Chapter 3: Nuevos cambios, viejas enemistades (Novas mudanças, velhas inimizades)

Uma noite sem sonhos com Voldemort era quase uma bênção, mas uma noite sem sonho algum era um feito histórico. Quando despertou, Harry começou a duvidar do que havia passado a noite, era mais fácil pensar que a detenção havia sido larga e tediosa e que a história da maldição não era mais que um sonho irreal, que todo aquilo não havia acontecido de verdade. Draco Malfoy, um vampiro? Nossa. Já era bastante maligno por si mesmo, não necessitava ajuda de maldições... Esboçou um sorriso sonolento debaixo das cobertas. Melhor voltar a dormir...

Levantou-se tarde, e maldizendo tudo, se vestiu e arrumou-se o mais rápido possível, ou não alcançar seus amigos no café da manhã, pensando no que se ririam se lhes contasse o sonho da noite. Não que fosse jamais aceitar que incidentalmente pudesse ter sonhado com MALFOY. Não senhor.

Contudo, seu sorriso se transformou em uma careta fria quando, entrando no Grande Salão, buscou com o olhar o objeto de seu não-sonho. Draco Malfoy, o reconhecido Príncipe da Casa da Serpente, tinha uma aparência horrível: rosto ainda mais pálido do que o normal, negras olheiras destacando amplamente, mas o mais importante era a atitude totalmente passiva, derrotada, oposta a normal arrogância e malicia da mesa de Sonserina. Seus companheiros o olhavam de forma furtiva, sem duvida matutando o que havia acontecido e sua gravidade, vendo o estado de seu líder.

O estômago de Harry deu um solavanco, sabendo que agora já não lhe parecia tão irreal o da noite passada, e se não o era, a atitude do outro se encontrava plenamente justificada, segundo sua opinião. Olhou até Dumbledore com discrição, e viu o pequeno gesto de assentimento sério que lhe dedicou o diretor, selando seu pior pressentimento: havia acontecido de verdade.

Rumou até sua mesa, começando a pensar nos detalhes da noite passada, e começou a comer mecanicamente, não tratando de integrar-se na ruidosa conversação dos da Grifinória. O resto, acostumados a aquela atitude quando os pesadelos de Harry haviam sido numerosos, não fizeram nenhuma tentativa de romper sua concentração.

Pouco a pouco se foram levantando das mesas para ir as sala de aulas, e Malfoy se levantou rodeado de seu grupinho habitual, fechado sobre ele de forma protetora.

//Nossa, assim que não se lançam como carniceiros quando o líder da manada está fraco, interessante...//

Harry não foi o único que notou a partida de Malfoy: grande parte das estudantes lhe observava com olhos críticos, e ouviu o sussurrar de duas garotas do quarto ano: "Menina, parece que alguém lhe quebrou por fim o coração... mesmo que ainda está mais sexy com essa postura melancólica, não acha?" "Não é que antes não o estivesse..." Se riram de forma apagada, como as meninas de quinze anos que eram, mas suas palavras continham uma verdade que até então não havia considerado, preocupado pelo estado de Malfoy: havia algo ligeiramente diferente no outro, algo mais de atrativo, nada definível mas que lhe dava um ar mais irresistível que nunca. Como se o necessitasse para ser o demolidor oficial de corações do colégio. Harry seria o herói do colégio, mas ninguém negava que Draco Malfoy era o Sedutor do colégio. Inclusive as garotas da Grifinória reverenciavam secretamente o solo que pisava, mesmo que isso não lhes evita-se ser descamadas por sua ácida língua.

O resto do dia passou sem incidentes, com as aulas mais chatas da semana, e aparte das noticias entre o Trio de Ouro e as conversações entre aulas, Harry se viu livre para dar voltas e voltas ao assunto da noite passada, imaginando o que deveria estar sentindo Malfoy ao descobrir aquilo, como afetaria esse ponto de inflexão em sua vida. Não sem susto, compreendeu que também havia sido uma noite crucial para si mesmo, quando havia descoberto (e da pior forma) que, de uma estranha forma, se preocupava por Malfoy, que valorizava retorcidamente a relação de ódio entre ambos, e que havia tido medo, sim, medo, de que Malfoy morrera e ficassem assim, como inimigos.

Era isso. Não queria que se algum dos dois desaparecesse, ficassem como inimigos mortais sem ter tentado nunca consertá-lo. Não estava... bem, ia contra sua ética. Pensou no que lhe havia prometido enquanto gaguejava histericamente: Quadribol, tolerasse...

//Que merda! Vale a pena que lhe estenda uma mão, e se a recusa, como é esperado, já não será minha culpa exclusivamente.//

Depois da última aula, Ron e Hermione foram a biblioteca, o primeiro arrastado pela segunda enquanto murmurava "Socorro, salve-me, quer que comece a estudar com antecedência!" Harry havia conseguido se livrar da fúria leitora de Hermione argumentando que tinha que escrever uma carta a Sirius, mas acabou ganhando um olhar assassino de Ron, que se desvaneceu numa de cachorrinho perdido ao passar pelo retrato da Mulher Gorda.

Começou a carta para Sirius, mas honestamente não havia muito o que contar depois de poucos dias de aulas, e o único merecedor de contar... bom, no podia contar, certamente. Apartou o pergaminho a um lado, e com um suspiro começou a pensar nas palavras idôneas para a seguinte carta. Ia ser uma missão difícil. Como jogar fora cinco anos de ódio mutuo? Como explicar a necessidade que sentia de consertar as coisas sem que Malfoy pensasse que era por pena? Não acreditaria que Malfoy aceitasse pena de ninguém, e muito menos compaixão.

"Malfoy,

Conheço a imagem que tem de mim, e sei que pensa que em pouco tempo revelarei o que sei, mas te escrevo esta carta para reafirmar minha promessa de ontem: não direi nada a ninguém, é sua decisão a quem e quando o conta, e de ninguém mais. Sei que não entenderá o porque não me aproveito da situação, inimigos mortais e tudo isso, mas sei o que é atrair atenção por algo que não está em suas mãos controlar, se quer ou não, e não desejo que a ninguém ocorra o mesmo.

Por outro lado, tenho estado pensando em como nos temos odiado estes anos, e buscando o motivo, e não encontrei nada relevante. Infantilidades, sobre tudo. Ontem me dei conta de que tenha sido uma lástima que ficássemos como inimigos sem motivo, quando... bom, já sabe quando. Não está bem, e creio que já é hora de enterrar seis anos de rivalidade por sua parte e minha. Poderíamos fazer uma pequena trégua, já sabe, rebaixar um pouco o mal sangue entre nós..."

Franziu o cenho e apagou a última frase.

"a inimizade entre nós... não precisa que passemos a ser amigos, mas podemos deixar de ser inimigos, você que sabe.

Lembra o trem no primeiro ano? Acredito que agora estendo eu a mão oferecendo uma trégua, espero que a história não se repita neste caso.

A propósito, sabe que se necessita alguém com quem falar de vez em quando, pode contar com o meu ouvido, certo?

Harry."

A releu detenidamente, não era perfeita mas tampouco era excessivamente desastrosa, e não revelava nada importante a olhos curiosos, mesmo que duvidava que Malfoy fosse permitir outros olhos curiosos que os seus.

Colheu ambos pergaminhos, ocultando o de Malfoy em sua manga, e se dirigiu até o Corujal, não encontrando-se por sorte com ninguém pelo caminho, não queria perguntas sobre a quem enviava uma carta. Ali, decidiu usar Edwiges para a mensagem de Sirius, e escolheu uma discreta coruja da escola para a de Malfoy:

- Dê esta mensagem depois da janta, quando ele estiver só, okay? – o pássaro emitiu um murmúrio inchando o peito, ofendido pelo tom simples do garoto. Perfeito. Acabava de ofender seu carteiro. Se não fosse porque parecia que pensava dar uma bicada de um momento a outro, lhe tiraria a carta. Aquela coruja era capaz de fazer justo o contrário pelo desrespeito.

Sentindo agora que o peso da decisão já não estava em seus ombros, se afastou até o Grande Salão, com apetite renovado.

Durante o jantar conversou amigavelmente com todos, não olhando nem uma vez até a mesa da Sonserina, e inclusive respondeu com tranqüilidade quando Ron lhe perguntou se a detenção com o imbecil do Malfoy havia sido difícil, se tinham voltado a brigar, etc.

- Nah, Malfoy não estava muito afim do trabalho de meter-se comigo, estava mais centrado em seus próprios assuntos por uma vez – respondeu, sem necessidade de mentir... só dobrar um pouco a verdade para o bem de todos.

-Não confio em nenhum assunto em que possa estar metido esse... esse arrogante estúpido – sibilou Ron – Fico doente com sua pinta de pequeno Comensal da Morte.

Harry fez uma pequena careta que passou inadvertida ao resto da gente, entre irônica e amarga.

//E tanto em seus próprios assuntos: morrer te tira a vontade de rir dos demais enquanto o faz, seguro.//

Quando se levantavam para ir-se, buscou o olhar do outro, mantendo durante vários segundos sem expressar maldade ou ironia, só olhando. Malfoy lhe dedicou uma expressão surpreendida e se afastou sem olhar pra trás, rodeado de sua corte.

Essa noite, enquanto Malfoy lia com detenimento e incredulidade uma carta inesperada, Harry sonhou que o rosto de Draco aparecia em sua janela, pálido mas expressando alegria, perguntando-lhe se queria ir a um piquenique da meia-noite. Harry aceitava, mas quando chegava, só havia jarras cheias de um líquido morno cor avermelhada, e retrocedia espantado. Draco o olhava, com uma gota caindo de seus sedosos lábios, y lhe dizia apenado "Nossa...pensei que havia dito que queria acertar as coisas... mas vejo que não aceita o que sou! Não quer saber nada de mim, de mim, de mim..."

Despertou com um suspiro, sobressaltado. Sabia que os sonhos muitas vezes mostram verdades que o subconsciente retêm, mas isto parecia claro: acabava de oferecer sua amizade a Draco Malfoy e não sabia quase nada dos vampiros do mundo mágico. Evidentemente que havia muitas coisas que não gostaria de conhecer, mas estava disposto a dar aquela oportunidade a Malfoy. Amanhã iria a biblioteca e se informaria sobre os vampiros, não iria ao encontro disposto a que o surpreendera e se jogar atrás como no sonho, não por falta de informação, pensou, girando-se para dormir de novo.

Continua

Só uma coisinha:

Serim: Desculpa pela demora..mas é que tinha esquecido completamente da fic..além de eu estar sem tempo...to cheia de provas e trabalhos pra fazer..mas respondendo a seu comentário: Ah sim sim! Brigadão pelo comentário...e eu concordo absolutamente com você, o Draco de vampiro deve ficar mais do que lindo *__* aii meu lindinho... bem..eu nem li o 2º cap. pra revisar e ver se tá tudo certo...eu postei com pressa......nem liga...ai eu vou revisar e colocá-lo certinho, ok? Bem espero que tenha gostado desse cap. (embora eu não tenha gostado muito... ¬¬) Bjos!