Alvo Potter e a Espada de Grifinória – Capítulo 3
Em poucos instantes, o chapéu começou a cantar:
Um ano novo começa
Muitas surpresas os aguardam
A ambição habita no coração de um homem
Que na verdade é o herdeiro.
Uma Nova Guerra Começará,
Um Dos Que São Bons perecerá
Esse ano diante do perigo iminente.
Ele deu uma breve pausa antes de continuar. Os estudantes estavam em pânico.
Na Grifinória os de bravo coração habitam,
Na Sonserino os de grande ambição.
Na Lufa-Lufa os justos, leais e sem medo do trabalho árduo,
Na Corvinal os de raciocínio rápido e sabedoria,
Quase nunca estão errados.
Assim a cançao terminou. Houve alguns aplausos, antes da professora McGonagall ainda atônita chamar o primeiro aluno para a Seleção:
- Boot, Teo.
Um menino pálido de olhos castanhos e cabelo cor de palha foi até o chapéu.
- Corvinal!
O menino seguiu orgulhoso seu caminho. A Corvinal era a casa de seu pai com o mesmo nome.
- Carrier, Theo
O menino moreno de olhos castanhos e cabelos pretos crespos foi até o banquinho e a professora McGonagall pôs o chapéu em sua cabeça.
- Grifinória!
A casa dos leões aplaudiu com entusiasmo.
- Death, Thomas.
- Lufa-Lufa.
Alguns riram com o irônico que era alguém com aquele sobrenome ir para a Lufa-Lufa. Vários alunos se passaram até que finalmente:
- Escórpio Malfoy!
O garoto louro de olhos azuis gélidos seguiu confiante. Ouviram-se vários suspiros por parte da população feminina de Hogwarts. Ele era muito bonito. Rosa foi uma delas.
- Grifinória.
Houve um silêncio no Salão Principal. Estavam todos atônitos, inclusive o menino. Mas logo a casa vermelha e dourada começou a aplaudir cordialmente e ele sentou-se ao lado de Tiago, que não lhe deu atenção.
- Potter, Alvo!
O menino dos olhos verdes e cabelos rebeldes foi até o banquinho, sentindo o chapéu sendo colocado em sua cabeça.
Hum… Outro Potter. Este é interessante. Bastante inteligente e sagaz. Também é muito corajoso e desafiador, chega a ser um pouco arrogante. Já sei aonde te colocar…
- Grifinória!
O chapéu anunciou e ele foi sentar-se junto a um outro primeiranista. Ele era louro e tinha olhos amêndoas.
- Sou Fábio Finnigan. – o garoto se apresentou e Alvo apertou sua mão em forma de cumprimento, antes de continuar assistindo a seleção. Passaram Root, Rust, Quit, até que finalmente chegou a vez de uma garota que chamou atenção de toda a população masculina de Hogwarts. Ela era loura, de olhos azuis tão gélidos quanto os de Escórpio e de um sorriso confiante em seu rosto. Chegava a ser arrogante. Nem parecia que iria ser selecionada.
- Summer, Elizabeth!
Ela se dirigiu até o banquinho ainda sorrindo. Não demorou nem poucos segundos.
- Sonserina!
A menina tirou o chapéu de sua cabeça e foi até aonde seus companheiros de casa esperavam. Alguns poucos aplaudiram.
- Estranha a canção do Chapéu Seletor, não? – ela tentou puxar assunto com Rent Flinch, que a ignorou totalmente.
- Acho que ele tem coisas mais interessantes a fazer do que conversar com uma aluna sangue-ruim. – comentou uma menina mais ou menos de sua idade, e Elizabeth se irritou.
- O que raios significa isso?
- Significa que você não é digna de ser Sonserina. – se intrometeu uma aluna mais velha, e Elizabeth se avemelhou.
- Se é aqui que o chapéu me colocou, então é aqui que eu vou ficar. – Elizabeth replicou e ninguém mais comentou o assunto.
- Scarmander, Lisandro!
O menino tão louro quanto Escórpio e Elizabeth se encaminhou para o chapéu. Demorou uns segundos, mas o chapéu finalmente anunciou:
- Sonserina!
Alguns alunos da Sonserina deram um gemido. Não era nenhum nascido trouxa, mas era filho de Luna Lovegood e para alguns isso já era ruim o suficiente. O menino foi um tanto envergonhado para sentar-se junto a Elizabeth.
- Eles fizeram o mesmo comigo. – ela lhe confidenciou, torcendo para que não tivesse feito um equívoco.
- Não se preocupe, eu não te tratarei mal. – disse o garoto, com um sorriso simpático.
Enquanto isso, na Grifinória, Malfoy recebia ofensas:
- Como está seu avô na prisão de Azcabam, Malfoy? – perguntou um colega também primeiranista. Alvo resolveu interferir.
- Parem com isso. Se ele veio para a Grifinória, deve ter algum motivo.
Ninguém retrucou o filho de Harry Potter. Começaram a falar sobre assuntos diversos. Vários alunos foram selecionados.
- Weasley, Rosa!
A ruiva foi meio trêmula para aonde iria ser sorteada. Demorou alguns instantes, mas o chapéu anunciou:
- Corvinal!
Ela sorriu orgulhosa e foi para a casa azul e bronze que aplaudia. Era a primeira Weasley a não ir para a Grifinória, e ao parecer não se importava com isso.
- Weasley, Roxanne.
A morena se aproximou tentanto parecer confiante. Ficou um bom tempo no banquinho até que veio o anúncio:
- Grifinória!
A casa dos leões aplaudia loucamente mais um Weasley indo para a sua mesa. Ela sentou ao lado de Alvo e sorriu para Lisandro que estava na mesa da Sonserina. Ele retornou o sorriso.
- Eu não vou deixar de ser amiga dele. – revelou para Alvo.
- Nem eu.
Como se tivesse ouvido, Lisandro sorriu. Nada interferiria na amizade dos três. A canção do Chapéu intrigava a todos. Aquele ano seria de grandes surpresas, que já começaram na seleção.
