Acordei naquela manhã, e eu estava meio nervosa. Peguei minhas coisas que ia precisar para esses dias na casa do meu namorado e coloquei todas dentro de uma bolsa, com impaciência.
Quando abri a porta do meu quarto para ir para o café, Draco estava me esperando, com cara de tédio, encostado na porta de seu próprio quarto.
- A Bela adormecida acordou sozinha então – ele disse – eu já estava achando que ia precisar beijá-la para você acordar.
- Bom... – eu disse maliciosa – não seria má idéia.
Ele riu, fomos tomar café e depois embarcamos no trem. Eu fiz de tudo para que ele não percebesse a minha tensão e se ele percebeu felizmente não perguntou nada. Eu não sabia como ele estava tão calmo. Chegar na casa dele com uma namorada grifinória, sangue ruim e melhor amiga de Harry Potter era a mesma coisa que eu chegar na minha casa com um cara 20 anos mais velho que eu, com tatuagens por todo o corpo, sem emprego fixo e amante da maconha. Minha mãe ia me picar em pedacinhos.
Após chegarmos a estação, Draco disse que aparataríamos em frente a casa dele. Ele segurou minhas mãos e nós fomos. A mansão era ainda mais espetacular de dia. Passado o imenso portão de ferro trabalhado, no final do largo caminho estava ela. Entramos. O hall de entrada onde eu já estivera uma vez era mal iluminado e bem docorado. Tinha o chão quase coberto por um lindo tapete.
Draco abriu uma porta de madeira com a maçaneta de bronze. Entrei. Era a maior sala de jantar que eu já tinha visto na vida. A mesa era imensa dois lustres magníficos pendiam no teto. A sala era mal iluminada como o restante da casa e também contava com uma grande lareira. Draco se encaminhou até a mesa e puxou a cadeira que estava adireita da cadeira da ponta fazendo um gesto para que eu me sentasse. Ele se sentou na cadeira da ponta. Olhou para mim e me estendeu a mão que eu segurei nervosa. Onde estaria a mãe dele?
- Nós estamos sentados nos nossos lugares de direito. – Draco disse – Eu como dono da casa e você como minha esposa, uma legitima senhora Malfoy.
Senhora Malfoy? Draco estava me pedindo em casamento na mesa de jantar? Eu ri com o pensamento. E então uma Elfa domestica apareceu.
- Jantar para mim e a minha convidada, Jude. – Draco disse.
Jude, a Elfa, saiu apressada sem reparar muito em mim. Fiquei feliz que ela não tivesse o mesmo tipo de reação que o Monstro tinha. De qualquer forma, Draco podia simplesmente ter proibido a pobre Elfa de expressar sua opinião a meu respeito. Eu não ia ficar pensando sobre isso.
Jantamos, a comida estava realmente boa, assim que acabamos de comer Draco chamou Jude novamente e perguntou:
- O Quarto de Srta. Granger está preparado conforme o que eu solicitei?
- Sim, Sr. Malfoy. – Respondeu Jude, respeitosamente.
- O Quarto escolhido foi próximo ao meu? – ele disse.
- Sim, Sr. Malfoy – Jude respondeu contendo um sorrisinho.
Draco me acompanhou até o que seria o meu quarto. Ele ficava na parte direita da casa, no fim de um corredor. Draco apontou o quarto ao lado.
- Esse é o meu. – ele disse – Agora, Hermione, feche os olhos.
Eu os fechei e Draco me puxou para dentro do quarto. Ouvi a porta bater atrás de mim. Draco soltou as minhas mãos e disse:
- Abra os olhos.
Eu abri e era a coisa mais linda do mundo. O quarto era imenso, as paredes estavam todas cobertas por um carpete dourado claro. A cama era alta e enorme, caberia toda a grifinória e a sonserina ali. A roupa de cama era vermelha e havia também uma lareira. Na parede, logo a cima dela, havia um grande símbolo da Grifinória. Havia uma mesa com pergaminho, espaço para livros e alguns porta retratos de moldura vermelha. No primeiro havia uma foto do trio de ouro no segundo ano, nós estávamos abraçados, Harry, eu e Rony. No segundo havia uma foto no quinto ano, depois de um encontro a Armada de Dumbledore. Nessa foto constava todo o sexteto de prata: Neville, Luna, Gina, Harry, Rony e eu. Onde Draco tinha conseguido aquelas fotos? No ultimo havia uma foto minha com Draco que foi tirada há poucas semanas, nós estávamos sentados perto do lago e Luna estava tirando fotos da escola inteira. Havia ainda duas poltronas vermelhas perto da lareira com uma mesinha de chão entre elas. Uma porta estava no canto oposto do quarto e nos levava a um banheiro imenso com uma grande banheira.
- Draco – eu disse, realmente emocionada – Você fez tudo isso para mim?
- Na verdade foi a Jude – ele disse, rindo.
- Você entendeu o que eu quis dizer. – eu disse, já jogando meus braços em volta dele e o puxando para mim, quando eu me preparava para beijá-lo uma figura loira, muito alta, com vestes azuis muito elegantes parou a porta.
- Mãe? – Draco disse, e eu me soltei dele com rapidez.
- Draco querido – ela disse sem me dirigir a palavra ou olhar para mim – Vá dormir logo, amanha seu pai vai estar aqui. Deixaram que ele viesse no natal...com... algumas condições. Também receberemos alguns amigos para a ceia.
E Narcisa sumiu. Draco me olhava como quem se desculpa. Depositei um beijo em seus lábios. Eu não ia magoá-lo e nem preocupá-lo.
- Vá dormir meu amor. – eu disse com um sorriso ensaiado.
Draco se foi do "meu" quarto e eu larguei o corpo na cama, poré, não por muito tempo. A impressão que eu tive é que Narcisa estava apenas esperando que Draco fosse para seu quarto para vir falar comigo porque ouvi logo batidas na porta e quando abri pensando que fosse Draco, lá estava ela.
