Filhos do futuro
Descobertas
HITSUGAYA POV.
Estava andando pela divisão dez, distraído, pensado em se diria ou não para ela o que sentia.
Claro, seria estranho dizer a minha melhor amiga que a amava, mas não conseguia suportar mais. Aizen estava fora da jogada e ela já havia superado o fato de sua traição e de sua morte.
O caminho estava livre, mas mesmo assim não sabia se devia ou não devia falar. Afinal, aposto que ela só me vê como um amigo.
Sempre falava do Aizen com admiração, o olhava como se fosse o objeto mais precioso do mundo, mas quando ela olha pra mim só tem um carinho de irmão.
Havia mudado muito. Era maior que ela – era maior que Matsumoto – e meu corpo também havia mudado se definindo com músculos.
Mas ela sempre me via como uma criança. A mesma criança que ela ia visitar no Rukongai.
Estava tão entretido em meus pensamentos que nem notei quando esbarrei em uma pessoa, e acabei caindo no chão com essa pessoa em cima.
Olhei para ver quem era e qual não foi minha surpresa ao ver o rosto de Hinamori?
Corei e desviei a mira olhando-a apenas de canto. Ela balançou a cabeça tentando recuperar o foco pra depois olhar para mim.
Vi seu rosto corar em um delicado tom rosa para logo se levantar de um golpe.
- Gomen Shiro-chan – disse para logo se inclinar em uma reverencia.
- Não foi nada Hinamori – dei um pequeno sorriso de canto enquanto me levantava.
Ela me sorriu amplamente fazendo com que meu coração gélido se esquentasse e acelerasse de uma forma impressionante.
Por que tinha que ser ela? Por que ela é a única que consegui desfazer a barreira de gelo que tenho dentro de mim?
- H-hinamori e-eu... – comecei a balbuciar enquanto desviava a mira apenado.
- O que foi Hitsugaya-Kun? – perguntou. Seus olhos demonstravam o tanto que estava curiosa.
- B-bom e-eu... b-bem... é q-que...- não pude terminar já que fui interrompido por uma borboleta infernal.
- São solicitados os seguintes shinigamis para a divisão um: Hinamori Momo, Hitsugaya Toushiro, Matsumoto Rangiko e Abarai Renji. – pronunciou a borboleta negra para depois sair voando.
- O que será que houve? – perguntei em um sussurro para mim mesmo.
- Vamos Shiro-chan! – gritou Hinamori já bem na minha frente.
Fui atrás dela e em poucos instantes a havia alcançado.
Enquanto andávamos não conseguia evitar olha-la de vez em quando. Ela também havia mudado muito desde a derrota de Aizen.
Seu cabelo havia crescido e chegava ate um pouco abaixo do final da cintura, tendo que prendê-lo em um rabo de cavalo já que estava grande demais para o típico coke que usava antes. Seu corpo havia se tornado mais belo, com as curvas bem definidas. Não tinha os seios iguais ao de Matsumoto, eram de um tamanho médio. Ela também havia crescido – era apenas alguns centímetros mais baixa que eu – acho que já tinha a mesma altura de Matsumoto.
Quando chegamos encontramos com Abarai e – há pouco tempo mencionada – Matsumoto.
Eles estavam do mesmo jeito que eu e Hinamori. Sem saber o porquê de aquilo estar acontecendo.
Yamamoto-taichou entrou na sala e nos calamos imediatamente. Ele se aproximou e nos mirou fixamente. E juro que vi um pequeno sorriso ao voltar a ver Hinamori e eu.
- Vocês serão enviados ao mundo humano – disse simplesmente sem dar mais explicações.
- Mas para que Yamamoto-taichou? –perguntei levantando uma sobrancelha.
- Vocês serão informados quando chegarem lá. – disse.
- E quando iremos? – perguntou Matsumoto já com os olhos brilhando.
- Imediatamente! – e com isso saiu da sala.
Fomos ate a entrada da Seretei e lá foi onde abriram o portal. Passamos de imediato sem hesitar.
Chegamos ao mundo dos humanos e fomos recebidos pelo Kurosaki e pela Kuchiki. Mas o que me estranhou foi o modo que nos miraram. Pareciam saber de algo que nos não sabíamos.
- Que ótimo que mandaram vocês. – disse a Kuchiki com um sorriso – eles estão te esperando.
Entreolhamos-nos, mas decidimos apenas em segui-los para ver o que estava acontecendo.
Fomos ate a casa do Kurosaki onde haviam quatro garotos de mais ou menos 17 anos com uniformes que pareciam ser de shinigamis mas diferentes.
Olhei para cada um, ate que minha vista se pouso em uma menina de cabelos longos brancos presos em um rabo de cavalo alto, olhos cor azul esverdeados – mais puxados para o azul – e rosto angelical e doce que me lembrava muito o da... MOMO?
Olhei para Hinamori para logo depois para a garota e assim em diante sem poder crer no que estava diante de meus olhos.
Um garoto de cabelos laranja e muito parecido com o Kurosaki com exceção de seus olhos que eram de um safira intenso, mirou eu e a Hinamore para logo depois falar alguma coisa pra a garota e apontar para nos.
Ela se virou – já que estava de costas para nos – e nos mirou com os olhos arregalados e molhados.
Ela parecia de mais com a Hinamori exceto por seus olhos e a cor de seus cabelos.
Lagrimas começaram a sair de seus olhos e um grande sorriso se formou em sua face. Ela se levantou e correu ate Hinamori e eu, abraçando-nos com força quando chegou ate nos.
-Papai, Mamãe! Senti tanta falta de vocês! – disse chorando desesperadamente.
Eu e Momo arregalamos os olhos e nos miramos corados.
Quando finalmente aquela garota se separou de nos pude perguntar com a voz meio entrecortada.
- O-o que foi isso e por que ela chamou, eu e a Hinamori,de mamãe e papai? – perguntei quase tendo um colapso nervoso.
- Uma longa historia – disse Kurosaki mexendo no cabelo enquanto Rukia senta do lado do garoto de cabelo laranja.
Depois que Rukia e Ichigo nos contaram toda a historia eu quase cai pra trás.
Olhei para Hinamore que acariciava a cabeça de nossa suposta filha enquanto ela dormia tranquilamente em seu colo – se havia criado um carinho muito grande com ela logo depois de conversarem um pouco.
Ainda não conseguia acreditar que eu e Hinamori nos casaríamos e muito menos que teríamos uma filha. Mas era a verdade e a prova estava bem na nossa frente. Era incrível!
- Então teremos que vigiar a cidade para ver se encontramos esse suposto vilão e o eliminamos para que ele não destrua a SS? – perguntei para confirmar.
- Isso mesmo. – respondeu Ichigo.
- E eu pensando que não teríamos mais problemas. – disse cansado me deitando no sofá.
Um silencio incomodo tomou conta do cômodo em que estávamos. Matsumoto conversava com seu suposto filho na outra sala enquanto Renji e sua filha foram visitar a suposta mãe da garota.
Suspirei cansado. Ainda não engolia a historia de eu e Hinamori termos uma família juntos. Afinal ela não me amava. Ela só me via como um irmão.
- Melhor leva-la para um quarto para que ninguém a incomode – disse Hinamori tentando carregar a garota em seu colo.
- Deixa que eu a levo – se ofereceu o filho de Rukia que já se levantava e tomava minha filha nos braços.
Ela se aconchegou em seu peito e suspirou pesadamente. Dava pra se notar de longe que esses dois eram bem próximos.
Vi como ele se afastava levando Luna ate o quarto de como uma forte preocupação me inundava por dentro em relação a relação daqueles dois.
Suspirei.
Já estava tendo instintos paternos.
- Você acha que os uniformes vão ficar daquele jeito mesmo? – perguntou Ichigo quando viu que os dois jovens já haviam desaparecido.
Pensei no uniforme que os nossos filhos vestiam.
Os das meninas era uma saía apertada e curta estilo o de Nemu com uma blusa também apertada de frio com as barras das mangas mais largas. Não era mais as meias de antes e sim uma sandália que deixava apenas os dedos de fora (N/A: As sandálias de Naruto) que iam ate metade da canela e tinham um pequeno salto de mais ou menos três centímetros.
Os dos homens era uma calça igual a nossa de agora só que a blusa era sem mangas e não se passava pelos braços para vesti-la e sim pela cabeça. As sandálias eram as mesmas da das meninas só que com o cano mais curto e sem salto.
As roupas do filho da Matsumoto e da filha do Renji eram pretos com as bordas das mangas e ( apenas da garota ) a borda que fechava da camisa brancos. E os da minha filha e do filho do Kurosaki eram do mesmo estilo só que as cores nos lugares opostos dos outros dois e tinham um numero preto nas costas. Um da divisão 10 e outro da divisão 13 o que significa que eram capitães.
As faixas na cintura que seguravam as espadas de todos eram de um azul marinho que não se destacava muito.
- Provavelmente. – dei de ombros levando pela lógica.
O uniforme que eles usavam parecia bem mais confortável que o nosso e deixava o corpo livre para fazer movimentos.
Com certeza a Seretei iria mudar depois de algum tempo.
Suspirei.
Agora deveria me preocupar com quem iria atacar a Sociedade de Almas e por que. E o mais importante, deveria ou não falar o que sinto para Hinamori?
