Disclaimer – "Inuyasha" não me pertence... Rumiko-ba-chan ainda não me deu de presente T-T.


Revisão – Shampoo-chan, com ajuda de Leila.


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Dake wo aishite

Apenas te amando

By Palas Lis

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Dai 3kaiUso da yo! (Teihen)

Capítulo 3 – Isso não pode estar acontecendo (Parte II)

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– Maldição! – praguejou Sesshoumaru pelo que devia ser a décima vez desde que desceu da aeronave; o rosto assustadoramente contraído de raiva em estar em Cabo Inubo para aquelas miseráveis férias. – Kuso!

Depois que colocou os pés em terra, deu um jeito – o mais discreto que conseguiu – de fugir de perto da garota desastrada, não querendo ficar mais nem um segundo sequer próximo a ela. Assim que a viu seguir atentamente as orientações do funcionário do local, infiltrou-se entre as pessoas e afastou-se antes que ela aparecesse e começasse a falar sem parar. Ou, pior, que derrubasse algo nele.

Agora estava ali, amaldiçoando a tudo e a todos por sua desprezível 'sorte', carregando em uma mão a maleta com o laptop e uma pequena mala com roupas na outra, caminhando por entre as fileiras de carros para ver se achava o que locara para ir ao hotel.

Sesshoumaru reclamou internamente do calor que estava naquele lugar e não via a hora de chegar ao carro para tirar o paletó que usava. Estava começando a se arrepender – novamente – de ter aceitado aquelas funestas férias no litoral japonês. Tudo estava dando errado!

Parando frente ao carro vermelho que escolheu, Sesshoumaru deixou as malas no chão e procurou nos bolsos da calça a chave do veículo. Tirou-a e tentou abrir a porta, arqueando uma sobrancelha quando não conseguiu.

– Que diabos...? – ele queixou-se, virando a chave e não conseguindo abrir a porta.

– Sesshoumaru!

Um grito estridente fez Sesshoumaru deixar a chave cair ao chão e contrair o rosto. Ainda sentindo a voz da garota vibrar nos tímpanos, ele se virou, vendo a figura feminina a sua frente como se fosse um fantasma. "Ela de novo, não...", mentalmente ele lamentou.

Não poderia ser verdade... A maluca estava ali, bem na sua frente, encarando-o com aqueles belos e brilhantes olhos castanhos e com o sorriso alegre nos lábios, os cabelos longos e presos pendendo sobre o ombro direito... Ele não poderia ser tão azarado assim para nem conseguir despistar uma garota, poderia?

Fechou os olhos, passando as duas mãos pelos cabelos antes de abaixar-se para pegar as chaves no chão.

– O que aconteceu, Sesshoumaru? – Rin falou, alegremente, aproximando-se dele e dando alguns tapinhas amigáveis nas costas dele. – Você sumiu!

– Talvez porque eu estava querendo me livrar de você – ele falou, sério.

– E por que você faria uma coisa dessas? – Rin falou com um sorriso inocente, colocando a mão que segurava sua bolsa no quadril.

– Não seria por que você é desastrada demais? – ele falou, virando-se para tentar abrir a porta do carro novamente. – Ou por que você estragou o meu laptop?

– Você disse que estava no seguro! E eu ia pagar e você não quis! – ela se defendeu, contraindo o rosto. Pensando bem, foi melhor ele ter recusado, pois, provavelmente, levaria a vida toda para pagar um laptop como aquele com o salário medíocre que seu irmão lhe dava.

– Então eu estou querendo me livrar de você porque você fala demais.

– Não falo, não!

– Fala, sim.

– Não falo, não! – Rin teimou.

– Fala demais e está começando a me deixar com dor de cabeça – ele falou, começando a perder a paciência com porta do carro que não abria e forçou mais a chave, quase a quebrando com a pressão que colocava para abrir a maldita porta. – Shimatta!

– Será que você não está tentando abrir o carro errado? – Rin perguntou, inclinando o corpo para a direção da porta e voltando os olhos para ele.

– Eu não seria tão estúpido a ponto de cometer tal erro – ele falou, raivoso.

– Será? – Rin provocou, arqueando a sobrancelha, fazendo-o bufar. A garota colocou a chave que ela tinha nas mãos na fechadura do carro que Sesshoumaru alugara. – Oh, abriu! – deu um sorriso vitorioso.

– Como...? – ele falou, vendo Rin abrir a porta do carro e colocar as malas no banco de passageiro antes de entrar no veículo. Surpreso com o que estava acontecendo, bateu no vidro. – Onde você pensa que vai?

– Vou para o hotel aproveitar minhas férias – ela falou, colocando o cinto de segurança e olhando para Sesshoumaru com um sorriso. – Você devia fazer o mesmo.

– Não com esse carro. Eu o aluguei.

– Eu não queria um carro importado, mas não estou reclamando – Rin falou, ligando o carro, sem desfazer o sorriso que tinha nos lábios.

– Desça desse carro imediatamente – Sesshoumaru ordenou, batendo várias vezes no vidro.

– Acho que não – Rin falou, colocando a ré e retirando o carro da vaga com algumas manobras. Ouvindo os protestos de Sesshoumaru, ela abaixou o vidro até a metade. – O que foi agora, Sesshoumaru?

– Você é louca? – ele falou, tentando abrir a porta do carro, mas quando percebeu que estava travado, rangeu os dentes. – Abra essa porta e vamos resolver isso no balcão da locadora.

– Resolver o quê?

– É óbvio que isso é mal entendido – ele falou, irritado. – Eu aluguei esse carro!

– Por que não tenta um daqueles jipes que estão ali? – ela apontou para alguns carros velhos que estavam em outra fileira, saindo do estacionamento cantando pneus.

– Jipe? – ele repetiu, piscando duas vezes. Sesshoumaru viu Rin acenar para ele de dentro do carro e fechou a mão em punho, muito bravo com o que aconteceu. – Maldita!

O executivo levou a mão à cabeça, respirando fundo para se acalmar, massageando a fronte, sentindo que estava precisando urgentemente de vários analgésicos para aliviar a incomoda dor de cabeça.

Tentando compreender o engano que estava acontecendo, ele lembrou do que ela falou e pegou suas malas, caminhou a passos rápidos até o primeiro jipe que estava na fila e colocou a chave.

Arregalou os olhos quando a porta se abriu facilmente.

– Ela não pode ter feito isso... – ele resmungou, entrando no carro, colocando no banco de trás suas coisas. – Maluca imbecil!

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Rin dirigia pela estrada estreita que a levaria ao hotel Shikon no Tama. Ela respirou fundo e pôde sentir o cheiro agradável de mato e praia – os atrativos que mais se destacavam em Cabo Inubo. Ao lado direito, contemplava uma esplêndida paisagem, onde se via a praia, o prédio do hotel e um magnífico pôr-do-sol. À esquerda, uma suntuosa área verde, com muitas árvores.

Ela mal se aquentava de empolgação para chegar ao hotel e colocar um biquíni, deliciando-se naquelas águas claras da praia. Até a fome que sentia desapareceu. Só pensava em mergulhar e se divertir na areia clara e macia da praia de Cabo Inubo. Aquele lugar era um verdadeiro paraíso na Terra.

– Que dia lindo. – Rin disse num suspiro.

Voltou os olhos ao bonito carro que estava dirigindo. Nunca imaginara que conseguiria um importado como aquele. Bem, na verdade, alugara um jipe, mas quando o homem que estava a atendendo virou-se para atender ao telefone, ela trocou a primeira chave que encontrou e apenas viu de que carro seria. E, para sua surpresa, o carro que havia trocado era justamente o de Sesshoumaru!

Queria só ver o que ia acontecer quando ele descobrisse o que ela fez. Ela sorriu. Certamente que não teria a melhor das reações – ele ficaria muito bravo. O rapaz já havia ficado irritado por ela ter derrubado as coisas nele no avião, agora, depois da história do carro, ele ficaria ferino com ela.

Claro que Rin não tinha feito de propósito – nem em derrubar a bolsa nele, nem em estragar o computador e muito menos trocar o carro dele –, mas Sesshoumaru jamais entenderia isso e continuaria a achá-la uma maluca desastrada – o que não era de todo errado.

Apesar de estar sentindo-se a pessoa mais malvada do mundo por tê-lo deixado sozinho – ainda que tenha ao menos deixada a dica de qual carro ele deveria pegar – Rin achava que ele mereceu. Afinal, era um arrogante pretensioso, que se considerava um deus nórdico e achava-se no direito de chamá-la de maluca desastrada.

– Só espero que demore algum tempo para eu encontrá-lo novamente... – Rin falou para si, fazendo uma careta, não querendo nem imaginar o que ele ia fazer quando se encontrassem.

Pare esse carro agora!

Rin arregalou os olhos ao ouvir a voz – quase que gritada – de Sesshoumaru e olhou para o lado, lentamente, com medo do que pudesse encontrar. Seus olhos castanhos se arregalaram tanto ao vê-lo gesticulando do jipe velho que ficaram quase esbugalhados – tamanha era sua surpresa.

– O que você quer, Sesshoumaru? – ela falou, docemente, abaixando o vidro do automóvel; nos lábios um sorriso sem graça. Não estava esperando por essa aparição triunfal.

– Eu mandei você parar esse carro! – ele disse, autoritário.

– Deixe-me em paz! – Rin falou.

– Eu quero meu carro! – ele ordenou de novo, mas o que recebeu como resposta foi uma pisada no acelerado que Rin deu e o fez ficar para trás.

– Cara petulante! – Rin falou, olhando pelo retrovisor ele também acelerar o carro e logo estar ao lado dela na estrada estreita.

– Encoste antes que acabe nos matando! – Sesshoumaru falou, olhando para frente e arregalou os olhos ao ver um animal na pista.

– Não! – Rin falou, ainda olhando para ele.

– Olhe para frente, menina! – Sesshoumaru gritou, apontando para um cachorro que estava a poucos metros à frente deles, pisando no freio depois, fazendo o carro patinar no asfalto e sair fora da pista, atolando no mato.

– O quê...? – Rin falou, assustada ao vê-lo sair da pista e olhou para frente, arregalando os olhos ao ver o animal. – Kami!

Rin perdeu ligeiramente o controle do volante e quando conseguiu controlá-lo novamente só teve tempo de desviar, acertando o veículo em uma enorme árvore que ficava do seu lado direito da pista. Sentiu o corpo sendo jogado para frente e o tranco que o cinto deu em seu ombro a fez soltar um gemido de dor.

Sesshoumaru, ao ver a cena, saltou do jipe e correu até o carro vermelho. Encontrou o vidro aberto e Rin debruçada sobre o volante. Ele tocou no ombro dela, preocupado com o que poderia ter acontecido com a jovem.

– Rin? – ele chamou. – Você está bem?

– Depois eu é que sou maluca! – ela falou, levantando a cabeça de uma vez, irritada. – Você quase nos matou!

– Eu perguntei se você estava bem – ele respirou aliviado. Ela estava bem, já estava até discutindo.

– Eu pareço estar bem? – ela quase gritou, tirando o cinto de segurança, que a impedira de voar, e passando a mão no ombro, sentindo-o doer. – E você, como está?

– Eu estou perfeitamente bem – ele falou, colocando o peso do corpo para o pé direito e cruzando braços, com um sorriso prepotente e uma pose majestosa.

– O que você pensou que estava fazendo, hein? – Rin gritou, abrindo a porta do carro de uma vez, acertando em cheio nas pernas de Sesshoumaru, que foi pego de surpresa e teve que se equilibrar para não cair. – Que tipo de imbecil irresponsável é você?

– Acho que você está confundindo as coisas aqui, garota – Sesshoumaru falou, recuperando a postura altiva após se equilibrar. – O irresponsável aqui é você. Eu só quero meu carro.

– Seu carro? – Rin, que ainda estava sentada no banco, saltou, segurando com as duas mãos no paletó dele. – Seu imbecil materialista! Arriscou nossas vidas por causa de um maldito carro!

Rin o soltou com um empurrão, vendo-o fechar mais o semblante e manter a expressão impassível, não se ofendendo em nada com as palavras dela. Baka! A culpa de ter batido o carro era dele e Sesshoumaru a olhava como se fosse dela! Ela se esticou no carro importado – agora amassado também – para pegar sua bolsa e a mochila colorida e sair do veículo, batendo a porta com violência.

– Pegue-o, é todo seu! – ela falou, revoltada, se afastando dele e entrando no jipe que Sesshoumaru dirigia.

Ela ligou o carro, mas – muito desajeitada – acabou por engano dando ré, tendo que pular rápido do carro que estava para cair em um barranco. Rin olhou o carro escorregar lentamente pelo declive e depois se espatifar no chão cheio de lama, levando as mãos à cabeça, não acreditando no que tinha acabado de fazer.

– Você... – Sesshoumaru falou, apontando para o jipe, quase sem fala e se aproximou de Rin. – Você não pode ter feito isso...

– Foi sem querer e...

– Você sabe o que tinha dentro daquele carro? – ele elevou o tom de voz, perdendo a paciência com ela. – Meus documentos, dinheiro, cartões de crédito, meus papéis e meu laptop! Tudo estava lá! Até as minhas roupas!

– Eu já disse que foi sem querer – Rin falou, chorosa, abaixando a cabeça e apertando a bolsa que estava em uma mão e a mochila na outra e havia conseguido pegar antes de sair do jipe. – Sumimasen, Sesshoumaru.

– Não tem desculpas, sua maluca desastrada! – o tom de voz dele saiu tão exasperado que Rin encolheu-se. Ele sentia uma imensa vontade de circular o pescoço delicado dela com as duas mãos e apertar até descontar todo seu ódio. – Desastrada do jeito que você é, devia ficar trancada em casa!

Rin soltou um soluço, as lágrimas embaçando sua visão e sentiu pingos grossos de chuva de verão começar a cair pesadamente sobre os dois, deixando a camiseta de seu time de basebol esverdeada que usava colada ao seu corpo. Segundos depois, já estava chorando, magoada com a maneira que o rapaz a tratou. Não foi por querer! Será que Sesshoumaru não percebia isso?

– Maravilha! Agora ainda tinha que começar a chover! – Sesshoumaru reclamou, olhando para o céu, com a roupa já toda molhada. Ele fechou os olhos, passando a mão pelo cabelo, balançando a cabeça como se quisesse acordar de um pesadelo. – Isso não pode estar acontecendo... Não comigo...

-o-o-o-

Vinte minutos depois o ônibus que levava os passageiros do aeroporto ao hotel passou pela estrada. Mais que depressa, pediram para o veículo parar e o motorista deu uma carona a eles, que ficaram – Rin de um lado e Sesshoumaru do outro lado da pista, ambos evitando trocarem olhares – esperando a condução desde o acidente com os carros.

Sesshoumaru estava no último lugar do ônibus, os braços cruzados frente ao peito, encarando as costas de Rin sentada no banco frente ao dele com os cabelos longos e negros pingando água. Ele passou a mão pelo rosto, tentando tirar o excesso de água. A chuva só cessou no exato momento que entravam no ônibus, deixando Rin e Sesshoumaru completamente molhados.

O executivo pegou o celular no bolso do paletó molhado e rodou os olhos ao ver que o telefone não funcionava naquele lugar. Ele arqueou uma sobrancelha ao pegar a carteira no bolso e deu um pequeno sorriso. Pelo menos aquela desastrada não acabou com tudo dele. Abriu a carteira, vendo algumas notas de dinheiro, documentos básicos e um cartão de crédito. Não era muito que o que tinha, mas pelo menos poderia passar sua estadia no hotel e resolvesse o resto quando chegasse a Tóquio.

O rapaz estava zangado com Rin e ficou indiferente as lágrimas que a garota derramava enquanto estavam na estrada. Agora ela não chorava mais, porém, estava calada – o que fez Sesshoumaru ficar intrigado. Afinal, desde que conheceu a garota no avião, não a tinha visto calada mais que do alguns poucos segundos.

O rosto de Sesshoumaru suavizou ao ver Rin abaixar a cabeça e ele mexeu-se desconfortável no assento. Será que tinha sido duro demais com ela? Será que devia pedir desculpas?

Sesshoumaru levantou as mãos para tocar no ombro de Rin e perguntar se ela estava bem, e, quem sabe, até pedir desculpas pelas palavras que disse a ela... A mão dele parou a centímetros de Rin quando ela virou o rosto para ele e fez uma careta, mostrando a língua depois.

Os olhos dourados deles ficaram estreitos em sinal de aviso e ele cruzou os braços novamente, olhando para o céu já escuro. Que pedir desculpas nada! Rin tinha realmente merecido cada palavra que dissera a ela. E agora Sesshoumaru estava mais irritado que antes.

Por longos minutos o ônibus seguiu a estrada, parando somente quando chegaram à entrada do hotel. O motorista estacionou a condução e antes que os outros passageiros levantassem, Sesshoumaru desceu.

Sentindo o paletó pesado no corpo de tanta água que tinha, ele o tirou e o jogou na primeira lata de lixo que encontrou. Não ia precisar mesmo do casaco com o calor que estava fazendo no litoral japonês. Cabo Inubo era mais quente que Tóquio.

Ele levantou os olhos para olhar ao seu redor. Realmente, o lugar era muito belo e, o hotel, cinco estrelas, era muito luxuoso, como os que ele estava acostumado a ir quando viajava. Pôde ouvir o som dos pássaros e as ondas batendo na areia e deu um sorriso. Talvez agora as coisas melhorassem e...

– Olá!

As feições de Sesshoumaru se fecharam no instante que Rin o cumprimentou, parecendo muito feliz em finalmente ter chegado à praia. Ele continuou a andar, olhando para um grande letreiro com o nome do hotel com Rin ao seu lado. A menina nem andava, saltitava de tanta alegria.

– E pensar que estávamos vindo o tempo todo para o mesmo lugar... – ela falou, sorrindo, sem nem um pingo de mágoa para com ele. Parecia que nem se lembrava do que Sesshoumaru havia lhe dito depois que o carro desceu o barranco. – Eu nunca ia imaginar isso.

– Onegai... – Sesshoumaru falou. Queria ignorá-la, mas se o fizesse, ela poderia ficar durante horas falando sem parar e o que ele menos queria no momento era isso. Estava precisando de um bom banho e dormir um pouco. – Vá procurar outra pessoa para importunar. O hotel deve estar cheio de pessoas que adorariam ouvi-la, mas eu não sou uma delas.

Acabando de falar, Sesshoumaru afastou-se depressa, querendo logo entrar no hotel. Rin sorriu e foi atrás, não querendo perdê-lo de vista nem por um segundo. Ao notar que estava sendo seguindo, Sesshoumaru virou-se ligeiramente para ela; os olhos dourados estreitos.

– Pare de me seguir – ele falou entre dentes.

– Não seja tão rabugento – ela falou ao lado dele, sorrindo festivamente. – Estamos de férias, então tente relaxar!

Sesshoumaru rodou os olhos e subiu os poucos degraus que o levaria ao hotel. Abriu a porta de vidro com uma das mãos, entrando no hall, com Rin saltitando atrás dele.

Rin olhou o hotel, deixando o queixo cair com o que viu. Tudo era luxuoso: desde o carpete vermelho aos sofás que ficavam no canto. Ela olhou para o teto e até os ventiladores que giravam apressados para refrescar o lugar lhe chamaram a atenção. Um sorriso de satisfação tomou seus lábios. Estava muito feliz de estar no Shikon no Tama.

Ela desviou os olhos e, assim como Sesshoumaru, algo lhe chamou mais sua atenção que o belo hotel: o recepcionista do Shikon no Tama estava desnudo da cintura para cima e isso era tudo o que conseguiam ver, pois o balcão encobria o resto.

– Esse hotel deve ser bem descontraído para permitir que os funcionários trabalhem sem camisa... – Rin falou para si, distraída, olhando depois ao seu redor.

Ela desviou os olhos das paredes bonitas do hotel ao bater nas costas de Sesshoumaru que estancou no lugar que estava, com os olhos dourados arregalados na direção de uma enorme janela aberta. A mesma surpresa estampada no rosto de Sesshoumaru, também estava em Rin quando ela viu o mesmo que ele.

– Aqui é uma praia de nudismo? – Sesshoumaru balbuciou, olhando na piscina algumas pessoas que nadaram alegremente sem os trajes de banho.

– Kami! – Rin levou as mãos à boca, não acreditando no que via.

O executivo Inokuma recuou um passo e deu meia volta, caminhando de volta, apressado, o percurso que fez para chegar até o hall do hotel. Passado a surpresa de Rin, ela foi atrás dele, segurando-o pelo braço quando o alcançou chegando à porta do Shikon no Tama.

– Aonde você vai, Sesshoumaru? – Rin perguntou quando ele parou e se virou para ela.

– Aonde eu vou? – ele quase gritou. – Não parece óbvio?

– Você não está querendo ir embora, né? – Rin perguntou, segurando-o pelo braço.

– Você está muito enganada se pensa que vou ficar em uma colônia de nudismo – ele falou, fuzilando-a com os olhos.

– Não é uma colônia de nudismo, é o Shikon no Tama – Rin falou. – O hotel mais famoso do litoral.

– Ninguém está usando roupas aqui! – ele falou, gesticulando. – Não sei quanto ao recepcionista, mas aquelas pessoas na piscina...

– Ele deve estar usando algo, Sesshoumaru – Rin falou, querendo convencê-lo a ficar.

– Eu vou embora desse lugar agora mesmo – ele falou, irredutível, encarando os olhos castanhos de Rin, que pareciam pedir que ele ficasse.

– E perder suas férias? – ela perguntou.

– Eu nem as queria mesmo – ele deu de ombros, soltando o braço da mão de Rin e voltando a andar.

– Sesshoumaru, você está cansado da viagem – Rin falou, o seguindo. – Aproveite essa noite e durma uma pouco, amanhã bem cedo vamos embora e...

– Você tem razão, eu estou cansado – ele falou, virando-se para ela. – Cansado de vê-la, das suas maluquices e de você ficar me seguindo para todo lugar que vou.

– Eu não estou te seguindo! – ela protestou.

– Então o que está fazendo agora? – ele perguntou, fazendo Rin dar um sorriso sem graça.

– Fique, Sesshoumaru... – ela tentou de novo.

– Não! Vou embora o mais rápido possível.

– E aonde o senhor pretende ir? – Rin colocou a mão na cintura, franzindo a testa.

– Procurar um ônibus que possa me levar embora daqui – ele espiou fora do hotel antes de abrir a porta, para não correr o risco de ver alguém despido.

– Isso não vai ser fácil.

– Não tem problema – depois que viu que não havia ninguém, ele abriu a porta e saiu. – Passarei a noite toda esperando se for necessário.

– Você está tão ansioso assim para ficar longe de mim? – Rin perguntou, fazendo biquinho. Sesshoumaru parou de andar e a encarou. – Está?

– O que você acha?

Rin sentiu as bochechas corarem e o rosto queimar, envergonhada por ser tão desastrada. Mas Sesshoumaru não precisava demonstrar tão veementemente que não queria ficar perto dela. Ela não era tão má companhia assim, era?

Sesshoumaru virou-se e sorriu ao ver o motorista que os trouxe passar a sua frente. Antes que o perdesse de vista, ele o seguiu e o tocou no ombro do homem para chamar a atenção dele.

– O que deseja, senhor? – o homem perguntou.

– Quero que me leve agora para o aeroporto – Sesshoumaru falou, sério. – Ou para algum outro hotel.

– Sinto muito, mas não será possível – ele falou.

– Como não?

– Esse ônibus é fretado pelo hotel Shikon no Tamae vem para cá todas as noites, só voltando para o aeroporto pela manhã – o homem falou, se afastando depois. – Sinto muito.

– Acho que você não tem outra escolha – Rin falou atrás de Sesshoumaru. – A não ser ficar.

– Nem pensar – ele balançou a cabeça, descrente. – Não posso ficar nesse lugar, não com você.

– Você não vai ficar comigo, bobinho – Rin falou, calmamente. – Você tem seu quarto.

– Isso não pode estar acontecendo... – Sesshoumaru falou, recostando-se a uma parede, fechou os olhos e suspirou.

– Vamos lá fazer o registro – Rin falou, passando o braço pelo dele, conduzindo um desolado Sesshoumaru de volta a recepção. – Você vai tomar um banho relaxante, dormir em uma cama confortável e pela amanhã decidirá o que fazer com mais calma.

– Finalmente nós concordamos em alguma coisa – ele falou baixinho, depois de assentir com a cabeça.

– Eu trouxe algo que vai melhorar seu ânimo – Rin falou, dando alguns tapinhas amigáveis no braço dele, sorrindo. – Uma mistura de ervas, bastante eficaz. Costumam fazer maravilhas com nosso organismo em dias estressantes como hoje.

Sesshoumaru respirou fundo. Ia tomar um bom banho e dormir, esperaria até o dia amanhecer e iria embora para Tóquio. Ele estreitou os olhos de maneira assassina, pensando nas pessoas que o colocaram naquela maldita encrenca. Pelo jeito teria menos dias para decidir de qual maneira cruel e impiedosa tiraria a vida de Naraku e Suikotsu...

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Notas da autora – Minna-san! Aqui está mais um capítulo dessa fic. Espero que gostem e comentem o que acharam, ok?

Agradeço aos reviews do capítulo passado de Shampoo-chan (Dessa vez você foi à primeira /o/), Srta. Kinomoto (Hai!), Cath Black (Não demorei tanto assim, né?), Jéssy Helsing (Acho – não é certeza – que terá um pouco de Kagome e Inu, Sango e Miroku), Raissinha (Obrigada! Ah! Semana que vem eu atualizo "Ensina-me a amar" /o!), Jenny-Ci (Obrigada!), Rin-chan (Fofinha!), Pami-chan (Aqui está o capítulo 3!), Louise (Desculpe-me a demora!), Tamires (Quem bom que fiz sua curiosidade aumentar /o/), MitZrael Girl (XD), Kagome Shinomori (Semana que vem tem atualização de "Ensina-me a amar"), Midori Miura (Obrigada por comentar!), Mock-kun (Priminho querido!), Megumi (Pelo jeito você é bem parecida com a Rin XD), Lu-Hiei-Harumi (Fico muito feliz que tenha gostado!), Akima Yuki (Depois desse capítulo você não vai mais dizer que a Rin não é tão desastrada XD) e Angel-san (Que bom que gostou!). Muito obrigada por vocês lerem minha fanfic e ainda comentarem!

Até o próximo capítulo :-D

Kisus no Lis-sama
Ja mata ne