Capítulo 3.: All Good Things
'Wondering if I'll stay
Young and restless
Living this way I stress less'
Scorpius fechou o notebook quando ouviu a batida na porta. Rose estava segurando uma maletinha e Zoe, com o mesmo gorro rosa de sempre, ergueu sua cabeça para exclamar admirada:
– Uau!
Ela ultrapassou Scorpius para correr pelo apartamento dele em direção ao sofá de couro branco. Rose abanou a cabeça.
– Aqui está – ela disse, entregando-lhe a maletinha. – São os lápis dela. Não vive sem eles.
– Sério?
Tal mãe, tal filha.
– Zoe, não pule em cima do sofá!
– Tudo bem – Scorpius falou, observando Zoe ignorar Rose e continuar pulando no sofá.
– Então acha que consegue fazer isso? – perguntou Rose. – Ficar com ela por algumas horas?
– Você me subestima, não é?
– Muito – disse sincera. – Ei, menininha, não vai falar tchau pra mim?
Pulando, Zoe ergueu o braço e fez um tchau. Afinal, via sua mamãe todos os dias.
– Eu preciso ajeitar algumas coisas no novo apartamento – explicou Rose, voltando-se para Scorpius. – Correria de viagem.
– Sem problemas. Tirei o dia de folga hoje.
Zoe deu um pulo alto para sair do sofá. Correu até Rose e deixou que a beijasse no rosto.
– Não se comporte, hein? – brincou Rose. – Dê muito, muito, muito trabalho a ele. – Ergueu os olhos para Scorpius. – Ligo mais tarde para saber se estão vivos.
– Não se preocupe com a gente – ele garantiu.
Quando Rose foi embora, depois de deixar algumas coisas especificadas, Scorpius fechou a porta do apartamento e andou até o sofá, onde Zoe correu se deitar. A filha virou o rosto sorridente para ele. Já tinha ligado a televisão e colocado no canal de desenho. Garotinha independente.
– Quer conhecer o restante do castelo?
Scorpius mostrou o loft para sua filha. Na cozinha, Zoe disse:
– Não é melhor esconder as facas? Mamãe diz que elas são perigosas. Diz que posso me machucar se pegá-las.
– Você é uma garota esperta – disse Scorpius, preparando um milk-shake para ela, que estava empoleirada no balcão. – Por que vai tentar pegar uma faca se sabe que pode se machucar?
Zoe sorriu mostrando os dentes brancos. Scorpius segurou o queixo dela, quando viu que dois já tinham caído. Os de baixo.
– Então não tem com o que se preocupar.
– Legal – ela disse. – Quer ver a minha cicatriz?
– Tem uma cicatriz?
– Bem aqui!
Ela sentou no chão da cozinha, tirou os sapatos e as meias para mostrar a Scorpius a cicatriz que ela tinha na sola do pé.
– O que aconteceu aí?
– Uma vez o Paul levou a gente para conhecer uma cachoeira e eu raspei o pé bem na pedra.
Na sala, enquanto se entretinham com uma corrida de Mario Kart no vídeo-game, Zoe parou de falar sobre seus inúmeros assuntos e Scorpius se viu na oportunidade de dizer:
– O Paul parece ser um cara legal.
– Ele é – disse vidrada na corrida. Estava inclinando o corpo enquanto fazia a curva com o carro da Princesa, no lado errado da pista, mas ela nem se dava conta.
– Você gosta dele?
– Do Paul? Mamãe gosta dele.
– E você?
– Eu gosto dele – ela disse. – Mas às vezes eu acho que ele quer muito que eu goste dele.
– E isso é ruim?
– Eu acho que ele vai pedir a minha mãe em casamento.
– Por que você acha isso? – ele tirou os olhos da tela e observou o perfil do rosto de Zoe. O nariz tão semelhante ao de Rose.
– Ele está quase morando com a gente.
– Ele está...
Teve a sensação de que um estranho estava roubando sua filha dele. O pior de tudo?
A culpa era dele e somente dele.
Mas cada um faz as escolhas da vida. Scorpius fez a dele. Valeria a pena se arrepender agora?
– Tenho um presente para você – Scorpius finalmente disse e Zoe olhou.
– Um presente?
Então se levantou do sofá para buscar o presente em seu quarto. Era uma maleta preta. Dentro continha dois walkie-talkies do tamanho de um copinho. Entregou um deles para a mão dela.
– Você não vai mais precisar pegar o celular da sua mãe para falar comigo.
– Legal! – ela disse, observando o objeto. – Eu posso falar com você a hora que eu quiser?
– Sim. É só apertar esse botão aqui do lado e enquanto estiver em Londres, eu te escutarei. Vamos testar ele hoje à noite. Antes de dormir, ligue ele e fale comigo. Quer fazer isso?
– Quero!
Ela enrolou o braço no pescoço dele e o abraçou. Ainda tinha algumas horas pela frente, e Zoe soube aproveitá-las, fazendo sempre todos os tipos de perguntas curiosas, apenas se atualizando com as coisas que queria saber sobre Scorpius.
Conversando com Zoe percebeu que sua vida era entediante demais.
Contar que só trabalhava e, de noite, tentava arrumar uma mulher para não passar a noite sozinho não era uma conversa que toda criança gostaria de ouvir. Ela até disse, fazendo uma careta, quando Scorpius contou do trabalho:
– Deve ser tão chato ser adulto.
– E é, não tenha pressa – ele disse, rindo do comentário dela.
Era estranho perceber que a coisa mais emocionante que aconteceu nesses últimos meses foi perder para a filha no boliche do Wii, Zoe ficar eufórica fazendo o controle escapar de sua mão e quebrar tela da televisão a frente deles.
– Desculpa, pai!
Ele passou a mão no rosto, sem saber se ria ou ficava bravo com ela. A tela estava rachada.
– Foi sem querer, eu juro!
– Como vamos assistir aos filmes agora? – ele lamentou.
Para a sorte de Zoe, Scorpius não era nenhum pouco apegado as suas coisas materiais. No dia seguinte já podia comprar outra.
– Não se preocupe, coisinha. Eu nem gostava da televisão mesmo.
Ela sentou no sofá, triste e abalada por ter estragado a brincadeira. Depois fez uma careta e Scorpius se preocupou com a ideia de ver a filha chorar – era a imagem mais devastadora que um homem poderia ver –, mas ela apenas disse:
– Minha dor de barriga voltou.
Rapidamente levou Zoe até o banheiro. Ela fechou a porta e ficou um tempão lá dentro; Scorpius encostado no outro lado da porta, esperando.
– Tudo bem aí, Zoe?
Alguns segundos depois ele ouviu a descarga e a torneira da pia. Zoe abriu a porta, aparecendo baixinha e com o gorro torto na cabeça.
– Eu quero ir embora.
Ele olhou para a pequena. Não era como se ela estivesse odiando ficar com o pai, mas ela parecia envergonhada.
– Eu não tô bravo com você. – Scorpius se agachou e ficou na altura dos olhos dela.
– Mas eu não queria quebrar sua televisão, pai.
– Eu tive uma ideia. Já que não podemos assistir a algum filme agora, o que acha de irmos ao cinema?
– Eu quero ir embora – repetiu.
– Tem certeza?
Ela fez que sim, sem conseguir encarar os olhos de Scorpius. Não passou todos os dias ao lado da filha, mas sabia que quando uma criança estava com os olhos vermelhos era porque tinha chorado. Sem contar que Zoe fungava, mesmo não querendo mostrar ao pai que ela esteve chorando.
– Eu fiz alguma coisa errada? – perguntou mais para si mesmo do que para ela.
Que pergunta idiota. Claro que ele fez alguma coisa errada. Ele não esteve com Zoe quando ela ganhou sua primeira cicatriz; não esteve com Zoe quando ela nadou pela primeira vez sem apoio das bóias. Foi isso o que ele fez de errado.
Ligou para Rose enquanto Zoe pintava na mesa da sala, com a maletinha de lápis de cores dela.
– Rose, a Zoe quer ir embora.
– Oh. O que você fez, Scorpius?
– Nada, eu juro. Estávamos jogando e ela acabou... foi meio que um acidente. Ela quebrou a televisão.
Rose soltou um palavrão.
– Ai meu Deus, é sério?
– Relaxa. Foi culpa minha, por eu ser péssimo no Wii. Ela se empolgou porque ganhou de mim no boliche.
– Você não deixou ela ganhar, deixou? Ela percebe se você deixa ela ganhar e odeia isso.
– Não, ela realmente ganhou. Ela é ótima.
– Se tiver algo que eu possa fazer pela televisão...
– Esquece a televisão. Ela quer saber se você pode buscá-la agora.
– Eu estou enrolada aqui... hum... Eu vou ver se consigo falar com Paul para buscá-la.
– Claro. – Estava até curioso para conhecer aquele Paul. Olhou para Zoe na mesa. Estava debruçada no papel. – Ela está muito calada, Rose. E isso é estranho, porque ela é tagarela.
– O que ela está fazendo agora?
– Desenhando.
– Não é você – ela garantiu depois de um tempinho silencioso que sempre existia quando eles conversavam. – Ela fica assim quando desenha.
Ele entendeu, tendo a vaga lembrança de quando Rose também precisava de espaço para pintar um quadro. Não conversava, era apenas concentração e tinta.
O tal de Paul chegou meia hora depois para buscar Zoe. Era um cara de cabelos pretos, barba e jaqueta de couro, constantemente mascando chiclete. Nas fotos do Facebook era sorridente e simpático, mas naquele momento ele não estava sorrindo para Scorpius. Claramente não gostava de Scorpius.
Quem gostava, certo?
– Deve ser o famoso Paul – ele disse, sem erguer a mão para apertar a dele. Não tinha saco para ser educado com quem comia a mãe de sua filha.
– Ela está pronta?
Zoe guardava seus lápis na maleta enquanto os dois esperavam na entrada do apartamento, um olhando para o outro e Paul ora ou outra espiando o apartamento. Scorpius deu um beijo em Zoe e sussurrou:
– Lembre-se de testar o presente hoje.
– Fiz pra você!
Sempre ganhava desenhos da Zoe e estava quase se preocupando que não fosse ganhar naquele dia. Ficou aliviado ao recebê-lo com um sorriso no rosto.
– Tchau, pai.
Sentiu uma coisa estranha no peito quando Paul segurou os ombros dela e os dois se afastaram juntos conversando pelo corredor do andar. Scorpius fechou a porta e entrou novamente no apartamento. Ouvindo o silêncio de sempre, foi até a cozinha e grudou o desenho dela na geladeira. Era o desenho da televisão quebrada.
Sorriu. E decidiu que não ia comprar uma nova.
A pizza chegou nove horas em ponto no outro lado da cidade. Paul foi buscá-la e, quando voltou, Rose estava sentada com Zoe na mesa, as duas bem famintas. Foi um jantar simples, mas que encheu a barriga dos três depois de um dia cheio de preparos no novo apartamento. O lugar era aconchegante e bonito. A conversa fluía.
– E então o cara disse: "eu não vou escolher você" – contava Paul. – Mas está tudo bem, porque no fim ele entendeu que a banda precisa de um baterista. Então estamos revezando nas músicas.
– Vocês tentaram o cover do Kaiser Chiefs? – perguntou Rose.
– A bateria estava fora do tempo em "Ruby", mas é só o primeiro ensaio.
– Zoe quer aprender a tocar violão – contou. Paul sorriu para ela, feliz com a ideia. – Se puder um dia ter paciência com essa daqui, ela adoraria ter aulas com você.
– Ei! – Zoe protestou quando Rose puxou o gorro rosa da cabeça da filha. As duas fizeram caretas uma para outra, até que Rose se rendeu e puxou de brincadeira o nariz dela, fazendo-a rir.
– Claro que eu ensino – disse Paul, disposto. – Mas você tem que ter disciplina e muita vontade, Zoe, porque parece fácil, mas não é. Que música você quer aprender?
– Frozen!
Rose teve que rir.
– Claro que é Frozen. Quando não é Frozen, né? – exclamou Paul, girando os olhos.
– Ela sabe cantar todas as músicas mesmo. De cor.
– Acredita que o papai nunca tinha assistido antes?
Rose limpou a boca e olhou para Zoe quando ela mencionou o pai. Não teve oportunidade de perguntar como as coisas foram na casa de Scorpius, mas agora que ela mencionou precisou saber.
– O que vocês fizeram por lá?
– Não muita coisa. Conversamos bastante. Mas então eu quebrei a televisão dele.
– Eu ouvi essa história.
– Mas eu ganhei dele no boliche! Papai é horrível no boliche de vídeo-game. Deixei ele ganhar uma vez porque fiquei com pena.
– Não deixe ele saber disso – riu Rose. Paul se levantou para colocar os pratos da louça. Não participava da conversa quando Zoe falava de Scorpius, mais porque não sabia mesmo o que dizer.
Depois do jantar Rose permitiu que Zoe brincasse um pouco antes de ir para cama. Paul ajudou na cozinha com a louça e perguntou quando os dois ficaram sozinhos:
– O que o Malfoy faz?
– Ele é advogado na firma Malfoy & Zabini. Uma das melhores do país.
– E ele é bom?
– Sim. Ele vence casos fora do país, por isso viaja bastante.
– Uau.
– O quê? – disse Rose olhando para o namorado, que se encostou ao balcão e cruzou os braços.
– Eu não consigo imaginar.
– Ele é um babaca, mas é o que o faz ser tão bom no que faz. Acredite.
– Você é essa gata independente, que está sempre buscando uma aventura, e ele é esse... playboy, milionário, daqueles que vive nessa rotina sem erro. Quero dizer, viu o apartamento do cara? Você podia ver o reflexo pelo sofá. Como isso deu certo na época?
– Não deu certo – respondeu, com um riso lamentoso, massageando o pescoço. – E por que está me perguntando sobre meu ex-namorado agora?
– Porque – ele disse bastante sério, aproximando-se de Rose com as mãos na cintura da moça – ele é o pai de uma das minhas garotas preferidas. Só estou curioso.
– Eu entendo – ela disse, suspirando e depois abrindo um leve sorriso. Não tiveram leves sorrisos nas últimas horas por causa do grande impacto de voltar a cidade que não tinha sua presença desde que Zoe nasceu. – Obrigada por me ajudar hoje, Paul.
Paul beijou o ombro dela, subindo os lábios até o pescoço, provocando alguns arrepios.
– Eu gosto de ajudar – disse baixinho. – Você sabe que pode sempre contar comigo. Especialmente com a Zoe.
Os dois se beijaram. Paul quis aprofundar, apertar a nuca de Rose e deixar a língua explorar a boca dela, mas Rose se afastou um pouquinho com um sorriso. E entendendo.
– Vou colocá-la para dormir primeiro.
Foi chamar Zoe e a garota já estava dentro do quarto. Rose achou que encontraria a filha desenhando, mas ela estava deitada de ponta cabeça na cama, falando com alguém em algum walkie-talkie.
– Você gosta de chocolate?
A voz era quase inteligível no aparelho, mas sabia que era de Scorpius.
– Depende do sabor – ele respondeu. – Qual é o seu preferido?
– Chocolate!
Ouviu a risada de Scorpius saindo do aparelho.
– Então quando voltar aqui eu vou comprar um monte de chocolates pra você.
– Chop, chop, hora de dormir. – Rose entrou no quarto e Zoe pulou de susto ao ouvir a voz dela.
– A lhama caiu do telhado – a garota disse depressa para o aparelho.
– O que isso significa?
– Significa que está na hora de dormir, não é, Zoe?
– Ops. Melhor obedecer a lhama, então.
– Boa noite, papai.
– Boa noite, coisinha.
Desligou o aparelho e se enfiou embaixo da coberta quando Rose fechou as cortinas. Depois de desligar as luzes, acendeu o pequeno abajur ao lado da cama dela e sentou na margem, olhando para o rosto de Zoe. E o walkie-talkie da mão dela.
– Escovou os dentes?
– Uhum!
– Deixa eu ver.
Segurou o queixo dela quando Zoe abriu a boca e mostrou os dentes. Os dois permanentes estavam crescendo meio tortinhos.
– Muito bem – sorriu para ela. – Posso perguntar uma coisa? Está tudo bem se o Paul morar com a gente?
– Eu gosto do Paul.
– Mas está tudo bem?
– Sim – ela disse. – Ele te faz muito feliz e eu gosto que ele te faz muito feliz, mãe.
– Eu também – confessou, acariciando a bochecha dela.
– Mãe – ela chamou um tempinho depois. – Eu gostei de ver o pai hoje.
– Tenho certeza que ele também adorou te ver.
– Posso ver ele mais vezes? Agora que vamos morar aqui?
– Claro que eu não vou impedir de você vê-lo, Zoe. Eu só não quero que se decepcione caso ele não puder algumas vezes, está bem?
Ela fez que sim. Rose se inclinou e beijou a testa dela.
– Te amo – Zoe disse, como sempre dizia.
– Te amo mais – garantiu Rose.
Ela se levantou da cama e se aproximou do mural de fotos do quarto. Fotos do tio Albus, da tia Lily e do tio Hugo, como sempre, mas dessa vez Rose viu uma nova. Estava amassada, um pouco antiga, e permitiu que Rose tivesse algumas lembranças. Aquela foto foi tirada alguns anos antes de Zoe nascer, porque ela e Scorpius estavam abraçados na imagem. Sorridentes. Juntos, em algum dos inúmeros shows que foram e aproveitaram o tempo quando eram apaixonados.
Onde ela achou essa foto?
Olhou Zoe. Somente sua cabecinha era visível embaixo do edredom. A filha reparou onde a mãe estava olhando e quis muito saber:
– Você amou o papai?
– Sim – ela respondeu, porque prometeu a si mesma que nunca ia mentir quando Zoe começasse a se interessar pelos motivos dos pais não viverem juntos. – Muito.
– Por que você não ama mais?
Foi uma pergunta peculiarmente difícil. Rose só percebeu que estava demorando muito para responder quando Zoe perguntou bem baixinho:
– É por minha causa?
– O quê? Zoe, não. – Ela voltou a sentar na cama e segurar o rosto da filha. – Não diga mais isso. Eu e seu pai cometemos muitos erros, mas você não foi um deles. Você foi a melhor coisa que aconteceu entre a gente.
Não conseguiu ter certeza se Zoe ficou convencida.
– Mamãe, eu menti.
– Sobre o quê?
Ela hesitou. Era um segredo. Rose inclinou o rosto para que Zoe sussurrasse em seu ouvido:
– Eu não gosto do Paul morando com a gente.
– Ainda bem que foi honesta agora, querida – ela disse com um sorriso triste no rosto. – Não precisa mentir. Você pode me contar tudo.
– Mas eu gosto muito dele.
– Eu entendo, meu amor – ela disse. – Não está preparada para um homem na casa, eu entendo completamente. Eu vou conversar com ele, ok?
– Eu queria ter o papai em casa.
Rose se esforçou muito para não chorar, mas foi impossível não ficar com a garganta seca. Amava tanto Zoe que seu coração doía, e doía mais ainda pensar que ela não podia alcançar algumas coisas pela filha. Acariciou as pequenas maçãs do rosto pequeno de Zoe, vendo nela os olhos de Scorpius.
– Desculpe, Zoe – ela pediu baixinho.
– Não é sua culpa, mãe. O papai é muito ocupado.
Dizendo isso, Zoe fechou os olhos e se virou para dormir.
Eu sempre quis ir embora de algum lugar quando quebrava alguma coisa. hihihihi Mais um capítulo feito. Zoe finalmente mostrando interesse em saber "ué, pq meus papais não moram juntos?" Teremos tantas razões. E conheceremos elas no decorrer dos capítulos. Quem quer mais levanta o dedo e comente que comentar faz bem para a saúde da fic. Até o próximo!
