A/N: Bom, resolvi ser boazinha e colocar mais um capítulo para vocês. Depois decido quantos reviews quero para postar o próximo capítulo, que está quase pronto!!!!!
EXCEÇÃO A REGRA
Capítulo 2: A Única Coisa
James' POV
5 de Novembro de 1976
"Alguém já te disse o como você fica sexy vestindo um uniforme de Quadribol?"
Meus braços a envolvem pela cintura, enquanto estou atrás dela, e sussuro nos seus ouvidos e capto a sensação de plenitude, um sentimento que só possuo quando estou na presença dela. Ouvir ela sorrir com o meu contato, leva um sorriso ao meu rosto no mesmo instante.
"Algumas pessoas já me disseram," Ela diz, enquanto gira em meus braços e beija a ponta do meu nariz, "mas eu amo ouvir isso de você."
"Então… você gostou?"
Um sorriso colossal ilumina o rosto dela completamente. Então, a resposta é sim´.
"Por que eu não gostaria? Ainda estou chocada que você fez isso! Quer dizer, eu sabia que você levava o nosso relacionamento a sério, mas nossa!" Ela afirma, e eu sorrio e beijo a bochecha macia dela.
Ela gira mais uma vez e se estica, estendendo a parte traseira do tecido, para que eu possa ler claramente o que está escrito.
Futura Sra. Potter.
O que ela não sabe, é que depois que recebi a blusa pelo correio-coruja e rasguei o pacote para abrí-lo, fiquei uns bons 15 minutos lendo essas três palavras repetidamente, como se elas fossem um mantra.
Ela se vira para me olhar mais uma vez, lançando seus braços em torno do meu peito e pressionando sua orelha sobre o meu coração. "É perfeito." Ela sussura no tecido do meu uniforme preto.
"Claro que é, veja só quem está vestindo."
Olhando para baixo, vejo as bochechas pálidas dela ficarem ligeiramente rosadas. Eu tenho certeza que não tem nada a ver com o frio, e eu amo saber que sou a causa da vermelhidão. Se lisonjeá-la quer dizer que as bochechas dela vão ter essa cor rosada para sempre, eu o farei até o fim dos meus dias.
"Isso vai mostrar a todos aqueles descrentes uma coisa ou duas, certo?"
Eu examino os lindos olhos verdes dela. Ela está preocupada, mas tenta esconder atrás da máscara equilibrada criada por ela como um mecanismo de defesa. A Lily sempre se mostrou indiferente, mas ela nunca conseguiu me enganar. Nunca.
O nosso relacionamento foi nada menos que perfeito. Muitos queriam que nós ficássemos juntos muito antes de realmente ficarmos (incluindo eu). Nos primeiros cinco anos que nos conhecemos, ela me detestava. Se eu não estivesse transfigurando a flor dela em uma lesma no primeiro ano, eu estava a chamando para sair sem parar no quinto. Mas no sexto ano, tudo mudou. Nós nos tornamos amigos rapidamente e poucas semanas depois do início do ano escolar, eu a chamei para sair por uma última vez.
O resto, como dizem, é história.
A maior parte dos alunos aprovam o nosso relacionamento. Pelo que eu saiba, todos os alunos da Grifinória e da Lufa-Lufa não se opõem, enquanto que alguns da Corvinal sim. Mas de longe, os Sonserinos são os mais fortemente hostis ao nosso relacionamento.
Os Sonserinos, obcecados em manter a linhagem dos puro-sangue, acharam que é uma ofensa enorme da minha parte me relacionar com uma nascida trouxa. Como resultado, eu fui considerado um 'traidor do sangue', e os zombamentos da desprezível palavra 'sangue-ruim' ecoam nos corredores mais do que nunca. Sirius e eu imediatamente perseguimos o culpado e … bem … 'tomamos conta' da situação. Ninguém deve ser chamado dessa maneira, principalmente a Lily. E ela não vai ser chamada assim enquanto eu estiver por perto.
São esses momentos que eu mais valorizo. Os momentos quietos, pacíficos, onde podemos nos perder um no braço do outro e nos desligar dos preconceitos do mundo. Não existem palavras rudes, ninguém nos condena. Só existe nós dois nesse momento.
Infelizmente, o nosso tempo juntos só vai ocorrer por cartas pelos próximos dois dias.
A irmã da Lily está se casando nesse fim-de-semana e a Lily (com muito desgosto) deve deixar Hogwarts, via Pó de Flu, no escritório do Dumbledore. Apesar de ambas Lily e Petúnia se oporem à idéia, a Lily foi praticamente forçada a ser dama de honra pela mãe dela.
Aparentemente o pequeno problema que a Petúnia detesta a Lily não interfere em absolutamente nada.
Certo…
"Eu acho que preciso ir. Eles estão me esperando em casa para o almoço. Eu te amo e te vejo no Domingo. Eu sei que vai ser difícil, mas por favor, tente se comportar enquanto eu estiver fora." Ela me diz, enquanto coloca a bolsa dela nos ombros, me dá um beijo longo, e sai pelo buraco do retrato. Eu nem tento segurar um suspiro.
"Você já está com saudades dela, não está?"
Eu me viro rapidamente e vejo o Sirius atrás de mim, com as mãos nos bolsos de seus jeans escuro. Rindo mais para mim mesmo do que dele, olho para o chão.
"Sim. Eu acho que é um pouco extremo. Nós estamos na escola, onde nos vemos diariamente, especialmente porque ambos somos Monitores Chefes, e eu vivo atrás dela como um cachorrinho apaixonado. Bem patético, não é?"
Minha cabeça se levanta a tempo de vê-lo sorrir e balançar a cabeça, enviando seus abundantes cabelos pretos em todas as direções.
"Quando se está apaixonado, não é."
"Você não tem noção de o quanto ela significa para mim, Almofadinha. Eu não consigo colocar em palavras."
"E você não precisa… Eu já sei. As ações falam mais alto que as palavras."
"Eu sei, mas é muito mais forte do que isso. Quer dizer, eu me sento com ela toda manhã no Salão Principal, tenho as mesmas aulas que ela, e compartilho um dormitório privado com ela… e mesmo assim não é o suficiente. Quanto ela está longe, não importa se é por um minuto ou por um dia, eu me sinto incompleto. Sinceramente, eu não me sinto inteiro sem ela."
O Sirius encara meu rosto atentamente, com uma expressão incompreensível.
"Eu tenho inveja de você, amigo. Eu gostaria de saber como é se sentir assim." Ele sorri tristemente, e caminha rapidamente para o dormitório masculino da Grifinória. Os meus olhos e pés o seguem, enquanto ele pára em frente ao espelho do armário, apoiando-se sobre as palmas das mãos, que estão bem distantes uma da outra.
"Obviamente devo te fazer uma pergunta então. Aonde está a Marlene?" Eu pergunto enquanto caminho na direção da minha cama, pego uma camisa suja jogada sobre a cama, e a arremeço ao chão, antes de me deitar.
"Provavelmente com as garotas no dormitório delas," ele diz calmamente, e continua, "Ela encontrou o motivo da semana para ficar chateada comigo. Não posso dizer que não a culpo. Eu talvez estivesse também, caso os papéis estivessem invertidos."
"O que aconteceu?"
Ele sorri sem vontade e finalmente olha para mim.
"A minha prima Andrômeda… você se lembra dela, não é? A única pessoa sã em toda a minha família?" Eu balanço a minha cabeça, indicando que sim, "Então, ela decidiu vir a Hogwarts um dia desses. Eu cruzei com ela nos corredores enquanto ela estava saindo do gabinete do Dumbledore. Aparentemente, eles estavam colocando os assuntos em dia, mas ela não me disse quais assuntos foram esses. De qualquer jeito, nós caminhamos pelos corredores e acabamos nos deparando com a Marlene"
"Eu expliquei para a Marlene que ela era a minha prima Andy, a única que me correspondo semanalmente. A Marlene sorriu e apertou a mão dela, dizendo que ouviu muito sobre ela. A Andy simplesmente olhou para ela e perguntou quem ela era. A Marlene disse que era a minha namorada e a Andy disse que eu nunca a havia mencionado, em nenhuma das minhas cartas."
"Ai! Por que você não a mencionou?"
"Quer saber a verdade sórdida? Eu esqueci. Eu sei, parece uma das minhas desculpas fracas, absurdas, mas eu juro por Merlin que é a mais pura verdade. Ela nem passou pela minha cabeça quando escrevi as cartas. Nenhuma vez. Merda, ela nem entra na minha cabeça frequentemente esses dias."
Ao invés de olhar para a reflexão dele no espelho, ele olha para a minha, de onde estou deitado na cama.
"Não ajudou em nada quando ela e a Lily conversaram sobre a sua família, e o quão bem-vinda eles fizeram a Lily se sentir quando os conheceu. Todas as histórias que contaram a ela sobre você voltando para a casa para o verão, e falando sem parar sobre a pequena e energética menina ruiva da escola. É, isso definitivamente não melhorou as coisa, mas o que eu podia fazer? Eu me desculpei, mas mesmo assim ela não está mais falando comigo."
"As coisas não tem estado muito boas por um bom tempo, não é?" Eu pergunto, enquanto ele vira a cabeça para o lado.
"Não, não estão. Eu não sinto as borboletas no meu estômago. As vezes acho que estou apaixonado por ela, mas outras vezes já não tenho tanta certeza. Eu acho que eu realmente amo essa garota… mas não estou apaixonado por ela. Você me entende? Quando ela está longe, eu não me sinto incompleto."
Eu posso ver que a mente dele está 'a mil por horas', e espero pacientemente por qualquer que seja o resultado.
"Posso te perguntar uma coisa?" Ele diz.
"Você sabe que pode. Além do que, mesmo que eu dissesse que não, você perguntaria assim mesmo." Ele sorri, mas logo retorna ao seu estado melancólico.
"Quando você soube que estava apaixonado pela Lily?"
Eu passo a minha mão pelo meu cabelo, enquanto contemplo o que responder.
"A minha intuição me diz que foi na primeira vez que eu a vi na estação de King's Cross. Eu acho que a amo desde que tínhamos onze anos de idade… mas acho que só compreendi completamente no quinto ano."
"Quinto ano? Nossa, há tanto tempo então. Causamos muitos problemas naquele ano, cara…" Nós rimos, lembrando rapidamente daqueles tempos mais loucos, e ele balança a cabeça, indicando que eu continue.
"Foi quando ela disse que me odiava." Ele olha para mim de forma céptica e eu levanto a minha mão, indicando que tem mais a ser dito.
"Eu me considerava o maioral da escola. Junto com você, é claro." ele dá um sorriso forçado, "Eu tinha todos na escola praticamente aos meus pés, determinados a lavar e passar a minha roupa, e as garotas se jogando em cima de mim como se eu fosse a última coisa que elas jamais veriam em toda a vida delas. Eu, como você sabe muito bem, me entreguei a essa realeza automática que vem ao ter o sobrenome Potter. Então, quando ela disse que me odiava, eu fiquei, no mínimo, surpreso. Não somente surpreso pelas palavras dela, mas surpreso que eu a achava atraente, mesmo quando ela estava jogando insulto atrás de insulto na minha direção."
"Então, no final daquele ano… depois de todo aquele incidente… eu realmente comecei a pensar. Ninguém jamais se importou em dizer para eu mudar. Ninguém jamais se preocupou em me dizer que eu deveria me focalizar mais nas minhas notas do que no quadribol. Ninguém, exceto a Lily. Só que ela utilizou… hummm… um jeito mais forte de se expressar."
"Ela foi a pessoa que fez com que eu pensasse no futuro. Eu poderia festejar e brincar o quanto eu quisesse, fazer sexo com quantas garotas eu quisesse, mas no final eu não teria nada. Eu seria um desgraçado morando sozinho, me afogando em dinheiro, que nem ao menos consegui pelas minhas mãos próprias. Ela mudou a minha vida, Sirius. Ela me faz querer ser alguém melhor, alguém com um objetivo real na vida. Ela me faz querer ser um ser humano melhor. Não importa se ela me odiava naquela época. Eu já estava apaixonado. Eu jamais desistiria dela, não importando quantas vezes ela insistisse que eu não tinha a menor chance com ela, porque eu sabia que ela valia a pena. Totalmente a pena."
O Sirius abaixa a cabeça, com um pequeno sorriso em seu rosto.
"Como eu te disse anteriormente, eu não consigo nem colocar em palavras o como me sinto por ela. Ela é a adrenalina que tenho ao voar na minha vassoura, com velocidade maxima, somada à excitação que tenho ao pregar uma peça excepcional. Eu poderia perder esse status de Deus amanhã mesmo e não me importaria, contanto que eu a tivesse ao meu lado. É isso que o amor é."
Desviando o meu olhar do Sirius, eu examino o retrato na minha cabeceira.
A Marlene tirou essa foto com a câmera trouxa da Lily, no final da festa de 17 anos do Sirius. Depois que todas as pessoas saíram, arrumamos e limpamos um pouco (o máximo que conseguimos enquanto estávamos ainda um pouco embriagados), a Lily e eu acabamos caindo no sono, um nos braços do outro, no sofá. A cabeça dela está posicionada embaixo do meu queixo e eu abraço seu pequeno corpo de forma protetora. É uma foto tão simples, sem mágica alguma, exceto aquela que existe somente entre nós dois. É a minha foto predileta até hoje.
Eu volto a minha atenção para o Sirius, e vejo que ele me observa atentamente, não mais utilizando o espelho.
"Você pode tirar o quadribol de mim. Você pode tirar a minha herança. Você pode tirar qualquer coisa que eu possuo da minha vida, e eu não vou me importar, contanto que você não tire ela."
Eu posso sentir o meu coração diminuir uma batida, enquanto percebo o significado real das minhas palavras.
"Ela não é somente tudo, Sirius. Ela é a única coisa."
Não esqueçam de review!!!! Me faz digitar mais rápido!!!!
