Tempo corrido pra atualizar a fic aqui, mas já que comecei... vou até o fim xD Espero que gostem e saiam da moita!
Capítulo Dois – Verdes Esmeraldas
- Merda – esbravejei, me levantando.
Se eu não tivesse sonhado com aquele cara mais uma vez, teria acordado mais cedo. Mas parecia impossível. Eu o havia visto há quatro dias, e desde então não conseguia tirar seu rosto de minha mente.
Mas que merda.
E agora, eu estava atrasada, para meu primeiro dia de trabalho. Eu iria trabalhar em um café qualquer no centro de Paris, mas estava animada. Para alguns, apenas mais um emprego. Para mim, o emprego perfeito. Não seria aquela coisa chata, parada e monótona. Sempre apareceriam pessoas novas, com novas atividades.
O emprego perfeito para mim.
Tudo bem que meus pais não investiram mais de oito mil dólares em uma escola particular, para que eu acabasse em um café, mas eu me recusava a aceitar qualquer ajuda deles em relação em uma possível faculdade.
Eu não era o tipo de garota que ficaria minha vida inteira presa a uma profissão. Eu gostava de coisas novas.
Balancei a cabeça e procurei ir até o banheiro. Suspirei, vendo algumas peças íntimas, penduradas em um varal improvisado que eu havia feito ali e retirei minhas roupas, jogando-as em um canto qualquer do banheiro.
Olhei para minha banheira, e choraminguei, sabendo que eu não poderia tomar um banho relaxante ali.
- Mais tarde – sussurrei, sorrindo e entrando debaixo da ducha mesmo.
Tomei um banho rápido, e corri de volta para o quarto. Abri meu guarda roupa, e bufei, notando que meus jeans não estavam ali. Ok, talvez estivessem, mas com aquela bagunça, eu nunca os acharia. Joguei as roupas para fora do local, e, ainda assim, não os achei. Revirei os olhos e vesti uma calcinha de algodão rosa, e coloquei depois um sutiã azul. E daí que não eram do mesmo conjunto? Ninguém os veria mesmo.
Vesti minha blusa baby look de malha branca, correndo em seguida para a cozinha. Mordi o lábio, lembrando que eu havia colocado a calça atrás da geladeira. Era errado, eu sabia. Mas era a única forma de tê-la seca até hoje, já que eu havia os lavado ontem à noite. Rapidamente a vesti, pegando um pedaço da pizza que sobrara da noite passada, e voltei para o quarto.
Calcei meus inseparáveis All Star, indo para o banheiro logo em seguida e escovando os dentes. Olhei para meu cabelo, e fiz uma careta. Ele estava uma bagunça.
Se eu o penteasse, ficaria muito estranho e parecendo uma chapinha mal feita. Por isso, decidi apenas amarrá-los em um rabo de cavalo alto. Passei um gloss leve, apenas para que minha boca não ressecasse e voltei para o quarto. Joguei todas as roupas de volta no guarda roupa, e peguei um casaco.
Fui até a sala e peguei minha bolsa, que estava jogada em cima do sofá e saí do meu apartamento. Eu morava no subúrbio de Paris, mas não me importava. Meu apartamento não era lá grandes coisas, mas era perfeito para alguém como eu.
Simples.
Havia uma sala de televisão, que era conjunta com a sala de jantar. Uma pequena lavanderia que ficava ao lado da cozinha, um banheiro, dois quartos, sendo que um – o meu – havia suíte. E por fim, uma sala que eu usava como meu ateliê particular.
Não que eu fosse uma artista, longe disso, mas eu amava criar esculturas. Às vezes saía algo que prestava, e eu vendia para alguma galeria. Apesar de que, eu não morava aqui em Paris há muito tempo, estava aqui há apenas um ano.
Antes de começar esse emprego no café, eu trabalhava em um hotel, como recepcionista. Mas com o tempo eu fui me cansando. Eu adorava conhecer pessoas novas, apesar de ser extremamente tímida, mas chega um ponto que você se cansa do ambiente, e sentia a necessidade de mudar.
E era isso que havia me feito largar aquele emprego. A necessidade de trabalhar em um novo ambiente, com novas pessoas e novas tarefas.
Minha mãe me chamava de louca. Quem, em sã consciência, sairia de Los Angeles, indo para Paris, apenas por ter a necessidade de conhecer gente nova. Mas eu estava me adaptando bem, na verdade, muito bem. O fato de eu ter tido aulas de francês durante toda a minha vida escolar, ajudava muito bem também. Eu quase não tinha mais o sotaque americano.
Cheguei a esquina de minha rua, e chamei um táxi, pedindo que ele me levasse até o Juliet Hale Café. Pouco mais de vinte e cinco minutos depois, já estávamos parados em frente ao local. Tirei o dinheiro de minha bolsa e o entreguei.
- Obrigada – sorri, saindo do carro e entrando no café.
Pouco se passava das nove horas e já havia um certo movimento ali. Sorri mais.
- Isabella Swan? – Uma voz delicada chamou. Virei-me e encarei a mulher de cabelos loiros a minha frente. – Sou Rosalie Hale.
- Apenas Bella, por favor – pedi, apertando sua mão.
- Muito bem, Bella, antes que comece aqui, vamos conversar um pouco, ok? Para que eu possa lhe explicar sobre o trabalho aqui.
- Ok.
Ela sorriu gentilmente e me indicou onde ficava a sala. Lá, ela me explicou como funcionavam algumas máquinas, sobre o horário, dias da semana que eu viria aqui, e até mesmo sobre como ela iria me pagar e tudo mais.
- Bom, parece que é só isso. Vista seu avental e já pode começar. Qualquer dúvida, pergunte a uma das meninas ou pode me perguntar também, certo?
- Sim, senhora – assenti.
- Chame-me de Rose, apenas.
Assenti novamente e saímos da sala. Fui até o balcão, onde conheci as outras funcionárias, e todas me pareciam ser bem simpáticas. Limpei algumas mesas no fundo e estava voltando, quando uma morena chamou minha atenção.
- Hei, novata, um 125 na mesa 5.
Mordi o lábio, olhando-a em dúvida.
- Ok, ok, eu levo esse pra você. Mas leve um café na mesa 8, sim?
Assenti e peguei o café. Procurando tirar aqueles cabelos bagunçados de uma cor estranha, de minha mente. Seria bom também, se eu parasse de ver seus lábios ou seus olhos.
Verdes. Como duas esmeraldas. Eram lindos.
Suspirei, balançando a cabeça e procurei em me concentrar a não deixar que a bandeja caísse. Caminhei no espaço entre as mesas, e antes que eu percebesse derrubei a bandeja.
Droga. Isso era típico de acontecer comigo. Balancei a cabeça, pronta para me desculpar, então eu o vi. Era ele. O cara dos olhos verdes. Imediatamente, comecei a me desculpar, tropeçando nas palavras. Mas ele não falava nada, apenas me olhava.
Será que ele se lembrava de mim?
Que estúpido pensar isso. É claro que ele não lembraria. Ele estava lá, com a namorada dele, curtindo um dia de neve, tirando fotos. E ela era linda; branquinha, magra, olhos verdes e cabelos lisos e pretos. Como ele me notaria, tendo aquela beldade ao seu lado?
Por sorte – ou não -, Rosalie chegara logo depois, dizendo que cuidaria daquilo. Assenti, desculpando-me mais uma vez e saí andando. Antes de me afastar muito, ainda pude escutá-lo dizer:
- Está tudo bem, Rosalie.
Deus! Como a voz dele era linda. Ainda mais perfeita que eu pudesse imaginar. Suspirei, xingando-me mentalmente, por me sentir arrepiada ao ouvir sua voz.
- Começou o trabalho bem – sussurrei para mim mesma.
Peguei uma flanela e fui limpar algumas mesas que já estavam vazias. Pouco depois, pude vê-lo saindo do café e entrando em um táxi. Continuei a limpar as mesas, e depois fui até a que ele estava antes, para limpar o café que eu havia derramado.
Então, eu vi uma espécie de mochila ali. Eu sabia que era dele. Mordi o lábio e a peguei, levando até a sala de Rosalie.
- Droga, Edward esqueceu a lista! Alice vai matá-lo se souber disso – escutei-a dizer.
Bati duas vezes na porta e ela pediu que eu entrasse.
- Rose, aquele rapaz esqueceu sua mochila na mesa.
- Oh, o Edward? Como ele anda esquecido ultimamente.
- Bom, aqui está. Vou voltar para lá, terminar de limpar as mesas.
- Hm, Bella? – chamou. – Eu preciso olhar umas coisas do meu noivado hoje à noite, e Edward precisa muito assinar essa lista e, provavelmente, ele precisa do que tem na mochila também. Será que você pode levar até ele, por favor?
- Mas...
- Eu pago seu táxi, não vou descontar no seu salário. Sei que não é seu trabalho, por isso, vou cobrar como se fosse hora extra. É muito, muito, muito importante e Alice me mataria se eu não levasse até ele.
- Ok, ok – concordei. – Eu levo.
Ela sorriu, agradecida e me entregou tudo o que eu precisava. Chamei um táxi e lhe passei o endereço.
Edward.
Era um nome incomum, e não era de origem francesa. Ele morava em uma comunidade afastada do centro de Paris, Saint-Maur. As casas ali eram agradáveis. Paguei o táxi, e adentrei o prédio. Não havia ninguém na portaria, estranhei. Eu precisava ser rápida ali, olhei no papel que Rosalie havia anotado o endereço, e entrei no elevador, apertando o botão de seu andar.
Bati a porta, e ele logo veio atender. No começo, eu vi a surpresa em seus olhos, mas depois, a confusão. Imediatamente, comecei a explicar e a me desculpar novamente.
Ele pediu que eu entrasse, mas fiquei receosa. O que a namorada dele pensaria? Percebendo minha dúvida interna, ele disse que era apenas para que ele pudesse assinar a lista. Concordei e entrei.
Enquanto ele corria até o quarto para pegar uma caneta, eu pude observar seu apartamento. Ele era todo organizadinho, cheio de mimimi's e detalhes. Não que não fosse bonito, mas eu podia visualizar sua namorada aqui, ajudando-o a limpar tudo.
Alguns segundos depois, ele voltou, assinando a lista logo em seguida. Apresentamo-nos rapidamente, e quando eu comecei a sentir aquele friozinho maldito na barriga, dei uma rápida desculpa e saí dali.
Não sei se foi coisa da minha cabaça, mas quando eu estava perto do elevador, escutei notas musicais de um piano. Será que ele tocava?
O resto da manhã se passara rapidamente. Já eram quase quatro da tarde, quando Rosalie me chamou até sua sala. Eu esperava por um xingamento, ou até mesmo uma demissão, devido ao acontecimento de mais cedo. Mas ela estava sorrindo, e pediu que eu me sentasse.
- Você sabe que amanhã é minha festa de noivado, não sabe? – começou. – Então, o Emmett, assim como eu gostaríamos que você comparecesse. É uma coisa só de amigos e parentes, e como você é amiga do Emmett... – deu de ombros. – E seria também uma boa forma de agradecê-la por levar a lista até a casa de Edward.
Suspirei, aceitando o convite. Fora por causa de Emmett, que eu comecei a trabalhar ali. Eu e ele trabalhamos juntos nos meus primeiros meses aqui. Trabalhamos em uma oficina de carros. Eu era apenas a secretária, já que não tinha força e coordenação para ser mecânica. Quando nos tornamos amigos, ele já estava namorando com Rosalie na época, e mesmo que não estivesse, eu nunca tentaria algo com ele. Não que Emmett não fosse bonito, mas para mim, ele era apenas um irmão mais velho.
Confesso que eu o ajudara bastante em sua relação com ela. Sempre que eles discutiam, ou ele não sabia o que fazer para agradá-la, eu dava dicas e conselhos. Ele também era um bom irmão. Sempre que algum dos mecânicos ou clientes vinham de gracinha para mim, ele logo cortava, dizendo que eu deveria ter um relacionamento sério.
Rosalie me informou o horário e o local, entregando-me um convite e pedindo que eu assinasse a lista. Só então eu notei que era uma lista para a confirmação. Conversamos por alguns minutos, e depois eu pedi licença, dizendo que tinha alguns clientes para atender.
Eu não era nem louca de ficar matando o trabalho logo no primeiro dia.
"I wanna see your peacock cock cock, your peacock cock cock"
O som do meu despertador tirou-me de um sonho que começara a se tornar um pesadelo. Abri os olhos e suspirei, tentando afastar o que havia sonhado de minha cabeça. Nele estavam Edward e eu, juntos em uma praça qualquer, ele me olhava apaixonado e logo nos beijávamos, então sua namorada chegava e eu acordei.
- Você, definitivamente, precisa parar com isso, Bella – sussurrei, indo até o som e ligando uma música qualquer dos Beatles. Tomei um banho calmo e depois fui dar uma organizada em meu guarda roupa.
Eu não sabia o motivo de querer fazer isso, talvez fosse à visita que eu havia feito a Edward ontem. Ver seu apartamento todo arrumadinho me intrigou muito. Balancei a cabeça, eu não estava fazendo merda nenhuma por culpa dele.
Peguei algumas roupas que estavam no chão, e as dobrei, colocando-as no guarda roupa no minuto seguinte. Dei uma rápida arrumada em minha cama, e peguei as roupas sujas, colocando-as de qualquer maneira na máquina de lavar.
Peguei alguns bifes no refrigerador e os coloquei na frigideira. Fritei-os rapidamente e os coloquei em dois pães. Peguei uma garrafa de Heineken na geladeira e fui até a sala de televisão.
Liguei em um jogo de basebol qualquer e coloquei o prato na mesinha de centro. Corri de volta a cozinha e peguei a mostarda e o ketchup. Voltei para a sala e me sentei no sofá.
Degustei rapidamente meus hambúrgueres improvisados, tomando minha bebida favorita. Eu até parecia um homem! Comecei a rir, lembrando-me de Jacob, meu melhor amigo de infância, ele sempre dissera que eu deveria no mínimo ser lésbica, ou então, deveria ter nascido homem.
Estava rindo tanto, que quase não vi meu time marcar pontos. Gritei e me levantei, comemorando. Adorava a agitação dos estádios de futebol. Sentia saudades, eu não ia a um jogo desde que me mudará para Paris.
Irei a um jogo em minhas próximas férias, prometi.
Olhei de relance para o relógio, e vi que já eram quase quatro da tarde. Ofeguei. O jantar começaria Às sete horas, e eu ainda nem havia decidido o que vestir.
Deixei o prato de qualquer maneira na pia, e fui retirar as roupas da máquina de lavar. Coloquei-as no pequeno varal que havia na lavanderia e fui para o banheiro, no caminho retirei minhas roupas e as joguei no balaio.
Liguei a banheira e fui até o quarto, para decidir o que vestir. Acabei pegando um de meus poucos vestidos e o separei na cama junto com outros acessórios. Entrei no banheiro novamente, e adentrei a banheira.
Tomei um banho demorado e relaxante, como a muito não fazia. Deixei que a hidromassagem retirasse as tensões de meus músculos e só quando vi que já eram quase cinco horas, saí dali.
Sequei-me em uma velocidade incrível, indo logo depois secar meus cabelos com o secador. Deixei-os ondulados, caindo pelos meus ombros e fui colocar minha roupa. Não era nada sofisticado, mas nada simples demais. Vesti um conjunto de lingerie azul, e coloquei minha meia calça fio 80 – já que estava fazendo frio -, por cima coloquei meu vestido tomara-que-caia preto e calcei meus sapatos.
Saltos.
Eu os odiava profundamente, mas essa era uma ocasião especial.
Suspirei e caminhei até o enorme espelho que havia ali em meu quarto e abri uma gaveta, onde havia uma pequena nécessaire roxa, que era usada para guardar a pouca maquiagem que eu tinha.
Passei apenas o básico; pó, lápis, rímel, uma sombra leve em meus olhos, dando um destaque especial ali, e um gloss de leve nos lábios. Levantei-me e peguei um casaco sobretudo preto e depois minha bolsinha de mão. Borrifei meu perfume e respirei fundo, antes de me encaminhar para a saída do meu apartamento. (Look da Bella)
Tranquei a porta e coloquei as chaves na bolsa.
Chamei um táxi, e ele me levou até o salão que ocorreria o noivado. Chegando lá, Rosalie (Look da Rose), completamente linda em seu vestido azul, e sua maquiagem perfeita.
- Boa noite, Rose – cumprimentei-a.
- Boa noite, Bella. Seja bem-vinda – sorriu, abraçando-me rapidamente. – Venha, vou te levar a um lugar que você possa colocar seu casaco.
Fomos até uma parte mais afastada da entrada, onde havia uma mulher e Rosalie deu meu nome a ela, enquanto eu entregava meu casaco.
- Rosalie! – Uma voz fina cantarolou.
Virei-me e senti-me estranha, vendo a mesma morena que estava com Edward a minha frente. Ela era tão linda, tão feminina. Tudo que eu nunca seria. Suspirei. O que diabos eu estava pensando?
- Alice! – Rosalie disse, com a mesma empolgação. – Oh, deixe-me apresentá-las. Bella, essa é Alice Cullen. E Alice (Look da Alice), essa é Bella.
- É um prazer conhecê-la, Bella – cantarolou, dando-me um abraço caloroso.
Respirei fundo e a afastei delicadamente, sorrindo sem jeito.
- Igualmente – respondi, sem olhá-la de verdade.
Notei uma rápida troca de olhares entre Rosalie e Alice, mas fingi não ver. Indaguei Rosalie onde estava Emmett e fui até ele. Sorri, vendo-o ao lado de um rapaz loiro, imaginei ser Jasper – o amigo que ele sempre comentava comigo.
- Emm! – disse, sorrindo. – Parabéns, Ursão!
- Bella! – respondeu, abraçando-me calorosamente.
- Eu preciso de ar, ok? – ri, enquanto ele me soltou. – Você deve ser o Jasper, né? – indaguei.
- Sim, e você a famosa Bella – sorriu.
Rimos e depois eu me afastei, indo até uma varanda que dava vista para a torre Eiffel. Um dos garçons passou ali, e eu peguei uma taça de vinho. Suspirei, encarando a maravilhosa noite de Paris.
Os olhos de Edward me encarando em pensamento.
Droga, eu precisava parar de pensar nele. E rápido.
Por Deus, ele tem uma namorada!
- Bella? – Sua voz ecoou.
- Oi, Edward – sorri, virando-me para ele.
- Você… nossa, você está linda – murmurou.
- Você também – murmurei me virando novamente para a varanda.
- O que faz aqui fora?
- Pensando na vida... – vi ele se aproximar e arrepiei-me. – Olha, não acho legal você ficar aqui fora comigo sozinho, sua...
- Edward? – A voz de Alice cantou.
- Pequena – sorriu, indo até ela. Recusei-me a me virar e continuei a fitar a noite -, deixe-me te apresentar uma amiga. Bella? – chamou e eu me virei, olhando com cara de poucos amigos para Alice.
- Sim?
- Essa é Alice Cullen, minha irmã. E Alice, essa é Bella, minha... amiga.
Irmã? Sério? Eles eram irmãos? Jura? Sorri abertamente e Alice me olhou, sem entender.
- Nós já nos conhecemos – assumi, ainda sem parar de sorri.
Que idiota.
- Tem certeza que quer ir de táxi? – Emmett indagou. – Eu posso levá-la...
- Não precisa – sorri. – Fique aqui e curta seu noivado. A propósito, parabéns novamente.
- Eu a levo – Edward disse, sorrindo para mim.
Emmett me olhou, completamente desconfiado e me deu um abraço, antes de entrar no salão novamente. Já se passava das onze da noite, e eu precisava dormir cedo. O noivado fora lindo, Emmett chorou e Rosalie também.
Descobri depois, que Alice era noiva de Jasper, e com isso, eu gostei mais dela. Edward e eu ficamos juntos durante todo o tempo, trocando amenidades. E agora ele queria me levar para casa.
Isso era um sinal? Porque se era, eu não tinha percebido. Droga, eu era péssima em perceber sinais!
Balancei a cabeça e assenti. Edward indagou onde eu morava e eu o disse. Fomos o caminho inteiro em silêncio, apenas o ronco baixo do motor e o som do aquecedor, rompiam o silêncio da noite.
Não demorou mais do que vinte minutos, e ele estava estacionando na porta do meu prédio.
- Bem, obrigada – sorri.
- Disponha. Gostei do seu bairro, aqui é bem agradável – comentou.
- É sim, gostaria de entrar?
- Hm, acho melhor não – sorriu malicioso. – Eu realmente gostei de você, Bella. E quero ir bem devagar, ok? Se eu entrar agora, posso acabar lhe atacando, e não sei se é algo que você gost...
Sem deixar que ele falasse qualquer coisa, aproximei-me rapidamente e beijei seus lábios por um breve segundo.
- Boa noite, Edward – sussurrei e saí do carro.
COMENTÁRIOS = POST NOVO! HM?
