Oi pessoal. E gostaria de pedir que fizessem reviews caso gostarem da história. E caso não gostarem de algo, me digam. Não tenho como saber se vocês não me disserem.


Madara estava furioso. A única forma de ele conseguir executar o seu plano, o único meio que ele tinha de se ressuscitar havia desaparecido.

—Heh. – Naruto parecia estar aliviado. —E agora Madara? – o Uchiha olhou para Naruto, e Naruto sentiu um calafrio. "Que sensação é essa?".

Madara fez um selo de mão, e de repente Juubi se ergueu, cobrindo-se com as caudas.

—Não deixem ele fazer isso! – Shikamaru gritou. – Ele vai liberar a última forma!

A visão de Naruto escureceu. Pela primeira vez, ele entendeu tudo antes mesmo de acontecer. Ele gritou, e sua voz mostrava um pequeno tom de medo:

—Não, não é isso-

Juubi liberou uma enorme quantidade de chakra para todos os lados, arremessando Naruto, Madara e todos os shinobis que estavam próximos para longe.

—Juubi, pare! – o Uchiha ordenou, se levantando. Ele estava no meio dos ninjas da aliança, mas isso não importava agora.

—Como ousa mandar em Juubi no Oni? Você será destruído, assim como este lugar! – Juubi disse, sem sequer mover os lábios. Parecia que várias pessoas estavam falando, como um coro. Sua voz soava como dor e sofrimento, e simplesmente falando ele derrubou dezenas.

—Este lugar será purificado. Essa é uma decisão de Juubi no Oni, e vocês devem acatar – a criatura ordenou. Ele sentou-se, e pareceu estar pronto para juntar chakra.

As pedras quebravam, o chão levantava. Plantas e animais nasciam e morriam, e o lugar mudava drasticamente em questão de segundos. Rios, dunas, florestas e mares surgiam todos no mesmo lugar. Nevava, chovia, raios caiam, o sol brilhava. Estava frio, quente e morno. Alto e baixo.

Naquele lugar, a realidade deixava de existir.

—Mas o quê que- um ninja gritou, afundando no chão sólido.

—O que está acontecendo? – Naruto gritou, se desviando de uma árvore que surgia do chão.

—Juubi é parte do chakra natural. O chakra flui de e para ele. – ele ouviu. Surpreendentemente, quem falava era Madara. – Quando ele interrompeu o fluxo que saia dele, a continuidade deste lugar parou.

—Socorro! – um homem gritou, enquanto virava uma árvore.

—Corram! Saiam daqui! – um ninja gritou, sendo levado por uma pedra que voava.

—Não, não adianta – disse Shikamaru, em cima da água.

—Huh, esse shinobi é esperto – Madara notou. – Não adianta fugir, quanto mais longe dele, pior os efeitos do chakra fluindo. Em breve a bolha de destruição cobrirá o mundo.

"A não ser que... Não, isso é impossível. De todo jeito, estaremos fadados a morte." – Madara pensou consigo mesmo, mas seus pensamentos fluíram como o som, e todos puderam o ouvir. "Mais um efeito? Maldito Juub-"

Então, tudo parou. O tempo se estabilizou e o local, apesar de muito diferente do que era antes, não era mais um absurdo. Juubi estava parecendo estufado, e seria hilário, se não fosse pelo que aconteceu a seguir.

—Agora que este lugar está purificado, eu voltarei para casa – disse Juubi, olhando para cima.

Ele fez o chakra que acumulou dentro de si mesmo sair de uma vez. E era tanto chakra, que não cabia todo naquela dimensão. Ouve um barulho intenso, como se mil raios estivessem caindo.

E um rasgo abriu nos céus.


Kai continuava dormindo. Ele se remexia muito enquanto sonhava.

Estava em uma casa pequena e simples, mas bela. Ela era toda de madeira, e parecia que ramos brotavam de suas paredes. O quintal era o mais bonito da vizinhança, e Kai o observava. No sonho, ele tinha por volta de 5 anos.

Ele estava observando os girassóis. Ele ouvira na escola que eles seguem o Sol. Mas era meio dia, e as flores estavam viradas na direção de Kai.

"Pai, por que os girassóis não estão olhando pro Sol?"

O pai do garoto estava sentado na varanda, lendo alguma coisa. Ele tinha um cabelo curto preto e olhos negros. Ele parecia com Kai. Usava uma calça preta e um casaco azul-escuro, com algum símbolo atrás.

"Heh, é porque você puxou sua mãe." – brincou. – "Por onde sua mãe passava, as flores pareciam mais belas, e as árvores mais verdes. Até a grama parecia mais viva" – era o que ele sempre dizia.

"Ah, sério?" – o garoto ficou feliz. Ele não se lembrava de sua mãe, pois ela já havia morrido. – "Pai, por que você ainda guarda esse casaco velho?" – questionou.

"Lembranças de família" – respondeu e calou-se, pensativo.

"Ei, Taiho! Abra essa porta agora!" – alguém gritou de fora. O pai de Kai tinha um olhar triste e pesado.

Ele caminhou na direção de seu filho, e o abraçou, chorando.

"Pai, o que está acontecendo?"

"Abra a porta ou ele vai também!" – outro homem gritou.

"Eu te amo, filho. Não venha."

"Pai, não vai lá pai! Pai!"

"Então nós vamos fazer com ele o que nós fizemos com aquela Senj-" – um terceiro homem gritou, mas foi interrompido por Taiho, que abriu o portão.

"Não toque no meu filho"

Os homens cercaram Taiho, e o seguraram. Um deles tirou algo do cinto. Uma kunai.

Pai! – Kai gritou. Ele sentiu as lágrimas em seu rosto.

Pai...

Se eu fosse forte quando você...

Kai chorou, e as lágrimas eram soltas como se fossem fardos pesados.

A chuva havia parado. Ele ouviu um estrondo ao longe.

—Hm, a chuva foi para longe... – comentou com si mesmo, limpando suas lágrimas.

Seu corpo não doía mais, e plantas estavam crescendo onde antes havia sangue.

"Quanto tempo eu fiquei aqui?..."

Ele tirou as plantas de si, e saiu do tronco. Um broto podia ser visto em cima dele.

Kai olhou para o horizonte, além da floresta. Ouve outro estrondo, dessa vez muito mais alto, e algo brilhou ao longe.

"Que sensação ruim é essa?"


Aviso: A partir daqui eu vou postar apenas uma vez por semana. Caso o feedback melhorar e os leitores começarem a escrever reviews, eu volto a escrever com mais frequência.