Férias é isso ne... Já que estava pronto, o que custava postar?
Príncipe Diamante: Estou admirado que a preguiça não a tenha impedido.
Lulu: Pois é, tenho que aproveitar enquanto ainda posso, semana que vem já vai ser tempo de guerra, procurar trabalho, essas coisas... Enfim, sem abobrinhas, vamos direto ao que interessa! Estou gostando tanto disso! =)
A minha queda será por você
Capítulo 3 – Histórias do Passado
Rini e Helios haviam adormecido depois de longos instantes de carinhos calorosos e mais uma consumação do grande amor que sentiam. Deitados, estavam abraçados, seus corpos despidos cobertos apenas por um lençol de cetim, o queixo do rei repousava sobre o ombro da rainha, que mesmo adormecida, não deixava de sentir o arrepio na pele ao ser tocada pelo ar quente expelido pelos lábios entreabertos de seu amado guardião dos sonhos.
- Majestade! – a voz de entonação grave da guerreira do vento soava em coro com a voz suave da guerreira dos oceanos, as mãos batiam insistentemente na porta. – Majestade, é urgente, por favor abra!
A mulher dos cabelos cor de rosa espalhados pela cama ouvira os sons como se fossem distantes, quase sussurrados, todavia despertou de qualquer forma. Sentou-se sobre a enorme cama, virou o rosto e deparou-se com seu marido ainda adormecido, seu semblante era tão sereno que teve pena de acordá-lo, apenas sorriu e passou a mão suavemente por seu rosto de anjo.
- Um momento! – disse, enquanto levantava-se, abandonando o lençol do corpo, despida ia até um dos grandes armários daquela suíte real e escolhia um de seus roupões de veludo para vestir rapidamente. Ao terminar de amarrar a fita do traje, ia até a porta, finalmente – O que há, Sailor Wind e Sailor Ocean?
- Majestade, há algo que precisa ver imediatamente. – Wind tomou a frente.
- O que, exatamente? – arqueou uma das sobrancelhas.
- Há um Black Moon em nosso reino. – a outra finalmente falou – Hina o encontrou.
- ... Como? – Arregalou os olhos rubros e pôs uma das mãos sobre os lábios.
- Marine, viu aqueles homens? E aquele louro? Minha nossa, acho que estou andando em nuvens! – a jovem morena falava, ao andar lado a lado com a outra pelos corredores reais em torno do palácio, rodopiava entre as pilastras brancas com detalhes dourados, segurava-se nelas apenas com uma mão como se dançasse entre elas. – Será que estou apaixonada? – Os olhos púrpuras brilhavam em êxtase.
- Reiko, por favor! Sequer o conhece, deixe de ser deslumbrada! – falava, enquanto virava as páginas de um livro – Ahá, eu sabia!
- O que é Marine? – A morena parou, piscando os olhos rapidamente fitando a outra.
- Aqueles três, sabia que já havíamos estudado sobre eles, já foram nossos inimigos, depois tornaram-se aliados! Pertenciam a um circo, procuravam pelo espelho dourado dos sonhos que pertencia à nossa rainha. Reiko, são praticamente mortos vivos se quer saber, morreram para proteger o espelho da avó da princesa Crystal, em troca nosso rei, que naquela época era conhecido como pegasus, permitiu que as almas deles vivessem no mundo dos sonhos, após alguns anos, tornaram-se aptos a proteger os sonhos dos seres humanos, por isso nosso rei finalmente teve liberdade de procurar a rainha, e então casaram-se e formaram uma família... Raciocine, Reiko!
- Raciocinar o que, Marine? E daí se são mortos vivos? Aquele tigrinho com certeza me pareceu ser nitidamente de carne e osso! – riu
- Ai Reiko, não percebe mesmo? Rei Helios veio para esse mundo porque os três estavam protegendo aquele onde vivia! Agora, está acontecendo algo muito sério no mundo dos sonhos que o trio não pode controlar, em outras palavras, vieram aqui provavelmente para pedir que o próprio rei vá até lá, só que se for algo muito grave, nossa majestade poderá ter que passar anos lá! Entende agora a gravidade?
- Credo, Marine! Pare de falar besteiras, isso me deprime! – A jovenzinha cruzou os braços, e em passos largos saiu de lá com a cabeça faiscando.
- Além de bela, é astuta. – Algum tempo depois que a outra abandonou o corredor, de trás de uma daquelas pilastras bem talhadas, a voz grave soou, em seguida ele se mostrou.
- Você? – ela o fitou, fechando o livro.
- Não imaginava que ganharia duas fãs tão rápido, talvez tenha me subestimado por ter passado tanto tempo longe de beldades como vocês, mulheres jovens, na flor da idade. – ele se mostrou enfim, vinha andando com uma rosa amarela em mão, a trazia próxima ao nariz, aspirando seu perfume, aproveitava o momento para jogar o cabelo para trás com a outra mão. Já enfrente a garota de cabelos dourados, curvou-se, puxou sua mão e depositou um beijo nessa, em seguida, entregou-lhe a rosa – Uma flor para outra, parece justo.
Ela olhou a flor com os olhos arregalados, depois fitou-o, e por fim, soltou uma risada incontida.
- Do que ri, bela dama? – pareceu confuso.
- Essa foi a cena mais brega que já vi em minha vida! "Uma flor para outra", em que almanaque de cantadas você encontrou essa? Duas fãs? Não seja narcisista! Reiko o achou bonito e por isso gostou de você, mas não pense que é especial por isso, senão todos os outros garotos que ela considera de boa aparência também são. – pegou a flor, sem cerimônia a colocou por trás da orelha dele, entre os fios dourados dos cabelos ondulados de Tigre. – Uma flor, para outra! – ao terminar seu discurso, ergueu o rosto esbanjando o seu sorriso confiante e começou a andar, balançando o livro em suas mãos.
Fora tão inesperada aquela resposta, que o homem ficou alguns segundos na mesma posição, como se ainda segurasse a mão da garota, como se houvesse se tornado em uma estátua de gelo. Não muito depois, em um reflexo, levantou-se de supetão e foi até ela, tirando-lhe o livro.
- Espere! Se não estivesse interessada em mim, por que leria a minha biografia bem aqui, hein? – virou páginas procurando, até encontrar uma pintura sua e a página que o retratava – Puxa, só escreveram isso sobre mim? Esqueceram de contar sobre meu charme e carisma com jovens garotas!
- Charme, carisma? Você é um desajeitado! – ela riu e tomou o livro de volta para si.
- Oh, é mesmo? E ainda assim quis saber sobre mim, não? É sinal de que, de alguma forma, você se interessa por mim, não tente esconder. – A encurralou em uma pilastra e fitou-a em um ar desafiador.
- Ora, não confunda as coisas! Procurei saber quem você e sua trupe eram por já desconfiar sobre suas identidades, se não sabe, estudamos todo o passado que contribuiu para a construção dessa família e reino, estou muito mais preocupada com o destino do rei do que com o seu, esteja certo disso, senhor Alma Penada.
- Alma penada? – franziu o cenho, começava a ficar fora do sério. – Vou mostrá-la o quão vivo sou! – jogou a rosa no chão, segurou os ombros da jovem com firmeza, e devagar começou a aproximar seu rosto.
- Ei, o que pensa que está fazendo, Casa Nova? Solte-me! – abandonou o ar de deboche e adquiriu o de zanga.
Ele sorriu e a apertou mais, dessa vez era ele quem desafiava, mas quando seus lábios pareciam a quase nenhuma distância dos dela, sentiu uma dor infernal entre as pernas que o fez cair como folha de árvore abandonando o galho no outono.
- Escute bem, jamais ouse aproximar-se de mim dessa forma outra vez, ou arranco-lhe as ferramentas! – Disse, louca de raiva, em seguida permitiu o livro em suas mãos cair aberto sobre a cabeça dele.
Uma joelhada diretamente no maior ponto fraco de um homem, presente digno de um fora.
- Isso... Não... Vai... Ficar assim! – sussurrou, ainda jogado sobre o piso.
- Um a zero para ela! – Olho de Peixe surgiu rindo, em seguida estendeu a mão para o outro.
Crystal retornara com a mesma capa com que havia saído, ao chegar, escondeu-a entre uns arbustos próximos a saída. Olhando para os lados, em passos longos mas leves, foi até a enorme biblioteca, chegando lá, aumentou a velocidade dos passos, percorreu cada estante, puxou alguns materiais sobre o Milênio de Prata, até que encontrou algo que lhe chamou a atenção.
- A invasão de Nemesis... – leu em voz alta, puxou o´pequeno livro e o levou até uma das grandes mesas redondas de cristal no centro do enorme cômodo, sentou-se e começou a folheá-lo. – Família Black Moon... – encontrou a página – Príncipe Diamante, acompanhado por seu conselheiro Grande Sábio invadiu Tóquio de Cristal... destruiu... – passava o dedo sobre as linhas, lendo rapidamente – a pequena dama teve que fugir para tóquio do século XX... Cristal de prata desapareceu... O quê? – Parou em uma linha mais abaixo – O príncipe alimentava uma paixão atormentada pela soberana do reino, e por quem era no passado, Sailor Moon... Usou seus poderes tele cinéticos para tentar tomar o amor de Sailor Moon à força... Protegeu-a de um ataque de seu conselheiro, o traidor, sacrificando sua vida pela dela... – fechou o livro e pôs a mão sobre ele, seu olhar pareceu vago, sentiu um gosto amargo na garganta, depois de respirar fundo, abriu novamente o livreto no início, e começou a lê-lo com calma.
- Estudando, princesa? – Uma mulher de cabelos negros que tocavam quase os ombros aproximava-se a sorrir, enquanto andava, batia suavemente o cabo de sua foice no piso, fazendo um leve barulho – Sua mãe ficará orgulhosa se a vir.
- Sailor Saturno! – sorriu desajeitada - Pois é, acho que de repente fiquei inspirada...
- O que está lendo? – pegou o livro e leu o título – Nemesis... Família Black Moon? Por que, de repente, resolveu interessar-se por isso? – a mulher pareceu curiosa.
- Não sei, sorteei um livro para ler e acabei pegando esse. – sorriu desajeitada.
- Bem, bons estudos, princesa! – A Sailor a deixou sozinha novamente.
Crystal suspirou e novamente abriu o livro, mas na página que havia parado, leu outra vez as linhas que contavam sobre a obsessão do príncipe, sem entender o motivo, aquilo apertava-lhe o coração. Pegou aquele livro junto com os que separara sobre o Milênio de Prata e outros assuntos, saiu da biblioteca, foi até a lavanderia do palácio, onde poderia encontrar uma vastidão de roupas de cama, cautelosa, mais uma vez olhava para todos os lados, estranhava não ver ninguém andando por aquelas bandas em plena luz do dia, era certo que não faltava muito para o entardecer, mas ainda assim era cedo. Pegou as que achou mais aconchegante, enrolou os livros nelas, e como de costume saiu sorrateiramente, foi de volta ao arbusto, puxou a capa, seu disfarce, e por fim escapou, como de rotina.
Era a segunda vez que fazia isso no dia, estava tornando-se perigosa a jornada, antes de conhecer o príncipe jamais fora mais de uma vez. As nuvens cobriram os céus em instantes, porém a jovenzinha sequer notou, terminou a sua corrida antes de as nuvens tornarem-se muito escuras. Entrou no galpão ofegante, estava pesado o carregamento, ainda parara no caminho para colher algumas frutinhas que adorava, julgava que o inquilino de seu esconderijo gostaria também. Após entrar, encostou as costas na parede e escorregou por ela, sentando-se com as coisas sobre o colo. Abaixou a capa, estranhou o silêncio, até que olhou melhor dentro do local e encontrou Diamante encostado na parede, repousando.
Ele dormia, parecia o sono tranquilo de um menino. Aproximou-se lentamente dele, deixando a capa caída sobre o feno, levou até o homem um cobertor o qual colocou cuidadosamente sobre ele, enquanto ajeitava-o sobre o corpo, os olhos dele abriram-se lentamente.
- O que faz aqui a essa hora? Podem vir atrás de você.
Em um susto, ela quase pulou para trás, mas conteve-se e apenas seus olhos arregalaram-se. Respirou fundo, sentia-se diferente dessa vez, algo a incomodava. Será que era por ter lido que ele havia morrido? Mas parecia tão real, não poderia ser um fantasma! Em um impulso, algo comum de acontecer com ela, tocou o rosto dele com as duas mãos e começou a tatea-lo, em seguida apertou-lhe os ombros, antes que conseguisse encostar a mão em seu peito para poder sentir se o coração batia, ele a impediu, segurando-a pelos pulsos.
- O que pensa que está fazendo? – arqueou uma das sobrancelhas, parecia irritado – Está louca?
- É real, eu sei que é! Você não está morto! – Descontrolara-se.
Silêncio. Ele soltou as mãos dela, na verdade foi como se elas escorregassem por seus dedos. Finalmente soltas, uma delas, temerosa, aproximou-se lentamente do peito dele, tocou-o levemente. Sim, sentiu as batidas nitidamente, fechou os olhos e sorriu, lembrou-se do pedido que fizera na noite antes dele surgir e então deu-se conta. Enquanto divagava, o príncipe a fitava confuso, ao mesmo tempo que a achava estranha, admirava-a, principalmente aquele sorriso de felicidade que brotara naquela face, direcionado à ele.
"É ele..." – abriu lentamente os olhos, encontrando-se com os dele.
- Agora sabe quem fui, e o que fiz. Não tem medo de estar sozinha comigo? – segurou a mão dela com firmeza e tirou-a de seu peito.
- Não. – respondeu sem titubear.
- Por quê?
- Eu não sei, mas não tenho. - Olhava-o como se estivesse hipnotizada por aqueles olhos violetas – Não importa quem foi ou o que fez, você pode ser diferente agora, se quiser. Não deve ter voltado por acaso, príncipe.
- E por que eu voltaria, saberia me explicar?
- Talvez seja o destino... – Após a frase, uma trovejada forte os cegou por alguns segundos, o barulho a assustou, fazendo-a cair nos braços dele.
Não soube o que fazer, ao sentir o calor de outro corpo sobre o seu, apenas ficou com os braços semi esticados, forjando um abraço envolta dela, mas sem tocar sua pele, os dedos de suas mãos moveram-se desajeitados, engoliu seco. O príncipe que regera ataques e invasões parecia apenas um menino inexperiente em uma situação tão simples. O barulho da chuva grossa a despertou, apartou-se do corpo dele, desajeitada, cobriu o rosto com as duas mãos para esconder o forte rubor.
- Me desculpe, me desculpe! É que trovoadas me assustam às vezes, juro que foi sem querer! Ai meu Deus, o que você deve estar pensando? Eu sinto muito!
Ainda calado, apenas tirou as mãos dela do rosto e as abaixou, sentia-se tentado a olhar para aqueles olhos azuis. Era igual, em cada traço, passou o polegar por uma das maçãs da face jovial, até alcançar-lhe o queixo, foi o momento em que a princesa engoliu seco. O vento gelado entrava pelas janelas que não possuíam vidro, alguns finos fios de feno voavam para os lados, o frio materializava-se no corpo frágil da menina em leves tremores. Ele conteve os instintos de épocas passadas e pegou o cobertor e passar envolta do corpo dela.
- Não... Mas e você? – Ela disse.
- Estou acostumado com o frio, princesa. Em meu planeta, a única estação do ano era o inverno.
- Puxa, que coisa triste... – ela baixou o olhar - Mas ainda bem que está aqui agora! – sorriu - Comigo...
- Gosta de minha presença, princesa? – fitou-a curioso.
- Muito! – respondeu imediatamente, sem mistério algum, o que a fez tampar os lábios, mais uma vez, impulsiva.
Pela primeira vez, ele abriu um sorriso largo, não tão contido, o que a deixou ainda mais ruborizada.
- Estou feliz... – Ele disse, enquanto tornava a encostar a cabeça na parede para descansar.
- Espere, assim não é confortável! Tome... – puxou das coisas que havia trazido, um travesseiro. – deite-se, é melhor.
- O que é aquilo? – finalmente avistou os livros.
- Ah sim, lembra-se que prometi contar-lhe sobre o reino? Começarei pelo início!- pegou os dois livros que estavam mais próximos da porta de madeira e os trouxe, sentou-se enfrente a ele como antes estava e colocou os materiais no colo. – Que tal começarmos pelo Milênio de Prata?
- Está ótimo, mas não está tarde para ficar aqui?
- Bem, vai ser complicado voltar nessa tempestade para o palácio... Tenho que esperar passar. Ah, já ia me esquecer! Trouxe mais uma coisa para você, está aqui atrás! – esparramou o feno para os lados, que na ventania havia coberto a cestinha com frutas que ela trouxera, pegou-as e as depositou no colo dele – Acho que vai gostar, são bem docinhas.
- O que são? – pegou uma em mãos.
- Amoras! – sorriu – Bem, posso começar a ler para você? Estou ansiosa, é uma forma de estudar também!
- Claro, princesa. – Não conteve um breve riso, parecia uma criança que ouviria uma historinha para dormir, mas estranhamente não via problema nisso, era algo simples, em outras épocas consideraria tedioso, mas no exato momento apreciava aquela companhia, aquela dedicação, talvez durante toda a sua existência fora somente um menino carente, que irônico. Enquanto a tempestade descia em fúria dos céus, ela lia calmamente o início da história de seu povo e junto com ele, descobria sobre aquele universo desconhecido de batalhas e amores perdidos.
Os olhos abriam-se com dificuldade, de início enxergavam apenas um borrão vermelho, mas conforme terminavam de abrir, a imagem da menina ruiva ficava mais nítida.
- E-ele acordou! – a jovenzinha disse, assustada, na verdade desnorteada.
- Onde estou? Ele sentou-se na cama do enorme quarto redondo – E quem é você? Não me é estranha...
- Eu... o encontrei... – Disse em voz baixa, enquanto afastava-se da cama e fugia do olhar dele.
- Saphiro? – Uma voz feminina chamou-lhe a atenção.
O rapaz de cabelos e olhos azuis virou lentamente o rosto procurando de onde vinha aquele som conhecido, sabia que já ouvira aquele timbre antes, há muito tempo, antes de cair em sono profundo. Finalmente seus olhos encontraram a dona da voz, uma mulher de cabelos cor de rosa longos e olhos cor de sangue.
- Black Lady? – Arregalou os olhos.
- Não. Rainha Rini, a nova governante de Tóquio de Cristal.
- Não pode ser... Onde estou? – perguntou novamente, parecendo ainda mais aflito. – Como vim parar aqui?
- Onde está? Em um dos quartos do palácio, em uma das torres. Como veio eu que gostaria de saber, porque foi revivido e quais os seus planos. – Aproximou-se séria.
- O que, planos? Não sei do que está falando!
- Hina, por favor, saia. – Falou para a menina, que acatou imediatamente a ordem.
- Querida, algum problema? – O rei de cabelos claros e olhos dourados adentrou o quarto, fazendo o jovem Black Moon sentir-se ainda mais confuso.
- É isso o que pretendo descobrir... Então Saphiro, comece a falar o que sabe. –sentou-se enfrente ao rapaz, seu semblante provocava arrepios.
Continua...
