Notas:

ENtão...Desculpem-me? Hahahahaha

Respondendo reviews...Pessoa anônima(Estou continuando, só não vou postar semanalmente como prometi, pq estou tendo que fazer muitas pesquisas para não fugir muito do Canon). helentina(Obrigado! Eu estou tentando não descaracterizar os personagens. Espero que continue assim! hehehehe)

*****ATENÇÃO! Esse capítulo contém insinuação/indícios de incesto. Caso sinta-se ofendido por isso, não leia! Não preciso de ninguém vindo me falar como isso é errado e blá blá blá.

Autor: Matthew Black Potter Malfoy

Beta: Amy Lupin

Shipper: Drarry, Ron/Mione, Fred/George, Albus/Gellert, Sirem, James/Lily, Lucius/Narcissa(entre outros...)

Disclaimer: Viram meu sobrenome, queridinhos? Eu sou um MALFOY, não um mudblood escritor de best-sellers. ¬¬º


Na medida em que o Natal se aproximava, Lucius começara a ficar mais inquieto. Ele havia decidido que Draco não voltaria para casa aquele ano. Tudo que ele não precisava naquele momento era que o ministério suspeitasse que estava usando seu filho como fantoche para efetuar os eventos recentes. E, aparentemente, os aurores não se lembravam que os Malfoys tinham um herdeiro em Hogwarts ou não achavam que Lucius pudesse usá-lo para estes fins, pois Draco não havia sido mensionado até agora.

A verdade era que o homem estava nervoso. O motivo era as constantes visitas dos aurores à sua casa. Até onde ele sabia, todos os ex-comensais estavam sendo investigados sobre os acontecimentos em Hogwarts, mas ele sabia muito bem que uma atenção especial estava sendo dada a ele.

Lucius suspeitava que havia um dedo de Dumbledore por trás disso. O velho ainda tinha pessoas no ministério que lhe eram fiéis e ele sabia que nunca tinha conseguido enganá-lo de que agora era um homem que vivia "de acordo com a lei". Não que ele tentasse enganar o diretor de Hogwarts, como Snape. Preferia ser jogado em Azkaban a negar seus princípios. Bem...talvez não fosse preciso tanto.

- Você vai passar outra noite acordado? - a voz de Narcissa fez-se ouvir no aposento.

Lucius levantou seus olhos dos documentos que analisava para encarar a mulher. Ele tentara esconder as coisas da esposa, mas obviamente ela notara que algo estava fora do lugar. Sabendo que ele não conseguiria guardar segredos dela e que não teria que se preocupar com indiscrições, acabou inteirando-a dos seus planos. Narcissa sempre fora uma legilimens e occlumens melhor que ele, de qualquer forma.

- Estou só analisando algumas coisas. - o homem disse evasivo.

Lucius acompanhou o movimento suave do quadril da esposa sob o robe translúcido que ela usava, enquanto ela caminhava em sua direção e sentava-se em seu colo, obrigando-o a encostar-se ao espaldar da cadeira.

Ele sabia porque Narcissa estava ali. Ela não conseguia dormir sozinha. Fora um hábito que ela adquiria com a guerra, ela sempre esperava acordada enquanto ele saía em missões para o Lorde das Trevas e, quando ele chegava em casa, ela se agarrava ao seu corpo durante a noite como se sua vida dependesse disso.

- Não adianta ficar se preocupando com algo que não está sob seu controle. - ela disse impassível, vendo como o homem suspirava pesadamente.

Lucius puxou o quadril da mulher em sua direção, fazendo-a se inclinar para beijar-lhe os lábios vorazmente. Quando se afastaram para tomar ar, ele desviou o olhar, sabendo o que encontraria naqueles olhos. Nas últimas semanas a única coisa que ela conseguia demonstrar era medo.

- Eu também estou preocupada com Draco. Ele acha que estamos escondendo algo. - ela disse forçando um sorriso, fazendo com que o outro levantasse os olhos para encará-la. - Mas você está certo. O lugar mais seguro para ele no momento é em Hogwarts.

Ela afastou alguns fios do rosto do marido, antes que ele a empurrasse delicadamente, fazendo com que se levantasse.

- Suba. - ele começou a dizer, recolhendo alguns papéis da mesa. - Eu vou logo após você, só tenho que guardar esses documentos.

Narcissa saiu do aposento, enquanto Lucius abria uma gaveta, para colocar a cópia do inquérito contra Arthur Wasley. Não era como se ele tivesse que analisá-los de novo para saber que não havia falhas.

Com sorte, ele teria uma noite de sono ou, na pior das hipóteses, se faria presente para que ela não passasse outra noite em claro.

-Drarry-

Era de se esperar que Draco estivesse irritado. Seus pais haviam-no impedido de voltar para casa durante as festas de final de ano e o acidente na última aula de Poções do ano fizera com que seu nariz inchasse de uma maneira descomunal.

Mas ele estava animado. O primeiro encontro do clube de duelos servira para que ele pudesse inflar um pouco seu próprio ego. Pela primeira vez, ele havia tido um embate direto com Potter do qual não saíra humilhado.

Não era como se ele tivesse derrotado o outro garoto. Contudo, os slytherins não lembravam-no diariamente como Potter havia capturado a snitch bem debaixo do seu nariz. Finalmente Draco encontrara algo em que poderia competir com o outro como um igual.

Potter não apresentara nenhuma habilidade exuberante em nenhuma das matérias que estudavam, o que eliminava a possibilidade de competições na área acadêmica, Porém Draco tinha que admitir que jamais seria bom como o outro em quidditch.

Mas como nada bom durava muito tempo, o garoto percebeu que as pessoas estavam mais interessadas em falar sobre o fato de que Potter era um Parselmouth do que sobre o clube de duelos em si.

- Será que ele poderia realmente ser o herdeiro de Slytherin? - Pansy sussurrou de forma excitada.

- Me poupe, Parkinson! - Draco bufou em resposta.

Os alunos do segundo ano de slytherin estavam reunidos no conjunto de poltronas mais afastado da lareira conversando sobre o que havia acontecido há pouco. Goyle e Pansy viviam reclamando sobre estarem longe demais do fogo, mas Draco reivindicara aquele local como seu e não mudaria isso. Todos ali sabiam qual era seu lugar e Draco sabia muito bem que aquele era estratégico para evitar socializações indesejadas.

- Por que você insiste em me chamar assim? - a garota bufou irritada.

- Assim como? - Draco arqueou uma das sobrancelhas em resposta, vendo como alguns olhares vizinhos curvavam-se em sua direção.

- Parkinson. - a garota devolveu, irritada.

- Esse é seu nome, não?

- Você entendeu muito bem o que quis dizer, Draco. - ela disse, girando os olhos. - Nós nos conhecemos há quase dois anos e nos vemos todos os dias, além de sermos da mesma casa e ano. Acho que você pode me chamar pelo primeiro nome.

- Oh...me desculpe. - o garoto disse, colocando uma mão sobre o peito, em falso espanto, arrancado risadas dos demais alunos do segundo ano. - Eu não sabia que tinha essa honra. - ele completou cínico.

A garota levantou-se, irritada.

- Vamos, meninas! - ela chamou pelas outras garotas do grupo, já saindo em direção ao dormitório feminino.

Em slytherin, os alunos do sexto e sétimo ano comandavam as coisas, seguidos pelos três anos intermediários, enquanto o primeiro e segundo ano eram os mais baixos na pirâmide social. Em cada ano um garoto e uma garota lideravam entre o resto, mas um deles se sobressaia.

No segundo ano, essa liderança era claramente de Draco, visto que ele tinha mais contatos do que Pansy Parkinson. Mas a garota era relutante em seguir as coisas de acordo com suas regras, o que acabava gerando muitos atritos sem sentido como aquele.

Logo, o salão comunal esvaziou restando apenas o solitário Malfoy, sentado próximo à uma das janelas, onde ele podia ver a lula gigante dançando do outro lado. Ele imaginava como Potter deveria estar reagindo a toda aquela coisa de Câmara Secreta, na certa deveria estar surtando.

Draco ria internamente pensando no quanto o outro deveria estar desconfortável. Ele acabaria adormecendo ali, sorrindo sem motivo nenhum aparente. Acordaria após algumas horas, obrigando-se a arrastar-se preguiçosamente até sua cama, onde apagaria instantes depois.

-Drarry-

Draco ficara sabendo que Potter tentara se justificar com os hufflepuffs antes do último ataque e não podia deixar de se perguntar por que ele se dava ao trabalho de fazer isso.

Que o garoto tinha aquele maldito complexo de herói de que os gryffindors tanto se orgulhavam ele já tinha notado, mas ele não percebera até então como Potter não suportava que as pessoas não o adorassem. Bem...talvez os slytherins ele aceitasse.

No final das contas, mais dois haviam sido petrificados. Petrificados, não mortos. Draco começara a questionar se esse tal herdeiro de Slytherin merecia o título. Afinal, não deveria ser tão difícil assim matar um mudblood. Ele torcia para que a próxima vítima fosse Granger e que dessa vez o monstro de Slytherin mostrasse seu real poder.

Os gêmeos Weasley estavam agora fazendo piadas sobre Potter ser o herdeiro de Slytherin. O que, de certa forma, era realmente engraçado. Mas Draco não podia deixar de ficar irritado quando via os dois andando pelos corredores, ladeando o garoto de ouro de gryffindor.

Para sua surpresa, Crabbe e Goyle haviam decidido ficar no castelo junto com Draco. Talvez não fosse realmente tanta surpresa assim, uma vez que os dois faziam de tudo para agradá-lo. Entretanto ele não pôde deixar de notar como ele não faria o mesmo caso um dos dois tivessem que ficar ali. Mas isso não importava, de qualquer forma. Como um Malfoy, ele nunca teria que se submeter à vontade dos outros.

Após o almoço de Natal, no qual Potter estava usando um suéter ridículo feito à mão igual ao dos Weasleys, Draco resolveu voltar à masmorra de slytherin onde encontrou uma carta e um recorte de jornal que falava sobre um inquérito contra Arthur Weasley.

O garoto ainda esperou por algum tempo por Crabbe e Goyle no salão comunal, mas após quase meia hora ele decidiu sair em busca dos dois. Draco amargou quando pensou que se sentia grato que os amigos houvessem ficado para acompanhá-lo, seria tedioso ficar ali sozinho.

-Drarry-

Para a completa surpresa de Harry, o plano de Hermione dera certo. Eles acabaram sentando-se no salão comunal de slytherin e conversando durante alguns minutos com Malfoy. Ele não pôde deixar de reparar por alguns instantes como a masmorra tinha um ar mais refinado do que a torre de gryffindor.

Mais tarde, após deixarem uma Hermione muito triste na ala hospitalar, eles voltaram ao dormitório e Rony dormiu praticamente antes de cair no colchão. Harry pegara-se imaginando como seria se tivesse aceitado a oferta do Chapéu Seletor e ido para slytherin. O salão comunal deles não era nada como ele imaginara.

Seria estranho dividir um dormitório com Malfoy, Crabbe e Goyle, com certeza. O garoto loiro era irritante até com seus próprios amigos. Provavelmente ele seria excluído do grupo, não se imaginava tendo aquele tipo de conversa, onde zombavam da possível demissão de alguém que não merecia.

Não! Definitivamente, ele não pertencia à casa das serpentes. Ele era um gryffindor. Mas, de certa forma, sem saber explicar o porquê, ele estava contente que Malfoy não era o herdeiro de Slytherin. E foi pensando nisso que ele adormeceu naquela noite de natal.

-Drarry-

Para decepção de Draco, Hermione Granger voltara à vida social de Hogwarts no início de fevereiro, cessando os rumores de que ela estivera petrificada, pois Creevey, o garoto Hufflepuff e o fantasma continuavam na ala hospitalar.

Mas nada acabara com o humor do garoto aquele ano do que o Valentine's Day. Aparentemente, o estúpido Prof. Lockhart encontrara uma maneira de piorar a data, se é que isso era possível. Ele sabia que muitas garotas eram fascinadas por tudo aquilo e até alguns garotos sentiam-se agradecidos, pois poderiam fazer grandes gestos românticos sem serem criticados pelos colegas, afinal, era algo socialmente aceito fazer papel de ridículo naquela época do ano.

Entretanto, o garoto surpreendeu-se por como ficara irritado com o cartão anônimo que Potter recebera. Não é como se precisasse ser um gênio para saber que Ginny Weasley era a remetende de toda aquela palhaçada. Draco reparara como a garota ficara vermelha sempre que o outro olhava em sua direção e a maneira sonhadora como ela o admirava à distância no grande salão. Ele acabou então alfinetando a garota, ao invés de Potter. Ele teria outras chances de importunar o Cicatriz, de qualquer forma.

Draco passaria alguns dias pensando se Potter sentira-se lisonjeado, além de humilhado, pela declaração da garota. Mas obviamente, ninguém em sã consciência iria querer ser alvo de interesse da caçula dos Weasleys. "Sapinhos cozidos! Faça-me o favor garota! Não poderia dizer que os olhos dele são como esmeraldas?" Draco pensou risonho, vendo como a garota estava sentada amuada na mesa de gryffindor, alguns dias depois. Certamente ela havia levado um fora do garoto de ouro.

-Drarry-

Quando chegou a hora de decidir quais seriam as matérias que cursaria a partir de seu terceiro ano Draco começou a sentir-se em conflito. Ele não diria para ninguém, mas tinha vontade de matricular-se em Estudo dos Muggles e Adivinhação. A primeira porque ele tinha curiosidade de saber como as coisas funcionavam no mundo muggle e a segunda porque ele achava intrigante a ideia de prever o futuro.

Seu pai no entanto deixara claro sua opinião sobre o assunto, quando lhe enviara uma carta perguntando-lhe em que deveria se matricular.

"Caro Draco,

Presumia que a essa altura já deveria saber que suas decisões são suas e de mais ninguém. Sei que, qualquer que seja sua escolha, ela estará certa.

Espero que esteja bem.

Atenciosamente, Lucius Malfoy"

Qualquer outra pessoa que lesse aquela carta, acharia que Lucius fora vago, mas Draco sabia ler nas entrelinhas. Ele sabia que seu pai abominara a ideia de que Hogwarts ainda lecionasse Estudo dos Muggles para os alunos e que achava o estudo de Adivinhação um ramo tolo e sem sentido.

No final, acabou matriculando-se nas mesmas matérias que seu pai fizera: Runas, Aritmancia e Trato das criaturas mágicas.

-Drarry-

Granger fora petrificada. Essa sim era uma boa notícia. Toda Hogwarts estava apavorada agora. Aparentemente, eles achavam que o trio de ouro de gryffindor era imune ao herdeiro de Slytherin.

O toque de recolher havia sido mudado para as seis da tarde. Os alunos não poderiam andar mais desacompanhados nem para ir ao banheiro e, além disso, eles eram escoltados pelos professores entre uma aula e outra. Até os treinos de quidditch e as atividades noturnas haviam sido interrompidas.

Todas aquelas medidas sendo tomadas com os alunos de slytherin eram realmente patética. Afinal, não é como se alguém ali fosse mudblood. Não que Draco sentisse muita falta dos treinos e das aulas de Astronomia. Mas interromper o funcionamento regular da escola por causa de alguns mudbloods petrificados era um absurdo.

-Drarry-

Lucius tivera que ameaçar todo o conselho para que a suspensão de Dumbledore fosse aprovada. Mas ele sabia que isso era um passo importante a ser tomado. Quando o Lorde das Trevas retornasse ele seria muito grato a quem tivesse afastado o diretor de Hogwarts. Era de conhecimento público que o lorde jamais ousara tomar controle da escola devido ao fato de que Dumbledore estava no comando.

Ele não precisava ir a Hogwarts anunciar aquilo, obviamente. Poderia muito bem ter encarregado alguém disso, mas nada o impediria de ter a satisfação de ver o homem humilhado.

Para sua surpresa, Dumbledore estava na casa do guarda-caças. Lucius nunca entendera como o diretor nutria aquela estranha amizade com o mestiço como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Tudo que Lucius menos desejava fazer naquele momento era entrar na espelunca que Hagrid chamava de casa, entretanto, nada iria tirar-lhe o gosto da vitória. Ele só não esperava encontrar Fudge ali. E que surpresa agradável fora descobrir que aquela aberração estava sendo presa naquele instante.

Lucius se certificaria que aquela prisão, juntamente com a suspensão de Dumbledore fossem matéria do Profeta Diário no outro dia pela manhã. Ele provavelmente dormiria bem aquela noite. Agora que o velho diretor não estava em Hogwarts, as chances de descobrirem quem estava por trás de tudo eram remotas.

-Drarry-

Finalmente Dumbledore fora embora de Hogwarts e, para surpresa de Draco, Hagrid também. Por essa ele não esperava, realmente. Ele não entendia como alguém poderia acreditar que aquele mestiço bobalhão era o herdeiro de Slytherin. Draco começara a considerar que uma carreira no ministério não seria algo que ele gostaria, não suportaria conviver com tanta gente idiota.

De qualquer forma, as notícias eram motivo de alegria. As coisas pareciam estar encaminhando-se de forma satisfatória. Contudo uma coisa ainda irritava Draco profundamente. Gilderoy Lockhart. O homem era tão profundamente irritante e tão obtusamente imbecil que por vezes o garoto tivera que impedir-se de sair de sua sala gritando durante uma de suas aulas.

Em contrapartida, Draco começara a elogiar Snape em suas aulas. Não que ele realmente achasse que a opinião dos alunos fosse interferir na escolha do novo diretor, mas ele gostava de ver como Potter e Weasley contorciam o rosto sempre que ele abria a boca. Uma coisa era certa, se o professor de Poções fosse eleito para o cargo, Lockhart não permaneceria ali nem mais uma noite.

-Drarry-

Depois que a Prof. McGonagall anunciou no café-da-manhã, três dias antes do primeiro exame, que as mandrágoras estavam prontas e que os petrificados na ala hospitalar seriam acordados, Draco sentiu seu apetite esvair-se. Então era assim que as coisas acabariam? Alguém simplesmente diria quem era o herdeiro de Slytherin e as coisas voltariam ao normal?

A pessoa, fosse quem fosse, não era das mais inteligentes afinal de contas, ou teria aproveitado a segunda oportunidade para matar Creevey e não petrificar o garoto hufflepuff - do qual Draco simplesmente não conseguia lembrar o nome - e o fantasma de gryffindor.

Mas as coisas viriam a mudar totalmente no meio daquela mesma tarde. A voz de McGonagall soou por todo o castelo anunciando que todos os alunos deveriam ir para suas salas comunais e Draco soube naquele exato momento que alguém havia morrido.

Ele estava excitado com a ideia e, assim como todos os slytherins que chegavam ali, ele queria saber quem era a pessoa. É lógico que muitos estavam curiosos por estarem preocupados que fosse alguém conhecido, mas isso não mudava o fato de que todos cochichavam excitados.

Mas quando a monitora-chefe chegou com a notícia de que Ginny Weasley fora levada para a Câmara Secreta Draco pôde ver no rosto de todas aquelas pessoas o espanto que provavelmente também estava estampado em seu rosto. A garota era uma puro sangue, nem mestiça ela era. Traidora do sangue, sim, mas não uma mudblood. Ela era, afinal de contas, tão bruxa quanto ele próprio.

Draco aproveitou vendo como seus amigos estavam inquietos com a noticia para se esquivar em direção ao dormitório. Ele estava apavorado. Aquilo significava que ele passara todo aquele ano correndo risco tanto quanto os mudbloods? Logo ele cerrara as cortinas de sua cama, encolhendo seus joelhos contra o peito enquanto olhava perdido para o nada, uma pergunta ecoando no fundo da sua mente. "Será que mudbloods e puro-sangues não são tão diferentes assim?"

-Drarry-

- Você está acordado? - Fred pôde ouvir o irmão dizer do outro lado das cortinas de sua cama.

- Estou. - ele respondeu. Sua voz soava rouca, como se ele não falasse há meses.

Lee não os acompanhara até o dormitório quando subiram. O garoto sabia quando eles queriam ficar sozinhos e provavelmente não sabia o que falar naquele momento. Como ainda era cedo, os dois estavam sozinhos no dormitório e cada um se deitara em sua cama, fechando as cortinas.

- Eu posso me deitar com você?

A voz de George soou menos abafada, provavelmente o outro havia aberto suas cortinas. Quando ele falou enfim, ele notou que sua própria rouquidão diminuíra.

- Claro.

Apesar do pedido ser incomum, ele não pôde deixar de esticar as mãos para afastar as cortinas de sua cama. George se levantou e caminhou até a cama do irmão, deitando-se ao seu lado. Quando as cortinas se fecharam, o ato de abraçá-lo foi instintivo.

- O que vamos fazer, Fred?- George perguntou, sua testa encostada no peito do irmão, a voz já soando embargada.

- Eu não sei. - ele se limitou a responder.

Eles permaneceram assim durante horas. George chorou muito naquela noite, mais do que já havia chorado em toda a vida, pelo que Fred se lembrara. Ele próprio chorou em alguns momentos, mesmo que tentasse ser forte para que o irmão não percebesse. Eles não se mexeram nem quando o braço de George adormecera por baixo do irmão, ou quando Lee entrou no quarto, algum tempo depois. Inevitavelmente eles acabaram adormecendo, um nos braços do outro.

Eles acordariam dali algumas horas com os gritos de "Ela está viva!" de Percy e se reuniriam com o resto dos Weasleys na ala hospitalar. Para sorte dos garotos, o irmão mais velho não notara como estavam dormindo agarrados um ao outro, senão isso renderia aos dois muitas piadas por parte de Lee Jordan.

-Drarry-

Lucius estava possesso. Seu plano falhara, Dumbledore estava de volta à diretoria de Hogwarts, ele fora acusado por Potter daquilo que realmente fizera e, se não se enganara, o velho conseguira entrar em sua mente e ver que o garoto estava certo.

Por um momento, ali, em pé, na sala do diretor, ele se sentira acuado. Ele quase sacara a varinha, mas por fim, acabara percebendo que ninguém tinha sequer uma prova contra ele. Portanto, optou por ir embora, antes que pudesse se incriminar.

Mas as coisas não podiam acabar assim, simplesmente. Potter tinha que libertar o maldito elfo. Lucius ficara chocado com a audácia do elfo, lhe enfeitiçando e ainda por cima o ameaçando. Naquele momento ele sacara a varinha, mas não a usara. Não por medo do elfo, ele seria capaz de eliminá-lo em um piscar de olhos. Mas ele não era mais sua propriedade e não iria enfrentar processos atrás de processos por tão pouco.

Da maneira mais digna que pôde, ele saiu, não sem antes lançar um olhar rancoroso em direção ao garoto e ao elfo, parados no final das escadas. Um dia iria chegar a hora daqueles dois e ele esperava estar lá para assistir de camarote.

-Drarry-

Todos estavam felizes. Até os slytherins festejavam no grande salão. Mas Draco estava sentado, cabisbaixo. Sua mente ainda girava, confusa. Antes de vir para Hogwarts ele só tinha certezas em sua cabeça, mas agora as coisas pareciam tão complicadas.

Dumbledore estava de volta ao posto de diretor e, pela primeira vez, Draco pôde perceber o que o tornava um bruxo tão notável, que tantas pessoas admiravam. Afinal de contas, ele tinha que admitir, não gostaria de estar do outro lado do homem em um duelo, toda sua aura aquela noite demonstravam como o bruxo era maior do que o jovem Malfoy imaginara.

Ele nem se preocupou quando Potter e Weasley ganharam quatrocentos pontos para gryffindor. Naquela noite tudo parecia tão distante e surreal. A única coisa que ele queria era ir pra casa, queria que seus pais lhe explicassem as dúvidas que ele estava tendo, queria que eles o fizessem entender como o mundo funcionava, como sempre fazia.

Mas quanto mais o final do trimestre se aproximava, mais claro ele podia perceber. Ele já não estava mais na idade para que seus pais esclarecessem coisas para ele. A carta que seu pai lhe enviara, falando sobre as matérias que cursaria no outro ano, deixara isso bem claro. Draco teria que lidar com suas próprias dúvidas agora. Em silêncio.

Seu pai fora dispensado do cargo de conselheiro de Hogwarts e pelo que ele podia ouvir dos boatos que rondavam a escola, sua reclusão fora encarada como mágoa e rancor. Mas ele não se importava, ele só precisava voltar para Wiltshire o quanto antes.

Notas Finais: A Mansão Malfoy fica em Wiltshire, Inglaterra.