Snape foi se encontrar com o diretor na mesma manhã

Snape foi se encontrar com o diretor na mesma manhã. Bateu em seu escritório e foi recebido com um sorriso e um drops de limão.

Passou o horário do café conversando sobre Potter, Voldemort e essa ligação que o menino parecia ter com ele.Ficou a noite pensando na ligação e em Potter.

E agora se via diante do menino. Tão abatido e magro. Realmente seria uma presa fácil nas mãos de Voldemort. Tão fraco parado, olhando para o professor.

Severus Snape POV

Ainda nesta madrugada quando fui ver se Potter havia terminado o trabalho me assustei ao vê-lo gemendo no chão. No começo achei que era fingimento ou que não era nada grave, mas percebi que ele não estava fingindo quando começou a bater na própria cabeça.

Não que eu me importe e não me importo, se Potter quiser arrebentar a cabeça com as próprias mãos terei o prazer de ajudar, mas não quando isso envolve Voldemort. Essa ligação que ele parece ter com o Lord poderá tortura-lo e matá-lo, eu já vi pessoas morrerem assim e não posso permitir que o muleque morra sendo que, infelizmente, justamente ele é a chave para salvar o mundo.

Vim ao diretor para comunicar o acontecido e esse me deu uma maravilhosa solução que, mais uma vez, infelizmente, será feita por mim. Já estou acostumado a obedecer as ordens de Dumbledore, sou o faz tudo dele. Aceitei o castigo bem na hora em que ouço batias na porta.

O diretor me manda abrir pois não quer manter muito contato com o menino. Como se eu quisesse. Ao abri-la quase tomo um susto. Sua aparência é horrível, magro de aparecer os ossos, olheiras fundas, roupa bagunçada, olhar vazio e sem brilho. Bem diferente do Potter que todos conhecem.

Ele me olha com raiva e vazio. Não é novidade para ninguém que eu o odeio e o sentimento é recíproco, mas esse ano o ódio que sente por qualquer coisa ou pessoa aflora em seus olhos, está presente em sua voz e em seus atos. Eu ainda continuo olhando-o observando os olhos que não se mexem.

-Entre logo Potter.

Ele passa por mim e posso sentir um nível de magia elevado. Fecho a porta e fico parado atrás dele esperando o diretor falar.

Dumbledore mantinha-se de costas atrás de sua mesa. Não olhou para o menino quando este entrou.

-Sente-se Harry.

Harry olhou para as costas do diretor e para Snape atrás dele voltando a ver as costas do diretor.

-Estou bem em pé senhor.

O tom na voz de Harry evidenciava que ele estava desafiando o diretor e Dumbledore teve certeza de que naquele momento Harry o odiava.

- Harry eu o chamei aqui pois o professor Snape me informou sobre o seu ataque.

- Ataque? Eu apenas tive uma dor de cabeça

- Você sabe tão bem quanto eu que não era uma dor de cabeça.

- Como se isso importasse alguma coisa

-Importa sim, importa para mim.

- Não, não importa não.

- Potter, comporte-se – Disse Snape atrás de Harry.

Harry bufou e foi em direção a janela olhando para o lago.

- A questão é que, nós sabemos que Voldemort está usando a ligação que tem com você através da cicatriz, acreditamos que ele acabará usando essa ligação para desgastar sua mente...

-...deixando-me incapaz para a guerra – Completou Harry

- Exatamente. Temos que estar tal coisa. Por isso chamei o professor Snape. Ele dará aulas extras para você toda noite.

- Aulas do que?

- Oclumencia. O professor Snape explicará tudo em sua primeira aula que será hoje as dez horas da noite. Essas aulas são secretas, então não conte a ninguem a não ser claro a senhorita Granger e o senhor Weasley.

Harry deu de ombros e continuou olhando para fora. A visão do lago negro, tão profundo e perigoso que o fazia arrepiar-se, fechou os olhos e se imaginou lá dentro, sem ar, sem vida.

-Potter!

Avoz do professor a suas costas o trouxe do seu devaneio. Aquela voz era torturante, cruel.

- Está dispensado Potter.

Harry não esperou um segundo aviso, virou as costas e saiu batendo a porta atras de si.

- Garoto irritante e mal-educado - Esbravejou Snape - Igual ao pai.

- Nós dois sabemos que Harry não é igual ao pai, James Potter. Ele se parece com Lily. Você se lembra dela, sabe que falo a verdade.

Snape virou o rosto e ficou olhando para o lago. Tantas lembranças vista a distancia. Como poderia esquecer Lillian Evans? O amor da sua vida. A conhecia e sabia que Harry Potter era igual a mãe em atitudes, mas a aparência praticamente idêntica ao pai o fazia querer esmagá-lo como um inseto perigoso e nojento.

- Com licença - Disse retirando-se, não suportaria olhar os olhinhos do diretor. Os mesmos olhos que o olharam duro e tambem cheio de carinho.

Desceu as escadas correndo e foi dar sua aula.

Harry Potter POV

Desde ontem, ou melhor, hoje, minha cicatriz arde como se estivesse em brasa. Como se fosse queimar meu cerebro. Quando Voldemort me atacou achei que morreria de dor. Ele estava bravo e quis descontar e é claro que tinha que ser em mim.

A dor começou por volta de meia noite, quando eram duas horas já não conseguia mais limpar nada. Fiquei deitado tentando aliviar a dor com o pano gelado. Foi quando Snape apareceu e me chamou. Maldito Snape, me fez tentar olhá-lo e assim Voldemort me atacou com toda a força. Senti dor, mas sinceramente não era tanta dor assim. Durante todo esse tempo venho me sentindo dolorido, triste, talvez até morto. Já não consigo mais comer pois essa dor, essa vergonha do que sou me impede.

Quem sou? Um verme que sente vergonha de seus atos e sinto, mas não posso evitar. O que faço se sou obrigado?Grito?Choro? Estou cansado de tentar correr dessa realidade. Tenho que aguentar ver esses rostos, homens, mulheres, velhos, belos, feios, gordos, magros, altos, baixos.

Me sinto cansado e não consigo nem ao menos pensar, pois essa voz martela a minha mente a cada segundo.

Meus amigos estão preocupados e ficam atras de mim me perguntando se estou bem e quando falo que sim eles não acreditando. Por que perguntar se não acreditam em mim?

Sinto tanta raiva ultimamente que quero ficar sozinho. quero gritar sozinho sem ter que ser chamado de louco por alguem.

E agora ainda terei que fazer essas malditas aulas com Snape como se já não bastasse olhar para a cra dele nas aulas.

Harry andava indo para algum lugar, quando sentiu-se ser emprurrado para umas sala vazia. Maos fortes o empurraram contra a parede e logo Harry viu quem era o dono do corpo que o prensava.

- David!

David Curtin era um sextanista da corvinal conhecido pela agressividade que usa contra os outros alunos. Era filho de pais trouxas e fazia as garotas cairem aos seus pés. Era loiro e tinha olhos amendoados. Inteligente e charmoso, ele chamava atenção.

- O que quer Dvaid?

- Não sabe? - Disse David sorrindo - Eu o vi nessas ferias, lá naquele bar, sabe qual é não sabe?

Harry não respondeu, apenas olhou-o com odio. Conhecia muito bem aquele bar, bem ate demais.

- Sei.

- Então acredito que não falará nada para ninguem. Acho que iria querer a escola inteira saiba o que faz nas ferias.

Harry não respondeu de imediato. Tentou se soltar, mas David era maior e mais forte.

- Não...não seja violento, por favor.

- Ah , mas você sabe qual a minha fama, sabe que gosto de ter essa fama. - Disse dando um sorrisinho de canto de boca.

Harry arregalou os olhos com o sorriso de David . Ali soube, que tudo seria mais dificil.

Hermione e Rony haviam saido da aula que ainda procurar Harry, não o acharm e pensaram que ainda estivesse conversando com o diretor . Quando viraram em um corredor viam David andando com um sorriso no rosto.

Ele passou encarando-o como se fosse mordê-los. Continuaram andando quando Harry saiu de uma sala vazia. Seus olhos estavam marejados, havia machucados em seu rosto. Ele mal conseguia andar e se contorcia de dor.

- Harry? O que houve? - Perguntou Hermione.

Os amigos correram para ele tentando ajudar, mas Harry se afastou.

- Não me toquem.

- Harry nós só queremos te ajudar - Disse Hermione tentando chegar perto novamente.

- Não - Gritou - Não cheguem perto de mim. Não me toquem.

A essa altura Harry já chorava e gritava a plenos pulmões. Sentia dor e vergonha, imaginou que pelo menos ali ele estaria seguro e que isso não aconteceria até as proximas férias.

- Harry vocÊ está sangrando? - Perguntou Hermione escandalizada vedno sangue na roupa do amigo.

- Só me ajudem a chegar ao meu quarto.

- Harry você tem que ir para a Ala Hospitalar.

- Hermione, por favor?

Hermione não pôde negar o pedido do amigo, ela e Rony o ajudaram a chegar ao seu dormitório.

- Obrigado, mas agora quero ficar sozinho. Por favor.

- Está bem Harry, mas qualquer coisa chama a gente.

- É cara, nós vamos estar lá embaixo.

- E desça para almoçar.