Capítulo III: Maus entendidos e julgamentos precipitados
"Não
digas tudo o que sabes,
Não faças tudo o que podes,
Não
acredites em tudo o que ouves,
Porque:
Quem diz tudo que
sabe,
Quem faz tudo que pode,
Quem acredita em tudo que ouve,
Muitas vezes:
Diz o que não convém,
Faz o que não
deve,
Julga o que não vê
Gina estava confusa, corada de raiva e definitivamente a ponto de jogar na cabeça daquele idiota que estava a sua frente, o primeiro objeto que encontrasse pela frente.
- Não sei como você dirige seus negócios, Sr. Black, mas lhe asseguro que meu pai nunca esperou que eu baixasse a esses nível. Sugiro que pense melhor antes de sair acusando pessoas que você mal conhece. Disse enfatizando cada palavra. Aproveite e coloque sua cabeça no lugar. - Agora se me der licença, preciso de um pouco de ar.
Ela virou-se e começou a andar até a porta após se desvencilhar da mão que a segurava, porém foi agarrada pelo pulso novamente, tendo que voltar a encará-lo.
- Não me toque! Exclamou com raiva.
- Espere um pouco.
Facilmente ele a colocou ao seu lado. Alarmada, Ginny tentou dar-lhe um tapa, mas Draco esquivou-se facilmente e soltou-a, vendo que ela estava perdendo o controle.
O rapaz encostou-se na porta, com as mãos nos bolsos e um olhar esperto e vibrante.
- Se não me deixar sair por essa porta eu vou... vou...
- Não vai fazer absolutamente nada.
- Você não tem o direito de me manter presa aqui e lhe asseguro que seria capaz de gritar se você não me soltar agora mesmo.
- Não seja boba, não vou te machucar. Nem mesmo vou te tocar.
- Quero sair.
- Em um minuto. Ele a olhava com especulação. - Está brava por que te chamei de enrrolona, ou por que tirei conclusões erradas?
- O que você acha? Perguntou sarcástica.
- Que você esta realmente brava.
- Sem motivos eu suponho que você ache, não é mesmo? Pois escute aqui , Malfoy, sei lá... Eu não preciso ficar lhe dando satisfações sobre o que eu faço ou deixo de fazer da minha vida, no entanto não admito que ofenda a mim ou a minha família. Acredito que se o senhor acha mesmo tudo isso sobre mim, não deveria voltar a me contatar. Não quero manchar a sua ilustre presença com a minha tão duvidosa moral.
- Belas palavras, porém...
- Porém não cabe ao senhor julgá-las! Replicou. E não vou mais tentar me defender, você não acreditaria.
- Tente.
Ela tentou tira-lo da frente. Mas, embora Gina não fosse fraquinha, Draco tinha o dobro de altura e força.
- Não sou obrigada a lhe dar explicações. Contudo posso garantir que o senhor está errado. Totalmente, completamente errado.
Ele parecia interessado no assunto embora a observasse sem se mexer.
- Não me chame de Senhor. Declarou um pouco irritado. - Não gosto disso. Chame-me apenas de Draco. Acrescentou mais gentilmente.
- Você é o homem mais presunçoso que eu já conheci, Draco. Espero que saiba disso! Exclamou olhando-o abismada por tamanha frieza.
- Muito melhor. Sussurrou.
- O que? Você gosta de ser ofendido?
- hehehe!!! Esse estilo de sarcasmo não combina com você.
- Pensei que eu não passava de uma mulherzinha, portanto não acredito que sarcasmo seja algo degradante para a minha tão questionável moral.
- Isso não deixa de ser verdade, contudo posso...
- Está ficando completamente louco.
- Ou completamente interessado no que você tem a me dizer, espero que possa me fazer mudar de idéia.
- Ufm! Deixe de ser tão presunçoso, Draco. Não me importo com o que pensas. Suspirou resignada. – "Esta sendo realmente cansativo discutir com você!" Pensou Virginia apreensiva. - e por que diabos esta rindo? Disparou após algum tempo de silencio.
- Chamou-me apenas de Draco, e assim é bem melhor. Além do mais você não é a primeira a me chamar de presunçoso. Estou começando a acreditar que seja verdade.
- Agora que você esta começando a acreditar? Perguntou fingindo incredulidade
- Ora Gina você mais do que ninguém devia saber como é difícil aceitar certos fatos da vida.
- Sei...
Ele abriu um enorme sorriso e seus olhos adquiriram um brilho ainda mais intenso perante o olhar de resignação que a menina lhe lançara. Ele estava ciente do poder que exercia naquela situação.
- Seu pai não falou para me divertir?
As bochechas de Virgínia coraram violentamente mais uma vez.
- Ele não quis dizer o que você pensou.
- Tem certeza?
Virgínia pareceu ficar em duvida. Havia sido realmente estranho o modo como seu pai insistira para que ela fosse cortês com esse convidado, mas até insinuar que ele a estava oferecendo a um completo estranho (já que ela não sabia de quem se tratava quando seu pai lhe avisara do convidado especial) era algo completamente diferente.
- Tenho. Ele não... E de qualquer maneira, eu não...
Ele soltou um enorme sorriso triunfante.
- O que foi, ficou em dúvida?
- Não. Mas sua presença me deixa nervosa.
- Interessante.
- O que? Você ficar me azucrinando a vida? Com certeza deve ser muito divertido para você. Por acaso não tem nada melhor para fazer da vida não?
- Palavras duras em uma boca tão delicada. No entanto estou começando a acreditar que não seria capaz de fazer tal coisa. Peço desculpas.
"Estava
mais do que na hora" pensou a ruiva.
- Suponho que tenha que te agradecer por isso. Ela retrucou.
- Não necessariamente. Falou sorrindo com indolência.
- Bom. Sugiro a você pensar um pouco mais antes de sair por aí tirando conclusões apressadas da próxima vez que alguém lhe oferecer hospitalidade.
- Oh, Gina pare com isso. Ele cruzou os braços fitando-a demoradamente. -O que mais eu poderia pensar? Já me deparei com situações muito parecidas várias vezes. Tive que aprender a me livrar de certos infortúnios. O mundo lá fora não é nada fácil. Seu pai estava te jogando para cima de mim e você não esta sendo objetiva. Trouxe-me aqui com a desculpa de...
- Ele disse...
- Você é sempre uma filha tão obediente? Pareceu muito encantada com a idéia.
- Sou uma boa atriz.
Draco lançou um belo sorriso.
- Não duvido disso minha cara. Contudo isso significa que não gosta de mim?
- Eu deveria?
- Poxa! Pensei que ainda se lembrasse dos velhos tempos. Você costumava gostar de mim.
- Você disse bem, velhos tempos que não voltam mais.
- Então me diga o que devo fazer para voltar a ter um espaço no seu coração? Ficar de joelhos?
"Isso seria uma coisa difícil de acontecer." Pensou a ruiva.
- Pode começar saindo da porta. Sugeriu.
Por um segundo ou dois, ele permaneceu ali e, então, descruzou os braços e ficou ao lado da porta, esperando. Gina deu um passo à frente e ele girou a maçaneta, escancarando a porta.
- Obrigada. Ela agradeceu, caminhando para o corredor.
Ele fechou a porta e andaram sem trocar uma palavra. Algumas pessoas já estavam indo embora quando de repente Draco envolveu a cintura de Gina para trazê-la mais para perto de si encarando-a nos olhos.
- Me solte. Disse exasperada enquanto o rosto dele aproximava-se perigosamente do seu. - Não faça isso! Exclamou colocando a mão no peito de Draco tentando afastá-lo.
- Isso o que? Perguntou inocente enquanto tirava um cílio que estava em cima do nariz dela.
.....
- Achou que eu ia beijá-la? Disse soltando-a e dando uma gargalhada enquanto observava o cílio em seu dedo. - Depois eu sou o presunçoso. Um tanto convencida você não? Mas agora faça um pedido.
- Eu... Bem... Pensei... Você estava próximo... Então... Dizia encabulada.
- Não importa, faça um pedido.
- Desejo nunca mais te ver. Disse com raiva após retomar o ar de indiferença.
- Mentirosa! Exclamou. Cuidado com o que você deseja. Nossos desejos podem se tornar realidade.
- E quem disse que eu desejo te ver novamente?
- Seus olhos. Disparou Draco passando suavemente a mão no rosto da ruiva. - Eles me disseram.
Ela ficou muda, apesar de querer gritar e protestar, sob o toque da mão suave daquele homem. Vários sentimentos explodiam em seu peito. Ela sabia que as palavras dele eram verdade. Apesar de tudo queria vê-lo novamente. "Maldição!" Pensou.
- Acho que devo ir embora. Murmurou. - Para uma primeira vez em sua casa já passei da hora.
Ela encarou-o com sarcasmo e Draco riu.
- Vou para casa cumprir penitencia. Ele prometeu. - Quem sabe assim meus pecados sejam perdoados. Pode me dizer "boa noite" civilizadamente?
Era muito charmoso, mas precisaria muito mais do que um sorriso e um pedido de desculpas para acalmá-la.
- Boa noite. Ela se despediu lhe estendendo a mão.
Ele olhou o gesto e sorriu antes de pegar a delicada mão.
- Boa Noite querida.
Ergueu a fina mão ate os lábios e a beijou-a. Gina sentiu o toque caloroso dos lábios em sua pele e uma indescritível sensação percorreu o seu corpo. Então ele se afastou para despedir-se de Laura e Arthur.
Fim do capitulo III.
N/a: eu sei que esse capitulo ficou um pouquinho sem graça, e não teve muita coisa... Mas os próximos serão mais legais e não demorarão a chegar. Portanto, sejam gentis e comentem... Dêem sugestões, façam críticas, digam o que acham e tudo será avaliado e levado em consideração.
N/a 2: tudo o que tiver em itálico são os pensamentos dos personagens...
Agora as reviews:
Oráculo: tenho que te agradecer mais uma vez por ter me apontado os erros no capitulo passado, isso foi muito útil, valeu mesmo... Espero que você não desista de ler essa fic, depois desse capitulo meio sem graça... Prometo que posto o próximo rapidinho... Hehehehehehe! Eu te mandei um email falando sobre a sua dúvida quanto ao Senhor Weasley.
Karol Kinomoto: que ótimo que vc gostou dessa cena, devo admitir que também é uma das minhas favoritas hehehehhehehe!!! É isso mesmo é só deixar uma review que rapidinho rapidinho vem um capitulo novo... Bjos linda, e vou avisá-la de que vc é mesmo quem ela pensava ser....
Camila Townes: e ai menina?! Pois é... Eu Tb ficava do mesmo jeito quando a Anna postava, portanto sei como são as emoções com essa fic, a propósito se vc é cardíaca prepare-se porque de um certo capitulo pra frente as cenas são fortes... Hehehehehe! Mas não vou dizer mais nada vc vai ler por si só...
Meninas, vamos lá deixem criticas, sugestões... Mas falem o que estão achando, isso é muito importante... Vocês nem vão demorar muito fazendo isso... Eu prometo que não vai ser cansativo apertar o botãozinho aí embaixo e digitar um pouquinho!
Bjos a todos!
