Oi! Sim eu sei, eu mereço ser amaldiçoada por todos os meus queridos leitores…Sim, eu sei que já não actualizava esta fic há quase dois anos, mas será que me podem deixar explicar antes de apontarem as varinhas? Escola, trabalhos, aulas de música, entrada na faculdade… dizem-vos alguma coisa? São apenas algumas das razões que me têm afastado da escrita…Este capítulo já estava quase totalmente escrito já desde há muito tempo, mas há mais de um ano que o larguei e só agora consegui terminá-lo. E foi entre montes de trabalhos para fazer que me surgiu de repente a vontade de acabar o capítulo e actualizar a fic. Acabou por não ficar bem como eu queria, poderia ter pensado melhor no capítulo mas não quis demorar ainda mais tempo a actualizar. Peço-vos imensa desculpa pela enorme ausência e, como gratificação, queria dedicar este capítulo a todos os que esperaram em vão por actualizações…Espero que a espera tenha valido a pena e que gostem do capítulo! E POR FAVOR deixem reviews, são poucos minutinhos que se perdem a escrever umas palavrinhas e acreditem que é maravilhoso saber o que pensam sobre as minhas histórias! Um beijinho muito docinho e boas leituras!


No último Capítulo

- Larga-me imediatamente, Malfoy, se não eu grito!

- Aha, o que é que temos aqui? – rosnou de repente uma voz áspera atrás deles. E quando Ginny se virou e viu quem era, arregalou os olhos e balbuciou:

- Oh não, isto não pode estar a acontecer!


Segundo Prato: Apanhados

- Ahaha, pode sim! Que noite gloriosa! Não apanho ninguém há dois dias, uma verdadeira eternidade …e agora logo dois, ehehehe! - gargalhou Filch, mostrando os seus horríveis dentes acastanhados, com o ar asqueroso de sempre.

- Mas eu…eu posso explicar! Nós só estávamos a… - começou Ginny, mas logo foi interrompida.

- Ah, isso não me interessa! O facto é que andavam a deambular pelo castelo de madrugada e isso não é permitido! Portanto têm que ser castigados! Ah, como eu adoro esta palavra…cas-ti-ga-dos! – soletrou Filch com um ar deliciado, como se saboreasse cada sílaba com maquiavélico prazer.

- Ah isso é que não vou! - falou finalmente Draco, que até ali parecia demasiado abananado para falar. – O meu pai nunca vai deixar que me castiguem!

- Achas mesmo? Eu no teu lugar não teria tanta certeza! Mas infelizmente não sou eu que trato disso…Por isso sigam-me! – ordenou o empregado.

- Mas nós… - ainda tentou Ginny.

- Já! – cortou Filch. Draco, ofendido, ainda abriu a boca para resmungar, mas Ginny deitou-lhe um olhar "Mais-vale-não-barafustar-se-não-ainda-pioramos-as-coisas". Malfoy respondeu-lhe visualmente "e-quem-és-tu-para-mandar-em-mim", mas acabou por encolher os ombros e seguir o empregado, que não parava de mastigar uma cantilena da qual apenas se percebia "presos pelos tornozelos de cabeça para baixo" e "esquartejados aos pedaços".

- Mas porque é que eu tive a ideia peregrina de me levantar a meio da noite – resmungava baixinho Ginny, enquanto andava, de olhos baixos, como quem ia para forca. – A culpa é toda tua Malfoy!

- O quê? – Draco parecia escandalizado. – Quer dizer, tu vens me chatear a meio da noite, pedes-me para te ajudar…Eu, feito Santo Potter ajudo-te, depois pões-te aos berros no corredor e somos apanhados, e depois o culpado sou eu? Oh, Weasley se eu não fosse demasiado elegante para me rebaixar ao teu nível eu mandava-te…

- Shhhhhhh! – sibilou de repente Filch, fazendo-os calar. Continuaram a andar em silêncio até chegarem ao gabinete da professora Mcgonaggal. O empregado deu três pancadas brutas na porta e, passados alguns momentos, ouviram uma voz rouca de sono perguntar quem era.

- Sou eu, professora, o Argus. – sibilou Filch.

A porta do quarto abriu-se então ligeiramente e a cabeça da professora, com uma toca de rendas e um tapa-olhos puxado sobre a cabeça, assomou na pequena fresta.

- O que se passa, Argus?

- Boa-noite professora. Encontrei estes dois delinquentes a vadiar pelo castelo juntos, a esta hora da madrugada! - contou Filch, rapidamente, com um brilho maldoso de felicidade nos olhos piscos. Ginny soltou um "hummpf" ofendido, "Delinquentes?! Vadiar?! Madrugada?!", enquanto que Draco tentava controlar a sua a indignação, apertando as mãos com tanta força quanto podia.

- Delinquentes, Argus? Quais delinquentes? – perguntou a professora entre um bocejo.

- Estes! – exclamou o empregado com uma expressão triunfal, apontando para Draco e Ginny.

- Miss Weasley…Mr. Malfoy? – balbuciou Minerva Mcgonaggal, incrédula ao ver os dois juntos. – Mas que surpresa…O que andam a fazer fora da cama a estas horas?

- Ehhr, professora, apeteceu-me tomar um pouco de ar e depois encontrei o Malfoy e depois… - articulou debilmente Ginny, baixando os olhos de vergonha.

- Desculpe, não percebi Miss Weasley - o que é que estava a fazer com o Malfoy?

- Não é difícil de imaginar o que estariam a fazer, professora! – grunhiu Filch, com uma risada perversa.

- Penso que não lhe pedi opinião, Mr. Filch! – exclamou a professora com secura. – Bem, seguindo os procedimentos habituais nestes casos e visto que os alunos são de casas diferentes, temos de chamar o monitor dos Slytherin.

- O quê, o Snape? – falou finalmente Malfoy, com o terror expresso no rosto. – Não…o Snape não!

- Porque não, Mr. Malfoy? Temos que assumir os erros que cometemos! – disse Minerva com rispidez. – Argus, faça o favor de ir chamar o professor Snape. Ele que venha ter à minha sala. Miss Weasley e Mr. Malfoy ficam aqui comigo.

- Não, não eu vou também! – exclamou Draco de repente, indo atrás de Filch. "Vale mais eu tentar falar com o Snape primeiro, para ver se acalmo a fera!".

Depois de darem várias voltas pelo castelo e descerem centenas de escadas, enquanto Draco tentava inventar uma boa desculpa para andar a passear de madrugada pelo castelo com a Weasley, chegaram à porta do aposento do mestre de poções. Draco estranhou ao parecer ouvir um riso feminino no quarto do professor. Filch pareceu não ouvir, pois bateu à porta sem piedade. Por um momento, fez-se silêncio no quarto, até que se ouviu a voz de Snape, mais maldisposta do que nunca, de lá de dentro.

- Quem está aí?

- Sou eu, o Argus, professor. Faça o favor de abrir a porta.

Demorou algum tempo até que Snape acatasse o pedido.

- Mas que diabo é que tu queres, Filch? - rosnou o professor, que apareceu de roupão e descalço. Draco reparou em como ele estava descomposto: o roupão estava mal-apertado, o cabelo estava desalinhado e havia na sua cara uma mancha vermelha que parecia … "Batom!", percebeu o rapaz, surpreendido.

- Desculpe, professor, eu não queria interromper o seu…humpfff…sono. Mas é que apanhei um aluno Slytherin a deambular pelo castelo!

- Que aluno? – perguntou Snape sem muito interesse, parecendo desejoso por voltar ao quarto.

Filch não respondeu, apenas saiu da frente de Draco.

- Draco? – murmurou o professor, levantando uma sobrancelha. O rapaz engoliu em seco. "Ferrou!"

- E não estava sozinho, professor! Estava com uma Gryffindor! – exclamou o empregado, parecendo gozar verdadeiramente do efeito que as suas palavras tinham sobre Draco e Snape.

- Uma Gryffindor? – bradou Snape, parecendo ainda mais irritado. – Tu, Draco, com uma Gryffindor a meio da noite?

- Sim, quer dizer, mais ou menos…Eu posso explicar tudo…- tentou Draco.

- Sim, eu exijo que me contes tudo…mas não agora... – interrompeu bruscamente o professor. – Argus, já falaste com a Mcgonaggal?

- Sim, professor! Ela mandou-me dizer-lhe que estava na sala dela, à sua espera.

- Está bem. Eu vou já para lá. Dêem-me um minuto. – quando Snape entrou no quarto, Draco tentou espreitar lá para dentro para ver se lá havia mais alguém, mas não conseguiu ver ninguém. "Não acredito…o Snape com marcas de batom na cara!", foi o pensamento que ocupou a mente de Draco durante os largos minutos que Snape demorou a sair do quarto. Quando finalmente o fez, trazia a comum capa negra por cima de umas calças igualmente escuras e já não havia vestígios de batom na sua face.

- Podemos ir. – resmungou. Os três iniciaram então o caminho em direcção à sala da professora Mcgonaggal. Depois de alguns minutos de silêncio constrangedor, Snape murmurou:

- Quem era essa Gryffindor?

Draco, que estava à espera de uma repreensão, foi apanhado de surpresa pela pergunta.

- Mas eu…eu não estava com ela, nós fomos casualmente apanhados juntos… - tentou dar a volta à questão, em voz mansa.

- Quem era essa Gryffindor? – repetiu o professor, sublinanhdo cada palavra com uma voz sibilina.

- Era a…a…hmmm…a…Weasley… - balbuciou Draco no tom mais baixo e rápido que conseguiu.

- Quem?! A Zizi?! Quem diabo é a Zizi?

- Eu não disse Zizi… - murmurou Draco, envergonhado. – Eu disse…Weasley…Eu fui apanhado com a Weasley!

- Com quem?! – Snape parou subitamente de andar, com ar incrédulo. – A Weasley?! Draco, pensava que tinhas mais critério ao escolher as tuas…hmpf…companhias!

- Não, não é nada disso…eu estava lá fora e ela veio ter comigo…quer dizer, ela não veio ter comigo, não sei porque é que ela andava por ali e… - Draco atropelavas as palavras com os nervos e a vergonha.

- Não vale a pena, Draco, eu já percebi. – rosnou Snape.

- Não, não percebeu! Eu…eu encontrei-a por acaso…mas depois voltámos juntos…quer dizer, não foi bem juntos…eu ajudei-a…não, não a ajudei, foi só para me livrar dela mas…

- Esquece Draco. Não te enterres ainda mais! – cortou bruscamente o professor de poções. – Nunca pensei uma coisa destas de ti…

O coração de Draco batia descompassado: "Ó vergonha! Ó raiva! Ó humilhação! Meu Salazar ajuda-me a safar-me desta!". Entretanto, tinham chegado à sala de Transfiguração. Snape abriu a porta sem bater.

- Boa-noite Minerva. Pelos vistos temos uns problemas a resolver.

- Boa-noite, Severus. – Minerva Mcgonaggal estava sentada na sua mesa, com Ginny a seu lado, de cabeça baixa e o ar mais infeliz deste mundo. - Peço desculpa por te ter mandado acordar, mas já sabes que nestes casos temos que tomar as medidas necessárias para…

- Eu sei, Minerva. Vamos resolver isto rapidamente. – disse secamente Snape, andando pela sala, com Draco e Filch atrás de si.

- Sentem-se. – ordenou a professora.– Hmmm... Argus…Importa-se de nos deixar a sós?

- Mas, senhora professora, fui que eu os apanhei, não quer que eu dê o meu depoimento? Eu estava ali, quando de repente... – começou o empregado, com os olhinhos a brilhar de contentamento.

- Obrigada, Argus, mas eu penso que já não é mais precisa a tua colaboração. Podes voltar ao teu trabalho. – afirmou a professora.

- Mas, professora, eu vi tudo! Sou testemunha, por isso posso ajudar a escolher o castigo, aliás, eu achava que se eles fossem amarrados e pendur…

- Não ouviste, Argus? Não precisamos mais de ti, vai! – rosnou Snape. Filch ainda olhou para Minerva com ar de criança a quem tinham roubado o gelado mas logo percebeu que o seu tempo de antena tinha terminado e arrastou-se até à saída. Assim que a porta bateu, a professora Mcgonaggal começou o seu discurso:

- Bem, penso que nem vale a pena explicar a estes dois meninos a razão de terem sido aqui chamados e muito menos tentar perceber os porquês da situação, porque quaisquer que tenham sido, de certeza que não justificariam que os dois andassem a passear pelo castelo de madrugada.

- Mas nós não estávamos juntos, o que aconteceu foi… - tentou argumentar Draco.

- Mr. Malfoy, peço-lhe que me deixe acabar o meu discurso antes de tentar intervir em sua defesa. – cortou rispidamente a professora, virando-se para Snape. – Quanto a repreensões, Severus, eu já tive uma longa conversa com a aluna de que sou responsável, penso que farás o mesmo com o Draco.

- Claro. – rosnou Snape.

- De qualquer maneira, penso que eles já devem ter percebido que agiram mal e que por isso vão ter de ser castigados. – continou Minerva Mcgonaggal.

- E qual vai ser o castigo, professora? – perguntou Ginny, mordendo o lábio inferior.

- Isso ainda não lhe posso revelar, Miss Weasley, uma vez que ainda vou ter de conversar com o professor Snape para decidirmos em conjunto a melhor punição a aplicar. Amanhã ser-vos-á comunicado o castigo que receberam. Agora voltem para os vossos dormitórios sem fazer barulho para não acordar os outros alunos. – ordenou a professora.

- Professora eu gostava de ter a oportunidade de contar a minha versão dos factos… - tentou novamente Draco.

- Não é necessário, Mr. Malfoy. Como já lhe disse, não me interessa a razão porque estavam juntos nem o que estiveram a fazer. O que importa é que infringiram as regras e que, por isso, têm de ser castigados. Não há nada que possa dizer que diminua a sua culpa ou atenue a sua pena. Agora vão!

Ginny saiu da sala de olhos no chão. Nunca se tinha sentido tão envergonhada. E sentia ainda mais ódio por Draco do que nunca. Fora por sua causa que ela passar aquela vergonha. "Isto não vai ficar assim! Prepara-te Draco Malfoy!", pensou, imaginando já nas vinganças terríveis que podia fazer. Draco ainda ficou um pouco mais na sala, a tentar cair nas boas-graças de Snape:

- Professor, será que eu podia falar consi…

- Chega Draco. Já me irritaste demais por hoje! Desaparece-me da frente antes que eu te amaldiçoe! – ameaçou o professor. Draco apertou as mãos de raiva, "Que humilhação! Parece um pesadelo…Como podem tratar assim um Malfoy! Maldita Weasley! Acho que da próxima vez que a vir a estrangulo!", pensou, enquanto saía.

E ambos voltaram aos seus dormitórios, amaldiçoando-se mutuamente.


Nota da ficwriter: Então, que acharam do capítulo? Espero que vos tenha agradado! E não guardem a opinião para vocês, contem-me o que acharam! Prometo responder a todas as reviews! E tentarei não demorar muito tempo a actualizar, embora seja muito complicado, porque tenho pouquíssimo tempo livre…Beijinhos e até ao próximo capítulo!

Agradecimentos: Queria agradecer a todas as leitoras que me deixaram reviews tão doces, muitas delas amigas muito queridas com quem já há muito tempo não tenho oportunidade de falar e que, certamente, se cansaram de esperar pela continuação da história: Marta Santos Weasley Malfoy, Miaka, Brockthuela, Jaque Eberle, Rafinha M. Potter, Jamelia Millian, Musa-Sama, Catarine, Ly, Helena Malfoy e Lou Malfoy. Mais uma vez desculpem e muito obrigada pelo carinho e pelo apoio que me deram para continuar a escrever!