Ao entrar na carruagem, Rin deu-se conta de que estivera com a respiração presa desde que havia deixado o gabinete do dono do jornal. Kagome comentara ter ouvido dizer que o Sr. Taisho era um homem vistoso. "Vistoso",porém,era uma palavra pobre demais para o homem a quem ela acabava de conhecer.
Sesshoumaru Taisho era simplesmente fascinante.
Rin não conteve um suspiro.Já tinha visto homens bonitos,mas o Sr. Taisho... Que Santa Clara a ajudasse! Ele tinha um sorriso fácil,mas não escancarado; sorria com um ar reticente, como alguém que não quisesse demonstrar já conhecer o final da anedota que lhe contavam.
E os olhos então?... Ah, inesquecíveis! De um âmbar tão líquido que mais parecia ouro, expressavam uma inteligência aguçada,curiosa,inquieta.
Ao contrário da maioria dos cavalheiros,o Sr. Taisho conversara com ela olhos nos olhos. Não que tal atitude fosse muito educada, mas, nas circunstâncias em que ambos haviam se conhecido,podia ser considerada imprescindível. Aquilo a fizera sentir-se viva,notada, importante. Impressões que um desconhecido jamais deveria despertar em uma dama,ainda sim...
Não fora só a aparência do Sr. Taisho que a desarmara.
Rin esperava que ele fosse ficar furioso com a pequena trapaça,recusando-se a lhe pagar pelo ultimo trabalho;ele,porém,nem se abalara ao saber que havia contratado um mulher.E ainda fora mais longe,ao elogiar seu trabalho e lhe oferecer um aumento.
ém jamais ouviria uma história como aquela.
Mulheres eram contratadas para trabalhar nas fábricas,nunca para cargos relevantes em se isso fosse pouco,ele só faltara perguntar: quanto quer ganhar? Pensando bem,ainda que com outras palavras, fora exatamente isso o que Sr. Taisho fizera.
Mas mesmo que a proposta fosse absolutamente tentadora,ela não tinha como continuar no uma pena,pois não lhe ocorria,no momento,atividade de que gostasse mais do que fazer ilustraçõ-se realizada com suas aquarelas,porém desenhar era sua paixão.
Se ao menos conseguisse pensar numa maneira de prosseguir com seu trabalho...Conseguira manter aquela atividade em segredo por seis meses,mas agora que seu pai lia o London's Illustrated Times,o risco era grande demais.
Desenhar e ainda ganhar seu próprio dinheiro, nos últimos meses isso a fizera sonhar que vivia a vida de uma outra pessoa.Só que não tinha mais como continuar como sonho,restava-lhe se contentar em relegar aquela experiência maravilhosa a uma doce recordação.
Tomara a decisão melhor, a única decisão que tinha a tomar. Por mais que quisesse continuar com seus desenhos,por mais tentadores que fossem o Sr. Taisho e a oferta dele, precisava resignar-se à sua demissão.
-Não deveria franzir a testa desse modo, expressão o faz parecer uma pessoa perigosa.
Erguendo os olhos do prato,Sesshoumaru olhou para a tia,do outro lado da mesa. Ela viera lhe fazer uma visita e acabara ficando para o jantar.
-Você teve um dia ruim,meu bem?
-Péssimo.- ele admitiu,lembrando que ainda não sabia o que fazer acerca da demissão da Srta. Prattley.
Tia Midoriko prendeu o olhar do sobrinho nos seus olhos penteava os cabelos prateados no alto da cabeça como uma coroa,na ilusão de que isso a fizesse parecer mais ,eram sua auto-estima e sua audácia,e não os cabelos,que lhe davam uma aparência régia.
Se imaginava que em sua casa manteria seus problemas para si mesmo,Sesshoumaru deveria ter pensado duas vezes. Tia Midoriko era uma xereta. Certamente o amava muito,mas também era dona de uma curiosidade do tamanho do rio Tâmisa.
-Um de meus ilustradores pediu demissão hoje,tia.
-E agora você terá de encontrar um substituto.
-O que não será fácil.É ela quem faz os desenhos para a Resenha.
-Sei que sou uma tia terrível por nem passar os olhos pelo seu jornal desde que regressei a cidade,mas perdoe esta velha senhora e explique-me que Resenha é essa.
-A Resenha da Moda na Sociedade foi a forma que encontrei para instigar um número maior de aristocratas a comprar o jornal. Trata-se de uma seção semanal que apresenta ilustrações dos mais recentes que,se as mulheres começassem a comprar o jornal por causa dos desenhos,mais cedo ou mais tarde o periódico iria parar nas mãos dos maridos delas. A ilustradora que se demitiu faz parte da sociedade e também a freqüenta;desse modo,pode desenhar aquilo que observa.
-Uma idéia brilhante,meu querido;lembre-se de me mostrar essas ilustraçõ você tem de ter em mente que o jornal já é um sucesso.O London's Illustrated Times tem um número expressivo de leitores.
-Não é o melhor,nem todos são os leitores que eu gostaria de atingir.
-Seu periódico não precisa ser como o jornal que seu pai editava,Sesshoumaru. Ao lançar edições totalmente ilustradas,você ultrapassou o êxito que ele alcançara com o Challenger. Além disso,fez seu periódico acessível ao cidadão ao seu redor e veja tudo o que já conquistou!Seu pai estaria extremamente orgulhoso.
Sesshoumaru não precisava olhar ao era a sua casa,com uma decoração simples,mas de muito bom ,porém,era um detalhe que pouco lhe importava.A casa,a fortuna...
Sim,havia seu pai trabalhara para levar notícias políticas a seu público;dinheiro tinha sido a última das preocupações de Inu Taisho.
-Meu pai amava as notícias relacionadas a política.
-Seu pai amava você.
Tia Midoriko estava certa: seu pai realmente o amara,porém tinha vivido para o jornal. O The Challenger fora prioridade número um de Inu Taisho, só depois vinha a família.E bastara uma história mal contada para que o periódico tivesse sua credibilidade e sua honra destruídas...Desde então,Sesshoumaru nunca mais havia comprado uma matéria.
Levando um pedaço de galinha assada à boca,ele deixou que o silêncio se espalhasse pelo providenciar uma iluminação nova para a sala de claridade toda o incomodava.
-E quanto a ilustradora,o que pretende fazer? – indagou tia Midoriko.
-Ainda não á difícil encontrar outro desenhista tão bom quanto ela.
-Estou admirada com que houvesse uma mulher trabalhando para o ê não mencionou esse fato nas suas cartas.
-Nem eu tinha conhecimento de que havia contratado uma mulher.Só vim saber disso hoje,quando ela apareceu no meu escritório.
-Quem é a moça?
-Rin Prattley.E como disse que o pai não admite que ela tenha uma ocupação remunerada,presumo que se referia a algum nobre que considera homens como eu,que trabalham para viver,meros borra-botas.
-Você disse Prattley? Oh,ele é nobre,sim.
-Conhece o pai dela?
-Você também conhece,meu é o nome da família do visconde Kennington.
Sesshoumaru deixou o garfo cair na visto,as contrariedade não iam ter estivesse chovendo,ele nem ousaria ir lá fora ou por certo um raio o partiria ao mesmo era constatar que o lustre ainda não tivesse despencado do teto sobre sua cabeça.
Kennington.O homem que fizera sua ordem do dia arruinar Inu Taisho e a reputação do The Challenger.
O miserável não fora plenamente bem-sucedido,mas suas cartas ao editor haviam levantado toda a sorte de sentimentos negativos com relação ao perió pessoas tinham dado ouvidos a Kennington,já que,à época,ele era o ministro das Finanç sim,Sesshoumaru reconhecia ser ele próprio o responsável pelo fim do The Challenger.
-A julgar pela sua reputação,parece-me que você ainda não se deu conta do que tem em mãos.- Os olhos de tia Midoriko tinham um brilho travesso.-Não acha que o velho Kennie iria adorar saber que a estimada filhinha trabalhava para você e seu jornaleco sórdido?
Sesshoumaru deu uma risada maliciosa.
-Se não fosse pelo fato de desejar que ela continue trabalhando para mim,bem que eu poderia ir contar a novidade ao velhote. Quem não iria passar nada bem com tudo isso seria a pobre Srta. Prattley,pois aposto que aquele homem é um ver o inferno que ele amram de quando em quando no Parlamento.
-Ela disse por que precisa abandonar o emprego?
-Vai se casar.
-Ora,ela não devia ver isso como impecilho.O casamento nunca me impediu de fazer nada.- Tia Midoriko apontou o garfo para ele.-Você vai convencê-la a continuar com o trabalho,não vai?
-Ainda não pensei numa maneira eficaz de fazê-lo.-Ele ergueu uma sobrancelha.-Entretanto,descobri onde ela estará amanhã à noite.Já garanti um convite para mim,e quem sabe, não consigo dissuadi-la lá mesmo.
-Como conseguiu essas informações?
-Tenho minhas ,como homem da imprensa,não posso revelá-las.
-Hum! – Ela tomou o restante do vinho na taça. –Essa jovem está noiva de quem?
-De ninguém,por enquanto.A história é meio que o pai dela a pressiona a casar-se.
-Se o casamento é de fato o motivo pelo qual a moça não pode continuar trabalhando,então tudo o que você tem a fazer é providenciar para que ela simplesmente não case.
-Como?
-Antes de mais nada,precisa convencê-la a trabalhar para você até que esteja casada;depois basta fazer com que tal casamento não venha a se realizar.
-Tia...
-Eu não quis dizer que o casamento nunca viria a acontecer,menino ê precisa dar um jeito de adiá-lo só até dissuadir a moça a trabalhar no jornal independentemente do estado civil dela. Ou então encontrar um substituto adequado ao cargo.
A idéia não era má. Por certo ele seria capaz de persuadir a Srta. Prattley a protelar a demissão até estar casada. Afinal,nunca tivera grandes dificuldades em fazer com que as pessoas concordassem com seus argumentos.
-Mas como evitarei que ela se case,tia?
-Simples: faça-lhe a corte você mesmo.
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Boa noite! Peço desculpas pela demora e por esse mini capítulo,mas trabalhando all day e chegando em casa morta com farofa,não dá para escrever muito.
Prometo que,até o começo da próxima semana,eu atualizo mais um pouquinho para vocês!
P.s.1: Gente,o começo da história É SIM bem sem sal,mas daqui a pouco a coisa começa a esquentar! E será bem caliente! xD Então,aguardem!
Espero que os AINDA freqüentadores e leitores do site estejam quiser mandar review, sinta-se a vontade. Um beijo. :*
