"Os monstros estão enterrados bem no fundo,
Você nunca sabe quando eles estão satisfeitos
Enterrados no fundo onde o sol não brilha..."
(Monsters - Hurricane Bells)
X
A princesinha
Por Pink Ringo
Capítulo III– Os primos Hyuuga
"O dia parece uma eternidade quando se está presa nas garras de um terrível ruivo psicopata. Esse é apenas o primeiro de muitos dias que se virão. A palavra suicídio não sai da minha cabeça. É decadente que a princesa se mate – as histórias de contos de fadas não terminam assim - não sei se vou agüentar por mais tempo. É torturante estar ao lado dele, não só por que Gaara exala essa aura diabólica, mas também por que... Ele é muito³ sexy. Como eu o detesto! E o odeio ainda mais por fazer com que eu o ache gato."
O silêncio dentro da limusine para Ino que gostava de muito barulho era torturante. Para Gaara que apreciava o silêncio era o agradável. Não haviam se falado desde o término das aulas da loira. Ela estava irritada. Ele havia a constrangido além de humilhado Chouji que era um de seus muitos admiradores. Se toda vez que algum rapaz fosse se declarar o ruivo aparecesse repentinamente e os subjugassem aquele tratamento, ela não teria mais um fã clube. "Vou morrer virgem e sem nunca ter beijado!". Pensou atordoada. Neji devia ter indicado alguém menos insano para ser o segurança dela, Gaara era exatamente o perfil que mais detestava.
-Você pretende fazer alguma coisa hoje à tarde?-perguntou ele sem olhá-la. Seu timbre era de quem não estava nem um pouco interessado apesar da pergunta. Ele só perguntava por que era obrigação dele a seguir a onde quer que ela fosse. Gaara gostava de programar o itinerário, facilitaria se ela lhe dissesse o que faria à tarde, se pretendia ficar em casa ou sair. Ino resmungou alguma coisa baixinho que ele não pode ouvir, estava o ignorando propositalmente. Então o ruivo voltou a falar novamente em um timbre seco. -Gosto de resposta as minhas perguntas menina.
-Tá aqui sua resposta seu idiota! –Ino lhe mostrou o dedo do meio. Gesto pouco delicado para uma mulher, porém ela não se importava com aparências e imagem naquele momento. Aquele ruivo havia lhe tirado do serio. -E pare de me chamar de menina, para você eu sou senhorita Ino. Quer que eu soletre?Além disso, se você não percebeu sou uma linda mulher, deixei de ser menina a algum tempo.
-Não é bonito uma dama fazer gestos grotescos. Se bem que vindo de uma monstrenga como você eu devia ter imaginado algo desse tipo... MENINA.
A loira ficou vermelha de raiva até o último fio de cabelo. Mosntrenga?Era o adjetivo mais ofensivo que alguém já havia lhe dado. Os rapazes normalmente tinham a mania de chamá-la de linda, deusa, mulher perfeita ou qualquer coisa do gênero. Não deixaria Gaara falar daquela forma com ela. Se ele queria brigar então ela iria brigar... Mas da maneira dela.
Ino pousou os olhos azuis na parede automática que os separava do motorista. Estava fechada e para o que ela planejava era perfeito, sem testemunhas. Gaara já não a olhava, estava novamente entretido no movimento da rua – que estava tão deserta quanto antes – como se uma multidão passasse por ali. Ele desviou os olhos apáticos do vidro quando sentiu o cheiro adocicado de flores perigosamente perto de si. Pela primeira vez desde que havia o conhecido até algumas horas atrás, seu semblante se mostrava confuso diante da loira.
A Yamanaka tinha um sorriso sensual nos lábios rosados. Piscava os longos cílios lentamente revelando os olhos incrivelmente azuis com um brilho indecifrável. Ela apoiou as duas mãos sobre os ombros masculinos enquanto delicadamente sentava-se no colo dele. Uma perna de cada lado do corpo do ruivo. Aquela posição fez com que a saia que ela usava levantasse mais alguns centímetros, revelando praticamente toda a tez das coxas alvas. Uma das mãos deslizava sobre a gravata segurando-a com certa força, enquanto a outra passava a unha cumprida suavemente sobre a tatuagem que ele possuía na testa. Um carinho muito delicado em que ela contornava o desenho rubro.
Gaara olhava pasmo para a mulher sentada sobre ele. Não imaginava que ela tomaria uma atitude daquela. Ino era leve, seu peso quase não era sentido por ele, porém as curvas eram definidas. Aproximou um pouco mais o rosto do dela ao ser puxado pela gravata. Simultaneamente os olhos sempre frios caíram na boca rosada e carnuda, estava molhada e entreaberta como se pedisse para ele beija-la. Os dedos que antes sentia sobre a tatuagem desceram pelo canto do rosto e pararam nos lábios masculinos o contornando. Ele visualizou-a morder os próprios lábios em um gesto de nervosismos. Um sorriso imperceptível foi esboçado por ele. O transe inicial havia passado ao notar as intenções dela. Como era tola, pensava ele. Mas se Ino queria começar um jogo então ele participaria, saindo como vencedor.
"Vou mostrar que até mesmo o melhor assassino do Japão não resisti a Yamanaka Ino."Admitia para si mesma que estava nervosa, não sabia exatamente o que era seduzir alguém. Todos os rapazes da universidade se derretiam apenas com um oi – assim como nunca nenhum homem não se mostrara atraído por ela como aquele ruivo fazia constantemente. Sabia que a atitude que havia tomado naquele momento era puro orgulho e vaidade, Gaara havia de certa forma ferido seu ego que era constantemente inflado por qualquer homem que a conhecesse. O que ele estaria pensando dela?"Provavelmente ele acha que eu sou uma grande vadia!". Mas se parasse naquele momento ele voltaria a chamá-la de MENINA. Não queria que o ruivo a visse daquela forma infantil, desejava que ele notasse que ela era uma mulher desejável.
Que ela podia ter o homem que bem entendesse, até mesmo ele.
O raciocínio de Ino fora interrompido quando sentiu duas mãos frias e ásperas deslizarem por suas coxas com volúpia. As mãos atrevidas encontraram abrigo em baixo da saia na lateral das nádegas, agarrando a carne com força. A loira arregalou os olhos azuis e visualizou o semblante inexpressivo do ruivo. Queria xingá-lo, chama-lo de depravado ou qualquer coisa do gênero, porém não conseguiu esboçar qualquer reação. Os pêlos do corpo estavam arrepiados com as mãos frígidas sobre a pele quente segurando-a com firmeza.
Inesperadamente ele a jogou no banco do carro fazendo-a cair deitada. Ainda segurando-a por uma das coxas ele curvou-se sobre ela acomodando-se no meio das pernas da jovem. Ino soltou um gemido que a própria não soube dizer se era de medo ou excitação. Ela estava quente e ele frio. Eram opostos e pareciam se completar. A mão dele que estava livre segurou lhe o queixo fazendo-a erguer um pouco a cabeça. Os lábios estavam pertos um do outro, perto o suficiente para Ino começar a imaginar como seria o beijo do ruivo. Suave?Agressivo?Pulcro?Lascivo?
-Olhando mais de perto até que você é bonita. -Os olhos dele caíram sobre os lábios dela por onde o hálito quente batia contra o rosto dele. Estava visível no semblante da loira que ela estava nervosa e até mesmo ansiosa pela posição e situação que se encontravam. Ele esboçou um olhar vitorioso e então disse contra o ouvido de Ino sem qualquer emoção. -Mas ainda sim não deixa de ser uma menina! Você pode ter corpo de mulher Ino, contudo sua cabeça é de uma menininha mimada e rebelde.
Ela não respondeu. Estava afogada em meio aos fios ruivos que a fascinavam, tinham um cheiro bom que lembrava a sândalo. A respiração ainda alterada, o corpo arrepiado e os lábios entreabertos querendo mais do que apenas o olhar dele.
O carro parou, era o aviso de que já haviam chegado à mansão. Gaara rapidamente se levantou de cima da loira e abriu a porta da limusine saindo da mesma esperando do lado de fora Ino que tentava se recompor. Ino sentou-se e colocou a mão no coração, estava disparado se tivesse um enfarto não se surpreenderia. Céus, que mãos eram aquelas?E que perfume maravilhoso!Ele era definitivamente um homem tentador. "Deuses por um minuto eu quis que ele me beijasse acho que preciso de um psicólogo". Dizia a si mesma tentando apagar as sensações que o toque de Gaara causara em seu que desejar a morte dele não os beijos.
-Senhorita Ino não vai descer?-perguntou o motorista que já estava alguns segundos com a porta do carro aberta esperando a loira sair.
Ino saiu do carro e procurou a imagem do ruivo. Ele estava de braços cruzados olhando para a mansão como se nada tivesse acontecido. A loira ficou irritada, como ele podia simplesmente a atacar daquela forma e depois fingir que ela nem ao menos existia? "Idiota... vou fazer você implorar por um oi meu!" Ino andou com passos duros até a mansão, tentando ficar o mais distante possível de Gaara que apesar de não demonstrar estava se divertindo com a reação da loira.
A Yamanaka entrou na sala visualizando o pai com desgosto. Estava ressentida de ele ter mandado um segurança tão... irritante para cuidar dela. O chefão da máfia estava sentado na poltrona da sala fumando o costumeiro charuto cubano, conversava com Shikamaru sobre um descarregamento para Itália, era por isso que logo cedo quando Ino entrara no escritório do pai, Shikamaru falava em italiano. Provavelmente estava negociando a "encomenda".
-Então como foi o primeiro dia?-perguntou Tagushi fazendo um sinal para Shikamaru cessar a conversa. O ajudante cansadamente guardou o caderninho de volta ao bolso interno do smoking e sentou-se preguiçosamente em um dos sofás.
-Terrível!Você não contratou um segurança você contratou um sádico, depravado e irritante monstrinho para cuidar de mim. -a loira falava aos gritos. A face estava vermelha devido à raiva. Shikamaru que estava quase dormindo após sentar-se no sofá tratou de acordar para ver aquele escândalo que Ino fazia.
-Ino, eu estava perguntando para o Gaara. -disse Tagushi olhando para filha com reprovação devido ao histerismo.
A loira ficou chocada. Quer dizer que a opinião de Gaara era mais importante que a dela?Aquilo sem duvida era a gota d' água. Independente do que o ruivo falasse ela faria questão de contar para o pai do assedio dentro da limusine –só iria ocultar os fatos de que ela havia começado – e do modo estúpido que Gaara a tratava.
-Sua filha é muito geniosa Tagushi-Sama, mas é fácil de controlar. -Gaara olhou de lado para loira que estava parada escutando atentamente as palavras dele – É como uma criança, é só não dar muita atenção.
-Odeio ele papai!-disse Ino histérica apontando acusatoriamente para ruivo que parecia inerte a voz dela. -Ele me atacou, é um depravado. Você não vai deixar sua filhinha nas mãos de um tarado vai?
Tagushi arqueou uma sobrancelha e olhou de Ino para Gaara como se quisesse uma explicação para a acusação. Apesar do olhar pungente do chefão Yamanaka, o ruivo mantinha a mesma expressão apática como se estivesse falando com outra pessoa qualquer.
-Ela só está tentando arranjar uma desculpa para o senhor me despedir. -disse serio olhando nos olhos de Tagushi como se o enfrentasse visualmente.
-Ino vá para o shopping depois do almoço e compre umas roupas bonitas, quem sabe assim seu mau humor passe. -Tagushi fez um sinal para Shikamaru como se o mandasse voltar ao assunto que tratavam antes da filha chegar.
Ino se encontrava perplexa. O pai acreditava naquele ruivo cretino e tarado do que nela?E ainda tentava compra-la com roupas para aceitar Gaara sem reclamar. "Sorte dele que eu preciso de uns vestidos e sapatos novos!". A loira andou até o elevador sentindo certo prazer em notar que Gaara pelo menos dentro de casa não a seguiria como uma assombração ambulante.
"Fui seduzida da maneira mais suja que possa se imaginar – ok a culpa foi minha, eu que comecei com essa história de sedução – ele me tocou sem qualquer pudor. Mãos frias, mas toques tão lascivos mostrando quentura. Admito que aquela boca tão próxima da minha despertou em mim pensamentos de ser beijada por aquele ruivo é insanidade e masoquismo, acho que não tenho tanto mal gosto é apenas uma recaída pelo fato de nenhum outro rapaz ter me tocado antes.
Sabaku no Gaara é um rapaz estranho que não demonstra ter nenhum ponto fraco – eu Yamanaka Ino serei a descobridora de sua fraqueza – Meu objetivo é tornar a vida dele um verdadeiro inferno mesmo que eu tenha que fazer o sacrifício de seduzi-lo novamente."
"Você pode ter corpo de mulher Ino, mas sua cabeça é de uma menininha mimada e rebelde." Aquelas palavras ditas por Gaara ecoavam na cabeça da loira. Então era assim que ele a via?Uma menina mimada e rebelde. Um sorriso malicioso se fez nos lábios rosados. Pelo menos ele havia percebido que ela tinha corpo de mulher e pela primeira vez a chamara pelo nome.
-Senhorita Ino o almoço está servido! – alertou uma das empregadas.
A loira respirou fundo. Teria sua vingança, naquela tarde Gaara desejaria nunca ter a conhecido.
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Ela gemia baixinho ao sentir os dedos atrevidos sobre um de seus seios por cima da roupa. A boca habilidosa depositava chupões pelo pescoço marcando a pele incrivelmente alva. Ela segurava-o pelos ombros buscando apoio, sentia o corpo bambo e arrepiado. Era sempre assim quando ELE lhe tocava.
-Neji nii-san n-não p-podemos... -a voz saíra rouca e falhada não só pela timidez, mas também pelas reações que os toques dele lhe causavam pelo corpo. Era como se uma corrente elétrica de mil voltz a eletrizasse.
-Eu digo o que podemos e o que não podemos fazer Hinata. -Seu timbre saíra baixo e calmo, porém autoritário
Hinata estava sentada em cima da mesa do escritório do chefe da família Hyuuga. Neji posicionado sinuosamente no meio de suas pernas. O líder Hyuuga estava compenetrado em distribuir beijos no pescoço da prima deixando a marcas que demarcassem seu território. As mãos masculinas massageavam o busto farto por cima da roupa feminina que era de um tecido fino o que fazia com que ambos sentissem o toque com mais intensidade.
Ele segurava a cintura delicada com as duas mãos puxando o corpo feminino para grudar ao seu. Era natural que ela ficasse mais nervosa com aquela aproximação luxuriante do que ele. Diferente dela ele desde os quatorze anos já tinha uma vida sexual ativa enquanto Hinata era virgem.
Era segredo o relacionamento dos dois. Hiashi o antigo chefão da família Hyuuga e pai de Hinata ainda se encontrava vivo e desaprovava o romance dos dois que apesar de toda aquela pose de durão não conseguia desrespeitar as vontades do tio principalmente por ém o desejo e o sentimento que sentia pela mulher de olhos perolados era tão intenso que ele arriscara a manter um relacionamento as empregados da casa desconfiavam do caso dos patrões mas nenhum se atrevia a contar a Hiashi,o cólera de Neji provavelmente lhe causaria a morte e todos ali tinham amor a vida.
Quando se encontravam sozinhos pelos corredores, escritório, quarto, cozinha aproveitavam para se beijarem desesperadamente como se fossem um casal que não se viam há anos.
-Neji nii-san, melhor pararmos!-Hinata afastou o primo delicadamente ao sentir uma das mãos dele deslizar para dentro de sua saia. Se o deixasse aprofundar os toques não sabia se iria conseguir para-lo. Não era hora de se entregar a ele. -Ainda não estou pronta.
Neji olhou nos olhos de Hinata, ela parecia segura do que falava. Suspirou derrotado e se afastou dela andando até a janela e a abrindo. Uma brisa gélida era perfeita para apagar o fogo que lhe queimava o corpo. Era sempre assim quando os toques começavam a se tornar mais "perigosos", ela o parava alegando que não estava preparada para a primeira relaçã sentia-se frustrado de não poder possuir a mulher que tanto desejava mas logo se acalmava ao se lembrar que ela não era qualquer mulher...Hinata era especial.
A prima era a única por quem ele tinha um sentimento cálido. Amor era esse o sentimento que lhe ocupava a mente e o coração ao referir-se a Hinata. Se existia alguém no mundo que o domava esse alguém era ela. Não deixava isso obvio, era um fato que guardava para si, mas sabia que se Hinata pedisse para ele se jogar de um precipício ele faria. Ela era seu ponto fraco.
-Neji nii-san está bravo comigo?-perguntou tocando-o no braço pedindo atenção.
-Não! Só não agüento mais esperar, já estamos nesse lenga lenga a dois anos.-ele olhava para o longe fitasse o rosto bonito da mulher perto de si era capaz de toma-la em um beijo voraz. –Me pergunto quanto tempo mais vou ter que esperar para ter você Hinata?
-Espere só mais um pouco! -Hinata não gaguejava. Quando discutia o que acontecia no relacionamento com Neji tinha que se mostrar firme em suas decisões se quisesse continuar ao lado de um homem como ele.
-Hinata eu não sei se... -parou de falar ao escutar o barulho do celular. Bufou irritado por ter sido interrompido no meio de uma conversa tão importante como aquela. Pegou o telefone e com uma voz áspera disse – Espero que seja importante!
Hinata olhava o primo atentamente tentando descobrir quem era do outro lado da linha. Notou o primo olhar de esguelha para ela e então se dirigir para um canto mais afastado da sala tentando impedir-la de escutar alguma coisa inoportuna. Ele sabia que se dependesse dela a família não viveria daqueles negócios, sempre acabavam brigando quando Hinata tentava impor que mudassem de vida.
-O que? Eu disse para tomar cuidado com aquelas vadias Kakashi. Você vai me remunerar entendeu bem?- a voz de Neji era ameaçadora. Hinata se encolheu, tinha medo quando o timbre que ele usava era assassino. - Como assim não vai me pagar?Se você não me indenizar eu vou meter uma bala na sua cabeça e depois pegar meu dinheiro de dentro da roupa de seu cadáver imundo.
Hinata sabia que algo havia dado errado nos negócios. Neji ficava assustadoramente fora de si apenas quando saía do prejuízo. Ela não acatava com o vocabulário que ele usava.
-Kakashi eu quero meu dinheiro, se você não me pagar quero que a pessoa que os atacou me pague, se precisar com sangue. -Neji parou de falar por mais alguns segundos. Kakashi do outro lado da linha tentava explicar ao líder Hyuuga que a culpa não tinha sido exatamente dele. - Ok eu estou indo me encontrar com você, vou levar meu esquadrão de assassinos especiais.
Ele desligou o telefone celular e massageou a cabeça. Depois de alguns segundos voltou a ligar o aparelho e discou alguns números rapidamente. Olhava irritado para um ponto qualquer, seus pensamentos estavam longe e Hinata sentia-se como se fizesse parte do ar daquela sala sem ao menos ser notada.
-Temari quero você e o Kankurou daqui cinco minutos no portão de entrada, e estejam armados. NÃO SE ATRASEM!- Neji deu ênfase nas últimas palavras e desligou o telefone. Odiava sair para fazer a "limpa" nos vermes que lhe atrapalhavam sem Gaara presente na operação. Temari e Kankurou os irmãos mais velhos do ruivo eram bons, mas Gaara era insuperável quando o assunto era matar. -Hinata eu tenho que resolver uns problemas. Vamos terminar a conversa depois.
-Vai matar alguém Neji?-Ele arqueou uma sobrancelha ao ouvi-la chama-lo pelo nome sem o nii-san o acompanhando. Ela só fazia isso quando estava magoada ou irritada com ele.
-Provável!-Respondeu ele direto colocando uma pistola no bolso do casaco.
-Eu não gosto quando você mata as pessoas, isso não é certo. - o timbre dela havia saído melancólico, Hinata não o olhava nos olhos.
-Hinata se você for sair não esqueça de levar os seguranças com você. Não seja idiota como a Ino!-Neji não comentara nada sobre as palavras que Hinata dissera a ele, apenas ordenou a Hinata o de sempre.
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-Quero que transfira 450.000,00 dólares da conta dele me indenizando. –disse Tagushi fumando o terceiro cigarro desde que entraram na limusine. O celular de última geração estava sendo usado exatamente há duas horas para falar com a mesma pessoa. - Mudando de assunto, achou o cretino do seu irmão Sasuke?
-Sim Tagushi– sama. Itachi está em morando nos U.S.A como desconfiavamos. Toda semana ele muda de estado, da última vez que o rastreamos estava em NY.- A voz do herdeiro Uchiha não transparecia qualquer sentimento pelo irmão – Acho que aquele verme está com medo de ser encontrado, as suspeitas de que ele tem a haver com o atentado contra a Ino se tornam mais concretas.
-Hoje a noite não falte ao jantar em minha casa, terá uma reunião com todos os membros. Combinaremos sua ida para os U.S.A, quero que me traga a cabeça de Itachi.
-Hum... -Sasuke murmúrou desgostoso. Tinha outros planos em mente para fazer nos dias que se seguiriam e envolviam uma bonita universitária de medicina de sobrenome Haruno. Todavia não podia contradizer o chefão Yamanaka teria que acarretar as ordens desse. –Kakashi já encontrou Zabuza?
-Não sei! Não consegui conversar com ele a respeito disso, da última vez que liguei ele estava mais preocupado em convencer Neji de não tentar mata-lo. -Tagushi parecia se divertir com tudo aquilo. Neji era ameaçador, porém teria problemas e muita dificuldade em eliminar alguém do porte de Kakashi. O líder Hatake sempre calmo parecia ser o mais inofensivo, todavia Neji deveria se lembrar que nunca se deve subestimar um tigre adormecido.
-Naruto disse sobre o descarregamento de armas que chegou no porto de Angola ao mesmo tempo que o dele?Ele acha que a máfia colombiana está o desafiando.
- Por isso eu odeio latinos americanos, raça dos infernos! Sasuke faça o que eu mandei, nos falamos mais tarde no jantar.
Tagushi desligou o celular e apagou o restante do charuto no cinzeiro. Olhou para um sonolento Shikamaru esparramado no banco da limusine.
-Shikamaru quero providencie duas passagens para Jamaica no Caribe para daqui três meses. O voou deve sair de madrugada em um jatinho particular.
-Pretende viajar com alguma amante Tagushi-sama ou com Ino?-o ajudante tirou o costumeiro caderninho do bolso do palitó e escreveu arrastadamente como se fosse um sacrifício.
- Eu não, mas Ino e Gaara vão viajar. Quando a disputa pelo poder da Yakuza começar quero minha filha o mais longe possível.
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-Ohhhh como fazer compras faz bem para alma de uma mulher. -Ino dizia animada abraçando as sacolas de roupa que estavam em suas mãos. Olhava atentamente para as vitrines procurando por algo mais que pudesse gastar dinheiro. -Gaara ande mais de pressa temos ainda o terceiro e quarto andar do shopping para olhar.
-Menina já chega!-o timbre dele era irritado o que dava prazer à loira. Estava conseguindo tirar o indiferente ruivo do serio. Gaara carregava pelo menos dez sacolas, a maioria de roupas e sapatos. –Se você gastasse todo esse empenho em comprar roupas em trabalhos voluntários o mundo estaria salvo.
-Não seja chato!Além disso, você não é a melhor pessoa para me dar lição de moral não acha?- disse ela insinuando o fato dele ser o tipo de pessoa que destruía o mundo. -Se você usasse todo esse empenho em me encher o saco em carregar as sacolas já estaríamos no terceiro andar.
-Não sou seu burro de carga!- ele largou todas as sacolas deixando-as se espatifarem no chão. Ino deu um gritinho horrorizado.
-Minhas compras!Como você se atreve?-A loira correu até as sacolas agarrando-as como se fossem a coisa mais preciosa existente. Gaara rodeou os olhos. Quanta futilidade! Então era assim que a princesinha da máfia via as coisas?Roupas de 2.500 dólares. Ino então choramingou - Gaara não posso carregar isso sozinha.
-Problema é seu, as compras são sua, você que carregue!Sabia que milhões de pessoas passam fome no mundo?Se leiloasse todo o seu guarda roupa... - ela franziu o cenho ao ouvir a palavra leiloar e forçou ainda mais o semblante ao escutar seu guarda roupa ser mencionado. Gaara ignorou aquelas expressões. -... poderia acabar com a fome da África.
-E qual foi a sua contribuição para que os desastres do mundo acabassem?Poupe-me dos sermões. -As pessoas no shopping pareciam interessadas na discussão do casal. Algumas garotinhas passavam por Gaara entre risos admirando o perfil do ruivo e os rapazes analisavam a saia de Ino juntamente com os cabelos loiros. A loira tentou pegar as sacolas todas de uma vez, porém esse gesto só fez com que elas se esparramassem pelo chão novamente. - Gaa-Kun, por favor, me ajude com as sacolas.
O ruivo lhe olhou de lado. Quem dera toda aquela intimidade para Ino lhe chamar de Gaa-kun?Aquela loira estava ficando mais abusada a cada minuto que passava. Olhou os brilhantes olhos azuis que imploravam por uma pequena colocou uma expressão indiferente no semblante e virou o rosto. Ino estava preste a xingá-lo pela falta de cavalheirismo quando escutou Gaara falar.
-Eu te ajudo se você não me chamar desse apelido ridículo novamente.
-Oras Gaa-kun é tão meigo, combina com você. - ele retraiu os lábios e ela deu um sorrisinho sem graça. – Ok eu não te chamo mais de Gaa-kun seu chato.
Gaara abaixou-se e ajudou-a a pegar as sacolas. Voltaram a andar e subiram à escada rolante. Enquanto Ino não parava de falar – dissertando a listinha de coisas que ainda precisava comprar – Gaara olhava atentamente a sua volta. Havia alguma coisa estranha, ou melhor, alguém estranho. Analisou um homem de óculos e cabelos brancos presos em um rabo de cavalo baixo. Ele estava seguindo-os desde a hora em que entraram no shopping. Não se enganava, aquele era Kabuto um dos subordinados de Itachi.
-Gaara quero ir ali!"Agora você me paga seu ruivo nojento!"-Ino apontou para uma loja de lingerie um tanto picante. Ele sentiu um embrulho no estômago, porém não disse nada.
-Eu não vou entrar ali menina!
-Ok, me espere do lado de fora.
Ino entrou na loja e logo foi atendida. Gaara estava preocupado em localizar Kabuto que havia desaparecido de sua vista ao se distrair com a loja que a Yamanaka entrara. Se aquele fosse realmente o homem que imaginava Tagushi tinha que se preparar para uma batalha de mafiosos, sair ileso não seria possível, mas vivo seria um desafio. Bastava conseguir os aliados certos e ter pessoas realmente confiáveis e que não caíssem na tentação de subornos. Ino seria um dos alvos, a loira era a futura herdeira da Yakuza e se ela não estivesse viva ela não poderia tomar o poder.
-GAA-KUN que cor de calcinha você prefere?Vermelha ou preta?-Ino andou até a porta da loja mostrando duas peças ousadas.
A calcinha vermelha era transparente a preta de renda. Gaara pela primeira vez corou e Ino sorriu maliciosa. Estava falando alto como de costume. As atendentes da loja olhavam curiosas para o casal dando risadinhas maliciosas ao imaginar os dois na hora "H".As pessoas que passavam na frente da loja coravam. Gaara pode escutar uma mãe tampar os ouvidos do filho pequeno e dizer rabugenta "Que indecentes!"
Era exatamente daquele jeito que Ino queria ve-lo, totalmente envergonhado. Ficava muito gato daquela forma, porém achava-o mais bonito e sexy quando ele tinha aquele ar dominador e indiferente mesmo que a irritasse.
-Não precisa ser tímido querido!Você quer me ver rebolar para você com a calcinha vermelha ou preta?-Ino passou o indicador sobre o peito dele e mordeu o lábio inferior tentando parecer sensual o que de certa forma ficava.
-Ino... -ele disse irritado referindo-se as calcinhas – Tire isso de perto de mim!
Ela sorriu ao notar que ele havia lhe chamado pelo nome. Decidiu continuar com a brincadeira de testar a paciência dele. As atendentes haviam parado de trabalhar para escutar a conversa, Gaara estava quase mandando todas para o inferno.
-Espero que não rasgue essas com a boca como fez da última vez. - Gaara tinha os dentes trincarem de raiva e então se aproximou perigosamente de Ino falando em um sussurro para que apenas a loira escutasse.
-Pare já com essa palhaçada!
-Ok!- Ino entrou novamente na loja e disse em um timbre alto. - Ele disse que prefere um fio dental, que ficará bem sexy quando eu ficar de quatro.
A boca de Gaara caiu até o chão, ela estava fazendo ele passar vergonha, era constrangedor sentir os olhares depravados daquelas mulheres taradas sobre ele.O ruivo sabia o que elas imaginavam e não desejava estar na imaginação de ninguém. A Yamanaka tinha brincado com a pessoa errada e iria sofrer as conseqüências. Um sorrisinho malvado estampou nos lábios do segurança ao imaginar torturando a bela jovem.
Jogaria as cartas na mesa mostrando a Ino com quem ela estava lhe dando.
Ino pegou duas peças e entrou em uma das cabines para experimentá-las.A missão de Gaara de avistar Kabuto fora interrompida e esquecida pelo assassino.O ruivo imaginava Ino com as calcinhas, pensar nela rebolando para ele com peças tão pequenas era tentador.
-Senhor sua namorada está lhe chamando disse que está com problemas. -a atendente da loja olhava o ruivo de cima a baixo com um brilho malicioso nos olhos. Com um timbre áspero Gaara respondeu ignorando o brilho nos olhos da mulher.
-Aquela menina não é minha namorada!Mande-a resolver sozinha qualquer que seja o problema dela.
-Mas senhor...
Pensando bem era melhor ver o que Ino queria do que agüentar aquela atendente lhe comendo com os olhos. Ele jogou as sacolas em um canto da loja e andou até a cabine em que Ino se encontrava. Bateu na porta e sentiu ser puxado para dentro.
A loira lhe pressionava contra a parede. Usava um conjunto de lingerie azul que combinava com os olhos. A renda grudada na pele alva, a calcinha cavada revelando pernas torneadas e nádegas firmes. A cinta liga cobria uma parcela da tez das pernas. O sutiã era composto de um decote que deixava os seios mais avantajados realçados. Os fios loiros que antes estavam presos em um rabo de cavalo agora estavam soltos caindo em uma cascata dourada nas costas.
Para o ruivo era uma imagem ao mesmo tempo ligada ao céu e ao era a beleza angelical que ela ela era ém era infernal o que o corpo bem feito representava...Luxúria dos sete pecados capitais.
-Devemos corresponder às expectativas delas não acha Gaa-kun?-Ino grudou o corpo no dele, porém Gaara não reagiu. Continuava com uma expressão impassível e com as mãos paradas apesar de estar tentado a agarrar o corpo provocante que roçava contra o seu.
-Yamanaka Ino, saía de perto de mim! –ela começava a entendê-lo. Ele demonstrava o que sentia através de pequenos detalhes nas palavras. Como o fato de ter usado o nome dela inteiro sendo que apenas a chamava de menina. Outro fato era a forma sutil que o corpo dele reagia. Ino sentia o músculos dele ficarem rígidos ao contato com o corpo macio dela.
-Se quiser se afastar de mim tire -me de perto de você. -Rouca ela lhe sussurrou contra a pele do pescoço depositando um beijo tímido no local.
Estava fazendo aquilo apenas para se vingar dele , faria com que ele admitisse que ela era desejável. Queria se afastar, entretanto seu corpo não demonstrava querer o mesmo. Segurou firme nos braços da loira com a finalidade de repeli-la, porém suas mãos fizeram o contrario, puxaram-na mais para si e erguera -na segurando-a pelas coxas. Apesar de tudo, ele era um homem e não era imune a uma mulher bonita como qualquer outro.
Novamente ela se assustou com aquela reação. O plano saíra como desejara, mas não imaginava que seria tão fácil assim seduzi-lo. Gaara enlaçava as duas pernas dela na cintura dele. Ino sentiu-se corar. Era sempre assim, ela começava com o jogo de sedução e ele finalizava. O ruivo era sempre o vencedor. Estava em uma posição pouco apropriada, com uma lingerie que um padre diria ter saído do inferno.
-Você já gemeu até que perdesse a voz?-perguntou ele com um timbre sexy e muito curioso vindo de alguém com uma personalidade apática e gélida. – Pois eu vou fazer você gemer até perder os sentidos.
Ela sentiu a boca ficar seca. Ele estava falando seriu?Céus, Gaara devia ser um amante incrível. Então era em momentos desse tipo que Gaara escondia todo seu fogo?A máscara gélida que carregava no semblante era apenas para esconder toda aquela quentura?
A loira gemeu baixinho ao sentir a boca dele de encontro ao busto. Um beijo sutil que escondia uma língua voraz que devorou a pele em instantes deixando um rastro de saliva. Não podia transar com aquele ruivo. Primeiro, por que ele era a pessoa que mais odiava depois de Sakura. Segundo, por que nem ao menos havia beijado como é que esperava ter algo mais profundo. Terceiro, estava se guardando para seu príncipe encantado que sem dúvida não era ele.
-N-não... Faça... Isso!-disse ela hesitante. Afundou as mãos nos cabelos ruivos afagando-os suavemente.
Boba. Era assim que a descrevia. Como ela pensava em seduzir alguém como ele?Toda vez que tentava ela acabava nas garras do ruivo. Sabia que apesar das palavras o corpo dela reagia de outra forma, tão carente do toque de um homem. Aquela menina desejava se tornar mulher e se Gaara quisesse podia ser o autor daquela transformação.
-Você não queria corresponder à expectativa daquelas taradas lá fora?Estou aqui para rasgar sua roupa com os dentes.
"Parece tentador! OHHHHHHH CÉUS NÃO!". Estava desesperada como ia sair daquela situação?Gaara tinha o controle, tinha ela nas mãos. Se naquele momento ele quisesse aprofundar ela concederia sem qualquer hesitação. Aqueles pensamentos acabaram no instante que não sentiu mais o apoio das duas mãos masculinas lhe segurando pelas coxas.
-Aiiiiiiii seu grosso!-Ino foi largada o que resultou uma queda dolorosa ao colidir com o chão frio.
-Se vista logo e não gaste dinheiro com essas porcarias se não tem um namorado pra quem usar ENCALHADA!-disse Gaara sem qualquer vestígio de constrangimento pelo ocorrido de alguns minutos. As últimas palavras dele pareciam ter afetado profundamente o ego da loira. Ele saiu da cabine antes que ela descontasse sua ira. Ouvi-a gritando.
-EU TE ODEIO GAARA!
Continua...
N/A: Nham mais um capítulo terminado. XD gostei muito desse capítulo por que aborda o romance as escondidas de Neji e Hinata, além de não ter sido um capítulo com tanta violência.
Bom, quero dizer antes de mais nada para os leitores prepararem o coração para o capítulo quatro ele, terá muita cenas de violência além de insinuações de um dark hentai ( não vou detalhar esse tipo de coisa XD).Aqueles que tem coração fraco decidam-se se querem ou não ler o próximo capítulo.
Não vou poder responder aos comentários...estou postando no meio do serviço ( aiiiii se o chefe descobre) então fica no próximo capítulo responder comentário por comentário.
AHHHHH PARA TODOS QUE COMENTARAM VOCÊS FIZERAM SUA ESCRITORA PARA EU TER INSPIRAÇÃO XD E ME DIGAM O QUE ESTÃO GOSTANDO E DETESTANDO NO FIC PARA QUE EU POSSA MELHORA-LO.
SAYONARA MINA-SAN
