Autora: Jessy Potter

Ship: Draco/Harry - não se segue o definição de seus papeis na relação.

Sinopse: A solidão me deixa em paz. Por um momento, ela me liberta. Fecho os olhos e sonho com ele.

Obs¹: Não leve em consideração os dezenove anos depois, tudo além disso é verídico aqui nessa fic.

Obs²: Todos os nomes aqui sitado que lhe arremate ao mundo de Harry Potter pertencem unica e exclusivamente a JK. Rowling. Essa fic não arremata qualquer lucro ela fora criada unicamente para diversão própria e para futuros leitores.

Obs³: Queridos leitores que liam com devido carinho minhas fic sinto em dizer que as únicas duas fics em aberto ainda em meu site só não foi concluída, pois me falta criatividade, também não esperem, e sinto muito em dizer isso, mas não esperem atualizações fixas dessa fic, pois postarei de acordo com meu humor, pois ela ainda não está finalizada, mas está bem adiantada, então paciência. Mas eu espero de coração que vocês gostem e comentem afinal não saberei desse fato se não me disserem. Estava morrendo de saudades de todos os leitores e de escrever fics, espero ter voltado para ficar... ;D

FIC SEM BETAGEM - por isso paciência diante de alguns erros, tentei corrigi-los o máximo que pude, mas nunca se sabe não é? kkk

CONTEÚDO SLASH OU SEJA RELAÇÃO HOMOSSEXUAIS, HOMEM BEIJANDO HOMEM E POR AI VAI... - aviso dado!

Beijos e se deliciem...


Capitulo 3.

-X-

Eu disse, querida, está tarde, está tudo bem?

O silencio dominou o lugar

Até que ela disse

Eu...Eu simplesmente te amo

Não sei por que, eu simplesmente amo.

Quando é que você virá para casa?

Logo, logo voltarei para casa

E eu simplesmente te amo também.

-X-

Draco Malfoy e Astoria Grangless se casaram assim que Draco completou seus dezenove anos. O casamento foi assistido pelo maior numero de bruxos importantes, da alta sociedade. Era o tipo de casamento que seu pai queria que ele tivesse, era o tipo de casamento que sua mãe desejava decorar e apreciar.

A cerimonia ocorreu nos jardins da Mansão Malfoy e a festa no salão principal da casa. Tudo perfeito, tudo em sua ordem e obrigações.

A noiva estava feliz, radiante na opinião de Draco. Mas o loiro sabia que ela merecia toda aquela grandeza e um pouco mais. Era por conta daquela união que sua família seria reerguida na sociedade. Era por conta daquela união que o nome Malfoy não seria desrespeitado mesmo com Lucius preso em Azkaban.

Astória Malfoy foi a melhor coisa que Draco poderia querer de uma união arranjada desde sua infância. Astória com seus cabelos negros e pele tão pálida quanto à dele era de uma gentileza e doçura sem tamanho. Sua paciência também era sem limites. Uma eterna dama. E nessa época era tudo do que ele não merecia ter ou ao menos olhar.

Mas nem tudo era uma perfeição tão grande. Astória vinha decaindo a cada dia e isso era um fato. Com a visita do medibruxo certo, Astória foi diagnosticada portadora de uma doença mortal e rara, ao qual Draco escondeu da mídia e dos pais dela por conta de um pedido da própria esposa.

_ Não fale nada disso para ninguém, muito menos para os meus pais, Dray. Eu te peço. – pediu ela com sua voz doce e gestos leves.

_ Mas Astória, seus pais... – Draco ainda se lembrava de tentar convencê-la do contrario.

_ Eu estou gravida. Gravida, Draco. – ainda deitada na cama Astória levou as mãos ao ventre e o acariciou. – O medico disse que minha doença não será passada para o bebê, mas que tenho que comer regularmente, mesmo contra minha vontade. Não fazer muitos esforços e repousar, repousar e repousar. Divertido não acha? – ela bufou indignada, mas ainda exibia em suas feições um sorriso radiante e um olhar de devoção para a barriga ainda lisa demais.

_ Um bebê? – perguntou emocionado.

Não fazia nem seis meses que eles estavam casados e Astória já ia lhe presentear com um filho, mesmo em tais circunstancias as quais ela se encontrava.

_ Um bebê lindo, com a cor dos seus cabelos e olhos, mas com certeza com a minha personalidade. – fantasiou ela de forma sonhadora e feliz. Draco revirou os olhos.

Depois de alguns segundos em silencio o loiro finalmente a olhou preocupado e temeroso.

_ Um bebe não vai tornar sua doença mais perigosa para você? – perguntou ele preocupado. – Você sabe que se não quiser ele nós...

As mãos delicadas de sua esposa lhe acariciou o rosto e os lábios carnudos sorriram com doçura e compreensão.

_ Vai ficar tudo bem, não se preocupe. Você vai ser um pai maravilhoso, vai cuidar dela ou dele – ela acariciou a própria barriga com adoração. -, com muito amor e dedicação. Eu confio em você, sei que não vai deixar nenhum mal acontecer ao nosso bebe.

_ Astória...

_ Dray, confia em mim. Agora me deixa descansar. – disse ela sorrindo-lhe e abanando a mão em sinal de me deixe sozinha.

Scorpius veio ao mundo no mesmo mês de seu aniversario e de sua união com Astória. Um presente lindo para aquelas duas comemorações, mas onde nenhumas das datas foram permitidas tais celebrações.

Com o nascimento de Scorpius Malfoy veio com o falecimento de Astória Malfoy. Não tinha nem o porquê para tais festas comemorativas. Draco mudou-se para a França naquele mesmo ano. Muitos diriam que ele estava fugindo. E eles poderiam até estar certos, se nesse conceito de fugir tivesse o mesmo significado de proteger seu filho das blasfêmias e maldades das pessoas. Não queria nem por um minuto que o seu menino pensasse ser responsável pela morte de Astória.

Draco Malfoy só retornou para a Inglaterra, dois anos depois, quando chegou ao seu conhecimento o falecimento de sua mãe, Narcisa Malfoy. E essa noticia foi um choque para ele quanto para seu pai, que meses depois também foi descoberto morto em sua sela em Azkaban. Suicídio.

E foi assim que Draco se viu com sua família reduzida ao seu filho e o padrinho deste, Blaise Zabini. Draco também viu sua vida girando unicamente em torno de seu menino. Não se importava com isso, tanto que não pensou duas vezes em esquecer os negócios da família para atender as necessidades e carência de Scorpius.

E Draco viu sua vida se seguindo assim, naqueles dois anos após a morte de seus pais, com sua vida sendo explicada com as visitas de Blaise Zabini e com leituras de livros infantis ao pé da cama de seu menino todas as noites.

Mas quem disse que Draco Malfoy precisava de um pouco de paz e felicidade? Será que seus pecados eram tão graves assim?

Mas em uma daquelas tantas noites que passava sentado em seu escritório com Scorpius, agora com quatro anos, deitado no tapete brincando, descobriu que talvez seus pecados fossem imperdoáveis.

E naquela noite Draco viu sua vida sendo mudada, mas não para melhor com a chegada de uma certa carta.

A pequena criatura entrou pela janela e se empoleirou em sua mesa. Uma coruja desconhecida.

_ Papai é do tio Blay? – veio à pergunta de seu menino.

Draco negou tirando a carta da pata da coruja e a abrindo em seguida, lendo-a:

Ainda não nos esquecemos de você. E saiba que cortamos o mal pela raiz. TRAIDOR.

Uma única linha. Um aviso mandado diversas vezes no decorrer de dois meses. Mas Draco não se preocupou, pois não era a primeira vez e nem seria a ultima. Eram apenas alguns ex-comensais com dor de cotovelo pelo nome dos Malfoys não ter decaído tanto perante a sociedade bruxa.

Ainda eram vistos com olhos tortos, mas a grande diferença é que ninguém tentaria proferir os próprios pensamentos. Não para depois correrem o risco de sofrer alguma punição por isso. Afinal o que alguns galeões não fazem, perante a pessoa certa?

Mas quando você acha que tudo não passa de uma grande palhaçada, pense de novo, pois você pode estar muito enganado. E foi com a chegada de uma carta que tudo na vida de Draco Malfoy passou de ameaça para grande perigo.

A melhor forma de acabar com um homem, é exterminando sua prole.

Sua existência nos incomoda, mas não por muito tempo. TRAIDOR.

Com meus sentimentos,

A Chefia.

Um pouco maior que os anteriores e com uma ameaça ainda mais clara e aterradora. Já não era mais sua vida que estava em risco, mas a de Scorpius. Seu doce menino.

Naquele mesmo mês Blaise veio morar na mansão Malfoy. Naquele mesmo mês cada milímetro da mansão tinha um bruxo em guarda. Os cuidados eram extremos, mas Draco havia prometido a Astória que Scorpius jamais sofreria nada e cumpriria essa promessa em nome de sua esposa e do bem estar de seu menino.

Mas tudo pode ficar ainda mais aterrador...

E foi naquela noite, naquela maldita noite que sua maior desgraça começou.

Zabini recebeu uma ligação importante, com informações ainda mais importantes.

Fazia seis meses desde aquele bilhete. Fazia seis meses que ambos, ele e Blaise estavam atrás dessa tal de Chefia. E foi naquela noite que a informação com a localização do líder dessa organização foi localizada. Zabini teve que deixar a mansão. Não podiam perder essa chance. Simplesmente não podiam...

Mas parecia que tudo estava sendo manuseado por forças maiores e que não suportava sua felicidade. Pois Draco naquela mesma noite, também recebeu uma ligação, só que dá sua empresa. Tinha problemas graves para resolver que não podia esperar e foi assim que teve que deixar seu maior tesouro aos cuidados de um elfo doméstico e sobre a segurança de mais de um batalhão de bruxos.

_ Aonde o senhor vai? – perguntou Scorpius tirando os cabelos platinados dos olhos cinza sonolentos.

_ Vou resolver uns problemas de adultos. – Draco o pegou no colo e o levou para o quarto do pequeno.

_ Papai não vai me contar uma historia? – questionou ele de forma deprimida.

Draco negou.

_ Não essa noite, mas amanha prometo te contar qualquer uma que você escolher.

Scorpius sorriu o abraçando, impedindo de coloca-lo na cama.

_ Promete me contar a historia do meu herói favorito. – pediu ele com sua inocência de criança.

Draco o olhou confuso. Scorpius tinha tantos heróis.

_ De quem estamos falando, do Peter Pan?

Scorpius riu.

_ Não papai, eu quero ouvir a historia de Harry Potter, sabe essa não sabe? – Scorpius o olhou com o mesmo brilho que Astória costumava olha-lo, quando queria algo. Suspirou.

_ Claro que sim. Agora pare de me enforcar e deite-se. – disse Draco com carinho o depositando finalmente embaixo das cobertas. – Sanje vai ficar por perto, voltarei o mais rápido que puder.

_ Vai voltar não vai? – perguntou seu pequeno após um bocejo.

Draco beijou-lhe a fronte, sorrindo.

_ Eu o acordarei quando chegar, aí poderá dormi comigo. Tudo bem assim?

Scorpius assentiu.

_ Promete?

_ Palavra de Peter Pan.

Scorpius riu assentindo e se aconchegando nas cobertas, bocejando.

_ Estarei te esperando papai. Eu te amo.

Draco assentiu e ficou até ter certeza que Scorpius havia adormecido.

E essas foram as ultimas palavras que Draco ouviu de seu menino. Pois quando retornou para casa e entrou em seu quarto para leva-lo para dormir consigo como seu Scorpius tanto gostava, só encontrou um bilhete com a mesma letra maldita e três palavras:

Estamos com ele.

Simples assim: Estamos com ele.

Uma frase que podia se passar de forma inofensiva, mas que naquele momento só fez o coração de um pai parar, somente para depois bater mais forte enquanto procurava por cada canto, enquanto falava com cada ser vivo naquela maldita casa.

Mas tudo que conseguiu foi um enorme nada.

Scorpius havia sido tirado de seus braços. Sua promessa que fez para Astória perdeu todo valor ali, naquela noite. Naquele minuto.

Mas quando você acha que nada pode piorar, pense melhor você não sabe o quanto está enganado.

Depois de dois dias corridos após o rapto de Scorpius, Draco recebeu mais uma carta.

Bom Draco te darei uma opção de ter novamente seu filho.

Eu só quero uma coisa, uma pessoa... Mas não se preocupe que não é o Blaise. Desculpe Tio Blay, mas você não me atrai.

É bem simples o que vou te pedir. Em troca do seu filho eu quero Harry Potter.

Dou-te doze dias para ele estar em minhas mãos e doze dias para seu filho continuar respirando como um anjinho.

Com amor e carinho,

A Chefia.

Draco teve que reler a carta diversas vezes para ter certeza em suas palavras. Teve que absorver cada letra para que seus olhos não pudessem engana-lo.

Soltou o ar como se tivesse respirando acido e sentou-se.

Potter em troca de seu filho! Quer algo mais irônico e sádico que isso?

Muitos diriam que ele não hesitaria em dar Potter em uma bandeja de prata para a troca. Mas o que todos pensavam que os Malfoys são? Que não honravam com suas dividas? Afinal Potter livrou Draco e sua mãe de serem condenados mais do que o necessário. Malfoys não eram traidores. Pelo menos não com quem tinham dividas tão forte quanto essa...

Não podia entrega-lo, não podia armar para cima de Potter, por mais que quisesse, simplesmente não podia...

E doía saber que a vida de seu filhinho dependia disso, dava raiva, mas simplesmente não podia.

E foi nessa paralisia de postura e nesse furacão de pensamentos que Blaise o encontrou, leu a carta e o questionou quando do por que essa hipótese está fora de cogitação? E sua única resposta era que simplesmente não podia.

_ Draco, vocês são inimigos e...

_ Eu não posso Blaise, não me questione. Afinal é da vida do meu filho que está em jogo, então acredite quando digo que eu não posso e não me questione o porquê da minha decisão.

Blaise assentiu.

E Draco daquele momento em diante agradeceria a qualquer divindade pelo amigo leal que possuía.

%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%

-X-

Bem, é bom ouvir sua voz

Espero que você esteja bem

E se você já se perguntou

Estou sozinho aqui essa noite

-X-

Draco sentiu sendo depositado no sofá de sua sala. A noite havia sido longa demais e em sua opinião, infundada.

_ Nós não devíamos ter confiado naqueles grifinorios. – disse em apenas um sussurro.

_ Draco faz cinco dias que procuramos e nem chegamos perto de acha-lo. Não temos mais nenhuma opção.

Draco abaixou as vistas. Sentia-se derrotado. Hermione Weasley estava correta, fazia cinco noites e quatro dias que não dormia que não se alimentava direito, pois seu tempo era para procurar Scorpius, era para lutar em manter sua promessa.

_ Potter estava confiante e...

_ Acha que eu faço errado em não entrega-lo? – perguntou encarando os olhos pretos.

_ Você tem seus motivos. – disse Blaise ainda parado a sua frente.

_ Mesmo assim você disse a eles...

_ Sim, disse e diria de novo se fosse necessário. Draco... – chamou Zabini de forma irritada. – Precisa reagir, por Scorpius.

_ EU SEI. – Draco gritou em retorno só que com aflição e sua voz logo vacilou. - Mas...

_ Eu sei. – concordou o negro lhe sorrindo.

Blaise ajoelhou aos seus pés e tocou-lhe o rosto com carinho fazendo Draco fechar os olhos.

_ O traremos para casa, mas para isso precisa ficar forte, firme... Não caia agora.

Draco sentiu algo macio tocar-lhe os lábios e abriu os olhos para ver Blaise o beijando. Sorriu.

_ Está nutrindo um amor por mim, Blay? – perguntou cansado.

Zabini riu.

_ Todos nós precisamos de carinho, vem vou te levar para descansar. – Blaise o abraçou e o amparou em seus braços, ajudando Draco a andar até seu quarto.

Blaise o deitou na cama e suas mãos começaram a trabalhar, tirando-lhe a roupa peça por peça sem demora nenhuma e com um cuidado que se toma ao despir um recém-nascido.

_ O que esta fazendo? Você não me perguntou se quero... – Blaise colocou a própria boca na sua calando-o.

_ Xi! Relaxa, apenas sinta e não negue isso para si mesmo. É apenas um carinho entre amigos.

E as mãos negras contrastando com sua pele pálida lhe deu todo conforto que precisava naquele momento, a mão que lhe bombeava a parte mais sensível de seu corpo lhe deu o meio mais relaxante de extravasar seus sentimentos e de aliviar sua mente de suas falhas e de seus pensamentos tortuosos, mesmo que seja somente naquele minuto. Aquilo que Blaise fazia não era sexo e nem uma intenção para tal ato, era apenas carinho, como o próprio Blay havia dito e Draco se deixou ser acariciado pelo negro.

E foi pelo contato daquelas mãos e da fricção de seus corpos que Draco obteve a melhor válvula de escape de seus problemas. E em meio à letargia de seu gozo de paz se deixou levar por todas aquelas sensações, por todo aquele furacão de sentimentos.

Talvez quando acordasse tudo não passasse de um terrível pesadelo...

Afinal a esperança não é a ultima que morre?

E dessa vez sabia que não estava mais sozinho, que não precisava suportar tudo sozinho.

oOo

Draco acordou aquela manhã sentindo uma coisa diferente. Seu corpo estava relaxado. Sua mente anestesiada. Mas a sua letargia, foi quebrada com as bicadas endoidecidas de uma coruja em sua janela.

Levantou-se ignorando as imagens que assaltava sua mente da noite anterior. E com dedos preguiçosos abriu a janela dando espaço para a coruja entrar e se empoleira em sua poltrona; que naqueles últimos dias usara muito, para ficar encarando os jardins que uma vez teve a felicidade de ter Scorpius correndo por eles.

Corujas nunca eram bom sinal e foi com dedos trêmulos que desprendeu o envelope da pata da infeliz, que levantou voo em seguida, sem esperar por uma resposta.

_ Calma Draco, pode ser Potter informando algo ou Blaise dizendo que teve de sair urgentemente... – tentou dizer a si mesmo, enquanto se sentava na beirada da poltrona.

Abriu.

Draco, Draco assim você nos entristece. Como assim ainda não conseguiu pegar Potter?

Mas só para não dizer que a Chefia não sabe ser benevolente, temos um presente para você, dentro desse envelope encontrara dois presentes, mas, por favor, não se anime.

Estamos cuidando muito bem dele, tão bem...

Tenha uma ótima manhã. E atenção, quanto mais demorar em nos dar o que queremos mais atenção daremos ao seu menininho.

Um conselho de amigo: fique alerta, pois alguns amigos meus pode ficar com tanta saudade de sua casa que não poderei mais contê-los.

Com meus sentimentos,

A Chefia.

Draco releu a carta mais de uma vez e em um ato de fúria a amaçou lançando para longe. O loiro se pôs de pé e algo caiu aos seus pés. O envelope.

Com cuidado o recolheu e tirou o que restava dentro, um pedaço de folha rasgada e uma fotografia. Voltou a se sentar e contou até três para olhar a foto. Um dois e três...

Silencio. Seu coração não batia, sua respiração não fluía e seu corpo não se mexia. Draco estava em estado de choque.

E foi naquele estado paralisado que Blaise o encontrou, quando entrou no quarto trazendo seu café da manhã na bandeja como todos os dias ele fazia.

_ Draco... – chamou o negro correndo até ele.

E finalmente Draco o encarou levando a mão ao rosto. Estava chorando.

_ Eles vão mata-lo. Vão mata-lo, Blay... – sussurrou Draco como um vento agourento.

Blaise tomou a foto das mãos tremulas e seus olhos se arregalaram.

Aquele garotinho não podia ser seu afilhado, não podia ser...

_ Dray...

_ Diz pra mim que não é ele. – pediu Draco em puro desespero e raiva, chorando. – Como eu pude deixa-lo aquela noite. O que seria perder algumas ações, alguns galeões...

Blaise se curvou e abraçou o corpo frágil e deixou ambos cair no chão com Draco em seu colo. De olhos fechados e afagando os cabelos agora ensebados de seu amigo, enquanto este se desmanchava finalmente em lagrimas depois daqueles seis dias, deixou sua mente ser assaltada pela imagem que acabou de ver.

Scorpius deitado no chão lamacento e manchado de sangue, encolhido contra uma parede rustica sem nada lhe cobrindo o corpo tão magro, quanto esse que seus braços rodeavam e ao qual ele tentava passar algum conforto. E por um momento desejou que aqueles desgraçados tirassem logo a vida de Scorpius, pois sofrer daquela maneira não era possível continuar por muito mais tempo. O corpo pequeno estava irreconhecível e a única coisa que gritava Scorpius em meio aquele corpo esquelético e banhado de sangue era os cabelos platinados.

Ele só tem quatro anos, Deus... – pensou o negro.

_ Vamos salva-lo. – prometeu mesmo não acreditando muito em suas próprias palavras.

_ É só um menino, é só um bebe... Meu bebe, Blay... – choramingou Draco, antes que esse desmaiasse de pura exaustão.

Precisavam falar com Potter.

oOo

Harry estava esgotado. Hermione sabia como acabar com sua pessoa. Pois lá estava ele ainda em pé mesmo após uma noite inteira e o inicio da manhã, estudando planilhas e plantas de Dover e lendo todos os relatórios que ambos fizeram desde a última visita ao canal da Mancha.

Harry sabia que não podia reclamar, afinal era para uma causa ainda maior que a anterior. Não sabia o porquê, mas saber que o filho de Draco Malfoy precisava de sua ajuda, lhe dava ainda mais afinco nessa missão.

Mas a única coisa que melhoraria seu humor era que Hermione pelo menos conversasse com ele de vez em quando, para distrai-lo, mas não... Mas quem manda esquecer o quanto Hermione sabia ser insuportável quando estudava algo?

_ Sério Mione, nós não vamos encontrar mais nada, temos as plantas de todos os lugares possíveis que essa pessoa pode frequentar e ainda temos uma estratégia de ataque. O que mais precisamos? – perguntou se levantado de uma das cadeiras na biblioteca da Mansão Black.

_ Harry, estamos pensando em resgatar uma criança das mãos de pessoas que querem seu pescoço. – informou ela como se fosse obvio e em um tom que indicava pura indignação pela sua falta de bom senso.

_ E hoje em dia quem não quer uma parte do meu corpo? – perguntou levantando uma sobrancelha sugestiva.

Hermione revirou os olhos.

_ Saia logo daqui Harry, antes que eu me arrependa e te faça ler mais uma pilha de pergaminhos como castigo. – disse ela repreensora e o moreno não pensou duas vezes em sair de lá correndo. Afinal Harry não conseguiria mais beber nem um mínimo gole de café para se manter alerta.

Aparatou para seu apartamento.

E foi com uma deliciosa sensação que se jogou em seu sofá assim que desaparatou em sua sala. Sabia que tinha quer ir para cama, para descansar melhor, mas tenta dizer isso aos seus pés e mente, quando seu corpo está saturado de cansaço?

Espreguiçou-se e abraçou uma almofada.

TOC, TOC, TOC...

E pego de surpreso em sua apatia, Harry viu seu triste fim ir de encontro ao chão, quando foi assaltado com aquelas batidas desesperada em sua porta. Bem, desesperada era uma palavra bem simplória para explicar o que estavam fazendo com sua pobre porta.

Em passos errantes caminhou até a porta e a abriu, e foi com um susto maior ainda que ele se viu de frente a um Blaise Zabini carregando um desacordado Draco Malfoy.

_ Precisamos falar com você, agora. – disse Zabini.

Harry assentiu abrindo mais a porta e saindo do caminho para o negro passar com o loiro.

O que será que aconteceu? – pensou ele olhando Zabini depositar o loiro em seu sofá.

Suspirou. Lá se vai sua sonequinha da tarde...

_ O que aconteceu? – perguntou colocando um pouco de uísque para ele e o ex-sonserino.

Estendeu um copo para Zabini, que estava sentado no sofá com a cabeça de Draco Malfoy em sua perna e deixando para Harry se acomodar em sua velha e boa poltrona.

_ Isso. – Zabini lhe estendeu um envelope amassado.

Harry ainda o encarando, recolheu o objeto e o abriu tirando seu conteúdo. Uma carta, um pedaço de papel rasgado e uma fotografia, foram às únicas coisas que continha ali dentro.

Abriu a carta e a leu, olhando para Zabini em seguida.

_ Continue, vá em frente, isso não é nada. – informou Zabini de maneira indiferente.

Harry assentiu pegando a foto. Seus olhos ficaram vidrados nela instantaneamente. Seus olhos não queria acreditar no que viam, mas sua mente sabia que não era ilusão de ótica. Aquela criança encolhida, temerosa e lambuzada no próprio sangue, não podia ser o filho de Malfoy, simplesmente não podia... Mas era.

Harry apertou as mãos em punhos. Desgraçados! Como eles podiam fazer aquilo a uma criança que nem ao menos sabia falar direito? Como eles podiam? Deus isso era desumano.

O moreno aspirou o ar com força para os pulmões e se sentiu ser preenchido por acido puro. Estava se sentindo sufocado ali, precisava sair dali, precisava de ar puro, precisava andar, precisava pensar. E com esses pensamentos em mente seus olhos verdes arregalaram-se quando caiu sobre o corpo desacordado no seu sofá.

Deus, se ele que não era nada do menino nem ao menos o conhecia, estava se sentindo doente. Imagine o pai daquela criança, imagine como Malfoy estaria se sentindo?

_ Preciso sair daqui, preciso de ar... – avisou colocando seu copo ainda intocável na mesinha de centro, saindo para a sacada da janela de seu quarto.

O ar fresco ainda o preencheu de forma sofrida e assim que seu corpo encostou-se à única parede ali, seus olhos instantaneamente procuraram pela fotografia. E assim que suas esmeraldas caíram na imagem em suas mãos, arregalou os olhos ao notar que tremia de pura raiva e hesitação.

Harry voltou a fechar as mãos em punho e sentiu ambas serem preenchidas: uma pela foto e a outra... Seus olhos buscaram pela informação e se depararam com o pedaço de papel rasgado e agora também amassado.

O desamassou com cuidado e quase caiu ao derrapar em uma planta ao seu lado, quando a pequena frase se formou perante seus olhos, com uma letra infantil e tremula.

Papa me salva.

Harry engoliu em seco. Deus, Malfoy deve... Harry não queria nem imaginar como Malfoy deveria estar se sentindo, mas ele não conseguiu se deter em pensar, porque Malfoy não tentava entrega-lo? Claro que tinha o risco de ser traído ainda por eles, mas algo lhe dizia que ele jamais faria isso, mesmo em nome e do bem estar de seu próprio filho.

A imagem da foto lhe assaltou a mente e Harry se perguntou se a estratégia de Hermione em esperar não estava sendo muito errática. A sua vontade mesmo era de ir lá agora mesmo, ir até Dover e entrar no porto e caçar cada um daqueles animais, assim como um Leão fazem com suas caças de maneira firme, mas precisa. Forte, mas segura. Rápida, mas letal para cada um daqueles desgraçados.

Harry realmente puxou a varinha das vestes para aparatar, mas foi impedido por uma mão gélida, mas firme que lhe segurou o ombro.

De forma um pouco sobressaltada pelo susto, se virou para encarar olhos cinza de um chumbo profundo e pálpebras e olheiras doentias.

_ Malfoy...

_ Onde pensou que estava indo? – a voz fria penetrou seus sentidos e Harry deu um passo para trás. Deus será que ele é mesmo tão indiferente assim?

_ Em nenhum lugar agora pelo menos. – disse tirando a mão de seu ombro.

Draco riu com ironia.

_ Ouve bem o que vou te dizer Potter, você pode até ser um herói, mas não é uma divindade. Então não age como se fosse indestrutível.

_ Está preocupado comigo, Malfoy? – perguntou Harry, sério.

_ Não fale asneiras. Eu não posso te colocar em uma bandeja para troca-lo pelo meu filho, mas isso não quer dizer que eu vou permitir que você faça isso por si só. Principalmente agindo dessa forma a única coisa que vai conseguir é colocar o meu filho em perigo. – disse o loiro de forma arrastada e raivosa dando-lhe as costas em seguida.

No final de tudo Malfoy precisava dele, mesmo não querendo entrega-lo. Harry ainda era a única opção de salvamento do menino Malfoy.

_ Eu prometo que vou salva-lo. – Harry quase gritou, mas ficou confiante quando viu Draco parar com a mão na maçaneta da porta de seu quarto. – Eu vou devolvê-lo para você, Malfoy. E isso é uma promessa.

Os olhos cinza foram de encontro aos verdes. Harry sorriu-lhe.

_ Só vim avisa-lo que sua amiga está na sala a sua espera. – avisou Draco de forma ausente abrindo finalmente a porta e sumindo por ela.

Talvez essa seja a forma dele de sentir dor pelo sumiço do filho, agindo com indiferença. – pensou Harry seguindo pelo mesmo caminho que o loiro.

oOo

Hermione realmente estava em sua sala, sentada em seu sofá conversando com Zabini. Seu cabelo que antes estava amarrado agora caia sobre os ombros nus como cascatas de chocolate.

Quando finalmente os olhos castanhos o avistaram os lábios rosados lhe sorriram.

_ Mione, eu pensei que iria para casa ver Rosinha. – comentou Harry, vendo ela se levantar e arrumar de forma distraída a bainha do vestido branco que cobria lhe o corpo.

_ Creevey entrou em contato comigo assim que aparatou e pelo que parece não é só eu aqui que tenho novidades. – ressaltou ela cruzando os braços e olhando para os três homens na sala.

Harry suspirou e entregou a carta e a foto a amiga, mantendo o pequeno bilhete para si.

_ Precisamos agir agora. – avisou após Hermione ler e ver a foto. – Quero que peça para Colin e Luna irem para sede. – Hermione assentiu e o moreno sorriu-lhe. – Se eu não estiver pedindo muito tente falar com Dino e Simas, quero fazer uma reunião com todos.

_ Não, você nunca pede demais Harry. Farei isso agora mesmo. Encontro vocês três lá. – despediu-se ela com um sorriso antes de aparatar ali mesmo na sua sala.

_ Então é melhor irmos, vem Draco eu aparato com você... – disse Zabini indo até o loiro que se manteve o tempo inteiro postado em frente à janela, enquanto Hermione esteve ali.

_ Como consegue Malfoy? – perguntou Harry cabisbaixo sem forças para encarar Malfoy. Não por medo, isso nunca, mas simplesmente perderia a serenidade se visse aquelas orbes cinza frias como gelo.

Precisava entender isso. Precisava acreditar que ele podia sentir mais do que aquela apatia mórbida.

_ Potter... – Zabini tentou falar, mas foi interrompido por Malfoy que riu.

_ Esqueceu em que casa eu me formei em Hogwarts, Potter? – disse o loiro com sarcasmo, continuando. – Esqueceu quem me criou?

Harry levantou o olhar e por um segundo imaginou estar olhando o mesmo garoto de quinze anos que implicava com tudo e com todos, mas principalmente com ele.

Balançou a cabeça negando.

_ Mas por um minuto eu pensei que você fosse ser diferente do seu pai. – disse de forma simples. – Vamos ind...

_ Eu sou melhor que ele, mas eu não preciso provar isso para você, principalmente. – Malfoy riu. – O que quer Potter? Quer que eu chore como um Lufa maldito?

_ Draco, por favor...

_ Não, Blay. Quem ele pensa que é para falar assim comigo? – soltou o loiro um tanto exaltado.

_ Eu só queria te entender, Malfoy. Mas parece que é algo completamente impossível. – disse Harry pegando a varinha para poder aparatar.

Malfoy começou a caminhar até ele de forma agressiva, com os punhos serrados e mais uma vez Harry viu o loiro se controlar com apenas um gesto de Zabini, que colocou a mão em seu ombro e sussurrou-lhe algo no ouvido.

_ Vamos acabar logo com isso. – disse o negro com um sorriso simples nos lábios. – Te encontramos lá, Potter.

Harry assentiu aparatando instantaneamente.

oOo

Quando Harry chegou a Mansão Black encontrou todos lhe esperando no hall de entrada. Cumprimentou a todos e pediu para Dino novamente ir pegar Malfoy e Zabini no mesmo lugar da noite passada. E para Harry nem parecia que havia passado somente algumas horas, parecia mais como se tivesse vivido dias após o ocorrido.

Malfoy entrou com Zabini e Dino em seu encalço, sem mais o que esperar Harry resolveu falar e esclarecer seu plano de distração para com o pessoal da Chefia.

_ Colin e Luna, eu agradeço muito que tenham largado seus trabalhos para estar aqui essa tarde. – agradeceu sorrindo levando todos à sala de visita da mansão, pois todo mundo não caberia na mesma sala da ultima vez.

Com todos acomodados pelos estofados Harry continuou com a palavra.

_ Enquanto novos problemas chegaram ao meu conhecimento e de Hermione...

_ Harry desculpa interrompê-lo, mas o que o Sr. Zabini e o Sr. Malfoy estão fazendo aqui? – perguntou Colin olhando para Zabini que sorria de forma irônica.

_ Desculpa, acabei me esquecendo de que não estavam aqui ontem. – disse Harry que começou a contar de forma resumida e clara o que se sucedeu desde então.

Ao termino de seu monologo, Luna sorriu assentindo de forma avoada e Colin pareceu pensativo.

_ Mostrarei no final de tudo algumas fotos...

_ Não. – disse Malfoy o interrompendo de forma quase agressiva. – Não permitirei que exponha o estado do meu filho a mídia. Isso nunca. Se quiser relatar então relate, mas nenhuma foto, eu fui claro Potter?

_ Não é você que manda aqui Malfoy. – rebateu Rony raivoso.

_ Mas eu mando no que diz respeito ao meu filho. Ou faria isso com sua filhinha Weasley? – cutucou Malfoy de forma venenosa.

Hermione segurou a mão do marido que fez menção de se levantar para agredir Malfoy.

_ Malfoy tem razão, Harry. Não pode expor o sofrimento do menino assim de forma tão fria.

_ Mas eu não disse nada de expor as fotos à mídia, mas somente a Luna e Colin como membro de nossa equipe. – assegurou Harry de forma segura vendo Malfoy voltar a relaxar no sofá que estava sentado com Zabini.

Harry respirou fundo e continuou da onde fora interrompido antes de tudo aquilo.

_ Meu plano é o seguinte: Zabini. Você, Dino e Simas viajaram essa noite, acham que podem fazer isso?

Zabini assentiu.

_ Falarei algo no banco. – disse Simas sorrindo. – Exigirei minhas férias atrasadas ou processarei aqueles baixinhos arrogantes e sugadores de suor alheio.

_ Simas. – repreendeu Hermione.

_ Nem vem Mione, aqueles anões não podem fazer isso comigo, um pobre e inocente funcionário. São dois anos sem férias. – Choramingou Simas fazendo Hermione revirar os olhos.

_ Às vezes me pergunto quando vocês homens irão crescer. – comentou a castanha de forma vaga.

_ Magoou. –disseram Simas, Dino e Rony.

Harry sorriu ao ver Zabini engolir o riso após um cutucão do carrancudo Malfoy.

_ E você Dino? – perguntou encarando o amigo.

Dino assentiu.

_ Sem problemas. Não perderia essa aventura por nada. – disse Dino olhando de forma sugestiva para Zabini.

_ Ótimo. – disse Harry. - Rony, eu quero que fique alerta para manter o fluxo de estratégia de escape. Tanto para meu grupo em Dover, quanto o de Zabini em Miami. Ok?

_ Pode contar comigo amigo. – confirmou Rony sorrindo-lhe. – Tenho umas ideias ótimas que passarei para ambos assim que me pedirem.

Harry assentiu.

_ E a nossa função nisso tudo Harry? – perguntou Luna se referindo a ela própria e a Colin.

Harry sorriu de forma perigosa.

_ A sua função e a de Colin serão cruciais para isso poder dar certo, por isso preciso que sejam convincentes em suas matérias para amanhã.

_ O que teremos que reportar? – perguntou Colin.

_ Colin, eu quero que você repórter de forma bem clara que estou viajando para Leeds, não somente eu, mas Hermione também. Insinue uma investigação, passarei os detalhes para você depois com mais clareza.

_ Harry acha que eles vão acreditar? – perguntou Hermione de forma insegura com suas palavras.

_ Acho, com tanto que Luna publique de forma forte e impactante que estaremos em Dover...

_ Harry... – Hermione praticamente gritou.

_ Ouçam bem. Eles sabem que já tivemos em Dover, levaram isso em conta. Mas eles saberão também da viagem de Zabini, pois tenho certeza que eles estão bem atentos aos movimentos dele. Mas o importante de tudo isso é que em qual jornal eles levaram fé?

_ Claro que é o Pasquim. – disse Rony.

_ Por que eles veem reportando de forma clara o que o Profeta vem escondendo? – perguntou Harry sorrindo.

_ Exato amigo, até eu acreditaria no Pasquim se fosse eles. – concluiu Rony.

_ O problema Rony é que Leeds é um estado distante e um lugar que eles também usam para manter crianças presas. Terei que usar uma chave de portal e por conta disso terei que ir até o Ministério pegar permissão para usar uma.

_ Isso até pode confundir... – comentou Hermione pensativa.

_ Mas não é somente isso. Essa chave de portal realmente vai levar dois passageiros para Leeds...

_ Quem? – perguntou Rony um pouco mais animado.

_ Seu irmão Charles e um amigo dele. – respondeu o moreno fazendo Rony corar em relação ao tal amigo do irmão.

_ Mas eles não vão correr perigo? – perguntou Simas.

_ Não. Pois de lá pedirei que eles aparatem para o lugar que eu realmente prometi para eles, como um presente. Mas o caso não é esse, pois em Dover também eles não irão receber nenhuma notificação do meu aparecimento e nem do de Hermione.

_ E como chegaram lá? – perguntou Zabini.

_ Da mesma forma que você, Dino e Simas chegaram a Miami. Poção Polissuco. Vocês irão de forma trouxa, por avião. É o mais seguro a fazer. Eu e Hermione iremos por aparatação. – Hermione assentiu. – Bom acredito que a única coisa a ser feita nesse momento é planejar. Zabini, Hermione ira dar a poção e os cabelos correspondente a cada um de vocês, Ok Simas, Dino?

_ Beleza, Harry. – disseram os dois em uníssono. Harry sorriu.

_ Espere um pouco Potter e eu? Onde fico nessa historia? – inqueriu Malfoy de forma fria e cortante.

Os olhos verdes se aprofundaram nas íris cinza tempestuosas de Malfoy.

Malfoy não tinha condições físicas para entrar em uma batalha, mas Harry não podia negar que em sua pose arrogante estava clara sua vontade de ele próprio tirar o filho de lá com garras e dentes se necessário. E Harry não podia negar isso a um pai, pois faria a mesma coisa na posição de Malfoy. Lutaria mesmo que lhe custasse à vida.

Harry sorriu.

_ Você irá comigo e com Hermione para Dover. – disse de forma segura e pelos cantos dos olhos viu Hermione arregalar minimamente os olhos em discordância. Malfoy já não era mais uma criança, nenhum deles ali era. Se ele queria lutar, quem era Harry para impedir? – Cada grupo se reúna e discuta sua própria estratégia. Luna e Colin por que não vamos tomar um café, ai eu passarei todos os detalhes para as reportagens. Hermione será que pode deixar Malfoy informado de nossa estratégia de resgate? – Hermione assentiu. - Rony será que pode se juntar a Zabini e aos meninos para tramar uma rota segura de investigação.

_ Claro cara, vamos para a sala dos mapas. – concordou chamando os três rapazes para a mesma sala da noite passada, onde Hermione e o próprio ruivo deixaram os mapas expostos.

Harry ainda viu Hermione chamar Malfoy para acompanha-la até a biblioteca, antes de sair para a cozinha com seus dois amigos repórteres.

Agora só faltava por tudo em pratica e com fé tudo daria certo.

oOo

Draco sentou-se na cadeira em frente a uma mesa abarrotada de livros e plantas de alguns lugares que não reconhecia. A Biblioteca dos Black era tão grande e importante por conta de seus livros quanto a da sua própria família na Mansão Malfoy. Livros que Scorpius adorava olhar e passar seus dedinhos frágeis pelos papeis antigos e abrir alguns fingindo em sua infantilidade que sabia ler.

Como sentia saudades.

Após uma hora naquela sala com a nova Sra. Weasley já se encontrava a pá de toda a estratégia e planos de ataques para o resgate de Scorpius e em seu intimo pediu com uma fé que não sabia possuir, que tudo desse certo e que nada demais grave acontecesse ao seu menino.

Nesse momento não importava em resgatar aquele mesmo menino da foto que em sua mente se resumia a sangue e farrapos. Nesse momento só queria tê-lo em seus braços e sussurrar em seu ouvido que tudo ficaria bem, que ele estava seguro novamente. Queria deitar ele em sua cama e abraça-lo forte e nina-lo contando a historia que não teve tempo de contar. A história de Harry Potter, ironia não? Tudo que estava acontecendo naqueles dias estava se tornando uma enorme ironia.

Pac, pac, pac...

Seus olhos cinza assim como os castanhos da Weasley, buscaram o causador daquele barulho irritante. E foi com enorme surpresa e um medo aterrador que viu a mesma coruja daquela manha pousar a sua frente, quando a Weasley abriu a janela.

Mas como aquela maldita o encontrou ali? Será que eles sabiam?

Seus olhos se arregalaram para a criatura e antes de qualquer movimento, sabia que precisava de apenas uma pessoa ao seu lado. Blaise.

_ Granger chame o Blaise, por favor. – pediu ignorando o fato de ter usado o sobrenome errado, mas agradeceu interiormente quando a castanha assentiu saindo da biblioteca com rapidez. Minutos depois a biblioteca foi invadida por Blaise, a Weasley e Potter.

E sem precisar pedir nada Draco viu Blaise buscar seu olhar e com uma compreensão sobrenatural mandou que Potter e a Weasley se retirassem.

_ O que está acontecendo? – insistiu Potter.

_ Seja o que for podemos ajudar. – falou a Weasley solicita.

_ Potter e Weasley, vocês serão os primeiros a saberem, mas antes Draco precisa ficar sozinho. Respeitem isso. – pediu Blaise se irritando. A Weasley assentiu puxando um Potter desconfiado porta a fora.

E após uns minutos de silencio com Blaise ajoelhado ao seu lado e com seus olhos cravados no pequeno pacote amarrado na perna da coruja, Draco se viu obrigado por conta da irritação da coruja a pegar o pacote para si. E foi com dedos trêmulos que desamarrou e tomou o pacote para si, vendo em seguida a coruja disparar janela a fora.

_ Precisa abrir Dray. – disse Blay após mais alguns minutos.

Draco assentiu respirando fundo buscando uma coragem que já não mais possuía.

_ Certo. – confirmou tentando afastar de sua mente as formas ardilosas do Lord das Trevas de agir naquelas situações. Draco ainda tinha pesadelos com os gritos das pessoas que foram aprisionadas na mansão Malfoy, por conta de ter parte de seu corpo sendo arrancados para que fossem mandados para seus parentes como forma de inquisição. – Eu não consigo, abre você.

Blaise sem nenhuma palavra tomou a caixa de suas mãos e rasgou o papel e por fim abriu a caixa, depositando em suas mãos tremulas um aparelho parecido com o que os Trouxas usavam para se comunicar entre si.

_ É um celular. – informou Blay.

_ E o que eu faço com iss... – E antes de terminar sua pergunta foi cortado pelo som de campainha que vinha do aparelho em sua mão. – O que eu faço?

_ Aperte esse botão verde. – disse Blay apontando para o primeiro botão a esquerda.

Apertou.

_ Coloque no ouvido, assim... – informou Blaise levando sua mão com o aparelho até sua orelha.

_ Bom dia, Malfoy. – cumprimentou um homem, com sua voz saindo por aquele aparelho estranho.

_ Quem é? – perguntou com sua frieza habitual.

_ Isso não importa, mas tem alguém que quer muito falar contigo o problema é se ele conseguira falar. – zombou o homem de forma irônica.

E foi com um susto e com um sopro agudo em seu coração que ouviu a voz fraca e entrecortada de seu menino.

_ Papa... Cof, cof, cof... – chamou Scorpius fracamente tossindo uma tosse seca em seguida.

_ Scorp. Scorp papai vai te proteger meu amor.

_ Eu te amo, papa. – sussurrou-lhe seu menino. Draco arregalou os olhos e uma lagrima percorreu sua face com sofreguidão.

_ Eu também te amo meu anjo. – confidenciou também em um sussurro. – Scorp, eu vou te salvar... eu vou te salvar...

Mas não recebeu resposta. Um silêncio tomou conta de tudo ao seu redor e Draco sentiu um desespero tomar conta de seu corpo e controle emocional.

_ SCORP... SCORPIUS! – gritou de forma descontrolada se levantando e quase derrubando Blaise no processo. – Scorp fala comigo meu filho. – pediu de forma suplicante.

Sua única resposta foi uma risada diabólica e apenas um aviso:

_ Sabemos que está na companhia de Potter, tome cuidado essa pode ser as ultimas palavra que ouvira de seu filho, traidor. – E seu ouvido foi invadido pelo Tum, Tum, Tum... vindo do tal maldito celular.

Eu te amo, papa. – essas quatro palavras gritava em sua mente o tomando em uma dor quase insuportável e seu corpo foi tomado por um peso que não lhe pertencia. Sentiu o celular escapar por entre seus dedos e seus ouvidos captaram o som vago do aparelho bater contra o chão da biblioteca.

Seu corpo estava tão pesado, tão pesado...

-X-

E eu te amo mais

Do que jamais amei

E se hoje eu não vir o seu rosto

Nada mudou,

Ninguém pode tomar o seu lugar

Fica mais difícil a cada dia

Diga que você me ama mais do que jamais amou

E me desculpe, mas é desse jeito.

-X-

A luz que entrava pela janela aberta incomodou seus olhos ainda fechados. Sabia o que tinha acontecido, não precisava abrir os olhos para confirmar isso. Havia desmaiado nos braços de Blaise e agora ele se sentia furioso, pois tudo que mais queria era esquecer aquelas quatro palavras sussurrante que Scorpius lhe confessou. Agora tudo parecia ainda mais insuportável de se suportar.

Era um fracasso como pai e ponto final.

Draco deu um grito forte e suas pernas expulsaram para longe as cobertas que lhe cobria o corpo e sua mente perguntava apenas uma coisa desde que aquela desgraça se iniciou:

Por que não ele? Por que Scorpius? Por que seu lindo menininho?

Mas ele sabia a resposta, por que não somos nós que pagamos pelos nossos pecados, mas sim aqueles que mais amamos. E seu bebê estava pagando pelos seus pecados. Assim como Draco pagou muito pelos pecados de seu pai.

Em um rompante Draco se colocou de pé e completamente descontrolado começou a quebrar tudo que podia pegar e tacar contra a parede. Não se importou nenhum pouco que aquele não era seu quarto na Mansão Malfoy. A única coisa que passava em sua mente além da culpa era o fato que precisava liberar aquela raiva e desespero de alguma forma e como não estava afim de mais uma rodada de quase sexo com seu melhor amigo, então aqueles enfeites e moveis servia por enquanto.

Quando sua raiva diminuiu e o desespero e a culpa falaram mais alto, Draco já tinha demolido o quarto inteiro. Sentiu lágrimas correr pelo seu rosto e não se importou, já fazia muito tempo que não se importava com algo tão fútil quanto isso. Por esse motivo deixou-as correr livremente e se arrastou até a janela onde encostou seu rosto na vidraça e viu um pequeno parque do outro lado da rua.

O parque era judiado, antes o que deveria ser coberto por uma linda grama verde agora era somente uma imensidão marrom, levantando poeira, enquanto as poucas crianças, ali presente corriam.

Draco não sabia estipular quanto tempo ficou ali, só sabia que suas lagrimas haviam secado e que as crianças estavam começando a ir embora, abandonando os poucos brinquedos ali expostos.

Viu um menino de cabelos loiro-mel, que pelo tamanho deveria ter a mesma idade que seu loirinho, pegar a mão da mãe e sorri para ela com olhos calorosos.

Às vezes Draco deixava se enganar ao achar que tudo poderia ser diferente se Astória ainda fosse viva. Draco acreditava que se ela estivesse naquela noite com seu menino, talvez nada daquilo tivesse acontecido. Que Astória teria o protegido melhor do que ele. Afinal não é que todos dizem que amor de mãe protege? Que uma mãe faz o impossível para salvar um filho? Potter não era prova viva disso?

Mas o que um pai pode fazer na mesma ocasião?

E como resposta sua mente foi preenchida pela imagem de seu filho deitado em um chão sujo, pelo que parecia ser seu próprio sangue, enrolado em panos imundos e fino demais. Seu corpo frágil violado por feitiços e espancamentos que Draco se proibia em imaginar.

Um ex-comensal que passou a ser pai é isso o que ele pode fazer. Destruir tudo que um dia tocara e ele havia tocado em Scorpius com seus braços, com seus beijos de bom dia e boa noite, mas principalmente com um amor que nunca pensou em sentir e que pudesse destinar a outra pessoa além dele próprio.

Dois toques em sua porta foi o suficiente para tirar Draco daquele estupor. A porta se abriu e o rosto e o sorriso gentil de Blaise o saldou.

_ Posso entrar? – perguntou o negro.

Draco assentiu.

Blaise caminhou pulando os destroços dos moveis até ele. O negro sentou ao seu lado e ambos ficaram assim, parados, calados e olhando para o parque vazio.

_ Vim me despedir. – começou Blaise com sua voz cantada. – Vou viajar em uma gerigonça trouxa, então achei melhor em todo caso me despedir caso aquele troço me mate.

Draco sorriu.

_ É isso que dá se misturar com os sangues- ruins. – Blaise gargalhou após suas palavras.

_ Verdade, mas essa é a parte negativa de nos unir a grifinórios. Acho que posso sobreviver a isso.

_ Boa viagem então. – desejou solicito.

_ Nem me diga, acho que assim que aquele avião aterrissar o tal Thomas vai pular em meu pescoço e me molestar de todas as maneiras viáveis e inviáveis. – confessou o negro em um teatro desesperado.

_ Como se fosse correr dele se isso acontecesse não é? – apontou Draco.

Blaise riu.

_ Imagina se Finnigan também topa entrar no joguinho? – sonhou o negro e Draco se colocou de pé.

_ Seria fantástico. – tentou parecer sarcástico, mas a única coisa que Draco conseguiu foi um sopro de palavras cansadas.

Blaise suspirou perante suas palavras sem emoção e o abraçou por trás.

_ Não queria perguntar, mas... Como você está? – sussurrou Blaise em seu ouvido.

_ Melhor.

_ Potter me pediu para chama-lo, ele e a Weasley estão preparando algo para o jantar.

_ Sem fome. Mas eles não iam hoje também para Dover? – perguntou Draco apoiando a cabeça no ombro do amigo.

_ Potter resolveu esperar as matérias sair para poder agir. Ele já foi ao ministério conseguir a chave de portal para Leeds, agora só resta esperar o amanha chegar.

Draco suspirou.

Eles ficaram alguns minutos em silencio até que Draco chamou pelo amigo.

_ Blay?

_ Hum.

_ Você confia no plano do Potter? – Draco sentiu o amigo assentir em seu ombro.

_ Acredito, pois eu discuti a estratégia mais a fundo, em relação à Miami e é incrível, se tudo caminhar como o planejado não haverá falha alguma.

Draco assentiu.

_ Também achei enquanto a Weasley me explicava o plano de Dover. A minha preocupação é se Scorpius estará vivo até lá. – confessou.

_ Não diga e nem pensa isso. Scorpius é um menino forte.

_ Eles sabem que me juntei a Potter. – disse Draco se lembrando do aviso no final da ligação.

_ Seria impossível esconder isso deles. O importante é que a reportagem de amanha os impedira de fazer algo mais decisivo contra Scorpius. – garantiu-lhe Blaise.

_ Confio em você. – confessou. Blaise lhe sorriu com carinho após libera-lo do abraço e em seguida lhe depositou um beijo na testa. – Eu ficarei bem. – assegurou-lhe Draco mesmo não acreditando em suas palavras.

_ Deixei os dois avisados que se o estressarem, eles terão que se ver comigo depois. – Blaise piscou de forma travessa, fazendo Draco sorrir. – Agora tenho que ir.

_ Boa sorte e acabe com aquela Chefia maldita. Mas deixe um pedaço do maldito ou da maldita para que eu possa torturar.

Blaise gargalhou assentindo.

_ Potter vai amar a nova decoração do quarto dele. – falou Blaise olhando de forma divertida para o quarto reduzido aos frangalhos.

Draco arregalou os olhos.

_ Esse quarto é o dele? – Blaise assentiu. – E você me deixou dormir na cama dele? – perguntou com uma nota mais aguda na voz de pura indignação. Blaise riu se afastando e dando de ombros.

_ O que eu posso fazer? Você não ia querer dormir no ninho de pavor do casalzinho Weasley, quereria?

Draco fez cara de asco.

_ Não, mas por que não me jogaram na calçada era bem melhor que isso. – sinalizando o quarto destruído.

Blaise revirou os olhos pelo melodrama e abriu a porta.

_ Eu acho melhor você descer e comer algo ou a ex-Granger virá pessoalmente dar-lhe comida na boca. – avisou Blaise fazendo uma careta.

_ Obrigado pelo aviso, agora suma da minha frente amigo da onça. – dramatizou ele.

Blaise riu antes de sair porta a fora.

Continua...


Nota: Minhas pessoinhas queridas mil perdão pela demora, mas estou tão sismada com o enem que já estou estudando. Por isso mil desculpas... eu literalmente me esqueci da fic nessas duas semanas se não me engano, prometo que sabado que vem ou sexta a noite ou até nas madrugadas da vida eu postarei o próximo capitulo.

Agora vamos falar desse capitulozinho...kkkk

Sei que teve gente que não queria que o Blay meu doce Blay desse colo para o nosso sofrego Draco, massssssssssss gente vocês viram não ouve nada só um rale rola ali meio confuso, mas culpem a cabeça do Draco...kkkkkkkkk

Mas não se preocupem o Blay não vai namorar e nem concretizar o que ele iniciou com o Draquinho, até porque foi só carinho entre amigos...kkkkkk (Quem não queria ter um amigo tão solicito?..kkkkk detalhe, abafa o caso...kkkkk) E também o coitado do nosso Negro lindo e totoso está indo para Miami, praia, sol, chefia, trabalho, Dino, Seamus... Bom ele vai estar bastante ocupado. ;D

Draco também com um Harry do lado dele salvando o filho junto com a hermione a vida vai ser sofrida e muito corrida, só aguardem o próximo capitulo ;D

Pior que o capitulo é de dá dó, pelo menos eu senti, por isso já vai o aviso. Não digam que não avisei. ;)

E ai gostaram do capitulo? Me digam se meu Harry não estava podendo na reunião? *suspira*

Bom chega desse enrola enrola e vamos comentar neh? Quero saber se deixei a desejar, se a historia está fluindo e por ai vai...?

Obs: Gente boa noticia estou conseguindo caminhar com a fic Diario de um Vampiro, assim que consegui adianta-la só mais um pouco e revisar os capítulos que escrevi, logo mais postarei, mas paciência... Quem espera sempre alcança.

obs²: Gente isso é importante eu não sei se respondi seus comentários na capitulo anterior, por isso estou perdida. Como já são 1:08 da manhã e eu ainda não dormi desde as 3:00 e alguns minutos da manhã de ontem quero informar que estarei respondendo-as no decorrer da semana. Se eu já respondi, sorry, mas terão que me aturar além do necessário enchendo a caixa de e-mail de vocês. MUAHAHHAHAHHAHHAHAHHAHA (isso era para ser uma risada do mal...kkkk)

Bjos e um super abraço de urso

Jessy

s2