Saint Seiya não me pertence e sim a Kurumada além dos respectivos meios... Como sabem é uma fic sem fins lucrativos e toda aquela história que estamos cansados de lê.

Aviso: Fic pode sobre mudança como classificação ou conter tipo: Yaoi, Yuri e/ou casal hetero. Talvez palavra de baixo escalão, descrição de violência de quase todos os gêneros. Então aqueles que estão acompanhando estou a advertir. Para aqueles que não estão nem ai. Boa leitura.

Agradecimento: Primeiramente obrigada Ana essa fic é baseada em uma história que tinha escrito de presente de aniversário para ela. Gostaria de agradece a Saulo, sem a pequena ajuda dele acho que não teria seguido com a loucura de posta essa fic.

Resumo: Um soro que "cura" quase todos os males. Mas o que irá acontece se uma lenda conviver com pessoas inexistentes? E estranhos fenômenos começarem a surgir no Santuário.

Beta: Sem

O soro

Saori não entendeu o motivo de estar indo a uma das sedes do projeto. Recebeu um telefonema logo cedo pedindo a sua presença. Resolveu ir acompanhada, caso precisem de algo ou até se eles passassem alguma informação, sendo assim os outros cavaleiros poderiam manter-se informados. Foram pegos por um carro e guiados até a sede.

Por incrível que pareça estava localizada na Grécia. Em um ponto tão comum que deu até medo se algo de ruim ocorresse naquele lugar. Quantas pessoas inocentes saíriam machucadas? Entraram no estacionamento do prédio de cinco andares segundo o endereço que recebe da ruiva. Ao descerem do carro que foi disponibilizado pela própria Suely, a Deusa e mais cincos cavaleiros não entenderam quando um homem os esperava no elevador.

- Saori?

Ela afirmou que sim, com a cabeça. Os seis observaram que ninguém além deles entrou naquele elevador onde o rapaz os esperava. Ao verem a porta fechada e o rapaz sorriu para todos, colocou a mão na parte metálica do elevador. Que leu a mão do condutor, já que não havia nada além do painel.

- Eles chegaram Senhora.

Todos se voltaram para a câmera que o rapaz olhou e a viram se mover como se gravasse cada rosto naquele cubículo. Em vez de subir, o elevador desceu. O rapaz sorriu mais uma vez e os seis ficaram incomodados com aquela alegria toda dele. Só ficaram aliviados quando a porta foi aberta. Todos saíram menos o rapaz, que acenou com uma das mãos antes da porta se fechar.

- Saori!

- Sim. – Voltou-se para a voz.

- Sou Paula. – A mulher de cabelo alaranjado, curto, repicado, alta, de formas definidas e vestida com um uniforme azul piscina os esperava. – Sou a auxiliar de Suely. Prazer em conhecê-la. – A pele bronzeada denunciava que passava mais tempo fora da instalação. Os olhos na cor rosada percorreram a todos que haviam saído do elevador.

- Muito prazer. – Saori falou em nome de todos e viu Paula os cumprimentar no estilo oriental. - Houve algum problema?

- Acho melhor a Senhora fala diretamente com ela. – Colocou a mão em um painel metálico que fez a mesma leitura do elevador. - Acompanhe-me.

Uma porta se abriu que dividia o elevador e o laboratório em si. Os cavaleiros ficaram impressionados com a segurança. Mas porque tanta segurança em um local como aquele? Segundo foram informados pela Deusa, eles só deveriam abrigar as pessoas que estavam passando por um tratamento. Será que a Deusa não os informou bem?

Enquanto seguiam a mulher, notaram que todos usavam o uniforme que possuía detalhe em cinza na cintura e na gola. Alguns eram uma espécie de macacão e outros pareciam um conjunto de calça ou short e camisa. Basicamente a cor predominante é azul piscina independente do modelo.

- Perdão. – Paula olhou um dos cavaleiros. – Nós não devemos usar uma roupa igual a sua?

- Bem...

- Kamus. – Apresentou-se o cavaleiro.

- Senhor Kamus as pessoas que usam essa roupa são as que trabalham com o projeto. Como vocês são visitas não há necessidade de usarem essas roupas. Apesar de que é meio fora de moda.

O aquariano não entendeu o porquê deles não usarem a roupa, além do fato de serem visitas, esperou que não houvesse perigo de contagio ou algo perigoso. Seguiram pelos corredores vendo inúmeras pessoas trabalhando em laboratórios de última geração. Tinha maquinário e tecnologia que não havia em nenhum outro local do mundo. Pararam em uma das salas aonde visualizaram em um telão a imagem de uma loira.

- Eu não estou pedindo, estou mandando. – A porta estava aberta, mas ninguém ousou entrar. - Você recebe ordens Ariel e, como todos, deve obedecer.

- Sim Senhora. A chefia manda e eu obedeço.

- E não se atrase.

- Sim general.

A tela ficou translúcida mostrando uma sala adjacente. Paula entrou, indicou os lugares onde deveriam se sentar e logo em seguida tocou o ombro da ruiva.

- Agradeço Paula.

- Disponha Suely.

Suely, pelo que todos entenderam, era que dava as ordens naquele lugar. Ruiva, estatura mediana, olhos verdes vivos, corpo proporcional, algumas sardas espalhadas pelo corpo que estava exposto pela roupa que usava.

- Bem Saori, sinto que você veio acompanhada.

- Sim. – A jovem notou que naquele momento os olhos da ruiva não se mexiam. – Vim com cinco cavaleiros.

- Infelizmente não os verei. – Notou que havia algumas pessoas a mais por causa do som dos passos. - Mas podem se apresentar. Guardo bem as vozes. Sou Suely tomo conta desse laboratório.

- Kamus. – Iniciou o aquariano. – Cavaleiro de Aquário.

- Hum...

- Sou Miro. – Balançou um das mãos para comprovar que ela não o viu. – NOSSA!

- Você deve ser o comediante.

- Ela é adivinha Ka. – Os cinco queriam que o chão abrisse e os engolisse. – Sou o cavaleiro de Escorpião e como...?

- Pelo seu tom de voz.

- Sou Shura. – Achou melhor seguir as apresentações antes que viesse mais pergunta idiota. - Cavaleiro de Capricórnio.

- Saga, cavaleiro de Gêmeos.

- Mu, cavaleiro de Áries.

- É um prazer em conhecê-los, mesmo só em voz. – Paula pegou uma pasta, tocou a mão da ruiva e deu à jovem Deusa a pasta enquanto a ruiva falava. – Nessa pasta há a ficha de alguns. Bem, como eu tinha comentado com você, íamos levá-los hoje ao Santuário.

- Mas houve problemas. – Tomou a palavra Paula. – Não conseguimos contato com a base na Austrália.

- Austrália? – Indagou Saori.

- Sim. – Continuou a auxiliar. – Vamos enviar um dos nossos, mas creio que...

- UAU! – A loira entrou na sala sem cerimônia e ficou olhando os cavaleiros. – E depois dizem que os Deuses não são espertos. Atena pegou uns gostosos.

Paula e Suely ficaram coradas, até Saori não sabia o que falar. Sem pudor ia se apresentar e apertar a mão de cada um, mas os dedos da ruiva trambolhando na mesa a fez ficar no local onde estava.

- O que perdi?

- Com eu ia dizendo. – Voltou a falar Paula. – Vamos enviar um dos nossos, mas creio que a Senhorita deveria deixa um dos seus irem também. Assim tem um pouco de conhecimento.

- Não haverá nenhum problema? – Falou meio receosa Saori.

- Esquenta não Atena. – Voltaram-se para a loira. – Comigo é como estar perto de Zeus.

- Seria melhor de Hades. – Murmurou Paula.

- Bem vamos então. – Ariel tomou as rédeas da situação. – O esquisito dois e o que tem cara de tarado sigam-me.

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Miro ficou secando a loira. Ariel tem uma pele branca, olhos azuis, da cor do céu, os cabelos dourados escorriam pelas costas, um corpo bem escultural, alta e demonstrava que não tinha vergonha. Apresentou-se para os dois que fizeram o mesmo enquanto se dirigiam para algum lugar naquele laboratório.

- O tarado quer fazer o favor de para de me secar.

- Como...?

- O seu reflexo.

Mu conteve o riso quando a loira bateu em um dos vidros que refletia a imagem deles e os três seguiram por um túnel. Pararam em uma sala onde havia um monte de armas e equipamentos, protegida por uma parede transparente.

- Olha, hoje eu quero o melhor...

- Ariel, ela pediu só o básico. – O rapaz atrás do balcão que tinha acesso a tudo do outro lado da parede lhe deu duas armas. – Com elas você pode matar uns cem...

- Até a munição acabar. – Pegou as armas e começou a andar. - Merda!

Sem entender nada os dois cavaleiros a seguiram por outro corredor que, em vez de ter paredes transparentes ou de vidros, começaram a ficar escuras. Ao longe se ouviam alguns sons de motores ou geradores de energia. Talvez aquele corredor possa os levar numa segunda saída. Mu não acreditava que o local só tinha uma saída. Imaginou inúmeras coisas, mas algo veio a sua mente e resolveu perguntar a Ariel.

- Que mal lhe pergunte. – Ela olhou o lemuriano. – Para que as armas?

- Cangurus mutantes.

- Como? – Miro não entendeu ou será que interpretou mal.

- Vocês enfrentaram o cão chupando manga e tem medo de cangurus mutantes?

Ambos os cavaleiros não entenderam o que significava cangurus mutantes, só a seguiram. No final do longo corredor viram um hangar com um jato. Mu olhou o amigo e depois a loira conversando com outro cara. Decididamente aquele lugar mais parecia um cenário de filme. Miro só esperou que os tais cangurus mutantes não gostassem de carne humana. Principalmente a sua.

- Tommy, quero chegar inteira. Ainda não cumpri a minha cota hoje.

- Pode deixar gata. – O homem vestido com uma roupa própria para pilotar o jato olhou os dois homens atrás da loira. – E eles? – Apontou discretamente para os cavaleiros.

- A chefia mandou. – Deu os ombros. - Espero que nada de mal tenha acontecido.

- Você espera? Quer saber? – A loira o olhou. - Então entra no X-jato que batizei ontem e vamos ver pessoalmente.

- X-jato? – Balançou a cabeça e riu do nome do jato. - Anda vendo muito filme.

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A viagem foi tão rápida que nem deu tempo de curtir a paisagem. Logo os três deixaram o jato para trás, escondido além de seguro, e seguiram de jipe pelo deserto australiano.

- Afinal o que tem nesse laboratório?

- O esquisito dois. – Mu revirou os olhos. – Lá tem um dos nossos. A "nova" geração. Sempre quis dizer isso. – Sorriu.

- Você tem um parafuso a menos?

- Creio que sim.

- E porque eles estão lá?

- Tem pessoas de todos os gêneros nesse mundo. – Avistaram um prédio de dois andares no meio do nada. – E há alguns meses mataram um dos novatos. Outro novato foi aberto como se fosse um animal para ver o que ele tinha de especial. Respondi a sua pergunta? – Falou tão sério que até ela teve medo das palavras que proferiu.

Miro olhou o outro que tentava entender o que aquelas pessoas tinham de tão especiais para serem mortas. Entraram pela garagem do edifício e viram um elevador igual ao do laboratório da Grécia. Ariel colocou a mão em uma parte metálica que não abriu a porta e nem fez a leitura da sua mão.

- Não me diga que deu curto?! – Aberto um botão ao lado do material metálico. – Raul? – Nada. – Raul?

Depois de um tempo se ouviu estática. Sem paciência a loira sacou uma das armas e atirou na parte metálica que estourou abrindo o elevador. Deu uma olhada no cubículo para ver se estava tudo seguro.

- Bem, gostosos, acho que a coisa esta feia lá em baixo. Então peço que, seja lá que truque que vocês usem. – Olhou-os. – Usem.

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Assim que o elevador abriu, em um dos andares do subsolo, a cena não era um das melhores. Havia corpos espalhados por todos os lados. Funcionários vestidos com o mesmo uniforme de Paula, só que na cor verde água, alguns seguranças que estavam uniformizados com a cor preta e outras pessoas com roupas cinza com um capacete cobrindo o rosto, todos mortos.

- Humanóides. – Examinou uma das pessoas com a roupa cinza.

- Humanóides? – Questionou Miro.

- É. São soldados que se parecem com humanos, mas são máquinas. Tanto que se você os vê no meio da rua nem percebe a diferença.

- E quem fez esses humanóides? – Perguntou Mu. – Eles têm que ter um mentor por trás disso.

Viu a loira se aproximar em uma parede onde havia uma espécie de terminal. Esse terminal é preto com uma base que deve se encaixar com outro aparelho. Miro deu uma olha no local e notou que o local é idêntico ao da Grécia.

- Uma organização maluca. – Colocou uma espécie de palmtop em um terminal na parede. – Se esses infelizes estão aqui. Houve algo com os novatos. – Retirou o aparelho do terminal. – Só espero que alguém esteja vivo. – Murmurou.

Os cavaleiros olharam o aparelho que ela manipulava e viram pontos vermelhos na tela.

- São eles?

- Mu. – Estranho ser chamado pelo nome. – Talvez não seja um dos nossos.

- Onde eles estão?

- Miro. – Ela apontou uma escada. – A dois andares abaixo de nós. No setor oito.

Desceram as escadas com cautela, esperando por qualquer movimento e vira um enorme portão escrito "setor oito". Ariel explicou que ali é a sala mais segura de toda base. Em cada laboratório tem uma espécie de setor seguro onde os sobreviventes esperam por socorro, no mínino uma pessoa ou grupo pode ficar ali por dois meses, isso depende da situação de saúde de cada pessoa.

- Bem... Acho que vocês vão fazer seus truques. – Ariel e Miro se afastaram. – A porta só abre por dentro. Então, caso eles comecem a atirar, é melhor mandar chumbo.

O escorpiano se preparou para qualquer imprevisto, assim como Ariel, Mu viu que os dois estavam prontos e preparou para usar o cosmo. Caso algo viesse contra o lemuriano era só se teletransportar para o lado dos dois. Concentrou-se e...

- Extinção Estelar!

A porta sumiu e de dentro do local viu um homem sentado em uma mesa com uma arma na mão vestido uma roupa de civil olhando o lemuriano.

- Que diabos...! – Preparou-se para atirar, mas foi interrompido por uma voz.

- Não atira Raul!

- Ariel?!

- É. – Apareceu atrás do ariano seguida do escorpiano. – Só você sobreviveu?

- Claro que não. – Olhou uma parede. – Ajude-me a tirar o móvel.

Desceu da mesa e foi ajudado por Miro. Ao afastar o móvel viram um buraco.

- Podem sair meninas.

A primeira a sair foi uma adolescente de pele clara quase tão clara quando os seus cabelos loiros claros. Os cabelos longos, finos e ondulantes iam até a cintura quando ficou em pé, ela ajeitou a franja reta. Miro viu os olhos castanhos levemente puxados para o amarelo, grande para aquele rosto. Pegou-se olhando o rosto sem marcas e o corpo da jovem, apesar de ser baixa, é bem desenvolvido. Os pequenos detalhes foram rapidamente captados pelo mesmo. A boca grossa, o nariz pequeno, as sobrancelhas bem desenhadas e a voz...

- Obrigada. – Baixa e quase infantil.

- Disponha. – Sorriu para a jovem.

- Que fazer o favor de largar a mão de Dietrich, seu tarado.

Ao ouvir a voz de Ariel o cavaleiro acordou para a realidade quando viu que havia mais alguém saindo. Sorriu sem jeito e ajudou mais uma... Mulher?

A segunda a sair chamou a atenção de Mu também. A pele pálida contrastava com os olhos negros e o cabelo castanho escuro ondulado. Ao ficar de pé a altura mediana parece desproporcional ao corpo já que se percebia, pela roupa do laboratório, que não ajudava muito em esconder as pernas são grossas e os braços finos.

- Obrigada.

- Disponha.

- MIRO! Solta a Beatrice. Olha o buraco homem!

Mu resolve facilitar as coisas e foi tentar ajudar, porém, ao ver a adolescente que saiu do buraco, não deixou de admirar. A pele alva, sem nenhuma mancha. Os cabelos vermelhos longos desciam até a cintura quando ficou em pé, ela ajeitou a franja para o lado direito, que cobriu levemente um dos olhos de cor âmbar. Sorriu pela ajuda que deixou com uma aparência delicada e um pouco infantil. Ainda segurando a mão da jovem, reparou na altura que deveria ter 1,60 e no corpo normal.

- Obrigada.

- Disponha Senhorita...

- Shirayukl. – Ficando um pouco corada.

- Senhorita Shirayukl.

- E eu?

Ouvira mais uma voz do buraco na parede e Mu educadamente deu a mão. A adolescente de cabelos verde escuro, os olhos da mesma cor. Ao ficar de pé notaram o longo cabelo que ia até a cintura, a estatura mediana, a pele clara e o corpo normal.

- Bella!

- Eu?

- Não tem mais ninguém escondido?

- Ariel. – Sentiu a mão de Raul e o olhou enquanto falava. – Somos os únicos que sobreviveram.

- Mas...?

- Eu tentei, mas eram...

- Preciso de um tempo.

Viu a loira se distanciar e os cavaleiros repararam no tal Raul. Um homem alto, moreno escuro, olhos castanhos claro, uma cicatriz no rosto, que sai da sobrancelha direita até perto dos lábios, lhe dando um ar de mal. Tirou do bolso um maço de cigarros e parou quando viu as meninas o olhando.

- Certo! – Elas sorriram. – Fumar só fora da base.

- Obrigada Raul.

- Pelo que, Dietrich?

- Por nos proteger. – Beatrice falou mesmo sabendo que poderiam ter morrido como os outros.

- Quando tudo estiver certo, nós quatro vamos juntar um dinheiro e comprar um remédio para você parar de fumar.

- QUÊ?! – Quase caiu no chão. - Mas Shirayukl eu não sou...

- Você é um viciado em nicotina.

- Até você Bella! Ariel vamos embora. – Abaixou o tom de voz. – Antes que elas me convençam a parar de fumar. – Gritou. – ARIEL!

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Os oito saíram do laboratório indo direto para o jato onde Tommy já tinha abastecido o tanque e esperava pela volta de alguém vivo. Sabia que, se em menos de uma hora ninguém desse sinal de vida, deveria decolar e retornar à base. Caso isso mesmo ocorresse ia ser uma tropa chegando com artilharia pesada e só Deus sabe o que ia acontecer.

Tommy também sabia que, ao entrar naquele projeto, tinha que assinar um monte de papelada. Já que era do conhecimento de todos que, o projeto que antes era nada mais nada menos que uma experiência, poderia ocorrer mortes. Sim. Se caso houver uma invasão, por assim dizer, em alguma instalação, os que não conseguissem fugir deveriam afundar com o barco.

Como ainda não avistou fumaça ou nada de estranho, cogitou pelo pior. O provável invasor já tinha dominado o local. Porém, sorriu ao ver dois jipes, mesmo que poucos tenham sobrevivido, sempre havia uma esperança. Esperou se aproximarem e viu todos descerem, não gostou da expressão da loira.

- Ari...

- Prepare o jato.

- Mas...

Todos tomaram um susto quando o laboratório foi pelos ares. Por instinto, todos se jogaram no chão menos Miro que ficou em posição de combate e Mu que levantou a parede de cristal. Ariel olhou a todos como se dissesse: "Por que ainda não partimos?".

- O que foi isso? – Perguntou Dietrich ainda com a mão na cabeça.

- Eles voltaram. – Ficou assustada Beatrice, que olhava, mesmo no chão, para os lados.

- Raul! – Gritou Shirayukl, procurando a pessoa que as protegeu, com os olhos.

- Eu não quero morrer. – Murmurava Bella.

- QUE MERDA ARIEL! – Gritou Raul se levantando e dando uma tapa na face da loira. – SE QUER MORRER, MORRE SÓ. – Ela não fez nenhum movimento.

- O que aconteceu? – Perguntou Miro sem entender a reação de Raul.

Mu parou o que fazia e os separou. Raul rodeava a loira, que ainda olhava a fumaça que subia ao longe, como se ninguém além dela estivesse ali. Mas algo chamou a atenção de todos quando um ruído, ou melhor, um sinal de alerta de dentro do jato.

- Aeronave. – Tommy entrou correndo.

- SUBAM TODOS. – Gritou Raul.

Mu puxou a loira e Miro ajudou as garotas a entrarem no jato, quando viram uma sombra sobrevoarem por cima deles.

- Quantos? – Perguntou Raul.

- Talvez só um. – Tommy já ia sentar na cadeira quando uma mão pousou no seu ombro. – Hum?

- Eu piloto.

- QUE?! – O escorpiano pulou da cadeira e não acreditava quem ia pilotar o jato. – Você não vai deixar...?

- Raul? – O piloto se voltou para a única pessoal que tinha mais juízo naquele local.

- Se é para sairmos vivos... Acho melhor apertarem os cintos...

Uma risada fez todos pararem o que faziam e escutar o rádio do jato. Raul sabia quem era no outro lado. Apertou o botão e falou mesmo que aquele gesto os colocasse em risco.

- Não acredito que você destruiu o laboratório.

- Não. – A voz carregada do outro lado não deixou dúvidas de quem era. – Creio que a sua amiguinha fez o que estava no protocolo. Não foi querida? – Todos olharam a loira. – Talvez por saber que eu poderia conseguir algo lá, não é?

- Você acha... – Tentou controlar o medo que sentia e abaixou a cabeça. – Que eu deixaria você obter os dados que estavam lá? – Raul olhou a mão da amiga que tremia. – Você nos destruiu, nos traiu e matou o meu filho...

- Perdão! – A voz nem parece abalada. – Você não me ouviu. Não mandei se casar com um idiota como...

- Já chega seu imbecil. – Levantou a cabeça e os olhos azuis ganharam a coloração negra. – Pegue-nos se puder.

Desligou o rádio e todos se sentaram em seus lugares. Em pouco tempo estavam no ar sendo seguidos por um jato mais moderno. Sem piedade foram atingidos por alguns disparos e mesmo fazendo algumas manobras não estava conseguindo despistar o perseguidor. Foi quando uma luz vermelha e a voz elétrica repetia a mesma mensagem.

- ALERTA! ALERTA!

Miro se segurou tão forte na cadeira que se fizesse mais um pouco de força a cadeira quebraria. Mu já tinha perdido a cor no momento que foram atingindo pelos primeiros disparos. Bella já estava rezando para qualquer um que a ouvisse. Dietrich espiou a todos e, numa ação estranha para si, pegou a mão de Bella, tentando passar coragem, mas estava com tanto medo quando a outra.

Beatrice estava começando a enjoar de tanto ser chacoalhada de um lado para o outro mesmo que todo aquele movimento tivesse a intenção de salva-los. Shirayukl não estava com sua melhor aparência, mas tentava não ficar enjoada, olhando um ponto do jato. Tommy mesmo com a sua experiência tinha que tirar o chapéu para Ariel. Mas depois pensou que talvez o soro fosse responsável por toda aquela proeza. Só esperava que não desse um apagão nela e ai sim teriam problemas, já que Raul é que estava sendo o co-piloto.

Raul estava tentando encontrar as armas naquela sucata, mas infelizmente aquele jato era estilo passeio. Isso significava que não havia armas. Pensou como alguém enviaria uma aeronave sem armas. Percebeu o alerta e viu dois mísseis, olhou para o piloto, que tinha um sorriso nos lábios.

- SEGUREM!

Foi antes de sentirem que estavam subindo com dois mísseis os perseguindo. Seja lá qual for a idéia da loira, todos no jato esperavam que ela os levassem vivos para casa. Foi quando, inesperadamente, ela deu meia volta e desligou as turbinas. Caindo rumo ao chão, mas viram um jato subindo e os dois mísseis fizeram uma curva os seguido.

- Liga as turbinas e desvia...

- Não!

- ARIEL!

Ligou as turbinas no momento certo, desceu mais e mais... Só desviou quando passou raspando na outra aeronave que tentou desviar do míssil, porém, acabou explodindo. Todos no jato já cantavam vitória quando, novamente, as luzes ficaram vermelhas e a voz eletrônica ecoou.

- ALERTA! ALERTA!

Um dos mísseis não acertou a aeronave inimiga. E o clima ficou tenso quando o primeiro jato começou a disparar contra eles. Foram acertados, entretanto o piloto continuava firme mesmo com o sinal sonoro avisando. Indo de encontro ao seu alvo.

- Desvia...

- Ele vai pagar. – Fez uma manobra desviando dos tiros. – Por tudo. – Acelerou mais. – Isso é pelo meu filho.

Fez o mesmo movimento, desviando do primeiro jato, que não teve tempo para manobrar, recebeu o míssil. Quando o inimigo foi abatido, todos respiraram aliviados.

- Ariel, vamos para o laboratório na Grécia? – Questionou Tommy.

- Ariel desmaiou. – Informou Raul que deu uma olhada na amiga. – Vamos para casa.

- Você sabe pilotar?

- Relaxa! – Pegou o controle da aeronave. – Sei pilotar coisas mais velhas que isso.

- EI!

O jato cortou o céu seguindo para a Grécia. Com os sobreviventes felizes, dois cavaleiros achando que estavam num filme, um piloto impressionado, uma mãe vingada e um viciado em nicotina louco para pousar aquela banheira e fumar.

Continua...


NOTA: Ufa! Um capítulo postado, ou melhor, o segundo capítulo. Bem tive algumas dificuldades com essa fic. A primeira: detalhes, eu não sou detalhista e isso me prejudica porque vejo as cenas já se desenrolando. Segunda: aparência, sou péssima nisso, espero que tenha feito bem essa parte. Terceira: desenvolver a fic em cima de uma história antiga. Tive que, sinceramente, adaptar algumas coisas. Quarta: dois aquarianos juntos ninguém merece, mas agradeço a Saulo pela ajuda.

Lembrei de algo. Perguntaram-me se a fic seria ficção. Na real, vai ser uma ENORME ficção. Já que tem muita mentira nesse meio. Principalmente a história do soro. Tem passagens que vai ser tanta mentira que não vai contradizer com a realidade. Espero que ninguém fique maluco com a minha imaginação um pouco fértil. Certo. Bastante fértil.

Bem... As fichas. Recebi em pouco tempo muitas fichas. Surpreendi-me com a rapidez que todos os cavaleiros arrumaram seus pares. Claro que eu errei em algumas coisas, mas erros, às vezes, são acertos. É simplesmente esqueci-me de mencionar uns detalhes, mas acho que ficou interessante. Ah! Fiquei feliz pelos meninos que mandar seus personagens e tive meu objetivo pessoal alcançado. Ninguém vai ficar sem beijar alguém nessa fic. Mesmo que seja selinho. Brincadeira.

Ao poucos os personagens iram aparecer e os cavaleiros terão uma mínima participação agora, porém depois, só Atena sabe. Mas sem pressa. Não sei se fiz bem colocar um pouco de emoção, mas sou impaciente e até Saulo me pergunto quando iria vê a ação. Acho que essa parceria vai dá o que falar.

O que mais...? Quem foi selecionado...? Acho que não deve colocar... Depois comento isso. Bem... Certo. Nada de suspense. Sobre as escolhas foi difícil. Mas optei por fazer as escolhas de acordo com a personalidade e a história. Foi difícil, mas não houve brigas. Com comentei no aviso e peço sinceras desculpas, mas não pude avisar a todos que enviaram as fichas. Além de selecionar e colocar em ordem. Tive que entrar em contato com algumas pessoas. Creio que ainda faltam algumas pessoas que não preencheram totalmente as fichas, não me recordo quais são. Perdão pelo erro.

E aqui estão os felizardos...

Mu par Shirayukl Akane

Aldebaranpar Samira Aiysha AlSaud

Saga par Angelina Ferazza (Lina)

Kanon par Bella

Máscara da morte par Beatrice Legrand

Aioria par Iskra Zora

Shaka par Mia Alves Oliveira

Dohko par Mayumi Shinomori

Miro par Dietrich

Aioros par Thabata Vincenzzo

Shura par Skuld

Kamus par Keity

Afrodite par Andromeda

Shion par Ana Santorini

Andre Solano par (?)

Shihyo Aoshi par (?)

Mouki Nakoyama par (?)

Bem os três últimos são suspense mesmo porque ainda não escolhi, entre tantas pessoas, quem vai ficar com esses três. Ui! Mas garanto que um já tem um par. Sou má. Os outros dois bem... Estou pensando em algumas candidatas. Ae! Acho que não faltou ninguém. Caso faltou alguém me avise. Sou cem por cento esquecida. Acho que é só.

Espero que todos fiquem felizes. Porque deu trabalho. Mesmo ouvindo tudo que é estilo de música para me acalmar e dá idéias, consegui terminar. Agora é com vocês. Dependendo de como será a reação de cada um, vejo como será desenvolvido o próximo capítulo. Só lembrando não sou a favor de violência, fumo, palavreado nem nada. Peço perdão se fiz algo forte demais, mas lembre é fic. Sou dá paz.

Beijos!

E antes que me esqueça por está com quatro fics em andamento talvez eu demore um pouco a postar todas as fics. Sempre vou tentar postar entre a sexta-feira e o domingo. Respondendo as reviews entre quarta- feira e quinta. Acho que assim controlo o que fiz e o que não fiz. E NUNCA IREI DESISTIR a não ser por doença.

Puxa! Na próxima diminuo minha nota.