Capítulo Anterior
Sentei-me ao lado de minha mãe e apertei sua mão com força enquanto observava a paisagem pela janela...enquanto observava minha casa se distanciar cada vez mais da minha vista.
Deixar minha mãe naquela casa estranha, com uma enfermeira qualquer foi o mais difícil. Contive-me para dar um "até logo" sorridente para ela.
Então o carro parou em frente ao lugar que seria meu novo lar. Um antro que teria que chamar de lar apartir daquele instante. Um antro que significaria minha perdição.
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N/A: Aeeeeew! Meu teste de matemática finalmente...ACABOU! Para minha alegria e felicidade eu tenho tempo para perder meu tempo escrevendo o resto de minha fic e vendo coisinhas no meu computador! XD
KanKun: Oi maninho! Nunca mais deu sinal de vida no msn não é? Deixaste-me triste com sua atitude sabia? Mas agradeço por ter vindo aqui e comentado na minha humilde e singela fic! Mas, só focando aqui EU NÃO SOU ESSE EXAGERO DE CRUELDADE! Ok...ok eu exagerei um pouco XD, mas mesmo assim eu te adoro maninho e acompanhe as emoções da minha fic, certo?
Yume and Raito: Ah que bom que você ta gostando da minha fic! To realmente feliz com a sua review! E espero sinceramente que continue acompanhando ta?
Beijinho pra você!
Para os leitores da minha fic eu só queria dizer que não faço pressão para receber reviews (quer dizer, só um pouquinho! XD). Ah gente, eu também não sou santa não! ò.ó
Bem, mas eu não sou tão cruel como dizem! Ta, eu sei que a pobre, coitadinha, ingênua e lesada Tohru está sendo até agora "a sofredora" da minha fic, mas isso é só momentâneo. Muitas coisas ainda vão acontecer para a felicidade da nossa protagonista! Então leiam e confiram por si próprios!
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A Marca da Morte
Capítulo 3 – O Começo de uma Nova Vida
Pude sentir os olhares daquelas garotas em mim, abaixei minha cabeça e meu rosto começou a ficar em um tom avermelhado.
"Bem vinda!"
"Ah hu-hum obrigada".
A garota a minha frente sorriu de maneira sincera. Ela parecia jovem, um pouco mais velha do que eu, porém seu rosto era angelical.
"Chamo-me Kana e você?"
"Tohru..."
"Então, podemos ser amigas?"
"S-Sim".
Ela sorriu e apontou para a minha mala que estava esquecida no chão.
"Vem eu te mostro o seu quarto, certo?"
"T-Ta".
"Não precisa ficar nervosa assim". – Ela esboçou um sorriso meio triste enquanto carregava a mala levando-a por sobre a escada - "Você também é vítima do Akito?"
"Vítima?"
"Ele fez algum tipo de chantagem para te ter como...prostituta?"
"Bem, de certa forma sim".
Comecei a lembrar do dia em que o vi pela primeira vez e de novo senti um incomodo arrepio em minha espinha.
"Eu sabia". – Ela suspirou e se pôs a seguir o corredor comprido e cheio de portas.
"E você?"
"Eu? Eu o que?"
"É vítima do senhor Sohma?"
"Praticamente todas nós somos, mas respondendo sua pergunta...eu sou vítima do Akito também".
"E-Eu sinto muito".
Eu pude sentir ela abafar um riso enquanto parava em frente a uma das portas imponentes daquele corredor.
"Eu falei para não ficar com vergonha comigo não foi? Mas, ah sim...esse é seu quarto".
Quando a maçaneta girou e a porta se abriu meus olhos se arregalaram instantaneamente.
"E-Esse é meu quarto? Não pode ser!"
"Sim esse é seu quarto, mas não se preocupe eu também fiquei assim quando cheguei aqui. Mas agora tudo o que eu quero é sair dele".
Eu foquei meus olhos nela e pude sentir a tristeza que emanava daquele corpo, daquele sorriso forçado.
"Bem, vou deixar você sozinha."
"Ah sim quase esqueci". - Ela disse sorrindo e se virando pra mim – "Quando anoitecer eu venho te buscar, mas não se preocupe que como hoje é seu primeiro dia eu te ajudarei".
Meu sorriso desapareceu, meu rosto empalideceu e a angustia tomou conta novamente do meu coração. Pensar que teria de vender-me por dinheiro. Meu corpo ser tocado por um homem desconhecido.
"Não fique assim". – Ela disse sorridente e feliz – "Você pode encontrar o homem de sua vida aqui. Pelo menos eu encontrei".
"Hum?"
Ela ficou vermelha e seus olhos começaram a brilhar feitos dois pequenos diamantes preciosos.
"Bem, há um tempo atrás eu era tão infeliz que eu não agüentava mais viver. Por mais que minha família dependesse de mim eu realmente não conseguia, era mais forte do que eu." – Ela suspirou –"Resumindo, eu tentei me matar".
"O-O QUE?"
"Mas se eu não tivesse tentado contra minha vida eu não teria descoberto a alegria de continuar respirando".
Ela caminhou um pouco e se posicionou em frente à janela enquanto seus olhos se perdiam no sol que se escondia transparecendo lindas cores que se estendiam pelo céu.
"Quando eu estava quase morrendo, um médico cuidou de mim. Ele era tão cuidadoso e não ligou pelo fato de eu ser uma...prostituta. Com o tempo, por mais que as visitas de Akito me deixassem nervosas, ele me acalmava, me acalentava e o inevitável acabou acontecendo. Eu me apaixonei".
"Mas..."
"Eu sei, uma prostituta jamais deve se apaixonar, mas o que quer que eu faça? Eu não consegui reprimir esse sentimento, ele crescia cada vez mais dentro de mim e parecia um vulcão preste a explodir a qualquer momento".
Suas mãos deslizaram pela janela tocando o vidro frio, como se quisessem poder sentir aquelas cores em seu corpo, aqueles últimos raios de sol.
"Ele era viúvo. Seus olhos eram tristes e melancólicos...de certa forma como os meus. Então eu acho que era por isso que não me julgava como os outros médicos e ao invés disso tentava me fazer encontrar um sentido para a minha vida perdida".
Prestava o máximo de atenção enquanto meu rosto se perdia em direção ao sol que se escondia tristemente no horizonte indicando o fim de um outro dia.
Flashback
"Doutor, você sabe o que acontece quando a neve derrete?"
Ele me olhou confuso enquanto seguia para ver minha pulsação
"Vira água, certo?"
"Errado! Quer dizer que a primavera chegou!"
"Mas o quê?"
Eu sorria enquanto me sentava na cama hospitalar para olhar seu rosto diretamente. Foi então que percebi ele sentar-se ao meu lado e segurar meu rosto entre suas mãos.
"Você é muita estranha sabia? Mas foi logo você que me trouxe novamente sentido".
"Doutor..."
Eu estava vermelha e quente, parecia que estava com febre de tanto calor que sentia. Meus olhos estavam se fechando e inconscientemente meus lábios se prepararam para um beijo.
"Kana..."
Eu podia sentir ele sussurrando em meu ouvido, seu rosto se aproximava do meu. De repente nossos lábios se tocaram de maneira suave e depois se aprofundou lentamente.
Fim do Flashback
Ela virou-se de maneira abrupta e sorriu-me enquanto lágrimas de felicidade inundavam seu rosto.
"Quem sabe você também não encontre sua salvação Tohru".
Eu devolvi-lhe o sorriso tristemente.
"Não senhorita Kana. Minha mãe depende de mim e conseqüentemente eu dependo do senhor Sohma." – Olhei para ela seriamente, meu sorriso morrendo dando lugar a uma séria expressão- "Por quê o homem por quem está apaixonada não lhe tira dessa vida?"
Ela olhou-me como se compreendesse a minha pergunta, porém sua expressão de felicidade não estava nem um pouco alterada.
"Assim como você, minha vida está atrelada a Akito. E, além disso, temo que se eu fugir uma possível desgraça aconteça".
Ela deu uma pequena pausa enquanto seus olhos adquiriam um brilho de temor.
"Ele tentou fazer-me mudar de idéia. Tentou fazer-me fugir para depois encontra-lo, porém eu não tenho coragem...eu tenho medo...muito medo".
Lágrimas desciam abundante de seu rosto e aquela expressão a pouco de alegria parecia que havia morrido e desaparecido completamente.
Eu a abracei enquanto sentia suas lágrimas molharem a alça de minha blusa. Nada disse e ficamos assim durante um tempo até sentir seu rosto secar.
"Desculpe-me, não é do meu feitio chorar desse jeito. Mal nos conhecemos e provavelmente dei uma má impressão de minha pessoa".
"Imagina. Somos amigas agora não é?"
Ela sorriu enquanto limpava uma lágrima que ainda descia por seu rosto avermelhado.
"Claro! Mas agora deixarei você mais à vontade. Deve estar cansada da mudança tão repentina".
Ela deu meia volta se despedindo dando leves acenos com sua mão.
Ouvi a porta bater e aquele quarto antes tão encantador aos meus olhos, se transformou em um lugar frio, sem vida, um lugar triste.
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"Bem vindos primos ao seu novo lar".
Akito sorria cinicamente dando as boas vindas a três jovens que saiam da limusine preta.
"Hunf! Não venha com seu sarcasmo Akito! Você não me engana".
O garoto de cabelos laranjas desafiava Akito com os olhos sem transparecer nenhum tipo de medo.
"Kyou-kun pare com isso, por favor!"
A jovem garota de cabelos negros, Kagura Sohma, segurava o braço de seu irmão tentando faze-lo se controlar.
"Kagura...quanto tempo. Estais muito linda e pelo visto cresceu bastante. Quantos anos tens agora?"
A jovem enrubesceu com o elogio abaixando levemente a cabeça.
"E-Eu tenho 15".
"É a idade perfeita para..."
O garoto de cabelos prateados que estava até aquele instante calado se posicionou rapidamente segurando, dessa forma, a gola da camisa de Akito.
"Não tente fazer nada com a minha irmã".
Sua voz, apesar de baixa, era incrivelmente ameaçadora.
"Yuki! Também senti sua falta".
Akito utilizara mais uma vez de seu sarcasmo enquanto dava mais um de seus sorrisos forçados.
Neste instante Shigure apareceu no alto da escada e vendo o quão difícil a situação estava, desceu o mais rápido que pôde afastando Yuki de Akito.
"Parem já com isso vocês dois! Surpreende-me com esse seu ato Yuki".
Yuki virou a cabeça com o comentário de seu primo e nada proferiu.
"Esta ratazana sempre acaba chamando atenção!"
"O que disse idiota?"
"Parem vocês dois!"
Kagura já alterada segurou os dois chorando. As lágrimas deslizando por aquele rosto.
Yuki e Kyou pararam instantaneamente, indo cada um para lados distintos.
"Agora que os ânimos se acalmaram entre todos lhes mostrarei seus quartos".
Shigure suspirou imensamente mais aliviado enquanto era seguido pelos três irmãos.
A sala foi deixada só, apenas Akito se encontrava nela. Seu rosto desfigurado pelo ódio faria qualquer um estremecer de medo.
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"Por quê há tantas garotas aqui?"- Kagura, com sua inocência ainda de menina, sussurrava para seu irmão de maneira que apenas ele a ouvisse.
"Oras Kagura você não sabia? Então por quê acha que estamos, eu e a ratazana, tão irados com Akito?"
"Eu sinceramente não faço idéia".
Kyou suspirou levemente pondo uma de suas mãos sobre sua cabeça pedindo mentalmente paciência para com sua irmã.
"Isto aqui é um bordel minha irmã".
A jovem não conteve sua surpresa, soltando um pequeno grito estridente que foi abafado por uma mão.
"Shhh! Quieta! Quer que todos nos ouçam?"
"Mas onii-san (1) eu não entendo mais nada! Como o juiz nos deixou ficar com Akito?"
"Ainda perguntas o por quê? Akito tem influências, é poderoso".
"Aquele monstro!"
"Sim e com certeza ele nos quer apenas por causa da nossa fortuna!"
"Então, o que faremos?"
"Vou pensar em algo".
Yuki que estava atrás dos dois prestava atenção a cada palavra proferida.
"Você pensar em algo? Estamos mesmo perdidos!"
"O que quer dizer com isso ratazana?"
"Chegamos a um dos quartos".- Shigure os interrompeu enquanto postava-se em frente a uma imponente porta de madeira.
A porta fora empurrada levemente fazendo transparecer todo o esplendor do quarto salmão.
"Esse quarto vai ser perfeito para a ratazana. Rosinha..."
Dizendo isso, Yuki acabou por dar um soco possante no rosto de Kyou que com o impacto caiu a alguns metros adentro do quarto.
"Repete o que disse e veras o que acontece".
"Ei calma vocês dois. Esse quarto vai ser meu". – Kagura disse abafando um pequeno riso e carregando sua mala pondo esta em cima da cama.
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Estava deitada quando ouvi leves batidas em minha porta. Levantei trôpega enquanto me direcionava indo atender a porta.
"Tohru, vim te buscar".
Arregalei meus olhos. No fundo sabia que não estava preparada para aquele tipo de situação.
"Espere um momento Kana eu já volto, sim?"
Vesti uma roupa simples e coloquei apenas um lápis em meus olhos como maquiagem.
Sai do meu quarto com um medo imenso instalado dentro de mim.
A partir daquele momento eu jamais seria a mesma.
Desci as escadas vendo o inferno abaixo de meus pés e eu nada poderia fazer a não ser continuar aquele caminho.
Por um breve momento senti uma pontada de inveja da Kana que estava inteiramente radiante, pois todos os dias o homem que ela tanto amava vinha a sua procura.
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"Yuki, Kyou eu os chamei aqui com o intuito de dizer-lhes que poderás escolher durante esta noite qualquer mulher deste bordel. Como boas vindas à chegada de vocês".
Os dois rapazes estavam com a expressão de inteira surpresa, mas mesmo assim nada proferiam.
"Bem, como o Yuki é o mais velho creio que este escolherá primeiro".
"Mas por quê? Só pelo fato dele ser mais velho?" – Kyou bufava de raiva enquanto dava pequenos passos a mais em direção a Akito. – "Esta ratazana sempre tem tudo!"
Yuki nada disse e ao invés do esperado manteve uma expressão distante.
Akito, assim como Yuki, nada proferiu e o silêncio invadiu aquela sala tão mórbida.
"Como nada mais tenho a dizer-lhes, quero que se retirem e divirtam-se".
Os dois jovens nada disseram e saíram batendo de leve a porta.
"Ratazana, não acha estranho o Akito nos bajulando?"
"Sim, também acho. Mas nada podemos fazer a não ser esperar".
"E em relação ao fato de podermos escolher qualquer mulher?"
"Não me pergunte, mas não poderemos recusar. Akito é perigoso e sabes muito bem disso".
"Ele nada poderá fazer conosco. Somos as galinhas de ovos de ouro dele". – Kyou disse apertando os pulsos como forma de demonstrar sua raiva.
"Mas já o irritamos por demais hoje. E eu temo por Kagura. Não sei você, mas tenho medo de que ele a use como...você sabe".
"Ele não pode!"
"Infelizmente sim, ele pode".
Os dois se silenciaram e começaram a andar em direção à escada fazendo um trajeto que saberiam não haver mais volta.
Continua...
Será que o Yuki e o Kyou irão se encontrar com a Tohru? O que acontecerá se isso acontecer? Poderá os dois irmãos brigar por ela? E como será que a Tohru vai reagir quando descobrir que os três irmãos que convivem com ela são de sua escola?
Leiam o próximo capítulo e descubram! XD
Ah sim no capítulo 4 o assassino fará a sua primeira aparição, então não percam!
P.S: Nesta fic o Yuki tem 18 anos, mas quero que saibam que a maioridade para se ter total autonomia no Japão é 21 anos. Por isso o Yuki, assim como seus irmãos dependem do Akito.
Onii-san: Irmão mais velho.
