Abriu os olhos piscando algumas vezes para limpar a visão. Seu corpo estava dormente, ela não conseguia sentir os próprios dedos.
– Volte a dormir. - Ouviu a voz de Alex, virou a cabeça tentando focaliza-lo.
– O que aconteceu? - Murmurou sentindo a cabeça rodar, parou um momento tomando ciência do próprio corpo. - Não sinto dor.
– Você tomou algum composto que eu não sei pronunciar o nome. - Alex deu de ombros, Quinn ainda não conseguia focalizar o homem. - Vamos apenas dizer que aquela espuma de segurança que você insistiu que eu esperasse ser testada antes de instalar no carro... passou em todos os testes incluindo naquele de salvar as nossas vidas.
– Que? - Piscou sentindo as pálpebras colarem.
– Dorme. - Alex se curvou sobre ela. - Apenas durma.
Assentiu com os olhos já fechados, a última coisa que ouviu foi:
– E me perdoe, mas ela está aqui.
Rachel estava atrás de um vidro olhando a interação dos dois, seus braços cruzados se apertavam.
– Ela acordou? - Santana apareceu segurando um copo de café.
– Acordou e voltou a dormir. - Respondeu friamente.
Santana rolou os olhos impaciente.
– Ela só está aqui porque estava sem o cinto. - Tomou um gole de café. - Estão procurando o carro que os perseguiu.
– E?
– Sumiu por volta do distrito 4.
Rachel soltou um suspiro irritado, seu maxilar tencionou e a veia de seu pescoço saltou quase um dedo.
– Olhei o histórico médico dela. - Santana mantinha os olhos fixos nas duas pessoas atrás do vidro. - Não te julgo. Eu também teria ido embora.
– Pegue uma equipe e se certifique que as casas e a empresa estão seguras. - A voz fria e monótona saiu pelos lábios da Berry.
– Só estou dizendo que…
– Não preciso que você entenda nada. - Virou o rosto para ela. - Não tem nada para ser entendido.
– Você foi embora. - A latina bebericou o café ignorando o olhar assassino.
– Não é da sua conta. - A voz saiu truncada por entre os dentes.
– É da conta dela. - Indicou o vidro com o queixo. - E isso pode atrapalhar o nosso trabalho.
– Eu lhe dei uma ordem. - Rachel rosnou.
– E eu vou dar um conselho. - Deu as costas indo para a porta. - Se resolva com ela antes que isso nos atrapalhe e a ponha em risco.
Rachel ergueu o queixo aprumando os ombros. Deu meia volta para o lado oposto da sala andando até a porta escondida, sua mão encontrou a maçaneta fria, mas ela hesitou. Seus olhos queimavam a madeira. Soltou a maçaneta e voltou para a posição anterior.
A rua estava vazia, o sol tinha acabado de nascer. O distrito 3 era uma zona estritamente residencial, suas ruas asfaltadas e os gramados das casas sempre verdes e bem cuidados. Era uma réplica perfeita de um subúrbio que se via nos filmes antigos.
O quarto era quente e cheio pelos gemidos que reverberavam nas paredes. A mulher na cama tinha os cabelos escuros espalhados pelos travesseiros enquanto sua mão direita se agarrava aos lençóis enquanto a esquerda entrava pelas cobertas se agarrando a cabeça que fazia um trabalho tão bom entre as suas pernas. A morena mordeu o lábio inferior soltando um gemido longo, a respiração rasa mal inflava os seus pulmões. A cabeleireira loira surgiu beijando os seios da Berry e o pescoço.
– Bom dia. - Quinn sussurrou beijando o queixo antes de lhe dar um selinho.
– Isso… - Rachel parou correndo a língua pelos lábios secos. – Unhum…
Quinn lhe mordeu o lábio o sugando suavemente piscando um dos olhos verdes.
– Me acorde assim, sempre que quiser. - Rachel a abraçou pela cintura, ouviu a risada rouca antes de examinar mais atentamente o rosto de Quinn. - Você dormiu essa noite?
– Não. - Murmurou com um suspiro a beijando na boca mais uma vez. - Estou ligada de mais pra dormir.
– Amor… - Acariciou os cabelos claros. - Sentiu dor?
– O de sempre. - Se aconchegou contra o pescoço moreno. - Não se preocupe com isso.
– É claro que eu me preocupo o inverno está chegando. - Beijou a testa pálida.
– Vamos pensar nisso quando ele chegar. - Quinn se ergueu com os braços pronta para se levantar da cama.
– Durma um pouco. - Rachel sussurrou.
– Não posso, tenho que encontrar o Alex para concluirmos um trabalho. – A beijou mais uma vez antes de se levantar.
– Gostei da visão. – Rachel sorriu vendo a loira ir para o banheiro completamente nua.
– Que bom porque ela é toda sua. – Parou na porta com um sorriso sacana nos lábios. – Vem tomar banho comigo?
Rachel encheu a caneca de café observando Quinn entrar pegando a jarra d'água e um copo vazio.
– Sem café da manhã? – Observou a loira encher o copo e tomar um comprimido.
– Sem fome. – Beijou a morena nos lábios.
– Dor?
– Apenas um incomodo. – Deu de ombros. – Amor é sério não se preocupa com isso.
– Quinn…
– Estou bem. – A segurou pelo rosto. – Nos encontramos no jantar?
– É claro amor. – Retrucou vendo a loira sair, murmurou mais baixo. – É claro.
Quinn empurrou a porta de casa, estava um breu. Checou o celular e não viu nada, sua cabeça latejava. Ligou a luz da sala e viu um sinal no plasma embutido a parede, se aproximou tocando o sinal com os dedos.
– Oi. – A voz de Rachel preencheu o cômodo. – Me desculpe, mas não da mais. Não posso ficar, não posso continuar com você. Me desculpe.
Quinn se sentou no sofá a dor de cabeça aumentou drásticamente.
Abriu os olhos sentindo a pontada entre seus olhos, parece que o composto milagroso já perdia o efeito. O quarto estava escuro e Alex não estava mais presente, olhou em volta se deparando com a silhueta feminina recortada contra a janela, ela reconheceria aqueles cabelos e o formato daquele corpo em qualquer lugar e não era necessario o perfume que invadia o ambiente. Como se tivesse sentido a mulher virou o rosto para onde Quinn estava.
– Boa noite senhorita Fabray. – Falou em voz baixa se virando para ela. – A senhorita e o senhor Pettyfer sofreram um acidente causado por uma perseguição, já estamos a procura dos individuos, mas por medida de precaução os senhores permaneceram sobre a proteção da Fundação por tempo indeterminado. Existe algo que eu possa fazer pela senhorita?
– Ir embora. – Quinn respondeu se ajeitando contra o travesseiro, seus olhos passaram a encarar o teto.
Rachel se aproximou um pouco mais parando ao lado da loira, sem hesitar colocou uma mexa dos cabelos claros para trás da orelha. Quinn puxou o rosto para longe do toque o que fez a morena suspirar pesadamente.
– Já tem tempo. – Rachel começou pausadamente, escolhendo bem as palavras.
– 5 anos, 4 meses e 18 dias, mas quem está contando? – Ironizou fechando os olhos, tentou se fazer confortável contra os travesseiros.
– Você esqueceu às 16h e os 9mins. – Rachel respondeu fazendo a loira abrir os olhos verdes. – Você não foi a única que se machucou Quinn.
– Engraçado por que se eu bem me lembro quem foi embora foi você. – Tentou se levantar, mas soltou um gemido, Rachel pousou a mão em seu ombro forçando-a a permanecer deitada.
– Olha, nós vamos discutir o passado ou você vai me ajudar a descobrir quem armou pra você? – Rachel apertou a ponte do nariz sentindo uma dor de cabeça distante.
– Na verdade eu quero continuar nesse assunto. – Quinn sorriu mais uma vez irônica. – Me diga Rachel como você se machucou?
– Quinn…
– Não, me diz como você se machucou. – Quinn a cortou seu rosto começando a ficar rosado. – Me diz como Rachel.
– Chega. – Sua voz vacilou por meio segundo. – Movemos você para um dos hospitais da Fundação, já mandei executar uma varredura nas suas casas e na empresa.
– Se você quer falar do acidente é melhor conversar com o Alex. – Retrucou amargamente. – Agora saia.
Afastou-se indo até a porta parou já com a mão na maçaneta.
– O seu pai nunca te disse não é? – Rachel perguntou ainda olhando para a madeira, recebeu o silencio como a sua resposta. – É claro que ele não te disse.
Alex se sentou na cadeira do escritório, rapidamente ligou o computador.
– Bom dia Lacerta. –Cumprimentou correndo as mãos pelos cabelos desalinhados. – Faça uma varredura dos nossos sistemas a procura de qualquer minima intereferencia.
– É claro senhor Pettyfer. – A voz sempre macia e alerta.
Alex girou na cadeira indo pegar um café quando a cafeteira apitou avisando que estava pronto. Soltou um gemido tomando tudo de um gole só, sua garganta ardeu, mas ignorou as lágrimas em seus olhos.
– Porra. – Resmungou batendo a caneca ao lado da cafeteira bateu a porta do armário.
Afastou-se se movendo pela sala, tocou um painel que se abriu revelando um armário. Puxou a camisa para fora do corpo e pegando uma limpa em troca, se afastou abotoando a roupa passou os olhos em volta.
A sala desarrumada como quando tinha deixado antes de sair a dois dias atrás, o apartamento
localizado na área nobre do Distrito 1, a sala ampla funcionava como o escritório e o quarto.
– Senhor, está tudo na mais perfeita ordem. – Lacerta concluiu a analise.
– Ótimo. Você pode me dizer algo sobre as agentes?
– Sim senhor.
– Então me diga algo. – Alex pegou dois pequenos aparelhos em forma de cubos de uma gaveta, os jogou pela mesa e na sua frente apareceu uma lista longa de códigos, começou a examina-los.
– Santana Lopez formada em medicina pela faculdade do Distrito1 na A4, exerceu a profissão por dois anos durante uma missão de resgate na extinta África. Foi contratada pela Fundação quando se voluntariou a ir ao exército tratar dos soldados da A1.
– E qual a sua posição dentro da Fundação? – Alex pressionou a tela selecionando um código, moveu o dedo até que o código aparecesse na tela do seu computador.
– É respeitada e tem a fama de ser fria durante a ação de combate.
– Vida pessoal?
– Não possui.
– Como é? – Alex parou o que estava fazendo.
– Ela não possui vida pessoal, se limita a sair com algumas mulheres, mas nunca se identifica e nunca as reencontra.
– Mulheres?
– Sim senhor.
– E a agente Berry?
– Tentou entrar para o Centro de Artes de Moscou, mas não foi selecionada, fora requisitada pela Fundação por indicação pessoal de um grande nome de lá de dentro.
– Quem?
– Não consegui descobrir senhor.
– Posição na Fundação?
– Ela é de alto escalão, só sai nas missões que realmente interessam a Fundação, quanto a sua vida pessoal também é considerada inexistente.
– Quinn já viu isso? – Encostou-se na cadeira entrelaçando os dedos na frente do rosto másculo.
– Sim, senhor.
Quinn terminava de prender as botas antes de se levantar e pegar a camisa que havia sido limpa e passada. A porta se abriu e por ela passaram Alex, Rachel e Santana. A Fabray virou a cabeça para eles estendendo o braço para a camisa, o dorso pálido tendo os seios cobertos pelo sutiã branco rendado. Rachel travou sentindo o sangue esquentar e os olhos se prenderam imediatamente a parede, ao seu lado Santana deslizou os olhos descaradamente pelo corpo esguio enquanto o sorriso fácil se espalhava em seus lábios.
– Bom dia. – Rachel manteve a voz firme.
– Hey. – Alex se adiantou lhe dando um beijo na testa antes de erguer o copo de café. – Alguma dor?
Quinn colocou a camisa iniciando o processo de fechar os botões.
– Todas presentes. – Deu de ombros, ajeitou a gola antes de pegar o copo e dar um gole. – Não da pra fazer um estoque particular desse troço que me aplicaram?
– Não. – Alex tomou um gole do próprio café.
– Você não deixa que eu me divirta. – Resmungou pegando o casaco. – Vamos?
– Você deveria ir para casa. – Rachel falou calma. – Ordens médicas.
– Tenho algo mais interessante para fazer. – Quinn retrucou com grosseria. – A reunião com o Governador da A2 ainda está de pé?
– Após o almoço. – Abriu a porta. – Já acertei o seu período aqui.
– Quanto? – Quinn olhou para uma enfermeira com um leve sorriso.
– Dois anos. – Deu de ombros. – Peguei o seu carro.
– Sem problemas. – Observou o carro descer até o vão em que se encontravam e delesair um homem alto e forte.
Alex se virou para Rachel assim que Quinn assumiu o volante.
– Ela tem que descansar. – A Berry abaixou o tom de voz.
– Ela não vai para casa, é teimosa você sabe. – Alex respondeu sentindo os olhos de Quinn queimarem em suas costas. – Deixe-a quieta e fique por perto.
– Vai deixa-la dirigir?
– Ela está te desafiando, apenas relaxe. – Suspirou rolando os olhos. – Vocês vem com a gente?
– Estamos logo atrás.
Alex acenou com a cabeça entrando no carro.
Quinn desceu o nível da pista em que trafegavão até o nível da rua, desligou o sustenma anti-gravidade acionando as rodas, pelo retrovisor viu as duas motos da Fundação. Acelerou pelo asfalto entrando pela garagem subterrânea.
– O que foi divulgado? – Quinn soltou o cinto.
– Eu autorizei a divulgação do nosso acidente. – Permaneceram no carro enquanto um escaner verificava a garagem.
– Ok. – Apoiou a cabeça contra o encosto. – Vai me mandar para casa?
– Adianta se eu falar algo? – Alex suspirou. – Você quer desafia-la. Enquanto você conseguir se manter nesse jogo em vou deixar.
– Porque ela? – Fechou os olhos claros.
– Eu não sei. – Suspirou. – Apenas tente deixar ela fazer o trabalho…
– Não. – O interrompeu. – Não preciso de proteção.
– Quinn. – Sua voz abaixou ficando firme e séria. – Eu até concordo que ela perto mexe com você e você vai querer levantar as barreiras e se refugiar, mas você não vai ficar brincando com a sua segurança.
Quinn resmungou empurrando a porta do carro para cima, Alex saiu logo atrás vendo Rachel se aproximar.
– Mandarei fazer uma varredura na empresa. – Informou aos dois. – Meus homens montaram postos fazendo rotação de 30mins e os senhores permaneceram sempre com um Agente neste caso com a Agente Lopez ou a mim mesma.
Quinn abriu a boca para retrucar, mas Alex segurou seu braço sorrindo para Rachel.
– É claro.
A mulher morenade cabelos escuros que desciam suavemente pelas costas, os olhos escuros se mantinham ficos na entrada do corredor.
– Senhora Fabray. – Se adiantou assim que viu a chefe. – Senhor Pettyfer, fico feliz em vê-los bem.
– Emilly. – Alex sorriu enquanto Quinn se adantava rapidamente.
– Tudo está na mais perfeita ordem. – Se dirigiu a chefe. – Deixei sobre a sua mesa os projetos mais importantes.
– Excelente. – Passou pela mulher empurrando a porta do escritório, Rachel lhe acompanhou enquanto Santana seguia Alex. – Emily tem algo sobre o desenvolvimento do novo jogo?
– Terceiro da esquerda para a direita. – Emily observou a morena silenciosa observar a sala.
Quinn tocou um painel em uma parede lateral, ao lado de um quadro. O compartimento de roupas limpas apareceu.
– Lacerta. – Chamou retirando a blusa que estava danificada. – Prepare o sistema de projeção.
– É claro senhora. – Lacerta respondeu. – Se eu pudesse sentir emoções diria que estou feliz em vê-la sem danos.
Quinn se virou colocando o suéter, Emily indicou a bandeija com a refeição matutina.
– Devo retirar?
– Não. – Puxou as mangas, odiava sentir os antebraços presos. – Obrigada.
A mulher acenou com a cabeça e se retirou, a loira se adiantou para a mesa. No canto esquerdo superior estava um objeto cilindrico na horizontal onde por todo o seu corpo existiam pequenoscilindros de 5cm de uma matéria semelhante ao aço. Quinn pegou o terceiro da esquerda para a direita antes de se esticar pela mesa colocando o cilindro em um abertura até sobrar pelo menos 1cm para fora e ela o girar em seguida fazendo com que uma quadra de basquete surgi-se no meio da sala. Pegou duas luvas na gaveta e as vestiu rapidamente.
– Roda a simulação. – Ordenou, ergueu as mãos e fez um movimento como se abrisse a tela e imediatamente a quadra se ampliou.
Seus olhos analisaram os jogadores entrarem em quadra e a partida se iniciar. Retirou a luva para poder pegar o café e tomar o gole sem nem desgrudar os olhos do movimento do jogo.
Ocupou a boca com um pedaço de torrada amanteigada, franziu as sobrancelhas.
– Para. – Ordenou tomando outro gole de café. – Mande um memorando, interfasse precisa ser melhorada e a funcionalidade deixou a desejar. – Quero um jogo realista e não essa porcaria. Mande fazer as melhorias e eu quero uma demo para mim até o final da tarde.
– É claro senhora. – A projeção terminou e a sala ficou em silencio.
Rachel permaneceu parada e em pé próxima a porta durante todo o tempo, Quinn a encarou por breves momentos antes de se afastar indo para a janela.
A visão da sala era privilegiada, poderia ver praticamente todo o 1º Distrito. As pistas expressas eram acima do nível da rua, muito acima e nelas os veículos se utilizavam do sistema AG(Anti-Gravidade), as pistas eram divididas em três níveis de altura de acordo com a velocidade e o caminho que queria seguir. Para se transitar por entre as vias era utilizado uma espécie de elevador, o mesmo que alguns prédios utilizavam e que os permitia acesso direto ao andar desejado.
Quando se estava ao nível da rua os carros deveriam trafegar sobre suas rodas, sendo expressamente proibido utilizar o sistema AG. Os prédios se mesclavam entre fachadas novas e antigas fazendo com que a malha urbana sofresse um choque estético.
– Sobre o que é o jogo? – Rachel quebrou o silencio tenso.
Quinn ergueu a cabeça aprumando os ombros com um gesto brusco.
– O jogo é sobre um esporte que era muito práticado a cerca de um milênio. – Lacerta respondeu prontamente. – Chama-se basquetebol.
– Lacerta. – Quinn chamou irritada. – Segredos coorporativos te lembra algo?
– Perdão senhora, mas devo lembra-la que fui dotado de sensores de pressão e leitura corporal. – Lacerta retrucou. – Sei quando alguém mente ou está mal intencionado. E além disso também fui dotado de vários fatos sobre a Agente Berry, desde fotos a vídeos além dos seus gostos e desgostos. Fatos que a senhorta mesma inseriu…
– Chega. – Quinn se virou. – Deixe-nos.
Rachel examinou o que podia ver do rosto de Quinn que estava voltado para a mesa.
– Emily. – Chamou aprumando o corpo. – Leve isso.
A morena entrou pela sala recolhendo a bandeja de café rapidamente, sem ousar olhar nos olhos da chefe, Rachel esperou a mulher sair para poder se aproximar de Quinn.
– Não. – A Fabray Falou em voz baixa. – Não fala nada.
– Temos que conversar. – Rachel suspirou.
– Eu não quero. – Ergueu o rosto para encar a Agente, seu rosto estava vazio de expressão. – Não quero conversar.
