Disclaimer: James Potter © Marauders

nota¹: Projeto Just James

nota²: Dialog-Fic (ou quase)


I think I wanna marry you


— Bem, e então?

— Calma, eu estou escolhendo as palavras certas.

— Como você quiser.

Silêncio. O Mais absoluto e constragedor silêncio. Porque estava fazendo aquilo mesmo? Devia ter alguma coisa com a bebida. Não conseguia se lembrar propriamente.

— Okay.

— Pronto agora?

— Uhum, pronto. Eu queria...

— Espera.

— O que foi?

— Você não vai se ajoelhar?

Silêncio. Mortal e acusador, com direito a olhos estreitos e desejos de morte. Se ajoelhou.

— Melhor assim.

— Claro. Posso começar?

— Uhum, a vontade.

— Bem... Eu queria te dizer que eu te amo.

— Eu sei.

— ... Perdão?

— Eu estava dizendo...

— Eu sei o que você estava dizendo, mas você pode por favor me deixar terminar dessa vez?

Silêncio. Alto e claro como um grito. Resignado e com direito a um dar de ombros mal-humorado. Aquilo não podia estar acontecendo, não foi assim que planejou. Se levantou.

— Você sempre me manda ficar quieta.

— Eu não... Quieta?

— É! Sempre querendo dar ordens e fazer com que eu me diminua, pois escute aqui, seu cabeça cheia de titica de coruja...

— Você não acha que está indo um pouquinho longe demais?

— Cala a boca Potter! Você me repreende, me deixa pra baixo, não demonstra que me ama...

— Mas eu estou tentando! Você é que não deixa!

Silêncio. Nervoso e agitado. Com olhares fixos e respirações ofegantes pela discussão. Passou a mão pelos cabelos, deteve-as na cintura, respirando para tomar um novo fôlego e começar tudo de novo.

— Se nós discutimos é porque somos tão parecidos que mal nos agüentamos.

— Não me ofenda Potter...

— Se eu argumento com você, é porque eu quero ser quem eu sou, e quero que você não goste disso as vezes, porque eu não quero ter que fingir para estar com você.

— Isso é... Bom?

— É ótimo, eu acho. Eu nunca me preocupei com ninguém como eu faço com você. Eu nunca quis viver com ninguém, que não fosse você. Eu confesso que nunca tinha imaginado um 'para sempre' até te conhecer. Até me dar conta que eu só posso existir por completo se for com você... Que sem você não faz sentido.

— O que não faz sentido?

— Nada. Absolutamente nada. Eu me perco nos meus pensamentos, eu me deixo levar por devaneios, eu erro. Tudo porque você não está comigo. Então, por favor, por favor me dê só mais essa chance de te provar que eu te amo pra sempre.

— O que você quer dizer?

— Casa comigo. Me deixa ser o ombro em que você vai chorar, me deixa ser o corpo em que você se escora toda noite, me permite ser o conselheiro de todas as suas dúvidas.

— James...

— Sim?

Silêncio. Cheio de expectativa e esperança.

— Eu me caso com você

— ...

— Se a Lily não aceitar, eu caso.

— Sirius, você consegue acabar com todo o clima.

Risada. Alta e como um latido ecoando por toda a sala. Quente e deliciosa, que dava vontade de rir junto a cada vez que escutava.

— Como foi? E eu falo sério. O que você achou?

— Quando você parou de tentar declarar uma coisa pronta e que você escreveu no quarto ano, foi muito bom. Ela vai dizer sim.

— E você ainda acha que eu preciso ficar de joelhos?

— Oh bem... Você fica bem de joelhos.

Silêncio. Mortal e acusador, com direito a olhos estreitos e desejos de morte. Se afastou.

— Eu vou contar pro Remus.

— Imbecil.

— E que história era aquela de virar a Lily? Quieta, Pads?

— Eu sou um ótimo ator.

— Você é uma ótima Drama Queen, isso sim.

Silêncio.

— Idiota.

— Eu também te amo.

— Eu sei.

FIM —