Cap. II

–O quê? – dei um meio sorriso –Você ta me dizendo que eu sou um vampiro, quem nem nas lendas, um bebedor de sangue, bom eu te pergunto doutor, você tomou algum remédio experimental? – e eu escutei "Ta, agora é a hora que ele surta" –fingi que não escutei e prossegui –E por acaso se eu sair no Sol eu frito??

–Edward, é sério, você é igual à mim e a Esme agora, e nós somos diferentes da maioria, pois nossa dieta é baseada em sangue animal...

–Pára, eu preciso ficar um pouco sozinho, é..É muita informação, e a propósito, onde foi colocado o corpo de minha mãe?

–Sua mãe foi colocada ao lado de seu pai e você precisa decidir se vai fingir a sua morte ou tentará "seguir" a sua vida humana - e eu escutei "Fique sozinho o tempo que precisar, eu também precisei, mas antes tome o que está no cálice" Assim que ela terminou de falar ela entrou no quarto com um cálice de prata polida e com ele um doce cheiro, que me enlouquecia. Devo dizer que fiquei surpreso ao constatar que era Esme "falando" comigo, o mais estranho é que ela falara nada, eu a encarei e ela estendeu o cálice, eu acenti e cheirei profundamente, quando o fiz, minha garganta queimou numa intensidade nunca antes imaginada e no reflexo minha mão apertava minha garganta, pela minha visão periférica eu vi Carlisle se aproximar de Esme e retirar o cálice da mão dela (confesso que nesse momento eu me senti igual cachorro olhando comida) e eu segui-o com a cabeça, Carlisle parecia curtir comigo, pois em seguida mudou o bendito cálice da mão e eu novamente me posicionei para pegá-lo, acho que vendo a minha nítida irritação ele me deu o cálice e sem pensar duas vezes eu bebi todo o seu conteúdo, quando acabei eu o abaixei e ao fazê-lo pude me ver refletido...

Vamos dizer assim que estavam na imagem os mesmos cabelos acobreados em total desordem, minhas feições, devo acrescentar, estavam melhoradas, mas o que me chocou foram os meus olhos, antes num tom de verde vívido, agora totalmente vermelhos, esses olhos eram olhos de um assassino, de uma pessoa sedenta...Naquele momento eu percebi o que era

–Vampiro..

Num piscar de olhos eu larguei o cálice e me lancei para fora daquele lugar, deixando-os com o eco de minha sentença, mas ainda tive tempo de escutar um sussurro:

–Deixe-o ir

–Mas, Esme...

–Deixe-o ir, ele voltará!

Eu sei que andei até uma árvore, me sentei e refleti por um minuto (ou pelo menos pareceu) sobre a minha vida e eu senti um cheiro familiar, e ao levantar o olhar me deparei com Esme me olhando, sem falar nada apenas se sentou ao meu lado e afagou o meu cabelo que mais bagunçado impossível.
Quando percebi eu estava coma cabeça em seu colo, soluçando, ela apenas afagava e me consolava e eu escutei "Ele precisa de uma mãe e eu de um substituto para o meu bebê, poderíamos ser uma família".

–O que aconteceu com você?-eu perguntei me sentando novamente

–O que você quer saber Edward?- ela disse franzindo o cenho

–Bom, eu escutei você falando sobre uma criança, e eu não a vejo!E gostaria de saber como você se transformou-disse com certo receio de ser intrometido, ela me surpreendendo deu uma risada sonora como uma música límpida e disse:

–Você me parece uma criança que sabe que fez arte e está esperando o castigo-eu fiz uma careta ao escutar suas palavras. –Bom, como você disse, havia uma criança, meu filho morreu após nascer, há alguns meses atrás, e logo após ver seu corpinho sem vida eu me joguei do penhasco na esperança de morrer, fato que só não ocorreu, pois Carlisle me transformou.

–Por quê? Porque ele interviu no seu e no meu destino?- falei angustiado

–Nós não somos monstros Edward!!- eu a olhei incrédulo - Nós não nos alimentamos de humanos... –peraí, vampiros vegetarianos??

–Como assim?

–Nós tomamos sangue animal.."Você pode tomar também, meu filho" -e a olhei abobado–Filho?-ela me olhou envergonhada e falou:

–Você poderia fazer parte dessa família, se você quiser é claro...

Então, foi assim há 10 anos, Esme me convenceu e me contou a história de Carlisle, me "pai", é, isso ainda é estranho, mas eu novamente tenho uma mãe, que é uma boa ouvinte para o meu silêncio. O que eu nunca entendi, é porque temos que caçar se o nosso alimento vem até nós? É só ficar um pouco sozinho na rua, e umas mulheres já aparecem, praticamente pedindo para que as ataque, o cheiro é tentador, eu conversei com a Esme e ela me disse para ser forte, mas se eu não conseguisse era para eu caçar apenas os maus...

E foi o que eu fiz.

Fim do segundo capítulo.

E ai povo tudo certo??
Como eu sou nova nesse negócio de escrever tenho muuita insegurança!!Então por favor deixem reviews mesmo pra dizer que ta uma porcaria..sabe para eu ter uma noção se continuo se paro como melhorar..
Em fim um imenso beijo...Patty