Eu Não Existo Sem Você
Autora: Mila B.
Beta: Sem revisão, qualquer erro, me avisem.
Sinopse: Harry e Draco são amigos há anos, mas quando Harry percebe que seus sentimentos estão mudando...
Observação: Universo Alternativo.
Meu domingo não teve nada de especial. Eu tentava ignorar solenemente o que se passara dentro de mim na noite anterior enquanto passava meu tempo tentando construir o robô com inteligência artificial para a cadeira de Robótica Aplicada. Era bastante complexo, então consegui evitar pensar demais em Draco.
Mas em alguns momentos ficava pensando sobre o que ele teria feito com Ryan depois que os dois saíram da festa, e o que estariam fazendo naquele domingo ensolarado e bonito depois da chuvarada de ontem. E isso estava me enlouquecendo tanto quanto tentar acertar os microchips e fios correto para o funcionamento do meu robô.
Em algum momento, liguei para Draco, mas atirei o celular longe na primeira chamada. Ridículo, ligando para ele só para ver o que ele estava fazendo.
"Merda!" Exclamei, chutando meu protótipo de robô sem pensar muito. "Puts! Droga. Harry, seu idiota." Aquele monstrinho era difícil demais de montar para ser usado para descontar minha frustração.
No final da tarde, desisti de ficar em casa surtando sozinho e resolvi ligar para um de meus outros amigos. Alguém com quem eu pudesse conversar sobre o assunto e que não fosse surtar também ao descobrir minhas mais novas inclinações sexuais. Nem eu conseguia processar que estava a fim de um... Homem!
Será que não é apenas ciúme amigável?
"Oi, Ginny? É o Harry!" Falei, assim que Ginny Weasley atendeu o celular. Ginny é homossexual e também passou por algo parecido ao descobrir-se apaixonada pela melhor amiga, Luna Lovegood. Talvez ela pudesse me ajudar, já que as duas estão juntas há mais de três anos.
"Oi, Harry! Quanto tempo! Como você está?" Ela perguntou animadamente. "Luna está aqui. Está te mandando um abraço." Ela avisou.
"Mande outro para ela." Falei, sorrindo. Luna era de outro mundo, mas era maravilhosa. "Vocês estão ocupadas?" Perguntei tentativamente.
"Hum, não exatamente, por quê?" Ela perguntou curiosa.
"Estou precisando de uns conselhos. Você poderia me encontrar no Westbourne¹? Luna poderia ir também." Falei, ansioso para que ela aceitasse.
"Claro, Harry. Vamos nos arrumar e te encontramos lá, okay? Daqui meia hora?" Ela falou, e notei que além de curiosa parecia preocupada. Meu estado deveria estar pior do que eu imaginava para alguém percebê-lo pelo telefone.
"Ótimo, nos encontramos lá." Falei, desligando e correndo para me arrumar, quase tropeçando em minha pressa.
Cheguei um pouco antes ao Westbourne e sentei numa mesa qualquer, num canto mais discreto, enquanto esperava as garotas chegarem. Pedi uma coca-cola bem gelada e fiquei batucando na mesa. De repente, não sentia mais vontade alguma de contar sobre minhas dúvidas. Eu provavelmente estava exagerando. Era bobagem. Eu fui impulsivo ligando para Ginny.
Estava pensando nisso quando vi as duas pessoas que menos queria ver naquele momento entrarem no pub. É, você adivinhou: Draco e Ryan. Eu sou mesmo um cara extremamente sortudo.
"Merda, merda, merda. Não olhem para cá. Não olhem para cá." Recitei, encolhendo-me quase a ponto de me esconder embaixo da mesa. Okay, talvez não fosse tão bobagem assim.
"Harry, o que você está olhando embaixo da mesa?" Tomei um susto quando o rosto de Luna surgiu no meu campo de visão e endireitei meu corpo. "É algum novo tipo de alongamento?"
"Não, estava-"
"Olhe, aquele não é o Draco?" Ginny perguntou, aproximando-se da mesa.
"Shhhhhh! Quieta, não chama atenção!" Eu exclamei baixinho – se é que isso é possível – fazendo sinal para que as duas se sentassem. Eu fizera bem em escolher um lugar mais afastado do bar.
Luna sentou-se calmamente enquanto Ginny me olhava desconfiada.
"Por que não chamar atenção? Harry, é o Draco, seu melhor amigo que vive grudado em você." Ela falou, e eu gemi tristemente ao pensar em Draco grudado em mim. Malditos pensamentos assanhados.
"Justamente por isso." Falei, apoiando-me pesadamente no estofado do banco.
"Vocês brigaram?" Ginny perguntou, sentando-se também.
"Não." Luna respondeu por mim, olhando na direção do loiro. "Draco está tranquilo demais. Não estaria assim se estivesse brigado com Harry."
"Você acha?" Perguntei de maneira tola, contente de uma maneira egoísta com a ideia de Draco não poder ser feliz caso eu e ele brigássemos. Luna me olhou de um modo pensativo, mas não disse nada.
"Harry, explique-se. Por que você não quer que Draco te veja?" Ginny, como sempre, foi objetiva.
"Draco é gay." Falei sem pensar e Ginny me olhou indignada.
"E você vai-me dizer que tem preconceitos quanto a isso justamente para mim e para Luna?" Ela perguntou com os olhos faiscando. Esses Weasley não são fáceis.
"Não! Não é isso, Ginny. É só que eu..." Eu olhei para o casal no bar. Ryan estava cochichando alguma coisa no ouvido de Draco, que pareceu rir antes de empurrar o mais velho com o ombro.
"Ele está com ciúmes." Luna constatou, olhando distraidamente para o cardápio. "Olha, eles servem baratas fritas!"
"Não, amor, deve ser batatas fritas. Você se esqueceu de colocar os seus óculos antes de sair." Ginny falou, sorrindo para a namorada – que soltou um ooh de lamento – antes de se virar para mim. "Ciúmes do Draco?"
Abri o primeiro botão da minha camiseta em busca de ar.
"Ele... Começou a namorar esse cara... E ontem numa festa eu vi os dois se beijando e... Não me senti muito bem." Falei, jogando a cabeça para trás.
"Defina não se sentir muito bem." Pediu Ginny. Suspirei, tentando encontrar as palavras.
"Eu não sei... Começou com um incômodo na boca do estômago e terminou comigo pensando sobre todos os momentos em que passamos juntos e em como é injusto que eu cara qualquer apareça e tire ele de mim." Falei, deixando as palavras fluírem soltas. "Por exemplo, agora, eu estou odiando a maneira como os dois se olham, cheios de promessinhas não ditas."
"Draco não é um objeto para ser tirado de você, Harry." Falou Ginny, num tom sério. "Ele vai continuar sendo seu amigo, mesmo tendo outros homens na vida dele."
"Eu sei!" Exclamei, erguendo a cabeça só para deixá-la cair sobre a mesa, entre meus braços. "Eu não sei bem o que estou sentindo..."
"Talvez você saiba, mas não queira admitir. Com a Ginny também foi assim." Luna disse sonhadoramente. Ginny pigarreou, ruborizando de leve.
"Ahn... Harry, você sente vontade de... Beijá-lo?" Perguntou Ginny, abaixando a cabeça, procurando por meus olhos.
"Ahhhn? Beijá-lo?" Perguntei, quase assustado, porque não tinha pensado nesse tipo de coisa de maneira tão direta.
"Tocá-lo? Sente-se excitado ao pensar em vocês dois juntos?" Ginny perguntou num tom condescendente, como se não quisesse me assustar demais com as perguntas.
Endireitei o corpo e pisquei repetidas vezes. Olhei para Draco, pensando em todos os detalhes que reparei na noite anterior e em como ele era bonito. Por Deus, sim, eu poderia me excitar em imaginar nós dois juntos.
"É inútil!" Exclamei, completamente exaltado, e as duas devem ter entendido que a resposta era positiva, porque se entreolharam com um ar cúmplice. "Ele falou, dezenas de vezes, que não me acha bonito! E outra, quando me contou que era gay, disse que eu não precisava me preocupar, porque ele nunca me veria de uma forma diferente. Ele até riu da ideia de nós dois juntos." Afundei no banco, completamente derrotado. Tinha até mesmo me esquecido dessa conversa, mas ao admitir a mim mesmo que estava a fim de meu melhor amigo, precisei encontrar rapidamente outras barreiras que me impedissem de ir até lá e arrancá-lo de perto de Ryan.
"Mas você também não achava o mesmo até uns dias atrás?" Perguntou Luna. "Pudim, acho que vou comer pudim²."
"É diferente." Garanti teimoso. Draco nunca iria querer nada comigo. Ele achava a simples ideia absurda. Vivia dizendo que eu não tinha estilo, que meu cabelo era horroroso, e que meus olhos verdes eram minha única salvação na questão aparência. Antes eu não me importava, afinal, que me importava a opinião de outro homem quanto a minha aparência? Mas agora eu estava a fim desse homem, e a coisa mudava de figura.
"Harry, eu também fiquei super insegura quando me descobri apaixonada pela minha melhor amiga." Ginny sorriu para Luna, que retribuiu carinhosamente. "Mas se você não tentar, não se arriscar, nunca vai saber se é possível."
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." Disse Luna, distraidamente. "É Shakespeare." Ela sorriu.
"É... Arriscar, sei." Resmunguei, tentado a pedir uma bebida. "Ele está namorado, de qualquer jeito." Tentei um novo argumento, mas as duas apenas suspiraram, balançando a cabeça.
O que eu faria agora que sabia estar interessado em Draco?
XxX
"Harry. Harry! Em que mundo você está?" Perguntou Draco, e eu reparei que estive observando seus lábios se moverem no lugar de escutar o que ele falava. Por Deus, eu estou cada vez mais ferrado.
Já faz umas três semanas desde a festa onde percebi que tinha interesses um tanto peculiares pelo meu melhor amigo, e as coisas não param de piorar. Draco começava a perceber que eu vinha me perdendo com frequencia em meio às nossas conversas, mas felizmente ainda não percebera o real motivo dessas distrações.
Ou eu me perdia em sua boca. Ou em seus olhos. Em todo seu rosto. No pescoço e nos primeiros botões apertos de sua camisa. No corpo marcado pela roupa sempre escolhida a dedo. Draco Malfoy estava me deixando louco. E eu tentava esconder isso com todas as minhas forças.
"Ah, desculpe, estava pensando em um trabalho da faculdade." Disse, sentado comportadamente no sofá da casa dele. Iríamos juntos em uma exposição de carros e depois a um musical. Sempre comprávamos os ingressos na Leicester Square, onde havia uma bilheteria com ótimos preços. Eu gosto de carros, apesar de não gostar de dirigir, e Draco adora musicais, apesar de admitir isso para poucas pessoas.
Bem naquele momento, resmungando alguma coisa sobre eu ser um nerd irremediável, Draco tirou a camisa e eu quase tive uma parada cardíaca. Ele a jogou de qualquer jeito sobre o encosto do sofá e olhou-me com as sobrancelhas erguidas.
"O que foi?" Perguntou. Eu estava olhando para baixo e tinha certeza de que estava corado.
"Nada. Estou ótimo!" Assegurei, espiando-o e perdendo o fôlego ao vê-lo sem nada da cintura para cima. Felizmente Draco se virou e foi em busca de outra camisa. Droga, eu já o havia visto sem camisa milhares de vezes e agora era isso - e por isso, entenda uma felicidade entre as minhas pernas - toda a vez que um pedaço de pele a mais aparecia no meu campo de visão.
"Controle-se, Potter." Sussurrei para mim mesmo. Draco estava no quarto, provavelmente se trocando... "Merda." Dei-me um tapa na testa.
A tarde inteira foi um grande martírio.
Chegamos à exposição conversando normalmente. Eu fiquei grato por não ter voltado ao tipo adolescente apaixonado que não consegue formular duas frases e ter continuado, na medida do possível, a agir normalmente com Draco.
A exposição estava cheia de novidades.
"Huum... Eu não me importaria de ter um carro desses." Disse Draco, parando perto de um novo modelo de Lamborghini na cor amarela. Ele se apoiou no carro e cruzou os braços, olhando para mim. "Se eu ainda limpasse a bunda com notas de cem, eu comprava e nós poderíamos fazer umas viagens loucas pela Inglaterra, Harry." Ele falou com um sorriso torto e eu soltei uma risada.
"Ele combina com você." Falei, aproximando-me. "E que tipo de loucuras nós faríamos?"
Ele ergueu uma sobrancelha.
"Ah, esse tipo de coisa só se descobre pelo caminho, Potter." Eu tentei me aproximar mais e encurralá-lo contra o carro, mas ele voltou a caminhar sem ter reparado no modo como eu o olhava. Suspirei, derrotado.
Enquanto trocávamos comentários sobre os carros, eu fazia de tudo para que nossas mãos e braços esbarrassem o máximo possível. Mas eu já estava entendendo, depois de todos aqueles dias, que não seriam com toques ocasionais que Draco repararia no meu interesse. Eu teria que ser mais incisivo.
O problema é que eu não tinha coragem. Havia momentos em que eu tinha quase certeza de que levaria um fora astronômico caso tentasse algo, em outros, eu até sonhava que talvez ele sentisse algo por mim, mas não desconfiasse disso. Eu tinha medo de estragar nossa amizade.
Draco é importante demais para mim.
"E... como está seu namoro com Ryan?" Perguntei em certo momento, enquanto comprávamos duas latinhas de refrigerante no bar da exposição.
"Ah, vai bem. Ryan é ótimo na..." Draco pigarreou. "Cama. Desculpe." Ele riu. "Não deve ser confortável para você ouvir esse tipo de coisa."
"Mas você está com ele só por causa do sexo?" Perguntei, e vi que o dono do bar nos lançou um olhar estranho. Ignorei.
"A princípio, sim. Mas ele é bem legal, sabe? Bonito, esperto, ambicioso. Esse tipo de coisa." Draco deu de ombros, levando a latinha à boca. Seus lábios ficaram úmidos e eu achei que iria falecer com a visão.
"Hum." Retruquei, desanimado. Ele estava cheio de elogios para Ryan, claro. Elogios para o melhor amigo? Jamais.
"E você? Nunca mais te vi com nenhuma garota. O que foi, fez promessa envolvendo greve de sexo?" Ele riu da ideia. "Ou então está na seca mesmo. O que faz mais sentido."
Eu o encarei seriamente e ele percebeu, olhando-me com a sobrancelha erguida.
"Você me acha feio?" Perguntei, aproximando-me um passo. Ele me encarou sem fala, abrindo e fechando a boca antes de revirar os olhos.
"Ora, Potter..."
"Fale sério." Mais um passo, e eu já estava bem perto. Segurei o queixo dele e fiz com que ele olhasse nos meus olhos. Deu para ver que eu o estava deixando confuso, afinal, eu nunca me importara com o que ele achava sobre a minha aparência. "Numa escala de zero a dez, que nota você me daria?"
Ele me fitou por um momento e então desviou o olhar, suas bochechas ruborizando. Meu Deus, eu estava quase abaixando o rosto e grudando-o em um beijo.
"Eu não sei... Um... Um... Dois e meio. Ah, me largue, Potter!" Ele empurrou minha mão e se virou de costas para mim.
"Dois e meio?" Perguntei, incrédulo.
"Perguntas idiotas merecem respostas cretinas. Vamos indo? O musical começa em meia hora." Ele disse, afastando-se. Suspirei como muito vinha suspirando nos últimos dias. Por que eu não aproveitei a chance?
Ainda mais porque, quando chegamos ao local da apresentação, Ryan estava na fila, com uma garota. Eu era mesmo o cara mais azarado do mundo.
"Draco!" Ele exclamou, ao nos ver. "Não me diga que veio também ao musical?" Ele puxou Draco para perto de si.
"Ryan! Sim, não sabia que você gostava desse tipo de coisa, do contrário teria te convidado."
"Não sou fã, mas gosto. Vim acompanhar minha prima. Helen, esse é o Draco de quem te falei. Helen veio passar alguns dias em Londres, então tirei o dia de folga para acompanhá-la num passeio."
Quando dei por mim, os dois conversavam animadamente enquanto eu já estava completamente esquecido. Acabei puxando assunto com a tal Helen, e ela era uma garota legal. Em outra ocasião, numa em que eu não estivesse morrendo de ciúmes de ver Ryan interagindo com Draco, talvez eu me interessasse por ela.
Mal prestei atenção à peça, até porque a troca de beijos discretos entre os namorados sentados logo ao meu lado não me deixou num bom humor para ouvir a cantoria alheia.
Na saída, Draco deixou Ryan por um momento para ter comigo.
"Hei, Harry! Ryan falou que vai ter outra festa hoje. Você vai querer ir?" Ele perguntou. Eu já estava prestes a dizer um não bem redondo quando pensei melhor.
Seria bom não deixar aqueles dois sozinhos ao impor minha presença, certo? Nem que fosse apenas para estragar a noite dos dois. Deuses, eu estava ficando cada vez mais louco...
"Claro." Falei, e Draco deixou transparecer surpresa por um momento.
"Que milagre! Nem precisei insistir." Ele sorriu de lado, cruzando os braços. Aproveitando que Ryan estava conversando algo com Helen mais à frente, eu o segurei pelo braço e o puxei para perto, e nossos corpos quase colidiram.
"Apesar de eu gostar das suas insistências, você sabe que eu faço tudo o que você pedir, não sabe, Draco?" Perguntei, no meu tom mais provocante, e vibrei ao ver Draco corar pela segunda vez naquele dia, com uma expressão desorientada. Nossos rostos estavam muito próximos e eu quase tinha esquecido a existência de Ryan se não fosse por ele puxar Draco para longe de mim.
Ele me olhou daquela forma desconfiada novamente e eu apenas ergui as sobrancelhas – não conseguia erguer apenas uma como Draco. Ficou óbvio que ele já estava desconfiado. Não que eu me importasse.
"Eu vou indo para casa, Draco. Nos vemos na festa. Ryan, Helen." Despedi-me dos dois e fui cara casa, pensando sobre o que aquele tom avermelhado nas bochechas de Draco significariam. Ele também se sentia afetado quando próximo a mim? Ou ele só estava me achando ridículo por agir daquela maneira?
Liguei para Ginny e conversei sobre o assunto, e ela disse que havia boas chances de Draco não ser totalmente indiferente a mim.
"Quem sabe ele não precisa de um empurrãozinho?" Ela perguntou.
"Ou um par de lente multifocais coloridas! Ouvi dizer que elas são boas nesses casos." Ouvi a voz sonhadora de Luna do outro lado da linha.
Eu não sabia. Mas iria descobrir.
¹ Um dos pubs famosinhos entre os jovens, em Londres.
² Essa frase tem nos livros. HAHA, eu acho tão amor. [][]
Nota da Autora: Eu AMO o casal Ginny/Luna, elas são lindas juntas. *.* E o Draco ruborizando não é um amorzinho? *.*
Julia (Que bom! []), Danny Mendes (Sério? Ah, tem tantas AUs boas por aí, você deveria se arriscar mais nelas, rs. Que bom que deu uma chance à minha, obrigada!), DW03 (HAHA, agora o Harry tem que atacar esse loiro lindo! HAHA, beijos, querida!), Larissa (Quero deixar todo mundo diabético com o açúcar dessa fic! *risada maligna* Eles amiguinhos são fofos, e o Draco é sempre debochadozinho na minha imaginação, tão mordível! E que linda você! Obrigada, saber que sou sua autora favorita me deixou muito feliz! Beijos, Lari!).
