Capítulo 2- Aspen

Depois de uma péssima noite de sono, acordei com meio humor um pouco abatido. Logo que levantei consegui tropeçar de novo do lado da minha cama, e é claro que eu achei que a culpa era da cama. Segui direto para o banheiro onde tomei um curto banho para despertar.

Coloquei uma roupa confortável e dei uma olhada nas horas, não passava das nove da manhã. Sai de meu quarto procurando algum lugar onde pudesse ficar pensando na vida, ou na morte agora.

Uma coisa que achei muito estranha é que desde que cheguei aqui não tenho sentido fome. Será que é porque estou morta? Decidi guardar essa pergunta pra quando encontrasse com Samael.

Passando por um dos corredores que levavam para onde pudesse ver o campo, mas vi sentado no meio de um jardim de inverno um homem que não poderia ser muito mais velho do que eu. Ele me viu olhando para ele e acenou me cumprimentando e me chamando para perto dele.

Como não conhecia ninguém não faria mal tentar fazer amizade com alguém. À medida que fui me aproximando ele indicou que me sentasse com ele. Assim o fiz.

-Olá, sou Aspen. -disse Ele - Você é nova aqui não é?

-Sim, cheguei aqui ontem. Me chamo Isabella.

-Bem, então não conhece nada por aqui não é?-Maneei a cabeça negativamente. -Você não gostaria de dar uma volta comigo? - Ele perguntou, acho que tinha me visto andando meio perdida por ai. - Eu poderia te mostrar os lugares daqui.

-Eu agradeceria muito.

Nisso fomos andando pelo campus inteiro. Passamos por vários lugares estranhos onde ele me disse que não era aconselhável entrar, já outros que era realmente muito bonito.

-Aqui não se parece com o inferno que eu imaginava. - Disse pensando nas histórias que eu ouvia na escola sobre ser um lugar quente com vários monstrinhos. - Tirando aqueles lugares lá atrás- Falei indicando os corredores escuros.- esse lugar é muito bonito.

-É que os vivos pensam que é a morte é onde tudo acaba. Que eles não iram mais existir quando morrem. Aqui é um lugar onde as pessoas que não se desprenderam da vida ou não tiveram totalmente culpa de sua morta vem. - Disse ele tentando me explicar como funcionava o lugar me que eu estava.

- E porque nós temos que treinar aqui? Porque temos que correr atrás das almas dos vivos?

-Bem, vocês treinam para que possam, na maioria das vezes, enfrentar almas que não querem de jeito nenhum vir pra cá. Ou almas que nem sabem que existem mais, pensam que estão mortas, mas na verdade estão simplesmente dormindo por causa de seus corpos.

Passamos algum tempo só andando e olhando á paisagem, que a partir daquele momento estava se tornando cada vez mais linda e agradável. Até o tempo que estivera sempre nublado, estava dando espaço á algumas cores.

-Porque aqui tem um céu?- Perguntei curiosa. - Nós não deveríamos estar debaixo da terra?

-Outro erro que os vivos cometem. Nós não estamos debaixo da terra e nem você achara fogo por aqui. Aqui é somente outro plano nós estamos nos mesmos lugares que existem na terra, mas simplesmente em outra freqüência eu os vivos por assim dizer.

- Que bom, eu tenho um pouco de pavor de lugares fechados sabe? – ele rio abertamente da piada, não que fosse realmente uma piada, não gostava mesmo de lugares fechados.

-Então- começou ele hesitante, mas ainda com um tímido sorriso no rosto- como veio parar aqui? Qual é sua história?

-Eu não sei tudo exatamente. As únicas coisas que me falaram foi que eu cometi suicídio e que desejei a imortalidade... - depois que eu falei isso o vi estremecer. - E você?

-Bom, eu realmente era um imortal...

-Como assim?-Perguntei meio assustada.

-Eu era um vampiro Isabella... -ele viu que eu estava á ponto de interromper ele, mas ele continuou- deixe-me terminar. Eu era um vampiro. Nasci em 1730, quando tinha 23 nos fui transformado por um vampiro qualquer que me deixou logo depois de me transformar. Passei muitos anos bebendo sangue humano sem parar, não me importava com o que fazia com eles, eles eram somente fonte de minha energia.

Ao terminar aquela frase pareci que tinha desprezo por si mesmo. Aquilo era loucura, vampiros não existiam, eram só lendas. Bom, tecnicamente fantasmas também não existem e aqui estou eu. Estava um pouco tonta com toda aquela informação, e aproveitando a pausa dele eu falei.

-Mas vampiros não existem!

-Fantasmas também não, e você seria o que?- perguntou ele confirmando minha teoria.

-Mas...- não tinha mais o que argumentar, então pedi que continuasse com sua história.

-Mas depois de um tempo eu não consegui me reconhecer. Eu não queria ser aquele monstro que estava sendo. Foi ai que resolvi parar de tomar sangue humano e caçar só animais. Não me satisfazia completamente, mas eu conseguia suportar. - disse ele parecendo complacente consigo mesmo... - Depois de me adaptar á sangue animal e suportar andar entre os humanos. Fiz faculdade de psiquiatria. Em 1953 eu comecei a trabalhar num pequeno sanatório em Biloxi. Passei dois anos cuidando de pessoas doentes mentais e alguns outros. Foi quando ela chegou.

Ele não estava mais olhando á paisagem á nossa volta. Ele parecia estar á muitos anos atrás, numa memória que parecia ser boa para ele pelo jeito como falava e sorria.

-Seu nome era Mary, Mary Alice. Sua família a internou falando que ela era louca, seus pais diziam que ela achava que tinha visões. - Foi então que seu rosto se tornou sério- No dia em que deu entrada no sanatório, seus pais á declararam morta.

Meus pensamentos não eram muito coerentes naquele momento. Estava chocada pela história dele, ainda mais depois de saber que os pais daquela pobre garota tinham feito com ela.

Ele deve ter percebido meu rosto assustado e tentou me acalmar.

-Calma, é melhor parar minha história por hoje. Ela é muito longa e assustadora, da próxima vez eu te conto o resto ok?

Confirmei coma cabeça e falei.

-Tudo bem, eu sei que não queria me assustar. -disse abrindo um sorriso tímido.

-Você é mais forte que aparenta. Muitos ficam dias trancados no quarto ou gritando com todos aqui por ter vindo pra cá. Você não tem perguntas?- Disse ele admirado.

-Tenho um monte na verdade. Há quanto tempo está aqui?- perguntei subitamente curiosa. Talvez não precisasse de Samael, ele inconscientemente me dava arrepios.

-Estou aqui há 56 anos terrestres. - disse ele calmo.

-Como assim terrestres?

-Aqui o tempo passa diferente para nós. Enquanto aqui se passa semanas e meses, lá se passam anos e décadas.

-Então lá o tempo passa mais rápido- ele acenou afirmando. - Por que não tenho fome?

-Porque você está morta, seu corpo não tem mais necessidades. Você pode sentir vontade de alguma coisa, ou querer comer. Mas não vai conseguir. A não ser que você esteja na terra, onde nossos corpos ganham substância.

-Entendo agora. Mas, você treina também? Quero dizer, como eu terei que treinar?

- Não eu não precisei disso. Eu já era uma alma pecadora que tinha passado tempo demais na terra. - disse ele simplesmente.

-Você disse sobre almas que dormem por causa de seus corpos. Essas almas que dormem são as almas dos imortais?

-Sim, eu não sabia o que tinha acontecido ou se ainda tinha uma alma quando me transformei, mas depois de vir pra cá eles, me explicaram. Depois que eu me transformei minha alma continuou dentro de mim, mas ela estivera dormindo por toda minha existência pós transformação. Ela fica bem dentro de nós e fica escondida e na acorda de jeito nenhum. Só tem alma quem está vivo, e meu corpo não estava mais.

Depois disso vi que paramos no corredor do meu quarto.

-Acho melhor você descansar até amanha. Vai ser bem puxado. Aconselho uma boa noite de sono porque vai se cansar muito. - disse ele gentilmente.

-Obrigado pelos esclarecimentos, não queria ter de perguntar a Samael. – quando disse o nome de Samael ele fez uma breve cara de confusão, mas logo s recompôs me fazendo pensar se realmente houve uma confusão em seu rosto. - ele me assusta um pouco ás vezes, ou é porque simplesmente não o conheço direito.- Obrigado de novo e tenha um bom dia.

-Até logo Isabella.


N.a: Oie...então pessoal gostaram do capitulo. Coloquei Aspen pra explicar um pouco mais sobre aquele lugar e tenho certeza que vocês já descobriram quem é a Mary Alice dele não?

Queria pedir a opinião de vocês, vocês querem um POV do Edward também pra saber como ele esta e como conseguiu sobreviver depois da morte de Bella ou querem um POV da Alice que foi a primeira a ver a morte dela?

(Ou os dois?)

Obrigada as pessoas que deixaram reviews, e vou tentar postar os capítulos 2 vezes por semana ok? (Talvez mais se eu tiver tempo).

Awdrey Boot. =F

Pliss, façam uma autora feliz e

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Nos incentiva á continuar.

Bjss.