Capítulo 2

Ninguém estava mais irritado com a situação do que Lílian, o pivô de toda a história que, de uma hora para a outra, ganhou inimigos e aliados, bem como o posto involuntário de líder da "aliança trouxa" como se algum dia em sua vida ela tivesse tido ambições políticas:

- Olha só o que esse idiota do Potter fez. - disse ela irritada, enquanto jogava fora mais um punhado de cartas que havia recebido naquela manhã sem ao menos saber se eram ameaças ou manifestações de apoio - Mas ele não perde por esperar. Se é guerra que ele quer, é guerra que ele terá.

- Pensei que tivesse sido o Sirius quem fez a "aposta" - disse Érica.

- E foi!

- Então por que está culpando o Tiago?

- Porque ele também está envolvido!

- Eu simplesmente não entendo por você tem essa birra com ele. Eu acho que ele é um menino tão gentil.

- Isso porque você já foi caidinha nele – respondeu Lílian.

- Ah, isso foi há muito tempo... – disse a menina se recordando sua época de caloura - Mas o que você vai fazer com eles?

- Eu não vou precisar fazer nada pessoalmente. Ele e o cara de cachorro se acham muito espertos, mas eles não vão ter como se virar sozinhos durante o feriado. Como nós ainda somos proibidos de usar magia fora dos limites do colégio, o ministério da magia vai descobrir quando eles usarem... E é claro que eles vão usar. Afinal, os dois não têm nenhum contato fora daqui. E quando isso acontecer, vamos ter uma linda manchete de jornal com a foto dos dois delinqüentes e todo o colégio vai ficar sabendo.

- Mas se você não tivesse provocado, nada disso teria acontecido, Lili.

- Eu não pude resistir a tanta arrogância. Como eu odeio esses marotos. Todos eles.

- Não venha generalizando assim, porque o Lupin não é como eles. Ele nunca se envolve nas confusões, é meigo, é simpático, é um gato e ainda tem aquele ar de mistério que atrai as garotas. – enumerando as qualidades do garoto.

- Só se for você. Pra mim é tudo farinha do mesmo saco. Mas pelo menos ele e o Pettigrew foram espertos o suficiente para não entrarem na linha de tiro. E eu não vejo a hora para eles terem o que merecem.

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A mesma reação de adesão e repúdio foi sentida por Tiago e Sírius que, no entanto, já estavam acostumados com a popularidade e fizeram bom uso da mesma para conseguirem certas vantagens.

- Você tem idéia do que o Lupin quer com a gente na sala de poções? – perguntou Tiago que andava pelos corredores lendo o livro que havia pegado emprestado com Pedro outro dia.

- Deve ter alguma coisa haver com a tal "coisa" que ele disse que nos ajudaria.

- Você sabe já viu uma televisão? – perguntou Tiago com os olhos colados nas páginas.

- Não. É a tal caixa com imagens em movimento?

- É sim. Essa invenção me parece bastante útil.

- Não fale besteira, Tiago. Até nossas fotografias se mexem. Tudo que os trouxas fazem é inútil.

- Vai com calma, Sirius. Você parece o Ranhoso falando desse jeito.

- Desculpa. É que me empolguei.

Os dois entraram na sala de poções e se assustaram com a quantidade de fumaça que havia no local. E não era uma fumaça qualquer. Era uma fumaça verde e do meio dela surgiu Lupin, com o cabelo bagunçado e olhos alucinados, mais parecendo um cientista maluco:

- Entrem amigos. Sentem. Fiquem a vontade.

- O que você queria com a gente?

- Vocês já vão ver. – disse ele colocando o líquido verde que estava no caldeirão em dois frascos e entregando para os amigos – Era para essa poção ter demorado pelo menos quatro semanas para ficar pronta, mas eu conversei com o professor e ele sugeriu algumas alterações que acelerariam o processo.

- E isso é seguro? – perguntou Tiago, segurando o frasco desconfiado enquanto Sirius engolia todo o conteúdo com um só gole – Por que você fez isso? – perguntou Tiago espantado frente à atitude precipitada do amigo.

- Vai com calma, Tiago. O Remus não mataria a gente. Pelo menos não de propósito... – lembrando que seu amigo não era assim um grande gênio na aula de poções.

- Tem razão. – disse Tiago, encarando o frasco uma ultima fez antes de beber a poção.

- Mas então Remus, para que mesmo que essa poção serve?

- Bom... Tente fazer algum feitiço, pode ser qualquer um.

Então Sirius empunhou sua varinha e disse:

- Petrificus Totalus!- porém nada aconteceu – Eu não entendi porque não deu certo. Petrificus Totalus! - gritou mais uma vez - Será q minha varinha quebrou, ou algo assim?

-Não. O problema não é com a varinha e sim com você – disse Lupin sorridente pelo seu sucesso – A poção que dei a vocês os impede de fazer qualquer feitiço. Resumindo: vocês não podem usar magia por duas semanas. Isso vai impedir que vocês caiam na tentação durante o feriado.

- Você só pode estar brincando... – disse Sirius – Você está maluco?

- O que você pensou que fosse? Algo para mascarar a magia de vocês, ai vocês poderiam usá-la livremente durante o feriado?

- É. Foi exatamente isso que eu pensei que fosse. Isso tem algum antídoto? - disse Sirius revirado o armário do professor.

- Não. E isso que você está sugerindo é trapaça. Você não tem palavra?

- Claro que tenho, mas não em situações de desespero como essa. O que eu vou fazer sem minha magia? Nenhum de nós pode ir para casa no feriado e também nenhuma pessoa de família trouxa aqui do colégio vai deixar que passemos o feriado com ela depois dessa confusão toda...

- Só se for pra colocar veneno na nossa comida. – complementou Tiago.

- Onde nós vamos ficar? Vagando pelas ruas em pleno natal?

- E o que você estava pensando em fazer? – perguntou Lupin.

- Não sei, mas todas as minhas idéias envolviam o uso da minha varinha. – vociferou Sirius – Por que você acha que eu estava tão calmo até agora?

- Bom... Se você tivesse me avisado antes, eu teria colocado mais água na poção pra ele não durar tanto tempo.

- Então era por isso que você estava tão calmo? Você não pretendia passar nem um dia como trouxa? – perguntou Tiago.

- Claro que não. Ninguém iria nos seguir para ter certeza do que nós iríamos fazer ou deixar de fazer. E nosso objetivo não é provar que é fácil viver como os trouxas, mas sim fazer a Lílian se interessar por você. - disse Sirius, andando pela sala enquanto tentava pensar em uma saída - Hey... Espera um pouco. É exatamente essa a nossa salvação. A Lílian. Ela vai para casa no feriado?

- Vai, mas e daí? – perguntou Tiago.

- Depois eu conto. É uma surpresa. Encontre-me dentro de uma hora no corujal - disse Sirius, saindo apressadamente da sala.

- Tenho a leve impressão de que isto não é uma coisa boa – disse Tiago se levantando da mesa.

- É, eu também não - disse Lupin.

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Uma hora mais tarde Tiago foi até o corujal e lá encontra Sirius despachando uma coruja com uma carta cor de rosa em uma das garras:

- Humm, que meigo. Desde quando você escreve cartinhas floridas?

- Você ainda tem que aprender muito com este seu amigo aqui - disse Sirius se aproximando dele e batendo em suas costas - É claro que isso faz parte do plano.

- Só não entendi até agora que plano é esse.

- Bom, digamos que definitivamente você passará mais tempo com sua adorável "trouxa" –disse Sirius sorridente - Caso contrário eu posso fazer isso por você. Você sabe que não será nenhum sacrifício pra mim.

Neste momento um feixe de luz atingiu Tiago no braço, paralisando-o.

- Mas que diabos é isso? – disse Sirius se virando e dado de cara com ninguém menos que Severus Snape - Ora, ora se não é nosso velho amigo Ranhoso. Olhe não temos tempo para você agora, por isso, saia do caminho e eu nem vou descontar a azaração que você lançou no Tiago, porque ele deu mole mesmo.

- Vocês não pensaram que me esqueci do que me fizeram no lago, não é mesmo? - disse Snape que se enchia de ódio a cada vez que lembrava o incidente que o humilhou na frente de todo o colégio e o pior, fez com que uma "sangue ruim" tivesse pena dele. Isso o jovem bruxo jamais iria perdoar!

- Ah, aquela brincadeirinha? Vamos Ranhoso, você não tem censo se humor? - disse Tiago, mexendo o braço e tentando desconversar, já que sabia que não poderia enfrentar Snape sem sua magia.

- A propósito, já lavou suas cuecas? – Sirius não resistiu a mais essa provocação, a qual foi a gota d'água para Snape que escolheu aquele momento para se vingar dos dois.

- Acho que você vai perder toda essa empáfia logo, logo. - disse Snape com um sorriso malvado nos lábios – Eu estava passando pelo corredor da sala de poções e não pude deixar de escutar uma certa balburdia que estava acontecendo lá dentro. Então quer dizer que os dois não podem usar magia por duas semanas? Isso me coloca numa posição bastante privilegiada, não acha?

- Eu não esperava um comportamento menos covarde de você, Ranhoso. Atacar duas pessoas que estão "provisoriamente" sem defesa. - disse Tiago, dando ênfase ao caráter temporário da situação para deixar bem claro que aquilo teria troco.

- Isso porque dois contra um não é uma covardia, não é mesmo Potter? – disse calmamente, só para aproveitar o momento – Além disso, só vou usar para com vocês da mesma gentileza que vocês usaram para comigo durante todos esses anos.

Antes que eles pudessem falar qualquer coisa, Snape moveu sua varinha e os dois não viram mais nada.

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Lupin estranhou não encontrar os amigos durante aquela noite, mas não deu maior importância para a questão, pois provavelmente eles estavam aprontando alguma coisa. Suas suspeitas de que algo havia acontecido só começaram a se formar na manhã seguinte quando entrou no salão principal para tomar café e verificou um movimento estranho nas mesas. Alguns alunos saiam apressados depois de cochichar algo e dar algumas gargalhadas:

- Que bom que encontrei você, Remus. – disse Pedro, puxando Lupin pelo braço – Venha comigo.

- Onde nós estamos indo? O que está acontecendo?

- O Sirius e o Tiago estão com sérios problemas.

- O que aconteceu?

- Alguém armou para eles ontem.

- Sei, mas o que foi que exatamente aconteceu?

- Eu ainda não vi. Fiquei procurando você, mas pelo que ouvi, o time da Sonserina chegou para treinar na quadra hoje mais cedo e encontrou os dois amarrados só de cuecas no gol. - enquanto os dois corriam rapidamente em direção ao campo.

Quando chegaram ao campo, Remus e Pedro viram de longe os colegas que ainda estavam suspensos nos ar, enquanto todos se juntavam lá embaixo rindo da situação vexatória na qual os dois se encontravam, mas sem tomar qualquer iniciativa de livrá-los do tormento.

Os dois estavam tremendo por causa do frio que haviam passado naquela noite ao relento e ambos usavam calções brancos, mas não tão encardidos quanto o de Snape. Também se podia ver alguns hematomas roxos espalhado pelos corpos deles, alguns em razão do frio e outros provenientes das pancadas que eles haviam recebido.

O time da sonserina ainda dava um colorido sádico especial a cena, voando de um lado para o outro enquanto provocavam ainda mais os meninos amarrados. Foi quando o batedor do time, para implicar ainda mais, agarrou a perna de Tiago e o puxou, fazendo com que ele balançasse exatamente como um pêndulo e batesse contra Sirius que passou a amaldiçoar todas as gerações dos presentes:

- Tudo bem com vocês? – gritou Lupin, chegando até a base do gol.

- Eu pareço bem pra você? – vociferou Sirius, com os lábios num tom arroxeado. Sua tolerância para perguntas cretinas estava cada vez menor – Faça alguma coisa rápido!

- Já vai. – disse Lupin usando um feitiço para romper a corda e em seguida outro para amortecer a queda dos colegas que chegaram ilesos ao chão.

A professora McGonagall acabava de entrar na quadra furiosa com os boatos que chegaram a seus ouvidos do que havia acontecido e começou a dispensar todos os alunos que se concentravam nas redondezas.

- Cinco pontos a menos para a casa de cada aluno que ainda estive aqui nos próximos cinco segundos! – gritou ela, enquanto todos os alunos corriam para sair do campo de visão da professora – Potter, Black, vocês ficam! – ordenou para os dois que também tentavam sair de fininho – Vocês têm que me explicar o que aconteceu.

Pedro e Lupin haviam emprestado seus casacos para os amigos que foram conduzidos até a diretoria ainda sem as calças.

Os corredores estavam vazios, pois os alunos não se atreviam a cruzar o caminho da furiosa professora que caminhava na frente em passos firmes, sendo seguida por Tiago e Sirius que lamentavam sua situação:

- Não acredito no que isso esteja acontecendo... – suspirou Tiago.

- Mas veja pelo lado bom - disse Sirius que já estava se acostumado com aquele friozinho nas pernas – Agora que nossa reputação foi arruinada e todo o colégio já nos viu parcialmente nus, não falta acontecer nada.

Sirius, reparou uma mudança na fisionomia de Tiago que subitamente havia ficado vermelho, olhou para o lado e deu de cara com Lílian que acabava de sair do banheiro e estava olhando para os dois um tanto quanto perplexa.

Suas bochechas também coraram rapidamente e ela desviou o olhar, virando-se para o outro lado e caminhando na direção oposta a dos garotos.

- Agora sim não dá pra ficar pior... – concluiu Tiago.

Foi-lhes servido um pouco de chocolate quente e depois de explicarem parcialmente o ocorrido para a professora, que logo se deu por satisfeita, Sirius e Tiago foram dispensados sem castigos, já que Minerva considerou que o que havia acontecido com os dois já era castigo mais do que suficiente. No mais, o trem que levaria os alunos para passar o feriado de natal em casa sairia naquela tarde e os dois ainda tinham que terminar de arrumar suas coisas.

- O Snape pegou pesado. – comentou Tiago.

- Aquele cretino do Ranhoso não perde por esperar. - disse Sirius caminhando para a torre da Grifinória – E quer saber de uma coisa? – continuou ele, arrancando o casaco de Lupin e entregando para Tiago – Não tenho que esconder mais nada. – e foi marchando totalmente confiante o resto do caminho, enquanto Tiago, ainda acanhado, tentava alcançá-lo.

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Vencido o acontecimento no campo, as torcidas voltaram a se organizar na hora da saída do trem. Sirius e Tiago embarcaram em meio a gritos e vaias e logo estavam a caminho de sua aventura no mundo dos trouxas:

- Linda a sua cueca, Black. – disse uma garota loira com o uniforme da Sonserina, já dentro do vagão para fazer hora com a cara de Sirius.

- Eu sei que me ver de cueca foi o momento mais emocionante da sua vida, Narcisa, mas contenha-se. Afinal de contas, somos parentes.

- Nem se você fosse o último homem do mundo. - respondeu ela, entrando em uma das cabinas irritada, confirmando a máxima de que quem fala o que quer, escuta o que não quer.

- Tenho pena do coitado que cair nas mãos dessa víbora. Mesmo ela sendo da minha família, tenho que admitir que essa criatura não presta.

- E de quem você gosta na sua família?

- Essa sim é uma pergunta difícil.

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Pouco antes de chegarem à estação, os meninos foram trocar suas vestimentas bruxas por roupas civis, ou pelo menos por aquilo que seus colegas haviam lhe informado que era de uso comum entre os trouxas. Tiago usava uma calça jeans com uma blusa com gola pólo verde e sapatos marrons enquanto Sirius usava tênis, uma calça cargo com uma blusa com estampa do que haviam lhe dito ser uma banda de rock bastante famosa e, para finalizar, um boné.

- Não tenho certeza se eles usam esse chapéu estranho assim. – disse Sirius, acertando o boné com a aba para o lado.

- Deve ser assim mesmo.

- Agora vamos procurar a Lílian. - disse Sirius, saindo da cabine, pegando seu casaco de time de futebol e a mochila, que havia pegado emprestada. -Temos que ficar na cola dela.

Tiago fez o mesmo e seguiu o amigo, ainda sem entender direito o que eles estavam fazendo.

Andaram por quase todos os vagões, desviando dos outros alunos que se aglomeravam nos corredores preparando-se para o desembarque. Só conseguiram localizar Lílian fora do trem, enquanto ela se despedia de sua amiga:

- Então a gente se vê depois do feriado, Érica.

- Claro.

As duas amigas se abraçaram e Érica foi ao encontro de seu irmão mais velho que a esperava para ajudar com a bagagem.

Lílian passou a procurar seus pais, mas ao invés disso deu de cara com Tiago e Sirius:

- Como vai, Evans?

- Bem, obrigada. E vocês?

- Bem, muito bem. Espero que fique melhor ainda. – disse Sirius

- Vejo que já começaram a brincadeirinha de vocês – disse Lílian olhando a roupa dos dois garotos.

- Gostou? Não pareço um trouxa legitimo?- respondeu Sirius exibindo a vestimenta.

- Ah, sim... E como parece. A não ser por esse pequeno detalhe – disse a menina apontando para o boné – Touxas não usam desse jeito.

- Você está esperado seus pais? – disse Tiago quebrando seu silencio.

-Sim, eles já deviam estar aqui. - disse a menina olhando para os lados.

- E vocês, qual será o próximo passo do plano ?

- Não seja curiosa Evans - disse Sirius interrompendo Tiago - O que posso dizer é vamos surpreendê-la.

- É mesmo? Mal posso esperar. - respondeu a menina com desdém.

-LILI! – uma senhora ruiva cheia de comprar e casacos que se aproximava rapidamente com um largo sorriso em seu rosto.

Definitivamente aquela deveria ser a Sra. Evans, mãe de Lílian, que, por sua vez, correu de encontro com a mãe, abraçando-a fortemente.

-Por que demorou tanto! – disse a menina se soltando dos braços da mãe e beijando-a no rosto.

-Desculpe-me, é que não pude resistir. Logo ao lado da estação tinha uma loja de roupas em promoção, não pude me conter e fiz uma pequena extravagância – disse a senhora dando uma boa olhada ao redor e notando os dois rapazes - Esses são os seus colegas?

-Ah, sim! Este é Tiago Potter e aquele é Sirius Black - disse Lílian apontando para os dois -Eles estão no mesmo ano que eu em Hogwarts.

-É um prazer finalmente conhecer a senhora.- disse Sirius aproximando-se e beijando uma das mãos da Sra Evans, seguido por Tiago, que recebeu um longo abraço.

- Ah, mas, por favor, nada de senhora, pode me chamar de Marta.

- Bom, vamos mamãe?

- AH, sim, vocês devem está muito cansados da viagem, não é mesmo?- disse ela apertando a bochecha de Tiago - Vamos então? – disse ela caminhando pela estação agarrada ao braço de Tiago que caminhou junto por não saber o que estava acontecendo.

- O que você está fazendo mãe? – perguntou Lílian tão atônica com a situação quanto Tiago.

- Indo para o carro. Eu fiquei surpresa com a sua carta avisando que você traria dois colegas para passar o feriado com a gente, mas agora que eu vi que se tratam de dois perfeitos cavalheiros eu sei que vai ser um natal formidável. - disse Sra Evans muito contente.

- Eu também fui pega de surpresa com esse convite... – disse Lílian furiosa, olhando para Sirius que devolveu um pequeno sorriso zombador – Mas não tive como recusar.

- A senhora, quer ajuda com as comprar?- disse Sirius aproximando-se e pegando todos os pacotes dos braços da Sr.ª Evans deixando Lílian, que murmurava palavras que ele não fez questão de tentar decifrar, para trás.

- Você é um menino de ouro!

... continua

Comentários:

Tainah: Acho que seu questionamento foi parcialmente respondido com esse capítulo já que os meninos vão ficar na casa da Lílian que não está muito satisfeita com isso.

Humildemente Ju: Que bom q vc está gostando. Espero que vc tb tenha gostado do Lupin cientista-maluco desde capítulo.

Di-Lua Black: Pode apostar que muitas confusões ainda estão por vir.