Yo, minna!

Desculpem pela demora, mas é que minha mãe está em pé de guerra comigo e não está gostando muito que eu passe a noite no PC... u.u

Com um pouquinho de romance (leia-se "sem nenhum romance"), eu lhes apresento meu primeiro hentai!! Sim, esta é a primeira vez, então perdoem se não estiver muito parecido com a realidade... (que eu não faço idéia de como seja...).

Aproveitem!

3. A cidade cinzenta

A turbulência era silenciosa e o frio era quase insuportável. Mesmo sabendo disso, as pessoas não iam embora...

A festa durou até as 4 da madrugada. Ino ficara agonizada em ter tido que esperar o último convidado sair para poder ir para casa em companhia de Hinata. Só tinha uma hora até a viagem e tinha que pegar suas coisas.

Quando enfim colocou todas as alas no Aston Martini esportivo que pedira emprestado ao pai, virou-se para a jovem Hyuuga com uma expressão triste.

-Parece que não nos veremos por um longo tempo... –a loira comentou, afinando os olhos e exibindo um sorriso amargo, repleto de tristeza- Virei para o Japão nas férias e feriados: prometo.

-Ino-chan... Por favor, não sorria desse jeito... –a morena pediu.

-Sorrindo como...?-a Yamanaka indagou, com os olhos marejados. No fundo, não estava suportando o fato de ser separada de sua amiga, de sua família e de seu país natal.

-Eu sei que hoje é sexta e que seu aniversário foi ontem, mas nós não dormimos hoje, então eu vou te felicitar somente agora... – a menina sorriu docemente- Feliz aniversário, Ino-chan... Parabéns pelos dezoito anos...

Ino demorou alguns segundos para captar a informação, então sentiu o coração doer. Mordeu o lábio inferior e reprimiu um soluço, os olhos mareados. Apenas Hinata a felicitara, somente ela havia se lembrado. Nem seu pai, nem Sai, nem ninguém. Apenas ela.

-Obrigada...!-agradeceu, então as lágrimas foram inevitáveis. Quando era criança, lembrava-se de receber pilhas de presentes que seus pais lhe traziam no aniversário, mas o tempo passou e ela nem fazia mais questão de presente. Mas desde quando se tornara algo tão especial lembrarem de lhe felicitar, de lembrarem que ela começou a existir nesse dia...?- Eu sei que devo estar parecendo uma idiota, chorando só porque você me desejou felicidades... Mas eu...! Eu fiquei muito feliz...! Porque... Porque você se lembrou de mim, afinal...!- a loira disse entre um soluço e outro.

-Lógico que eu me lembrei de você, Ino-chan... Seria uma péssima amiga se esquecesse de você por um segundo sequer... –a menina sorriu, vendo a loira cobrir o rosto com as mãos, abafando os soluços. Ela pegou alguma coisa que estava em seu bolso, mas que a amiga não havia visto. Uma caixinha de veludo azul-marinho, que foi aberta sem suspense e revelou o que portava:

Sob a almofada de seda negra, duas peças de um quebra-cabeça estavam perfeitamente encaixados, ambos de ouro branco e seguidos por uma fina e delicada corrente do mesmo material. Nas peças, havia o desenho de uma flor, sendo que o miolo era uma pedrinha de brilhante e, gravadas nelas, havia duas palavras. "Friends Forever".

-Hinata, mas... – a loira balbuciou.

-Este colar é para você, Ino-chan... O meu presente para minha única e melhor amiga do mundo... –a menina destacou a peça do quebra-cabeça e colocou nela mesma, entregando a caixinha à amiga- Eu mesma tive a idéia e mandei fazer a tempo do seu aniversário...

-Obrigada, Hinata-chan...!-foi apenas o que conseguiu dizer antes de voltar a chorar desesperadamente, mas com um sorriso fraco nos lábios- Muito obrigada...!-falou, sentindo ser abraçada pela amiga.

Sempre soube que a amizade da Hyuuga era importante, mas só agora, que estava indo embora é que sentia o quão dolorosa era a saudade. Por que eu sinto como se estivessem arrancando um pedaço do meu coração e largando-o moribundo numa rua qualquer do destino...?

XxXxX

No aeroporto, Sai esperava a jovem Yamanaka, vestido com seu sobretudo preto, uma calça de brim escuro, uma camisa social por debaixo e apenas uma mala de couro, já que ficara hospedado em Tókio por quatro dias, apenas.

O casal Yamanaka esperava a filha ansiosamente, imaginando o momento em que ela chegaria em um carro junto da amiga Hyuuga e pudesse se despedir deles. Quem diria que o seu passarinho abriria as asas e voaria tão cedo...

-Desculpem-me pela demora... –a loira se desculpou quando desceu do carro esportivo junto à amiga.

-Não se preocupe, querida: chegou no horário combinado- o senhor Inoichi falou, com as mãos nos bolsos do terno de linho inglês que usava, agora, totalmente desgrenhado.

-Minha menina... Ainda não estou acreditando que irá para um lugar tão longe quanto a Inglaterra... –sua mãe, Arisa Yamanaka, sorriu tristemente, os olhos marejados- Imagine se algo lhe acontecer... E se eu não puder ir te ver...? E se...?!

-Mãe... Se acalma...! Qualquer coisa, eu venho de avião o mais rápido que der, tudo bem...?- a menina a acalmou, sorrindo da melhor forma que conseguiu- A senhora irá nos acompanhar até a plataforma de desembarque, não vai...?

-Não posso, filha... Tenho que voltar para a floricultura... –a mulher a abraçou e Ino sentiu que cada vértebra de sua coluna estralou dolorosamente.

-Pai...?-ela olhou para o pai, esperançosa. Ele apenas depositou um beijo em sua testa e encolheu os ombros.

-Tenho um compromisso marcado com o senhor Hatake- ele respondeu, escondendo as mãos nos bolsos.

-Hinata-chan...?-ela olhou para sua amiga, quase implorando. Por mais que se esforçasse, não conseguia se sentir completamente à vontade com Sai.

-Claro que vou com você, Ino-chan... –a morena sorriu- Gostaria de poder me despedir de você...

-Eu também... –ela sorriu para a Hyuuga, agradecida. Estava aliviada agora que teria uma companhia. Virou-se para os pais na intenção de se despedir direito, então os três se demoraram um pouco, com longas e tristes despedidas, promessas de volta e abraços chorosos.

Hinata acompanhou os dois até a plataforma de desembarque e, quando o auto-falante anunciou a partida do avião 746, os três se levantaram.

-Tchau, Ino-chan... Vou sentir saudade- a menina abraçou a loira longamente e se virou para o rapaz, que até agora se mostrara um pouco incomodado com a presença da jovem, lançando-lhe um olhar superior e estranhamente decidido- Cuide dela, então.

-Cuidarei- ele falou, convicto.

-Obrigada, Hinata-chan... Devo muito a você- a loira sorriu.

-Não diga isso. Faz parecer que jamais iremos nos ver novamente... –Hinata sorriu, as maçãs do rosto coradas levemente- Eu vou te visitar e você visitará o Japão em breve...

-Tem razão... –Ino sorriu, contendo suas lágrimas. Abraçou a amiga mais uma vez e seguiu em direção ao avião. Olhou para trás e acenou, recebendo um aceno e um fraco sorriso em retribuição. Adeus, Hinata-chan... Ela pensou, entrando no avião.

O Boeing 747 era incrivelmente grande, espaçoso e luxuoso, deixando a moça maravilhada. Adorava viajar de avião e já fazia um tempo desde sua última viagem, que fora para Honk Kong aproveitar as férias de verão.

Os assentos do veículo eram reclináveis e de couro, eram extremamente confortáveis, com fones de ouvido que tocavam a rádio local, aparelhos de DVD embutidos no teto, onde passava um filme de comédia romântica que Ino estava querendo assistir há algum tempo. O serviço de bordo era fantástico e não era igual a nenhum que a jovem já tivesse experimentado.

Eles se sentaram na segunda fileira, sendo que a moça ficou no banco que dava para a janela e o rapaz se sentou no banco que dava para o corredor. O avião estava quase vazio, com apenas algumas pessoas sentadas a uma enorme distância umas das outras, dando aos dois uma sensação de conforto. Pelo menos seriam 12 horas agradáveis de viagem, sendo que nas três primeiras horas, eles assistiram o filme que estava passando.

-Como é em Londres...?-a moça perguntou, não agüentando mais aquele silêncio perturbador. Os Yamanaka não eram muito conhecidos pela sua serenidade e seu silêncio...

-Londres...? Bom, é uma cidade enorme, com vários prédios antigos e pontos históricos... Alguns lugares são realmente impressionantes... –ele contou, embora seu tom monótono discordasse das palavras. Sorriu para ela- E eu vou te mostrar cada um deles depois...

-É um lugar bonito...? Bom de se viver...?-ela indagava, curiosa. Embora Londres não fosse a cidade dos seus sonhos, tinha um pouco de curiosidade em saber aonde iria morar.

-Bastante- ele limitou-se a dizer.

-Melhor do que Tókio...?-ele a olhou, calmo. Algo naquela loira o intrigava, mas o que seria...? Ela não era muito diferente das outras mulheres que ele havia conhecido... Exceto pela ingenuidade e o ar angelical, que sempre contrastavam notoriamente com seu temperamento explosivo e o seu corpo de mulher.

-Não- afirmou- São belezas diferentes... Londres é cinzento e Tókio é colorido...

-Cinzento?-ela repetiu tristemente. Não havia entendido a comparação. Por que ele não podia tentar ser menos metafórico...?

-Um lugar calmo e frio. Tókio é um lugar barulhento e movimentado... –Sai sorriu docemente, segurando a mão da jovem e alisando a aliança que ela usava com o indicador, olhando-o brevemente- Você vai gostar de lá...

-Será? Sou péssima em inglês... - ela encolheu os ombros, abaixando os olhos- Só sei dizer "oi", "tchau", "obrigada" e perguntar o nome...

-Eu poderei te ensinar nos primeiros dias... O que acha de treinarmos agora? Para você chegar lá sabendo o básico?-ele sugeriu.

-Agora? Não irei conseguir enfiar nada na cabeça... –ela suspirou e ele riu. A loira franziu o cenho para ele, fazendo um bico infantil. Por que ele estava rindo? Não dissera nada engraçado!

-Claro que vai: o inglês é fácil... –comentou, divertido- Você irá tirar de letra. Só que temo não ter tempo para você quando chegarmos... Provavelmente haverão muitos problemas que pendurei antes de viajar e não terei como ensiná-la... Terei que contratar um professor para você...

-Ah... Não precisa... Não faço questão de... –ela argumentou, mas foi cortada.

-Ino, é preciso- ele falou, convicto- Agora é a senhora Ino Yamabe. As coisas são diferentes de quando você era Ino Yamanaka... Contratarei cozinheiros e domésticas que sabem japonês e um professor que possa lhe ensinar boa parte do dia. Falaremos em japonês em casa e inglês fora dela...

-Se você quer assim... –ela desviou o olhar. Sabia que era mais fácil concordar, mas seria mais simples contratar um tradutor ao invés de gastar tanto com essas mudanças...

-Você tem papel e caneta...?-ele mudou de assunto, tirando-a de seus devaneios.

-Para quê...?-ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.

-Vou te ensinar inglês... –o moreno sorriu, tirando uma caneta esferográfica do bolso interno do sobretudo- Terá sua primeira aula comigo.

-Essa não... Logo agora que eu terminei a escola, continuarei tendo aulas... Parece que os professores me perseguem- ela choramingou, injustiçada.

-Deixe de tanto drama. Não sou professor, sou seu marido... E estou apenas tentando te ensinar o básico de inglês... –ele mordeu o lábio inferior, estranhamente feliz. Pegou algumas folhas de sua maleta e apertou um botão embutido no banco, no qual uma mesinha se abriu automaticamente.

-Hm... –ela franziu o cenho, fazendo bico.

-Por falar nisso, você já sabe para quê vai prestar vestibular...? Decidiu a universidade...?- ele indagou.

-Pensei em algo como Letras, mas eu gosto mais de Moda- ela comentou, pensativa- Papai queria que eu fizesse algo mais útil, como Administração ou Engenharia da Computação... Mas eu detesto...

-... E o que importa é o que você quer- ele decidiu com um sorriso- Só que a faculdade terá que esperar até você aprender inglês o suficiente.

-Certo- ela suspirou. Queria poder parar de estudar... O que eu quero é um filho para criar e um marido para cuidar... É pedir muito...? Pensou um pouco.

Passou o resto de sua confortável viagem aprendendo inglês, sem parar nem para comer, uma vez que Sai ficava lhe falando o nome dos alimentos em sua língua. Mas o rapaz era um professor atencioso e carinhoso, conseguindo prender a atenção de Ino por toda a viagem.

Quando o piloto comunicou que já estavam sobrevoando Londres, a loira largou os estudos e encostou o nariz no vidro, observando a cidade. Sua respiração embaçava a janela e um enorme sorriso se formou em seus lábios.

-Então aqui é Londres?- perguntou, virando-se para o marido e recebendo um aceno positivo da parte dele- É lindo...!

-Eu sabia que você iria gostar... –ele comentou- Espere até ver a cidade de perto...

-Olha aquele relógio...! É enorme!-ela apontou, animada, como uma criança que mostrava ao pai o doce que queria comprar com todo seu entusiasmo.

-O nome do sino da torre é Big Ben. Dizem que ele jamais se atrasa desde que foi construído- o moreno informou.

-E esse castelo enorme...?- ela perguntou, curiosa- E essa construção super legal?

-Este é o Castelo de Windsor e esse outro é o Colégio Eton. Bonitos, não acha...?-ele sorriu de canto e ela virou-se para ele com os olhos brilhando.

-Está brincando?! Isso é maravilhoso!! –ela gesticulou para dar ênfase. O jovem riu, achando graça e ela olhou-o timidamente- Sai, onde você mora...?

-Eu te mostro quando chegarmos... –ele se adiantou- Fica perto do Hyde Park...

-Hã?-ela expressou sua confusão e ele afinou os olhos.

-Quando chegarmos, você vai ver... –ele afirmou- É bem grande.

-É colorido ou cinzento? –ela perguntou e o rapaz a fitou longamente. Sentiu vontade de roubar-lhe os lábios, tão delicados e sensuais, que estavam lhe torturando, entreabertos como se pedissem um beijo voraz.

-Não vou estragar a surpresa- ele falou por fim- Poderá tirar suas próprias conclusões quando vir...

...

Eles pousaram no Aeroporto Internacional de Londres. A partir daquele momento, Ino deixou que o marido cuidasse de tudo, uma vez que não sabia inglês. Atenta aos lugares em que Sai ia, ela o seguia agilmente para não se perder. Viu ele atender o celular e conversar com alguém em inglês fluente, com um leve sotaque que devia ser de Yorkshire. Quando ele desligou o aparelho, virou-se para a loira.

-Está conseguindo entender alguma coisa...?-perguntou.

-Algumas placas, somente- ela encolheu os ombros em resposta.

-Não tem problema. Vamos para fora: Yamato está nos esperando- ele falou, voltando a caminhar rapidamente. Ela se apressou em segui-lo e logo saíram do aeroporto, em frente onde havia um Mustang esportivo preto estacionado.

-Senhor Sai... –o chofer alto, de cabelos curtos e castanhos, cujos olhos eram assustadores, abriu a porta do carro para que ele e moça entrassem- Esta é a senhora Ino...?

-Sim. Ela não fala muito o inglês, por isso parece um pouco perdida- Sai falou em seu inglês de Yorkshire, gesticulando para que Ino entrasse primeiro no carro. Sentou-se ao lado dela e falou-lhe em japonês- Ino, este é Yamato, meu chofer.

-Prazer em conhecê-lo, senhor Yamato- ela arriscou em seu inglês inexperiente. Odiava inglês. É muito problemático, como diria seu amigo Shikamaru.

-Não precisa me chamar de senhor, senhora Yamabe... –o homem sentou-se no bando da frente, olhando-a pelo retrovisor, e deu a partida. Sorriu ao ver a expressão dela de quem queria perguntar "Cume qui é?!" literalmente.

-Yamato disse que não precisa chamá-lo de senhor- Sai traduziu, indiferente, ajeitando a manga do casaco. Falou para o chofer em inglês- Não a confunda, Yamato. Fale em inglês simples...

-Desculpe, senhor... – o homem voltou-se para o volante não disse mais nada.

A casa, ou melhor, a mansão de Sai tinha três andares e possuía uma enorme extensão territorial. As paredes externas eram brancas, com sacadas que davam para os jardins de madeira e o mesmo parecia ser enfeitado apenas por plantas exóticas. Tudo nela fazia a loira se lembrar das casas dos filmes ingleses que assistia na TV.

Por dentro, a casa era gigante ou, pelo menos a sala de estar era, pelo que Ino constatou, bem espaçosa e confortável. O piso era de uma madeira lustrosa, uma estante localizada no canto da sala era de mogno e guardava vários livros raros e grossos, que não deixavam a moça nem um pouco desejosa.

No centro do cômodo, havia com o estofado bordado de ramificações azuis com o fundo branco, enquanto as duas poltronas em frente eram de camurça azul-marinho e com almofadas da mesma estampa do sofá. Havia uma mesinha de centro de madeira com a base trabalhada e com três caixinhas organizadas por tamanho em cima, enfeitando. Acima, um lustre de cristal, o suporte era negro e contrastava com as lâmpadas que pareciam uma cascata.

-Senhor Sai, enfim o senhor voltou...!-uma mulher com um lindo vestido preto e avental branco, cheio de babadinhos apareceu, falando um inglês tão rápido que Ino sequer reconheceu o nome do marido na frase- Tem que falar com Asuma, aquele miolo-mole...! Ele fez...!

-Por favor, senhorita Kurenai... A viagem foi cansativa e eu não pretendo tratar dos problemas hoje... Se o problema com Asuma esperou até hoje, pode esperar até amanhã... –Sai a cortou e se adiantou, dando espaço para que a mulher de cabelos negros e olhos vermelhos visse Ino- Esta é minha esposa, Ino Yamabe, de quem lhe falei...

-Prazer em conhecê-la, senhora Yamabe- a mulher chamada Kurenai curvou-se respeitosamente.

-O prazer é meu... –a loira apressou-se em curvar-se também.

-Sei que ainda faltam alguns minutos para as sete, mas faça logo o jantar, sim? Hoje eu pretendo ir dormir cedo... –o moreno suspirou, tirando o sobretudo.

-Sai, o que você está falando para ela?-a jovem perguntou timidamente para o marido, atenta às conversas.

-Nada importante... –ele virou-se para a esposa- Venha. Vou te mostrar a casa e depois podemos ir jantar...

-Tudo bem- ela concordou, seguindo-o pela casa.

...

Passaram pela sala de jantar, que lembrava um pouco a da sua casa mas que, ao contrário da mesma, era tão impessoal que parecia uma sala de exposição em vitrines de lojas. Não possuía quadros, não tinha fotos. As paredes estavam nuas e deixavam a loira com um estranho aperto no coração. Sua vontade era de encher aquela sala com flores, mas teria que conversar com Sai, afinal, a casa era dele.

Seguiu para o jardim dos fundos e Ino só conseguiu arregalar os olhos levemente. O lugar era pequeno, mas isso não diminuía sua magnitude. Era uma área de quatro metros quadrados, cercadas por uma mureta enfeitada por trepadeiras vivas e verdes, com uma pilastra que servia de suporte para o teto de vidro escurecido da "estufa".

-Meu Deus...! Eu nunca vi tantos tipos de orquídeas em toda a minha vida...!-a loira exclamou, animada. Havia vários canteiros, com lírios, rosas e muitas orquídeas. Virou-se para o moreno e sorriu docemente.

-Que bom que gostou- ele sorriu como sempre- O homem que cuida deste jardim tem mãos muito boas... Principalmente para cuidar destas orquídeas...

-Sério? Eu poderia conhecê-lo?-ela perguntou, ansiosa.

-Acho difícil... –o rapaz suspirou- Ele está doente, como a senhorita Kurenai me contou dias atrás e, como disse à pouco, ele deve estar lhe dando alguns problemas...

-Então eu... Posso cuidar dos jardins enquanto ele estiver fora?-ela perguntou, ansiosa. Adorava flores e cuidar da parte daquela casa que mais lembrava da sua era como um sonho.

-Tem certeza? Você não vai estar muito ocupada com as aulas de inglês?- ele indagou, os braços cruzados e a expressão um pouco preocupada.

-Não terei muito o que fazer além das aulas de inglês... –ela sorriu- Adoraria poder cuidar dessas flores.

-Se você diz- ele deu de ombros.

E ele levou Ino por todos os cômodos, parando na cozinha para conversar com a senhorita Kurenai, que já terminava o jantar. O último cômodo que ele a levou foi o quarto. A loira já tinha consciência que teriam que dormir na mesma cama e que as intenções não seriam nada inocentes, mas seu coração quase parou em seu peito ao ver a cama de casal. Era bem grande e espaçosa, como toda a casa, a cabeceira era trabalhada e as roupas da cama estavam combinando. Havia uma porta que ia para o banheiro, um closet, um sofá de veludo marrom-escuro que dava para a televisão de plasma imensa, além do frigobar que se encontrava em um canto. Seu olhar se demorou na cama até que ela sorriu para o marido e puxou-o pelo pulso.

-Vamos jantar, então? Aposto que você também está com fome- comentou, animada.

-Sim- ele concordou vagamente, deixando-se ser puxado pela loira até a sala de jantar.

Jantaram em silêncio, um em cada extremidade da bela mesa de mogno. Por mais que estivesse acostumada com a comida inglesa, Ino se impressionou com o sabor daquela. Não se lembrava de ter comido algo tão bom há muito tempo. E comeu até dizer chega. À sua frente, Sai sorria. Vez ou outra ele a pegava olhando para ele, então se encaravam até a jovem desviar o olhar.

-A comida está muito boa- ela comentou vagamente.

-Fico feliz que tenha gostado. E a senhorita Kurenai também ficará- ele comentou com o seu típico sorriso. Quando terminaram de comer, se levantaram e foram juntos para o quarto.

-Eu vou... Tomar banho- ela avisou sem muita convicção. Pegou uma roupa em sua mala e ele sentou-se na cama.

-Tem algumas toalhas no banheiro e um robe, se quiser- o jovem avisou.

-Tudo bem- ela concordou antes de entrar no outro cômodo.

A loira ficou alguns minutos debaixo do chuveiro, sentindo a água quente inundar seus cabelos e escorrer pelo seu corpo. As vezes... O Sai me ofusca... Ela suspirou, passando shampoo no cabelo e ensaboando-o. Terminou de lavá-lo, saiu do box e pegou uma toalha, tomando o cuidado de ficar em cima do tapete para não molhar o piso.

Ao olhar em volta, notou que o banheiro dele não era tão inexpressivo quanto os outros cômodos. O piso era branco e de ladrilho, assim como as paredes. O teto era de gesso e a bancada era de mármore branco, com a pia de vidro e a torneira de prata. Havia alguns desenhos emoldurados, embora estivessem em preto e branco, e um espelho acima da pia, com enfeites em prata. Uma caixinha branca com kanjis em preto enfeitavam a bancada, ao lado havia um bonsai, além de que os suportes da toalha e do roupão eram em prata trabalhadas.

Até que ele sente saudades do Japão... Ela sorriu internamente, vestindo a calcinha branca de babadinhos e a camisola de seda, que ia até metade da coxa, era de alcinha e tinha um tom roxo, com a renda lilás enfeitando o decote.

Quando ela saiu do banheiro, o rapaz a olhou de cima a baixo. Sorriu como sempre e se levantou da cama.

-Pensou que eu tinha morrido lá dentro?-ela brincou, com um tímido sorriso nos lábios.

-Não... Você quase não demorou- disse e entrou no banheiro. Ela desligou a luz, deitou-se na cama e cobriu-se. Seria muita falsidade de dissesse que não sabia o que estava por vir, mas não queria. Esperançosa, desejou que ele interpretasse a luz desligada como sinal de que ela quisesse dormir. Mas não interpretou.

Sai não demorou a sair do banheiro e logo notou a luz apagada. Um sorriso malicioso perpassou nos lábios do rapaz e ele foi andando até a cama vagarosamente, tomando o cuidado de não esbarrar em nada. Chegou até a cama e se ajoelhou, apalpando no escuro e encontrando um volume debaixo da coberta.

-Está usando camisola com este calor?-perguntou à moça.

-Estou- limitou-se a dizer. Seu coração parecia querer sair do peito. Lógico que estava quente, mas por efeito do aquecedor.

-Tire-a. Ela só irá nos atrapalhar- ele pediu, mas Ino teve a impressão de que fora uma ordem. Obedeceu o rapaz e tirou a camisola, ficando somente com a calcinha. De fato, sentiu-se mais confortável, embora agradecesse que estivesse escuro e que ele não pudesse vê-la. Então sentiu a mão quente dele tocar sua cintura e ir descendo lentamente até chegar na única peça de roupa em seu corpo. Tirou-a lentamente e a loira sentiu seus pêlos se eriçarem com o contato da pele quente dele com a sua.

-Sai... –ela chamou, aninhando-se nos braços do rapaz, mas ele a interrompeu.

-Beije-me, Ino- pediu. Ela ergueu a cabeça e, de súbito, seus lábios se encontraram. A mão dele subiu e a segurou na nuca, aprofundando o beijo.

Se Ino havia achado a primeira experiência de um beijo estranha, aquele, com uma língua roçando no interior da sua boca tornara-se muito pior. Sentir aquela língua exploradora e volupiosa lhe causava arrepios. Agradeceu quando ele se afastou e ela pôde dizer adeus à boca escancarada e à língua indecente.

Sentiu o corpo dele se erguer e ficar sobre o seu. Encarando a escuridão, Ino sentiu os lábios quentes dele depositarem leves beijos em seu pescoço e ir descendo. A pele ia se arrepiando e o coração acelerando à medida que ele ia descendo.

Segurando a loira nas costas, sentindo sua pele macia, Sai deixou que sua língua brincasse com os seios rijos da moça, mordiscando levemente e beijando a pele sensível. A jovem estremeceu levemente, sem saber o que fazer. Era estranho sentir alguém tocando seu corpo daquela maneira... Sentia-se quase suja ao perceber que não negava aquelas carícias indecentes. Sua mão moveu-se instintivamente para os cabelos do outro e afagaram-no.

A cabeça dele se ergueu e olhou para os olhos azuis dela, agora acostumados ao escuro. Mordeu o lábio inferior e beijou-a no pescoço, encostando a cabeça na curva do mesmo. Enquanto ela sentia algo realmente estranho entre as pernas, imaginando o que poderia fazer para que o desconforto acabasse. A mão do moreno desceu mais uma vez até uma de suas coxas, afastando-as. Ino estremeceu ao sentir sua virilha em contato com aquilo.

A loira sentiu uma forte concentração quando ele a penetrou e seus lábios se abriram num longo e alto gemido doloroso. O que estaria acontecendo que lhe causara uma dor tão repentina?

-Fique quieta!-ele lhe disse em tom de urgência- Quer que pensem que estou te assassinando? Fique quieta, fique quieta!

Mas os gemidos da garota logo se transformaram em gritos. O rapaz apressou-se a tirar uma das mãos do cabelo da moça e tapar-lhe a boca. Ela lutou, possessa, contra aquela dor, mas o peso do rapaz a impedia e seus gritos eram abafados.

E a agonia continuava. Ele entrava e saía dela num ritmo cada vez mais rápido, arfando, o corpo suado e rijo. Então, uma mudança qualquer o aquietou e, misericordiamente, ele saiu de cima dela, rolando para um lado da cama, ofegante.

-Será melhor para você da próxima vez- ele falou- Na mulher, sempre dói mais...

E por que você não teve a decência de me avisar antes?! Teve vontade de rosnar, mas o alívio se apoderara do seu corpo, impedindo-a de fazer qualquer coisa. Desejou nunca mais sentir aquela dor que rasgava tecidos e a contraía impiedosamente. Cansada, Ino sequer mudou de posição: dormiu profundamente do jeito que fora deixada pelo marido.

XxXxX

O ruivo suspirou, impaciente. Estava na mansão dos Hyuuga, na sala de estar e em frente a Hiashi. Em todos os anos em que tivera que ir embora de súbito e avisar o senhor Hyuuga de última hora, o homem jamais demonstrara tamanha aversão. Suspirou mais uma vez, demonstrando que sua paciência estava chegando ao limite.

-Senhor Hyuuga, eu moro na Austrália. Trabalho , não aqui. –O rapaz enfatizou- E quando sou solicitado na Embaixada, tenho que voltar imediatamente.

-Sim, mas porque cargas d'água você foi solicitado justo agora?-o homem cruzou os braços, emburrado. Definitivamente, aquela pose de criança insatisfeita não combinava com ele.

-Não sei, senhor Hyuuga- ele falou em um tom definitivo, de quem não queria discutir- Onde está Hinata? Vim para me despedir dela.

-No quarto- o homem falou, ainda insatisfeito. Depois de ignorá-lo, Gaara subiu as escadas e encontrou a outra filha de Hiashi, a caçula Hanabi.

-Boa noite- ela cumprimentou-o formalmente- Procurando minha irmã?

-Sim. Pode me informar onde é o quarto dela?-ele pediu nom mesmo tom. A moça se virou bruscamente e apontou para a última porta do corredor- Obrigado.

-Disponha- ela deu de ombros.

-Bem, Hanabi... Vou voltar para a Austrália e não votarei tão cedo- ele explicou- Então adeus...

-Tchau- ela disse, indiferente, e saiu. Num suspiro, Gaara rumou para onde lhe fora apontado, parou e bateu na porta três vezes.

-Papai...? É o senhor?-ele escutou a voz hesitante da menina vinda do quarto.

-Não. Sou eu: Gaara- o rapaz falou, as mãos escondidas nos bolsos. Escutou passos rápidos e logo a porta foi aberta, revelando a moça de robe e o rosto corado.

-A... A que devo uma visita tão tarde...?-ela perguntou timidamente.

-Desculpe-me pelo horário, mas eu precisava me despedir... –ele suspirou. Os olhos dela se arregalaram de leve, então abriu espaço para que ele pudesse entrar.

-Despedir?- ela repetiu e o rapaz fez que sim com a cabeça- Irá voltar para Sydney...?

-Sim... Eu só vim para isso. Não quero parecer impertinente e prolongar a visita... Além de quê, é indelicado um rapaz ficar no quarto de uma moça até tão tarde... –ele explicou.

-Eu... Também tenho algo para lhe falar... –ela insistiu, corada. Num leve sorriso, Gaara segurou-se queixo e admirou seus olhos.

-Duvida que eu adivinhe...?- desafiou e ela fez que sim com a cabeça. Do lado de fora, a chuva caía silenciosa e tristemente. Um raio cortou o céu, enquanto o jovem ruivo entrava no quarto e a morena fechava a porta- Você quer terminar.

-Como...?!-ela virou-se para ele, surpresa.

-Desde o início, tenho percebido... Que só sirvo para enganar seu pai, fazê-lo achar que um dia iremos nos casar... Mas não sou eu quem você ama- ele mordeu o lábio inferior e sorriu depois. Pela expressão da menina, ele acertara. Sempre acertava.

-Mas... Se você sabia... Por que não...?-ela perguntou timidamente.

-Eu não posso dizer que te amei, Hinata... –ele confessou- Mas você sempre foi meu refúgio; alguém que eu sempre quis ter por perto. Mas apenas como amigo...

-Entendo- ela sorriu- Então poderemos ser só amigos daqui para frente.

-Certo. Vou falar com seu pai- ele deu um sorrisinho- Ele estava quase marcando a data do nosso casamento...

-Bem típico dele... –ela riu.

-Só quero saber que expressão ele fará quando eu disser que estamos terminando- ele suspirou, imaginando o que estava por vir. Com o perdão da palavra, ele estava ferrado.

Yo, minna...

Parece que eu demorei mais do queria nesse capítulo... Sinto muito... ç.ç

Mas ele até que ficou grande, vocês não acham? Eu fiquei com medo que ficasse muito maior que os outros...

Enfim, meu primeiro hentai e, como vocês viram, não foi lá muito agradável para a nossa protagonista.

Respondendo Reviews

Brighit Raven- Sim, eu errei quando escrevi senhorita dirigido à Ino... Acontece, né? Agora ela é a senhora Yamabe, como você mesma me sugeriu! n.n

Aqui está o meu primeiro hentai... Não sei se ficou bom, mas espero que tenha passado a impressão que eu quero: de que a Ino detestou a primeira vez dela XD

Certo, eu te adicionei no MSN, só que eu não entro muito... Sinto muito T.T

Muito obrigada por acompanhar a minha fic...!

Beijos!

Pandora Potter-jm- Priminha queriiiida! n.n

Fico feliz que esteja lendo minha fic e perca seu tempo comentando nela! Obrigada mesmo... E obrigada pelo toque! Estou começando a reler minhas fics pra procurar erros! Ò.Ó

Bom, eu não expliquei? Ah, não expliquei... n.n' A Ino se submeteu ao casamento por causa do pai dela. Sabe como é, né... Ela acredita nas decisões do pai dela e, se ele acha que o Sai é o melhor para ela, ela concorda e assina em baixo...! n.n

O que achou do meu primeiro hentai...? Por favor, não me mate...! ú.ù Eu também fui reler e não acreditei que tinha escrito isso...

Aliás, que idéia foi aquela de falar para a senhorita Sarah-Gray que eu não vou com a cara dela?! ò.ó

Bom, mas eu te perdôo só porque você chegou e vamos nos ver amanhã... Ou depois... O¬O

Beijos!!

Sabaku no Y- Que bom que você resolveu ler... n.n

Bom, mas não estranhe... Como eu já coloquei, eles sequer se beijaram. Era só para ser algo superficial, mesmo e, como você disse: para ele e a Ino se conhecessem... Pobre da Hina-chan se furassem os lindos olhinhos perolados dela... n.n'

Desculpa não ter atualizado rápido este capítulo, provavelmente nem um próximo, mas eu prometo que os outros serão rápidos... Problemas técnicos, sabe como é, né...?

Obrigada por comentar, tá?

Beijão!!

Monique-sama- Oba...! Adoro novas leitoras...! Elas me deixam feliz porque mostra que outras pessoas também gostam da minha fic...! n.n

Obrigada por gastar seu tempo postando uma review na minha fic... Aliás, desculpa pela demora... Eu gostaria de ter postado o capítulo mais cedo, mas me enrolei um pouco...

Prometo que tentarei não demorar muito...

Beijão! E muito obrigada!

Propaganda:

-A Lenda de Gaia (da minha priminha)

-Love at Second Sight (by Luh-san, nossa querida Brighit Raven!)

-A princesinha! (da Pink Ringo)

-Segundas Intenções (da Pink Ringo também)

-O Império (da Motoko Lee)

-A princesinha e os sete Akatsukis ( da Hyuuga Lira, ou da irmã gêmea da Hina-chan)

-O gosto do erro (de Sabaku no Y)

Bom... Essas são as fics que eu gostei, certo...? Leiam também! Eu li e adorei! Aproveitem e deixem reviews para as autoras que gastam seu tempo tentando nos fazer feliz! 8D

Beijão, pessoal!

Ja ne!