Krika Haruno: ahauhauhaua essa na verdade era a reação que eu queria. Pq foi a sensação que a Charlie teve também quando acordou. E aliás, ngm merece acordar de um sonho desses né? xD Aproveita Charlie!
Darkest Ikarus: Eu gosto muito do jeito que você conduz a Charlie em DN, já falei xD Vc consegue captar várias coisas dela. Acho que o Gaiden veio mesmo só pra complementar. Eu não ia colocar a relutância, mas achei legal trabalhar isso por causa daquela coisa de amizade colorida deles. Tipo, ela vai explicar direitinho mais adiante, só esperar um cadinho mais. xD O que o Saga foi fazer em Atenas... Boa pergunta. Ele responde no gaiden dele.. xD
Jules Heartilly: Éééééé.. xD O contraste foi bem proposital. Eu já sabia que ia rolar essa parada do sonho, já tinha pensando direitinho como fazer, mas não sabia em que momento e o que colocar depois. Daí foi quando pedi as ideias pra vcs. E aproveitei a que era mais romântica. Gostei muito do resultado. Charlie é bem louca mesmo a ponto de fazer coisinhas em cima de um carro velho do jeito que foi auhauhauhauhuaua.
Margarida: aaahhh sou meio suspeita pra falar de Saga e Charlie pq né... xD Mas Aiolos e Alex também está na minha lista de favoritos! Fiquei bem curiosa pra saber o que aconteceu antes entre os dois que a fazia ter toda aquela visão de cafajeste mau caráter do Olos. Quando li seu gaiden (o que me lembra, aliás, que preciso deixar uma review), fiquei compadecida dos dois. Esse sonho da Charlie, creia-me, me veio num sonho sobre a fic. HAIUHAUAUIHIUAHUHAUHAUIA ALOKA!
Capítulo 3: Todos cometemos erros.
Ainda ficamos ali, abraçados, falando sacanagem e conversando depois. Saga dormiu no meu colo enquanto eu mexia em seus cabelos. Eu o ouvia ressonar baixinho e me perguntava como ele conseguia dormir com tanta coisa acontecendo. Aí me dei conta de que só eu me corroía por dentro.
Não tinha a menor ideia do que fazer. Cada segundo que eu passava ao lado dele só me dava mais certeza de que eu estava numa confusão muito maior do que a que eu tinha imaginado porque eu estava me apaixonando. E sempre havia criticado todos que saíram em missão pra tentar derrubar o Luxúria, por serem fracos e se deixarem seduzir e envolver. E eu estava indo pelo mesmo caminho. A diferença era que eu havia me apaixonado a longo prazo. Mas o que deixava tudo pior era não ter nenhuma perspectiva daquilo tudo. Quer dizer, ainda tinha uma dúvida gritante na minha cabeça sobre Saga ter algum conhecimento sobre o que eu era e a qualquer momento acabar comigo. E também tinha a missão e a Organização. Me sentia traindo a confiança dele quando passava a eles relatórios e informações. Mas também me sentia da mesma forma quando negligenciava a missão por ele. Saga me dava muitas coisas boas, mas ele não era exatamente uma garantia. Mesmo que eu deixasse a organização sem que ele soubesse de tudo, ele ficaria mesmo comigo? E outra, a Organização nunca me deixaria em paz, de forma que eu teria de revelar tudo pra explicar tanta perseguição. Poderia até sobreviver a ele, mas sobreviveria aos outros Senhores? Claro que não. Aiolia seria o primeiro a por as mãos em mim pra me desmembrar por inteiro. E vendo aquilo acontecer Saga não faria nada. E por que faria? Eu havia mentido pra ele. Nada mais justo ele me deixar morrer.
E então pensei no que havia me motivado a partir para aquela missão. Apesar dos pesares, eu devia aquilo ao velho. Era pra honrar o nome dele que eu tava naquela. E outra, a organização, no momento, era tudo o que eu tinha. Não era minha família, porque a minha definição disso é algo totalmente diferente de um bando de filho da puta adulador, que, quando você se fode, corre da sua vista como o diabo corre da cruz, mas era o meu lar, por assim dizer. Uma garantia de algo. E eu tinha uma imagem a zelar. Ou uma imagem a fazer, dependia do ponto de vista. Tinha de tomar uma decisão. Principalmente porque a missão estava chegando ao final. E pensar naquilo me fazia doer o peito. Quando eu tinha contado a eles da viagem que faria com Saga, eles me disseram que iam se aproveitar disso e que quando a hora chegasse, eu seria avisada. Cada segundo que passava eu sentia o cerco se fechando mais ainda. Era como se houvesse uma corda amarrada ao meu pescoço que ia se apertando cada vez mais. E eu precisava tomar uma decisão. Então lembrei outra vez do velho, dessa vez em seu leito de morte. "Este é o meu legado Charlotte. O legado de séculos de tradição. Sempre fomos e sempre seremos Caçadores. Sempre vamos caçar os malditos que fazem mal ao mundo. Não podemos parar até que esse mal seja lavado da face da Terra. Guarde essas palavras e faça bom uso delas. Você é forte, é inteligente. Sei que vai saber o que fazer. E vai fazer melhor do que eu poderia ter feito por você, minha filha". Eu tinha de fazer aquilo por ele.
Meu velho pode não ter sido o melhor pai do mundo, mas porra, era meu pai. Hoje eu acho que faço bom uso das palavras dele. Os Senhores não são o verdadeiro mal do mundo. Os Caçadores o são. E se eu tiver de caçá-los, faço com o maior gosto. Mas naquela situação, eu ainda era um deles. E tinha que fazer a minha parte. Eu tinha decidido de qual lado ficaria.
Acordei o dia seguinte da melhor forma possível. Café na cama. Perfeito também pra quem acorda morrendo de fome.
- Você dormiu bem?
- Melhor do que nunca.
- Isso é bom. Eu trouxe isso pra nós.
Saga desfilava só com uma toalha enrolada na cintura e por baixo do cobertor eu estava sem roupa nenhuma. A bandeja que ele trazia no carrinho era enorme e estava lotada de coisas deliciosas. Havia chocolates, trufas, croissants, brioches, frutas, tábua de frios, bolo, pães, geleias, iogurte, suco, café, leite, biscoitos, torradas e morangos com chantilly.
E uma situação dessas é bem difícil não se aproveitar dos itens da sua bandeja para outros fins. Transamos outra vez, com morangos e chantilly. E depois transamos de novo, durante o banho. Era bem difícil por a cabeça no lugar e agir do jeito que eu devia. Mas havia outras coisas que deixavam isso mais difícil ainda.
Sentamos na borda da piscina e ficamos conversando.
- Então, você ainda não me disse o motivo de ter me trazido aqui.
- Uma fuga da rotina.
- Foi só esse o motivo?
- Não.
- Tem a ver com o que me disse ontem?
- Sim.
- E você pode me responder algo que não sejam monossílabos?
- Posso. – ele respondeu rindo. Um sorriso muito bonito – Você... Você mudou a minha vida, Charlie. Eu trouxe você aqui, porque, como disse ontem, você merece muitas coisas. Não sei, mas... É impressionante a forma como você me acalma.
- Querido, transando do jeito que a gente transa, qualquer um se acalmaria. Eu não consigo nem pensar em stress. – ele riu.
- Não é só isso. Não é só o sexo. É tudo. Você tem algo que me faz querer ficar junto de você o tempo todo. Pensar em você deixa tudo diferente. Me faz enxergar melhor as coisas. Você me faz bem. Encare isso como um agradecimento.
- Agradecimento? Saga, se não fosse você, dificilmente eu viria a um paraíso desses. Agora eu estou aqui, com um mar azul perfeito a minha vista e ao lado de um homem maravilhoso. Quem devia agradecer era eu!
Ele sorriu. Mas um sorriso triste.
- Ei, o que foi?
- Eu não sou esse homem maravilhoso que você pinta, Charlie.
- Por que diz isso?
Eu tinha uma ideia do que viria a seguir, mas eu precisava deixá-lo falar. Eu sentia que ele precisava daquilo.
- Porque eu não sou. Cometi erros no passado que repercutem até hoje.
- Todos cometemos erros Saga. Ninguém está livre disso.
- Não. Você não entende. Não foi qualquer erro. Eu matei uma pessoa no passado. Não diretamente, mas tive minha parcela de culpa. Essa morte dez de mim um homem amaldiçoado. Fui condenado e pago por esse erro. Mas estou cansado. Eu e os outros. Isso me faz até mesmo duvidar se eu mereço mesmo tudo o que você me proporciona.
- Talvez isso seja uma oportunidade. Como uma segunda chance para corrigir esse erro.
- Segunda chance? Não. Isso não se aplica a mim. Não há segunda chance para um homem como eu.
- Um homem como você?
- Sou um demônio assassino, Charlie. Não sou nada maravilhoso como esse homem que você descreve. Talvez até fosse melhor você se afastar de mim.
- É o que você quer?
- Não.
O olhar dele me pedia aquilo. O peso de ter participado do assassinato de Pandora estava tão presente sobre suas costas quanto a sensação de calor que o sol proporcionava ao tocar nossas peles. E Insanidade parecia fazer questão de lembrá-lo daquilo com frequência. Claro que ele não havia contado toda a história. E nem precisava. Eu já sabia de tudo. Mas não passava pela minha cabeça o quanto ele sofria. Jamais tinha imaginado essa agonia e toda essa dor. Claro, porque naquela maldita organização eles não contavam que os Senhores são homens de carne e osso e que também tem sentimentos.
- Então eu vou ficar aqui com você.
- Você é teimosa.
- Não sabe o quanto.
- Que bom. Eu não quero mais perder o controle.
E eu estava em dúvida novamente. Mas finalmente começava a entender a tristeza em seus olhos algumas vezes. O semblante cansado e sério quando ele se demorava em algo. As vezes em que falava sozinho e que com certeza estava discutindo com o demônio aprisionado dentro de si. Aquilo me desarmou e me fez sentir culpada mais uma vez. Saga não merecia o que estava por vir. Nunca mereceu. Essa é uma culpa que carrego até hoje. A de tê-lo traído. Mas agora também tenho de conviver com outra. A de tê-lo abandonado quando ele mais precisou de mim. Quando Cronos o enfeitiçou. Maldito Cronos.
O vento lá fora balançava a copa das árvores. A garrafa de uísque começava a ficar mais leve. Mas o meu peito ainda estava apertado. Tal qual aquele dia. Eu havia tomado uma decisão na noite anterior. Seguiria o pedido do meu pai e continuaria naquela lida de Caçadora. Estava convicta. Mas, saber como ele se sentia e me dar conta de tudo me fez mudar de ideia novamente. Mas ainda havia algo que me despertava muito medo. Insanidade era seu nome. Eu sabia que ele era desperto pelo cheiro de sangue, mas não fazia a menor ideia de que como seria se ele se manifestasse. Será que se ele me atacasse Saga conseguiria contê-lo?
E outra coisa me preocupava também. O ataque. Quando e como seria. Eu estava arrependida de ter entrado naquela. Eu poderia perder o homem que me fazia bem. Sim porque, eu já estava apaixonada e Saga me fazia tão bem quanto eu fazia a ele. Já começava a não querer pensar como seria a vida sem ele.
Mas os dias foram passando e eu procurava não pensar naquilo. No lugar disso procurei pensar em várias formas de fugir com Saga sem ser descoberta. Sair dali e sumir do mapa com ele, sem prestar esclarecimentos era uma chance. Assim eles poderiam pensar que morri em missão. Porém, eu precisaria de contatos fora dos Caçadores para conseguir documentos falsos. E como explicar ao Saga tudo isso? E como fazê-lo aceitar? Forjar minha própria morte também era outra chance. Mas eu não tinha tanto tempo assim. E teria de viver escondida a partir de então. Falsificar as informações poderia despistá-los e atrasá-los, mas por quanto tempo? E eu já tinha passado muita coisa pra eles. É claro que aquela altura eles já tinham alguém por lá. E eu com certeza já estava sendo vigiada. Fora que todos esses planos tinham um impasse maior. Eu teria de revelar a ele quem eu era. E como manteria minha segurança depois disso? Já conseguia ver Insanidade tomando banho com meu sangue.
Apesar de tudo isso me bagunçar a mente, eu ainda tinha que manter a pose e fazer de conta que minha vida por trás de toda aquela magia em Santorini não estava um caos. A missão mais difícil em toda minha. Quer dizer, fingir algo é fácil. Principalmente quando não há tanta coisa envolvida. Mas eu estava extremamente fodida. E não no sentido bom da palavra. Minha consciência gritava para que eu tomasse uma decisão. Meu coração me dizia pra escolhê-lo. Minha razão me dizia pra seguir o pedido do meu pai e continuar a ser uma Caçadora. Meu medo me cegava e minha coragem me deixava burra. Meu desejo por ele me distraía. Minha vontade de ficar com ele pra vida toda me encorajava a enfrentar qualquer coisa que fosse pra defendê-lo. Meu receio em perder o único chão que eu tinha e ficar desamparada e só me forçava a continuar traindo-o. Eu não tinha a menor chance de sair daquela e seguir em paz com a minha vida. Estava sem saída. E sem tempo pra qualquer outra coisa. Então eu procurava aproveitar aquelas que podiam ser as minhas últimas horas com ele. Por um lado ou outro. Se eu ia morrer mesmo, então que eu morresse satisfeita.
Os momentos que passamos foram divertidos. E deliciosos. Massagens, sais de banho e espuma de morango, vinho e caviar, bolinações inocentes em locais públicos. E cada vez mais eu conhecia o homem por trás do demônio. E ele conhecia mais de mim. Aquela semana nos aproximou de uma forma absurda. Nossas conversas não eram mais como nos dois meses que passamos nos "conhecendo" antes de estamos ali. Naquelas vezes eu ainda tinha a intenção de seduzi-lo para os fins daquela missão estúpida. Apesar de ainda escondermos o que éramos, falamos coisas um para o outro que com certeza não falaríamos para qualquer pessoa. Desabafamos coisas de nossas vidas que com certeza ninguém imaginaria. Ele me contou sobre a relação que teve com outra mulher e como "outra pessoa" havia acabado com tudo tragicamente. Contei a ele meus medos e minha relação com meu pai, pequenos relacionamentos que tive, mas que não consegui levar adiante. Alguns dos meus problemas. E contei a ele como me sentia ao seu lado. A forma como ele também me fazia bem. A forma como ele também mudara a minha vida em tão pouco tempo.
Era tudo mágico até o momento em que recebi a noticia de quando seria o maldito ataque. Eles investiriam pesado naquele que seria nosso último dia naquele paraíso. Me senti sem chão. Uma traidora de ambas as causas como nunca havia me sentido. E ambas tinham importância para mim. Cheguei a ter um pensamento egoísta. Pensei que Saga poderia vencê-los e eu me sacrificaria por ele. Se tudo o que ele me dizia era mesmo verdade, ele entenderia. E bom, ele, como imortal, viveria mais outros séculos e encontraria outra garota legal para gostar. Afinal de contas, que chances eu teria de vencer?
Baseada naquilo, eu decidi que meu ultimo momento com ele deveria ser O momento.
Tomei um banho demorado e vesti a melhor lingerie que tinha levado. Cinta liga preta, meias da mesma cor, uma calcinha mínima que fazia conjunto com o cosert vermelho encapado com uma renda preta e sandálias de salto alto e fino.
Saga estava deitado na cama, quase dormindo, usando só uma cueca boxer vermelha. Havíamos passado o dia todo ao redor da piscina conversando, transando, nos divertindo um pouco. Ao me ver daquele jeito ele sorriu. O sorriso sacana mais gostoso que ele já havia me dado, me devorando dos pés a cabeça. Aquilo me excitou imediatamente.
- Você... Você é incrível. Charlie, você é... – ele riu.
- Gostou?
- É a mais bonita que você trouxe. E você parece mais deliciosa com ela. – ele se levantou e veio em minha direção, me agarrando forte por trás.
- Pareço? – fingi inocência, começando a me esfregar no pau dele.
- Não parece. Você é.
- Sou?
- É.
Sem me soltar de seus braços, comecei a massagea-lo por cima da malha da cueca boxer, sentindo seu pau ficar mais duro a cada momento. Saga suspirava de prazer no meu ouvido.
- Você gosta?
- Muito.
- Posso te dar mais. Você quer?
- Com certeza.
Virei de frente pra ele e desviei do beijo que ele me daria. Empurrei-o com a ponta dos dedos até que ele caísse sentado na cama novamente, de pernas abertas. Para provocá-lo, eu passava a ponta do indicador pelo volume que meus seios faziam no corset e pelo vale entre eles. Virei de costas deixando que Saga tivesse uma visão privilegiada da minha bunda, mas mantive contato visual por sobre o ombro. Lentamente fui me abaixando até me sentar em seu colo, onde comecei a rebolar. Saga inclinou a cabeça pra trás e gemeu.
- Hmm... Que delícia.
Levantei bruscamente sem dar a ele chance de contato com a minha pele. Ele protestou, mas não saiu do lugar. Comecei a tirar as sandálias e apoiei uma das pernas ao seu lado, de modo que seus olhos tivessem plena visão da minha coxa. Soltei um dos lados da cinta e comecei a desenrolar a meia, lentamente. Ele acompanhava cada movimento atentamente.
- Charlie...
- Talvez você devesse ficar mais a vontade.
Ele entendeu o recado e acomodou-se melhor na cama, levando a mão até o volume que o pau duro fazia dentro da cueca, e iniciou uma massagem tão lenta, por sobre a malha, quanto eu me movia.
Tirei a primeira meia, joguei-a em qualquer canto e repeti a mesma coisa com a outra perna.
- Espera. Faz de novo. – ele pediu quando eu estava prestes a tirar a outra. Calcei a meia novamente e repeti cada movimento, retirando-a outra vez.
- Assim?
- Isso.
- Você gosta?
- Gosto.
Sorri com aquilo e joguei a meia nele quando a tirei de vez.
- Passou o dia todo planejando isso, não foi?
- Não. Foi a pouco tempo.
Subi na cama e dei início a uma dança sensual a meia luz. Seus olhos estavam vidrados em mim enquanto eu me tocava e rebolava só pra ele. Saga se adiantou e tirou a cueca, liberando aquele pau enorme e delicioso que ele começou a massagear, subindo e descendo a mão por ele, com um sorriso altamente sacana nos lábios. Ele também estava me provocando
Me agachei e engatinhei até ele. Deixei-o pensar que eu começaria a chupá-lo, mas ao invés disso, me aproximei dos seus lábios, apenas roçando neles de leve. Deixei que ele apalpasse meus seios e ele adorou. Saga tentava a todo custo encaixar um beijo, mas eu sempre desviava. Me ajoelhei com ele entre as minhas pernas e sentei em seu colo, me esfregando nele, fazendo-o gemer, enquanto devagar , puxava para baixo o zíper do Corset.
Quando meus seios ficaram livres, Saga apertou-os um contra o outro. Seus olhos demonstravam todo prazer e todo o desejo que sentia naquele ato. Meus seios não são tão grandes e suas mãos não são pequenas, mas quando ele os toma entre elas, parece que falta espaço.
Continuei a "massagem" que fazia nele e ouvi-lo suspirar de prazer enquanto lambia e chupava meus mamilos era estimulante. Quando ele começou a mordiscá-los eu senti a corrente elétrica me percorres o corpo inteiro, me causando arrepios e me fazendo gemer.
Bruscamente ele me puxou contra si com somente um braço, me carregando apenas para mudarmos de posição, de forma que ele ficou entre minhas pernas e seu corpo cobria o meu.
Seus lábios descreveram um caminho de beijos, mordidas e lambidas a partir da curva do meu pescoço, descendo pelo vale entre meus seios, barriga e coxas, indo chegar até o meio, entre minhas pernas, onde ele começou a me lamber por cima da calcinha. Calcinha essa que ele arrancou, para que enfim eu pudesse sentir sua língua em mim.
Enquanto me chupava, dois de seus dedos me penetravam e a mão livre não estava tão livre assim, apertando meu seio, brincando com o mamilo. Eu estava indo a loucura. Naqueles dias todos ali, aquela foi a melhor chupada que ele já me deu. E eu gemia alto. Muito alto. Mas meus gemidos foram abafados quando seus lábios cobriram os meus.
- Vai acordar o hotel inteiro desse jeito.
- Eu não ligo. Você liga?
- Nenhum pouco. Geme pra mim?
Prontamente atendi quando ele entrou em mim, escorregando de forma lenta. Sinceramente não sei dizer se gosto mais quando ele entra assim ou se quando me invade por inteiro, só sei dizer que as duas formas são magníficas.
Saga começou a se movimentar dentro de mim e sua cabeça se encaixou na curva do meu pescoço, de forma que seus gemidos e suspiros ficaram em íntimo contato com meu ouvido. Suas investidas começaram a ficar mais rápidas, mais fortes, mais gostosas ainda. E então ele me botou de quatro, dando continuidade aos movimentos vigorosos, me segurando firmemente pelos quadris, chegando a deixar marcas na minha pele. Eu já não gemia mais. Gritava de prazer. Aquela talvez tenha sido a primeira noite em que gozamos juntos. Ele caiu por cima de mim como sempre.
Ao fim de tudo, nos deitamos juntos, abraçados. Saga com seu corpo colado às minhas costas, distribuindo beijos pelo meu ombro, pescoço, afagando meus cabelos, mas eu não conseguia me sentir a vontade com aquilo. Foi como um choque de momentos. Como quando você aperta o interruptor e a luz se apaga e aquele medo do escuro te corrói. Um sentimento de culpa absurdo caiu sobre meus ombros. Muito maior do que aquele que eu vinha sentindo a semana inteira.
Porque eu sabia que a pior parte daquela história toda estava chegando. E a culpa era toda minha. Eu havia traído sua confiança, havia traído nossos momentos, havia traído tudo o que tínhamos juntos, se é que tínhamos algo além do que eu achava ter, além das transas e amassos e além das palavras.
Eu esperava que ele não percebesse nada e que aquele dia acabasse logo. Posso não parecer uma pessoa religiosa, mas sou. Sempre que tenho de conversar com Deus, eu o faço. E naquela noite eu fiz. Pedia a Ele que tudo aquilo acabasse de uma vez e que no fim das contas tivéssemos um final feliz. Mas é a lei do merecimento. Eu tinha feito algo errado e tinha que receber um castigo por aquilo. É claro que Saga percebeu. E eu não aguentei. Só tinha uma coisa que eu podia fazer para tentar remediar aquilo. E eu o fiz.
- Ei, o que você tem?
- Nada.
- Você não consegue me enganar. O que foi?
- Eu... Eu preciso contar algo.
- O que foi? O que está te incomodando?
- Eu... – era melhor ser direta – Saga, eu menti pra você.
- O que?
- Eu menti pra você. Quer dizer, menti, mas não menti. Tudo que falei pra você durante esse tempo em que estivemos juntos foi verdade. Você também fez diferença na minha vida e sempre vai fazer. Sempre vou me arrepender disso e vou considerar essa merda toda o pior erro da minha vida...
- Charlie do que você está falando?
- ... Eu sei o que você é e não me importo com isso. Ainda que um lado meu morra de medo, eu não me importo, de verdade. Esse tempo todo eu conheci um homem maravilhoso, completamente diferente do que me disseram e me fizeram acreditar. Pela primeira vez conheço alguém que vale a pena e não to nem ligando pro que tinha que fazer ou para o que vai acontecer comigo...
- Charlie...
- ... até porque quando eles me pegarem eu não vou poder fazer nada do que realmente gostaria de fazer ao seu lado. Vão me tratar como uma traidora e com certeza vou ter um fim bem sangrento..
- Charlie, que porra é essa que você está falando?
- ... Mas é sério, eu não to ligando. Porque tudo que eu vivi com você valeu muito a pena. Foi uma das melhores coisas que já aconteceram em toda minha vida. Eu errei. Errei feio. Mas posso dar um jeito de amenizar tudo. Então, foge daqui. Vai embora. Rápido. Eles vão vir buscar você, te atacar. Vão tentar te matar. E eu não posso deixar isso acontecer com você. Foge daqui Saga! Vai embora! Você precisa ir agora...
- CHARLIE!
- EU SOU UMA CAÇADORA! Uma isca pra uma emboscada. Vai embora!
- Você...
Mal eu disse aquelas palavras e o barulho da invasão ribombou em nossos ouvidos. Os caçadores adentraram o quarto, munidos de pistolas, facas, submetralhadoras. Eles eram seis ou sete, não me lembro ao certo. A maior parte deles se voltou para atacar "o demônio" e um deles se dedicou a me mandar o recado, antes de acompanhar os demais.
Dois tiros no peito. Um próximo ao coração e o outro quase perfura o diafragma. Não foram tiros para matar imediatamente. Os caçadores também podem ser sádicos quando querem. Era o recado que eles queriam passar. Traidores sangrariam até a morte, de forma lenta, para que se dessem conta da merda que fizeram.
Puta que pariu, como aquela merda doeu. E como queimava. Desabei na cama no mesmo momento, sangrando mais do que poderia imaginar. Estática. Ao meu redor, sons de tiro. Tentei olhar na direção de onde elas vinham e então o vi, curvado, com uma das mãos protegendo o abdômen, cravado de balas. Era o fim, pensei. O meu e o dele. Os malditos tinham conseguido. A mim só restava fechar os olhos e esperar a morte chegar finalmente. Mas então eu ouvi. O rugido. A voz gutural enquanto disparava xingamentos. Insanidade havia despertado. Claro. O cheiro de sangue o acordava. O meu sangue o acordara. No lugar dos tiros agora eu ouvia gritos. E risos. Risos sádicos. Insanidade é assim. É o mais sádico dos Senhores. Enquanto os demônios de Dohko e Aiolia vão direto ao ponto, o demônio de Saga adora torturar. Levar sua vítima a loucura, seja de medo, seja de dor. E ele próprio enlouquece com isso. Matar, pra ele, é prazeroso. Matar lentamente e com requintes de crueldade é algo melhor ainda.
Saga roubara suas armas e as usava contra eles, usando a mesma tática. Tiros em locais não vitais, apenas para que sangrassem e enlouquecessem de dor, torturados, rogando pela morte. Pulava no pescoço de alguns, mordendo-os, arrancando um pedaço da carne, causando-lhes uma dor alucinante. Fazendo-lhes cortes e lhes rasgando a pele como papel.
Hoje eu já encaro isso de uma forma um pouco mais natural. Na verdade, sempre encarei. Desde o início, a morte sempre foi meio que a motivação dos Caçadores. Morte de parentes, amigos, conhecidos, pessoas que esse bando de cuzão sequer conheceu. A morte era sempre o fim de tudo e o início também. Quase como um círculo vicioso. Para incitar o ódio pelos Senhores, tínhamos de ver suas "obras de arte". Então corpos dilacerados, esquartejados, decapitados, mutilados, torturados e exangues não era novidade pra mim. Ainda que isso soe de maneira fria e mórbida, é a pura verdade. Com todo respeito pelos mortos.
No entanto, aquele era meu primeiro contato com o demônio da Insanidade. O contato que eu temi o tempo todo, mas que a partir de qualquer decisão tomada, eu sabia ser inevitável.
Eu queria poder fazer algo. Estiquei meu braço para tentar alcançar a pequena cômoda ao lado da cama, onde eu havia escondido uma pistola, mas a dor dos tiros era lancinante e a hemorragia já começava a me deixar fraca, zonza, com a visão turva. Respirar estava se tornando o único esforço aceitável.
- O que estava tentando fazer?
A voz gutural ao meu lado. Fechei os olhos clamando misericórdia aos céus por meus pensamentos.
- S...Sag...a.
- Saga? Não. Não sou o Saga. Mas você sabe disso, não é, caçadora?
Insanidade estava no controle total da situação. Havia deitado ao meu lado, totalmente ensanguentado. Sangue seu e dos caçadores que ele havia torturado e matado. E tinha uma faca em sua mão.
- Por favor... Saga. – sussurrei.
- Já disse que não sou ele. Pare de bancar a estúpida que isso eu sei muito bem que você não é.
Caralho, como eu tive medo naquele momento. A torturada agora seria eu. Minha cabeça ribombava de coisas. A dor, a hemorragia me deixando mais fraca e letárgica, a culpa ainda como uma sombra, a aflição por aquele momento acabar de uma vez, o medo.
- Hmmm... Doce... O seu sangue tem um cheiro doce que me deixa fascinado. É o cheiro mais delicioso desse quarto. Assim como você. Deliciosa. Saga soube escolher dessa vez. Fogosa. Insaciável. Dá pra entender porque ele gostou tanto de foder você. Ah espera, foi você que o escolheu, não foi? Não importa.
Insanidade falava isso tudo bem próximo ao meu ouvido e eu sentia meu corpo todo tremer. Não sei se de medo, de frio pela quantidade de sangue que já havia deixado meu corpo ou de ambos. E ele percebia tudo.
-Sabe o que deixa tudo melhor? Esse medo todo que você sente. Ele só deixa o cheiro do seu sangue mais gostoso ainda. E eu to doido pra fazê-lo jorrar ainda mais.
Enquanto ele falava isso, a faca que ele havia roubado de algum caçador deslizava pelo meu corpo. A lâmina era fria e extremamente afiada.
- Eu poderia faz isso de muitas maneiras. Poderia fazer um corte nesse seu pescocinho lindo e deixar seu sangue esguichar. Mas temos dois problemas com isso. Você já está ficando fraca e seu sangue não vai tão longe. E isso te mataria mais rápido. Eu poderia então cravar a faca no seu peito, bem no seu coração, e girá-la, só pra te causar mais dor. Causar uma hemorragia interna, mas parece que essas balas dentro já estão fazendo isso por mim. – não contente ele ainda cravou os dedos em um dos furos da bala. E eu gritei, como nunca havia gritado antes porque aquela merda doeu. Caralho, doeu pra porra! – Eu gosto como você grita. Talvez eu possa te fazer gritar ainda mais, quando eu fizer um corte aqui, bem próximo de onde ele gostou tanto de meter. Ia ser uma delícia. Chupar você enquanto o sangue vai vertendo. Maravilhoso. Mas você também morreria rápido demais, e foder um cadáver não é legal. Mas há outro lugar onde eu poderia cravar essa faca e te fazer sofrer enquanto eu me delicio com seu sangue escorrendo. Quer saber onde é?
- N-não... – respondi fraca.
- Quer sim. Me pergunte onde. Vamos! Pergunte!
Eu não ia perguntar. Eu não queria fazer aquilo. A única coisa que eu desejava era que ele acabasse logo com aquela história. Mas eu perguntei. Não sei se por medo do que ele faria caso eu não respondesse, ou por esperanças de que aquilo pudesse por um ponto final naquela cena grotesca. Mas ele era Insanidade. O sádico Insanidade. Ele não acabaria com aquilo tão cedo.
- Onde?
- Ah Charlotte... Querida Charlotte... Eu te mostraria com todo prazer. E prazer é algo que você sabe dar muito bem, não é? Mas eu prefiro mostrar!
E ele mostrou. E como mostrou. Mal havia acabado de dizer aquelas palavras ele cravou a faca no meu abdômen. Não tive forças pra gritar. Mas senti o sangue fluir pelo corte. Era o fim. Eu sabia. E ouvir sua risada cheia de prazer só me confirmava isso. Então só me restava fechar os olhos e me entregar à morte. Mas havia algo errado. Algo extremamente errado. Insanidade ria, ria enlouquecidamente, mas seus olhos... Eu nunca vou esquecer aqueles olhos. Cheios de conflito e... lágrimas, acho. Era o meu Saga. Era ele lutando contra o demônio. Como eu já havia visto várias outras vezes. Mas aquele dia...
Senti vontade de lutar pra continuar viva. Por ele. Mas era tarde. O frio. Eu sentia muito frio. E muita tontura, fraqueza. Saga dizia algo, e eu também, mas não sei o que era. Eu estava começando a perder os sentidos. Respirar era tão difícil. Tentei estender a mão para tocar seu rosto, mas eu não tinha mais força alguma.
E então tudo ficou escuro e silencioso.
Continua...
