Capitulo 3:

Naquele em que não consigo parar de pensar nela.


POV. James:

Lily Evans, a garota mais bonita e charmosa da escola, pena que não me dá bola. Anda pelos corredores sem dizer nada a ninguém, estuda como uma condenada. Faz-me suspirar, essa ruiva, seu cheiro, seu gosto, eu quero sentir. Corro atrás dela como um cachorro, dá até vergonha de falar, mas é verdade, fazer o quê? Tenho qualquer garota em minha mão, mas não quero uma qualquer. Quero a Lily. Ela não me dá nem uma chance sequer, é difícil essa mulher! Esse é nosso último ano, não tenho mais nada a perder, é agora ou nunca. Ah, Lily, por que não entende que é meu sentido de viver?

Almofadinhas acha besteira correr atrás de uma só. Que vou enjoar, ou que vai dar besteira, mas isso é por que nunca correu atrás da que ele quer. Ele pode ser feliz sozinho, e até um tempo atrás eu também podia, até o dia em que essa ruiva me pegou e me tortura, sem outra via.

Aluado já pensa diferente, pensa que vou conseguir. Que no fundo ela gosta de mim, mas que não admite para si. Não que o que o Almofadinhas diz não valha nada, até porque ele é o melhor amigo dela; mas ela é esperta e para ele não contaria, pois ele é meu melhor amigo também, e do jeito que eu sofro, é provável que ele ficasse com dó e contasse. Mas Aluado tem um jeitinho especial de fazer a gente falar, parece que vê nosso interior, então gosto de pensar que ele sabe disso, tanto quanto um professor.

- Pontas? – disse Aluado chamando minha atenção.

- Oi? Desculpe, diga Aluado. – Saí dos pensamentos.

- As garotas têm razão, o trem vai partir. Melhor subirmos. – chamou Rabicho já na porta.

- Claro, claro! Desculpe!

- Pare de se desculpar um pouco, cara! – riu Almofadinhas. – Você não matou ninguém!

- Ah... Desculpe!

- É surdo agora?

Chegamos ao trem e encontramos uma cabine vazia. Entramos. Ouvi uns múrmuros das vozes dos meus amigos, mas não prestei atenção.

- Pontas! – Gritou Almofadinhas. – No que você tanto pensa que nem escuta mais nós falarmos? Estou tentando explicar aquela marotagem que planejamos nas férias... E não peça desculpa!

- Tá! Des... Merda!

- Pontas tá virando viado!

- Cala a boca, Aluado!

- Agora está melhor! Está virando homem de novo!

- As visões da Lily me distraem...

- Fala sério, James – disse Rabicho. – 'Cê 'tá super a fim da Lily, né!

- 'Tô...

- Ah... James, escreve aí! Esse ano você vai sair com ela! – Aluado gosta de me dar esperanças.

- Cara, vai fundo na ruiva! – brincou Sirius.

- Vocês falam como se eu não fizesse nada! Como se fosse fácil! – disse.

- Shhhhh! – disse Sirius de repente – Escutem! – do outro lado da parede ouvia-se a voz das garotas. Nesse momento, cena engraçada, três garotos com os ouvidos encostados na parede tentando ouvir quatro garotas conversando. Do outro lado da parede, ouvia-se a voz das garotas.

- São as garotas... – Disse Aluado baixinho.

- Sim... São elas mesmo! – Completei.

- Não quer ouvir Rabicho? – perguntou Aluado abrindo espaço para ele.

- Não, obrigado! – respondeu Rabicho de boca cheia. - Pra mim comida é mais importante que mulher.

- Então 'tá, né! – disse Aluado voltando para uma posição mais confortável.

- James, trouxe a capa da invisibilidade?

- Sim, por que Sirius?

- Vai dizer que não está curioso pra saber se estão falando de nós?

- Boa ideia, Sirius! – pulei do banco e abri meu malão, de lá tirei uma enorme capa.

- Já voltamos, Rabicho!

- Sem pressa!

Entramos em baixo da capa da invisibilidade, saímos da cabine e paramos na porta da cabine delas.

- Você e James Potter, senhorita Lily Evans! – Disse Marlene.

- Estão falando de você! – sussurrou Aluado.

- Verdade Lily, que dó. Ele corre atrás de você desde o quinto ano! – Alice completou!

- Que dó do Pontas – Sirius fez careta.

- Dá uma chance pra ele, Lily! – Dorcas não podia ficar de fora! Eu amo essas garotas. – Vocês formariam um belo casal!

- Calem a boca todas vocês! Se vocês não se lembram, ele dizia que eu era estranha até o dia em que... Em que defendi... –Ela gaguejou. – Em que defendi Severus!

- Mas ele nunca mais chamou! – disse Alice

- Ele mudou seus conceitos sobre você... – Completou Dorcas.

- E se mudou! – brincou Remus

- Vai, Lily, é o ultimo ano! Só uma chance! – Suplicou Marlene.

- Eu vou lá – disse sem dar tempo de deixar eles me impedirem, saí de baixo da capa.

- Você devia escutá-las... – entrei na cabine e me apoiei do lado da porta

- Potter... – por que ela sempre põe tom de nojo? Sirius e Remus passaram por mim.

- Ah, Lily! – disse Almofadinhas, que se sentou entre Lily e Marlene, fazendo Lene ficar esmagada contra a janela. Aluado sentou-se entre Dorcas e Alice. O que Almofadinha pensa que está fazendo sentado com a minha Ruiva?

- Por favor! – Continuou Almofadinhas. - Não aguento mais Pontas reclamando que você não sai com ele! Já faz dois anos! – Joguei um olhar "Cala a Boca, cara! E sai do meu lugar!" pra ele. Ele entendeu e tomei seu lugar. A Ruiva se espremeu tanto para ficar longe de mim que grudou o rosto no vidro.

- Vamos, Lily só uma vez! – implorei.

- Não! E se me dão licença, a reunião dos monitores-chefes já vai começar! – Ela levantou-se com toda a graça, e saiu.

- Não fique mal, James... – disse Marlene sentando-se ao meu lado.

- Não, tudo bem! Ela nunca vai me dar bola!

- Ah, Pontinhas! Não vai dar uma de dramalhão agora!

- Sirius! - Cortou Dorcas.

- Eu só queria saber o que fazer pra ela gostar de mim...

- James, nós vamos fazer de tudo pra juntar vocês esse ano! – disse Alice animada. – Não é, meninas?

- Claro que sim! – Dorcas e Marlene responderam juntas.

- Sério, gente? – se elas me ajudarem, eu tenho esperança!

- Eu acredito que elas falam a verdade e nós, marotos, também faremos nossa parte. – Respondeu Aluado. – Mas se não me engano, você tem que ir...

- Pra onde? – perguntou Alice desconfiada.

- Reunião dos monitores-chefes.

- Nossa! Achei que seria Remus! – disse Dorcas surpresa. – Claro, sem ofensas James...

- Não ofendeu! Eu também não esperava!

- Com isso sua popularidade cairá bastante – brincou Marlene.

- Nenhum jogador de Quadribol não é popular, McKinnon! Riu-se Almofadinhas. - Você sabe bem disso, não?

- De qualquer maneira... – continuou Marlene entre os dentes determinada a ignorar a presença e a resposta de Almofadinhas. – Se eu fosse você, correria. Você já está atrasado, e isso não vai deixar a Lily feliz...

- Merda de relógio! – Gritei – Valeu pela ajuda, gente. Até mais! – Saí correndo da cabine.

Chegando ao vagão dos monitores, vi que todos já estavam reunidos.

- Desculpe o atraso, gente. - disse ofegante. – Tinha umas coisinhas para resolver... – Vi que a monitora da Corvinal estava sorrindo boba pra mim, joguei-lhe uma piscadela. O que foi a pior coisa que fiz nesse dia, a ruiva ficou vermelha de raiva, mas eu fiz isso só pra irritar ela mesmo, eu só tenho olhos pra essa ruiva. A menina começou a dar uma risada boba. Ninguém resiste ao "charme Potter". Lily, parecendo ter lido meus pensamentos, revirou os olhos.

- Bom, agora podemos começar! – ela me jogou um olhar gelado – A maioria de vocês já foi monitor. Normal, então, por enquanto é só cuidarmos dos alunos do primeiro ano. Dumbledore deixou a lista de ronda comigo. Sonserina às segundas e quintas, Lufa-Lufa às terças e quintas, Grifinória às quartas e sextas, e Corvinal, obviamente, aos finais de semana. Algum problema? – Levantei a mão - Não, Potter, se sua pergunta é se seus horários baterão com os horários dos treinos de Quadribol, a resposta é não!

- Não era essa a minha pergunta! – respondi magoado. Por que ela acha que sempre sabe o que vou dizer? E por que ela acha que minha vida é só Quadribol? Se bem que isso é um pouco verdade... Mas não Quadribol...

-Então diga, rápido! – apressou-me ela.

- Quero saber se terei que fazer a ronda com você, ou se cada um faz uma parte.

- Pelo menos sua pergunta serviu para algo, este ano a ronda terá que ser feita em duplas, as duplas de monitores de suas respectivas casas, ordens de Dumbledore. Mais alguma pergunta? Não? Então, reunião encerrada! Por favor, não se esqueçam de tratar bem os alunos do primeiro ano. Não os assustem. Peguem seus "blocos de detenção" ao sair. – Todos saímos da cabine e fomos para nossos respectivos vagões. Parei a ruiva no meio do caminho.

- Ei, ruiva! Espera! – Gritei e depois corri atrás dela.

- É EVANS!

- Tanto faz! Parece que não vai conseguir se livrar de mim tão fácil, terá que me aguentar pelo menos duas noites por semana. – Ah... Como isso era bom, mais tempo para eu utilizar o "charme Potter". Ou, pelo menos, algum tempo já que ela não me dava nenhum. E, a melhor parte, ela não podia fugir de mim, se não teria encrencas com Dumbledore.

- Para minha infelicidade... Sim, vou! – Magoei!

- Ah, ruiva, eu sei que você não me odeia de verdade! Por favor! Só uma chance pra eu te mostrar que eu não sou quem você pensa que sou...

- Não preciso sair com você pra saber quem você é! Você é um garoto ridículo que machuca as pessoas com suas marotagens ridículas. Um garoto que judia dos outros só para rir! Não sei como você consegue rir! Não percebe que as pessoas não gostam disso? Um galinha que machuca corações de milhões de meninas em Hogwarts, pois só quer se divertir! Essa é a pessoa que você é! – Nossa! Magoou de verdade, se bem que isso não é nem um terço do que ela geralmente me xinga, então, 'tô no lucro! Mas não era verdade, não machuco "milhões de garotas". Não machuco ninguém! Só o Ranhoso, mas beleza!

- Não! Essa é a pessoa que você pensa que eu sou. E eu sei ser legal com quem eu quero! Eu faria tudo pra você mudar essa imagem que tem de mim! Eu juro! Só me dê uma chance para pro...

- Potter, por favor, não piore as coisas! Com licença... – Ela se virou, e bateu seus longos cabelos ruivos em mim. Aquele cheiro... Apesar de ser uma bela visão, vê-la de costas com seus cabelos balançando ao sair, ela estava indo embora, o que faz uma bela visão se tornar um pesadelo, um símbolo de "não esperança".