e ficou quieta novamente. Dianna adorava vê-la dormir. Nunca se cansava.
- Te amo! – murmurou ela.
Ficou olhando-a mais um tempo, até que adormeceu, com a mão na cintura da morena.
