N. da A.: Agora começam as minhas partes favoritas. : ) Ah! O francês aí de baixo não me pertence, é obra de dicionário, portanto qualquer erro não é minha culpa, mas pode ser consertado futuramente. Logo, se alguém souber francês de verdade e quiser me ajudar... Alguém?
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Goo Goo Dolls – Here Is Gone
You and I got something
But it's all and then it's nothing to me
And I got my defenses
When it comes to your intentions for me
And we wake up in the breakdown
Of the things we never thought we could be
Goo Goo Dolls – Here Is Gone (tradução)
Eu e você temos algo
mas isso é tudo e depois para mim não é nada
E eu tenho minhas defesas
Quando se trata de suas intenções comigo
E nós acordamos mal
com as coisas que nós nunca pensamos que poderíamos ser
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx L. loveg xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX
Ela sentiu seu coração disparando. Tinha muito tempo que não ouvia aquela voz, e lembrou que a última vez que a tinha ouvido foi quando ele a raptou, com a desculpa de que era para ajudá-la a seguir sua vida longe dos X-men, mas na verdade era apenas um truque para que ela o ajudasse a encontrar o pai. De repente veio em sua mente a 'conversa' que teve mais cedo com o professor, sobre aprender a confiar. Lembrou-se também das várias vezes que se sentiu traída, e novamente a raiva tomou conta dela.
— Perdeu alguma coisa atrás de mim? – perguntou ela começando a andar pra ir embora.
— Non, porque? Você escondeu alguma coisa aí atrás, chéri? – disse ele quase correndo para alcançá-la.
Ela simplesmente ignorou a pergunta-piada dele, saiu do Shopping e foi em direção a Mansão. Depois de dez minutos caminhando ela percebeu que ele ainda estava atrás dela, e virou-se bruscamente para encará-lo.
— Você não tem mais o que fazer não?
— Não que eu me lembre. – ele disse calmamente.
— Se eu disser que não trouxe a minha carteira você pára de andar atrás de mim?
— Bien... se você estivesse dizendo a verdade eu até pensaria no assunto, belle.
— E quem disse que eu não estou falando a verdade?
— Eu disse – falou ele, calmamente mostrando a carteira em sua mão.
— O quê...? Como...? Onde você pegou ela?
— Na sua bolsa.
Ela foi pra cima dele para pegar a carteira, e ele simplesmente esticou o braço para cima, e como era mais alto, ela não alcançava nem com pulos, mas estava achando divertido ver a garota tentar. Quando ela viu que ele estava rindo resolver tomar uma medida drástica.
— Eu não queria ter que fazer isso do jeito difícil – disse ela, tirando a luva de uma das mãos.
— Ok, chéri. Você venceu, eu vou te devolver.
— Ótimo.
— Mas com uma condição. – disse, abaixando as mãos. Ela parou de colocar a luva e olhou para ele com uma sobrancelha arqueada.
— Condição?
— Oui.
— Que condição? – perguntou ela, desconfiada.
— Très bien, chéri. Eu te devolvo se você passar esse resto de tarde comigo.
Ela suspirou e começou a andar de novo.
— O quê que você está aprontando dessa vez, Gambit?
— Nada. – disse andando atrás dela, perplexo com a voz triste da garota – Eu só queria tentar consertar as coisas.
— Sei.
— Olha, chéri – ele segurou o braço dela, virando-a para que pudessem se encarar – o que eu fiz com você foi errado, eu só estou pedindo uma chance para corrigir isso. Começar de novo. Entende?
Ela ficou olhando pra ele, tentando avaliar se estava dizendo a verdade. "Céus! Como eu posso dizer não com ele me olhando desse jeito?" Nem ela acreditava no que estava pensando. Os olhos dele pareciam sinceros, mas ela sabia que ele tinha o dom de fazer qualquer mentira parecer verdade. Poderia ser só outra armadilha dele, mas já estava na hora de colocar a discussão com o professor em prática e tentar confiar nas pessoas, eles até poderiam virar amigos e ele ir morar na mansão... "Ok, Vampira. Isso foi bem exagerado. Ele só quer conversar e eu só quero a minha carteira de volta. Ele vai pedir desculpas, depois disso eu pego a minha carteira e nós só vamos nos ver de novo quando o Magneto resolver criar caso. Simples assim.".
— E então, chéri. O que você me diz?
— Eu espero que o meu dinheiro ainda esteja dentro da carteira.
Ele deu um sorriso super charmoso de orelha a orelha, passou o braço por sobre o ombro de Vampira e a conduziu por um passeio à Bayville.
O Instituto Xavier estava movimentado esta tarde, por conta de uma reunião que o Professor havia programado para depois do jantar e todos os mutantes da casa haviam sido convocados, o que deixava todos ainda mais curiosos. Era normal haver reuniões na Mansão. Às vezes o Professor com os instrutores, ou o Professor com os mutantes mais velhos, ou os mais novos, mas sempre separados. Uma reunião que exigia a presença de todos juntos era raro e geralmente muito importante.
Havia entre os estudantes teorias sobre o possível assunto da reunião de logo mais, e diante da ansiedade eles não pareciam notar a falta de uma das mutantes na casa.
-- Está com fome, chéri?
-- Não muita.
-- Ótimo! Então nós vamos beber alguma coisa. – ele disse, conduzindo ela até uma cafeteria do outro lado da rua.
Era um lugar bonito, com paredes brancas e mesas redondas de madeira cobertas com um pano de renda também branca. Não era o típico lugar freqüentado por adolescentes, mas sim um lugar freqüentado por casais que preferiam o silêncio como companhia.
Eles se sentaram perto das janelas e imediatamente apareceu uma garçonete.
-- Vocês vão querer algo? – ela disse olhando para o belo mutante sentado na mesa.
-- Oui. Um café por favor, chéri.
-- E você? – ela perguntou ainda olhando para ele.
-- O café. Eu pedi o café. – ele disse, olhando para ela com uma cara de quem não estava entendendo nada, não muito diferente da cara de Vampira.
-- É eu sei que você pediu o café – ela disse sorrindo – eu perguntei o que ela quer.
Gambit sorriu. Agora ele havia entendido o que estava acontecendo. E a julgar pela cara da Vampira, não tinha sido só ele.
-- Seria educado se você perguntasse isso olhando pra ela – ele disse sorrindo.
-- Claro! – ela sorriu para ele de volta, toda derretida, mas quando se virou para Vampira conseguiu fazer a cara mais feia que a sulista já tinha visto na vida. – Você vai querer...?
-- Um suco de laranja – disse ela calmamente fingindo não notar o tom arrogante na voz da garçonete e a forma como anotava o pedido na caderneta – com gelo.
-- Ok.
A garçonete terminou de anotar e foi buscar os pedidos suspirando, diante de um sorriso de triunfo de Gambit e um "patético" murmurado por Vampira.
— E então, chéri? – ele perguntou, se inclinando para frente.
— E então o quê?
— Nada – ele disse se reclinando na cadeira novamente – eu só estava tentando ser amigável. Você está muito mal-humorada hoje, sabia?
— Olha, eu não sei se você percebeu, mas eu não estou aqui por livre e espontânea vontade. Sabia? – ela replicou.
— Oui, chéri, eu sei. Mas você estava de mau-humor antes de me ver. Eu estava te observando andando pelo Shopping com cara de poucos amigos.
— É proibido?
— Non, eu só queria saber qual é o problema, chéri. Remy está aqui para te ajudar.
— E porque isso agora?
— Digamos que eu estou tentando agradecer pelo o que você fez por moi.
— Tipo... não deixar o Logan quebrar a sua cara? – ela perguntou sorrindo, fazendo com que ele sorrisse também.
— Oui, chéri. Entre outras coisas.
Ela ficou em silêncio tentando ponderar sobre o assunto. O que os impedia de serem amigos? Talvez o fato de ele ser um dos capachos do Magneto, e que sendo assim, eles eram inimigos declarados, e todos sabiam disso. Seria fácil se abrir com ele. Eles conheciam um pouco um do outro, talvez mais do que deveriam... Não. Seria muita estupidez.
— E então, vai me contar o que está acontecendo?
Neste momento chegaram os pedidos. A garçonete entregou o suco à Vampira e o café à Gambit, junto com um pedaço de papel e a seguinte frase: "Quando você quiser uma mulher mais divertida, me liga". Ele deu um daqueles super-sorriso e guardou o bilhete no bolso do casaco. Ficou olhando enquanto a garçonete ia embora, e quando se virou na direção de Vampira, viu que ela já estava na porta.
— Merde!
N. da A.: Reviews. ^.^
