Importante ser lido antes de ler o capitulo

Tefnut - É a deusa que personificava a umidade e as nuvens na mitologia egípcia e filha de Ré. Irmã e esposa de Chu, Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas. É representada como uma mulher, às vezes com cabeça de leoa que indicava poder, usando na cabeça o disco solar e a serpente Uraeus.

Maet - Na mitologia egípcia, Maet ou Maat é a deusa da Justiça e do Equilíbrio. É representada por uma mulher jovem portando em sua cabeça uma pluma. É Esposa de Toth.

Toth - Deus da sabedoria, um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Sua filiação ora é atribuída a Rá, ora a Seth. Refere-se também que seria conselheiro de Ré.

Hathor - É uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade. É a legítima portadora do sistro. Ela também era venerada, pois trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas. Sistro, instrumento de percussão.

Hórus - Era o deus egípcio do céu, filho de Osíris e Ísis. Tinha cabeça de falcão e seus olhos representavam o sol e a lua.Matou Seth e tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, considerado o famoso olho de Hórus, originalmente conhecido como o Olho de Ré, que foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas. Segundo a lenda de Osíris, na sua vingança, Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus que foi substituído por este amuleto.

Ísis - Era uma deusa da mitologia egípcia. Foi a mulher de Osíris, mãe de Hórus e cunhada de Seth. Segundo a lenda, Ísis ajudou a procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.

Chu -É o deus egípcio do ar seco, calor, luz e perfeição.Chu e Tefnut geraram Geb e Nut. Chu é o responsável por separar o céu da terra É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus.

Seth - Seth é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais, serpentes e dos Sith. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. Ele originalmente auxiliava Ré em sua eterna luta contra a serpente Apep na barca lunar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

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Capitulo 2: Um novo mundo

Os dourados e Atena passaram pelo portão, ficaram estupefatos pelo o que viram. Uma cidade majestosa jazia a frente deles. Construções que lembravam o antigo Egito, templos, palácios, habitações. O tráfego era intenso tanto de pessoas quanto de transportes que pareciam carros.

- Essa é Uaset.

- É linda Akhenaton.

- Que bom que gostou Atena. - sorriu o próprio.

- A temperatura aqui é muito mais agradável. - disse Ishitar passando por eles. - detesto a Terra.

Os defensores de Atena não sabiam se olhavam para a cidade ou para Ishitar parada diante deles. Já não estava mais com a armadura. Trajada um vestido de linho bege, as mangas eram compridas e abriam quando chegavam ao cotovelo. O decote era em canoa adornado por uma fina faixa quadriculada nas cores preta e vermelha. O mesmo detalhe era visto na barra das mangas. Na cintura usava uma faixa vermelha com uma ponta que descia ate os pés. Usava sandálias de tiras, um colar dourado rente ao pescoço com um desenho de um olho. Na cabeça uma tiara dourada com uma pedra vermelha que passava pela testa segurando seus cabelos. Os olhos estavam em destaque devido ao contorno preto.

- Devo seguir na frente e providenciar um transporte?

- Não é necessário Ishitar. O palácio não fica muito distante será uma boa caminhada.

- Como quiser. - disse reverenciando.

Ishitar tomou a frente, seguida de Akhenaton e Atena, logo os dourados.

- Essa cidade é magnífica! - exclamou Aldebaran.

- Jamais pensei que existisse lugar assim.

- Eu também. - Miro olhava para todos os lados. - nunca vi tanta mulher bonita. Acho que morri e fui para o Elíseos.

- Não fale bobagens. - Kamus deu um tapa nele. - sossegue suas partes intimas, não queremos arrumar confusão.

- Como? Com tais visões? Ate a nervosinha esta maravilhosa. - sorriu malicioso.

- Concordo. - Kanon aproximou do amigo. - perfeição não existe...ela tinha que ter um defeito.

- É tão insuportável quanto o MM.

- Não me compare a ela! - gritou o canceriano revoltado.

- Parem de falar dela e prestem atenção na arquitetura do lugar. - disse Dite admirado pelas construções.

- Nós estamos... - balançaram a cabeça afirmando, Miro, MM, Shura e Kanon. - que arquitetura.

- Vocês não têm jeito. - suspirou Mú. - esse lugar é encantador.

- Sim, é tão agitado, mas ao mesmo tempo passa uma tranqüilidade.

- É um lugar singular.

- Com certeza.

Andaram mais cinco minutos parando diante de uma suntuosa construção.

- Esse é o palácio real.

- Palácio real?

- Sim. Além de ser Osíris sou o governante daqui.

Havia um muro tanto alto como extenso, um portal era adornado por duas estátuas de homens sentados. Tudo era em granito

- São estátuas de um ancestral meu. Ramsés II, da Terra. Entrem.

O jardim era tão impressionante ou mais que a entrada, havia fontes, árvores, flores, lembrando em nada a área desértica. Uma rua ligava a primeira entrada a secundaria. Passaram pelo segundo muro, nada era comparado com que já tinham visto: se o templo de Atena era grandioso tanto em tamanho como em beleza, o palácio de Akhenaton era duas vezes mais. Parecia chegar até ao céu, ornamentado com várias estátuas e afrescos nas paredes em cores vivas, seu interior era tão belo quanto o exterior. Várias pessoas circulavam pelos corredores e salões.

- Devem estar cansados por causa da viagem. Ishitar leve-os ate seus quartos.

- Sim. - fez uma reverência. - acompanhem-me, por favor.

Passaram por um amplo salão e entraram num corredor devidamente enfeitado com afrescos do passado de Uaset. Ao final subiram uma escada, tudo tinha toques de ouro.

- Esse palácio é magnífico. - Atena estava admirada.

- Obrigada. Seu templo também é singular. - Ishitar a olhou sorrindo.

Começaram a conversar sobre a arquitetura. Os dourados ficaram espantados pela mudança dela nem parecia à mesma grossa que viera com eles.

Virando a esquerda passaram por um outro corredor, parando na primeira porta.

- Esre é seu quarto Atena. - Ishitar abriu a porta.

- É lindíssimo.

- Fique a vontade, está em sua casa. - ela reverenciou.

- Obrigada.

Atena entrou e pedindo licença fechou a porta. Alguns pares de olhos curiosos tentaram ver o interior do quarto.

- Ficaram em quatro quartos, sendo que um, terá quatro pessoas. - sua voz voltou a ser autoritária.

- Com um palácio desse tamanho, não teremos um quarto pra cada um? - indagou MM.

- Não.

Ishitar seguia na frente, sabia que eles a olhavam de cima em baixo e isso a incomodava.

- Escute garota. - MM alterou a voz. - com que pensa que esta falando? Nós somos...

- Meros visitantes. - cortou. - só isso. Desde o inicio nunca concordei com a vinda de vocês, mas já que estão aqui seguirão nossas regras, alias os quartos foram determinação de Atena.

- Ora sua...

Ishitar virou imediatamente. Seu olhar era de dar medo, seu cosmo começava a elevar. MM recuou.

- Escute cavaleiro de ouro de câncer. Tenho poder para mandá-lo para Anúbis. Se tem amor pela sua vida ridícula fique calado.

Ishitar abriu uma porta.

- Primeiro quarto. - disse ríspida.

- Vamos ficar nesse.

Aldebaran arrastava MM antes que ele dissesse alguma bobagem.

- Ficaremos aqui também. - Mú e Afrodite entraram.

- Um aviso: não saiam sem permissão. Mais tarde virá alguém para mostrar o palácio e os arredores. Se eu ver qualquer um circulando, já sabem o que acontece.

Ficaram calados. Despedindo dos amigos, Mú fechou a porta.

- Quem ela pensa que é?- gritou MM. - acha que vou dar ouvidos a uma mulher?

- Acalme-se MM. - interveio Dite. - é bobagem ir contra ela, no final você é que vai levar a pior.

- Fique calado!

- Quarto maneiro. - Aldebaran nem deu atenção. - estou me sentindo um rei.

- Muito bem decorado. - Mú olhava ao redor.

O quarto possuía uma pequena sala de estar, mais ao fundo numa área mais alta quatro camas, sendo que duas de frente uma para a outra.

A direita da sala havia alguns moveis, a esquerda um banheiro. A decoração seguia ao estilo egípcio com cores fortes como vermelho e azul contrastando com tons pastel.

Aldebaran subiu os dois degraus que levava as camas rumando para a varanda.

- Uau, que vista.

- Nossa é linda. - disse Mú.

A vista dava para outra parte da cidade, ao fundo podiam ver um rio.

- Ahh!!!!!!

- Que grito é esse?

- É o Afrodite.

Os dois entraram. Afrodite estava na porta do banheiro.

- O que foi sua bicha? - indagou MM.

- Olhe isso. - ele apontou para dentro.

- O que? - Aldebaran o olhou com desdém. - um vaso, uma pia, um chuveiro e uma banheira e?

- Olha o tamanho da banheira! Duas vezes maior que a minha!

- Gritou por causa disso? - Mú não acreditava.

- E acha isso pouco?

- Seu idiota. - MM deu um tapa nele.

Ishitar parou na frente de outra porta.

- Ficaremos aqui. - Shaka, seguido por Kanon e Saga deram um passo.

- Como quiser. - disse continuando a andar.

Eles entraram.

- Em critério de educação, a nota dela é zero. - Saga suspirou.

- Igual a MM. - disse Shaka.

- Pelo menos o quarto é bonito. - Kanon deu uma volta.

O quarto era semelhante ao primeiro, sendo diferente apenas no numero de camas e a cor da decoração: branco e bege.

- Quem ficará aqui?

- Nós.

Responderam Aioria, Aiolos e Shura. Ishitar seguiu para o próximo.

- Uau.. que quarto enorme. - disse Aioria assombrado.

- Grande mesmo.

- Vamos ver a cama. - Shura subiu e deitou. - macia...

A cor era verde e branco.

Ishitar parou na ultima.

- Finalmente o nosso.

Miro foi logo abrindo a porta.

- Que quarto legal, olha só aquela varanda. - correu ate ela. - que vista.

- Realmente é bonito. - Dohko deu uma volta por ele.

- É um quarto como todos os outros.

- Não é, e nada de baixar a temperatura. Se quiser uma geladeira, vá e peça para Atena.

- Miro...

Seguia o modelo dos outros variando apenas na cor: azul e branco.

Esperando só um tempo, correram todos para o quarto de Aldebaran.

- Se deram bem hein? - Miro mexia em tudo.

- O que esta fazendo aqui? - indagou MM.

- Vim visitá-los.

- E nós também.

Apareceram os outros.

- A tal de Ishitar vai matar a gente. - Shura sentou no sofá.

- Que mulher mal humorada. - Aioria com os braços cruzados sentou na cama.

- Parece ate a Shina.

- E essa coisa ainda provoca. - Aldebaran olhou para MM.

- Ela é arrogante.

- Com quem será que ela parece... - sorriu Dohko.

- O certo é que não foi com a cara da gente.

- Não mesmo.

- Vamos dar uma volta. Cão que ladre não morde. - Kanon levantou.

- Sair e ter o risco de ser mandado para Anúbis? Estou fora. - Afrodite continuou sentado.

- Você nem sabe o que é isso.

- Sei muito bem, gosto de ser uma pessoa bem informada - Afrodite levantou parando na frente de Kanon. - Anúbis é o deus do submundo deles, com mais um agravante Atena não pode intervir, se ela te mandar para lá, vai ficar o resto da "sua ridícula vida". - disse imitando-a.

Escutaram a porta abrir bruscamente.

- Boa tarde rapazes, - disse uma moça sorrindo. - como imaginei, estariam todos reunidos... São corajosos por desafiar a Ishitar.

Os dourados a olhavam chocados.

- Oh me desculpem. - disse notando a cara de espanto deles. - Meu nome é Nefertite, mas podem me chamar de Tite. Serei a guia de vocês.

Era alta, morena, cabelos lisos pretos que iam ate um pouco abaixo dos ombros, usava franja que destacava seus olhos verdes. Sua roupa era igual a de Ishitar porem sem a tiara. A faixa e o detalhe das mangas e do decote eram pretos e dourados.

Ao contrário do olhar de desprezo de Ishitar, Nefertite tinha um olhar doce. Os dourados a examinavam atentamente e alguns sorrisos maliciosos podiam ser percebidos.

- Vamos logo.

Nefertite seguia na frente, mostrando todos os cantos do palácio, falando sobre as histórias de Uaset e falava e falava. O único que realmente ouvia era Afrodite.

- E por fim esse jardim.

Era um dos jardins internos.

- Espero que tenham gostado.

- Foi muito bom, ver essas belezas.

- Eu não fiquei tagarelando, fiquei?

- Não. - disse irônicos Aioria, Miro e MM.

- Claro que não. Antes você que a mal humorada.

- Qual delas? - Por que tem duas? - MM não acreditava.

- A que só fala somente o necessário e a que xinga por qualquer motivo.

- Ishitar. - murmurou Saga.

- Hum... já tiveram a honra de conhecê-la. - Tite sorriu. - ela já mandou alguém para Anúbis? Ou quase mandou?

- O nosso amigo aqui. - Aiolos apontou para MM.

- Ela sempre diz isso quando alguém a desafia, normalmente ela só fala, mas tem vezes que ela cumpre e aí... só Osíris para ir interceder perante Anúbis...Mesmo assim...

- Então devemos ficar longe dela. - sorriu Aldebaran.

- Isso mesmo, mas também não é assim. Eu sei que ela é mal humorada, arrogante, pega no pé... - Tite foi enumerando. - mas é uma ótima pessoa. Se não fosse ela... Por ser a mais velha ela cuida da gente, se preocupa conosco. Por diversas vezes nos salvou de situações difíceis.

- Vendo você falando...

- Vão ver com os próprios olhos. Agora e vocês? Como é seu mundo?

- Parecido com seu, não tem muitas diferenças. - disse Dohko.

- Seus cabelos... Nunca vi cabelo azul, amarelo, lilás e tão grandes.

- Não tem cabelos dessas cores aqui?

- Não. Da população inteira é preta. Só os olhos, mesmo assim só a três tipos: azul, roxo e verde.

- Por quê?

- Por causa da miscigenação. O príncipe Akhenaton vai contar tudo a vocês o que posso dizer é que uma parte da população daqui morou na Terra, quando retornaram trouxeram a característica dos olhos. Roxo é a cor predominante, de quem pertence à família puramente daqui. Os olhos azuis e verdes são de pessoas cuja descendência veio da Terra. O que é meu caso. Minha família era de Tebas.

- E por que os olhos de Ishitar são amarelos? - indagou Saga.

- Por que... - Tite ficou apreensiva. - ela é descendente do clã dos Sitis e os olhos amarelos são a marca deles. Olha por favor, não comentem nada com ela. Esse assunto é delicado, e ela já sofreu muito por causa disso.

- Ta.

Chamando atenção deles, a certa distância passou um cortejo. Dois guardas a frente, seguido de duas mulheres, uma que ia ao meio, outras duas mulheres e outros dois guardas. MM estreitou o olhar para ver melhor.

- Quem é ela? A que ta no meio. - perguntou.

-Ah ela? - Tite virou para ver. - é a Nefertari, irmã do príncipe, é uma das portadoras das jóias porem ela é a reencarnação da deusa Ísis.

- Ela é uma deusa?

- Sim.

- Disse que Ishitar era a mais velha. - comentou Aiolos.

- Sim. Ishitar tem 24, Nefertari tem 21 e eu 19. Gente eu preciso ir, tenho uma reunião agora.

- Tudo bem.

- Voltem para o quarto e não saiam de lá. - ela sorriu.

- Ta bom.

- Ah, esqueci. Sou uma das portadoras. Sou Nefertite de Hórus. Ate logo.

Da mesma maneira que ela apareceu de repente ela sumiu.

- É melhor irmos.

No quarto de Mú.

- Outra doida. - Kamus estava sentado numa poltrona com os braços cruzados.

- Que nada, gostei dela, é bem alegre. - disse Aldebaran, deitado na cama.

- Eu também. - sorriu Dite, brincava com uma rosa.

- Tem uma voz irritante e fala demais. - Kamus.

- Todo mundo que fala mais que você é irritante. - brincou Shura sentado no chão.

- Não amola.

- Já conhecemos duas portadoras com personalidades opostas. - Shaka estava encostado na parede.

- São sete, como será as outras? - Mú estava sentado nos degraus.

- Tomara que sejam gatas. - sorriu o escorpião esparramado no sofá.

- Pervertido, só consegue pensar nisso? - Dite deu pedala nele, mesmo estando de pé.

- Claro...

- Senhores, respeito, são como amazonas. Não vamos criar problemas para Atena. - Saga estava sentado em uma cadeira.

- Ate por que não sabemos o que Osíris quer realmente com ela e conosco. - Aiolos estava de pé ao lado da porta.

- Saga tem razão. - disse Dohko também sentado no chão.

- Que isso resolva logo para irmos embora. Detestei esse lugar. - Kamus levantou saindo.

- Aonde vai? - indagou Aioria que estava ao lado de Dohko.

- Procurar um local fresco.

- E a Ishitar? - perguntaram Kanon e MM deitados cada um em uma cama, torcendo para que ela encontrasse o aquariano.

- Nem vai saber o que a atingiu.

Kamus fechou a porta e sabia exatamente aonde ia: uma fonte que ficava nos limites do palácio que era rodeada de árvores. Sentou num banco e aos poucos foi abaixando a temperatura.

- " Que refrescante..." - fechou os olhos.

- O que faz aqui?

Abriu os olhos deparando com um par de olhos verdes fitando-o.

- Não falei para ficar no quarto? - Nefertite colocou as mãos na cintura.

- Estou com calor. - disse ríspido.

- Não esta tão quente.

- Para mim sim.

Tite o fitou deixando-o sem graça.

- Perdeu alguma coisa? - ficou corado.

- Seu cabelo... ate a sobrancelha é azul. - olhava admirada.

- E daí? - ele recuou.

- É diferente. - ela cruzou os braços. - esta frio aqui.

- Uma temperatura boa.

Nefertite encolheu.

- Que frio...

- Esta fresco.

- Não esta... Vem, vamos sair daqui. - Tite pegou no braço do aquariano.

- Ei me solta.

Kamus pegou na mão dela para se soltar, Tite soltou um gemido.

- Minha mão... - sentiu sua mão dormente. - o que fez? Sua mão esta fria.

- Domino o gelo. Para melhorar é só banhar a mão na água quente.

- Ta. - Tite o olhou torto. - volte para o quarto.

- Sim.

Ela saiu. Kamus deu um longo suspiro.

- Mais essa...

Voltou para o palácio encontrando seus amigos ainda no quarto de Mú.

- Já refrescou? - Miro o olhou zombeteiro.

- Não enche. Detesto esse lugar, detesto esse clima, detesto aquela garota. - Kamus calou diante do que falou.

- O que disse? - sorriu Miro sentando no sofá.

- Que garota? - indagaram Shura e Aioria.

- Nada. - respondeu rápido. - vou para meu quarto.

- Ah Kamus, Atena esteve aqui. - Shura sorriu.

- Perguntou por você. Já que a ordem era pra ficarmos dentro dos quartos. - Kanon devolveu o sorriso.

- O que disseram a ela? - não ligou, sabia que era provocação.

- Que estava no banheiro. - Miro tentava permanecer sério.

- O que?! - exclamou indignado.

- Banheiro. Queria que disséssemos o que? - Aiolos entrou no jogo.

- Idiotas.

- Ela deve ter achado que não estava bem, pois não saía de lá. - Aldebaran tentava segurar o riso.

O aquariano estreitou o olhar, o quarto começou a esfriar.

- Brincadeira. Brincadeira. - disparou Aioria.

- Kamus, Atena esteve aqui e nos disse que depois do jantar teríamos uma reunião com Osíris. - disse Saga.

- Tudo bem.

Kamus saiu.

- É melhor irmos.

Um a um foram saindo. Ficaram no quarto até a hora do jantar, jantaram e depois seguiram para um salão, devidamente trajados com suas armaduras. Atena os esperava.

- Boa noite a todos.

- Boa noite Atena. - reverenciaram.

- Espero que estejam gostando da minha casa. - disse Akhenaton aproximando.

- Estamos. - respondeu Mú por todos.

- Por favor, fiquem a vontade. - apontou para a mesa.

Os dourados sentaram a mesa. O salão era grandioso, adornado por várias peças em ouro e estátuas. Num canto, o salão era cinco degraus mais alto e no centro um trono dourado.

Akhenaton diferente das roupas que usava, trajava a roupa real, usada para cerimônias e compromissos oficiais. Era uma túnica bege, sem mangas e que ia até a cintura, usava um cinturão de ouro e uma faixa azul do mesmo comprimento da saia da túnica, nos braços braceletes e pulseiras todas de ouro. As sandálias eram trançadas até o meio da canela. A cabeça era coroada com uma tiara adornada pelo olho de Hórus.

- Quero que conheçam as portadoras das jóias. Meninas por favor.

Entraram uma a uma parando em frente aos dourados e Atena.

- Ishitar de Toth, deus da lua e do conhecimento. - disse ríspida.

Notaram uma tatuagem de ibis no braço esquerdo.

- Nefertite de Hórus, deus do céu. - acenou sorrindo.

A armadura de Nefertite era igual à de Ishitar mudando apenas na cor: preta e prateada e no elmo que era uma tiara com um desenho de um olho, o mesmo desenho estava tatuado em seu braço direito. (n/a: péssima para inventar armaduras, por isso fiz uma padrão e como gosta da armadura de sagitário... vai ela mesmo.)

- Nefertari de Ìsis, deusa da magia, é um prazer em conhecê-los. - fez uma reverência.

Seguia nos mesmos moldes variando apenas na cor: amarela e branca. Seu elmo era uma coroa com cinco pontas. Sua tatuagem de estrela ficava no pescoço. Parecendo padrão, Nefertari era alta como as outras, sua pele era morena, tinha cabelos pretos lisos compridos, usava franja, seus olhos eram de um profundo azul e mostravam serenidade.

- Me chamo Ankhesenamon de Tefnut, deusa da nuvem e da umidade, mas podem me chamar de Ank, já deu pra perceber por que. - disse sorrindo.

Eles sorriram diante da atitude dela. Ank era parecida com Nefertari tendo porem os olhos roxos. Era comunicativa. A cor de sua armadura era azul e o elmo semelhante ao de Tite, mas sem os olhos. Tinha uma tatuagem na perna esquerda de um leão.

- Akya de Chu, deus da luz. - seu tom de voz era frio.

Seus olhos eram roxos, os cabelos em cachos desciam ate a cintura, morena. Pela expressão do seu rosto, era de poucos amigos. Sua cor era dourada e preta. Seu elmo era uma tiara com duas pontas, Atena achou o semelhante ao de Hilda de Poláris, (n/a: e eu também ). Sua tatuagem era em formato de chamas também no pescoço.

- Hatshepsut de Maet, deusa da justiça. Prazer.

Cabelos em estilo channel, olhos azuis, era a única mais baixa do grupo. Sua cor era verde e branco e o elmo parecido com o da armadura de aquário. Sua tatuagem era uma balança no tornozelo esquerdo.

- Por último e não menos importante, Isitnefert de Hathor, a deusa do amor. Podem me chamar de Isi. È um prazer ter homens fortes conosco.

Sua armadura era rosa e branco e seu elmo semelhante ao de Akya, tinha um sistro tatuado no braço esquerdo. Ficaram surpresos pelas palavras dela. Ishitar a olhou indignada, Akya virou os olhos, Ank e Tite seguraram para não rir e Nefertari e Hatshepsut ficaram vermelhas.

Akhenaton no trono suspirou.

- " Tinha que ser..."

- Também é um prazer conhecê-la Isi. - disse Miro todo empolgado.

Ela apenas acenou. Os olhos verdes brilhantes e provocadores, adornados por cabelos cacheados médios já elegera seu alvo.

- É um prazer conhecê-las portadoras. - disse Atena sorrindo. - esses são meus cavaleiros.

Um a um levantaram.

- Mú de Áries.

- Aldebaran de Touro.

- Saga de Gêmeos.

- Shaka de Virgem.

- Kamus de Aquário.

- Afrodite de Peixes.

- Aiolos de Sagitário.

- Dohko de Libra.

- Aioria de Leão.

- Kanon Dragão Marinho.

- MM de Câncer.

- Shura de Capricórnio.

- Miro de Escorpião.

As seis o olharam temerosas.

- Não meninas, Miro não é uma ameaça, muito menos um espião de Seth, Tari.

Ela baixou o olhar, tinha pensado isso mesmo.

- Escorpião é o símbolo de Seth. - disse Osíris a eles.

As meninas sentaram a uma mesa em frente aos dourados.

- Vou explicar tudo a vocês. Ré é o deus supremo assim como Zeus é para vocês. No inicio dos tempos ele deu a mim Osíris o poder para governar e proteger Uaset, me tornando assim o senhor ao lado da minha esposa e irmã Ísis. Seth o deus da tempestade e meu irmão invejoso pelo meu poder tramou contra mim e me matou. E essa rixa vem continuando desde então.

Ouviam atentamente.

- Ré criou um objeto chamado djed, onde concentrou grande parte de seus poderes e me deu tornando então meu símbolo, mas temendo que esse poder fosse usado de maneira errada distribui-o em sete objetos chamados jóias e entregou a sete deuses. Somente quando as sete jóias estivessem reunidas em torno do djed é que liberaria todo seu poder. Essas sete jóias são o ankh de Ré, a balança de Maet, o sistro de Hathor, o cetro de Hórus, o báculo de Ísis, a estrela de Chu e o espelho de Tefnut. - deu uma pausa e continuou. - em todas as eras nasce um grupo de mulheres que possuem o símbolo dos deuses e se tornam portadoras. Tem o poder de seu deus correspondente e o direito de usar as jóias.

- Então elas são representantes desses deuses? - perguntou Afrodite.

- Sim com exceção de Nefertari que é a própria reencarnação de Ísis. Seth nunca desistiu de dominar Uaset e sabendo disso esperou que as jóias fossem entregues as portadoras para atacar. Conseguimos detê-lo, mas acabou levando o djed. Seu objetivo agora é pegar as jóias.

- E onde Atena entra nisso? - indagou Aioria.

Aiolos abaixou o rosto envergonhado, Shaka, Kamus e Saga suspiraram. Os demais seguraram para não rir.

- Aioria! - exclamou a deusa.

- Desculpe.

- Tudo bem, Aioria. - disse Akhenaton, sorrindo da espontaneidade dele. - os deuses independentemente da sua origem sempre se deram bem e um desses casos são Ré e Zeus. Aproveitando disso Ré pediu a Zeus que guardasse o poder de uma das jóias. A jóia estaria aqui, mas apenas o objeto, o poder estaria com Zeus. Esse poder só poderia ser devolvido com a presença dele em Uaset.

- Em vez de meu pai conserva-lo com ele o repassou a mim. - disse Atena. - eu possuo o poder da jóia de Maet. A minha presença aqui é para devolvê-lo a sua legítima dona.

- A devolução desse poder é por meio de um ritual que será realizado amanha a noite. Poderia explicar sobre vocês Nefertite.

Ela abriu um sorriso, estava cansada de só ouvir. Kamus suspirou entediado.

- Nascemos com a marca e desde pequena somos treinadas para sermos as portadoras das jóias ou sacerdotisas, ao final do nosso treinamento recebemos a armadura e a jóia.

- Como nós. - disse Shura.

- Sim.

- Seth, nesta Era está muito poderoso e a única forma de derrotá-lo é usar o poder das jóias.

- Ele tem seguidores? Pessoas que o defendem? - indagou Saga.

Seguiu um minuto de silêncio.

- Sim. Há cinco mil anos, um ancestral meu, um mortal descobriu o portão do céu e rogou a Toth que o abrisse. Toth concedeu e o abriu para uma região da Terra. Muitos de Uaset ficaram tentados em desbravar esse mundo e partiram para lá. Formou-se então a civilização egípcia que manteve todos os costumes daqui. Há dois mil anos esse povo resolveu retornar para sua terra natal, trazendo os costumes desse lugar.

- Por isso desapareceram tão repentinamente.

- Sim Afrodite.

- As pessoas nascidas em Uaset têm sempre os cabelos pretos e olhos roxos, mas com o retorno deles houve uma miscigenação, todas as pessoas que tem olhos verdes e azuis são descendentes dos povos da Terra que se misturaram a outros povos. Alem da cor dos olhos trouxeram também outro costume. Alguns habitantes do Egito começaram a desenvolver poderes ocultos e adorar a outro deus sem ser Ré. O deus deles era Seth. Por medo do que eles pudessem fazer foram banidos, criando uma cidade própria com modo de vida próprio. Eles eram chamados de Sitis. Usando magias mudaram a cor dos olhos para se diferenciarem dos egípcios e dos nascidos em Uaset, seus olhos são cor de âmbar. No retorno eles também vieram fixando num lugar chamado Menefer. Seth é o regente deles e dentro de seu povo ele conta com sete protetores os quais não conheço. O objetivo deles é vingança contra Uaset que os baniu. São temidos aqui.

Os dourados olharam uns para os outros e depois olharam para Ishitar. Ela continuava a fita-los com total indiferença.

- Sou uma Sith. – disse friamente.

- Ishitar é Sith, mas é aliada a nós, tanto que Toth a escolheu como portadora da chave de Ré. Quando tinha o djed mantinha-os fora da cidade, mas agora não consigo. A única defesa que contamos é a barreira feita pelas portadoras.

Enquanto escutava Shura olhava discretamente para Akya, outros que trocavam olhares era Mú e Ank.

- E como ela é feita senhor Akhenaton?

- Em volta da cidade existem seis obeliscos que representam os seis deuses: Ísis, Hathor, Tefnut, Chu, Hórus e Maet e um obelisco na área central que representa Toth. Toda vez que as portadoras se posicionam nesses obeliscos e elevam seus cosmos, uma barreira é erguida de forma a proteger a cidade. Com o meu djed era apenas me posicionar no obelisco principal e elevar meu cosmo.

- Com o poder da balança poderemos recuperar o djed e usa-lo contra Seth. – disse Tari.

Akhenaton contou mais algumas coisas, Ishitar mantinha a postura indiferente como se o fato de ser sith não fosse nada, mas por dentro as velhas lembranças a assolavam. Isi as vezes olhava para seu alvo, Hatshe, Akya e Tari prestavam a atenção em Osíris. Tite fitava de maneira discreta Kamus, como ele havia dito se mergulhasse sua mão na água quente ela voltaria ao normal. Atena ouvia atentamente, conhecia-o suficientemente para saber que a situação era um pouco mais grave. Miro como sempre olhava para todas, assim como o restante do quarteto pervertido. Aioria depois do comentário não se atreveu a dizer mais nada. Os demais prestavam atenção na conversa. Ficaram mais um tempo conversando, Akhenaton despediu-se deles e seguido pelas portadoras recolheu-se.

Ishitar acompanhou Atena e os dourados até os seus aposentos, seguia na frente silenciosa, mergulhada em seus pensamentos.

- Ishitar.

- Sim Atena?

Atena ponderou em perguntar.

- Pergunte. – disse já imaginando o teor da pergunta.

- Seus pais...

- Estão mortos. Minha mãe morreu há alguns anos e meu pai segundo ela morreu quando eu nasci. Fui criada pela ama de leite de Akhenaton. Sempre morei aqui. Não conheço Menefer e se depender de mim ela vai desaparecer. – disse com a voz carregada de ódio.

- Entendo. – Atena notou o ódio.

Os dourados seguiam em silencio.

- Akhenaton é meio orgulhoso e tenho certeza que está escondendo alguma coisa grave.

- Não se perturbe com isso Atena. Não tem porque se preocupar com nossos problemas, já esta nos ajudando muito vindo até aqui.

Ishitar parou na frente do quarto da deusa.

- Tenha uma boa noite Atena. - reverenciou.

- Igualmente.

Atena entrou, assim que ela fechou a porta, Ishitar tirou o elmo dando um longo suspiro.

- Já sabem onde são seus quartos. Boa noite. - ela seguiu.

Ficaram parados estáticos.

- Ela deu boa noite a nós? - MM estava perplexo.

- Estou pasmo.

- Vamos para meu quarto, não vamos conversar no corredor. - disse Kanon.

Os treze espalharam pelo quarto.

- Parece que depois desse ritual vamos poder ir embora. - Dohko sentou na varanda.

- Tomara, não agüento esse lugar. - disse Kamus.

- É uma pena, aquelas portadoras são gatas!! - Miro jogou se no sofá caindo em cima de Aiolos.

- Miro! - exclamou o sagitariano.

- Sou obrigado a concordar. - sorriu Dohko, apoiado por MM, Shura, Kanon, Deba e Aioria.

- São guerreiras como nós. - Shaka cruzou os braços. - não viemos aqui para isso.

- Mudando de assunto, - iniciou Kamus. - não é estranho eles terem uma Sith no meio deles?

- É... - concordou todos.

- Por isso que a Tite pediu para não comentarmos nada. - Afrodite sentou na cama. - Deve ser um assunto constrangedor para todos.

- A mim ela não engana aposto que é uma espiã se fazendo de coitadinha. - o aquariano foi ate a varanda se refrescar.

- E enganar a suas aliadas e um deus? - indagou Mú.

- Perfeitamente possível. - disse Saga com os olhos fechados. - apesar de achar que nesse caso a possibilidade é remota.

- Por que acha isso? - Shaka o fitou curioso.

- Não sei ao certo, mas acho que ela não é uma espiã, só é mais uma vitima de tudo isso.

- Qual será o poder dessas jóias reunidas?

- Não faço idéia, mas a julgar pelo cosmo delas... elas são fortíssimas.

Kanon soltou uma risada.

- Qual é a graça?

- Mesmo num mundo diferente, tem a sempre a mesma coisa: um deus maluco querendo dominá-lo.

Os dourados começaram a rir.

Ishitar depois de tomar um banho deitou, mas não dormiu. Passou a fitar o teto, os olhos âmbar brilhavam intensamente.

- "Estou cansada de todos me olharem com desconfiança. Se pudesse mudava a cor dos meus olhos."

Do outro lado do palácio Isi não parava de elogiar os dourados.

- Lindos! Viu aqueles gêmeos?

- Chega Isi! - gritou Akya. - quero dormir.

- Não amola.

- Sorte tem a Ishitar um quarto só para ela. Não sei por que tinha que dividir o quarto com você. – Akya tampava os ouvidos. - Manda ela calar Tite.

- Também os achei diferentes.

- Diferentes?- exclamou Isi. - lindos!

- Pena que vão embora depois de amanha.

- Mas ainda tenho tempo. - a deusa do amor sorriu com malícia.

- Quem é a vitima?

- Segredo. - sorriu.

- Foi muito gentil Atena vir até aqui nos ajudar. - disse Tari.

- Sim. Com o poder da balança iremos triunfar. - sorriu Hatshe.

- Com certeza, mas tenho que concordar com Isi, são lindos.

- Ank!

- Só estou falando, além do mais vão embora depois de amanha.

- Pare com essas bobagens e vamos dormir. Teremos um dia cheio.

Hatshe, Tari e Ank foram para seu quarto.

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n/a: Osíris era governador da Terra e Seth governava apenas o deserto, situação que não lhe agradava. Movido pela inveja resolve matar seu irmão.Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos encontra pelo caminho. Ela encontra o corpo do amado e o esconde numa plantação de papiros. Contudo, Seth encontrou-o e furioso decide esquartejá-lo em catorze pedaços o corpo que espalha por todo o Egito. Ísis, auxiliada pela sua irmã Néftis, partiu à procura das partes do corpo de Osíris. Conseguiu reunir todas, com exceção do pênis, que teria sido devorado por um ou três peixes. Para suprir a falta deste, Ísis criou um falo artificial com caules vegetais. Ísis, Néftis e Anúbis procedem então à prática da primeira mumificação. Ísis transforma-se de seguida num milhafre que graças ao bater das suas asas sobre o corpo de Osíris cria uma espécie de ar mágico que acaba por ressuscitá-lo; ainda sob a forma de ave, Ísis une-se sexualmente a Osíris e desta cópula resulta um filho, o deus Hórus. Ísis deu à luz este filho numa ilha do Delta, escondida de Seth. A partir de então, Osíris passou a governar apenas o mundo dos mortos. Quanto ao seu filho, conseguiu derrubar Seth e passou a reinar sobre a terra.

Anúbis - Édeusegípcio da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo.