2.)

Racey days

(Dias velozes)

Help me through the hopeless haze

(Ajudem-me a atravessar essa neblina desesperada)

But my oh my

(Mas meus, oh meus)

Tragic eyes

(Olhos trágicos)

I can't even recognize myself behind

(Não conseguem nem mesmo me reconhecer)

So if the answer is no

(Então, se a resposta é não)

Can I change your mind?

(Posso mudar sua decisão?)

Harry acordou e não tinha certeza de onde se encontrava. Estava no chão, sim, isso ele sabia. Sabia também que braços fortes e quentes estavam ao seu redor, segurando-o como aço. O menino estava nu em baixo da coberta e sua cabeça apoiava-se em um travesseiro humano, que era duro igual a uma rocha.

Faziam exatamente doze dias desde o incidente com o dragão e para a surpresa de Harry, nada no jornal falava sobre ele e Marcus. Cedric e os outros Campeões mantiveram sua palavra, mesmo ele percebendo que o Lufano vivia lhe mandando olhares preocupados.

Para ser honesto, o menino não o culpava. Marcus não era exatamente um ursinho de pelúcia. Não, ele era cruel, era malvado... Harry levantou a cabeça e encarou a face adormecida. Com certeza, o garoto não era um dos mais bonitos.

E também roncava. Harry torceu o nariz antes de abaixar sua cabeça novamente contra o peitoral-travesseiro. O moreno estava acostumado a dormir no chão frio, considerando os Dursleys, mas era realmente estranho ter alguém dormindo ao seu lado. O mais estranho, era o fato de que nenhum dos dois falava. Eles apenas... faziam.

Seu traseiro dava umas pontadas de dor. Ficara muito surpreso ao ver o quão devagar Marcus havia sido na noite anterior. Harry não sentira nenhuma dor durante o ato, apenas um prazer tão intenso que ficou imerso nele até a hora em que chegou ao clímax. Fora um estranho nevoeiro.

Marcus moveu e Harry soltou um gritinho quando os braços que lhe seguravam apertaram ao seu redor.

E então realmente acordou, vendo que a dor estava ali a todo vapor. O menino imaginou levemente o porquê daquilo, até que as memórias voltaram a sua mente.

Harry pegou sua varinha, lançou o feitiço 'tempus' e gemeu ao ver que passava das oito. Eles teriam aula em cinquenta e cinco minutos.

"Marcus." Sussurrou, enquanto chacoalhava o outro.

"Hnn?" O sonserino grunhiu.

"Acorde!"

"Argh!" Marcus resmungou bravo. "Por que?"

"Aula."

"Eu não me importo." E grunhiu de novo. "Volte a dormir." O garoto caiu no sono um segundo depois, roncando novamente.

Suspirando, Harry se virou no abraço e se livrou do aperto em que estava.

Ele se vestia rapidamente quando ouviu. "Volte aqui!"

"Eu não posso, Marcus. Snape vai me matar se eu me atrasar para a aula dele."

"Snape que se foda." O garoto disse com os olhos fechados.

"Eca." Harry declarou, conseguindo uma risada áspera do adolescente preguiçoso.

Ele levantou as mãos e Harry lhe entregou as calças. Levou mais algum tempo para Marcus levantar. O sonserino ainda estava xingando e murmurando sobre as primeiras horas da manhã.

Ele não era uma pessoa agradável pela manhã. Melhorando a idéia, Harry decidiu que ele não era uma pessoa agradável.

"Hermione vai me matar." O grifinório disse checando seu relógio. "Melhor eu ir!" Ele arrumou o cabelo, prendendo-o contra a nuca, enquanto Marcus lhe encarava.

"Hoje a noite?"

Harry parou, enquanto arrumava o cabelo. "Hum, certo." Ele sorriu e saiu, bem rápido. Pensando em como as coisas ficaram tão estanhas. O menino correu para a Torre da Grifinória, apenas para ser bombardeado por Ron e Hermione.

"Aqui está você! Rápido, corra e se troque." Ela esganiçou, jogando as vestes em seus braços.

"Oy, aonde você estava, companheiro?"

Harry abafou um bocejo. "Saí para andar." Ele mentiu e lançou um olhar para Hermione, antes de correr para o banheiro com o intuito de se trocar e escovar os dentes.

Hermione arrumou as vestes para ele e lhe entregou tudo o que precisaria, antes de andarem para o Salão Principal com quinze minutos de tempo restante. Marcus nem mesmo estava lá. Harry podia apostar que o garoto dormia no dormitório sonserino.

"Onde está ele?" Hermione perguntou.

"Provavelmente dormindo na sonserina." Ele sussurrou. "Eu não sei como isso chegou a esse ponto, Hermione." Confessou.

Ela deu tapinhas em seu braço. "Não se preocupe. Você tem anos para pensar no assunto. Vamos para a aula."

O menino riu e assentiu, antes de terminar seu suco.

Ron falava sobre o dragão e Harry, pessoalmente, estava cansado de escutar sobre aquilo. O ruivo obviamente tentava se redimir por tudo o que tinha dito e feito.

Tranfiguração foi seguida pelo aviso de McGonagall em relação ao Baile de Inverno. Harry grunhiu em desgosto só de pensar naquilo.

As garotas estavam excitadas, mesmo os olhos de Hermione se iluminaram. Ron resmungava, mas foi ainda pior quando ela anunciou que os Campeões tinham que arranjar companhia pois abririam o Baile.

Uma expressão de horror apareceu na face de Harry e o garoto bateu em seu rosto, enquanto andava com Hermione.

"Você não terá nenhum problema, Harry!"

"Eu não quero dançar!" Harry fez cara feia.

"Qualquer garota diria sim para você." Ron murmurou.

Hermione balançou a cabeça. "Ron, Harry é gay."

O ruivo parou de andar e ficou boquiaberto. "Você é?"

Revirando os olhos, Harry assentiu. "Sim, Ron. Sou gay."

"Pensei que você gostasse da Cho?"

"Não." Ele negou.

"Chame um cara então?"

O moreno grunhiu e foi em direção a Grifinória. Não queria pensar sobre aquilo.

XxX

Naquela noite, Harry esqueirou-se para dentro da sala abandonada embaixo de sua capa de invisibilidade. Quando a retirou teve que respirar fundo, pois o ar lhe foi cortado ao ser praticamente jogado contra a parede.

Olhos negros encararam os verdes. "Quem você vai levar?" O garoto vociferou perigosamente.

Harry tossiu, tentando respirar. "Você pode dançar?" Ele tentou, esperando que Marcus relaxasse o modo como o segurava.

O sonserino desdenhou. "Diabos, não." E então soltou o menino um pouco, seus olhos meio que acalmando.

"Droga, nem eu." Harry se encolheu. "Não quero fazer isso!"

Marcus o observou por um momento e depois murmurou. "Eu vou."

Harry o olhou surpreso. "Você vai?"

"Você quer que eu vá?" O outro perguntou em cima.

"Sim." Ele disse antes que pudesse se impedir.

"Por que?" Marcus perguntou acidamente.

Harry realmente não sabia como responder. Ele deu de ombros. "Porque eu quero?" Tentou. "Eu sei que não estamos sérios… nem nada."

"Você não se incomoda em arruinar sua reputaçãozinha?"

O menino rolou os olhos. "Eu não gosto da atenção, Marcus!" Ele cruzou os braços em frente ao peito.

"Eu sei." O sonserino replicou. "E você vai receber muita atenção estando comigo."

"Mas não vou deixar que isso me impeça de fazer o que eu quero." Ele murmurou. "Você não precisava ser tão bruto. Eu ia perguntar para você primeiro." Harry disse fazendo bico.

A expressão de Marcus suavizou. "Desculpe." Ele murmurou e soltou o grifinório, dando alguns passos para trás. "Eu te assustei?"

"Não." Harry mentiu. "Só foi um pouco bruto."

"O que nós somos?"

O grifinório deu de ombros. "Eu não sei, Marcus." Ele confessou e deslizou até o chão. O menino dobrou sua capa de invisibilidade e sentou com perna de índio.

Marcus se moveu e sentou ao seu lado, encostado na mesma parede. As pernas dele dobrando um pouco, já que era muito alto para se sentar igual a Harry. "Nem eu sei."

"Vamos apenas…" O menino pausou por um momento. "Ser a gente."

"E seus amigos?'

"Hermione sabe sobre você."

Marcus desdenhou, mas não fez nenhum comentário como qualquer outro sonserino faria. "Ela confia em você?"

"Confia." Ele disse. "Ela falou pra eu fazer o que quisesse. Disse que eu já tinha muitos problemas em cima de mim sem que ela ficasse me enchendo como uma irmã mais velha."

"Isso é tudo o que ela é?" O sonserino perguntou rígido.

Harry sorriu. "Sim, Marcus. Eu não gosto de meninas. Hermione é a única pessoa em quem posso confiar qualquer coisa. Ela é a única que sabe de tudo. Ela pode ser nascida trouxa, mas aposto tudo, que venceria Malfoy em um duelo até embaixo de uma maldita mesa."

O garoto ficou pensando nas palavras. "Talvez." Mas continuou sem comentar.

Harry supôs que esse seria o estado mais amigável em que Marcus chegaria. "Apenas não seja malvado com ela, por favor?"

O sonserino revirou os olhos e não respondeu. Ele passou os braços em volta de Harry e o puxou para perto.

Mexendo-se um pouco, o grifinório subiu no colo de Marcus e deixou que suas mãos e lábios falassem por ele.

XxX

No dia seguinte, Harry correu até Hermione. "Me ensine a dançar!"

Os olhos dela se arregalaram. "Oh... verdade! Claro, Harry. Você tem que saber."

"Sério! Marcus é um caso perdido."

Hermione caiu na gargalhada e escondeu o rosto entre as mãos. "Ele vai com você?" Ela perguntou com a voz abafada.

"Mhmm." Harry disse. "Eu sei que... será estranho. As pessoas estarão encarando e a atenção será desviada... Ron vai enlouquecer... mas, sabe? Eu não me importo."

Hermione terminou seu acesso de riso e olhou para ele. "Sim, Harry. Você vai aprender a dançar..."

Marcus assistiu às aulas e ficava fazendo caretas, "Eu tenho que fazer isso?" Ele perguntou horrorizado. O sonserino estava sentado em cima de uma mesa na sala abandonada, a mesma que ele e Harry se apossaram.

Hermione corou. "A valsa é obrigatória. Provavelmente dois tipos?" Harry aprendera rápido a dançar. "Você é natural."

O grifinório riu. "Um de nós tem que ser." Ele lançou um olhar a Marcus, que fez o garoto dar de ombros.

"Nunca vi uma maldita necessidade nisso."

Levou apenas um dia para Harry aprender tudo, mas fazer Marcus conseguir a mesma coisa... bem, levou muita paciência. O sonserino recusava-se a ter Hermione perto dele, portanto o moreno de olhos esmeralda decidiu ensiná-lo. Porém o garoto o apertava, reclamava e ficou mau humorado no fim das contas.

"Isso é muito rídiculo!" Ele soltou Harry e começou a andar. "Odeio dançar!"

"Você não precisa…" O grifinório disse baixinho.

"Eu sei disso." Marcus grunhiu. "Mas se eu não dançar, alguém vai."

"Apenas para a abertura, depois irei sentar." Harry insistiu.

"E a Granger? Ela pode dançar com você."

"Ela vai com alguém." Ele disse e então sorriu de lado. "Krum."

Marcus cruzou os braços. "Cada coisa."

"Não será uma longa dança, tenho certeza. Não vai durar mais do que quinze minutos. Eu posso achar alguém. Deus sabe que já tive pessoas o suficiente vindo atrás de mim."

Isso deixou o sonserino furioso. Suas bochechas avermelharam e seu olhos se fecharam ameaçadoramente. "Eu não quero ninguém tocando você." Ele sibilou com raiva.

'Wow, Marcus está falando sério', pensou. Harry não esperava isso. Ele provavelmente não deveria mencionar quem foram as pessoas.

"Quem te convidou?" O moreno de olhos negros perguntou ríspido, fazendo Harry recuar.

"Hum…"

"Me fala!"

"Cho Chang, hum… quatro meninas lufanas, eu nem mesmo sei os nomes. Roger Davies, Justin Finch-Fletchley, Susan Bones, Daphne Greengrass, quatro garotos da Beauxbeatons, Fleur Delacour..."

"O QUÊ?" Marcus vociferou. "Aquela vadia convidou você?"

Harry retrocedeu. "É, mas eu disse não imediatamente." Ele se arrepiou horrorizado.

"Ela me viu com você!"

Harry mordeu os lábios, ele não esprava que o outro ficasse tão furioso. O menino colocou a cabeça de lado, confuso. O que isso significava?

"Então, acho que… você percebeu… mas, hum... é." Ele coçou a nuca. "Fleur não tem nenhum efeito em mim, Marcus. Nenhuma das Veelas na Copa de Quadribol teve."

O sonserino relaxou um pouco. "Quem mais?"

Harry hesitou. "Não é importante. Não queria ir com eles."

Marcus parecia rebelde. "Diggory te convidou, não foi?"

O mais novo quis dizer não. O que? Uma pequena mentirinha não doeria. Porém ele suspirou e moveu os ombros. "Todo mundo me convidou, Marcus. Quem me chamou não é relevante. Eu lem…"

O sonserino o agarrou rudemente e o sacudiu. "Então por que você está perdendo tempo comigo?" Vociferou.

Harry encolheu. "Hum, Marcus?"

"Me fala!" Ele comandou.

"Me machucando!" Ele esganiçou e isso fez o adolescente maior se afastar imediatamente. Ele levantou as mãos e deu um passo para trás. Engolindo em seco, Harry esfregou os braços. "Eu não queria ir com nenhum deles. Eu queria ir com você."

"So porque a gente transa, não quer dizer que você tem que me priorizar." Ele vociferou.

Harry se arrepiou um pouco ao ouvir isso. "Eu... não estava olhando para a situação desse jeito." Disse sentindo-se um pouco magoado. "Eu gosto de você, Marcus."

O sonserino rolou os olhos. "Não, não gosta."

Harry suspirou. "Acredite no que quiser. Eu não posso te convencer. Boa noite, Marcus." Desistindo da causa perdida, o menino saiu da sala, mas não antes de pegar sua capa da invisibilidade.

XxX

Harry tremeu um pouco e apertou sua capa contra o corpo um pouco mais. O vento trouxe alguns flocos de neve, que estavam caídos no chão, para o seu cabelo, que estava solto.

Hermione se aproximou e sentou-se ao seu lado. "Fale comigo, Harry." Ela o cutucou.

"Eu não entendo porque gosto dele." Confessou com um franzir de testa. "Eu realmente não entendo como isso aconteceu. Acho que foi 'lugar certo, hora certa'? Ou foi 'lugar errado, hora errada'? Eu estava entrando em pânico por causa dos dragões... e bam ali estava ele. Acontece assim?"

"As vezes acontece." Hermione respondeu. "É diferente para todo mundo. As pessoas experimentam muitas coisas. Você é jovem, Harry e vai ter várias dessas experiências impensadas. Nós todos teremos, mas elas são diferentes para cada um."

"Eu só tenho catorze anos."

"Sim, mas a sua maturidade, provavelmente, ultrapassa a de uma pessoa de dezoito."

"Mais maduro do que ele."

Hermione riu. "Bem, sim, provavelmente."

"Ele é tão sombrio e malvado." Harry resmungou.

"Mas você continua voltando, huh?"

O moreno mostrou a língua e rolou os olhos. "A gente nem mesmo fala direito. Eu falo e ele grunhe ou me encara."

Ela abafou um riso.

"Ele elouquece com qualquer coisinha." Harry gemeu e escondeu o rosto entre as mãos. "No primeiro dia ele quer saber com quem eu falo... então depois eu quero que ele vá comigo... tento ensinar ele a dançar e ele vira um bastardo e quer saber sobre todo mundo que me convidou, aí ele fica ainda mais estúpido e começa a dizer coisas estúpidas."

"Ele é inseguro." Hermione respondeu.

"Sério? Eu também!"

"Mas não tanto quanto ele." Ela disse.

"Eu não queria nenhum deles e disse isso, mas ele não acredita."

Hermione passou seus braços em volta do amigo e apoiou seu queixo no ombro dele. "Continue tentando." Ela inisistiu.

"Por que você está me ajudando tanto?" Harry perguntou. "Eu sei que você disse que é porque sou seu melhor amigo, mas honestamente, quando isso sair a público, a merda vai bater no ventilador."

"Eu não sei, Harry. Você tem o coração para ver algo profundo em uma pessoa, que ninguém vê. No começo, estava espantada e preocupada, mas deixaria você ter sua vida. Porém, existe uma coisa estranha entre vocês."

"É… tensão sexual."

Ela riu. "Bem, você teve seus momentos para se envergonhar."

Harry levantou uma sobrancelha. "Você que me diz." Ele olhou para frente e avistou Viktor apoiado no outro lado e cututou Hermione. "Viktor." Sussurrou.

Ela piscou e olhou para frente também. "Venha aqui!" A garota gesticulou para o apanhador profissional e ele atravessou o Campo. Eles se apertaram e o búlgaro conseguiu sentar no banco. "Harry, esse é Viktor. Viktor, esse é Harry."

"Olá!" Harry disse com a mão levantada.

"Olá 'Arry. Queria te conhecer já faz um tempo." Disse o garoto educadamente e então encarou a mão de Hermione em volta do braço de Harry.

"Eu sou gay, Viktor." O moreno o relembrou.

Hermione riu. "Ele é como meu irmão." Ela explicou.

O búlgaro assentiu. "Eu sei. Vi o cara grande lá na tenda." Ele ficou meio encabulado, como um garotinho pego com a mão dentro do pote de biscoito.

Harry riu. "Marcus." Ele murmurou. "O homem do momento."

Viktor sorriu de lado. "Po'que?"

"Porque ele é um garoto sombrio, bastardo, que tem o coração cruel e odeia tudo e todo mundo, faz caretas e fica com ciúmes todas as vezes que olho para algum lado."

"Mas você gosta dele?" O sorriso do apanhador aumentou.

"Sim." Harry disse acentuando o 'i'.

"Be'm, dê tempo ao tempo. Ele v'ai melhorar."

"Acho que sim, mas se dançar o deixa assim, imagino outras coisas."

Ele balançou a cabeça. "Vou entrar, estou congelando." Harry disse ao se levantar e beijar Hermione na bochecha. "Ela é toda sua, Viktor."

Krum riu e Hermione corou, mas não deixou de sorrir.

Ele acenou para os dois e saiu em direção ao castelo, que estava quente. O menino tremeu violentamente ao entrar pela porta dupla. "Caramba, está frio." Murmurou consigo ao tirar os flocos de neve do cabelo.

O tempo estava tratando Harry muito mal e a sorte, definitivamente, não estava ao seu lado, porque assim que a entrada para a masmorra da sonserina abriu, Cedric veio em sua direção, correndo pelo outro lado do hall, enquanto gritava seu nome.

Harry congelou, olhos abertos em choque. O loiro parou a sua frente, respirando fundo. "Eu estive… procurando por você em todos os lugares."

Sentindo-se um pouco doente do estômago, pelo fato de Marcus estar do outro lado, Harry se agitou. "Oh? Eu estava com Hermione." Disse de propósito, esperando que o sonserino percebesse que ele não estava atrás do lufano.

Sorrindo de lado, o garoto de olhos azuis tocou em seu ombro e fuzilou os sonserinos, antes de puxá-lo de lado. "Eu tenho que te perguntar sobre o ovo. Você já descobriu a pista?"

O grifinório chacoalhou a cabeça, completamente alerta. "Não. Toda vez que o abro, ouço um grito." Ele mexeu nas orelhas para dar efeito.

Cedric riu. "Que bonitinho." Disse e sorriu abertamente. "Bem, eu descobri. Coloque-o em baixo da água e abra."

Harry ficou chocado. "Água?"

"É." Ele respondeu. "Tome um banho com ele. Na verdade, por que você não usa o banheiro dos monitores? Sabe aonde é?"

O grifinório tinha o Mapa do Maroto e assentiu. "Já passei por perto."

"Ótimo, a senha é Pinho Fresco. Ninguém fica ali de noite e Filch não pode entrar."

Harry assentiu. "Obrigado, Cedric." Ele virou para ir embora, mas foi parado novamente.

"Você ainda está indisponível?" O loiro perguntou casualmente.

Harry sorriu. "Sim, Cedric. Estou."

Ele parecia curioso. "Por que?"

Como responder aquilo? "Porque sim?" Ele deu de ombros, mostrando ao lufano que realmente não sabia.

Cedric sorriu. "Você tem um bom coração, Harry, mesmo que a pessoa não mereça."

"Tchau, Cedric. Acho que Cho quer ir com você." Ele disse, antes de ir embora. O menino esperava que mais ninguém o parasse.

As coisas não podiam ficar mais complicadas.

XxX

Harry não sabia porquê estava ali. Havia trasfigurado uma carteira escolar desconfortável em um sofá de dois lugares e depois de Hermione colocar o encatamento em sua mente, o menino conjurou uma mesa. Seu ovo estava em cima dela e ele o encarava, pensando sobre o que Cedric quis dizer.

O grifinório tentava terminar sua lição de poções quando a porta abriu. Ele não olhou, nem saiu de sua posição, apenas continuou escrevendo até que uma sombra o envolveu completamente.

Marcus Flint o encarou. "O que Diggory queria?"

Harry bateu a pena contra seu ovo dourado. "Eu contei a ele sobre os dragões e ele me contou sobre o ovo."

O sonserino pareceu não entender. Harry soltou a pena e sorriu de lado. "Pronto para tapar suas orelhas…" No segundo em que abriu, a 'coisa' começou a gritar como uma banshee. Marcus sibilou e tapou os ouvidos. "Exatamente." O menino o fechou novamente.

"Que porra é essa?"

"Não sei ao certo. Cedric me deu um conselho estranho. Eu tenho que tentar." Ele explicou baixo, antes de voltar para sua lição.

O sonserino sentou ao seu lado e o encarou. O silêncio era tão profundo que uma faca afiada teria problemas para cortá-lo.

Depois de quinze minutos nisso, a mão de Marcus começou a passear pelos cabelos de Harry. O grifinório sorriu por causa do toque. Ele se arrepiou, quando os dedos passaram pelo seu pescoço.

Harry soltou a pena e olhou para Marcus que avançou, selando ambos lábios em um beijo érotico e necessitado.

"Me ensine." O sonserino disse ao soltá-lo.

"Depois de você se desculpar direito comigo." Harry ronronou e subiu no colo do outro.

Marcus sorriu abertamente e agarrou Harry para perto, começando a beijá-lo novamente, enquanto suas mãos se moviam. O grifinório já estava desabotoando a camisa do unifirme. Ele mordiscou o lábio inferior do sonserino e o beijo aprofundou.

Um sentimento faminto perpassou por Harry e ele se roçou inocentemente contra Marcus. Sua boca desceu dos lábios para o pescoço do mais velho e começou a lamber e morder como queria.

Ele recebeu beijos e gemidos baixos de desejo, que o fizeram sorrir. Passou a língua por um mamilo sensível, mordendo até deixá-lo duro e fez Marcus sibilar, antes que sua língua continuasse descendo. Harry o tocou e o devorou. Ele ainda estava aprendendo um monte de coisa e ainda havia muito que não sabia, sendo assim, normalmente deixava seus instintos o levarem.

Eles ficaram ali deitados no sofá, juntos, beijando e tocando. Dedos massageavam áreas sensíveis e iam além.

Para Harry tudo ainda estava complicado.

Racey days

(Dias velozes)

Help me through the hopeless haze

(Ajudem-me a atravessar essa neblina desesperada)

But my oh my

(Mas meus, oh meus)

Tragic eyes

(Olhos trágicos)

I can't even recognize myself behind

(Não conseguem nem mesmo me reconhecer)

So if the answer is no

(Então, se a resposta é não)

Can I change your mind?

(Posso mudar sua decisão?)

Change Your Mind - The Killers

XxX

N/T: Segundo capítulo e contando… :)

EyreMalfoy-Potter: Espero que tenha gostado e que tenha sido boa a sua escolha de ler. A fic é bem legal. Pelo menos eu acho. Espero atualizar essa fic um pouco mais rápido do que "The Darkness Within". Ela é mais simples para traduzir e não ocupa tanto tempo, porém, não quero deixar TDW em segundo plano. Acho que será uma atualização mais semanal.

L.Malfoy: Que bom que você gostou! Quando eu comecei a ler, também achei meio estranho, li mais por causa da autora. Gosto muito dela. É bem interessante a fic, cheia de complexidades... Huahuahuahuahuaha.

SimondeEscorpiao: Que bom que gostou. Adoro casais incomuns!

MathewPotterMalfoy: Não é fofa a fic? Os dois ficaram tão bonitinhos, quando escritos desse jeito.

RafaellaPotterMalfoy: Nossa, é raríssima mesmo uma fic Marcus/Harry! Mas fala se não vale a pena?

Até o próximo capítulo gente! Beijos Brielle