Sei, sei. Demorei para postar o terceiro capitulo. Sorry, mas tenho uma chata mania de revisar, e revisar e revisar várias vezes, e mesmo assim sempre tem algo que eu acho defeito! Mas espero que mesmo com a demora, vocês gostem do terceiro capitulo! E espero ter a compreensão de vocês. Obrigada por todos os acessos, mas mesmo assim, algumas reviews seriam bem legais, elas nos inspiram a escrever, embora a história não seja grande coisa. Ah! e obrigada da pelas reviews: Nessa Clearwater, jubs-vj e ChunLi Weasley Malfoy. As suas palavras me deixam mais empolgada para escrever
3- Tortura (nem tanto)
Depois de mais ou menos meia hora tentando nos convencer, decidimos que eu e ele tínhamos três bons motivos para que nós voltássemos para casa e deixasse aquele pequeno paraíso para trás. Primeiro motivo: Se não voltássemos hoje, antes das três, seria a desculpa perfeita para Rosalie ter algum motivo para arrancar algum membro de Jacob. Era incrível como o meu namorado vivia cercado pela ameaça de que alguém iria arrancar alguma parte do corpo dele se ele fizesse algo "errado". Não sei como ele conseguia dormir com um sogro morando na mesma casa só esperando um passo em falso e uma tia loira que se remoia para arrancar um dedinho que fosse dele para se vingar das piadas. Não sei como ele já não tinha fugido - eu já tinha feita essa pergunta a ele - e a resposta foi a mais óbvia possível: eu te amo. Eu fiquei toda boba quando ele falou, como se ele não me dissesse isso toda semana.
Segundo: Alice teria um ataque neurótico e sairia com o vestido na mão floresta adentro procurando por mim. Seria engraçado, mas não seria legal quando ela me encontrasse, nada legal. E terceiro motivo: eu não queria que um grupo de busca saísse atrás de mim, e me encontrasse me agarrando com Jacob. Isso seria condenação pelo resto da eternidade com Emmett por perto, e ainda, um castigo por um longo período, pois de acordo com Edward, eu estaria infringindo as regras.
Agora estávamos dentro do carro fazia uns 20 minutos, Jacob ligou o rádio em uma estação que eu acho estava passando algum rock clássico, acho que para quebrar o silêncio, pois desde o momento que entramos no carro, não havíamos aberto as nossas bocas para falar. Devo admitir que o silêncio não me incomodava como de costume, eu estava completamente compenetrada nos meus pensamentos. Não estava prestando atenção em nada, estava completamente absorta com flashes dos momentos que ocorreram naquela manhã, ou tarde, não sei, tinha me desligado completamente do tempo, mas pelo julgar do Sol, devia ser meio-dia passado. Cada vez que eu me lembrava do lago, erguia minha mão para tocar no coração de prata sob o meu peito. Isso ocorria de dois em dois minutos, era um movimento viciante. Já na décima vez que eu fiz isso Jacob olhou para mim. Eu devia estar fazendo isso com mais freqüência que eu havia percebido, pois ele parecia estar se divertindo com o meu novo vício.
- Você está bem? – indagou ele, com uma expressão divertida.
- Acho que não.
- O colar te incomoda? – agora por eu colocar minha mão sobre o pingente de dois em dois minutos queria dizer que ele me incomodava? Cara, depois eu que era a neurótica!
- Será que minhas lágrimas naquele momento não bastaram?
- Desculpa. É que não é sempre que você aceita um presente tão facilmente. Só está sendo estranho para mim. – o nosso mundo estava rodeado de estranhezas, e ele achava isso estranho?
- Hoje foi diferente.
- O que teve de diferente das outras vezes? – indagou ele com uma curiosidade anormal.
- Não sei bem. Acho que foi meio de surpresa, e, bom, a frase que tinha dentro do coração me deixou completamente... – Eu não sabia o que dizer. Não havia palavras para dizer o que eu havia sentido naquele momento. A mão dele levemente encostou-se à minha mão direita que estava sob o volante, seus dedos quentes acariciaram levemente as costas da minha mão, uma sensação estranha apoderou-se de mim, algo no qual eu não iria acostumar, a estranha sensação de estar sendo queimada com leves choques. Eu adorava aquela sensação, fazia com que meu coração se acelerasse repentinamente, e Jacob me desse aquele sorriso incrível por mais um momento vencido. Tradução: mais uma chance de ele me ver constrangida. Eu podia ver que ele estava tão feliz quanto eu.
- Sabe o que é verdade? – perguntou ele.
- O que?
- Aquilo que eu mandei escrever no coração. Você é tudo para mim Ness, você ilumina minha vida. – podia ver de relance as lagrimas que ele segurava em seus olhos.
- Às vezes parece que eu não retribuo o suficiente. – disse a ele.
- Como assim? – ele estava confuso.
- Você faz tudo isso para mim, e o que eu faço pra você?
- Você me faz o homem mais feliz do mundo, isso não basta? – olhei novamente para ele, e seu sorriso era ainda mais iluminado que o de momentos antes.
- Acho que sim. – para mim nada seria o suficiente para retribuir o que ele sentia por mim.
- Claro que sim, você não poderia retribuir de uma maneira melhor. – nós conseguíamos ter momentos perfeitos até quando estávamos andando de carro, e esse era o problema, eu não conseguia prestar atenção na estrada.
- Nessie, pare! - ouvi um grito vindo do lado de fora, fazendo eu e Jacob sobressaltarmos. Eu estava naquele momento na entrada da casa - na verdade eu nem tinha percebido onde estava entrando – pois estava prestando mais atenção em Jacob do que na estrada. Definitivamente, dirigir com ele ao meu lado não me fazia bem. Mas mesmo assim, eu não fui a única culpada, e ainda bem que eu tinha um bom reflexo, o que me fez frear rápido e bruscamente, fazendo com que Jacob voasse para frente do painel. Meu coração e o dele estavam a mil por hora. O que Alice pensava quando se atirou na frente do carro?
Abri a janela do carro, a raiva explodia dentro de mim.
- Você queria morrer sua doida!
- O máximo que poderia acontecer é eu ter amassado o seu lindo presente, mas essa não era a verdadeira intenção. – falou-me ela em uma tranqüilidade irritante diante do meu carro.
Não me detive em sair do carro e pular no pescoço de Alice. Senti as mãos quentes me segurando no punho enquanto eu abria a porta, mas tive força suficiente para puxá-las. Bati a porta num baque ensurdecedor, seguido por uma batida mais suave que vinha do lado de Jacob. No momento eu achava que havia quebrado a porta, mas não queria me desconcentrar de Alice. Fitei-a nos olhos enquanto caminhava naquela curta distância que nos separava, ela parecia exageradamente calma, isso me deixava mais irritada ainda!
- Alice, você não devia ter feito isso. – ouvi Jacob apreensivo.
- Não se meta Jacob. – Disse ela mais tranqüila ainda. Será que ela não via que eu estava irritada.
Aproximei-me dela.
- Você queria matar alguém? Você podia ter machucado Jake! Você pelo menos não teve o bom senso de saber a que velocidade eu estava?!
- Sim! – Ela piscou aqueles olhos amarelos como uma criança e sorriu. AAAHHHH! Quando Alice queria irritar, ela conseguia facilmente isso. Eu não queria realmente machucá-la - iria me arrepender depois - mas estava com muita vontade. Tentei segurar-me o máximo possível, fazendo com que eu apenas despejasse a maior quantidade de palavrões possíveis, não era meu costume, mas era melhor do que machucar ela. Estava concentrada demais, despejando a maior quantidade da minha raiva sobre ela que eu não percebi por completo quando ela fez um rápido movimento e pegou algo em seu bolso na calça preta jeans que ela usava. Mais rápido ainda foi o preto que apareceu nos meus olhos depois daquele movimento repentino.
- Alice, isso já está ficando ridículo! Tira esse pano do rosto de Nessie! – retrucou Jacob irritado.
- Mais uma vez, não se meta Jacob! A propósito, você não tinha que ir buscar umas coisas? – indagou Alice em um tom meio estranho de voz. Ela não se encontrava mais em minhas costas, evitando que eu me libertasse do pano preto, mas ainda continuava impossível de arrancar-lo *ele*. Tudo havia ficado em silêncio e só se ouvia os meus xingamentos para Alice tirar aquele pano preto dos meus olhos. Jacob não estava na minha defesa?
- Ãhn... Nessie. Vou ter que... ir a um lugar... a gente se fala depois. – ele não sabia o que dizer. Será que meu único defensor estava me deixando na mão?
- Jake... – o que ouvi somente foram seus passos rápidos em direção ao carro e um baque. Depois disso, o som do motor foi se distanciando rápido demais. – Ele me deixou? – perguntei mais a mim mesma do que para a irritante baixinha ao meu lado, um sussurro magoado com revolta misturada. Ele nunca me deixava daquele jeito. Senti o pano dos meus olhos ficarem úmidos. Quantas vezes eu iria chorar hoje? Mas essas lágrimas eram diferentes daquelas que brotaram dos meus olhos no lago, essas eram de raiva. Eu odiava quando me contrariavam! Nesse momento eu comecei a lutar mais ainda contra as mãos de Alice, que tinham voltado a segurar o pano novamente, já que eu estava quase conseguindo me libertar dele. Estava irritada com tudo. Se eu já estava furiosa, agora eu estava possessa! Por que eu simplesmente não podia ter um dia perfeito como estava sendo há 2 minutos atrás?
- Vamos! – ouvi a voz empolgada de Alice, vindo detrás de mim.
- Não vou mover um milímetro daqui enquanto você não tirar isso da minha cara e me der satisfações! – gritei com todo ar que continha nos meus pulmões. Estava completamente determinada, Alice não iria ganhar! Nunca!
- Nessie...
- Não venha com carinhos Alice. Você estragou meu dia! – a respiração dela parou, eu não ouvi mais nenhum movimento vindo do seu corpo. Pude sentir menos pressão da faixa em meu rosto, mas não a vi cair da minha face. Arrependi-me completamente. Ela não merecia aquilo.
- Alice...
- Seus pais tinham razão, como eu iria obrigar você a fazer uma coisa que odeia? Você está certa. Estraguei seu momento com Jacob. – tirei o pano que envolvia o rosto e encontrei o rosto melancólico de Alice. Desta vez eu tinha realmente exagerado. Eu iria me arrepender profundamente por fazer isso, mas o rostinho dela me fazia sentir tão culpada...
- O que eu tenho que fazer? – ela abriu um sorriso gigantesco. Eu já deveria de saber, depois desses 16 anos, que tudo aquilo era encanação, mas eu sempre caía nas armadilhas de Alice, sempre!
- Bom...
- Só quero esclarecer uma coisa antes de qualquer ação!
- Qualquer coisa – repetiu Alice.
- Nada de me fazer bonequinha, odeio quando você começa a me maquiar. Fico parecendo uma das amiguinhas da Barbie!
- Isso é algo para ser discutido depois... – ela encaminhava-se para trás de mim, creio que para colocar a faixa em meus olhos novamente.
- Como assim, Alice?! Qualquer coisa, lembra!?
- Discutimos isso depois. – era incrível como ela curava-se de mágoas rápido. Ela já estava até me puxando pelo pulso como se guiasse uma cega, como momentos antes. Isso me fez lembrar dele.
- Por que Jake saiu daquele jeito?
- Ele tem que resolver umas coisinhas para mim. Vocês conversam mais tarde.
- Você sabe que eu não gosto quando escondem as coisas de mim. – eu parecia uma menina dengosa, mas devo admitir, eu era um pouco. Agora Alice me puxava com mais velocidade, me guiando em um ziguezague continuo.
- No fim do dia você vai me agradecer por tudo isso, Renesmee! – Que garota convencida!
- E para que essa droga de pano?
- Você realmente ia achar que eu ia... – tinha me esquecido completamente que Alice não sabia do meu conhecimento sobre a festa surpresa, mas àquela altura tudo já estava meio óbvio, ela não percebia? -... deixar você ver a... o presente! – depois de muito esforço, ela conseguiu encontrar uma desculpa. Eu iria fingir que acreditava, era melhor, não queria ver ela - e muito menos Rose - ter uma verdadeira crise.
- Está certo. E para onde eu estou indo?
- Pra casa. – eu estava achando um caminho muito longo. Pelo que eu me lembrava a entrada da propriedade não era tão longe da casa. Bom, eu deveria considerar que geralmente andávamos a 150 km/h, tanto a pé como de carro para chegar até lá.
- Mas eu não podia simplesmente deixar o carro em frente à garagem? Seria bem mais fácil do que me rebocar? – ela me puxava cada vez mais rápido, tinha momentos que eu pensei que a intenção dela era arrancar meu braço fora.
- Não! – eu realmente não estava entendendo as idéias dela, a cada momento eu ficava mais confusa! – Agora chega de perguntas! Fique quieta pelo menos até chegarmos à porta da mansão. – não estava com a mínima vontade de discutir, nem parecia aquela Renesmee que há minutos atrás queria discutir o máximo possível com Alice. Eu havia me tornado a Renesmee "fica quieta e não discute". Eu não sei como, mas eu esquecia tão depressa dos meus sentimentos anteriores, quer dizer, eu mudava tão rápido de humor, que eu mesma me perdia comigo. Era confuso.
Acho que caminhamos por uns 10 minutos. Nossa! Nunca tinha percebido como o caminho era grandinho, não que eu estivesse cansada, foi somente uma observação. Enquanto caminhávamos durante aquele tempo todo, podia sentir aleatoriamente um calor não muito distante de mim, o que parecia ser estranho. Parecia vários Jacobs espalhados no caminho, ou uma coisa mais racional: fogos. Deveria ser algum tipo de decoração que Alice não queria que eu visse. À medida que eu fui me aproximando pude ouvir os murmúrios familiares da minha família. Rose e Esme estavam em uma discussão intensa, mas não pude ouvir com clareza o que elas estavam realmente falando. Os garotos estavam vendo, imagino que super empolgados, um jogo de baseball. Nesse momento Alice fez com que eu corresse aquelas escadas, se eu não tivesse gene vampiro em meu corpo, eu com certeza teria caído.
- Oi.
- Nessie! – Pude ouvir o grito de Rose vindo em minha direção. Em menos de 3 segundos, ela me esmagava em um abraço sufocante. Acho que às vezes ela esquecia que eu era uma das duas pessoas que necessitava respirar naquela família.
- Rose, largue-a. Temos muito trabalho para fazer! – disse Alice em um tom autoritário, dando ênfase a palavra muito, isso me deixou nervosa. Mas, instantaneamente, pude sentir uma onda de tranqüilidade.
- Jasper! – falei.
- Desculpe Nessie, só achava que você queria relaxar um pouco. – disse ele em um tom inocente.
- Mas até que seria bom se você fiasse por perto hoje... – ele era minha solução de alivio nesse dia.
- Não, ele não precisa. – disse Alice a ele – nós temos que começar de uma vez, senão, não terminaremos hoje!
- Alice... – Esme, sempre me apoiando.
- Não, tem razão Alice! – disse Rosalie.
- Deixem de exagerar as duas, Renesmee é linda. – falou minha mãe em um tom orgulhoso. Era bom saber que tinha bastante pessoas me apoiando.
- É, os pais sempre acham isso! Não que você não seja bonita, Ness, mas sabe como é, não dá para você simplesmente ficar de calça jeans! – me diz, qual era o momento para se usar uma calça jeans? Para Alice esse momento nunca deveria de existir para mim. Eu deveria sempre usar vestidos, shorts, menos um velho jeans comprido.
- Anda vamos subir! – disse Rose, qual era a pressa?
- Dá para, por favor, tirarem esse pano sufocante do meu rosto? – falei autoritária, mas não adiantou muita coisa. Pude ouvir a risadinha de Edward. Claro, não era com ele, por isso era engraçado.
- Desculpa filha. – disse Edward. Ninguém parecia ter prestado atenção no pedido de desculpas, todos já estavam acostumados.
- Não! Somente quando chegarmos lá em cima! – eu tinha um limite de paciência, e dessa vez eu não teria piedade de Alice, nem que ela fizesse um biquinho!
Em dois segundos pude sentir dois braços fortes me pegarem no colo como se eu fosse um bebê...
- Emmett?
- Oi!
- Até você está metido nessa loucura?
- Sabe, eu adoro me divertir, e hoje é uma grande oportunidade!
- Não achei a graça. – nós estávamos subindo a escada, e ele bateu a minha cabeça na parede.
- Ei!
- Foi sem querer! – disse ele. Sei.
- Emmett! – gritou Edward, seguido da pergunta de minha mãe preocupada com o que havia ocorrido. Está certo que aqui ninguém precisava gritar para se ouvir, o que queria dizer que meu pai não estava nada feliz com Emmett.
- Não enche, Edward.
- Sabe que você está sujeito a levar um soco? – perguntei rindo.
- Do seu pai? Até parece! – ele deu uma grande risada. Seguida de uma risada mais assustadora vinda do andar de baixo.
- Quando finalmente você vai me largar no chão? – Parecia que estávamos passeando, eu, o bebê, ele, o pai irresponsável. No mesmo instante ele me largou, literalmente, no chão.
- Não era para ser literalmente.
- Sabe que eu tenho problemas de compreensão. – disse ele rindo.
- Só de compreensão? – o desafiei.
- Está bem, Emmett, já brincou bastante. Agora se manda! - disse Alice.
- Isso não vai ficar assim, pequena. – falou ele direcionando-se para mim com sua voz.
- Que medo, estou tremendo Emmett Cullen! – até parece, eu sempre ganhava dele.
- Anda, saí, saí – pude ouvir Rosalie atrás de Emmett, imagino que empurrando ele.
- Nossa, Rose! Senti o amor! – comentou ele, sarcástico. Em seguida eu ouvi uma forte batida. – Deu. Agora nós podemos começar.
Seguidamente pude finalmente ver cores, aquele preto estava ficando entediante. Olhei em volta, estávamos no quarto de Alice, onde mais seria? Aquele era o salão de beleza oficial da casa.
- Vou ser bem clara, - levantei-me e comecei a caminhar o mais distante possível daquelas duas loucas, caso elas quisessem me pegar a força. – o mais rápido possível, sem muita frescura do tipo penteados de horas de preparação e maquiagem que faça com que eu pareça uma palhaça. – as duas se entreolharam surpresas. O que eu havia falado de tão surpreendente?
- Como sabe o que a gente vai fazer? – perguntou Rosalie. Opa, informação demais.
- Bom... é meio óbvio, aqui, no quarto de Alice. Vocês só me trazem para cá quando querem fazer alguma coisa desse tipo comigo.
- Sei... – Rosalie me olhava desconfiada. Fala sério, eu mereço!
- Isso não importa, vem Nessie – Alice ofereceu sua mão – Vamos? – dei a mão a ela, hoje eu não teria muitas opções. Ela colocou-me em uma cadeira giratória, como aquelas dos salões, em frente a sua bancada gigantesca no banheiro, completamente tomada por qualquer produto imaginável de beleza. Para que uma vampira precisava de tudo isso, ela não era suficientemente linda?
- Feche os olhos, agora deixe comigo e com Rose. – Eba. Hora de virar Barbie. Só concordei em fechar meus olhos porque queria que meu surto fosse ao final de tudo, eu queria que elas tivessem um momento de felicidade. Estava disposta, naquele momento, a esquecer completamente que daqui algumas horas eu teria que me deparar com um bando de gente me lançando olhares, ou até mesmo colocar, uhg, um vestido, provavelmente, rosa. Eu podia estar essa hora sentada embaixo da árvore, com minha cabeça recostada no peito quente de Jacob. Eu podia estar tocando seus lábios nesse exato momento, mas como sempre nós tínhamos escolhido o certo, e não o que a gente queria. Isso incomodava às vezes, quer dizer, tomar decisões e ter ações pensando em minha família. Está certo, família em primeiro lugar, mas às vezes, queria poder fazer o que bem entendesse com Jacob. Queria poder beijar ele, passar os limites, sem ter que cuidar se algum vampiro não vasculhava a minha mente ou algum parente não estava ouvindo o que eu fazia. Consequências de uma família de vampiros, eu sei, mas certos vampiros deviam aceitar que eu já tinha crescido e que já era bem grandinha para saber o que eu queria.
Grandinha. Eu ri mentalmente com essa palavra. Eu sempre fui grandinha. Tive um curto momento da minha eternidade para ser realmente uma criança, mas ao mesmo tempo, não sei se foi realmente uma infância. Eu brincava com Jacob, mas era só. Nunca reclamei dessas horas, mas era estranho, eu acho que eu era o único ser racional nesse mundo que não tinha convivido com crianças. Eu sempre convivi com adultos, não tinha como ser verdadeiramente uma criança, e também nunca fiz muita questão disso. Era estranho olhar nesse ponto de vista a minha vivencia até esse momento, nunca tinha pensado dessa maneira, analisado nesse ângulo. Sempre soube que não tive uma vida considerada normal para os padrões gerais, mas pensei como seria então no momento que eu convivesse com outros humanos, diferentes daqueles que eu conhecia. Porque na realidade, nunca tinha convivido com humanos que não fossem lobisomens ou pessoas que não soubessem da verdade, que eu era diferente de todos. Como seria no momento em que eu fosse colocar a prova meu autocontrole em relação ao sangue e meu poder extra? Com o bando de La Push era diferente, com Jacob era diferente. Eles tinham sangue correndo pelas veias, mas não com cheiros tão atraentes e todos sabiam do meu diferente dom quando eu os tocava acidentalmente. Como seria em um lugar totalmente fechado, sem circular uma corrente de vento, ou ter que tocar em varias pessoas em um jogo na educação física, por exemplo? O que eu iria falar quando alguém visse um pensamento meu em sua mente? Comecei a duvidar de mim mesma se era certo eu ir para um colégio em Oxford. Estava começando a levantar a hipótese de que não era bom arriscar...
- Pronto! - Levei um susto quando Rosalie exclamou toda animada, eu estava completamente perdida em meus pensamentos. Tinha me esquecido completamente das mãos das duas trabalhando em meu cabelo e no meu rosto. Nem fazia ideia de quanto tempo havia passado desde o momento em que eu havia sentado ali. Minutos? Horas? Não faço a mínima ideia!
- Pode abrir os olhos Renesmee – Alice só pronunciava meu nome por completo quando havia algo muito especial acontecendo. Fiquei com medo.
Ela girou a cadeira e eu abri meus olhos vagarosamente. Quando me deparei com o espelho não acreditava no que eu visualizava diante dos meus olhos. Era eu? Uma garota de olhos cor de chocolate tinha uma leve sombra lilás degrade sob suas pálpebras, sua pele branca contrastava perfeitamente com suas bochechas levemente coradas com o blush rosado e seus lábios cheios e brilhantes com um rosa delicado. O cabelo bronze da garota tinha sido puxado em um coque incompleto, o que fazia com que seus cachos caíssem sobre seus ombros por trás das orelhas e mechas saíssem do próprio coque. A franja caía graciosa na frente do seu rosto no lado direito e uma flor feita com pequenas pedrinhas estava presa na lateral do mesmo lado. Olhei mais atenciosamente o espelho, era... Eu?!
- Então? – Rosalie perguntou olhando-me nos olhos através do espelho.
- E... eu não sei... o que dizer. – eu me tocava levemente na face, não dava para acreditar que era eu!
- Só responda sim ou não. Odiou? – Alice estava meio receosa com a minha reação, eu dava motivos a ela. Eu era uma caixa de surpresas, mudava rapidamente de humor.
- Não. – respondi ainda incrédula.
- Não, eu gostei ou, não, odiei. – realmente elas ainda não tinham acreditado que eu estava pasma, devido eu ainda não acreditar que aquela criatura bonita e espantada no espelho era eu.
- A primeira opção. – não estava boa em construir frases.
- Não, eu gostei? – perguntou ela novamente. Rose deu uma tapa ela, até ela já estava ficando irritada com a repetitiva pergunta de Alice.
- Alice, ela adorou! – Rose virou para Alice e chacoalhou seus ombros. Elas não paravam de gritar e pular, eu achava que elas iriam morrer, claro que não literalmente.
- O que houve? – Minha mãe entrou desesperada no banheiro, mas quando ela parou e olhou para meu reflexo, parecia que ela iria chorar. Gente, será que eu era a única que sabia se controlar? – Filha,... você está... linda! – disse ela se aproximando e me puxando levemente pela mão, fazendo me levantar da cadeira. – Você sempre foi linda, mas hoje... eu não consigo arrumar palavras para descrever!
- Mãe, não exagera!
- Não estou exagerando! – ela olhou para Rose e Alice, que ainda sorriam exageradamente – Realmente acha que eu é que estou exagerando?! – está certo, elas haviam exagerado – Vocês quase me fizeram ter um treco! – Ela olhou para as duas escandalosas.
- Bella, não é sempre que Nessie aceita de bom grado algo que a gente faz nela. – estirei a língua para Alice. – Além do mais, ela ficou deslumbrante! – era exagero, mas eu tinha que concordar, eu estava linda.
- Bella, segure Edward! – Falou Rosalie rapidamente. Ela saiu correndo, meu pai estava subindo as escadas.
- Por quê? – perguntei.
- Ele não pode te ver! – Disse Rose como se eu estivesse deixando escapar algo muito óbvio.
- Como assim? Mas ele já me viu! Esqueceu, leitor de mentes ambulante?! Além do mais, eu não vou me casar nem nada do tipo, para que ficar fazendo mistério? Dá azar?
- Ver na mente é diferente de ver ao vivo. – Alice viajou legal nessa – E você fala como se hoje fosse um dia insignificante!
- E é! É um aniversário como milhares que eu terei daqui para frente na eternidade, milhares de dezesseis anos!
- Alice, ignora. Ela vai agradecer de joelhos depois da festa. – cara, a Rosalie era convencida! E elas nem perceberam que mencionaram na festa, então não precisaria fazer uma encenação que eu estava planejando fazer.
- Deu! – disse minha mãe entrando com um sorriso no rosto. Ela não tirava os olhos de mim. – O que eu posso ajudar garotas?
- Acho que nada Bella, vamos colocar o vestido e ela está pronta. Já chegaram? – perguntou Alice empolgada.
- Sim, Jacob trouxe quem estava faltando – o nome dele fez meu coração pular. Parecia até que eu iria casar com ele. De repente minhas mãos suavam e meu coração ficava acelerado cada vez mais, juntamente com a minha respiração que também ficava rápida.
- Renesmee, querida o que houve? – perguntou Bella acariciando meu rosto, preocupada.
- Você ainda pergunta Bella! É óbvio que ela ficou desse jeito porque você mencionou o nome daquele vira-lata. – Rosalie não tinha piedade nem nesses momentos!
- Rose, agora não! – alertou Alice.
- Filha...
- Estou bem mãe, foi só um ataque repentino. – Eu não sabia ao certo porque eu havia ficado daquele jeito, insegurança talvez. Mas pelo o que Jake iria achar de mim? Isso era ridículo, não era?
- Tem certeza? – eu realmente tinha assustado Bella.
- Sim Isabella, eu estou bem. – eu sempre falava o seu nome completo para dar ênfase, ela sabia disso, sabia que eu não estava mentindo.
- Tudo bem, mas qualquer coisa me chame. – disse ela acariciando meu rosto.
- Pode deixar Bella, relaxe. Como Nessie disse, um ataque repentino de pânico. Ela está com medo da reação de Jacob. – Alice deu uma risadinha. Sinceramente, não estava achando a graça.
- Acalme-se Renesmee, você está incrivelmente linda! – Bella me beijou na testa e acariciou minha face delicadamente novamente. Ela saiu do cômodo, queria que ela ficasse, ela sabia me tranqüilizar. Na realidade, meu pânico não foi só por causa de Jacob, isso só foi grande parte do meu desespero. O que me deixou ainda mais apavorada foi quando ela disse "Jacob trouxe quem estava faltando", "quem estava faltando", Tradução: muitas pessoas esperando-me na sala, centenas delas, gente que eu aposto que nem conhecia. Está certo, respira, respira, respira.
- Nessie! – Chamou-me Alice fazendo que eu me desconcentrasse da minha sequência.
- Que?
- Vamos colocar o vestido?
- Hãm.
- Rose, ajude-a a se movimentar enquanto eu pego o vestido no closet. – Rosalie pegou delicadamente na minha mão esquerda e me puxou até a cama inútil de Alice e Jasper, quer dizer, eu achava que era inutilizada. Pude ouvir os passos de Alice saindo do closet, e quando ela saiu do closet, eu juro que minha boca se abriu levemente. Aquele era meu vestido?
- Então? – Perguntou-me Rosalie ansiosa.
- Esse é meu vestido?
Ele em um tom creme, tomara-que-caia formando um oito. Era incrível o bordado, não era nada chamativo, era da mesma cor do vestido, um pouco mais claro, que caía em uma camada fina de seda sobre a saia volumosa que ia até o chão. O mesmo bordado se encontrava no corpete do vestido, que o deixava delicado. Ainda na saia, havia um tecido muito fino que eu não consegui identificar, mas muito delicado, que franzia como uma cascata até um pouco antes da barra do vestido. Ele era lindo!
- Ainda não respondeu a minha pergunta! – disse Alice impaciente.
- Ela precisa realmente responder? – perguntou Rosalie a Alice – Olha a boquinha aberta dela que você já encontra a resposta. – LEGAL, ela estava rindo da minha cara. E eu estava com a minha boca aberta? Eu não estava me reconhecendo hoje! – Agora para de babar e veste o vestido, você não vai ficar somente olhando! – agora as duas me puxavam pelo braço, porque eu não tinha nenhuma reação. Não era todo dia que eu ficava paralisada por causa de uma roupa!
Comecei a colocá-lo e tirei a conclusão que eu não iria sair daquele quarto hoje. Aquele vestido era mais complicado de colocar que uma fantasia de porquinho! Para completar, o vestido não podia tocar a maquiagem nem o cabelo, então era uma constante manobra para desviar desses obstáculos. Parei de contar os minutos depois que passou dos 8, mas acho que ficamos uns 15 tentando me deixar, ou melhor, tentando deixar o vestido perfeito. Juro que depois dessa não quero ver um vestido tão complicado de colocar pelo resto da eternidade!
- Pronto! – Alice só faltava pular de tanta felicidade. Nunca tinha visto seus olhos brilharem tanto que nem aquele momento. Eu estava tão impressionante assim? Eu estava começando a ficar com medo de me olhar no espelho, o que é bonito para Alice, geralmente não é muito agradável para mim.
- Renesmee, você está perfeitamente linda! – falou Rose.
- Isso existe? – quer dizer, alguém podia ser perfeitamente lindo, alguém como eu?
- Você acha que a gente está exagerando? – perguntou Alice incrédula, arrastando-me até seu grande espelho no closet com Rosalie colocando levemente suas mãos sob meus olhos, que "pessoas" empolgadas!
Não querendo me achar poderosa ou o ser mais belo da face da Terra, mas quando Rosalie tirou as mãos dos meus olhos... Nossa! Eu estava realmente linda! Não eram todos os dias que eu me olhava no espelho e pensava a mesma coisa, para ser sincera comigo mesma, quase nunca eu me olhava no espelho e me achava tão linda quanto eu estava me achando agora. Como elas conseguiram fazer aquilo? Parecia um milagre divino.
- Incrível! – Foi o que bastou para as duas darem aquele mesmo chilique louco de anteriormente.
- Espere todo mundo te ver! – os olhos de Alice brilhavam.
- Todo mundo? – o pânico de meia-hora atrás estava voltando.
- O que houve Ness? – agora parecia que Rosalie estava mesmo preocupada comigo.
- Quantas pessoas têm realmente lá embaixo? – perguntei. As duas se entreolharam, não sabendo o que responder.
- Bom... – Alice começou – digamos que... – ela pigarreou – umas... 150.
Meus olhos arregalaram-se, eu não sentia minhas pernas.
- 150... 150 pessoas! – gritei alto demais, mas o pânico tinha tomado conta de mim. Cadê Jasper nesses momentos? Como eu iria aparecer em frente a 150 pessoas? 150! Eu não conhecia tudo isso, de onde tinha aparecido tanta gente. Gente...
- Dentre as 150, quantas não são normais? – isso era o mais importante.
- Digamos que... 135 não são normais. – Disse Rosalie com um sorrisinho, tentando amenizar a situação. 135!
- Vocês fumaram alguma droga forte! 15 pessoas para a refeição! Legal, meu aniversário vai ter um buffet especial para vampiros, vários tipos de sangues disponíveis...
- Calma Renesmee Carlie Cullen! – Alice me sacudiu pelos ombros com seu grito assustador. – Respira. Está tudo sob controle...
- Como pode estar tudo sobre controle, se tem vários vampiros no andar debaixo sedentos de sangue! – Rosalie me deu um beliscão exageradamente forte no meu braço. – Aí!
- Obrigada Rose. – agradeceu Alice.
- De nada, quando precisar de um controle especializado em garotas histéricas, é só chamar. – eu histérica, olha quem falando! Ela ia ver...
- Renesmee, preste atenção. Está tudo sob controle – Alice ainda me segura nos ombros e falava devagar, como se eu estivesse com alguma dificuldade de interpretação. – Os únicos humanos normais lá embaixo são Charlie e as namoradas e esposas dos lobisomens. Eu já avisei aos vampiros e organizei tudo para ser o mais ventilado possível. Pare, por favor, com qualquer crise, se não vou ter que refazer toda a maquiagem novamente.
- Está bem, mas isso não muda meu outro pânico. 150 convidados é muito! Vocês querem que eu desmaie?
- Isso que Alice não convidou toda a lista! – falou Rose divertida. Toda lista, tinha mais?
- Pare Rose! Nessie acalma, desse jeito você vai acabar estragando a maquiagem. – a maquiagem! Estava mais preocupada com o povo que estava lá embaixo. – Pense em Jacob, o que ele vai pensar se te ver desse jeito?
- Não ajudou Alice – disse Rosalie. Não precisava ler mentes para saber que naquele momento mencionar o nome dele me fazia ficar mais nervosa. Que coisa tola!
- Está certo, não pense em Jacob. Pense... que se você borrar a maquiagem, você vai ter que ficar aqui mais uma hora. – ótimo motivo, não queria ficar mais nenhum segundo com as duas me torturando. – Viu! Funcionou. Agora você tem mais quinze minutos para a gente começar.
- Como? – perguntei em pânico.
- Quinze minutos para você descer as escadas. – ela não estava tentado me acalmar?
- Alice, cale a boca! A gente tinha acabado de acalmá-la – Rose deu um tapa em Alice irritada. – Nessie, é só uma festa – ela aproximou-se de mim, acariciando meus braços, Rosalie tinha mais pratica de me controlar em meus surtos idiotas do que Alice, ela era como Bella, sabia me colocar no lugar. Instinto materno, acho. – Você só vai ter que descer as escadas, cumprimentar os convidados, receber os presentes e depois disso você pode fazer o que quiser. – pude ver a boca de Alice abrir-se para contra-atacar, mas Rosalie foi mais rápida. – se quiser sair com Jacob, pode sair. – para tudo! Rosalie dizendo que eu ia poder ficar sozinha com Jacob? Se eu não tivesse uma audição tão aguçada, eu iria achar que estaria tendo uma ilusão auditiva.
- Tem certeza? – perguntou Alice, tão incrédula quanto eu.
- Claro. – Emmett deu algo para ela fumar, e pelo jeito era coisa forte.
Ouvi uma leve batida na porta e pude ver Edward entrar, lindo como sempre com um smoking preto. Ele me olhou e deu um grande sorriso, até parecia que ele estava olhando uma filha recém-nascida, pois seus olhos brilhavam daquele mesmo jeito quando ele me segurou pela primeira vez.
- Tem razão, filha. Só me lembro de ter me sentido assim quando eu a olhei pela primeira vez. – ele veio em minha direção e me abraçou. – Você está fabulosa! – ele acariciou minha cabeça.
- Edward, vai estragar o cabelo! – Gritou Alice.
- Poupe-me Alice. – disse ele divertido – Ela continuaria linda.
- Pai, pare de me elogiar!
- Não entendo. Fico bravo, e você não gosta, fico feliz, e você não gosta – disse ele afastando-se de mim, dando uma risadinha calorosa.
- Adolescentes, Edward. – falou Rosalie debochada. Adolescente. Eu já era adulta!
- É... – disse ele pensativo. – Por favor, Alice. – Demorei um pouco para entender que aquilo era uma resposta aos pensamentos de Alice, pois logo em seguida ela saía puxando Rosalie para fora do quarto enquanto eu o seguia para fora do banheiro.
- Pai?
- Renesmee... – ele estava de costas para mim e iria falar algo muito importante, era só nesses momentos que ele pronunciava meu nome por completo. Espero que não seja nada relacionado a responsabilidade sex...
- Não. – respondeu ele – Quer dizer, quase. – quase? Ele virou-se para me olhar. Eu não precisava falar sobre esse assunto antes do meu aniversario. – Sei que não, mas... eu não quero que fique zangada, mas... eu estava escutando seus pensamentos... – ele sempre escutava os pensamentos de todo mundo – Eu sei, mas dessa vez foi porque eu quis. – ele entrou na minha mente?! Para que? – Ultimamente, eu percebi que, bom... você... e Jacob... estão ficando... hãm... mais próximos. – o que ele quis dizer com isso? – Quis dizer que... quando eu estava te escutando... não que eu quisesse me meter na sua vida... – ele estava começando a enrolar demais. Seus olhos demonstravam tensão e ele não parava de mexer as mãos.
- Renesmee, eu entrei em sua cabeça porque eu achava que você e Jacob já... – ele não precisava nem mais concluir a frase. Eu não acredito! Você não confia em mim! Está certo, há quatro anos eu passo às vezes do limite, e que eu tenho vontade, tenho, mas eu nunca fiz! Embora eu ache que toda essa tolice de regras seja estúpida!
- Eu sei Nessie, estou passando dos meus limites. Mas não era sobre exatamente isso que eu queria falar. – eu sinceramente já tinha perdido a vontade de conversar. – Por favor, posso terminar? – Pediu ele suplicante. O que eu ia dizer? Ele estava dentro da minha cabeça, querendo ou não eu iria responder e ouvir involuntariamente. – Obrigado, prometo que no final não vai ser ruim. – mas ainda tinha o inicio e o meio. Ele me encarou com uma mistura de sentimentos no seu olhar.
- Nessie, você está certa. – estou? – Sim, está. Quer dizer, ultimamente eu não tenho deixado você... viver. Só acho que você não está crescida o bastante para isso.
- Eu ainda não consegui ligar as coisas, pai. O que você está querendo dizer?
- O que eu estou querendo dizer Renesmee é que... – ele fez uma pequena pausa, parecia que o que ele iria falar estava sendo difícil para ele. – Quando você pensou que certos vampiros já deviam aceitar que eu tinha crescido, eu encarei como uma indireta, e... você está certa. – eu não estava entendendo nada! Desde os meus oficiais catorze anos, ele entrava na minha mente, infernizava, não no sentido literal, eu e Jacob. Jacob vivia sobre ameaças constantes de perder os dentes se me agarrasse, e agora, era isso? Com meus simples e vagos pensamentos de uma hora atrás ele tinha mudado de ideia? Eu já tinha tido essa ideia, mas nunca funcionou, porque, é claro, ele sabia antes de eu começar a botar o meu plano em pratica. Será que era por causa do clima do meu aniversario? Meu presente?
- Não mudei de ideia da noite pro dia – disse ele sorrindo dos meus pensamentos confusos – eu tenho, ultimamente, falando muito com sua mãe. – Sobre eu e Jacob e nossa futura...
- Nossa! – foi o que eu consegui dizer. Eles falando sobre isso, e eu estava no assunto.
- Acredite, é tão desagradável quanto você pensa.
- Então, deixa eu ver se eu entendi. – eu ainda encaixava as peças – Você está querendo dizer que... eu e Jacob estamos liberados de qualquer supervisão?
- Isso, desde que ajam com prudência. – disse ele com uma expressão suave. Quer dizer, toda vez que tocávamos nesse assunto, sempre havia uma discórdia. – Acredite, para mim está sendo muito estranho também. – disse ele sorrindo.
- Sem qualquer supervisão mental?
- Nenhuma.
- Sem nenhum comentário insinuador?
- Da minha parte sim, agora você tem que negociar com Emmett. – Emmett era um grande problema para a família, quando se tratava desse assunto, ele não poupava ninguém.
- Sem nenhuma ameaça de morte contra Jacob?
- Sabe que ninguém faria isso, Nessie. – eu conheço alguém que teria o prazer de fazer isso.
- Sabe que Rose não seria capaz. – é, talvez. Eu ainda não tinha me acostumado com essa mudança repentina. Depois de 2 anos, não achava que seria tão... calma a reação do meu pai. Quer dizer,eu esperava até os 18.
- Então? Vamos descer? – perguntou ele interrompendo os meus pensamentos. Jacob já sabia?
- Não. Acho que você deve dar a notícia para ele depois. – disse ele sorrindo. Estranho. – Preparada?
- Pra que?
- Para a entrada triunfal. – disse ele rindo, ele sabia que tanto eu, quanto Bella odiávamos isso.
- Sabe que não. – mas mesmo assim ele ofereceu o seu braço para mim segurar. Segurei. Nada demais poderia acontecer, graças a minha genética vampiristica, eu com certeza não tropeçaria, como eu não estava com nenhum sapato ridículo que Alice comprou. Rosalie foi caridosa comigo e comprou algo confortável, e por incrível que pareça, de acordo com as rígidas leis de Alice, o que foi um grande alívio para mim.
Edward foi me guiando pelo corredor do primeiro andar, onde se localizava o quarto de Alice, e parou diante a escada, olhando e sorrindo para mim.
- Você está linda, filha.
- Obrigada, pai. – podia ouvir sussurros no andar de baixo, sussurros que me deixavam nervosa. Edward começou a descer as escadas, mas minhas pernas não obedeciam.
- Filha, temos que descer. – disse ele o mais baixo possível, mas mesmo assim pude ouvir que Emmett pode ouvir, pois ele não deixou de dar uma risadinha. Comecei bem.
Eu sei, pensei. Mas, eu não consigo!
- Renesmee... – ele se aproximou ainda mais. Embora Edward fosse mais alto do que eu, o degrau de diferença entre nós não me deixava mais alta do que ele. – não precisa ficar nervosa. – disse o mais possivelmente baixo que ele pode.
Está certo, mas se eu desmaiar, me segure.
- Sabe que eu nunca te soltaria. – disse ele com um sorriso que me fez acalmar, ou era influência de Jasper?
- Não é ele. – respondeu Edward.
Finalmente consegui movimentar minhas pernas, descendo aqueles degraus lentamente, para poder absorver as coisas devagar. Cheguei em um ponto no qual pude ver todos aqueles que estavam na sala esperando ansiosos por minha entrada triunfal.
Desculpe por qualquer erro não detectado no capítulo.
Tentarei postar o quarto o mais breve possivel. O botão verde é amigo de todos! Bjoooo
Obs:Obrigadinha novamente Thawarinha pelas revisões!
