Uma grande batalha iria começar, todos os guerreiros Z estavam preparados para se encontrar com um Ki maligno que estava assombrando toda a capital do Sul. Não era um Ki estranho, era um Ki conhecido, mas difícil de se reconhecer, ainda para aqueles que já vivenciaram com ele nem que por alguns minutos.
Não importa quem o reconhecesse, não importa o quão forte estava atualmente esses guerreiros, esse Ki estava maior, estava estranho, mais poderoso talvez? Não sabiam dizer, mas sabiam que teriam de juntar suas forças custe o que custar, caso ao contrário a Terra não, mas o Universo estaria perdido... outra vez.
- Hunf... – Vegeta suspirava ao ver a pequena Bra se esforçando ao máximo. A pequena estava elevando seu Ki para que eles começassem o treinamento diário que por acaso era segredo entre os dois.
- Bra, você consegue elevar mais do que isso, e eu não tenho o dia todo, eu preciso treinar também – Vegeta já estava claramente perdendo a paciência, mas a pequena fez logo o que pai mandou.
Apesar de ter apenas 5 anos, Bra tinha poder de luta considerável, e já dominava a técnica de voo muito bem, graças aos rígidos treinamentos de seu pai. Todos os dias, Vegeta pegava a pequena na escola e almoçavam fora, logo depois seguindo para as montanhas não muito longe da cidade para os treinamentos da princesa sayajin, Bulma nem suspeitava que sua pequena estava treinando arduamente, para ela, Vegeta finalmente tinha mudado e estava fazendo suas obrigações de pai, ao chegar em casa, Bra sempre dizia que estava em algum canto se divertindo com o pai, seja no parque, no shopping ou nas lindas praças da cidade. Não que Bulma proibia a pequena a treinar, ela sabia que todo sábado atarde, Vegeta estava do lado de fora da corporação treinamento com a caçulinha, ela só pedia para que Vegeta pegasse mais leve, já que além de pequena, Bra era só uma menininha... uma menininha que sabia técnicas novas do nada todo sábado... Bulma simplesmente achava que sua filha era um gênio, como ela.
"Mamãe?" "Oi, querida, o que houve?" – Bulma trabalhava duro em seus novos projetos no laboratório, e já deixara claro aos seus filhos que só poderiam entrar ali caso fosse uma emergência. "É que eu queria pedir uma coisa"- Bra tinha feito aquela carinha de pidona, aquela que convencia até o grosso do seu pai. "O que você quer, meu amor?"- Bulma já tinha largado os projetos, e estava dando total atenção a pequena sayajin. "É que como eu e o papai estamos treinando a sério, eu queria uma roupa especial para treinar..." "Mas, você tem uma roupa especial para treinar..." – Bulma a cortou. "Mas, é que elas são sem graças... eu queria uma roupa igual ao do papai!"- A pequena cortou de volta e deu um largo sorriso. Bulma sorriu de volta. "E com armadura como aquela que ele usava antigamente, se o Trunks tem uma, eu também quero ter!"
A pequena sorriu ao se lembrar desse dia. O primeiro dia que ela se sentiu uma verdadeira sayajin. Bra elevou seu Ki de uma maneira que Vegeta ficou impressionado, cada dia que passava, a caçula dos Briefs tinha uma evolução supreendente.
-Pronto! – Dizia ela, já se preparando para dar o primeiro golpe, quando Vegeta paralisa.
Bra estranhando a atitude do pai, observa a direção em que ele tanto olhava, era... medo? Ansiedade? Surpresa? Indignidade? Ela não sabia dizer, não tinha palavras em seu pequeno vocabulário para descrever os olhos negros do pai, ficaram ali, e por um momento parecia horas, até que Bra finalmente sentiu.
- Você também está sentindo papai? – Bra tocou o braço de Vegeta, que nada disse, apenas fez um sinal com a cabeça.
- É um Ki muito grande – A pequena já dominava muito bem a técnica de sentir os Kis, e apesar de não conhecer aquele Ki, ela sentiu um calafrio.
- Não pode ser... – Vegeta estava paralisado.
"Como!? Impossível! Como aquele miserável conseguiu voltar? Aquele verme deveria estar morto!"
Saindo de seu estado de transe, Vegeta se preparava para partir a capital do Sul, onde o dono desse Ki estava, ele já podia sentir o Ki de Goku, Gohan, Goten, Kuririn, Piccolo e Trunks se aproximando.
- Bra, volte para casa.
- Papai, tem Kis desaparecendo, o que está acontecendo? – Bra estava confusa.
- Não discuta, vá direto para casa agora, estou mandando.
Bra, teimosa como era, seguiu seu pai, até que o mesmo parou.
- VÁ PARA CASA AGORA! COMO OUSA ME DESOBEDECER!?
Bra viu que seu pai dessa vez estava falando sério, não que ele nunca falasse sério, mas era diferente, se ela desobedecesse essa ordem, sem dúvida alguma ela iria enfrentar sua fúria que raras vezes ela via, Vegeta raras vezes usava esse tom de voz com ela, e quando usava era porque ela fazia algo de errado aos olhos de Vegeta, então... o que ela fez de errado, agora?
- Tá bom... – Bra respondeu chorosa tomando um rumo contrário do seu pai. Ela podia sentir o Ki dele aumentando - "Porque ele se transformou em Super Sayajin? " - foi quando uma luz acendeu na sua cabeça - "Trunks também está indo até lá! Posso sentir o Ki dele, de Goten, do tio Goku e dos outros! INJUSTIÇA" - Bra parou de seguir em frente, parada no ar – "SÓ PORQUE SOU CRIANÇA! Eles vão lutar com alguém e eu aqui parada? NÃO É JUSTO! Sou uma princesa Sayajin e tenho muito bem o direito de lutar também, sou muito forte, e vou mostrar isso para eles!"
Sem pensar duas vezes, Bra seguiu novamente seu pai, mas como ela possuía a inteligência de Bulma, sabia muito bem que Vegeta sentiria ela por trás, então desceu novamente parando entre as árvores.
- Terei que ir correndo, se eu esconder o meu Ki, papai nem vai suspeitar! – Murmurou orgulhosa de si mesma. Bra seguiu rumo a capital do Sul sem ter noção do que a esperava por lá.
- Como é possível? – Gohan não sabia o que sentir naquele momento, vê-lo e senti-lo era mais do que uma experiência de quase morte.
- Eu não sei o que está acontecendo, mas suas intenções são muito claras – Goku respondeu.
- Quem é ele? Vocês o conhecem? – Goten e Trunks disseram juntos ao chegar no topo da montanha, onde se podia ver a cidade, quase vazia.
Goku os observou atentamente, confuso, Kuririn se segurou para não rir apesar do momento não estar em um clima bom para risos.
- Porque estão vestidos assim? – Goku perguntou.
- Assim como? Qual é pai! Estavamos nos divertindo na praia com as garotas quando sentimos esse Ki maligno... – Goten simplesmente respondeu, sem vergonha alguma.
- É um Ki muito poderoso – Trunks disse, observando a cidade.
- É está mais forte, desde a última vez que lutei com ele – Goku murmurou.
- Como é? Quem é ele pai?
- Frieza –Respondeu Piccolo, aparentando estar no local a muito tempo sem ninguém perceber sua presença.
- Quem é ele papai?
Goku contou toda a história quando foi até Namekusei, todos os detalhes, tendo a ajuda de Kuririn e Gohan, ele explicou todas as barbaridades de Frieza, e seu principal objetivo. Não é de se esperar que ele esteja agora na Terra para destruí-la, mas não sem antes destruir o Sayajin que acabou com seus planos.
- Puxa! – Foi só o que Goten disse, se sentindo animado – Isso quer dizer que ele é mais forte que o Boo?
- Não é apenas mais forte que o Boo, ele tem objetivos claros e planejados, sem falar em suas técnicas, se quiser, pode explodir a Terra imediatamente – Trunks interveio.
- Como sabe disso, Trunks? Você, era... nascido na época? – Goku coça a cabeça.
- Não seja idiota Kakarotto – Vegeta cortou, aterrissando ao lado de Piccolo – É claro que Trunks sabe a história, ele é um herdeiro da realeza Sayajin, é obvio que eu lhe contaria toda a nossa história... – Vegeta não conseguiu terminar a frase sem encarar o filho.
- Que coisa ridícula é essa que esta vestindo Trunks? – Vegeta o olhou indignado.
- Uma sunga? – Goten respondeu inocente.
- Grrr... QUE VULGAR!
- É que... bem, não se nada com roupas no mar, pai – Trunks responde com um sorriso amarelo – Quando senti o Ki vim direto para cá e esqueci de colocar um calção.
- Trunks a capsula com nossas roupas está na minha mão...
- PORQUE NÃO DISSE ANTES GOTEN!?
-Você não perguntou...
Kuririn não podia mais segurar os risos.
- Bom, acho que é melhor nós o pararmos imediatamente, antes que mais pessoas inocentes se machuquem – Goku logo levantava voo junto dos guerreiros em direção a cidade – E acabar logo com isso.
- Ei, Kakarotto, tem alguma idéia de como esse maldito voltou a vida? É impossível ele ter continuado vivo – Vegeta estava furioso, mas por dentro, sentia outra coisa, uma vontade própria de vingança, ele queria matar Frieza dessa vez, com suas próprias mãos, estava agradecido por ele de alguma forma ter voltado.
- Não faço idéia, mas sabendo o tamanho desse universo e a quantidade de pessoas que tem conhecimento das Esferas do Dragão, não me surpreenderia se alguém as usasse para trazê-lo de volta a vida.
- Mas Goku, se as Esferas do Dragão fossem usadas, nós saberíamos –Kuririn interveio na conversa.
- Então eu não sei...
- Não sejam ignorantes! – Piccolo recebeu a atenção de todos, ao abrir a boca pela primeira vez – Já se esqueceram do Porunga? Aquele maldito está na nossa frente, fazendo coisas sem que nós percebêssemos, e agora está aqui, querendo terminar o que começou.
E então, os guerreiros finalmente deram de cara mais uma vez com o grandioso Frieza.
"Grrr... Frieza você me paga" - Vegeta não tinha mais forças para lutar, estava gravemente ferido por conta de uma bola de Ki que o atingira em cheio quando ele protegera Bra do ataque, "Se aquela energia tivesse a acertado...", Vegeta não conseguia pensar no que poderia ter acontecido caso ele não fosse rápido o suficiente e se colocasse na frente de Bra. A caçula estava inconsciente, toda machucada, maltratada, e mesmo assim, minutos antes, estava lutando com todas as suas forças, como uma verdadeira Sayajin.
- Hum... Apesar de não parecer seus filhos, até que lutam muito bem, mas vindo de você, não passam de vermes, que serão mortos junto com esse planeta – Frieza estava presunçoso, pois sabia que a batalha estava ganha - Se você não fosse tão desobediente, não estaria aqui agora, morrendo na minha frente. Você é uma vergonha na classe dos guerreiros... Talvez se tivesse sido fiel a mim, não estaria nesse planetinha remoto.
Aquilo foi demais para o ego de Vegeta, ele uma vergonha? Com quem ele acha que estava falando? "Eu sou o príncipe dos Sayajins, e não tolero esse tipo de humilhação!", nada mais humilhante ainda do que não poder proteger os próprios filhos.
Todos os guerreiros estavam desacordados, gravemente feridos, e já tinham usados todas as sementes dos Deuses, os únicos intactos era Vegeta e Goku.
- É ainda mais humilhante ver o que você se tornou aqui, não é Vegeta?
Vegeta que estava fraco, com sua raiva, novamente se transformou no Super Sayajin, "Não posso deixar que esse verme acabe com tudo! Como ousa? Preciso fazer alguma coisa, ou então tudo estará acabado", Vegeta já podia ver o rosto de Bulma, Trunks, Bra... desaparecendo junto com a Terra.
- CALE-SE! – Vegeta não poderia mais se controlar.
Uma semana havia se passado, há uma semana, o planeta Terra corria um grave perigo, mas graças a Goku, tudo acabou bem no final. Com uma Super Genki-Dama, Frieza virou pó, e graças a cooperação de Vegeta, tudo saiu como planejado. Todos já tinham retomado suas atividades diárias, todo mundo... exceto Vegeta.
Desde a batalha com Frieza, o Sayajin tinha notado que Bra estava estranha, indiferente, falava pouco, Bulma achava que poderia ser um trauma por ela ter passado por tudo aquilo, e sua pouca idade não suportava a pressão, mas Vegeta sabia que não poderia ser isso, Bra era uma Sayajin, seu sangue corria em suas veias, ela não poderia estar traumatizada com aquela batalha, mesmo sendo uma menina.
Vegeta não se abalou, deixou que o tempo consertasse tudo, mas infelizmente ele não suportou por muito tempo, aquilo estava martelando em sua cabeça, como uma pia quebrada que pingava a toda hora,"pinga,pinga, pinga, culpa,culpa,culpa". Isso teria conserto? Ele percebeu que os problemas de Bra não envolvia todos na casa, e sim, com ele, tudo foi numa noite qualquer.
- Hmmm – Bulma despreguiçava no peito de Vegeta após longas horas íntimas e prazerosas para o casal.
- Está ficando melhor, mulher – Vegeta a provocou.
- O que quer dizer com isso, convencido? – Bulma se irritou com o comentário.
- Vai entender você! Quando crítico fica nervosa, quando elogio também fica, decida-se e pare de me irritar! – Respondeu rabugento.
Bulma ia começar uma discussão quando ouviu Bra gritar no quarto.
- Acho que deve estar sendo outro pesadelo... – Bulma comentou mais calma, suspirando. Ultimamente, Bra tinha mais pesadelos do que antigamente. Bulma, não ousou em levantar, pois sabia que a pequena sempre chamava por Vegeta, que acaba dormindo com ela.
- Que ótimo... – Reclamou o Sayajin.
Foi quando uma palavra o surpreendeu.
- MAMAÃAAAAAAAAAAE! – Bra gritou chorosa.
- Mamãe? –Bulma repetiu olhando para Vegeta – Bom, acho que está na hora de eu tomar sua posse, uma hora ela enjoaria de você –Piscou provocando o companheiro, logo se levantando para atender o pedido da filha.
Vegeta não se abalou muito, Bra estava crescendo, e uma hora ou outra, ela iria preferir a mãe a ele, coisas da idade, e que ele entendia cada vez mais com o passar dos anos na Terra.
No dia seguinte, como todas as manhãs, Vegeta terminava seu treinamento na sala de gravidade, e logo ia buscar Bra na escola, para depois terem sua sessão de treinamento, mas quando saiu para tomar um banho, viu Bulma saindo do laboratório mais cedo do que diariamente.
- Então é isso, isso, ok, está certo... espero o relatório as 15:00 – Bulma desligava o telefone enquanto ia dizendo – Querido, pode continuar treinando – Enquanto depositava um selinho no Sayajin, conclui – Estou indo pegar Bra na escola.
- Porque? – Perguntou confuso.
- Por que ela me pediu – Bulma já tinha desaparecido nos corredores em direção a garagem.
Aquilo foi demais, Bra queria se livrar dos treinamentos? Ela sabia que todos os dias tinha de treinar, ou será que ela não se recuperou totalmente do ocorrido?, "Bobagem, ela é a pessoa mais orgulhosa que existe depois de mim, não largaria os treinamentos assim, deve ser coisa da Bulma", Vegeta após tomar um banho, foi na sala assistir um pouco de TV, esperando a chegada de todos para o almoço, sem se der conta, dormiu profundamente.
- Pai? PAAAAAAAAAIIIIIIIII? – Trunks cutucava Vegeta com apenas um dedo e mantendo seu corpo o mais longe possível, caso o pai resolvesse revidar algo. Trunks não tinha a mesma coragem de Bra, ela sempre acordava Vegeta pulando em seu colo e rindo como senão houvesse fim.
- Hã? – Vegeta assustado levantou-se com tudo derrubando o sofá.
- Planeta Terra chamando Pai! – Trunks deu um sorriso sem graça, ainda mantendo uma distância segura do pai – O almoço está pronto, caramba, dormiu pesado, hein?
- Hm – Respondeu Vegeta indo a cozinha.
Bra estava sentada normalmente na mesa esperando a sua comida ser posta, tudo estaria normal para Vegeta se ele não tivesse percebido que a pequena estava sentada ao lado da mãe e não ao seu lado como de costume. Bra sabia que o pai estava ali, e que olhava especialmente para ela quando sentou-se em seu lugar, ela não se abalaria ou deixaria algo transparecer enquanto estivesse na frente de pessoas. Ela era orgulhosa demais para dizer o que estava realmente sentindo. Trunks não notou nada de diferente, simplesmente se serviu e comeu. Bra estava calada, o almoço todo, quem mais falava como de costume era Bulma, que falava tudo a respeito dos trabalhos com Trunks, que futuramente seria dono de tudo aquilo. O primogênito dos Briefs tinha uma inteligência sem igual, sem dúvidas os genes da mãe fizeram a diferença. Durante todo o almoço, ninguém notou algo estranho, ou um silêncio estranho. Bra não abriu a boca nenhuma vez, ela falava tanto quanto Bulma, e não parava mais, Vegeta observava a caçula comer disfarçadamente, reparando e notando que algo estava mesmo errado. Tentou se lembrar de um dia assim, mas não conseguiu, pois era impossível, Bra NUNCA ficou calada no almoço, não importava onde, ela contava exatamente TUDO que tinha feito na escola para Vegeta, apesar dele não aparentar dar atenção alguma, ele prestava atenção em cada detalhe do que a filha fazia na escola, e sempre se sentindo o número 1°, pois tudo que acontecia na vida de Bra, Vegeta era o primeiro a saber. Porque tudo mudou de repente?
- Mamãe, acabei. Vou subir e fazer minhas tarefas – Anunciou Bra deixando a mesa, sem olhar para o pai. Sem ao menos deixar um sorriso.
- Claro, querida. Quando acabar, avise ao Trunks, ele vai levar você na casa da Pan.
- Porque sempre eu? – Trunks reclamou, como um típico pré-adolescente.
- Se quiser passar o fim de semana com o Goten, é bom levar Bra hoje sem reclamar – Bulma foi firme.
-Aff...
Vegeta apenas observou aquela cena. Até onde ele se lembrava, Bra sempre pedia a 'ele' para leva-la a onde quer que quisesse, e ai de ele falar não, a pequena iniciava uma discussão dizendo que ela era uma princesa Sayajin e blábláblá, ou então usava sua carta coringa, sua carinha de pidona.
Vegeta não conseguiu treinar adequadamente naquela tarde, o comportamento de Bra não saia de sua cabeça, ele sabia que iria lidar com isso mais cedo ou mais tarde, ele se lembrava de quando Bulma lhe contou sobre 'adolescência', que o comportamento deles mudaria, as atitudes, as preferências, mas até onde ele se lembrava, Bulma disse que isso acontecia somente depois dos 13 anos, então porque Bra tinha esse comportamento se tinha apenas 5? "Terráqueos, nunca vou entender!". Mas aquele dia, ele iria descobrir o problema de Bra, a se ia.
Quando menos esperava, a noite já tinha descido, aparentemente, Bra já devia ter chego da casa de Gohan, e estava no banho. Outra coisa o deixou estranho, Vegeta não sabia que sentimento estava tendo agora, ele nunca havia se sentindo assim antes, mas era tão estranho, Bra ir tomar banho sem ao menos encher o seu saco para ele tomar junto, e na maioria das vezes ela vencia com sua persuasão. Vegeta ignorou esse sentimento tolo, e foi esperar por Bra no quarto, e sim, eles teriam uma conversa, ali, ele queria tudo a limpo, o porque a menina havia mudado de comportamento, em especial com ele.
Bra saiu do banheiro já vestida com seu pijama das 'Meninas Super Poderosas' e foi direto pro quarto, se deparando com o pai sentado na cama olhando pro nada. Sentiu um calafrio, queria correr dali, pois sabia que ele queria conversar a sério com ela, ela conhecia aquele olhar, mas sabia que era inútil fugir.
- Vai ficar olhando, ou vai se sentar logo? – Pela primeira vez no dia, Vegeta usava um tom de voz leve.
Bra engoliu o seco, e continou parada na porta olhando para o pai, ainda olhando o nada.
- A preferência é sua se quer ficar de pé, pois eu vou falar – Vegeta desviou sua atenção particular para olhar Bra, a menina olhava estranhamente para ele, ela nunca o olhou daquele jeito. Vegeta queria que Bra argumentasse o porque daquele maldito comportamento e ordenar para que ela parasse e voltasse logo ao normal como uma Sayajin que não se deixa levar por coisas terráqueas tolas, mas involuntariamente, ele perguntou uma coisa que estava entalada na garganta, o que, mesmo ele não admitindo a si mesmo, era o mais importante a ser perguntado, e que doía muito, mas ele não queria entender o porque, "sentimentos é uma tolisse" como ele mesmo já tinha dito várias vezes.
- Por que está me ignorando?
Bra nada respondeu, quando percebeu, Vegeta estava olhando em seus olhos, olhava com tanta intensidade que ela olhou para o chão, sem responder.
Vegeta não aguentou mais, em uma velocidade incrível, se pôs frente a frente de Bra, olhando seu rosto, que olhava para o chão. Quando tocou os ombros da pequena, para a olhar melhor, sentiu que seu corpo tremia. Foi quando finalmente, viu os olhos da caçulinha, cheio de lágrimas, e medo.
Vegeta não aguentou mais, porque ela sentia tanto medo? Frieza já estava morto, e caso um dia ele voltasse, ele acabaria com sua chegada como fez nas outras vezes com a ajuda de Kakarotto. Não tinha lógica ela ter tanto medo.
- Bra...
Não deu tempo para ele dizer uma palavra quando ela o cortou.
-Eu quero a mamãe... – Disse já derramando lágrimas.
-Bra – Ele disse mais firme – Você não sai desse quarto enquanto não me contar o porque disso tudo!
Bra o olhou assustada, tentou se livrar dos braços de Vegeta que a segurava impedindo que ela corresse.
Foi quando Vegeta percebeu. Ela estava com medo... dele? Bra, NUNCA o olhou naquele jeito, jamais, nem quando ele gritava com ela, ameaçava de morte ou coisas de Vegeta, ela sempre o enfrentava, o orgulho herdado do seu pai a dominava, porque ela o olhava assim agora?
- MAMAÃE! – Bra gritou, chorando muito.
- Pai, o que você está fazendo?! – Trunks entrou no quarto, aparentemente ouvindo o grito da irmã do quarto. Vegeta a soltou automaticamente, Bra correu até Trunks e pulou em seu colo. Trunks achou aquilo tudo muito estranho. Bra em seu colo chorando por algo que Vegeta fez? "Mulheres deveriam ter crises hormonais depois dos 12, não?", pensava o garoto.
-Tudo bem... – Ele murmurava enquanto outra crise de choro começava. Olhando para seu pai paralisado no chão, Trunks viu que nada de mais havia acontecido, aparentemente alguma discussão boba que ele já estava acustumado.
Vegeta sentiu Trunks deixar o quarto com Bra no colo, ainda chorando, ficou paralisado, sem ação, não sabia dizer quantos minutos ficou parado ali, tentando entender, encaixar toda aquela situação. "O jeito que ela me olhava...", Vegeta se levantou, olhando para o nada, percebeu que a fotografia dele com Bra, que ficava na cômoda ao lado da cama da princesinha, fora substituída por uma dela com Trunks. "O jeito que ela me olhava... era o mesmo olhar das pessoas que me pediam por piedade."
