Ricos, Famosos e Felizes?
Disclaimer: A história pertence a Karen Vera, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.
Sinopse: Edward Cullen é filho de um milionário, irmão de Alice e Emmett. Seus pais Carlisle e Esme eram o casal perfeito, até que ele toma a medida drástica de separar. Os olhos não podem acreditar, nunca viram qualquer evidência de desunião, muito pelo contrário.
Mas até então o marido e pai perfeito, esconde um jovem segredo, um amante, Isabella Swan. Edward tenta contato com ela para parar essa relação que terminou com sua família, mas vai ficar chocado quando encontrá-la…
Capítulo 3 – A Intrusa
Seus grandes olhos chocolates olhavam desorientados de um lado a lado. Meu pai pegou a mão dela com delicadeza, arrastando-a até sua cadeira. Ela sorriu nervosamente. Era uma menina, provavelmente da minha idade ou até menos. Sua pele era lisa e pálida como a minha. Ela tinha traços perfeitos: um nariz fino e arrebitado enquadrava maravilhosamente seu perfil, redondos, expressivos olhos castanhos escuros e perfeitos dentes brancos, rodeado por uma deliciosa luz lábios rosados. Ela estava mulher jovem, apenas passando a barreira da adolescência. Ela era bonita e estava claramente desorientada.
Certamente meu pai estava tão nervoso quanto ela, mas disfarçava como um grande ator. Eles se sentaram de frente de nós. Eu estava à frente de ambos. A menina parecia confusa, ela sorriu e corou ao mesmo tempo, olhando para baixo. Eu não pude resistir de observá-la, era impossível conceber esta relação na minha cabeça. Ela e meu pai? Mas o que diabos Carlisle tinha na cabeça? Tornou-se um degenerado? Sim, era uma menina! Provavelmente da idade de Alice…
- Bella... – começou meu pai. – Ela é Alice, minha filha mais nova – minha irmã sorriu forçadamente. Tinha o rosto desfigurado, mas tentava disfarçar! Com certeza pensava o mesmo que eu.
- Oi – cumprimentou minha irmã, educadamente, mas não a olhou. Sentia-se desconfortável, porque logo pôs os olhos no centro da mesa.
- Ele é meu filho do meio, Edward – concluiu quando chegou a minha vez. Aquele olhar "inocente" e tímido se iluminou ao se encontrar com o meu, arqueou um pouco as sobrancelhas e os lábios se abriram um pouco. Assenti incrédulo, mas não a cumprimentei com palavras. Percebendo minha expressão Carlisle balançou a cabeça. Ele continuou – O mais velho Emmett, talvez tenha visto ele em uma ou outra capa de revista – meu irmão sorriu meio envergonhado e ela fez o mesmo.
- Olá – ela cumprimentou na sua vez, com um fino tom de voz, que tinha um toque suave e agradável de desafinação. Olhou para todos, especialmente para mim. Por que me observava tanto, por acaso nós nos conhecíamos de algum lugar? Mas… eu lembraria, seu rosto era muito especial, não tinha nada em comum.
Chegou o almoço. Ninguém comeu nada, menos ela que, com sorte, deu duas garfadas. Olhei para o relógio de propósito algumas vezes para sair depois dessa cena patética, eu nunca pensei que iria ver meu pai como um "velho sujo", mas essa foi a minha percepção triste para ele agora. Não cheguei ao café.
- Tenho que ir – anunciei rapidamente, antes de dizer uma barbaridade. Fiz a cadeira fazer um barulho e fiquei de pé em seguida. Estava na borda das arcadas… como a vida familiar tinha sido transformado nisso de um momento a outro? Em que minuto meu pai tinha parado de amar minha mãe e por quê? Era a situação mais estranha que eu tinha experimentado na vida e isso que não haviam sido poucas, nem pequenas.
Antes de subir no meu carro, acendi um cigarro, inalado algumas vezes, abri a porta e uma brisa fria incomum escovou meus cabelos. Eu sentei em frente ao volante com determinação, eu coloquei as chaves, abri a janela do carro, enquanto segurava um cigarro na boca e sai. O carro rugia como eu gostava, mas ignorei, não podia pensar em nada que não fosse a menina e meu pai.
Cheguei ao escritório, pedi um café na mesa e liguei o notebook. Eu tentei trabalhar no investimento que ofereciam na China, mas não conseguia me concentrar e o deixei para mais tarde, antes de cometer um erro. Em menos de uma hora, ouvi uma batida na porta do meu escritório.
- Entre! – levantei a voz para que me escutassem. Era Alice.
Eu a conhecia tão bem que não foi difícil descobrir que estava absolutamente confusa, tantou ou ainda mais que eu. Ela fechou a porta atrás dela, mas antes, pedimos mais duas xícaras de café.
- O que você achou da "surpresa" de nosso pai? – Eu sussurrei irônico e irritado. Ela abriu os olhos expressivos de duende e inspirou profundamente, sacudindo a cabeça e exalando de uma vez.
- Estranho? Maluco! – arqueou uma sobrancelha, negando com a cabeça – Não posso acreditar! – concluiu abatida.
- Enlouqueceu! – bati levemente na mesa, a vontade me parava.
- É uma menina! Deve ter a minha idade tem sorte! – disse Alice, incrédula.
- Com sorte! É claro que com sorte! – exclamei e me sentei na frente da minha irmã. Me olhou com seus olhos oprimidos e continuou, enquanto unia as sobrancelhas.
- Você acha que eles já...? – perguntou com expressão de horror.
- Se por acaso já dormiram juntos? – inclinei a cabeça de lado. Que iludida era Alice! Assentiu – Evidentemente, Alice! De que outra maneira estariam tão animados? – soprei seus olhos com a verdade para que os abrisse e deixasse de ver nosso pai como um homem bom e correto.
- Edward! Que nojo! – exclamou. Uff!
- Em certos momentos é muito inocente irmãzinha – acariciei sua pele infantil com o dorso da minha mano.
- Não é isso Edward! Mas não posso acreditar, mais alem da terrível traição que significa para minha mãe. Não era o que esperava da "namorada" do meu pai.
- Muito menos eu… - respondi frenético.
Na segunda-feira seguinte, durante a manhã, fui fazer os preparativos finais para uma viagem de negócios e quando voltei encontrei Isabella, esperando na saída do escritório do meu pai. Ela usava calças apertadas, tipo jeans, preto com vermelho, um botas de montaria preta, na parte de cima tinha uma jaqueta preta e abaixo, aparecia um top drapeado, também da cor de sangue. Ela usava os cabelos em meio coque e umas argolas metálicas de aro. Passei ao seu lado, ela sorriu para me cumprimentar, mas ignorei, fingi que não a vi. Eu podia sentir o desconforto que sentiram ela e Angela com a minha atitude.
Tranquei-me no escritório e, através de tecido fino das janelas que estavam sem fume, pude observa-la. Ela sentou na beirada da cadeira de couro preto, com as pernas juntas e acima deles sua carteira. Seus ombros curvados e de vez em quando levantava para ganhar força, certa de que ninguém estava olhando. Seus olhos pareciam tristes, mas tentou disfarçar. Curiosamente não sentia raiva dela, mas uma certa tristeza.
Meu Blackberry tocou e estava sobre minha mesa. Dei uma ultima olhava e peguei meu celular. Era minha mãe.
- Querido... vou para o seu escritório, sabe se seu pai esta? Preciso falar com ele – tentava parecer a forte.
- Vem... agora? – exclamei alarmado.
- Sim... algum problema? – soou desconfiada.
- Não, não, claro que não. É só que não sei se está – menti. Voltei a olhar pela janela. A garota continuava ali.
- Por acaso não se vêem? O que acontece Edward? – me recriminou, ignorante sobre o que realmente acontecia.
- Nasa é só que andei ocupado. Vou avisar a ele que bem... se é que está – incorporei essa ultima frase para não contradizer-me. Desliguei.
Eu sai como uma bala do escritório e fui para a garota intrusa. A peguei pelo braço com força. Angela olhou para mim chocada, mas não disse nada. Isabella olhou para mim com os olhos arregalados com a confusão. Apertei-lhe o braço, talvez até demais, mas era a única maneira de tirá-la rapidamente de lá, minha mãe não a podia ver com meu pai. Seria uma cena muito chocante. De qualquer forma não colocou resistência, parecia compreender minhas intenções, mas não sabia como.
A levei para meu escritório e fechei a porta atrás dela.
- Sente-se! – a ordenei duramente. Engoliu saliva ruidosamente, mas não me parou. Ela tinha paciência, era claro que não queria perder o meu pai, por uma briga com seu filho. Ele parecia calma – Me desculpe! – espetei ainda alterado – mas minha mãe vem para cá e não queria que ela visse você com ele. Seria muita decepção.
- Entendi - ele murmurou com calma, ainda de pé. Não diga mais nada.
Como regra geral, sempre mantinha a calma, mas isso me superava e me custava mais trabalho do que o habitual para não ficar agressivo. Olhei-a desafiador e minha língua começou a chutar algumas palavras pouco educadas.
- Por que você faz isso? – a repreendi com raiva, cravando meus olhos nos dela. Estremeceu sutilmente – Sim! Por que faz isso? Isso é ridículo... meu pai tem o dobro da sua idade, tem mundo sociais diferentes. – finalmente lhe disse algo do que me arrependeria pelo resto da vida. - Precisa de dinheiro? Se assim for, posso conseguir, mas deixe-o sozinho! Quer? – Eu joguei a frase exasperado, a borda do meu espaço.
Permaneceu estática, sem dizer nada, mas eu podia ver a impotência em seus olhos, ficaram úmidos, quase à beira de lágrimas e finalmente respondeu.
- Eu não sou uma prostituta, se é o que você acha - respondeu ferida. Eu me senti podre, nunca na vida tinha tratado tão mal uma mulher como o havia feito nesse momento.
Respirando com dificuldade, tentando conter-me. Ouvimos umas batidinhas na porta e quase que imediatamente abriu, era Esme. Eu quis que a terra me engolisse.
- Filho! – murmurou com ternura característica. Não havia visto Bella a partir da perspectiva da porta, então ela entrou sem mais. Quando deu um par de passos, percebeu que eu não estava sozinho – Desculpe! – murmurou desconcertada – eu não tinha percebido que estava acompanhado e não me avisou quando falamos… - olhei para a menina, estava impávida.
- É apenas uma amiga! – Eu menti, com aspereza.
- Nossa Edward! Que maneira de nos apresentar é essa! Imagino que esta linda garota tem um nome? – negou com a cabeça, como se estivesse repreendendo uma criança. Se aproximou perigosamente de Isabella e beijou-a delicadamente no rosto. Minha mãe fazia papel de idiota! Eu tinha mais vontade de enforcar Carlisle por fazer todos nós passarmos por esses incômodos. – Sou Esme! A mãe de Edward, você é?
- Isabella – respondeu a garota. Minha mãe sorriu.
- Deveria conhecer nossa casa Isabella! Ficaria muito feliz se nos visitasse – Esme insistiu. Certamente minha mãe achava que era algum tipo de namorada minha, que eu não me atrevi a apresentar e por isso era tão extremamente cordial com ela.
- Obrigada… quem sabe… alguma… vez – pouco a pouco foi diminuindo o volume de voz, até sumir nas paredes do quarto.
- Os deixo! – concluiu Esme, provavelmente pensando que nos interrompia. – Carlisle está? – perguntou enquanto dizia adeus à menina. Eu balancei a cabeça. Ela se aproximou de mim e beijou meu rosto, sussurrando em meu ouvido – algo sobre o instinto de mãe me diz que essa menina vai ser mais importante em sua vida do que você pensa – piscou um olho e deixou o escritório com um grande sorriso. Pobre da minha mãe!
- É muito bonita! – exclamou a menina, como hipnotizada e seguiu. – E muito jovem...
- Não mais que você! - lhe devolvi com aspereza. Por que havia feito esse comentário? Arg! Tudo isso era muito estranho. Ela mordeu o lábio inferior novamente, mas isso foi tão forte que sua pele estava ligeiramente aberta e saltou uma gota de sangue – Seus lábios! – avisei. Suavemente tocou dobras e traços fluidos que foram impressas na sua pele branca. Levantei-me rapidamente para pegar um pedaço de papel toalha, mas quando voltei do banheiro ela já havia retirado um tecido de sua bolsa e estava pressionando. Amassei o papel e joguei no lixo – Você quer um café? – eu ofereci mais calma – temos que esperar até que minha mãe saia.
- Claro! – cravou em mim seus observadores olhos chocolate. Peguei o telefone e pedi dois cafés para passar o tempo.
Nos olhamos incômodos, eu mais a ela que ela a mim. Quando chegaram os cafés chamei a Ângela.
- Ange! Por favor me avise quando minha mãe for embora – solicitei.
- Claro Edward! – cortou. Ela sempre tentava falar pouco e nada comigo. Reforcei uma vez mais a teoria de que eu a atraia. Os minutos se fizeram eternos em um silencio ensurdecedor, até que soou o telefone. A garota ficou de pé, pausadamente.
- Obrigada pelo café – agradeceu apesar de não ter bebido nem um terço. Fiquei mudo por um instante, até quando tocou a maçaneta da porta para sair.
- Obrigado a você… por… entender… - gaguejei confuso.
A porta se fechou. Levantei-me e olhei em direção à janela com vista para o mar. O sol estava esplendoroso, o mar brilhava como pontilhado de diamantes. A imagem da garota veio novamente e novamente. Lábios sensuais, sua pele macia e pálida, seus olhos tímidos e expectantes. Pensei algo que descartei no momento que veio aos meus pensamentos: a menina teria me fascinado se não fosse, bom ela… a amante do meu pai.
A semana continuou calma e Esme, ainda era ignorante sobre aquela mulher, sua rival jovem. Eu acreditava que era melhor assim, não era bom acrescentar outra camada de sofrimento para sua vida, afinal, com a separação foi suficiente. Mais tarde, quando a dor da ruptura tivesse curado, recém seria o momento para descobrir dessa segunda verdade.
Duas semanas depois, num sábado de manhã, fui para recolher alguns documentos onde o meu pai morava para encerrar o investimento na China. Amanhã viajaria para esse país e devia deixar tudo pronto. Fui até o vigésimo andar da Penthouse. Abri com sutileza para não acordá-lo. Eu andei até seu escritório, quando comecei a ouvir o som de gemidos "duvidosos". Eu fiquei paralisado. Meu estômago comprimiu até tornar-se um nó inextricável. Eu reconheci a voz da menina distorcida por prazer. Respire fundo, a minha boca cheia de saliva. Eu fui para o escritório como um zumbi, peguei a pasta e fechei a porta da sala de estudo com força para que escutassem. Eu não quero ser o único se sentir envergonhado, mas no meu caso foi por razões alheias. O som replicou no apartamento e logo ouvi um movimento rápido no quarto. Eu estava esperando. Eu sei que era um intruso, mas não me importava.
Carlisle veio envolto em um manto de seda café árabe, com a pele vermelha e cabelo loiro bagunçado. De soslaio, entre a fresta da porta e meu pai, vislumbrei Isabella, o contorno dela nua bem delineada. Ele se aproximou de mim e fui para trás com repugnância.
- O que faz aqui sem avisar Edward? – me repreendeu irritado.
- Desde quando tenho que fazê-lo? – tinha vontade de lhe dar um soco, mas era meu pai e me detive.
- Desde que tenho "namorada" – acrescentou descaradamente.
- Namorada? O que está dizendo? Parece um psicopata pedófilo. É uma menina da idade da sua filha! Como pode ser tão patético e não entender? – o encarei com ira, mas mantendo o volume para que ela não me escutasse.
- Não sabe o que está dizendo Edward – me conteve – agora pode ir? – me convidou a sair.
- Você me da nojo! – espetei com amargura.
Ouvi a porta fechar atrás de mim, mas quando parei para pensar sobre o que aconteceu, eu não sei se a minha reação foi por ter encontrado o meu pai com sua amante ou ela com ele...
Antes de tudo, perdão pela demora, eu tive uns problemas para conseguir traduzir essa fic, as outras estavam prontas. Mas espero que até sexta eu poste outro capítulo.
Vou comentar sobre o capítulo: Edward realmente ficou meio balançado pela Bella, mesmo sem perceber tanto. Pobre Esme, está totalmente alheia sobre o assunto. Agora as coisas entre Edward e Bella não serão sempre essa paz que vocês viram, ela não é tão... paciente como parece.
Espero que tenham gostado, e deixem reviews por favor.
Bjs
