A benção de uma maldição!
Narcisa olhou para Draco, depois para Harry, e colocando sua máscara de indiferença, passou por seu filho.
- Me encontre no escritório, Draco, precisamos conversar.
- Certo, estarei lá em um minuto.
Narcisa saiu da sala e os dois ficaram em silêncio, que logo foi quebrado por Draco.
- Bem, não tenho tempo para conversar agora, Potter, amanhã nos falamos. – Ele disse, mais pálido que o normal, e querendo mostrar indiferença, porém sua voz estava um pouco mais rouca mostrando seu nervosismo com toda a situação. Ele já ia saindo quando sentiu seu braço sendo puxado pelo moreno. Virou-se, encarando Harry.
- Amanhã, Potter, amanhã conversaremos sobre... o que aconteceu. - O rosto de Malfoy adquiriu agora um leve tom róseo - Eu preciso ir agora. – Harry fez que sim com a cabeça, sentindo-se corar também, e soltou o braço de Draco, que saiu em direção ao escritório com aparente pressa.
oOo
- Mãe, por que a senhora demorou tanto, o que houve? - Draco entrou no escritório e sentou-se na cadeira na frente da mesa. Narcisa olhava um livro com uma cara preocupada. Ela depositou-o na mesa e olhou para o filho.
Draco se endireitou na cadeira e chegou mais para frente, prestando atenção ao que sua mãe tinha a dizer.
- Eu fui ver seu pai, como combinamos. Como já havia lhe dito, seu pai não sabia nada sobre essa tal maldição nem sobre o tal Josh Rickler. – Draco fez uma cara de desânimo, mas continuou ouvindo. – Mas, ele lembrou-se de um antigo colega de escola, que também era um dos seguidores do Lorde naquela época. Não era tão bem colocado como seu pai, por isso Lucius achou que ele podia conhecer esse Rickler. Então eu fui até onde Lucius supunha que esse homem morasse, e o encontrei. Uma casa horrorosa... você está em dívida comigo eternamente, Draco.
Draco deu um meio sorriso, sabia que sua mãe faria qualquer coisa por ele.
- E ele conhece Josh Rickler?
- Sim, ele conhece, obviamente eu tive que dar dinheiro para ele falar, mas eu já esperava por isso. Aqui está o que tanto procura. - Disse Narcisa, estendendo o livro para Draco.
- Que livro é esse?
- Eu fui até a casa de Rickler, ele não estava em casa, na verdade, não havia nem rastro dele. Eu procurei por alguma coisa, mas a casa estava uma bagunça, como se alguém já tivesse remexido ali. Não sabia o que fazer, até que pensei em usar algumas magias que seu pai me ensinou e em poucos minutos, o livro estava em minhas mãos.
- Esse livro... – Draco olhava para o livro enquanto folheava suas páginas.
- Sim, Draco, aí tem a poção que desfaz essa maldição. Eu não entendi muito bem mas
pelo que li, está tudo aí.
Draco estava maravilhado, seus olhos brilharam, ele simplesmente levantou-se da cadeira, deu a volta na mesa e abraçou sua mãe.
- Obrigado mamãe, muito obrigado!
Narcisa deu um meio sorriso e retribuiu o abraço. Há muito tempo não via seu filho sorrir desse jeito. Ele se desvencilhou de seus braços e lhe depositou um beijo na testa. Já ia saindo quando a voz de sua mãe lhe chamou atenção.
- Draco, o que foi aquilo?
- Aquilo o que, mãe? - Respondeu Draco, já imaginando sobre o que sua mãe estava falando.
- Não pense que sou boba, Draco. Eu pensei que você e o Blaise...
- Não, mãe, o Blaise é só um 'rolo'... e o Potter... o Potter é um acidente!
Narcisa fez um gesto de desaprovação. Draco lhe sorriu e saiu do escritório. Estava ansioso para ler sobre a poção e principalmente para fazê-la.
oOo
Harry emergiu da banheira e sacudiu a cabeça, espalhando água para todo o lado. Esfregou as mãos no rosto e deixou escapar um suspiro exasperado.
Quando é que ele tinha começado a precisar de banhos gelados no meio da noite?!
Acontece que a vida toda de Harry tinha mudado desde que aquela merda toda começara. Fora afastado de seu trabalho, – a coisa que mais gostava na vida – privado de manter uma conversa decente com seus amigos, proibido de voltar para a própria casa e ficar sozinho... E obrigado a viver debaixo do mesmo teto que Draco Malfoy.
E esse, Harry sabia, era o grande problema.
Que beijo foi aquele, meu Merlin?!
A cena se repetia incessantemente na cabeça de Harry, e a cada vez, ele ficava mais confuso. Como aquilo tudo tinha começado? Por que Malfoy o tinha... agarrado e beijado daquela forma? E por que ele tinha agarrado o loiro depois?
E por que diabos ele tinha gostado e não conseguia reprimir a vontade que tinha em bater no quarto de Draco e o agarrar novamente?!
Não, ele não chegaria a tanto... Ou chegaria?
Por Godric, não!
Mas, por outro lado, Harry também não poderia apenas ficar ali, na banheira... Ou sozinho em seu quarto... Ou em qualquer lugar, uma vez que sua cabeça já estava doendo com a velocidade de seus pensamentos sobre o ocorrido no andar de baixo. Ele precisava conversar agora, não esperar até o dia seguinte. Harry sentia que ele não agüentaria até lá.
Erguendo-se de uma vez da banheira, Potter enrolou-se numa toalha e seguiu para o quarto.
oOo
Harry estava há exatos sete minutos com o braço direito erguido como se fosse bater na porta à sua frente, tentando arranjar coragem para terminar o que ele tinha ido fazer ali. É claro que pensar é fácil, difícil era encarar os olhos cinza de Malfoy.
Olhos que o encaravam confusos, no momento.
Harry piscou e deixou o braço cair ao lado do corpo assim que percebeu que Draco tinha aberto a porta e estava o olhando como quem considera a sanidade de alguém.
"O que está fazendo aqui?" – O moreno moveu os lábios bobamente.
- Este é o meu quarto, idiota.
"Oh!"
Houve silêncio por dez segundos.
- Potter, vai me dizer por que está parado na porta do meu quarto, com essa cara de panaca? Não que você fosse capaz de fazer uma cara melhor, mas o que exatamente eu fiz para você, para merecer dar de cara com ela no meio da noite?
Harry imediatamente fechou a boca – que ele não tinha percebido que estava aberta – e fez uma carranca, trocando o peso de pé.
"Vim conversar."
- Agora? Às três da manhã? Eu não disse que conversaríamos pela manhã?
"Sim, mas eu não consigo dormir."
- Sinto muito – Malfoy falou, em tom de quem não sentia nada. Já ia fechando a porta quando Harry botou o pé para impedi-lo. Draco falou irritado, arrastando as palavras.
– O que é agora?
"Por que você me beijou? Você não podia fazer aquilo... Quero dizer, você podia, mas não queria fazer aquilo, não é? Porque pra começar, não é como se você ao menos gostasse de mim, ou qualquer coisa do tipo... E ainda tem o Zabini, porque eu vi vocês dois naquela noite e, Merlin, vocês pareciam realmente estar curtindo aquilo. – Harry "falava" tão rápido e sem parar, que Draco mal compreendia as palavras. Ele largou a porta e deu um passo à frente, segurando o rosto do moreno entre suas mãos.
- Fale devagar, Potter, eu mal estou conseguindo te acompanhar. – Disse, olhando nos olhos do moreno, que parou de mover seus lábios imediatamente após ficar tão perto das orbes cinza. Draco sorriu de lado. – Você quer saber o por que de eu ter te beijado, Potter, ou por que de você não conseguir parar de pensar em mim? Porque você gostou, eu posso ler isso. Você gostou e quer que aconteça de novo. - Draco soltou o rosto de Harry, que o olhava com um misto de indignação e vergonha.
"Você não pode ficar lendo meus pensamentos, Malfoy!"
- Eu não precisei de Legilimência para saber que você me queria, Potter. – Draco sorriu malicioso.
Harry grunhiu interiormente e falou, antes de dar as costas ao loiro.
"Eu não sei por que eu vim até aqui..."
Malfoy segurou Harry pelo braço, impedindo-o de se afastar. Olhando em seus olhos, disse:
- Você fala demais, Potter, mesmo quando não pode falar – e o puxou para um beijo, o segurando pela nuca, impedindo assim do moreno se soltar. Não que Harry fosse fazer isso, já que ele agora retribuía o beijo com a mesma intensidade que Draco.
O loiro começou a andar para trás, para dentro do quarto, trazendo Harry consigo e usando o pé para fechar a porta. Ainda beijando o moreno, Draco caminhou até que seus joelhos batessem em algo. Ele inverteu as posições e empurrou Harry, que caiu de costas na cama macia. Deitou-se por cima dele, voltando a beijá-lo.
Tantas coisas passavam pela cabeça de Potter no momento. Coisas que ele queria dizer ao outro, coisas que ele não achava certas, coisas que ele achava certas e deliciosas demais, como sentir a língua dele em seu pescoço... Mas a sensação da boca de Draco na sua, de suas línguas se misturando, de seus corpos grudados procurando sempre por mais contato, o fazia perder a cabeça. Ele se entregou ao momento.
Draco agora beijava seu pescoço, enquanto suas mãos agilmente tiravam-lhe a blusa do pijama. Ele percorreu com a língua toda extensão do peito de Harry, que apertava-lhe as costas e jogava a cabeça para trás, sentindo Draco descer beijos pela sua barriga, dando leves mordidas e lambendo em seguida. Harry estava totalmente duro e Draco percebeu isso ao alcançar suas calças. Ele levantou o olhar, como se pedisse permissão para ultrapassar aquela barreira, mas ver Harry morder o lábio inferior e atirar a cabeça para trás fez algo pulsar dentro de suas próprias calças, levando todo seu auto-controle embora. Enquanto lambia, chupava e mordia a região de sua cintura, abaixou-lhe as calças, o deixando apenas com uma cueca branca que não escondia em nada sua excitação. Ele subiu novamente, comprimindo seu corpo junto ao de Harry e fazendo suas ereções se encostarem. Potter agarrou sua nuca e o trouxe para um novo beijo. Pousou a outra mão em suas costas e foi descendo até se aproximar de sua bunda.
Draco abandonou sua boca para explorar novamente seu pescoço, chegando à orelha. Quando ele começou a chupá-la, Harry puxou a parte de cima de seu pijama, fazendo suas peles finalmente se tocaram.
- O que vou fazer agora, Potter, te faria gemer muito... se você pudesse, é claro. - Disse Malfoy, prendendo entre os dentes o lóbulo da orelha de Harry, observando a expressão extasiada do moreno.
Draco desceu a cueca de Potter sem parar as carícias. Subiu as mãos frias pelas coxas nuas e suadas do outro, passando bem perto de tocar o membro rijo de Harry, que agarrava a coberta e se contorcia cada vez que Draco descia mais e mais sobre seu corpo, lambendo cada pedaço de pele que encontrava.
Como ele quis poder gritar quando Draco, de uma só vez, engoliu todo o seu membro. Ele chupava, lambia, voltava a chupar... Passava sua língua quente por toda a extensão de seu pau. Harry sabia que não agüentaria muito.
"Merlim o que é isso que ele faz com a língua?" - pensava Harry a cada vez que Draco dava pequenas lambidas na cabeça de seu pênis, para depois chupá-la.
Quando os movimentos se tornaram mais fortes e rápidos, Harry arqueou as costas, jogando o quadril para cima, sem pensar que poderia machucar Draco, e despejou-se dentro da boca do amante. Malfoy retesou por um momento, mas não deixou escapar uma única gota.
Assim que os espasmos de prazer de Harry passaram, Draco subiu e voltou a beijar sua boca, fazendo Harry sentir do seu próprio gosto. Doce-amargo.
- Acho que preciso de uma mãozinha agora, não? – Draco disse baixinho, espalhando beijos pelo pescoço suado de Harry, que estava esparramado na cama com um sorriso bobo nos lábios. Ele imediatamente trocou de posição com Draco, o deitando de costas na cama e sentando-se em seu colo, passando a tentar repetir os mesmos gestos que o loiro fez consigo.
E por mais que Harry fosse um tanto quanto inexperiente no "assunto", ele fez um bom trabalho, levando Draco rapidamente ao orgasmo.
Os dois rapazes, exaustos e satisfeitos, não demoraram a cair no sono, um ao lado do outro.
oOo
Harry virou-se na cama, espreguiçando-se e sentindo como se tivesse acabado de ter a melhor noite de sono da sua vida. De braços abertos, lentamente encarou o teto (branco) e piscou algumas vezes, respirando fundo e... Constatando que aquele não era o seu quarto. E ao mesmo tempo, lembrando-se de quem era o referido quarto e de como ele fora para ali. Além do que ele fez ali, ou melhor, fizeram...
Com esse pensamento, Harry corou e virou-se na cama, esperando ver um loiro adormecido ao seu lado direito... Nada. No lado esquerdo, muito menos...
Draco simplesmente o havia deixado ali?
Será que Draco havia se arrependido? Mas quem o puxou para dentro do quarto foi ele, oras... Claro que ele mesmo não deveria ter ido até lá, para começo de conversa, mas... ele havia gostado. E muito...
Harry levantou-se da cama, pegou suas roupas que estavam jogadas no chão, se vestiu e foi para seu próprio quarto, perdido em seus pensamentos sobre a noite anterior.
Tomou um longo banho e foi atrás de Malfoy, para tirar satisfações. Claro que ele não lhe devia nenhuma explicação, na verdade, só que... Ele não podia ficar beijando as pessoas por aí, ou agarrando-as e arrastando-as para o quarto, ou as chup... Enfim, quem Malfoy pensava que era para brincar com ele daquele jeito?
Harry foi direto ao laboratório, onde sabia que encontraria Draco. Sem bater na porta, foi entrando e sentando-se em uma das poltronas da sala. O sonserino estava lá, cabeça baixa, concentrado em uma poção, e nem ao menos olhou para o moreno quando este entrou.
Harry esperou uns dez minutos e nada do loiro falar com ele ou sequer olhá-lo.
"No que será que ele está tão concentrado?" - Pensou Harry curioso, já se levantando e indo xeretar o que o outro fazia.
Draco tentou a todo custo ignorar Harry, que ora espiava por sobre o seu ombro direito, ora sobre o esquerdo, e se concentrar no seu trabalho, mas parecia que o moreno não ia sossegar enquanto Draco não falasse com ele.
- Certo, eu me esqueci de como os grifinórios são sentimentais. – Draco bufou, ainda mexendo a poção que borbulhava no caldeirão, e falou pausadamente, como quem tenta explicar a um bruxo a utilidade de um palito de fósforo. - Eu não te larguei na cama, Potter, eu apenas tinha um horário certo para acrescentar o último ingrediente na poção de cura para sua 'benção'.
Harry abriu a boca para resmungar quando todas as palavras do sonserino foram digeridas. Arregalou os olhos. Será que tinha ouvido direito? Draco havia conseguido uma contra-maldição? E ele estava se justificando por tê-lo deixado sozinho na cama?
Com um imenso sorriso no rosto, Harry se pôs na frente de Draco e forçou sua cabeça para cima, para que ele o encarasse e lesse seus lábios.
"Você conseguiu? Essa poção que está fazendo vai fazer com que eu volte a falar?"
- Infelizmente, Potter... – Draco respondeu, mas não conseguiu disfarçar um sorriso.
"Harry." – O moreno falou, radiante com a notícia.
- O quê? – Draco não entendeu por que o moreno pronunciava o próprio nome.
"Me chame de Harry". Draco rolou os olhos.
- Isso é tão típico de você, Potter... - Ao ver a cara de indignação do outro, acrescentou. – Que seja, Harry. – Harry sorriu. – Quer saber ou não da poção?
"Claro."
Draco deu mais uma olhada na infusão para logo depois se sentar numa das poltronas, sendo seguido por Harry.
- De acordo com o livro que minha... que eu consegui, essa é a contra-maldição para o Silens Intemporaliter. É uma poção complicada, cheia de ingredientes difíceis de se encontrar... Tive até que pedir ajuda a Severus. Deus sabe o quanto isso vai me custar. – Falou a última parte mais para si mesmo. – Comecei ontem à noite, antes de você invadir meu quarto. – Sorriu malicioso.
"E quando ela ficará pronta?" – Harry perguntou, excitado.
- Pelas minhas contas, cerca de três dias. – O sorriso de Harry aumentou ainda mais. – Só que tem um detalhe. Você só voltará a falar depois que tiver completado um mês sob o efeito da maldição, e se não me engano, depois que você beber a poção, faltarão ainda quatro dias para completar um mês.
Harry fez uma cara que demonstrava confusão.
"Mas, por quê?"
- Me parece que é algum tipo de precaução tomada por quem inventou essa maldição patética. Evitar que o sujeito que foi amaldiçoado volte a falar em menos de um mês, mesmo que tenha encontrado a fórmula do contra-feitiço. Mas é só uma idéia, como você quer que eu entenda a cabeça desses loucos, Potter?
"É Harry."
Draco suspirou. – Harry, Harry, Harry. Satisfeito, senhor grifinório sentimentalóide?
"Obrigado, Draco... Pela poção e... tudo o mais."
- Quantas vezes tenho que repetir que não faço isso por você? - Draco falou um pouco irritado, mas corando. Levantou-se e deu as costas para o moreno, indo verificar a poção.
Harry sorriu bobamente, feliz como não se sentia há algum tempo. Isso o fez lembrar de Ron e Hermione e no quanto ele queria compartilhar aquela felicidade com eles. Achou melhor sair para enviar uma coruja para seus amigos, contando a novidade.
oOo
Harry mandou uma coruja para Mione, contando sobre as descobertas. Não demorou para que a amiga lhe enviasse uma resposta.
"Harry, você não tem noção do quanto estou feliz por você. Já avisei ao Ministro, e em algumas horas eu chego aí. O Ron e o Greg, vão junto... Eu não agüento mais esses dois!
Um grande beijo
Mione"
Harry guardou o bilhete da amiga e sorriu ao lembrar-se dos amigos. Estava realmente com saudades deles. Desde que fora para mansão, eles só se falavam por meio de coruja. Não podia evitar sorrir ao imaginar Ron na casa de Draco.
Draco.
Como seria daqui pra frente? Não era como se ele pudesse ignorar o que aconteceu entre os dois. Também não era como se eles tivessem um relacionamento agora. Não eram amigos, também... O que Draco representava em sua vida?
Harry não sabia exatamente o que pensar sobre Draco.
A única certeza que ele tinha, era que seus sentimentos por ele mudaram, não sabia como nem por que, mas sabia que agora ele não podia ignorar o fato de que queria Draco em sua vida. De alguma forma.
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Harry avisara a Draco e a Narcisa que seus amigos viriam para vê-lo.
Quando eles chegaram, Narcisa os levou para a sala de jantar. Ela havia preparado um chá para recebê-los. Uma cena completamente bizarra, se fosse vista por qualquer um que conhecia a história deles.
Mas Narcisa não era boba, ela sabia que precisava agradar os amigos do garoto de ouro, porque não bastava Draco estar livre, ele precisaria de uma boa colocação no Ministério, e por mais que isso fosse contra o que gostava, Draco precisaria deles.
Fizeram o lanche em um notável desconforto, que era quebrado somente quando Gregory fazia alguma piada, oque geralmente tirava Ron do sério ou fazia com que Hermione corasse.
Ron praticamente não tocara em quase nenhuma comida exposta à mesa - o que era muito estranho, já que guloseimas era uma das coisas que Ron mais apreciava na vida – mas, a dúvida de que estava tudo envenenado o fez pensar duas vezes antes de tocar em algo.
Por outro lado, Hermione fez todas as perguntas sobre a contra-maldição para Draco, e por incrível que pudesse parecer, o loiro explicou tudo com detalhes para a morena.
- Certo, então Harry beberá a poção, mas só voltará a falar daqui a uma semana?
- Sim, Granger, foi exatamente isso que eu lhe disse.
- Tem certeza que funcionará, Malfoy?
- É claro que tenho, Granger. – Draco disse, já começando a se irritar com tantas perguntas.
- Então, acho que já pode voltar pra casa Harry. O Ron está de férias, pode te fazer companhia até que tenhamos certeza de que tudo voltou ao normal, não é, Ron?
- É claro, vamos dividir o quarto como nos velhos tempos, não é, parceiro? – Respondeu Ron, dando leves tapinhas nas costas de Harry e lançando um sorriso maníaco para o lado de Gregory.
Draco soltou uma leve risadinha ao voltar-se para Harry.
- Escondendo o jogo né, Potter? Dividindo o quarto com seu amiguinho ruivo.
Harry estreitou os olhos para o loiro, sabendo que ele estava provocando-o.
"Cala a boca, você sabe muito bem que ele está se referindo aos tempos de Hogwarts."
Os três amigos se olharam, sem entender muito bem sobre o que os dois estavam falando.
- Como... como você consegue entender o que o Harry diz, só vendo ele mexer os lábios? – Perguntou Gregory.
- Eu entendo leitura labial, aprendi em um determinado momento da minha vida... Não que isso seja da sua conta. - Disse Draco, voltando a observar Harry que escrevia na sua caderneta.
Ele terminou e entregou a Mione, que leu e depois olhou parecendo extremamente confusa.
- Mas Harry, eu pensei que você quisesse se ver livre daqui, o quanto antes. – Mione falou, mas ao se dar conta da gafe, voltou-se para Narcisa. – Desculpe senhora Malfoy, não foi isso que eu quis dizer, é só que... bem, a senhora sabe sobre esses dois e....
- Não se dê ao trabalho, senhorita Granger, eu entendi o que quis dizer. Mas o senhor Potter foi muito bem tratado nesta casa, garanto que ele não tem nada do que reclamar.- Disse Narcisa, a olhando de cima.
- Eu já não teria tanta certeza... – Falou Ron, como sempre sem pensar.
- Então porque acha que ele quer ficar, Weasel? Porque me acha gostoso e está tentando me levar pra cama? - Draco falou de forma irônica, se divertindo com o tom de rosa que ficou o rosto de Harry.
Potter abaixou a cabeça e voltou a escrever, enquanto Hermione ralhava com Ron.
Ele novamente passou a caderneta para a amiga.
- O que ele disse aí. - Perguntou Greg, e Hermione leu em voz alta.
"Eu realmente estou com saudade da minha casa, mas sei lá, acho que seria mais seguro eu ficar aqui com o Draco, esperar até que tudo se resolva por completo."
- Ele realmente escreveu Draco? - Ron retirou a caderneta da mão de Hermione e leu de novo. - Você realmente está chamando-o pelo primeiro nome? Está aí a maior prova de que não é seguro ficar mais aqui. - Disse o ruivo. – O que ele está te dando para beber? Por isso que eu não quis comer nada, deve estar tudo envenenado.
- Ronald Weasley. – Hermione olhou para o ruivo com um olhar cortante.
- Senhor Weasley, o senhor está sendo grosseiro. Por que eu envenenaria o senhor Potter?
O ruivo já ia enumerar mil razões quando Gregory interviu.
- Desculpe, senhora Malfoy, a mãe dele bem que tentou ensiná-lo bons modos, mas sabe como é, né? Ele é meio tonto. – Disse Gregory, recebendo também um olhar reprovador de Hermione.
- Já chega vocês dois. – A morena voltou-se para Harry. - Tem certeza, Harry?- Ele fez que sim com a cabeça e a morena já ia se dar por vencida quando se lembrou de algo. - Hey, seu aniversário é nessa semana!
Harry fez cara de quem só tivesse se lembrado disso agora. Seu aniversário era daqui a exatamente uma semana. Faltavam seis dias para ser mais exato.
- Temos que comemorar parceiro, não é sempre que se faz vinte e cinco anos. - Disse Gregory, empolgado.
Narcisa e Draco se entreolharam enquanto Harry voltava a rabiscar. Hermione pegou o papel e voltou a ler o que o amigo queria dizer.
"Deixa isso pra lá. Isso não é mais importante do que tudo dar certo com essa contra-maldição. A gente comemora uma outra hora."
- Tudo bem, Harry, se é assim que você quer, eu não vou mais insistir.
- Mas Harry, você não pode passar seu aniversário sem seus amigos. – indignou-se o ruivo.
- Chega, Ron, não vamos atormentar o Harry, ele é adulto e sabe o que faz. - Disse a morena, já se levantando. – Bem, eu tenho que ir agora. Vou levar esse relatório que o Malfoy fez e entregar ao ministro. Eu volto em uma semana Harry.
- Vocês podem vir no dia do aniversário do senhor Potter, não me custa nada fazer um jantar para os amigos dele. Já que ele vai estar aqui mesmo. - Disse Narcisa, recebendo olhares de espanto de todos à mesa.
Continua...
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NA: Cap. Quente esse, não? Jantar de comemoração ao niver do Potty na mansão? O.O No que isso vai dar hein?
Querem saber? Reviews!!!
Respondendo reviews de quem não estava logado:
Didi: Que bom que está gostando! Obrigado ^_^
Jéssica: Oh ganhei uma fã? Que lindo ^_^
Aí esta um pouquinho de lemon... será que tem mais no próximo?
Bjus, coisinhas pervertidas!!
