Disclamair: A série Crepúsculo não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso. Se isso fosse meu, Jacob Black nunca teria sido um imbecil completo ou pelo menos Bella não teria sido tão absurdamente complacente com o cachorro sarnento.
OBS: Multiplos POV's. Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.
Sinopse: Bella é um imã para problemas, fato. Agora que Edward a deixou ela se mete em um que vai levar sua vida a mudar completamente.
CAP 03 -
Forks, 05 de Outubro de 2005.
Deixei Bella em casa e fui para o trabalho. Ficar longe do garoto Cullen estava mais difícil para ela do que imaginei. Achei que eles terminarem para não sofrer com uma relação de longa distância tinha sido o melhor, mas vendo minha filha se desmanchar em lágrimas e tristeza tinha sido insuportável.
Não aguentando mais, acabei ligando para o telefone que o Dr. Cullen deixou no hospital para emergências. A esposa dele atendeu e confirmou que o próprio garoto, Edward, não estava muito bem e que eles estavam seriamente pensando em voltar se a situação não melhorasse. O dia no trabalho tinha sido mortalmente tranquilo embora a sensação de angustia não passasse. Liguei para casa mas o telefone só dava sinal de ocupado, liguei uma e outra vez e nada.
O telefone da delegacia chamou e atendi antes de sair de casa para verificar Bells.
"Alô, Chefe Swan, é Esme Cullen. Eu estava no telefone com Bella e ela simplesmente parou de falar, ouvi vidro quebrando e gritos no lado dela..." frio subiu pela minha espinha e desliguei o telefone, dirigi a viatura tão rápido quanto possível com a sirene ligada e cheguei em minha casa.
Medo gelou meu corpo quando vi a porta arrombada. A janela da sala estava quebrada para o lado de dentro e a porta dos fundos também estava quebrada. Uma emboscada de três lados para não permitir fuga. Ouvi passos atrás de mim seguida da voz do meu Vice-Steve e Jason, o novato.
"Bella!" gritei andando pela casa.
O telefone estava quebrado, assim como panelas no chão. Minha menina lutou ferozmente. Subi as escadas correndo e entrei em cada cômodo da casa, verifiquei cada possível esconderijo, até mesmo o sótão esquecido. Nada. Minha filha tinha sido levada. Mas porque?
"Chefe!" Ouvi o novato chamar e desci correndo. Ele apontou para a parede dos fundos.
Uma folha de papel estava esfaqueado na madeira antiga.
Linda Flor escondida na penumbra;
Recolhida para mim;
Se despeça das lembranças;
Pois sua vida chegará ao fim;
As flores precisam morrer para outra nascer;
TIC-TAC-TIC-TAC
O tempo não para;
Será que ela será como as outras?
Ninguém me deu uma corrida para levar minhas flores de mim;
Eu as levei tão fácil, você também vai me deixar com essa?
TIC-TAC-TIC-TAC
Olhei para o papel. Alguém tinha sequestrado minha filha para uma espécie de jogo sádico. Bem isso não ficaria assim. Steve e Jason voltaram para a delegacia e chamaram o reforço de Tacoma e Olímpia. Ao que parecia, isso já tinha acontecido com outras meninas, eu precisava achar Isabella, e ver se conseguia achar mais alguém.
B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E-B/E
Chicago, Junho de 1916.
Olhei para as teclas do piano e respirei fundo. Meus dedos doíam de tanto serem batidos com vara do professor Tonson, era frustrante não conseguir passar além do mesmo ponto. Minha mãe havia me permitido o resto do dia para jogar na praça com outros garotos como presente de aniversário pelos meus quinze anos. Sra. Merlow, nossa governanta, estava de olho em mim, enquanto minha mãe conversava com outras senhoras e algumas meninas.
Era irritante a forma como as meninas riam e lançavam olhares em minha direção e dos meus amigos. Garotas eram estranhas. Vi alguns caminhões darem a volta na praça em direção ao casarão recém construído na rua mais próxima a praça. Era um palacete que faziam muitas senhoras suspirarem, até mesmo minha mãe havia elogiado a arquitetura do lugar e os magníficos jardins. Meu pai havia comentado sobre alguns amigos já estarem de olho na família que se mudaria, para possíveis acordos de negócios.
O vento ficou um pouco mais forte e em questão de minutos, o céu ficou nublado. Meus amigos e eu paramos nosso jogo de bola e nos dirigimos até nossas mães. Novamente, fomos alvo de risinhos e olhadelas, irritante de fato. Foi quando os três elegantes Rolls Royce, um modelo 40/50 Silver Ghost lançado ano passado e dois Silver Ghost 1909 passaram enfileirados, meus olhos, assim como cabeça, ombro e todo corpo seguiu o trajeto das belas máquinas. Ouvi meus amigos assobiarem ao meu lado.
Os carros entraram pelos portões do casarão e sumiram das nossas vistas tão rápido como em um sonho; Mais tarde no jantar ouvi minha mãe comentando sobre a mudança dos novos vizinhos com meu pai. Ele me lançou um olhar que dizia claramente que ainda essa semana eu estaria indo visitar os novos moradores com minha mãe.
No entanto, não foi preciso esperar muito. Dois dias haviam passado e minha mãe me tirou da minha aula de latim para fazer a visita. Nossa cozinheira, senhora Madson, tinha feito um bolo de frutas e uma torta de maçã para os novos vizinhos. Tive que vestir minha melhor veste, não que houvesse muita diferença entre elas, e esperei minha mãe descer. Sorri para quando a vi, ela era realmente a mais bela das mulheres que Chicago já viu, seu cabelo vermelho intenso era único em um mar de loiros e negros.
Abri a porta do carro para ela e subi no banco da direção. Eu amava quando meu pai me permitia dirigir o automóvel. Parei frente a calçada da família Cullen, esse era o nome deles segundo minha mãe havia se informado, e a ajudei a descer com a cesta de alimentos. Toquei um sinete que pendia no portão e uma senhora de idade veio atender.
"Pois não?" a mulher perguntou se aproximando.
"Somos os Masen, viemos dar as boas vindas a nossa vizinhança." Minha mãe informou entregando três cartões de visitas, dois dela, sendo um para o senhor e outro para a senhora da casa e um meu para o senhor da casa.
"Agradeço, por gentileza, a senhora Cullen gosta de receber pessoalmente os novos vizinhos" a mulher abriu o portão e nos deixou entrar. Isso era incomum, geralmente as criadas apenas recebem os cartões e dizem que vão avisar. "Por favor, deixem-me levar." ela pediu a cesta.
"Obrigada, trouxe um bolo de frutas e uma torta de maçã." minha mãe disse enquanto entravamos na casa. O som de gritos divertidos podiam ser ouvidos vindo do outro lado da casa seguidos de risos.
"Por aqui" a governanta nos guiou até a sala de visitas.
O lugar era claro e arejado. Os móveis brilhavam de limpo e o cheiro de flores permeava o ar. A cadeira de espera era muito mais confortável do que parecia, todo o local demonstrava riqueza e bom gosto, mas sem ser opulento e confuso como na casa dos Norley, um sócio de meu pai que tentava jogar sua filha sem qualquer inteligência para cima de mim. O que mais me chamou a atenção foi o piano de calda estabelecido em um canto mais afastado, de frente para uma grande janela com vista para o jardim lateral.
Passos suaves soaram seguidos de sons de passos apressados que pareciam estar subindo as escadas.
"Olá, sejam bem vindos a minha casa." Uma jovem mulher, não mais do que vinte anos, apareceu pela mesma porta que viemos. Eu e minha mãe nos levantamos.
Ela tinha o rosto suave e maternal em forma de coração. Os cabelos cor de mel, combinavam com seus olhos castanhos claro. Sua pele clara estava levemente rosada, como se perdendo lentamente o rubor da vergonha. O sorriso certamente não era envergonhado, mas convidativo e sereno.
"Obrigada por nos receber, senhora Cullen." minha mãe disse com um aceno de cabeça.
"Eu que agradeço por vir dar as boas vindas, senhora Masen, a maioria das senhoras apenas mandou seus criados com um bolo e os cartões." Sra. Cullen disse dando um aceno de mão. "Mas por favor, me chame de Esme."
"Então me chame de Elizabeth." ouvi o sorriso na voz da minha mãe. "Este é meu filho, Edward Masen Jr." acenei brevemente para a senhora, ela sorriu suave, me olhando da mesma forma que minha mãe me olhava quando me ouvia tocar sua peça favorita.
Elas conversaram sobre amenidades e embora eu achasse que a senhora Cullen tivesse mais inteligência do que muito homem que já ouvi, algo parecia puxar minha atenção para as outras partes da casa. Passos foram ouvidos e logo a governanta chegou com uma bandeja com chá, duas outras meninas seguiram logo atrás trazendo o bolo e torta que trouxemos.
"Obrigada pelo chá, Sra. Keller. " ela agradeceu a governanta que saiu não antes de dar uma boa olhada nas meninas que reviraram os olhos divertidas quando a mulher saiu. "Por favor, essas são Alice e Isabella, irmãs do meu esposo" a senhora Cullen nos apresentou as meninas que colocaram os alimentos perto do chá.
"É um gosto conhecê-las senhoritas." minha mãe disse e eu acenei a cabeça levemente na direção delas. Eu quase podia ouvir os pensamentos da minha mãe, que talvez eu fizesse um bom jogo com uma delas.
"É um belo piano que a senhora tem aqui, senhora Cullen." comentei aceitando a xícara de chá que a menina chamada Alice ofereceu.
"É de Isabella." ela disse, a menina corou murmurando algo e abaixando os olhos, a irmã dela riu divertida.
"Meu filho Edward também toca piano." minha mãe se gabou.
"Talvez, você possa me indicar seu professor. Isabella está tentando melhorar com as poucas lições que meu esposo lhe dá quando tem tempo. Seu último professor não foi muito bem." Esme Cullen disse e riu suavemente com diversão em seus olhos, Isabella corou um pouco mais intensa e Alice Cullen colocou a mão na boca tentando parar uma gargalhada.
"Se importa em dizer o que houve?" perguntei intrigado antes que pudesse me controlar, eu podia claramente sentir a desaprovação de minha mãe. Mas parecia que algo hilariante tinha ocorrido devido o piano e minha curiosidade simplesmente levou o melhor de mim.
Isabella Cullen finalmente me olhou diretamente. Foi como bater com toda força em uma parede. Senti meu ar faltar quando nossos olhos se encontraram. Seu rosto em forma de coração estava emoldurado por alguns fios castanhos que desciam em ondas suaves e terminavam em cachos delicados na altura do queixo. Seus olhos eram grandes e de um castanho profundo como o chocolate, me olhavam com força e sentimentos que nunca vi antes, a pele estava corada, claramente de vergonha pela atenção, mas ainda parecia incrivelmente frágil e sedosa.
Isabella Cullen era linda, pensei tentando lembrar de como respirar, meu coração certamente lembrava de como batia pois agora estava acelerado. Ela usava um vestido azul claro com um cinto de fita cingindo a cintura, a cor combinava com a fita que prendia seus cabelos em um coque alto com pequenas frésias brancas.
"Ele bateu nos dedos dela com uma vara." Sra. Cullen disse e riu novamente. "Em resposta, Isabela quebrou a dita vara na cabeça do bom homem, Sr. Cullen, meu esposo, teve que cuidar do ferimento."
"Mas não sem antes dispensar seus serviços por agredir minha irmã." a voz gentil e ao mesmo tempo forte soou e em seguida um homem de cabelos loiros claros e olhos em incomum tom de dourado entrou na sala. "Peço perdão pela minha demora. Estava tentando resolver alguns problemas pelo telefone, para não ter que viajar."
"Sem problema algum." minha mãe disse em tom deslumbrado, a olhei e a vi parecendo... encantada com o homem a nossa frente.
Doutor Cullen olhou para as suas irmãs e sorriu orgulhoso, ele ficou para conversar um pouco conosco. Inesperadamente me vi ansioso para conhecer mais da menina com olhos de chocolate. Minha mãe deve ter notado algo, pois começou a conversa mais com as meninas, foram realmente educadas respondendo algumas perguntas de minha mãe, enquanto eu tinha metade de meus pensamentos em minha conversa com .
Descobrimos que Alice estava comprometida, mas seu pretendente estava na guerra. Eu o invejei. Eu não via a hora de completar dezoito anos para ir ajudar no combate. Eu ouvi com cuidado as respostas de Isabella sobre seus interesses e pensamentos, embora ela parecia pensar muito bem antes de responder, o que me fazia pensar se ela estava realmente dizendo o que pensava ou o que achava que queríamos ouvir.
Em nenhum momento ela olhou novamente para mim mais do que alguns breves segundos, bem diferente das meninas com que cresci a minha volta. A volta para a casa com minha mãe foi silenciosa. Nosso jantar deve ter passado da mesma forma, eu não sei, minha mente estava totalmente voltado para os belos olhos castanhos chocolate de Isabella Cullen.
"Edward." a voz de meu pai soou irritada, olhei para cima atordoado.
"Desculpe, meu pai, o que disse?" perguntei confuso.
"Perguntei sobre os Cullen." Ele ergueu uma das sobrancelhas.
"Me pareceram uma jovem família muito respeitável e incomum." eu disse com cuidado.
"Incomum?" ele perguntou e olhou para minha mãe.
Ela derramou sobre a visita nos Cullen e sobre as atitudes da senhora e senhoritas Cullen e quão incomumente instruídas elas eram. Me retirei para meu quarto e abri a janela, da minha varanda eu podia ver as luzes acessas onde acreditava ser o casarão Cullen. Eu realmente não sei o que se passou em minha mente, mas eu simplesmente saí do meu quarto e me esgueirei pela porta dos fundos. Saí correndo apenas deixando minhas pernas me levarem. Eu realmente não devia estar surpreso quando me vi nos portões da casa Cullen. Com cuidado, pulei um dos portões e -escondido pelas sombras- dei a volta observando as janelas, meu coração saltou uma batida quando a vi. Ela estava na varanda do que imaginei ser seu quarto apoiada na mureta e olhando o céu.
Vi quando a irmã dela se aproximou e disse algo que a fez sorrir triste. Isabella passou a mão no rosto da outra meninas e sorriu um pouco mais feliz. Alice Cullen falou algo mais e Isabella acenou. Ambas saíram da minha linha de visão. Reprimi a vontade de dar uma nova volta na casa, estava quase pulando novamente o portão quando vi a lâmpada de uma sala nos fundos ascender, me escondi um pouco mais nas sombras e observei quando elas ligaram um gramofone e começaram a tocar um disco de música que eu nunca tinha ouvido antes, mas era realmente alegre e divertida. A senhora Cullen sentou no chão rindo quando as duas mais jovens começaram a dançar pela sala.
A lua estava realmente alta quando Esme declarou fim do baile particular e desligou o gramofone. A senhora Cullen deixou a sala e as duas mais jovens para trás, observei quando elas simplesmente se deitaram no chão e olharam para o teto. Elas conversaram mais um pouco e por fim apenas ficaram abraçadas enquanto Alice deixava Isabella chorar em seu ombro.
N.A: Olá queridos e queridas! Espero que tenham gostado desse cap, mas para eu saber se ela está agradando eu preciso de reviews, ok? Bjs a todos e até o próximo cap.
Caterine Isabelle: Olá! Que bom que está gostando da fic! Sim, o vampiro virou cinzas, sem Volturis por enquanto. XD . Ed e Bells apareceram! Espero mais coments no futuro. BJ.
