- Você o quê? – Perguntou a loira, perplexa, agarrando-se ao encosto do sofá para manter o equilíbrio.

- Jo... Não comece com essa palhaçada de me fazer repetir tudo o que eu falo.

Joanna Beth Harvelle e Dean Winchester estavam casados havia cinco anos. A convivência do casal era ótima no começo, depois, aos poucos, foi esfriando e decaiu completamente quando Dean descobriu que ela era estéril. Obviamente, sempre teriam a opção de adotar uma criança, mas Dean desistira da ideia depois de algum tempo. Se não fosse para ter um filho seu, não queria ter nenhum, mas isso não era tudo: conhecendo Jo como ele conhecia, tinha certeza de que, na melhor das hipóteses, ela seria uma mãe relapsa. A garota alegre e sexy com quem ele se casara, transformara-se aos poucos em uma mulher fria, sem senso de humor, extremamente ciumenta e possessiva, que se preocupava apenas em fazer compras vez ou outra, como forma de curar o que ela mesma denominava como depressão, mas que Dean interpretava apenas como falta de algo para fazer.

Dean havia contado a ela o episódio com Roxanne, explicando o motivo pelo qual voltara para casa de madrugada aquele dia. Comentou também que havia levado o rapaz ao lugar onde ele morava, afinal salvara a vida dele e se sentia responsável. Jo estava incrédula e Dean sabia que uma de suas ceninhas estava por vir.

- Ok, Dean, deixe-me ver se entendi: você, por acaso, estava passando pela Rua das Princesas, e viu o tal travesti sendo espancado por três caras...

- Eu estava passando de carro na rua paralela, e ouvi vozes alteradas, Jo! Pare de distorcer as coisas que eu digo!

- Depois de salvar a vida dessa pobre criatura – continuou ela em tom ferino, ignorando o comentário de Dean -, você a leva para um hospital, no seu carro, entra no hospital carregando um travesti ensanguentado, paga as contas do hospital, e ainda por cima o leva para casa no dia seguinte. Você realmente é uma alma muito caridosa, Dean, fazendo isso por um completo desconhecido. Ou será que você já não conhecia esse tal travesti? Quem sabe fosse cliente assíduo...

Dean levantou a mão para estapear a mulher, mas deteve-se. Nunca batera em uma mulher, mas Joanna passara de todos os limites com aquela conversa. A forma como ela se referia a Roxanne, como se fosse um verme pegajoso o deixara completamente fora de si. A insinuação de que Dean talvez mantivesse relações com Roxanne há tempos o descontrolou, não pela sugestão de uma possível ligação entre os dois, mas pela desconfiança da infidelidade dele. Nunca traíra sua esposa, nem mesmo nas piores crises do casamento, e agora ela jogava nele toda a sua raiva e desconfiança infundada, sem perceber a gravidade das calúnias que fazia.

- Eu sou um completo idiota, mesmo – falou Dean, baixinho. – Quis apenas comentar o fato e você resolve armar esse circo todo. – Andava pela sala, olhando para o chão. Calou-se por um tempo, e então continuou, aumentando o tom de voz:

- Será que você é tão burra, que não consegue perceber que se eu estivesse escondendo uma relação extraconjugal, passaria longe do assunto? Até porque, se algum de nós dois já teve uma relação fora do casamento, creio que tenha sido você.

Joanne parecia ter levado uma bofetada. Olhou para Dean, com a boca ligeiramente aberta e os punhos cerrados. Estava cansada de ter esse assunto atirado sobre si em cada discussão. Sabia que errara. Traíra Dean com um gigolô qualquer, um desses rapazes jovens e dispostos a realizar qualquer fantasia - e a fantasia em questão havia sido transar com ele na cama em que ela e Dean dividiam -. Dean chegara mais cedo do trabalho e os surpreendeu no ato. Mas havia passado. Depois de uma semana conturbada, Dean decidira manter o casamento, portanto não deveria ficar atirando esse assunto nela em cada discussão. Estava cansada disso.

- Pois saiba que em uma noite aquele garoto foi muito mais homem do que você jamais foi durante nosso casamento.

Dessa vez foi Dean quem estacou, virando-se repentinamente para ela. Toda a cor havia sumido do seu rosto e ele tremia ligeiramente. O ódio que ele sentia era palpável, mas, ainda maior que o ódio era a humilhação. Jo percebeu que dessa vez fora longe demais.

- Dean... Eu sinto muito, eu não quis...

- Quem sente muito sou eu, Jo. – Começou ele, falando lentamente e entre dentes - Sinto muito por muitas coisas: por não poder ter um filho, por aguentar suas calúnias constantes de infidelidade, por ter de falar com você pisando em ovos, porque sei que você faz um estardalhaço por qualquer coisa... Mas sabe pelo que mais eu sinto muito? Eu realmente sinto muito por ter me casado com você.

Dean virou as costas e caminhou até a porta. Parou com a mão no longo puxador cromado e falou sem olhar para trás:

- Eu quero a separação, Joanne. Cansei de brincar de casal feliz. Você pode ficar nessa casa, se quiser. Quando eu retornar, vai ser pra fazer as malas.

Joanne estava sem reação. Seu coração batia rapidamente e ela teve de se agarrar mais firmemente ao encosto do sofá. Encarava a nuca de Dean sem acreditar no que acabara de escutar. Sem acreditar que toda aquela conversa havia mesmo acontecido.

- Você só pode estar brincando...

- Pelo contrário. Agora é que a brincadeira acabou. – Ao terminar a frase, abriu a porta e saiu, deixando a futura ex-esposa boquiaberta, com mil coisas passando rapidamente pela cabeça, todas sem sentido.

-:-

No dia em que Dean o deixara em frente ao La Manzana, Roxanne tivera uma briga feia com Conchita. A mulher reunira seus pertences e estava prestes a jogar tudo no lixo quando ele adentrou seu quarto.

- O que você pensa que está fazendo?

- Ahh quer dizer que a putinha resolveu aparecer? Onde foi que você se meteu, Roxanne?

Eu fui atacado por três filhos da puta na Rua das Princesas. Levei um corte na perna, tive que ir para o hospital! E agora, quando volto, você está jogando minhas coisas fora!

- Achei que você não voltaria mais! – A voz dela, que até então estava alterada, foi diminuindo de tom. – Você sabe... As ruas são perigosas. Às vezes as meninas não voltam.

- E ainda assim você nos obriga a ir pras ruas toda semana! - Explodiu o rapaz. – Não venha se fazer de solidária, Conchita! Você é a mulher mais egoísta que já conheci!

A mulher não pensou duas vezes e esbofeteou o rapaz, que havia se curvado em sua direção.

- Seu ingrato. Te dou um teto pra morar e é assim que você retribui? Se eu mando vocês pras ruas é porque preciso de dinheiro pra pagar as contas daqui! Ou você acha que as contas se pagam sozinhas?

Conchita largou o saco de lixo com os pertences do rapaz em cima da cama e saiu do quarto, batendo a porta ao passar.

O moreno sentou na cadeira em frente à penteadeira, olhando para o seu rosto, ainda multicolorido devido aos hematomas da noite anterior, e reparou na nova aquisição: a marca da mão pequena, mas ferina de Conchita. Cerrou os punhos e varreu com a mão todo o conteúdo da penteadeira para o chão. O que sobrara dos produtos de maquiagem se espatifou no chão. Ele percebeu a burrice que fizera e começou a chorar.

-:-

Alguns dias já haviam se passado. Ele não queria admitir para si mesmo, mas não conseguia parar de pensar no cara que salvara sua vida. Dean, esse era o nome dele. Lembrou-se de um Dean que fizera parte do seu passado, mas aquele fora covarde e negligente; não movera um dedo para ajudá-lo, mesmo depois de toda a cumplicidade que havia entre eles, mesmo depois daquele beijo... O rapaz respirou fundo e sacudiu a cabeça, como que para se livrar dos fantasmas do passado que insistiam em assombrar sua vida. Acendeu o abajur que tinha uma luz vermelha e começou a se vestir para receber quem quer que tivesse interesse em seu corpo. Ligou o rádio de segunda mão que ficava sobre a penteadeira, deixando o volume baixo. Nunca admitiria a ninguém, mas deixava o rádio ligado sempre que recebia algum cliente. Durante o sexo, procurava prestar atenção na música, como um meio de fuga daquela realidade injusta; prendia-se às canções e deixava que seu corpo desempenhasse seu papel.

Preferiu deixar a luz vermelha acesa, pois dessa forma as marcas dos hematomas, que já estavam bem fracas, ficariam praticamente invisíveis. Momentos mais tarde ouviu batidas na porta, suspirou e pediu para que a pessoa entrasse.

Era Conchita. Geralmente ela dizia qual era o cliente que ele teria de receber e por quanto tempo ele pagara.

- É um cliente novo. Sinceramente não sei o que um cara como ele viu em você, mas quem sou eu pra julgar. Contanto que ele pague bem. Posso mandar entrar?

- Pode. – Ele estranhara o discurso da Conchita. Geralmente ele não falava esse tipo de coisa, ainda que fosse uma bruxa velha e mal humorada. Ficou curioso pra saber quem seria.

Aguardou deitado na cama e já estava achando que a pessoa desistira. Havia fechado os olhos quando ouviu alguém abrindo a porta.

- Ele desistiu?

- Não. Ele não desistiu, Roxanne.

O moreno levantou da cama num salto. Mal podia acreditar em seus ouvidos. A despedida havia sido difícil, mas ele nunca imaginaria que Dean fosse capaz de voltar.

- Dean?! O que você está fazendo aqui? – ele tentou controlar a voz, mas não conseguiu.

Dean explicou a briga com a esposa, as calúnias, o tom de chacota que já virara hábito na voz da esposa e, por fim, contou sobre a decisão de pedir a separação.

De repente tudo aquilo parecia uma piada de mau gosto, uma emboscada ou talvez uma perversidade do destino, pois ele sabia que sempre que aceitava qualquer coisa boa que o destino lhe oferecia, quando menos esperava, a dádiva lhe era arrancada das mãos por pura crueldade. Havia sido assim no passado e a mesma coisa aconteceria agora. Sentia-se indefeso e patético com as reviravoltas que sua vida sofria de tempos em tempos.

- Roxanne... Entenda, eu não poderia te deixar aqui, esquecido, e fingir que nunca te conheci. Há coisas que são irreversíveis.

- Le temps détruit tout. ¹ – disse o outro, encarando o loiro nos olhos com firmeza.

Dean olhou para o moreno por um tempo, espantado com a frase impactante, mas, principalmente, com o fato do outro ter ligado a palavra irreversível com a frase. Impressionou-se com a perspicácia do moreno.

- Não diga isso, Roxanne. Há coisas que ficam pra sempre.

- Le temps détruit tout. – repetiu o outro, baixinho, como que apenas para si. – Se eu tivesse que definir minha vida em uma frase, seria essa, Dean. – Havia lágrimas em seus olhos, e ele abaixou a cabeça, sentando na cama e se encolhendo em um canto. Os cabelos caíam como uma cascata em seus ombros nus.

Dean foi até ele e sentou ao seu lado, segurando seu rosto entre as mãos da forma que já começava a virar um hábito: de leve, mas com firmeza.

- A vida não é uma canção! Tampouco O Tango de Roxanne ². Por que você insiste em se transformar em um personagem traiçoeiro? Por que Roxanne, a prostituta infiel, e não Satine, a cortesã, que viveu um amor avassalador?

O moreno riu com desdém, enxugando as lágrimas que desciam pelas suas bochechas.

- Você me conheceu há pouquíssimo tempo e já acha que sabe de toda a minha vida, não é, Dean? – havia raiva em seu olhar. Uma fúria que fez Dean recuar. – Você não sabe pelo que eu passei! – gritou. – Você não faz a mínima ideia do que eu vivi até aqui, e agora vem até mim, todo engomadinho, depois de uma briga com a esposa, dizendo como devo agir. – Se calou por um longo tempo, e quando Dean ia responder, voltou a falar, dessa vez suavemente:

- Eu escolhi a Roxanne porque não sirvo para Satine. Não sou uma pessoa boa para se amar, Dean. Como poderia? Olhe pra mim! Não passo de uma piada sem graça. E ainda que você tenha gostado do que viu - o que acho realmente impossível -, como isso daria certo? Como eu poderia ser fiel à outra pessoa quando não consigo ser fiel nem a mim mesmo? – voltara a chorar, e agora estava difícil conseguir acalmar os ânimos.

Dean acariciou o rosto do outro, banhado em lágrimas.

- Você sabe por que eu vim, Roxanne? Depois da discussão, eu poderia ter ido para qualquer lugar: um hotel, um bar, mas não. A primeira pessoa na qual pensei foi você. Porque você me encantou falando que o momento em que eu salvei sua vida foi o mais verdadeiro que você vivera até ali. Me senti da mesma forma! Meu casamento não passa de uma farsa, um teatro no qual faço o papel de marido ausente e ela o de esposa ciumenta e fútil. Aquele momento em que te salvei, mais precisamente no momento em que olhei nos seus olhos e vi toda aquela gratidão desamparada, percebi que havia algo de verdadeiro ali. Algo muito maior do que as palavras podem escrever. Não sei definir, só sei que foi bom. Sei também que você não quer minha ajuda, mas pelo menos aceite isso:

O loiro se aproximou ainda mais do outro, até que seus lábios se roçaram. Roxanne levou a mão até sua nuca e o puxou pra si, iniciando um beijo que foi imediatamente correspondido. Assim que o beijo terminou os dois se encararam por um longo tempo.

- Dean... Conhecemo-nos há tão pouco tempo, e olha a situação em que estamos: nos beijando na minha cama, nessa espelunca de lugar. Por que você não pode simplesmente seguir o conselho que te dei quando nos despedimos?

- Porque eu quero você. E não digo isso somente no sentido sexual. Quero você por completo, quero cuidar de você. Não quero um personagem; Quem eu quero é esse cara que está aí dentro, debaixo de toda essa maquiagem.

- Será que você não ouviu meu discurso sobre eu não ser uma pessoa boa para se amar? O que você me oferece é a coisa mais bonita e valiosa que alguém me ofereceu até hoje, mas simplesmente não posso aceitar.

- Por que, Roxanne? – o sofrimento estava estampado nos olhos verdes do loiro. – Por que toda essa proteção? Por que você acha que não tem o direito de ser feliz?

- Porque tudo o que eu tive de bom me foi tomado, cedo ou tarde, Dean. Absolutamente tudo. E... – seus olhos voltavam a arder e a voz custava a sair – Se eu tivesse você só pra mim, te perder seria a pior coisa desse mundo. A vantagem de não ter alguém, é que não se perde ninguém.

Dean voltou a levar a mão até o rosto de Roxanne, acariciando de leve e encarando-o nos olhos.

- Pois eu prefiro ter uma semana de felicidade plena do que passar o resto da vida ruminando a possibilidade de ter sido feliz.

Ao terminar a frase se aproximou novamente de Roxanne e iniciou um novo beijo, dessa vez mais demorado e intenso. Deitou o moreno na cama e beijou seu pescoço, sentindo o cheiro doce da sua pele, mesclado a um cheiro fraco de cigarro de cravo.

Roxanne fechou os olhos, sentindo as carícias.

- Você tem certeza disso, Dean? Tem certeza de que quer ir até o fim?

- Sim. Quero proporcionar a você mais um momento como os que você coleciona, só que, dessa vez, vou acrescentar à minha coleção também.

Roxanne sorriu e acariciou o rosto de Dean, puxando-o para um novo beijo e falando, com os lábios colados aos do loiro:

- Então faça-me seu, Dean.

E assim Dean o fez, sem pressa, aproveitando cada momento. Nenhum deles jamais esqueceria aquela noite.

Do pequeno rádio sobre a penteadeira, Stevie Nicks cantava sobre uma mulher que regia sua vida como um pássaro em voo.

-:-

Roxanne deitava a cabeça no peito de Dean, ambos ainda ligeiramente ofegantes. Dean acariciava lentamente os cabelos do moreno.

- Roxanne – suspirou -, não posso te deixar aqui, você sabe disso. Não depois... Do que tivemos. Sei que pode parecer bobagem, mas temos uma ligação. Não é possível que você não perceba isso também.

Roxanne olha para o loiro e sorri timidamente.

- Sim, eu percebo. E é justamente isso que me assusta. Não quero que isso acabe.

- Não vai acabar, eu prometo a você. Tudo o que eu peço é uma chance.

- Uma chance?

- Não quero te ver aqui. Eu vou comprar um apartamento, e quero você junto a mim. Até lá vou ficar em um hotel, mas não posso simplesmente te deixar aqui. – Ele baixa a voz, olhando nos olhos de Roxanne – Não quero dividir você com ninguém; não mais.

- Dean... Está tudo acontecendo tão rápido... Eu não sei. Preciso pensar.

- Por favor. Junte suas coisas e venha comigo. Ou não pegue nada. Vamos recomeçar. Tenho certeza que vai ser bom para nós dois.

Roxanne olhava para o loiro enquanto sentia o coração disparar no peito. Seria possível que sua vida tivesse uma reviravolta, e dessa vez para melhor? Custava a acreditar que algo realmente bom estava mesmo acontecendo, mas já tomara sua decisão.

-:- -:- -:-

Dean olhava as luzes da cidade pela janela do hotel, acariciando distraidamente os cabelos de Roxanne. Já estavam há uma semana no hotel. O corretor finalmente havia mostrado um apartamento amplo, com uma vista fantástica, que ambos adoraram. Faltavam apenas algumas formalidades e então eles poderiam mudar-se de vez para lá. A semana havia sido, de longe, a melhor semana que os dois viveram até então.

- Dean... Tudo bem? – Perguntou Roxanne. Ele percebeu que Dean havia parado o carinho em seus cabelos e olhava para a janela, pensativo.

- Sim, claro. – sorriu – Eu só estava pensando em algumas coisas do passado.

- Não quer compartilhá-las?

- É que eu fico me perguntando por onde anda meu irmão.

- Seu irmão? Você nunca disse que tinha um irmão. O que aconteceu com ele?

Dean ficou em silêncio por um tempo e então suspirou.

- Não sei. É difícil pensar nisso. Nem sei se ele ainda está vivo. Me sinto tão mal pensando que eu poderia ter feito alguma coisa pra impedir.

- Impedir o que, Dean? Você está me assustando. – De repente o coração de Roxanne batia acelerado no peito.

- É uma história longa e difícil...

- Então deixa pra lá. Não quero te forçar a falar sobre o passado. Vamos falar sobre outra coisa.

- Não. Talvez seja melhor eu falar. Nunca comentei isso com ninguém, nem com a minha ex-mulher. Acho que guardei essa história por tempo demais. Preciso dividir com alguém isso. Me sinto culpado até hoje.

Roxanne havia sentado na cama e olhava para Dean atentamente.

- Bem, tudo aconteceu anos atrás e começou quando meu pai viu Sam, meu irmão mais novo, beijando outro garoto no sofá da sala...

O moreno arregalou os olhos, mas não conseguiu emitir nenhum som. Agarrava os lençóis com força, deixando brancos os nós dos dedos.


¹ O Tempo destrói tudo. Referência ao filme IЯЯƎVƎЯSIBLƎ, do diretor Gaspar Noé. (N. do A.)

² Há duas referências aqui: uma à música da banda The Police (Roxanne) e outra ao filme Moulin Rouge, no qual a música é utilizada.


Quero agradecer as pessoas que deixaram review, pois vocês me incentivam a continuar! Gosto de escrever e, antes de escrever para outras pessoas, escrevo para mim mesmo. É como se a história já estivesse escrita e apenas esperasse para ser contada. Ainda assim, reviews sempre motivam qualquer autor, portanto, muito obrigado! Espero que continuem a acompanhar!