Avisos: Esta história tem conteúdos sexuais explícitos, linguagem imprópria e cenas de violência física. Obrigado às 3 pessoas que comentaram, agora já sei que existe alguém a acompanhar a história!

DISCLAIMER: Esta história não me pertence, é apenas a tradução do "Silencio" da AkashaTheKitty, se quiserem ver o original e as outras magníficas histórias dela vejam o link no meu perfil. Os personagens logicamente pertencem à J..

Silencio: Capítulo 3

Hermione foi deixada no corredor, agarrada à parede, tremendo ao sabor da torrente de emoções que a invadiam. Por alguns momentos, não conseguiu definir qual delas deveria escolher. Sentia-se magoada ao ponto de sentir uma dormência física, que se foi espalhando pelo corpo. Sentia-se desapontada por ele ter duvidado dela tão facilmente e, no fim, sentia-se confusa por estar desapontada. Pensando melhor, ela só se podia escolher uma emoção, a raiva, era a única que lhe parecia segura naquele momento.

Depois de ter decidido a emoção que prevalecia dentro dela, pensou em argumentos para a sustentar. Quem era ele para tratá-la daquela forma? Como é que ele tinha coragem de a abusar e humilhar repetidamente, para depois mudar completamente e tentar agarrá-la e seduzi-la? As pernas continuavam a tremer, sem dar sinais de abrandarem. E se ele tivesse razão? E se ela realmente não passasse de uma puta? Cerrou os olhos, desesperada. E se estivesse condenada a aceitar os abusos dele, só para satisfazer as suas necessidades perversas? Mesmo agora, não importava o esforço que ela fizesse para o bloquear, conseguia lembrar-se vividamente da sua resposta perante os avanços dele e isso deixava-a cheia de raiva e nojo de si própria, como podia ser tão fraca.

As lágrimas agruparam-se nos olhos. Não importava o que ela era ou o que tinha feito, mesmo assim ela merecia ter uma primeira vez com alguém que não cuspisse no prato onde comeu, ele arruinava todas as lembranças positivas que ela podia ter tido daquele momento. Porque razão ele não a deixava em paz? Ela tinha feito tudo o que ele tinha pedido, ela nem sequer tinha olhado para ele durante as aulas. Que mais poderia ele querer dela? Por alguma razão, que desconhecia, o Malfoy parecia ainda mais cruel do que antes. Atacou o Ron de uma forma desprezível, claro que ultimamente ele parecia especialmente burro, mas mesmo assim não era motivo para o ter tratado daquela maneira. Ela achava que aquilo tinha sido tudo uma encenação para lhe mostrar que nada tinha mudado, que ele continuava o mesmo de sempre.

"Está tudo bem com ele, Granger? Ele é homem suficiente para ti, ou precisas de arranjar alguma actividade… extracurricular?" As palavras dele tinham-na atingido como um soco no estômago. Não ousou olhar para os amigos, com medo que os olhos dela a traíssem e eles vissem a verdade toda. Em vez disso, arrastou-os para longe do Malfoy, arrulhando sempre as mesmas frases: "ele não vale a pena", e "ninguém lhe liga, não o deixem afectar-vos", ao ouvir os risos dele e dos amigos Slytherin, pensou que a sua humilhação estava completa. Ah! Mal ela sabia o que a esperava.

Ela inspirou fundo e desencostou-se da parede. Compõe-te Hermione, pensou enxugando os olhos. Não és a primeira pessoa a dormir com um sacana. Nem mesmo numa primeira vez. Pelo menos, tu não o amas e ele nunca te mentiu ou fingiu que te amava.

Ela nunca tinha pensado realmente sobre sua primeira vez antes disto, não tinha planeado nada, mas percebeu que jamais iria acontecer como aconteceu. Ela tinha tomado muitas coisas como adquiridas e estava errada. Para começar, tinha pensado que o rapaz iria gostar dela ou mesmo amá-la, pensou ainda, que o rapaz teria a decência de não a chamar de puta no fim de tudo e para concluir achava que o rapaz a iria olhar com carinho e amor em vês de escárnio e arrogância.

Ela sabia que a culpa era dela, por o ter escolhido para ser o seu primeiro. Foi uma coisa precipitada e estúpida. Ainda assim, ela esperava um pouco mais de respeito ou, pelo menos, um pouco menos de nojo. A maneira como ele a tratou fê-la sentir-se inútil o que, por sua vez, fê-la sentir-se furiosa, porque sabia que merecia melhor sorte! Ou será que não merecia?

Sentindo-se profundamente injustiçada, Hermione caminhou até aos dormitórios, parando apenas, em frente, à Mulher Gorda, para lhe dar a senha, antes de entrar no seu quarto. Não estava lá ninguém, ainda era muito cedo e ela ficou aliviada por poder ter um pouco de privacidade, sem ter de falar com ninguém, naquele momento.

Arrastando ligeiramente os pés, Hermione aproximou-se do espelho encantado, onde a sua imagem lhe sorriu e acenou, com o nariz e os olhos um pouco vermelhos. Ela olhou para o seu rosto, que, francamente, não era uma visão muito bonita, naquele momento. Ela sempre tinha invejado as raparigas que conseguiam chorar e continuar bonitas, em vez de ficarem inchadas e com o nariz vermelho, como ela. A imagem do espelho espetou-lhe a língua de fora. Sim, eu sinto o mesmo, pensou ironicamente.

Normalmente, ela não se achava feia. Nada mesmo. Mas as suas feições eram tão simples e vulgares, não tinham nada de extraordinário. Os seus dentes eram brancos, brilhantes e uniformes, afinal a higiene oral sempre foi muito importante. Os seus olhos eram castanhos. E mesmo tentando pensar em alguns adjectivos que os pudessem caracterizar e torná-los mais atraentes: chocolate, canela, âmbar, avelã... não conseguiu porque eles eram simplesmente... castanhos. Suponha que a cor até era aceitável, porque no fim não a faziam lembrar nada que fosse nojento e isso era um ponto positivo. Pelo que abandonou a dissertação sobre a cor dos seus olhos e avançou para o cabelo. Era a sua característica mais condenável. Não tinha uma cor exótica ou emocionante, nem sequer tinha brilho, era de uma cor aborrecida e vulgar de castanho, que pareciam sempre secos e crespos. Ela puxou uma mecha, suspirando. Não, nenhum rapaz se iria apaixonar por aquilo. Até agora, a única coisa que ela se podia orgulhar era do seu cérebro e ela sabia o quão interessados estavam os rapazes nessa característica feminina.

"Os gajos têm relações sexuais com qualquer coisa e gostam sempre. Mesmo que sejam Muggles." Ela estremeceu com a lembrança, passou as mãos pelo corpo, por cima do tecido da roupa, sem conseguir ver nada. "Vira-te, por favor", instruiu ao seu reflexo, que se virou rindo e fazendo poses. Ainda não era o suficiente. Suspirando, abriu o cinto e tirou a roupa. A imagem do espelho fixou-a e abanou a cabeça negativamente. "Despe-te," ordenou. Novamente a imagem do espelho abanou a cabeça. "Vou ficar aqui assim até que o faças.", avisou e, finalmente, com o olhar apreensivo, a imagem do espelho tirou as roupas.

Hermione deslizou as mãos sobre os seios, ignorando como o seu reflexo corou violentamente e lhe fez uma careta. Os seus seios eram tão espectaculares como o resto do seu corpo. Eram pequenos, redondos e firmes e, até à noite anterior, não sabia o quão sensíveis eles podiam ser. Deixando as mãos descer, atingiu a barriga, que era suave e com formas levemente arredondadas. Continuou a deslizar as mãos, até aos quadris e agarrou-os com as mãos, pensando em como ela nunca usava o cinto apertado, como as raparigas que gostavam de mostrar as suas cinturas pequenas e as suas formas generosas. Não, ela não era nada assim. E não se importava nada com isso, mas…

O que será que ele achou do meu corpo?

A questão deixou-a chocada. Que lhe importava o que ele pensava? Ele próprio lhe tinha dito mais ou menos que só tinha estado com ela tinha porque não queria que ninguém visse que ele estava excitado. Coisa que por sinal não tinha sido ela provocar-lhe. E ele beijou-a. Ela, por algum motivo obscuro, que não compreendia, tinha gostado e respondeu-lhe, beijando-o de volta, mas o facto é que tinha sido ele a começar. E depois disso, ele investiu tudo nela, fazendo-a saltar do seu corpo puro e inocente, para ficar a arder em desejo e vontade. O estúpido pretensioso!

Oh, por favor, ela pensou. Tu não vales assim tanto, Malfoy!

Não, ele não era assim tão bom. Ele não era o rapaz mais bonito da escola e estava longe de ser o mais simpático. Os seus encantos eram discutíveis, tal como a sua ética. No entanto, Hermione não era assim tão hipócrita, para afirmar que não o tinha achado atraente, não depois do que tinha acontecido. Ela estava disposta a aceitar a sua própria parte de culpa ao contrário dele. Fez uma careta para a sua imagem, que se sentia agora bem mais à vontade para lhe retribuir o olhar.

"Por que razão atiraste o teu corpo de Sangue de Lama virgem contra mim?" Hermione mordeu a sua irritação. Realmente tinha sido uma pergunta legítima, embora "por que razão dormiste comigo? " tivesse soado de uma forma bem mais agradável. Então ... porque o tinha feito?

Combatendo a sua própria falta de vontade de aprofundar o tema, tentou discernir os próprios motivos. Não era que ele tivesse sido irresistível, ela já tinha dito isto antes. Mas aquilo tinha sido tão… Hermione procurou a palavra. Poderoso. Sim, foi isso mesmo que ela sentiu. Tinha sido um sentimento muito forte para ela, simplesmente o negar e não o explorar. Claro que não tinha sido uma atitude muito inteligente, mas desejar que não o tivesse feito, não ia servir para nada.

E que importava que ele a culpasse? Ele poderia ter parado a qualquer momento se quisesse, se não o fez foi porque não quis. Ela não tinha culpa que ele fosse um rapaz, egoísta e incapaz de dizer que não a si próprio.

Chegada a esta conclusão, Hermione começou a vestir-se furiosamente e quando se virou para ajustar o espelho, percebeu que a sua imagem tinha fugido. Suspirando profundamente, decidiu que da próxima vez que fosse a casa iria trazer um espelho normal.

-colocar linha-

Na manhã seguinte, Hermione desceu para o pequeno almoço, como habitualmente e, como sempre, ignorou a mesa dos Slytherin. Sentou-se ao lado do Harry, para ouvir o Ron dizer "... que o parvo!" concluindo que eles deveriam estar a falar do encontro da noite anterior com o Malfoy. Oh, maravilha, o dia começava da melhor maneira!

Ignorou a conversa sobre as maldades e crueldades do Malfoy, deixando a sua cabeça devanear livremente, enquanto comia um pedaço de torrada. Quando o Harry se inclinou para agarrar no jarro de sumo de abóbora, ela notou algo que nunca tinha percebido antes.

"Tens andado a fazer exercício físico?" perguntou-lhe, olhando para o braço dele.

O Harry parou no meio do movimento e fintou-a interrogativamente. "O quê?"

"Tens feito exercício? Tu sabes… para impressionar as raparigas?" o Harry e o Ron trocaram olhares. Hermione deu uma olhadela no Ron e disse "Tu também!". Ele fixou-a.

"Não fazemos nada de especial", disse o Harry. "Só Quidditch."

Hermione olhou para eles sem compreender. "Mas isso é tudo feito com magia, não é?", perguntou ela.

Os rapazes riram-se dela. "E como achas que ficamos em cima das vassouras? " perguntou-lhe o Ron. "Dá trabalho." O Ron e o Harry abanaram as cabeças sem perceber o motivo do seu súbito interesse pela sua condição física.

"Hmm," foi tudo o que a Hermione lhes respondeu, voltando ao seu devaneio. Então era por isso que o Malfoy tinha aquele corpo, pura e simplesmente, jogava Quidditch. Não que isso importasse, porque não importava. Mas então, ele não tinha andado a esforçar-se para impressionar as raparigas dos Slytherin? Jogar Quidditch era a melhor maneira para atingir isso tudo – tinha um bom corpo e ainda ganhava admiradores pela forma como jogava.

Era-lhe difícil dizer mal dele por jogar Quidditch, quando os seus dois amigos também o faziam. Mas não era o mesmo, ela tinha certeza. Eles apenas utilizavam os mesmos meios, para chegarem a fins completamente diferentes. Ah, ela sabia quais eram os fins dele: praticar o mal e ser um playboyzinho. Esforçando-se para ignorar a sua lógica imperfeita, reflectiu sobre isso por uns momentos.

A voz do Ron penetrou os seus pensamentos. "Então, vais ficar de castigo durante uma semana por causa do Malfoy?" Hermione sentiu o coração saltar um compasso, antes de perceber que ele estava a falar com o Harry.

"Sim", respondeu-lhe o outro. "O curioso é que a Hermione estava lá e o Malfoy disse ao Snape que ela não tinha feito nada."

"O quê?" o Ron endireitou-se e deixou os seus ovos mexidos, por alguns segundos, para franzir a testa para a Hermione "Porque é que ele fez isso?"

Ambos fixaram o olhar nela. Ela não estava preparada para isto. "Bem..." disse, tentando ganhar tempo. "Ele, ele precisava de ajuda num trabalho de Transfiguração". Suspirou de alívio, assim que eles começaram a murmurar "claro" e " a rapariga mais esperta da escola". Sim, ela era, não era? Olhou para o seu prato e perdeu a vontade de comer. Melhor ainda, ela bem que precisava de fazer uma dieta.

"É por isso que estavas sozinha com ele naquela sala?" perguntou-lhe o Ron a sorrir. "Nem sabia o que pensar, quando soube."

A cabeça dela disparou e manchas vermelhas apareceram-lhe nas faces. "Agora dás ouvidos a boatos, Ron? Não tens nada melhor para fazer?" Ela sentiu uma certa satisfação, seguido logo por um rápido sentimento de culpa, quando ele corou e desviou os olhos dos dela. Ela tinha estado realmente sozinha com o Malfoy e o encontro não tinha sido nada inocente, por isso ela não podia censurar o Ron por ter ficado preocupado.

"Espera, tu estavas sozinha com ele, Hermione?"perguntou-lhe o Harry, olhando-a com aflição. "Tu sabes que não é seguro, ele é um…"

"Oh, deixa-te disso!" interrompeu-o, esquecendo tudo sobre o seu sentimento de culpa. "Ele não é. Ele é apenas um parvo mimado que gosta de se exibir." Empurrou a comida e levantou-se, encontrando um par de olhos cinzentos divertido na mesa dos Slytherin. Claramente ele tinha estado a assistir a tudo. Perfeito, era mesmo isso que ela precisava. Mostrou-lhe os dentes ferozmente para e saiu, desejando amaldiçoar todos os homens do seu ano.

-colocar linha-

Passaram-se algumas semanas sem que de nada desagradável acontecesse. Hermione teve cuidado para não ser apanhada numa posição comprometedora ou não, em que tivesse de falar com o Malfoy.

Os fins-de-semana em Hogsmeade foram e vieram. E ela reparou que o Malfoy continuava com as mesmas actividades de sempre, a Parkinson nunca andava muitos passos longe dele ou dos seus capangas. Felizmente, ele parecia ter ficado entediado de a insultar, o que lhe permitiu baixar a guarda e poder relaxar novamente.

Exactamente 26 dias, após o seu último encontro privado (não que ela os tivesse contado), Hermione estava sozinha na biblioteca. Não era que não quisesse voltar para a sala comum, apenas estava com uma falta de entusiasmo. Sabia o que iria acontecer assim que lá chegasse: o Harry iria continuar a dar-lhe argumentos sobre o facto de achar que o Malfoy era um Death Eater. Mesmo que isso não a fizesse lembrar o que tinha feito, iria ficar sempre irritada pela forma como ele estava a ficar obcecado com aquilo. Sabia que não poderia ficar ali por muito mais tempo, pois Madam Pince iria expulsá-la em poucos minutos. Assim, suspirando, Hermione começou a reunir os seus livros e lentamente começou a caminhar de volta para a sala dos Gryffindor.

Como já era tarde, poderia, chegar lá, e simplesmente dizer que estava cansada e ia dormir. Embora não estivesse nada cansada e não lhe apetecesse ir para a cama. Perdida nos seus pensamentos, não se apercebeu que alguém se aproximava, até ter sido agarrada e enfiada dentro de um armário de arrumações, com a boca tapada com uma mão. Ela só teve tempo de pensar o quão estúpida tinha sido por não ter estado mais alerta, até que ouviu o autor da sua agressão falar.

"Não grites," disse-lhe suavemente. "Sou eu. Demoraste imenso tempo a chegar aqui!"

Malfoy.

O que é que ele queria desta vez? Estava novamente entediado e precisa de alguém para perseguir? Ela não lhe iria permitir isso e fazia questão de lhe mostrar a sua posição.

"O que é que queres?" perguntou-lhe agressivamente, quando ele retirou a mão lentamente da boca e fechou a porta, ficando apenas uma lasca de luz a iluminá-los.

"Tu", murmurou inclinando-se para beijá-la.

Espera ... O quê? Foi o único pensamento coerente que ela conseguiu ter depois de sentir os lábios quente e macios dele, contra os seus. Bastava que ele simplesmente roçasse a sua boca na dela para a fazer gemer e lembrar-se de um prazer que quase já tinha esquecido. Aparentemente incentivado por isso, ele aprofundou o beijo, permitindo que a sua língua penetrasse na boca dela.

Sentindo os joelhos ficarem cada vez mais fracos, agarrou-se desesperadamente aos ombros dele, ao que ele, percebendo o que se passava com ela, içou-a, envolvendo as pernas dela na sua cintura e encostando-a à parede.

Ela gemeu novamente, esquecendo tudo, excepto a sensação de o ter a beijá-la e do seu corpo duro contra a sua pele macia. A mão dele apoiou a sua coxa, enquanto a outra mão deslizava para agarrar um dos seus seios, que apertou gentilmente, através do tecido da roupa, fazendo-a sentir uma onda de felicidade invadi-la.

Hermione deslizou as suas mãos pelo pescoço dele até ao seu cabelo, onde o prendeu nos dedos e o agarrou com força, mantendo a cabeça dele na mesma posição. Ele fez um som baixo de aprovação, com a garganta, fazendo-a sentir uma coisa estranha dentro da sua barriga, assim que o beijo se tornou ainda mais intenso e duro.

Existirá alguma razão para eu não fazer isto? Franzindo a testa confusa, Hermione quebrou o beijo, virando a cabeça. Imperturbável, Malfoy começou a beijar-lhe e a mordiscar-lhe o pescoço, fazendo o pulso dela acelerar, assim que ele tocou num ponto particularmente sensível.

"Espera", ela gemeu, tentando reunir a sua inteligência, enquanto ele decidindo que gostava particularmente de um ponto do seu pescoço, começou a mordiscá-lo. Assim que ele a começou a morder com mais força, tudo ficou escuro por alguns segundos e a razão dela sumiu-se.

"Não penses tanto," acalmou-a ele, entre sussurros. "Limita-te a sentir." Ele deslizou uma mão para dentro das cuequinhas dela e com um movimento dolorosamente lento, tocou-a em todos os lugares, excepto no único lugar que ela ansiava. Ela encolheu-se contra ele, ofegante, mas ele apenas continuou a provocá-la.

"Por favor", pediu-lhe ela sem fôlego, empurrando-se novamente contra ele.

Ele sorriu como se tivesse ganho uma pequena vitória, e beijou-a novamente, fazendo-a engolir os seus próprios gemidos, assim que ele a tocou da maneira que ela queria. Hermione precisava desesperadamente de uma saída para a sua própria necessidade, assim retribuiu o beijo dele com força, fazendo-o gemer e pressionar-se contra ela com força.

Ela pensou que ia morrer, assim que sentiu o dedo dele entrar nela, a julgar pelo arrepio que lhe atravessou o corpo todo, da mesma forma que ele o pareceu ter sentido. Como ela podia ter esquecido o quão bom aquilo era? Nada do que ela já tinha feito a si própria, no conforto do seu quarto, se poderia comparar a isto.

"Eu preciso ..." disse ele com esforço.

Ela assentiu com a cabeça. Certamente ele não pensava que ela iria querer parar agora, pois não? Os seus pensamentos não eram nada mais que um borrão quente de desejo e desespero, a necessitar de ser satisfeito.

De repente, antes que eles pudessem ir mais longe, a cabeça dele virou-se rapidamente, para fixar a porta e o corpo dele congelou.

"O que é?" perguntou a Hermione desapontada, mas ele, simplesmente, fechou a mão sobre a sua boca e, em seguida, fez sinal para que ela ficasse quieta. Agora também ela conseguia ouvir o som de passos abafados. Alguém se aproximava, tentando fazer pouco barulho. Houve uma agitação subtil do outro lado da porta do armário.

O coração da Hermione batia acelerado devido ao medo de ser descoberta, fazendo com que a luxúria fosse empurrada temporariamente para um segundo plano. Ela estava prestes a perder o seu cargo de prefeita, caso fosse descoberta como estava, num armário, agarrada ao Malfoy.

"Ele não está aqui", disse uma voz irritada. Hermione reconheceu-a, era a voz do Harry e, pela cara cerrada do Malfoy, ele também o tinha reconhecido. Ele afastou-se dela, fazendo-a deslizar até ficar com os pés no chão e ficou à escuta.

"Tens a certeza que viste bem o mapa?" perguntou outra voz: o Ron. Hermione disparou um olhar ao Malfoy, para o ver ficar com um ar ainda mais furioso.

"Vi ou vê-la tu. O Malfoy está no quarto andar, exactamente no local onde estamos agora!" insistiu a voz do Harry.

Ah, isto não era nada de bom! Agora o Malfoy sabia sobre o mapa do Harry, mas porque razão eles não abriam a porta do armário para ver se ele estava lá dentro?

Malfoy soltava faísca dos olhos, tal era a raiva que sentia. Ela não o podia censurar, ninguém gostava de ser perseguido, nem de ver a sua diversão interrompida.

"Sim, mas olha para este bocado", disse o Ron. " Aqui diz que a Hermione está com ele aqui." Houve uma pequena pausa. "Tu não achas que ela ainda lhe está a dar aulas, pois não?"

Hermione desviou o olhar quando sentiu o Malfoy a olhar fixamente para ela. Bem, ela tinha que lhes dizer qualquer coisa, não tinha?

"Não ..." murmurou o Harry. "Mas algo está errado. Bem, não vamos encontrar nada aqui, por isso mais vale voltarmos." Ouviram os passos deles a afastarem-se.

"Como é que…" começou a Hermione.

"Fiz um feitiço de deslumbre na porta"

Ela assentiu com a cabeça. Claro que tinha feito, ele devia ter planeado tudo muito bem. E sem saber porquê isso incomodava-a, saber que ele tinha feito tantos esforços para se certificar que não eram apanhados juntos. Ela teria sido humilhada, se alguém, sobretudo os seus amigos, a tivessem apanhado com ele, mas era pouco lisonjeiro saber que era o segredo sujo de alguém.

Sentindo-se bastante irritada com ela própria e com o Malfoy, fez menção de sair dali.

A mão do Malfoy lançou-se para a deter. "Onde pensas que …", ele parou abruptamente de a ameaçar, assim que ela pressionou a sua varinha contra a jugular dele.

"Larga-me," disse-lhe calmamente, sem suavizar a pressão da varinha, apesar dele ter feito o que ela lhe tinha ordenado. Hermione não conseguiu deixar de sorrir assim que ele removeu cuidadosamente a sua varinha do bolso. "Porque é que me trouxeste para aqui?" perguntou-lhe ela friamente. Ele não fez nenhum movimento que indicasse que ia responder, pelo que ela espetou um pouco mais a varinha na carne sensível do pescoço dele.

"Não é óbvio?", perguntou-lhe ele desdenhosamente.

Pensava que era, mas ... "Diz-me!" respondeu-lhe, sentindo-se muito satisfeita por ele ser incapaz de esconder a sua própria contrariedade.

"Eu queria foder-te novamente", disse calmamente, após uma pequena pausa, rindo com o estremecer dela perante a escolha de palavras dele.

Ela abanou negativamente a cabeça. "Não, tu disseste…"

"Eu menti, está bem? Isto entre nós não é propriamente algo com que eu me orgulhe."

"Tu odeias-me", afirmou, lentamente, desafiando-o a contestá-la.

"É verdade eu realmente odeio-te, a ti e aos teus dois amigos, O Rapaz que Espia e o seu parceiro o Rapaz Mendigo. Mas isso não me impede de te querer foder..."

A vulgaridade dele começava a irritar profundamente a Hermione e novamente ela espetou a varinha mais funda na garganta dele, que o fez estremecer e engolir em seco. Reparando bem, ele até parecia um pouco mais pálido do que o habitual. "Pára de utilizar esse tipo de linguagem", ela disse-lhe entre dentes.

"Então diz-me lá que palavra devo eu utilizar?", perguntou-lhe ele sarcasticamente. "Já que não posso utilizar foder ou comer…"

"Então vais ter de encontrar um termo mais bonito", disse ela, consciente que tinha as mãos e voz a tremer ligeiramente, apesar de tentar parecer fria e firme. "Porque é que queres?"

Ele levantou uma sobrancelha. "Porque é que quero o quê?"

Ela espetou-o novamente com a varinha, fazendo-o gemer de dor e ficar furioso. "Porque é que queres dormir comigo?", perguntou ela, percebendo que continuavam muito próximos e escondidos do mundo.

Ele parecia hesitante em responder. E quando ela estava prestes a ameaçá-lo novamente com a varinha, ele sacudiu a cabeça e disse: "Eu não tenho a certeza, ok? Eu apenas quero."

Hermione endireitou-se e olhou empertigadamente para ele. "Bem, isto não se vai voltar a repetir. Nem agora, nem nunca. Eu não o vou permitir!"

Ele riu-se bruscamente, parando apenas quando sentiu a varinha dela cravar-se novamente na garganta. "Não sejas hipócrita, Granger", disse-lhe ele. "Tu queres isto tanto como eu."

Hermione corou. Ele tinha razão, mas isso não significava que ela tivesse que ceder aos avanços dele. Ele continuava a ser o mesmo estúpido execrável de sempre e se ela se lembrasse sempre disso, seria bem mais fácil resistir às investidas dele.

"Vou voltar para a minha sala e tu não vais fazer nada para me impedir", informou-lhe ela calmamente. "Entendes-te?"

Ele abanou afirmativamente a cabeça, com os olhos a prometerem todo o tipo de retribuição.

Bem, teria de esperar para ver o que ele iria fazer. Hermione, por sua vez, estava cansada de ser intimidada e, encarando firmemente o Malfoy, empurrou a porta e saiu para o corredor. Assim que teve a certeza que ele não a podia ver, desatou a correr até ter chegado à sala dos Gryffindor.