Saudações a todos. Espero que vocês estejam gostando da série. Bom, chega de falar, este é o terceiro capítulo da série e será um capítulo recheado de surpresas e de segredos ocultos. Recomendo que respirem fundo antes de começarem a ler esse capítulo, pois acho que vai ser de tirar o fôlego. Obrigada, e que tenham um bom entretenimento.
Os segredos de Paloma
Por Soul Hunter
Mikael virou-se para Tales e diz:
- Fique junto dessa detetive, e assim que você descobrir qualquer pista desse caso, venha me avisar sem falta. Mande os Dragões Azuis para protege-la se for necessário.
- Certo Mikael.- diz Tales, saindo logo em seguida.
"O que está acontecendo é estranho demais para o meu gosto. Quem será que está causando isso tudo?" Pensou Mikael.
Nesse mesmo momento, do outro lado da cidade...
Sakura chegava na casa onde a Fênix Negra se reunia para discutir os problemas que preocupavam o grupo. Ela entrou por um porta lateral e começou a andar pelos corredores até chegar a uma grande sala, onde estavam várias pessoas sentadas.
- Yamazaki.- chama Sakura.
- Sakura, o que você está fazendo aqui?- responde um rapaz na ponta da mesa.
- Preciso falar com você.
- Eu já estou indo.- diz Yamazaki.- Esperem aqui senhores, eu voltarei daqui a pouco.
Ele se levantou e levou Sakura até uma sala no andar mais alto da casa.
- E ai Sakura, você a encontrou?
- Sim, eu a encontrei. Ela mostrou até a marca.
- Então ela deve saber que eu a enviei.
- Mas o nome dela é Paloma?
- Sim, é. Mas poucas pessoas da gangue a conhecem pelo seu nome verdadeiro. São apenas 20 pessoas que sabem disso, eu, 18 pessoas que se juntaram no início da Fênix Negra e você, que foi a última a saber desse segredo. Agora me diga, ela está bem?
- Está. Eu fui no apartamento dela junto com a minha amiga de faculdade Tomoyo, que mora junto com ela. Ela estava conversando com um rapaz.
- E o que eles conversavam?- Yamazaki parecia interessado na resposta.
- Eu não sei, quando entramos no apartamento, ela parou de falar como se soubesse que a gente estava ali.
- Isso é comum, Paloma parece pressentir a chegada de alguém.
- Ela disse que vai revelar em breve sua outra face para eles.
- Como? Ela vai revelar sua identidade.
- Pelo menos, foi isso que ela me disse. Ah, eu quase que eu me esqueço disso, ela também me pediu para te enviar uma mensagem para você passar para o restante de nós.
- Qual mensagem?
- Ela disse para que nós nos prepararmos e esperarmos, pois a qualquer momento ela voltará para liderar-nos e terminar o que ela já havia começado.
- Entendo. E eu pensei que ela tinha esquecido. Ajude-me a convocar os chefes de todos os quadrantes controlados para que eu avise pessoalmente a cada um deles, sobre a mensagem da nossa líder e já começarei pelos comandantes que estão lá embaixo. Ligue para os restantes avisando que quero vê-los para avisar sobre isso. Os números estão ali na gaveta. Você faz isso?
- Claro.
- Então, começaremos agora.
- Sim.
Yamazaki desceu correndo as escadas e voltou para a sala onde estava. Todas as pessoas observaram a chegada do rapaz, com certa preocupação. Quando ele entrou na sala, calmo, sério e solene, todos ali se levantaram em sinal de respeito. Yamazaki começou a dizer em voz alta:
- Caros amigos, por intermédio de um de nossos agentes, recebemos notícias de nossa criadora.
- Notícias da mestra Mia, Yamazaki? Ela ainda está na ativa.
- Sim, Hikaru. Ela está na ativa. Ela mandou avisar nos para nos preparar, pois ela estará de volta para terminar o que havia começado.
- Ela vai voltar mesmo?
- Não duvide da palavra de Mia, Althor. Se ela mandou nos avisar que voltará, é porque ela vai voltar.
- E o que faremos Yamazaki?- pergunta uma mulher
- Avisaremos a todos para que se preparem e esperarem Mia, Anita.
- Não se preocupe, nós avisaremos a todos os outros líderes.- diz Anita.
- Eu já estou cuidando disso, minha amiga. Avisem para os membros que estão nas áreas que você comandam.
- Certo. Vamos todos.- diz Althor.
Todos se levantaram e saíram, deixando Yamazaki sozinho. Quinze minutos depois, Sakura desceu e foi até a sala onde Yamazaki estava.
- Já está tudo certo.- diz ela.- Já avisei a todos.
- Perfeito. Vamos indo, pois há muito que fazer amanhã, minha amiga.
Os dois saíram da casa e cada um tomou o seu rumo.
No dia seguinte...
Paloma e Tomoyo saíam de casa.
- Eu não sei por que você tem que trabalhar de sábado.- diz Tomoyo, com o seu costumeiro bom humor.- É dia de descanso.
- Porque eu estou investigando.- responde Paloma calmamente.- Tenho que trabalhar de sábado até conseguir resolver esse caso.
- Eu entendo.
- Você ainda não se acostumou com isso Tomoyo?- pergunta Paloma.
- Não.- responde Tomoyo.- Eu não devia falar isso de você. Você foi a única que me acolheu depois da morte da minha mãe.
- Tomoyo, eu sei que eu não estou tendo dedicado muito tempo pra você, para te cuidar, para te divertir, mas isso é o meu trabalho.- diz Paloma, tristemente.- Mas, eu te prometo que eu vou achar um jeito para passar mais tempo com você.
- Paloma, não se preocupe tanto comigo.
- Não.- Paloma foi ríspida.- Você está certa, eu não venho te dando atenção. Não converso com você, não fico mais com você, é difícil agüentar isso, sabia? Eu trabalho tanto para poder juntar dinheiro suficiente para pagar a sua cirurgia, e é isso que mais vai me fazer feliz, ver você curada dessa enfermidade.
Tomoyo viu uma lágrima escorrendo dos olhos de Paloma.
- Não chora Paloma.- diz Tomoyo.
- Deixe-me esfriar as idéias.
- Tá bem.- responde Tomoyo.- Mas, se você ficar triste, eu também vou ficar.
Paloma sorriu.
- Obrigada por tentar me animar.- diz ela.- Bem, chegamos. É aqui que você vai ficar?
- Sim Paloma, é aqui.
- Então, até logo.
- Tchau.
Tomoyo saltou do carro, e Paloma acelerou. Ela andou um pouco, até chegar num banco.
- Tomoyo.- chama uma voz.
- Olá.- cumprimenta Tomoyo.- Você me telefonou querendo conversar um assunto sério e, aqui estou eu.
- Eu sabia que você viria.- comentou Shaoran.
- Então, você já sabe que eu tive muita dificuldade pra vir aqui sem a Paloma desconfiar. O que você quer?
- Eu venho estando muito preocupado com a Paloma, de uns dias pra cá ela está diferente.
- Eu concordo, e, ainda digo mais. Desde que Paloma pegou esse caso dos assassinatos ela está diferente.
- Você sabe alguma coisa sobre o passado da Paloma, Tomoyo?
- Não.- responde Tomoyo.- Sabe, ela nunca foi de falar muito do seu passado. Eu nunca soube nada sobre a família dela, sobre a vida dela.
- E como você foi morar com ela?
- É uma longa história.
- Mas eu tenho muito tempo. O dia inteiro, para ser mais exato.
Tomoyo contou toda a história, desde do dia que ela conheceu Paloma. Ela contou todos os detalhes de sua história, e até sobre a doença que ela tinha e que Paloma trabalhava duro para pagar a cirurgia que devolveria a saúde a ela.
- Ela se preocupa muito com você, e você se preocupa muito com ela. Isto dá para se ver.
- Paloma é como minha segunda mãe. Se acontecer algo com ela, eu não sei como iria reagir.
- Eu devo imaginar como você se sente Tomoyo.
- Você também se importa muito com ela, Shaoran. Posso saber seus motivos?
- Claro. Ela sabe o que é perder alguém importante de maneira inesperada. Pela primeira vez na minha vida eu encontrei alguém tão difícil de mudar de opinião quanto eu.
- Você quer ajudar ela a resolver esse caso?
- Quero sim.
- Então somos dois. Mas agora eu tenho que ir. Combinei com a Sakura de encontrá-la no parque e, se eu não for rápido, ela vai estranhar.
- Tudo bem. Eu vou estar acompanhando vocês duas de longe.
- Certo. Até logo.
- Até.
E os dois se separaram.
Enquanto isso, na delegacia...
Paloma entrara na sala de Kaho, que, juntamente com Yukito, aguardavam as novidades dela.
- Paloma, o que aconteceu?- pergunta Kaho, ao ver os olhos de Paloma.
- Não foi nada.
- E as novidades do caso?
- Eu vou contar, mas é melhor vocês se sentarem, pois, vocês vão precisar.
Paloma começou a contar todas as descobertas do caso do assassino anônimo. Mas, Tales ouvia tudo do outro lado da parede e a cada palavra que Paloma pronunciava, mais ele ficava com o sangue fervendo. Depois de ouvir tudo o que ela contara, ele saiu correndo para avisar Mikael. Na sala, reinou-se um silêncio sepulcral, que, nenhum dos presentes teve coragem suficiente para quebrar.
- Isso foi o que eu consegui juntar.- diz Paloma, quebrando o silêncio.
- Eu não pensava que era assim que ele agia.- responde Kaho.- Ele aguarda as suas vítimas
- Mas há sempre uma forma de surpreender.- diz Yukito.
- Isso foi horrível, Paloma. Ele te contou como se estivesse ali vendo o assassinato.
- E ele estava lá, Kaho.
- Deve ter sido um choque para ele ver uma coisas dessas.
- Eu não sei se foi um choque ou não.
- Bom, vamos encontrar as meninas no parque.- diz Yukito.
- Vamos.- responde Paloma.
Eles três saíram na delegacia e foram para o parque.
De tarde, no quartel general dos Dragões Azuis...
Tales estava contando para Mikael as últimas descobertas do caso dos assassinatos.
- As coisas estão ficando realmente sérias Tales. Estou ficando preocupado com a sua segurança e com a daquela policial.
- Há gente mais desprotegida do que eu e Paloma, Mikael. Eu vi um rapaz que parece ser uma testemunha dos crimes. Ele está fugindo de algo.
- Não sei se você percebe, mas ele pode estar sendo procurado pelo assassino, se ele o viu.
- Mas eu acho que não é isso.
- Prepare tudo para proteger esse rapaz, Tales.
- Eu prepararei Mikael.
Tales se levantou e saiu pela porta da sala.
Nesse mesmo momento, no parque...
Kaho, Yukito e Paloma se encontraram com Sakura e Tomoyo.
- Oi meninas.- cumprimenta Yukito.
- Boa tarde.- respondem as duas garotas.
- Como vocês duas estão?- pergunta Kaho.
- Bem.
Paloma e Tomoyo olharam para longe, e viram Shaoran observando o grupo. Paloma fez um gesto para que ele se aproximasse do grupo. Ela notou que tanto ele, quanto Sakura estavam profundamente emocionados. Tomoyo piscou rapidamente para Shaoran, se segurando para não dar uma boa risada.
- Boa tarde Shaoran.- cumprimenta Paloma.
- Boa tarde.
- Você estava por aqui?
- Eu estou aqui há pouco tempo.
- Fala sério.- fala Paloma.- Você está mentindo.
- Ninguém esconde nada de você Paloma. Deve ser por isso que você é a melhor detetive da polícia.
- Que isso, tem muitos que são melhores do que eu.
- Soube que você investiga as gangues que agem em Tomoeda. Isso é verdade?
- Sim, é verdade.
- Por acaso você já encontrou algum dos dois principais líderes das gangues de Tomoeda?
- Quem, por exemplo?
- Falo de Mikael McQuinn e Mia Jaelish.
Paloma observou-o diretamente nos olhos.
- Eu nunca tive a chance de conhece-los pessoalmente, mas creio que eu ainda farei isso um dia.- responde Paloma.
- Verdade?
- É verdade.
Todos começaram a rir, quando Paloma encarou a todos, séria.
- Me encontrem as 19:00 na Rua Natsumi nº 24.- diz Paloma.
- Para o que?
- Vocês vão saber lá.
Naquela noite...
Todos esperavam por Paloma em frente do número que ela deu. Ela saiu do casarão, acompanhada por Sakura e Yamazaki. "Acho que já está mais do que na hora de revelar a eles a minha face oculta". Paloma estava decidida a contar, era agora ou nunca.
- Eu tenho um segredo que vai mudar tudo o que vocês conhece sobre mim. Vocês prometem que não irão se assustar?
- Prometemos, dependendo do segredo que você for nos contar Paloma.
Paloma respirou fundo. Se não contasse agora que tinha coragem, não o diria nunca mais. Ela abriu sua bolsa, retirou o livro e diz:
- Peguem isto.
Paloma lhes entregou o livro de capa azul. Na capa, havia os seguintes dizeres, "O livro das gangues"
- Abram o livro na página 47, por favor.- ela pediu.
Eles abriram o livro na página que Paloma havia pedido. Era uma narrativa sobre a gangue dos Dragões Azuis.
"...Os Dragões Azuis são a gangue mais perigosa e a mais antiga de todas as gangues que existem e existiam em Tomoeda. São liderados por Mikael McQuinn, um jovem, mas perigoso assassino. Mikael é muito respeitado, e é protegido com a vida por todos os que o seguem. Seus seguidores são frios e cruéis, eles torturavam suas vítimas até a agonia extrema da morte. Eles são temidos por quase todas as outras gangues, por sua fama de serem exímios lutadores e assassinos impiedosos. Puniam a deserção e a traição com a morte, e há vários registros de pessoas mortas por esses motivos. Eles matavam também aqueles que não concordavam com eles. Não havia diferença entre suas vítimas, os Dragões Azuis matavam a todos, menos as mulheres as crianças e os idosos. Se algum dos seus seguidores matassem qualquer um dos protegidos pelo código, eram punidos a morte sangrenta pelas mãos de Mikael. O único caso de morte desse tipo registrado como feito pelos Dragões Azuis, foi a morte de uma jovem universitária, Alexsia Jaelish. Falam que Alexsia era o grande amor de Mikael, mas, segundo alguns boatos editados, ela amava um jovem, Caio, que era o segundo em poder e comando da gangue somente abaixo do próprio Mikael. Mas Mikael soube do amor dos dois. Ele vigiou a casa dela dia e noite e um dia entrou para ver se Caio estava com ela. Por sorte, Caio e Alexsia conseguiram fugir com a ajuda de um amigo que acabou morrendo. Essa foi à prova que Mikael precisava para resolver desafiar Caio para um duelo. Mas quando eles chegaram, receberam uma chuva de balas de metralhadora por um jovem. Caio se colocou na frente de Alexsia, e acabou levando a maior parte dos tiros. Mikael havia chegado quando viu o jovem atirando e acertou um tiro em sua mão. Nesse mesmo momento, uma garota entrou e vendo sua amiga com o amigo no chão, sacou a arma e atirou em sua perna. O jovem atirou um tiro no coração de Alexsia e a matou. A reação de Mikael, assim como a da garota, foi atirar no jovem. Ele morreu instantaneamente, atingido pelo tiro de Mikael foi no coração e o da garota, no cérebro. Falam que ambos atiram no mesmo momento. Depois dessa tragédia, surgia a perigosa gangue Fênix Negra que era única gangue que desafiava os Dragões Azuis. Comandada por Mia Jaelish, a Fênix Negra era um grupo nefasto, e também era o mais temido das zonas Leste e Norte de Tomoeda. Detentores de uma fama negra, os seguidores da Fênix Negra e de sua líder Mia eram conhecidos como "Os Anjos do Caos da Meia-noite", apelido dado por suas formas de assassinato, consideradas como as mais dolorosas, as mais eficientes e as mais silenciosas de todas as gangues. Muito pouco se sabe sobre a sua líder, Mia Jaelish, mas ela tinha uma fama tão ou maior do que a de Mikael McQuinn entre os Dragões Azuis e que ela era defendida com o mesmo fervor pelos membros de sua gangue que ele em sua gangue. Mas ao contrário dos Dragões Azuis, a Fênix Negra matava apenas criminosos que ameaçavam a cidade. Tudo o que sabe sobre Mia Jaelish é que era uma forasteira que decidiu vingar todos os que morreram pelas mãos dos Dragões Azuis e que ela era identificada por uma tatuagem no seu braço esquerdo, uma rosa e uma lua crescente, sendo este o segundo símbolo da Fênix Negra ..."- Eles erraram algumas coisas sobre Mia. Ela não era forasteira, mas sim, amiga de Alexsia e queria vingar a morte da amiga e dos amigos.
Todos observaram Paloma assustados. Como ela podia saber tantas coisas sobre Mia Jaelish. Será que Paloma conhecia Mia. Shaoran reuniu coragem e perguntou:
- Você sabe quem é Mia Jaelish?
Paloma respondeu seriamente:
- Na verdade Shaoran, eu sou Mia Jaelish.
- Nós não acreditamos nisso.- dizem todos.
- Pois eu acho que vocês devia acreditar. Se eu não fosse Mia, por que quero tanto a vingança, e sei tanto sobre os Dragões Azuis.
Ela diz, percebendo a desconfiança dos demais:
- Todos que souberam disso, duvidaram quando eu lhe contei. Mas eu tenho uma coisa que prova que eu digo a verdade.
- Paloma, você não está bem. Você não sabe quem é ela. Ela é só uma lenda.- diz Kaho.
- Ah, ela é uma lenda. Veremos se você vai dizer isso depois de ver.- explode Paloma, arrancando a manga de sua blusa e deixando a tatuagem à mostra.- A marca que ajunta o símbolo da Fênix Negra. E agora, quem duvida que eu sou Mia Jaelish? Quem duvida?
Todos ficaram emudecidos ao verem a tatuagem no braço de Paloma.
- Essa tatuagem foi à marca que sobrou do meu passado.- diz Paloma.- A rosa e a Lua, escolhida por mim e por Alexsia como o sinal de uma amizade eterna, agora é a única coisa que me resta, a única coisa que me identifica. Desde da morte de Alexsia, eu tinha apenas um sentimento, vingança, e era essa vingança que me mantinha viva. A partir desse sentimento criei uma personagem, um fantoche para liderar uma gangue, Mia Jaelish. Era a escolha ideal, evitava, assim, confusões de todo o tipo.
- Mas as coisas nunca são o que parecem ser.- diz Tomoyo.
- Certamente, e eu descobri isso da maneira mais difícil.
- Então você estava falando sério naquele dia quando disse que a Paloma que nós conhecíamos estava morta.- lembra Yukito.
- Eu estava falando mais do que sério.
- Eu não entendo o por que da sua mudança.- diz Shaoran.
- Assim como você quer se vingar do assassino da sua prima, eu quero me vingar do assassino de Alexsia. Eu já sei quem é o assassino de ambos os casos.
- Você sabe?
- Sim, eu sei. Ele também é inimigo dos Dragões Azuis, mesmo já servindo a eles.
- Quem é ele?
- O nome dele ainda não deve ser pronunciado. Tudo o que eu posso dizer é que ele tem a idade de vocês dois e está muito próximo.- responde Paloma, apontando para Yukito e Kaho.
- Então isso explica a presença de um rapaz um pouco mais novo que você em todos os locais dos crimes, mas eu não entendo uma coisa, ele não atirava, era outra pessoa que atirava.- explica Shaoran.- E essa pessoa sempre dizia uma frase quando atirava.
- Qual era a frase?
- A vingança será minha. Sete tiros, sete vítimas, sete inimigos.
- Não tenho mais dúvidas que é ele.
- Eu não entendi muito bem a frase.
- Ele fez sete vítimas, em cada vítima ele atirou sete vezes e cada vítima era como um inimigo para ele.
- Mas ele não conhecia nenhum deles.
- Você entenderá na hora certa.
- E é ele que é o seu alvo?
- Sim. Eu suspeitava que ele tinha assassinado aqueles jovens, mas quando você me contou os detalhes do assassinato de Safira, eu tive a confirmação das minhas suspeitas.
- Paloma, faz muito tempo desde da morte dela. Não tem mais jeito, desista.- diz Kaho.
- FAZ MUITO TEMPO QUE Vocês desistiram do caso, mas eu não desisti, e não vou desistir até eu resolver. Eu queria e ainda quero a resposta, ENTENDERAM?!!!- explode Paloma.
Todos recuaram diante a esse ataque de fúria.
- Eu não espero que vocês entendam, muito menos que me apoiem, mas que saibam os meus planos.- diz Paloma, com a voz mais normal.- Yamazaki, Sakura, levem os nossos amigos até suas casas. Espero que você não contem nada do que ocorreu aqui, pois, se contarem, terei que encomendar a morte de vocês e eu não quero que isso aconteça.- Paloma faz uma pausa e termina.- Se vocês quiserem desistir, eu não os impedirei, mas se alguém pretende continuar, eu estarei pronta para ajudá-los.
Ela se virou e começou a caminhar, quando ouviu Tomoyo gritar:
- Espere Paloma. Eu estou com você.
- Eu também vou continuar do seu lado.- diz Shaoran, avançando um passo.- Isso não pode continuar, pela vingança e pelo derramamento de sangue desnecessário.
- Que bom que vocês continuarão comigo.- responde Paloma.
- Não só eles, mas eu também.- diz Kaho.- Continuarei pela memória deles, pois eles mereciam justiça.
- Então, somos quatro. Nós quatro te ajudaremos, como não tivemos feito.- fala Yukito.- É verdade, nos desistimos, mas porque achávamos que não tinha mais jeito. Você nos mostrou que ainda dá para fazer a justiça prevalecer.
- Vocês finalmente me entenderam.
- Mestra, o que devemos fazer?- pergunta uma voz escondida nas trevas.
- Avise a todos que eu estou de volta Anita. E, avise também eles são meus protegidos, e se alguém fizer algo de ruim para eles, vai ter que se ver comigo.
- Sim.
Anita saiu através das sombras. Todos saíram, acompanhados por Paloma. No meio do caminho, Yamazaki parou Shaoran.
- Espere.
- O que você quer?- pergunta Shaoran.
- Eu quero conversar um pouco com você.- responde Yamazaki.- Venha comigo, por favor.
Ele o acompanhou dentro da casa.
- O que você quer conversar comigo?
- Eu queria conhecer melhor a pessoa que a mestra Mia depositou sua confiança.
- Por que você quer isso?
- Eu devo saber quem é a pessoa que devo proteger.
- Proteger?
- É isso mesmo.- responde Yamazaki.- Devo proteger aqueles que ajudam a mestra Mia.
- A Fênix Negra é uma gangue muito unida.- comenta Shaoran.
- Ela é assim mesmo.- responde Yamazaki. Nós consideramos como irmãos todos os membros da gangue e todos que a ajudam, assim como você, a jovem protegida de nossa criadora e os dois policiais que estão com você.
- Espero que isso termine logo.
- Eu também espero que isso não dure muito. Ver Paloma preocupada desse jeito me entristece muito.
- Você sabe o verdadeiro nome dela?
- Eu sei disso a muito tempo, antes mesmo dela o revelar aqui. Você deve estar pensando como eu sei o nome verdadeiro dela.
- Eu estou pensando sim. Como você sabe?
- Foi no dia que ela criou a gangue. Eu andava pelas ruas do bairro, quase morto de tristeza.
- Por quê?
- Eu tinha perdido os meus pais num acidente de carro.
- Desculpe, eu não devia ter perguntado.
- Tudo bem, você não sabia. Continuando, então, estava chovendo muito naquele dia, e eu pensava em acabar com a minha vida. Foi aí que Paloma apareceu.
- Como ela estava?
- Ela andava pelos becos, solitária, melancólica, assim como eu estava, mas, ela caminhava com determinação e parecia procurar algo.
- E como vocês se conheceram?
- Nos encontramos num bar, aqui mesmo na rua Natsumi. Quando ela entrou, ela foi na minha direção e sentou na cadeira que tinha ao meu lado. Naquele momento, eu me senti magnetizado por ela, uma presença que me parecia comum.
- Será que ela foi magnetizada para o seu lado por que vocês acabaram de ter perdas muito dolorosas na vida.
- Acho que foi por isso mesmo. Nós começamos a conversar, e descobrimos as dores um do outro. Paloma me disse que estava montando uma gangue e perguntou se eu não queria a ajudar.
- E o que você respondeu?
- Eu respondi que eu não estava querendo isso. Eu ainda estava abalado com a morte dos meus pais. Mas ela me disse uma coisa que me iluminou. Foi isso: A tristeza só atraí a tristeza, se você continuar assim vai acabar morrendo, e você tem uma longa vida pela frente. Singelo, não acha?
- Depende de que ponto de vista você vai interpretar a mensagem.
- Exatamente, como disse Nietzsche em A Gaia Ciência, "Duplo desgosto é mais suportável que um único: não queres experimentar?".
- Nesse ponto, eu concordo com ele.
- Parece que a gente vai se dar muito bem.
- Eu concordo plenamente.
Os dois sorriram, e saem da casa.
Uma semana depois...
Paloma e Tales acompanhavam Tomoyo até a faculdade, onde teria uma palestra com alguns professores de outros países. Mas, ao chegarem lá, encontraram Sakura e Yamazaki na porta da faculdade. Eles foram até lá.
- Bom dia para os dois.- cumprimenta Paloma.
- Bom dia para vocês também.
- Você veio ver a palestra, Tomoyo?- pergunta Sakura.
- Sim.- responde Tomoyo.
- Se vocês querem ver a palestra, recomendo que corram, pois acho que já vai começar.- diz Paloma.
- É mesmo.- respondem as duas garotas.- Até logo.
- Até logo.- diz Paloma.- Depois vocês me contam como foi.
Tomoyo e Sakura entraram na faculdade, enquanto Paloma apresentava Tales a Yamazaki. Os três conversavam, quando Tales comenta:
- Acho que tem mais alguém aqui.
- Acho que é impressão sua, Tales.- diz Yamazaki.
- Mas, não é.- responde Paloma.- Vamos, apareça, já sabemos que você está aqui.
- Eu sou tão previsível assim?- pergunta uma voz.
- Não, é só que nós percebemos dessa vez que era você.
- Tá bom, vai tirando onda. Boa tarde Yamazaki.
- Boa tarde Shaoran.
- Como você vai Tales?
- Bem.- responde Tales.- Ainda estou vivo, não estou?
- Se você estivesse morto eu diria que você parece bem vivo.
Todos riram da piada. "Eles são as três pessoas ideais para contar esse outro segredo que está me atormentando." Pensou Paloma.
- Você podem me fazer um favor?- pergunta Paloma.
- Podemos.- respondem os três rapazes.- O que você quer?
- Quero que você me encontrem no casarão da rua Natsumi, as quatro da tarde.
- Pra que Paloma?- pergunta Tales.
- Preciso contar uma coisa para vocês. Espero vocês lá.
Paloma saiu logo depois.
- Casarão? Que casarão?- pergunta Tales, ainda sem entender.
- Eu sei onde fica Tales.- responde Yamazaki.
- É no mesmo, não é?- diz Shaoran.
- É sim.- responde Yamazaki.- Aquele é o único casarão da rua Natsumi.
- Devemos ir?- pergunta Tales.
- É melhor fazermos isso, Tales.- diz Shaoran.- Se o que Paloma quer contar for tão sério quanto ela falou, nós teremos que ir.
- Então, nós vamos lá.- diz Tales, já começando a caminhar.- Até as quatro.
- Até.- respondem os dois jovens, também saindo dali.
Na hora marcada...
Os três rapazes chegavam no casarão e viam Paloma esperando na porta.
- Vocês são pontuais. Por favor, entrem.- diz Paloma.
Os três jovens entraram no casarão e seguiram Paloma até uma sala, desconhecida até pelo próprio Yamazaki, que conhecia a casa melhor do que qualquer um. Depois de sentarem nas cadeiras da sala, Paloma diz:
- Vocês devem estar se perguntando por que eu chamei aqui?
- Isso é verdade.- responde Tales.- Pelo menos da minha parte, é isso mesmo.
- Eu chamei vocês para contar sobre o assassino que está a solta. Eu já sei o nome dele.
- Você sabe qual é o nome do assassino?- pergunta Yamazaki.- Se sabe, por favor nos diga.
- Eu já percebi que vocês vão descobrir o nome dele, por isso eu vou dizer quem é. O nome dele é Sylvan Denver.
- Foi ele que cometeu os assassinatos?- pergunta Tales, surpreso.
- Sim. Mas eu só peço uma coisa para vocês. Por favor não o machuquem.
- Por que Paloma?
Ela olhou para os três rapazes.
- Porque Sylvan é meu irmão.- confessa Paloma.
Fim do 3º capítulo
Chocante, não acham? Quem podia imaginar uma coisa dessas? Quem pensava que a nossa detetive tinha um passado e uns segredos como esses? Se não for pedir demais, mandem uns comentários pra mim, dizendo o que acharam. Peço, não tenham medo de escrever críticas, pois só com isso, eu posso melhorar, está bem?
